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  • UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES

    PS-GRADUAO LATO SENSU

    PROJETO A VEZ DO MESTRE

    A TERAPIA OCUPACIONAL NA REABILITAO FUNCIONAL

    DE PACIENTES COM FRATURA DISTAL DO RDIO

    Por: Lucilene de Azeredo Sousa

    Orientador

    Prof. Mary Sue Carvalho Pereira

    Rio de Janeiro

    2007

  • 2

    UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES

    PS-GRADUAO LATO SENSU

    PROJETO A VEZ DO MESTRE

    A TERAPIA OCUPACIONAL NA REABILITAO FUNCIONAL

    DE PACIENTES COM FRATURA DISTAL DO RDIO

    Apresentao de monografia Universidade

    Candido Mendes como requisito parcial para

    obteno do grau de especialista em Docncia do

    Ensino Superior.

    Por: Lucilene de Azeredo Sousa

  • 3

    AGRADECIMENTOS

    ....a minha orientadora Prof. Mary Sue

    Carvalho Pereira e aos meus amigos .

  • 4

    DEDICATRIA

    .....dedica-se aos meus pais, meu irmo, e

    minhas filhas.

  • 5

    RESUMO

    A fratura distal do rdio se caracteriza por perda funcional, no qual o

    tratamento cirrgico traz como conseqncias cicatrizaes problemticas,

    impossibilitando a interao do paciente com o meio ambiente.

    A interveno de tcnicas de Terapia Ocupacional no paciente ainda

    imobilizado, contribui para a recuperao do padro motor anterior,

    proporcionando uma rpida reabilitao funcional e a reintegrao do paciente

    em suas atividades de vida diria e pratica.

    O Docente do ensino Superior representa um papel fundamental na

    formao do profissional de Terapia Ocupacional na atuao em pacientes com

    fratura da extremidade distal do rdio. Haja visto, a necessidade de um amplo

    conhecimento de disciplinas especficas.

    O conhecimento de anatomia, biomecnica, como tambm saber

    distinguir o tipo de fratura e qual abordagem ser ideal para o tratamento,

    determinar o objetivo, o objeto e o mtodo a ser utilizado na interveno

    Teraputica Ocupacional.

    Ao planejar o histrico das disciplinas e o plano de curso, o Docente do

    Ensino Superior dever construir um ensino fundamentado e contnuo para

    formao do profissional de Terapia Ocupacional.

  • 6

    METODOLOGIA

    O objeto da abordagem biomecnica a restaurao dos movimentos e

    futura reabilitao da capacidade funcional.

    Ao concluir um estgio na rea de Traumato Ortopedia, a reabilitao

    funcional em pacientes com fratura da extremidade distal do rdio,

    engrandeceu de forma ampla o meu conhecimento na especificidade da

    Terapia Ocupacional.

    Logo, determinei minha pesquisa sobre o tema.

    O assunto abrange conhecimento em anatomia, biomecnica, traumato

    ortopedia e a especificidade da Terapia Ocupacional.

    O presente trabalho foi realizado atravs de pesquisa bibliogrfica de

    todos os tpicos pertinentes e de diferentes autores.

  • 7

    SUMRIO

    INTRODUO 08

    CAPTULO I - A anatomia 10

    CAPTULO II - A biomecnica 17

    CAPTULO III A fratura 20

    CAPTULO IV A Terapia Ocupacional 27

    CAPTULO V A abordagem biomecnica 32

    CONCLUSO 36

    BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 38

    NDICE 39

    FOLHA DE AVALIAO 41

  • 8

    INTRODUO

    A fratura da extremidade distal do rdio a mais freqentes do membro

    superior e se caracteriza por instantaneamente incapacidade funcional. Trata-

    se de traumatismo cujo tratamento cirrgico, leva a cicatrizao problemtica.

    Nas ultimas duas dcadas, especialistas da rea buscam evidncias

    cientificas consiste na classificao do tratamento e na reabilitao funcional

    das fraturas distal do radio, cujas seqelas so motivos de justa preocupao.

    Calles (1 814) pioneiro na descrio das fraturas da extremidade distal

    do radio em um estudo retrospectivo relatou um elevado ndice de

    complicaes incluindo a compreenso do nervo mediano, consolidao

    viciosa, artrite pos-ulnar, rigidez digital, rotura tendinosas, distrofia simptico-

    reflexiva e contratura isqumica de wolkmann.

    A reabilitao das fraturas do tero distal do rdio, no se resume a

    capacidade de amplitude de movimentos das articulaes envolvidas na leso,

    mas tambm em prevenir e minimizar as complicaes freqentes desta leso.

    A aquisio funcional satisfatria depender de uma correta abordagem

    ortopdica e do encaminhamento precoce a reabilitao. Nesse momento, o

    paciente encontra-se com limitaes de movimentos e um dficit funcional para

    realizao de seus cuidados pessoais, atividades profissionais, temor e

    insegurana, necessitando de uma abordagem holstica para sua ampla

    reabilitao.

    O docente do ensino superior apresenta uma fundamental participao

    na formao desse profissional que em sua vida prtica ter como meta

  • 9

    reabilitao o paciente que apresenta seqelas da fratura da extremidade distal

    do radio.

    Ao realizar o plano de ensino para o graduando do ensino superior do

    curso de terapia ocupacional devera planejar o histrico das disciplinas, o seu

    contedo e seus pontos fundamentais para o perfeito conhecimento dos

    tpicos e ttulos necessrios para a formao desse profissional.

    Concomitamente o decente planejara seu plano de curso para cada

    semestre visualizando o curso de forma integralizada e contnua.

    Alm da necessidade de conhecimento da abordagem teraputico

    ocupacional, o docente devera como pr-requisito introduzir a este discente, o

    conhecimento da anatomia humana, biomecnica humana, fisiopatologia e

    traumato ortopedia.

    Majoritariamente, o docente do ensino superior atravs de seu vnculo

    de qualidade representara um cone para formao para a formao do

    profissional de terapia ocupacional.

  • 10

    CAPTULO I

    ANATOMIA

    1.1 ANATOMIA DO PUNHO

    O punho esta na juno do antebrao com a mo ( MOORE , 2001). O

    termo punho e usado para extremidade distal do antebrao que corresponde

    aos ossos radio e ulna.

    Na parte distal do antebrao, encontra-se uma dupla fileira transversal

    de ossos curtos, constituindo o carpo. Inferiormente, encontra-se cinco colunas

    sseas verticais , formando em seu conjunto o metacarpo. Distalmente,

    formam-se os cinco dedos, compreendidos cada um de trs falanges, exceto o

    polegar que possui apenas duas falanges. (LATERJET,1975)

    Os oitos ossos que constituem o carpo esto articulados entre si e

    mantidos por fortes ligamentos. Dispe-se em fileiras proximal, onde esto os

    ossos escafide, semilunar, piramidal e pisiforme; e fileira distal que compem

    o trapzio, o trapezide, capitato e hamato.

    A extremidade proximal do carpo e convexa,antero-posterior e latero-

    medialmente, que se articula com o radio, enquanto os ossos da fileira distal se

    articulam com os ossos do metacarpo.

    Os metacarpos apresentam base, difise e cabea. As cabeas

    articulam-se com as falanges proximais. As difises so levemente cncavas

    anteriormente e as bases articulam-se com os ossos das fileiras distal I do

    carpo.

  • 11

    A base do metacarpo possui uma face articular em sela que se encaixa

    em face semelhante do trapzio. Essa articulao em sela e a posio

    particular do metacarpo na qual proporciona uma maior fragilidade ao polegar

    sendo assim fundamental para realizao dos movimentos de pina e

    preenso.

    As falanges possuem base, corpo e cabea, Todas as falanges so

    cncavas no sentido da mo. A falange proximal apresenta uma faceta oval na

    sua base para articular-se com a cabea do metacarpo.

    Possui tambm duma superfcie articular em forma de polia, para

    articular-se com a base da falange media, a qual apresenta uma crista mediana

    que se encaixa no sulco da polia da cabea da falange proximal. As falanges

    distais apresentam uma tuberosidade no lugar da cabea.

    1.2 MSCULOS

    Os msculos intrnsecos da mo esto em quatro compartimento. No

    compartimento tnar encontra-se os msculos tnares: abdutor curto do

    polegar, flexor curto do polegar e oponente do polegar.

    Os msculos tnares formam a eminncia tnar na face lateral da palma

    e so os principais responsveis pela oposio do polegar. Este movimento

    complexo comea com o polegar na posio estendida e envolve uma rotao

    medial do 1 metacarpo produzido pela ao do msculo oponente do polegar

    na articulao carpometacarpal e depois abduo, flexo e aduo.

    A ao do reforo do msculos adutor do polegar e flexor longo do

    polegar aumentam a presso que o polegar pode exercer sobre as pontas dos

    dedos. O movimento normal do polegar e importante para as atividades

    precisas da mo.

  • 12

    O msculo abdutor curto do polegar forma a parte antero-lateral da

    eminncia tnar, abduz o polegar na articulao carpometacarpal e auxilia o

    msculo oponente do polegar durante os estgios iniciais de oposio.

    O msculo flexor curto do polegar localiza-se medialmente ao msculo

    abdutor curto do polegar. Seus tendes normalmente contem um osso

    sesamoide e filete o polegar nas articulaes carpometacarpal e

    metacarpofalangeana e auxilia na posio do polegar.

    O msculo oponente do polegar tem formato quadrangular, situa-se

    profundo ao msculo abdutor curto do polegar e lateralmente ao msculo flexor

    curto do polegar e responsvel pela oposio do polegar.

    No compartimento adutor encontra-se o aduto