Ana Fernandes Aguiar Gonçalves Cardoso ?· Ana Fernandes Aguiar Gonçalves Cardoso Interdiscursividade…

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<p>Ana Fernandes Aguiar Gonalves Cardoso </p> <p>Interdiscursividade na instncia enunciativa Selees </p> <p>Uberlndia Outubro de 2008 </p> <p>Ana Fernandes Aguiar Gonalves Cardoso </p> <p>Interdiscursividade na instncia enunciativa Selees </p> <p>Dissertao apresentada como requisito parcial para obteno do ttulo de Mestre em Lingstica no Programa de Ps-graduao, Curso de Mestrado em Lingstica da Universidade Federal de Uberlndia. rea de concentrao: Estudos em Lingstica e Lingstica Aplicada; Linha de Pesquisa: Estudos sobre texto e discurso; Tema: Formao e funcionamentos discursivos; Orientador: Prof. Dr. Joo Bsco Cabral dos Santos; Co-Orientador: Prof. Dr. Ernesto Srgio Bertoldo </p> <p>Uberlndia Outubro de 2008 </p> <p> Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP) </p> <p> C268i </p> <p> Cardoso, Ana Fernandes Aguiar Gonalves, 1963- Interdiscursividade na instncia enunciativa Selees / </p> <p>Ana Fernandes Aguiar Gonalves Cardoso. - 2008. </p> <p> 186 f. Orientador: Joo Bosco Cabral dos Santos. Co-Orientador: Ernesto Srgio Bertoldo. Dissertao (mestrado) - Universidade Federal de Uber- </p> <p>lndia, Programa de Ps-Graduao em Lingstica. Inclui bibliografia. </p> <p>1 1. Anlise do discurso -Teses. I. Santos, Joo Bsco Cabral dos. II. Bertoldo, Ernesto Srgio, 1964- III. Universidade Federal de Uberlndia. Programa de Ps-Graduao em Lingstica. IV. Ttulo. CDU: 801 </p> <p> Elaborado pelo Sistema de Bibliotecas da UFU / Setor de Catalogao e Classificao mg- 09/08 </p> <p>Interdiscursividade na instncia enunciativa Selees </p> <p> Dissertao defendida e aprovada em ______ de __________________ de 2008, pela </p> <p>banca examinadora composta pelos professores: </p> <p>______________________________ </p> <p>Prof. Dr. Joo Bsco Cabral dos Santos (Orientador) </p> <p>______________________________ </p> <p>Prof. Dr. Ernesto Srgio Bertoldo (Co-orientador) </p> <p>______________________________ </p> <p>Profa. Dra. Gesualda dos Santos Rasia (UNIJU) </p> <p>______________________________ </p> <p>Prof.. Dr. Alice Cunha de Freitas (UFU) </p> <p>...a Sua destra e o Seu brao santo nos alcanaram a vitria. </p> <p> memria do meu av, Francisco Fernandes Segura, </p> <p>que no viu chegar este dia, mas sempre acreditou e festejou antecipadamente.</p> <p>DEDICATRIA </p> <p> Ao meu amor forte, paciente e sbio, Mrio </p> <p>Lcio, minha felicidade e minha gratido infinita. </p> <p>E aos nossos filhos Raquel e Davi, para/com quem buscamos fazer coisas e esperamos </p> <p>desfrutar do nosso tempo. </p> <p>Aos meus pais, Terso e Ana Rita, que nas horas mais difceis me suportaram e me </p> <p>animaram </p> <p> D. Alcdia, minha sogra, pelo amor e cuidado e pelas palavras de estmulo </p> <p> Aos Sr. Primo e D. Terezinha, que me </p> <p>acompanharam por todo tempo e se empenharam na torcida. </p> <p> Ao orientador Joo Bsco, que me acolheu no </p> <p>meio do caminho e com pacincia me permitiu terminar a travessia. </p> <p> Aos meus irmos Terso Jr. e Teka, Natan e </p> <p>Carla, Jos e Vanina, meus cunhados Samuel e Lcia, Zezinho e Llian, Joo e Ana, </p> <p>e aos meus sobrinhos: Csar, Clarete e Leandro, Rafael, Daniel, Adriel, Marcos, Ana </p> <p>Beatriz, Ana Teresa, Adriana, Marlia, Mariana, Marina e Amanda, </p> <p>minha torcida organizada. </p> <p>Ao Luan e ao Luka, meus sobrinhos-netos. </p> <p>Ao Sr. Joo, meu sogro. </p> <p> AGRADECIMENTOS </p> <p>A Deus, cujo amor move a realizao daquilo que coopera para o bem dos que O amam. </p> <p>Ao prof. Joo Bosco Cabral dos Santos que, com sua pacincia, sabedoria, habilidade e paz, mudou a histria de uma batalha perdida. </p> <p> prof. Alice Cunha de Freitas pelas palavras de nimo e simpatia demonstrada ao longo deste percurso e por aceitar participar da banca da defesa desta dissertao. </p> <p> prof. Gesualda dos Santos Rasia pela disposio em participar da banca de defesa desta dissertao. </p> <p>Ao prof. Ernesto Srgio Bertoldo que desencadeou providncias que consolidaram a realizao desta dissertao quando ainda era um projeto, e, tambm, pelas valiosas contribuies tericas nas aulas e na banca de qualificao, bem como sua disposio em ser meu co-orientador. </p> <p>Ao prof. Cleudemar Alves Fernandes pelas primeiras direes em tempos de identificao com a Anlise do Discurso, e, tambm, por suas contribuies necessrias e pontuais na banca de qualificao. </p> <p> prof. Fernanda Mussalim pelo conhecimento to graciosamente repartido desde a UNIFRAN at a UFU, e seu exemplo de vida. </p> <p>Ao prof. Antnio Fernandes Jnior pela leitura e sugestes preciosas. </p> <p> querida professora Sheila Oliveira, do Centro Universitrio de Franca, pelo apoio, questionamento oportuno e direcionamento. </p> <p>Aos queridos colegas, Jnia, Maringela, Marlia, Cirlana, Fernanda, Walkiria, Mara, Cida, Claudia, Ana Jlia, Snia, Thyago, Ivi, Ismael, Carla, Guilherme, Carmen, Luis Fernando, Maria Helena, Clo, Regina, Ana Maria, Anna Carolina, Eduardo, Malther, Franciele, Clcio, Helosa, Kelen, Karina, Divimar, Jessica, Eduardo, que trabalhamos juntos nesse empreendimento. </p> <p>Aos vencedores do tempo: Cleide, Giselly, In, Rodrigo Henrique, Judith, Clo, Ricardo, Rita, Luciana, Marina, Walleska e Luiz Eduardo, a turma 2006/2. </p> <p> Solene, pelo apoio, disposio, amabilidade e amizade que sempre me dispensou. </p> <p> Eneida, pela eficincia, cuidado e gentileza, para comigo. </p> <p> Adriana, Abadia e Luciene, amigas fiis, pela pacincia em ouvirem minhas aflies tericas e lerem meus textos; </p> <p>Ao casal Douglas e Cristiane, que acreditou e incentivou este projeto com sugestes precisas. </p> <p> Tamarisa e ao Hermes pela disposio e confiana em ceder seus acervos particulares de revistas Selees. </p> <p> Neire, cujos palpites e questionamentos foram valiosos; </p> <p>Aos colegas da escola Minas Gerais, Rosngela pelo suporte, Marize, pela pacincia em reajustar horrios, e aos demais colegas que me ajudaram me animando, ouvindo e criticando minhas apresentaes e reflexes. </p> <p>Aos meus amados alunos, primeiros anos de 2006, 2007, 2008, pelo estmulo e inspirao em tempos cruciais desta jornada. </p> <p>Ao Sr. Primo, pelo apoio e acompanhamento no trajeto, e pela sua leitura cuidadosa deste texto. </p> <p> famlia Sal da Terra, pela contribuio material e espiritual para a realizao deste trabalho. </p> <p>Aos meus pais, que sempre exigiram que eu buscasse as respostas para os meus questionamentos o mais prximo das fontes que pudesse, sem preconceitos quanto s ideologias ou saberes, mesmo que nessa busca eu me confrontasse com o estranho. </p> <p>Ao Davi e Raquel, que respeitaram minhas frias no Hava, como chamaram minhas longas horas de estudo e escrita, em isolamento, no meio da sala, e aguardaram, resignadamente, em minhas constantes ausncias. </p> <p>Ao Mrio Lcio, que, com amor, companhia, propsito e identidade, no me permite abandonar empreendimentos uma vez comeados por mais impossveis que sejam.</p> <p>RESUMO </p> <p>O objetivo deste trabalho identificar, sob a fundamentao terica da Anlise do </p> <p>Discurso de corrente francesa, elementos de uma interdiscursividade sobre a </p> <p>alimentao, a partir de seqncias discursivas apreendidas em textos escolhidos da </p> <p>revista Selees, enquanto instncia enunciativa sujeitudinal. Supomos que as </p> <p>manifestaes enunciativas do discurso miditico so ndices de enunciatividade no </p> <p>funcionamento de enunciados operadores de interdiscurso. Assim, a anlise </p> <p>empreendida visa focalizar as manifestaes discursivas numa macro-instncia, </p> <p>enquanto conjuntura enunciativa e numa micro-instncia, estabelecendo o potencial </p> <p>enunciativo (SANTOS, 2004). O mapeamento das regularidades se faz mediante a </p> <p>disposio das manifestaes discursivas em chamadas matrizes de interdiscursividade, </p> <p>que se configuram como variveis na estrutura das ocorrncias. Tais ocorrncias </p> <p>demarcam espaos discursivos que, em sua diversidade, numa anlise das seqncias </p> <p>enunciativas e as manifestaes que nelas emergem, fazem explicitar significaes que </p> <p>se efetivam por meio do enunciado operador. Dessa forma, chega-se ao lugar da </p> <p>enunciao enquanto tomadas de posio em nvel de significao que um enunciado </p> <p>assume na configurao enunciativa de um texto sob determinadas condies de </p> <p>produo na decorrncia da clivagem interdiscursiva na interseo com as formaes </p> <p>discursivas constitutivas do processo enunciativo (SANTOS, 2008, mimeo). </p> <p>Palavras-chaves: Interdiscursividade, Instncia Enunciativa Sujeitudinal, Discurso </p> <p>Miditico, Revista Selees. </p> <p>ABSTRACT </p> <p>This dissertation aims at identifying, taking as theoretical framework French Discourse </p> <p>Analysis, interdiscursivity elements on food. It will be examined discursive sequences </p> <p>in texts selected from Readers Digest, featured as enunciative instances of </p> <p>subjectivity. It is supposed that enunciative manifestations of media discourse are </p> <p>enunciativity indexes of enounces operating as interdiscourse and working in several </p> <p>discourses. Thus, analysis will focus such enounces as macro-instance, considering </p> <p>them in an enunciative conjunction and as micro-instance while enunciative potential </p> <p>(Santos, 2004). Regularities will be mapped in the so-called interdiscursivity matrixes. </p> <p>Such occurrences mark discursive spaces in which emerge meanings. This way, </p> <p>enunciation works as meaning positions taken by enounces in texts are under </p> <p>production conditions, result of an interdiscursive intercourse in the intersection of </p> <p>discursive formations inside enunciation (Santos, 2008, mimeo). </p> <p>Key-words: Readers Digest Magazine, Interdiscursivity, Enunciative Instances of </p> <p>Subjectivity, Discourse of the Media. </p> <p>SUMRIO </p> <p>INTRODUO ...................................................................................................... 19 </p> <p>CAPTULO 1 O Devir Fluido do Inabalvel </p> <p>Consideraes Gerais ....................................................................................... </p> <p>31 Indstria cultural: a contradio da semelhana ...................................... 33 Ps-modernidade: a referncia se esvai ..................................................... 37 Devir: o mundo em movimento ................................................................... 41 </p> <p>Devir-mquina: a aparelhizao corporal ..................................... 45 Devir-animal: a animalizao essencial ......................................... 45 </p> <p>Consideraes finais .................................................................................. 46 CAPTULO 2 Entre o dizer e o discurso </p> <p>Consideraes Iniciais .................................................................................... </p> <p>51 Interdiscurso: o sentido segundo tomadas de posio............................. 51 </p> <p>Heterogeneidade Enunciativa: o eterno dizer do outro ............... 60 Matriz de interdiscursividade: a operao de fraes ................ 64 </p> <p>Sobre Formao Discursiva: o que pode e deve ser dito.......................... 65 Memria discursiva: a condio do legvel ........................................... 67 A forma-sujeito: a evidncia da interpelao......................................... 68 Instncia enunciativa sujeitudinal: constituio pela outricidade ......... 70 Gnero discursivo venenos ou tranqilizantes no discurso miditico.... 71 </p> <p>Consideraes finais .................................................................................. 76 CAPTULO 3 Interdiscursividade na enunciao Selees ................................................... 81 </p> <p>Anlise de corpus ...................................................................................... 88 Textos I e II: Comer o que quiser... e Alimentos que renovam sua energia ........................................................................................ </p> <p> 89 </p> <p>Textos III e IV: Volte a comer o que era proibido e Fast-food j! ...................................................................................................... </p> <p> 112 </p> <p>Textos V e VI: A dieta adoro comer e A dieta do leite .......... 126 Consideraes finais .................................................................................. 139 </p> <p>REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS ................................................................... 145 </p> <p>ANEXO 1 ............................................................................................................... 150 </p> <p>ANEXO 2 ............................................................................................................... 184 </p> <p>Introduo E disse Deus: Haja luz! </p> <p>E houve luz! (Gnesis 1:3) </p> <p>Consideraes Gerais </p> <p>H teorias lingsticas que explicam com mais propriedade como se faz coisas </p> <p>com as palavras, todavia, podemos dizer que, para a Anlise do Discurso, a relevncia </p> <p>de iniciar o trabalho sob esta epgrafe, consiste em verificar nos dizeres bblicos da </p> <p>criao do mundo, pela interdiscursividade e heterogeneidade, que h um real. </p> <p>Para ns, o real tem a ver com o carter material do sentido, tomado como o </p> <p>elemento ideolgico que estabelece relao entre a materialidade lingstica e a </p> <p>significao. </p> <p>Trata-se de uma hiptese fundamental para a nossa perspectiva terica: no h </p> <p>dizer novo. Este o objeto da nossa investigao: a interdiscursividade que se apresenta, </p> <p>pelo repetvel, no universo da enunciao. Esse foi o alicerce sobre o qual construmos </p> <p>nossa hiptese. </p> <p>Esta dissertao tem a finalidade de, sob o referencial terico-metodolgico da </p> <p>Anlise do Discurso de linha francesa, analisar enunciados da revista Selees, visando </p> <p>a explicitar os efeitos de interdiscursividade em textos, tomados como manifestaes </p> <p>enunciativas, cuja temtica aborde a alimentao, de modo a promover uma </p> <p>interpelao, constituio, identificao e inscrio em formaes discursivas </p> <p>subjacentes a esses enunciados. </p> <p>A pesquisa tambm tem a finalidade de analisar e descrever quais so as </p> <p>formaes discursivas que integram as condies de produo dos textos, de forma que </p> <p>sejam constituintes de uma produo de sentidos. Sabe-se que as condies de produo </p> <p>incidem sobre o contexto scio-histrico e ideolgico nos quais os sujeitos se inscrevem </p> <p>e formulam os textos, e, tambm, as posies nas quais eles se situam e enunciam. </p> <p>nesse sentido que tomamos como relevante os elementos constitutivos que cercam a </p> <p>produo do texto.</p> <p>20 </p> <p>A motivao para a referida pesquisa, que foram as reflexes acerca da </p> <p>multiplicidade de sentidos que podem ser apreendidos, levar em conta que os sujeitos </p> <p>esto envolvidos num contexto em que transformaes acontecem, aparentemente, de </p> <p>forma muito rpida e atingem a sociedade em vrios campos, produzindo efeitos dos </p> <p>mais diversos, ao re-significar de dizeres. </p> <p>Notamos que o estabelecimento da verdade do momento se realiza pela </p> <p>linguagem, ou seja, uma instncia enunciativa sujeitudinal, enquanto lugar discursivo, </p> <p>torna-se exposta a um di...</p>

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