sistema de informação em saúde dado caracteriza um fato ou circunstância valor bruto ...

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Sistema de Informação em Saúde Dado Caracteriza um fato ou circunstância Valor bruto Informação Conhecimento obtido a partir dos dados Implica em interpretação por parte do usuário Dado trabalhado Atividade “meio” e não “fim”

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  • Sistema de Informao em Sade Dado Caracteriza um fato ou circunstncia Valor bruto Informao Conhecimento obtido a partir dos dados Implica em interpretao por parte do usurio Dado trabalhado Atividade meio e no fim
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  • Sistema de Informao em Sade Informao - Deciso - Ao atualizada, completa, fidedigna, oportuna, com periodicidade definida pelo sistema depende da qualidade do preenchimento dos instrumentos (boletins de notificao, fichas de investigao, etc) depende da coleta e organizao dos dados depende de um fluxo de informaes bem estabelecido acessvel a todos os profissionais de sade, reas afins e comunidade
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  • Sistema de Informao em Sade Sistema Conjunto de unidades de produo, anlise e divulgao de dados, atuando articuladamente, com a finalidade de atender necessidade de informao da instituio que implementa esse sistema (nas atividades de planejamento, definio de prioridades, alocao de recursos, avaliao de programas desenvolvidos, etc).
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  • Sistema de Informao em Sade 4Sistema de Informao Conjunto de componentes (pessoal, ferramentas e tcnicas) visando a obteno e processamento de dados que atendam necessidade de informao da instituio. 4Sistema de Informao em Sade Conjunto de componentes (estrutura administrativa, departamento de estatstica de sade, unidades de informao em sade) que atuam de forma integrada e que tm por finalidade produzir a informao necessria e oportuna para implementar processos de decises no sistema de sade
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  • Sistema de Informao em Sade 4Sistema de Informao em Sade Objetivo: facilitar a formulao e avaliao das polticas, planos e programas de sade, subsidiando o processo de tomada de decises, com vistas a contribuir para a melhoria da situao de sade da populao
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  • Sistema de Informao em Sade Dados podem ser: Dados produzidos e coletados no setor sade e em outros setores; Dados coletados regularmente (DNC) e no regulares (inquritos e estudos especiais) Dados coletados, preferencialmente devem ser os necessrios para a construo de indicadores (parmetros para avaliao de sade de agregados humanos e fornecer subsdios ao planejamento de sade, acompanhamento das flutuaes e tendncias histricas).
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  • Sistema de Informao em Sade/SUS 4Objetivo: Possibilitar a anlise da situao de sade, tomando como referencial micro-regies homogneas e, levando em considerao as condies de vida da populao no processo sade-doena. 4Pr-requisitos: Deve ser hierarquizado Deve haver integrao dos bancos de dados Deve ser dinmico e gil.
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  • Sistema de Informao em Sade/SUS 4Preconiza-se que, em todos os nveis os dados sejam consolidados e analisados e que haja retroalimentao dos nveis que o precederam (aperfeioamento, gerncia e controle da qualidade dos dados); 4Cinco maiores sistemas: SIH, SIA, SIM, SINASC e SINAN.
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  • SINAN 4Sistema de Informao de Agravos de Notificao l Criado em 1990 l Objetivo: coletar e processar dados sobre agravos de notificao em todo territrio nacional, fornecendo informaes para a anlise do perfil de morbidade e contribuindo para a tomada de decises nos trs nveis do sistema. l Pode ser trabalhado pelos trs nveis: Municipal (CS, DS), Estadual e Nacional; os dados devem ser consolidados e analisados por estes com retroalimentao para os outros nveis;
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  • SINAN 4Formulrio de entrada dos dados foi elaborado em duas partes Boletim de Notificao Semanal de Doenas (numerado e no numerado) Ficha Individual de Investigao. Impresso e distribuio dos impressos numerados responsabilidade do Estado; Impresso e distribuio dos impressos no numerados responsabilidade do Municpio.
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  • SINAN Fluxo das Informaes AGRAVO UNID. DE SADE DIST. SANITRIO NVEL CENTRAL/SMSA DMS/SES NVEL CENTRAL/SES MS
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  • Sistema Nacional de VE 4Pressupostos Heterogeneidade do rol de doenas e agravos sob vigilncia no nvel municipal, mantendo as definidas pelos nveis estadual e federal; Distintos graus de desenvolvimento tcnico, administrativo e operacional dos sistemas locais; Incorporao gradativa de novas doenas e agravos, inclusive doenas no transmissveis ;
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  • SISTEMA NACIONAL DE VE Pressupostos Fluxo de informaes baseado no atendimento s necessidades do sistema local de sade, sem prejuzo do fluxo e periodicidade para os outros nveis do sistema Diferenciao local nos programas de controle, respeitadas as bases tcnico-cientficas de referncia nacional.
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  • VIGILNCIA EPIDEMIOLGICA CONCEITO LEI 8080/1990 Conjunto de aes que proporciona o conhecimento, a deteco ou preveno de qualquer mudana nos fatores determinantes e condicionantes de sade individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de preveno e controle das doenas e agravos.
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  • VIGILNCIA EPIDEMIOLGICA PROPSITOS E FUNES 1) Coleta de dados; 2) Processamento de dados coletados; 3) Anlise e interpretao dos dados processados; 4) Recomendao das medidas de controle apropriadas; 5) Promoo das aes de controle indicadas; 6) Avaliao da eficcia e efetividade das medidas adotadas; 7) Divulgao de informaes pertinentes.
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  • VIGILNCIA EPIDEMIOLGICA COLETA DE DADOS E INFORMAES 1) Tipos de dados: Dados demogrficos e ambientais Dados de morbidade Dados de mortalidade Notificao de surtos e epidemias
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  • VIGILNCIA EPIDEMIOLGICA 2) Fontes de dados: Notificao: a comunicao da ocorrncia de determinada doena ou agravo sade, feita autoridade sanitria, por profissionais de sade ou qualquer cidado, para fins de adoo de medidas de interveno pertinentes. notificar casos suspeitos sigilo notificao negativa Laboratrios
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  • VIGILNCIA EPIDEMIOLGICA Sistemas Nacionais de Informao SIM SIH SINASC SIA Investigao epidemiolgica Fontes especiais Estudos epidemiolgicos: inquritos, levantamentos Sistemas sentinela: fontes sentinela, evento sentinela, reas sentinela.
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  • VIGILNCIA EPIDEMIOLGICA DIAGNSTICO DE CASOS Conceito de caso suspeito Conceito de caso confirmado
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  • VIGILNCIA EPIDEMIOLGICA INVESTIGAO A) ROTEIRO- INDAGAES De quem foi contrada a infeco ? (fonte de contgio) Qual a via de disseminao da infeco, da fonte ao doente ? Que outras pessoas podem ter sido infectadas pela mesma fonte de contgio ? Quais as pessoas a quem o caso pode haver transmitido a doena ? A quem o caso ainda pode transmitir a doena ? como evit-lo?
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  • VIGILNCIA EPIDEMIOLGICA ANDAMENTO DA INVESTIGAO Incio: imediato aps ocorrncia do evento Ficha de investigao epidemiolgica: informaes do mdico e/ou profissionais de sade assistentes, pronturios, resultados de exames laboratoriais, paciente, pessoas da comunidade. TOMADA DE DECISO
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  • VIGILNCIA EPIDEMIOLGICA INVESTIGAO DE SURTOS E EPIDEMIAS Inicia-se, com frequncia, sem hiptese clara Estudos descritivos para formulao de hipteses, posteriormente testadas por estudos analticos (caso- controle) Problemas agudos investigao: coleta de dados e anlise rpida desencadeamento gil das aes de controle Critrios de confirmao de casos: laboratorial e clnico- epidemiolgico
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  • MALRIA A malria ou paludismo uma das mais importantes doenas parasitrias, tambm conhecida como impaludismo, febre palustre e febre intermitente. No Brasil, a malria causada por uma das trs espcimes de plasmdios: - Plasmodium malarie -Plasmodium vivax -Plasmodium falciparum RESERVATRIO: O ser humano o nico reservatrio importante da malria.
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  • MALRIA MODO DE TRANSMISSO: A doena se transmite pela picada de fmea anofelina no ciclo homem- Anopheles - homem. A maioria das espcies de Anopheles se alimenta ao anoitecer ou nas primeiras horas da noite. A malria tambm pode transmitir-se por injeo ou tansfuso de sangue de pessoas infectadas ou por seringas hipodrmicas contaminadas. Pode haver transmisso congnita em casos excepcionais
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  • MALRIA ASPECTOS CLNICOS: O ataque agudo de malria caracteriza-se por um conjunto de paroxismos febris que apresentam quatro perodos sucessivos: frio, calor, suor e apirexia. Podem ser acompanhados de cefalia, nuseas e vmitos. As formas clnicas podem ser leves, moderadas, graves e de urgncia.
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  • MALRIA DIAGNSTICO LABORATORIAL: A confirmao do diagnstico se faz mediante a demonstrao dos parasitos da malria em amostras de sangue examinadas ao microscpio (mtodo da gota espessa ou pelo novo mtodo do capilar, o QBC). Imunodiagnstico: mtodos que avaliam a imunidade humana e a imunidade celular do hospedeiro. So teis tanto em zonas endmicas, como nas no endmicas. As provas diagnsticas mais indicadas na prtica, por serem mais sensveis e operacionalmente mais factveis so a imunofluorescncia indireta (IFI) e a imunoabsoro enzimtica (ELISA).
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  • MALRIA DEFINIO DE CASO: Suspeito - Todo o indivduo que, procedendo de rea onde haja transmisso de malria, ou tendo recebido transfuso sangnea, apresente um quadro febril, especialmente se for acompanhado por sintomas sugestivos de malria. Confirmado - Para ser considerado como caso de malria necessrio a confirmao laboratorial, indicando a presena de parasitos no sangue. importante e necessria a identificao da espcie parasitria.
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  • MALRIA CONDUTA FRENTE A UM CASO: Na rea extra-amaznica, todo caso suspeito ou confirmado de malria deve ser investigado, visando instituio do tratamento e preveno de um surto, caso haja presena dos insetos transmissores na rea.
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  • MALRIA MEDIDAS DE CONTROLE: A estratgia mundial de controle da malria, tem quatro elementos tcnicos fundamentais : diagnstico imediato e tratamento oportuno dos casos; planejamento e aplicao de medidas anti-vetoriais seletivas; deteco pronta de epidemias para cont-las; reavaliao regular da situao da malria no pas, includos os fatores ecolgicos, sociais e econmicos que determinam a doena.
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  • LEISHMANIOSE VISCERAL A leishmaniose visceral tambm conhecida como Calazar uma doena crnica sistmica, caracterizada por febre de longa durao e outras manifestaes, e, quando no tratada, evolui para bito, em 1 ou 2 anos do aparecimento da sintomatologia. AGENTE ETIOLGICO: No Brasil causada por um protozorio da famlia Tripanosomatidae, gnero Leishmania, espcie Leishmania chagasi.
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  • LEISHMANIOSE VISCERAL RESERVATRIO: No Brasil, os mais importantes so o co e a raposa. Os ces infectados podem ou no desenvolver quadro clnico da doena. Os candeos apresentam intenso parasitismo cutneo, o que permite fcil infeco do mosquito e, por este fato, so os mais importantes elos na manuteno da cadeia epidemiolgica.
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  • LEISHMANIOSE VISCERAL MODO DE TRANSMISSO: A Leishmaniose Visceral uma antropozoonose, transmitida pelo inseto hematfago flebtomo Lutzomia longipalpis, mosquito de pequeno tamanho, cor de palha que se alimenta de sangue do co, do homem, de outros mamferos e aves. As fmeas necessitam do sangue para desenvolvimento dos ovos.
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  • LEISHMANIOSE VISCERAL ASPECTOS CLNICOS: Muitos dos infectados apresentam forma inaparente ou oligossintomtica da doena. O nmero de casos graves ou com sintomatologia manifesta relativamente pequeno em relao ao de infectados. A forma clssica caracteriza-se por: febre, astenia, anorexia, perda de peso, hepatoesplenomegalia, queda de cabelos, fenmenos hemorrgicos.
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  • LEISHMANIOSE VISCERAL DIAGNSTICO LABORATORIAL: Diagnstico sorolgico as provas mais sensveis so a de imunofluorescncia e a de ELISA. Diagnstico parasitolgico exames realizados de material retirado preferencialmente do bao e da medula ssea. Exames Complementares: Hemograma (pancitopenia), Dosagem de protenas (inverso relao albumina/globulina), Reao de formol-gel (positiva)
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  • LEISHMANIOSE VISCERAL DEFINIO DE CASO: Caso suspeito - considerado caso suspeito todo indivduo proveniente de rea endmica ou reas onde esteja ocorrendo surto, com febre h mais de duas semanas, com ou sem outras manifestaes clnicas da doena. Caso confirmado - Todo paciente com exame sorolgico ou parasitolgico positivo, com ou sem manifestaes clnicas.
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  • LEISHMANIOSE VISCERAL MEDIDAS DE CONTROLE: Eliminao dos ces infectados; Reduo da populao de flebtomos; Diagnstico e tratamento precoce dos casos objetivando diminuir a letalidade da doena; Aes educativas.
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  • LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA A LTA uma doena infecciosa causada por protozorios do gnero Leishmania, que acomete pele e mucosas. uma zoonose em franca expanso geogrfica no Brasil, sendo uma das infeces dermatolgicas mais importantes, no s pela freqncia, mas principalmente pelas deformidades que podem causar ao homem, na sua forma cutneo- mucosa. Doena relacionada no somente penetrao do homem em focos silvestres, frequentemente em reas de expanso de fronteiras agrcolas. importante problema de sade pblica pela sua magnitude e pouca vulnerabilidade s medidas de controle.
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  • LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA AGENTE ETIOLGICO: H diferentes subgneros e espcies de leishmanias: Leishmania (leishmania) amazonensis ou Leishmania amazonensis. Leishmania (Viannia) guyanensis Leishmania (Viannia) brasiliensis
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  • LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA RESERVATRIO: Leishmania (Leishmania) amazonensis: marsupiais e, principalmente, o rato-sia. Leishmania (Viannia) guyanensis: preguia, tamandu, marsupiais e roedores. Leishmania (Viannia) brasilienses: co, equinos e mulas, roedores domsticos ou sinantrpicos.
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  • LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA MODO DE TRANSMISSO: O modo de transmisso habitual atravs da picada de vrias espcies de flebotomneos, pertencentes a diferentes gneros ( Psychodopygus, Lutzomyia), dependendo da localizao geogrfica. Assim como os reservatrios, os vetores tambm mudam de acordo com a espcie de Leishmania.
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  • LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA ASPECTOS CLNICOS: Leses cutneas: leses de pele podem ser localizadas (nica ou mltiplas), disseminadas por vrias reas do corpo ou difusas (rara). So lceras com bordas elevadas, em moldura, normalmente indolores. Leses mucosas: na maioria, secundrias s leses cutneas. Mais frequentemente, so acometidas as cavidades nasais, seguidas da faringe, laringe e cavidade oral. Leses mucocutneas:leses associadas na pele e mucosa. Comprometimento ganglionar.
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  • LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA DIAGNSTICO LABORATORIAL: Baseia-se na deteco do parasito e em provas imunolgicas. 1) Exame parasitolgico: escarificao, puno aspirativa, bipsia. 2) O diagnstico imunolgico pode ser feito atravs da: Reao de Montenegro - Traduz a resposta alrgica de hipersensibilidade celular retardada. um teste de grande valor preditivo devido sua sensibilidade, sendo positivo em mais de 90% dos casos de LTA. Imunofluorescncia indireta (IFI) e/ou testes imunoenzimticos (ELISA) - Expressam os nveis de anticorpos circulantes. usada em centros de referncia.
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  • LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA DEFINIO DE CASO: Suspeito: indivduo que apresente leso(es) cutnea e/ou mucosa conforme descrito em Aspectos clnicos. Confirmado: dever preencher no mnimo um dos critrios: Residncia, procedncia ou deslocamento em rea endmica + encontro do parasita nos exames parasitolgicos diretos. Residncia, procedncia ou deslocamento em rea endmica + Reao de Montenegro positiva. Residncia, procedncia ou deslocamento em rea endmica (sem acesso a mtodos diagnsticos).
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  • LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA MEDIDAS DE CONTROLE: Medidas de Atuao na Cadeia de Transmisso Em virtude das caractersticas epidemiolgicas peculiares da LTA, as estratgias de controle devem ser flexveis e distintas, adequadas a cada regio ou foco particular.
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  • LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA Medidas de controle: Para a seleo de estratgias adequadas a cada regio geogrfica dever ser considerada a anlise epidemiolgica dos dados referentes a : 1) notificao dos casos humanos; 2) estudos entomolgicos; 3) estudos parasitolgicos; 4) estudos ecolgicos.
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  • LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA As aes resultantes dessa anlise epidemiolgica tm como objetivo: 1) diagnstico precoce e tratamento adequado dos casos humanos 2) reduo do contato homem-vetor atravs de aplicao do inseticida, medidas de proteo individual e controle de reservatrios.
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  • FEBRE AMARELA A Febre Amarela (FA) uma doena infecciosa aguda, febril, de etiologia viral, encontrada em pases da frica e Amricas Central e do Sul. A forma grave caracteriza-se clinicamente por manifestaes de insuficincia heptica e renal, que pode levar morte, em cerca de uma semana. transmitida por vetor.
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  • FEBRE AMARELA RESERVATRIO: Febre Amarela Urbana (FAU): Ser humano Febre Amarela Silvestre (FAS): Primatas no humanos (macaco prego, guariba, macaco aranha e sagui). Marsupiais e alguns roedores tambm suscetveis. MODO DE TRANSMISSO: Geralmente precedida por epizootias. Na FAU, pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado. Na Febre Amarela Silvestre, pela picada de espcies de mosquitos silvestres do gnero Haemagogus.
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  • FEBRE AMARELA ASPECTOS CLNICOS: Quadros inaparentes e oligossintomticos (mdia de 90% de todos os casos de infeco) at formas fulminantes. No quadro tpico: Perodo de infeco: febre, calafrios, cefalia, lombalgia, mialgias, prostrao, nuseas, vmitos. Perodo de remisso: declnio da temperatura e diminuio dos sintomas; sensao de melhora. Perodo de intoxicao: insuficincia hepato-renal (forma ictero-hemorrgico-renal). bito em geral aps 6 ou 7 dia do incio dos sintomas.
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  • FEBRE AMARELA DIAGNSTICO LABORATORIAL: isolamento do vrus em amostras de sangue, fgado ou tecido ps-mortem. demonstrao do antgeno viral e/ou ac. nucleico viral no tecido heptico ou ps mortem; testes sorolgicos, complementares ao isolamento de vrus, podendo ser utilizados como alternativos ao diagnstico - Inibio da Hemaglutinao (IH), Fixao de Complemento (FC), Neutralizao (TN) e Mac Elisa demonstrao de leses histopatolgicas em tecido heptico ps mortem.
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  • FEBRE AMARELA DEFINIO DE CASO: Caso suspeito: Todo paciente residente e/ou procedente de rea endmica para Febre Amarela, ou de transio de Febre Amarela Silvestre, nos ltimos 10 dias antes do incio dos sintomas, com quadro febril agudo, h menos de 7 dias, calafrios, cefalia, lombalgia, mialgias, prostrao, nuseas, vmitos e que, comprovadamente no tenha sido vacinado contra Febre Amarela; Todo paciente com quadro febril agudo, h menos de 7 dias com ictercia e hemorragia, de qualquer procedncia, sem confirmao laboratorial de outro diagnstico e que, comprovadamente no tenha sido vacinado contra Febre Amarela.,
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  • FEBRE AMARELA Caso confirmado: Todo caso suspeito que tenha ao menos uma das situaes: Isolamento do vrus a partir de amostras de sangue ou tecido heptico; converso sorolgica (aumento de pelo menos 4 vezes no ttulo de anticorpos entre o soro coletado na fase aguda e na fase de convalescena) achado de IgM especfica em amostra de sangue (Mac Elisa) deteco do genoma viral laudo histopatolgico compatvel, de paciente oriundo de rea endmica e/ou transio;
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  • FEBRE AMARELA MEDIDAS DE CONTROLE: Vacinao: a vacina de vrus atenuado. Pode-se aplicar a partir dos seis meses de idade; revacinao a cada dez anos.. Rotina do Pas: meta de 100 % pop. reas endmicas; reas epizoticas a cada 4 anos.. Reaes ps-vacinais: dor local, mal estar,cefalia, febre Contra-indicaes : crianas menores de seis meses, gestantes, portadores de processos infecciosos agudos, imunodeprimidos, debilitados, histria de hipersensibilidade a ovo de galinha e seus derivados.
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  • FEBRE AMARELA Medidas de Controle do Vetor: medidas de controle mecnico: So aquelas direcionadas aos recipientes com a eliminao daqueles que podem ser dispensados, evitando-se com isto a manuteno de criadouros favorveis proliferao do Aedes; medidas de controle qumico: 1) tratamento focal 2) tratamento perifocal
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  • FEBRE AMARELA Medidas de Controle do Paciente Isolamento: nenhum. Em reas infestadas com Aedes, deve ser evitado o acesso de mosquitos ao paciente durante os primeiros dias de infeco.
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  • FEBRE AMARELA Medidas em Caso de Epidemias: 1) FAU: Vacinao em massa, aplicao de larvicidas e nebulizao espacial, quando indicado. 2) FAS: Vacinao imediata das pessoas residentes ou que se desloquem para a rea acometida. 3) Contatar o Instituto Evandro Chagas que pode desenvolver pesquisas cientficas de natureza eco-epidemiolgica, na vigncia de epidemias.
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  • LEPTOSPIROSE A leptospirose uma doena infecciosa aguda, de carter sistmico, que acomete o homem e os animais. Sua ocorrncia favorecida pelas condies ambientais vigentes nas regies de clima tropical e subtropical, onde a elevada temperatura e os perodos do ano com altos ndices pluviomtricos favorecem o aparecimento de surtos epidmicos de carter sazonal. AGENTE ETIOLGICO: A leptospirose causada por microorganismos do gnero Leptospira, um dos componentes da famlia dos Espiroquetdeos.
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  • LEPTOSPIROSE RESERVATRIO: Os roedores so os principais reservatrios, albergando a leptospira nos rins, eliminando-as vivas no meio ambiente e contaminando gua, solo e alimentos. Dentre os roedores domsticos, a grande importncia para o Rattus norvegicus (rato de esgoto). MODO DE TRANSMISSO A leptospira transmitida de animal para animal e do animal ao homem; h transmisso homem a homem, porm rara e sem importncia.
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  • LEPTOSPIROSE MODO DE TRANSMISSO A transmisso ao homem ocorre diretamente por contato com urina, sangue, tecidos ou rgos de animais infectados; ou indiretamente, atravs do contato com gua e/ou solo mido ou vegetao contaminados com urina de animais infectados. Em reas urbanas, o contato com guas e lamas contaminadas demonstram a importncia do elo hdrico na transmisso da doena ao homem, pois a leptospira depende da gua para sobreviver e alcanar o hospedeiro.
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  • LEPTOSPIROSE MODO DE TRANSMISSO: A penetrao do microorganismo se d pela pele lesada ou mucosas da boca, narinas e olhos, podendo ocorrer tambm atravs da pele ntegra, quando imersa em gua por longo tempo. A transmisso acidental em laboratrios e a ingesto de alimentos contaminados so tambm descritos
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  • LEPTOSPIROSE ASPECTOS CLNICOS: A infeco humana varia muito em gravidade, desde formas subclnicas at formas mais graves ou fatais. A doena, na maioria dos casos, se inicia abruptamente, com febre, mal-estar geral e cefalia. Existem duas formas clnicas: anictrica e ictrica.
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  • LEPTOSPIROSE DIAGNSTICO LABORATORIAL: Os mtodos sorolgicos so os consagradamente eleitos para o diagnstico da leptospirose. A tcnica de microaglutinao a de escolha e se positiva geralmente a partir da segunda semana da doena. Recomenda-se a realizao de pelo menos dois exames, um no incio e outro a partir da quarta semana de doena. Na impossibilidade de adoo desta tcnica, opta-se pela macroaglutinao, para qual recomenda-se coleta de amostra pelo menos 7 dias aps o incio dos sintomas.
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  • LEPTOSPIROSE DEFINIO DE CASO: Caso suspeito: toda pessoa que apresente sinais e sintomas sugestivos da doena, como febre, mialgias (principalmente na panturrilha), vmitos, calafrios, alteraes do volume urinrio, conjuntivite, ictercia, fenmeno hemorrgico e/ou Sndrome de Weil (alteraes hepticas, renais e vasculares). Toda pessoa que apresente sinais e sintomas de processo infeccioso inespecfico, com antecedentes epidemiolgicos e sugestivos.
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  • LEPTOSPIROSE Consideram-se como antecedentes epidemiolgicos: 1) exposio a enchentes ou outras colees hdricas potencialmente contaminadas, como crregos, fossas, lagos e rios; 2) exposio a esgoto, fossa ou manilhas de esgoto contaminados com urina de roedores; 3) atividades que envolvam risco ocupacional como coleta de lixo, limpeza de crregos, trabalho em gua ou esgoto, tratadores de animais, entre outras; 4) presena de animais infectados nos locais frequentados pelo paciente.
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  • LEPTOSPIROSE Caso confirmado: 1) Critrio laboratorial : sempre que possvel todo caso suspeito ser confirmado pelo laboratrio. 2) Critrio Clnico-Epidemiolgico : todo caso suspeito com clara evidncia epidemiolgica. Nos casos suspeitos que evolurem para o bito sem confirmao laboratorial, amostras de tecido podero ser encaminhadas para exame imuno-histoqumico.
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  • LEPTOSPIROSE MEDIDAS DE CONTROLE: Controle da populao de roedores por meio de medidas de anti-ratizao e desratizao. Reduo do risco de exposio de ferimentos na gua e lama de enchentes ou situao de risco. Medidas de proteo individual para trabalhadores ou indivduos expostos ao risco, atravs do uso de roupas especiais, luvas e botas, ou sacos plsticos amarrados nas mos e nos ps. Limpeza e desinfeco com hipoclorito de sdio de reas fsicas domiciliares ou no que estejam contaminadas.
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  • LEPTOSPIROSE MEDIDAS DE CONTROLE: Vigilncia sanitria dos alimentos, descartando os que entraram em contato com guas contaminadas. Utilizao de gua filtrada, fervida ou clorada para ingesto. Armazenagem correta dos alimentos em locais prova de roedores. Armazenagem e destino adequado do lixo. Aes permanentes de educao em sade alertando sobre as formas de transmisso, medidas de preveno, manifestaes clnicas, tratamento e controle da doena.
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  • FEBRE MACULOSA A febre maculosa uma doena infecciosa aguda, febril e exantemtica. Entre as riquetsioses, a febre maculosa a de maior incidncia em nosso meio, adquirindo tambm importncia em razo de sua maior letalidade. AGENTE ETIOLGICO: O agente etiolgico da febre maculosa a bactria Rickettsia rickettsii, da famlia Rickettsiae.
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  • FEBRE MACULOSA MODO DE TRANSMISSO: Os carrapatos atuam como reservatrios e como vetor da febre maculosa. Uma vez infectados, inoculam a Rickettsia rickettsii junto com a secreo salivar nos indivduos dos quais se alimentam. A transmisso transovariana entre os carrapatos os mantm infectados por geraes sucessivas. No Brasil, at o momento, a espcie vetora conhecida como responsvel pela transmisso da febre maculosa e o Amblyoma cajennense, carrapato do cavalo,conhecido popularmente como carrapato estrela.
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  • FEBRE MACULOSA DIAGNSTICO LABORATORIAL: Testes sorolgicos: Weil-Flix (WF) e Reao de Imunofluorescncia Indireta (RIFI). O teste de Weil-Flix tem baixa especificidade podendo apresentar reaes falso positivas como na gravidez, nas infeces por Proteus, na febre recorrente e febre tifide. A Reao de Imunofluorescncia Indireta (RIFI) o teste que permite o diagnstico seguro. (Para a realizao da sorologia colhe-se uma amostra do soro no incio da doena e outra na 2 semana).
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  • DEFINIO DE CASO: Caso suspeito: Todo paciente que apresentar quadro clnico de febre de incio sbito, mialgia e prostrao intensas seguidos de aparecimento de exantema mculo-papular que no preserva a face, palma das mos e plantas dos ps, por volta do 3 ou 4 dia de evoluo. Refora o diagnstico clnico o dado epidemiolgico de o indivduo ter vindo de regio conhecida como problema ou ter tido contato recente com carrapato. FEBRE MACULOSA
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  • Caso provvel: Como caso provvel de febre maculosa, elegemos aquele que apresente evidncias clnicas da doena e sorologia positiva a reao de Weil-Flix com ttulo 1/160 em uma das amostras. Caso confirmado: Aquele que apresente um nico ttulo de anticorpos para Reao de Imunuofluorescncia Indireta 1/64. FEBRE MACULOSA
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  • MEDIDAS DE CONTROLE: Remoo dos carrapatos o mais precoce possvel aps infestao, j que a doena parece ocorrer com maior frequncia em indivduos que permanecem com o vetor no corpo por mais de 36 horas. Proibio da criao de animais de grande porte no meio urbano. Proibio da presena de animais soltos em vias pblicas. FEBRE MACULOSA
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  • MEDIDAS DE CONTROLE: Coletar o lixo regularmente Manter lotes vagos limpos e murados. Realizar capina mecnica das ruas e barrancos. Escovar os animais de estimao diariamente e mant-los presos. FEBRE MACULOSA
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  • DENGUE Doena febril aguda, de etiologia viral, de evoluo benigna na forma clssica, podendo ser grave na forma hemorrgica. AGENTE ETIOLGICO: Arbovrus do gnero Flavivrus, pertencente famlia Flaviviridae. So conhecidos quatro sorotipos: DEN-1, DEN- 2, DEN-3 e DEN-4.
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  • DENGUE MODO DE TRANSMISSO: A transmisso se faz pela picada da fmea do mosquito Aedes aegypti, no ciclo homem-Aedes-homem. No h transmisso por contato direto de um doente ou de suas secrees para uma pessoa sadia, nem atravs de gua ou alimentos.
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  • DENGUE ASPECTOS CLNICOS: Dengue Clssico: febre de incio abrupto, cefalia, prostrao, mialgia, artralgia, anorexia, dor retro-orbitria, nuseas, vmitos, dor abdominal (mais frequente em crianas), exantema mculo-papular. Os adultos podem apresentar manifestaes hemorrgicas, como epistaxe, petquias, gengivorragia, metrorragia e outros, no final do perodo febril. Em casos raros, hematmese, melena ou hematria. As crianas apresentam manifestaes clnicas mais inespecficas. A presena de manifestaes hemorrgicas no exclusiva da Febre Hemorrgica do Dengue.
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  • DENGUE ASPECTOS CLNICOS: Febre Hemorrgica do Dengue (FHD): 1) Sintomas iniciais indistintos do Dengue Clssico, porm evoluem rapidamente para manifestaes hemorrgicas de gravidade varivel. 2) Casos tpicos so caracterizados por febre alta, fenmenos hemorrgicos, hepatomegalia e, frequentemente insuficincia circulatria.
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  • DENGUE ASPECTOS CLNICOS: Febre Hemorrgica do Dengue (FHD): 3) A maioria dos casos apresenta manifestaes hemorrgicas leves, que vo desde uma prova do lao positiva, petquias, epistaxe e sangramento gengival, at hemorragia espontnea pelos locais de puno venosa, sufuses hemorrgicas, hemorragias em vrios rgos (gastrointestinal, intracraniana, hematria, etc). 4) Em casos graves, entre o 3 e o 7 dia, aps o desaparecimento da febre, o estado do paciente se agrava e surgem sinais de insuficincia circulatria (choque).
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  • DENGUE Infeco pelo vrus do Dengue Assintomtico Sintomtico Febre no diferen_ Sndrome de Febre Hemorrgica do ciada (Sindrome Viral) Febre do Dengue dengue (FHD) S/ hemorragia C/hemorragia S/choque SCD DENGUE CLSSICO FHD
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  • DENGUE DEFINIO DO CASO: Caso suspeito de dengue clssico: Paciente com doena febril aguda com durao mxima de 7 dias, acompanhada de pelo menos dois dos seguintes sintomas: cefalia, dor retroorbital, mialgia, artralgia, prostrao, exantema. Alm desses sintomas, deve ter estado, nos ltimos quinze dias, em rea onde esteja ocorrendo transmisso de Dengue ou tenha a presena de Aedes aegypti.
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  • DENGUE Caso suspeito de FHD: Todo caso suspeito de Dengue Clssico que apresentar tambm manifestaes hemorrgicas, variando desde a prova do lao positiva at fenmenos mais graves como hematmese, melena e outros. A ocorrncia de pacientes com manifestaes hemorrgicas, acrescidas de sinais e sintomas de choque cardiovascular (pulso arterial fino e rpido ou ausente, diminuio ou ausncia de PA, pele fria e mida, agitao) levam suspeita de Sndrome do Choque.
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  • DENGUE Caso confirmado de dengue clssico: Caso confirmado laboratorialmente. No curso de uma epidemia, aps a confirmao laboratorial dos primeiros casos em uma rea, poder ser feita por critrio clnico- epidemiolgico.
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  • DENGUE Caso confirmado de FHD: 1) Caso em que todos os critrios abaixo esto presentes: Febre ou histria de febre recente de 7 dias ou menos; Trombocitopenia ( 100.000/mm 3 ou menos); Tendncias hemorrgicas evidenciadas por um ou mais dos seguintes sinais: - prova do lao positiva, petquias, equimoses ou prpuras e, - sangramentos de mucosas, do trato gastrointestinal e outros;
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  • DENGUE Caso confirmado de FHD: Extravasamento de plasma por aumento de permeabilidade capilar, manifestado por: hematcrito apresentando um aumento de 20% sobre o basal na admisso ou queda do hematcrito em 20%, aps o tratamento, ou presena de derrame pleural, ascite e hipoproteinemia (ou hematcrito acima de 38% em crianas, acima de 40% em mulheres, acima de 45% em homens )
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  • DENGUE DIAGNSTICO LABORATORIAL: Exames especficos: Isolamento e Sorologia Comprovao laboratorial das infeces pelo vrus do Dengue pelo isolamento do agente, deteco de antgenos virais e/ou cido nuclico viral ou pelo emprego de mtodos sorolgicos. 1) Isolamento do vrus: mtodo mais especfico. A coleta da amostra deve ser o mais precoce possvel, no mximo at o 5 dia do incio dos sintomas. No soro ou em amostras de necrpsia. Deteco de Ag virais e/ou cido nuclico viral no so usados de rotina. A principal tcnica o PCR.
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  • DENGUE DIAGNSTICO LABORATORIAL: 2) Sorologia: vrias tcnicas Inibio da hemaglutinao (HI), Fixao do Complemento (FC) Neutralizao (N): amostras de soros pareadas Deteco de AC IgM especficos (MacElisa e UMELISA) - amostra nica, simples e rpido; A coleta da amostra deve ser realizada aps o 5 dia do incio de sintomas. Resultado associado com quadro clnico e epidemiolgico.
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  • DENGUE Coleta, conservao e transporte das amostras de soro para diagnstico laboratorial: 1) Coletar 5 -8 ml de sangue em tubo estril, sem anticoagulante. Separar o soro, identificar o frasco com nome completo do paciente, data da coleta, n da coleta (1 ou 2) e se para isolamento ou sorologia;
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  • DENGUE Coleta, conservao e transporte das amostras de soro para diagnstico laboratorial: 2)Conservar o soro em freezer a 20c ou em geladeira a 4c e envi- lo o mais rpido possvel ao laboratrio acompanhado da ficha individual de investigao epidemiolgica de dengue devidamente preenchida; 3) A amostra devidamente identificada dever ser encaminhada ao Laboratrio de Referncia acondicionada em isopor com gelo ou gelo reciclvel (o gelo deve ser colocado em saco plstico para no entrar em contato com o frasco que contm a amostra).
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  • DENGUE Medidas de controle: 1) Notificao de casos suspeitos, investigao do local provvel da infeco e busca ativa de outros casos. 2) Monitoramento do vetor: Manejo ambiental: mudanas no meio ambiente que impeam ou minimizem a propagao do vetor, evitando ou destruindo os criadouros potenciais do Aedes;
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  • DENGUE Medidas de controle: Pesquisa larvria (LI): percentual de imveis com focos positivos para o Aedes. Combate aos focos: -tratamento focal: elimina larvas dentro dos criadouros -tratamento perifocal: elimina formas adultas nas paredes dos criadouros em pontos estratgicos (especialmente sujeitos introduo do vetor) -UBV: pulverizao espacial : elimina alados; complementar aos acima;
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  • DENGUE Medidas de controle: 3) Melhoria do saneamento bsico; 4) Educao em sade: tanto para abordagem da doena quanto do vetor e medidas de preveno e controle; 5) Participao comunitria: eliminao de potenciais criadouros (saneamento domiciliar); necessidade de parceria governo/sociedade; 6) Trabalho integrado entre FNS, SES, SMSA e com os diversos rgos institucionais e a sociedade;
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  • DENGUE Aes que devem ser realizadas diante de um caso suspeito de dengue 1) Notificar o caso o mais rpido possvel Epidemiologia e ao Servio de Controle de Zoonoses do Distrito, observando bem o critrio de caso suspeito; 2) Preencher ficha individual de investigao epidemiolgica de dengue em duas vias (uma para o DS e outra para o Laboratrio);
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  • DENGUE Aes que devem ser realizadas diante de um caso suspeito de dengue 3) Se o paciente estiver antes do 5 dia do incio dos sintomas, dever ser solicitada a 1 amostra de soro para realizao do isolamento viral, se for uma suspeita de FHD; 4) Agendar a coleta da 2 amostra do soro aps o 5 dia do incio dos sintomas para a realizao de teste para deteco de AC especfico (IgM); 5) Se o paciente estiver no 6 dia ou mais aps o incio dos primeiros sintomas, solicitar amostra nica para realizao de teste para deteco de AC especfico;
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  • DENGUE Aes que devem ser realizadas diante de um caso suspeito de dengue 6) Se o paciente tiver exantema, ressaltar no alto da ficha para Laboratrio de Referncia da FUNED e solicitar diagnstico diferencial com Sarampo e Rubola; 7) Investigar como paciente se existem mais casos na residncia, local de trabalho, creche, etc;
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  • DENGUE Aes que devem ser realizadas diante de um caso suspeito de dengue 8) Em se tratando de adultos imprescindvel que se anote em campo especfico da ficha de investigao, o endereo completo do local de trabalho e no caso de crianas pequenas ou estudantes, o endereo da creche ou escola; inform-los ao Servio de Controle de Zoonoses e Epidemiologia do DS (objetiva conhecer o local provvel da infeco); 9) Discutir a intensificao das medidas de controle com Epidemiologia e Servio de Controle de Zoonose do DS.
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  • RAIVA Aspectos Epidemiolgicos : uma antropozoonoze transmitida ao homem pela inoculao do vrus rbico atravs da mordedura pelo animal infectado. um vrus com tropismo pelo Sistema Nervoso Central. Atualmente no se registram casos em Belo Horizonte. O coeficiente de morbi-mortalidade vem diminuindo gradativamente nos ltimos 5 anos. A letalidade de 100%.
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  • RAIVA Agente Etiolgico : O vrus rbico pertence ao gnero Lyssavirus, da famlia Rhabdoviridae. Reservatrio : No ciclo urbano os principais reservatrios so o co e o gato, e o morcego o principal reservatrio] mantenedor da cadeia silvestre.
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  • RAIVA Modo de Transmisso : Se d pela inoculao do vrus da raiva contido na saliva do animal infectado, principalmente pela mordedura e mais raramente, pela arranhadura e lambedura de mucosas. Perodo de incubao : varivel, desde dias at 1 ano, sendo em mdia de 45 dias no homem.
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  • RAIVA Perodo de transmissibilidade : Nos ces e gatos de 2 a 5 dias antes do incio dos sintomas at a morte, que ocorre de 5 a 7 dias aps o incio dos sintomas. Suscetibilidade e Imunidade : Todos os animais de sangue quente so suscetveis. No h relato de imunidade natural no homem. A imunidade conferida por vacinao pr e ps exposio.
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  • RAIVA Diagnstico Laboratorial : Em vida : Imunofluorescncia direta exame muito limitado e sua negatividade no exclui o diagnstico. IGM no soro ou secreo salivar e lacrimal. A necrpsia de extrema importncia para confirmao do diagnstico.
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  • RAIVA Vigilncia Epidemiolgica : A vigilncia epidemiolgica da raiva s pode ser eficaz se considerarmos a profilaxia da raiva humana e as atividades de controle da Raiva Animal em conjunto e em estreita relao. Notificao : todo caso suspeito de raiva humana deve ser imediatamente notificado por telefone aos Distritos Sanitrios.
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  • RAIVA Definio de caso : Caso suspeito todo doente que apresenta quadro clnico sugestivo de encefalite rbica, com antecedentes ou no de exposio infeco pelo vrus rbico. Caso Confirmado caso comprovado laboratorialmente e todo indivduo com quadro clnico compatvel com encefalite rbica associado a antecedentes de agresso ou contato com animal suspeito com evoluo para bito.
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  • RAIVA Investigao Epidemiolgica : A partir do caso notificado: 1) Verificao do risco de exposio ao vrus rbico e encaminhamento imediato para cuidados (com ferimentos e/ou observao do animal agressor) e/ou vacinao/soroterapia de acordo com o risco e conforme o Esquema para Tratamento Profiltico Anti- Rbico Humano. Estas aes so realizadas pelo Servios de Zoonozes, Epidemiologia e Atividades Assistenciais.
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  • RAIVA Investigao Epidemiolgica: 2) Notificar o caso positivo ao servio de controle de zoonozes para controle de focos e outras aes pertinentes Ao realizada pelo Servio de Zoonozes.
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  • FEBRE AMARELA AGENTE ETIOLGICO o agente causal da Febre Amarela o vrus amarlico, arbovrus pertencente ao gnero Flavivirus, famlia Flaviviridae. VETORES Aedes albopictus sem comprovao da transmisso da doena Aedes aegypti principal transmissor da FAU Haemagogus e Sabethes mais importantes na Amrica Latina FAS - Haemagogus janthinomys Brasil
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  • FEBRE AMARELA DISTRIBUIO: Duas formas : Febre Amarela Urbana (FAU) e Febre Amarela Silvestre (FAS). A FAU desapareceu do Brasil em 1942 e das Amricas em 1954. A FAS prpria da regio de matas, ocorre em temporadas de chuvas, mais nos homens, de 15-40 anos, com exposio ocupacional principalmente. LETALIDADE: grande a proporo de casos assintomticos, leves e moderados que no so diagnosticados (subnotificao). alta a taxa de letalidade na forma grave.
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  • FEBRE AMARELA RISCO DA REURBANIZAO DA FEBRE AMARELA Alta Infestao do vetor; Proximidade de focos enzotico ou reas epizoticas; Baixa cobertura vacinal nas reas endmicas e nas epizoticas ( muitas pessoas suscetveis); Facilidade dos meios de transporte (deslocamento de pessoas suscetveis oriundas de reas indenes para trabalhar em reas endmicas ou nas epizoticas ou de pessoas infectadas para reas indenes com o vetor); Presena de circulao silvestre (em formas de surtos ou no);
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  • FEBRE AMARELA REAS EPIDEMIOLGICAS DE FEBRE AMARELA 1) reas enzoticas ou endmicas: vrus circula entre hospedeiros naturais (macaco, marsupiais), h a presena de vetores silvestres, e o homem infecta-se ocasionalmente; Estados do Centro-Oeste, Norte e parte pr-amaznica MA; 2) reas epizoticas: incio sculo havia grande circulao do vrus entre hospedeiros naturais; nicho ecolgico alterado e ltimos 30 anos a circulao viral foi evidenciada de forma isolada em MG; rea de transio; faixa na regio noroeste de MG, SP, PA, RS e oeste SC ; vrus circula por perodos, causando epizootias e alguns casos humanos; 3) rea indene: no h circulao do vrus amarlico; Nordeste, Sudeste e Sul, exceto a faixa acima.
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  • FEBRE AMARELA INCUBAO: 3 - 6 dias aps a picada do mosquito infectado. PERODO DE TRANSMISSIBILIDADE: Sangue do doente infectante para o mosquito 24-48 h antes do incio dos sintomas at 3-4 dias aps o incio da doena. O mosquito, aps sugar o sangue poder infectar pessoas 9-12 dias depois e permanecer infectado por toda a sua vida, em mdia de 6-8 semanas. IMUNIDADE: pela doena permanente, a vacina ial por 10 ou mais anos e lactentes filhos de mes imunes podem apresentar imunidade passiva at o 6 ms de vida.
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  • FEBRE AMARELA AES A SEREM DESENCADEADAS Notificao rpida: doena sujeita regulamentao internacional (propsito da VE manter erradicada a FAU e sob controle a FAS); subnotificao comum; Investigao epidemiolgica: magnitude do problema; mortandade de animais; rea de circulao do vrus; situao dos vetores; busca de outros casos ; antecedente vacinal, cobertura vacinal
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  • FEBRE AMARELA AES A SEREM DESENCADEADAS Solicitao de exames laboratoriais; Vacinao de bloqueio seletiva em residncias (bairros) e local de trabalho nos casos suspeitos de FAU e em localidades com ocorrncia de casos humanos ou epizootias; Medidas de controle do vetor; Educao em sade.
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  • RUBOLA E SRC ASPECTOS EPIDEMIOLGICOS: Doena exantemtica aguda, de etiologia viral e alta contagiosidade cuja importncia epidemiolgica liga-se possibilidade de ocorrncia de Sndrome de Rubola Congnita. O desafio atual alcanar altas coberturas vacinais, alm da introduo concomitante da vacinao anti-rubola em mulheres no perodo ps-puberal. O objetivo reduzir a incidncia dos casos ps-natais, visando o controle da SRC.
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  • RUBOLA E SRC AGENTE ETIOLGICO: vrus da rubola ( togavrus). MODO DE TRANSMISSO: principalmente por contacto direto pessoa a pessoa, com secrees naso-farngeas na rubola ps-natal. O infectado pode transmitir o vrus de 5 dias antes a 7 dias aps surgir exantema. SUSCETIBILIDADE E IMUNIDADE: todas as pessoas no imunizadas so susceptveis. A infeco natural ou a vacinao conferem imunidade ativa e duradoura. PERODO DE INCUBAO: em mdia dura 17 dias (podendo variar de 12 a 23 dias).
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  • RUBOLA E SRC Na SRC: Modo de Transmisso: transmitida da me para o feto por via placentria. As crianas com SRC podem eliminar o vrus nas secrees farngeas e urina por perodo superior a 1 ano. A eliminao maior nos primeiros meses de vida. Incidncia: depende do nmero de suscetveis, da circulao do vrus na comunidade e do uso da vacina especfica. Em perodos epidmicos: 4 a 30 casos / 1000 nascidos vivos Em perodos endmicos: 0,5 casos /1000 nascidos vivos.
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  • RUBOLA E SRC DIAGNSTICO DIFERENCIAL : sarampo, escarlatina, dengue, exantema sbito, eritema infeccioso e enteroviroses nos quadros de rubola ps- natal. COMPLICAES DA RUBOLA: risco de ocorrncia da SRC de 40 a 60% se gestante contrair doena nos 2 primeiros meses de gravidez. No terceiro ms de 30 a 35% e no quarto ms em torno de 10%.
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  • RUBOLA E SRC. DIAGNSTICO DIFERENCIAL : toxoplasmose, citomegalovrus, mononucleose infecciosa, herpes e sfilis congnita devem ser considerados nos casos de SRC. DIAGNSTICO LABORATORIAL DA SRC: resultado positivo se IgM+ em EIE ou, se na HI houver IgG+ em ttulos elevados durante acompanhamento da criana (que pode ser at o segundo ano de vida).
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  • RUBOLA E SRC DIAGNSTICO LABORATORIAL (exceto gestante): Mtodos sorolgicos: -Inibio da hemaglutinao (HI): colher 1 amostra no perodo exantemtico e outra 15 dias aps. -Ensaio imunoenzimtico (EIE): permite o diagnstico com 1 amostra, por captura de IgM. Amostra do 1 ao 28 dias: IgM(+) confirma o caso IgM(-) descarta o caso Amostra aps 28 dia: IgM(+) confirma o caso IgM(-) descarta o caso
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  • RUBOLA E SRC DIAGNSTICO LABORATORIAL (exceto gestante): Amostra aps 28 dia: IgM(+) confirma o caso IgM(-) a ausncia de IgM no descarta a possibilidade de infeco recente, devendo ser a sorologia considerada inconclusiva.
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  • RUBOLA E SRC DIAGNSTICO LABORATORIAL NA GESTANTE: sintomtica: colher uma amostra no incio dos sintomas e outra 14 a 21 dias aps. assintomtica: colher uma amostra aps histria de contacto e outra 21 a 28 dias aps. O resultado positivo se IgM (+) em qualquer amostra ou se aumentar em quatro vezes o ttulo inicial de anticorpos totais (HI).
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  • RUBOLA E SRC Vigilncia Epidemiolgica: Notificao: todos os casos suspeitos devem ser notificados. Investigao epidemiolgica: todo caso suspeito de rubola e SRC deve ser investigado e as medidas de controle devem ser adotadas frente ocorrncia de casos. O principal objetivo detectar a circulao do vrus em determinada rea e local..
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  • RUBOLA E SRC Vigilncia Epidemiolgica: Definies de caso de Rubola ps-natal: - caso suspeito: toda pessoa com febre e exantema mculo-papular, independente de sua situao vacinal e de sua idade. - caso descartado: resultado laboratorial positivo para outra doena ou, resultado laboratorial positivo para rubola porm anlise clnico/ epidemiolgica sugere evento adverso vacinao mono ou trivalente. O descarte por vnculo epidemiolgico ser feito se o caso fonte for descartado.
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  • RUBOLA E SRC Vigilncia Epidemiolgica: Definio de caso de Rubola ps-natal: - caso confirmado: todo caso suspeito que atenda ao critrio de confirmao laboratorial, de vnculo epidemiolgico (um ou mais casos confirmados laboratorialmente at 23 dias antes do atual caso) ou clnico (exantema mculo-papular de incio agudo, febre, um ou mais dos seguintes sintomas: artralgia, artrite ou linfoadenopatia ou conjuntivite, com sorologia ausente ou inconclusiva).
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  • RUBOLA E SRC Vigilncia Epidemiolgica: Definio de caso de SRC: - caso suspeito: todo RN cuja me foi caso suspeito ou confirmado de rubola, em qualquer perodo da gestao ou todo RN que apresentar retardo de crescimento intra-uterino e demonstre sinais clnicos de infeco congnita, independente da histria materna.
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  • RUBOLA E SRC Vigilncia Epidemiolgica: Definio de caso de SRC: -caso confirmado: presena de defeitos congnitos e presena de, pelo menos, uma das seguintes condies: isolamento do vrus da rubola; presena de anticorpos IgM especficos; ttulo de anticorpos IgG, detectados atravs da HI, mantidos persistentemente elevados e acima do esperado pela transferncia passiva de anticorpos maternos.
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  • RUBOLA E SRC Vigilncia Epidemiolgica: Definio de caso de SRC: - caso compatvel : resultados laboratoriais so insuficientes para confirmao do diagnstico e o RN apresentar duas das complicaes do tem 1 ou uma do tem 1 + uma do tem 2: tem1:catarata ou glaucoma congnito, cardiopatia congnita, perda auditiva e retinopatia pigmentar; tem 2: prpura, esplenomegalia,ictercia, alteraes radiolgicas (radioluscncia ssea), meningoencefalite, microcefalia e retardo mental..
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  • RUBOLA E SRC Vigilncia Epidemiolgica: Definio de caso de SRC: caso possvel de SRC: aquele cujos dados clnicos so insuficientes para preencher o critrio de caso compatvel e cujos dados laboratoriais tambm no permitem a confirmao. caso descartado de SRC: quando ttulos de IgG so ausentes na me, ttulos de IgM e IgG ausentes em crianas menores de 24 meses ou ttulos de IgG diminuindo, compatvel com transferncia de anticorpos maternos (queda de pelo menos 2 diluies dos ttulos de anticorpos detectados por HI, a partir do nascimento).
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  • RUBOLA E SRC MEDIDAS DE CONTROLE: Vacinao: recomendvel a vacinao de bloqueio, excluindo-se as grvidas. Deve ser seletiva aos contactos diretos susceptveis. Nas gestantes expostas devem ser realizados testes sorolgicos o mais precocemente possvel, para posterior acompanhamento e avaliao. Em relao fonte de infeco: afastar crianas e adultos da escola ou trabalho no perodo de transmissibilidade. Na SRC o risco de transmisso pode durar at um ano.
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  • RUBOLA E SRC Vacinao: - universal: visa interromper a circulao do vrus selvagem atravs da vacinao de crianas pequenas; - seletiva: a populao alvo so mulheres de 10 a 14 anos e as susceptveis em idade frtil. - bloqueio: embora questionvel, recomendada a vacinao de bloqueio que deve ser seletiva aos contatos do caso. importante orientar as mulheres que evitem gravidez nos 3 meses aps vacinao e no vacinar grvidas.
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  • RUBOLA E SRC Vigilncia Epidemiolgica: Definio de caso de SRC: - Infeco Congnita Sub-clnica: RN com evidncia laboratorial de infeco pelo vrus da rubola, no qual, aps avaliao minuciosa no se diagnostica nenhuma alterao permanente ou progressiva.
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  • SARAMPO ASPECTOS EPIDEMIOLGICOS Doena infecciosa exantemtica, viral aguda, extremamente contagiosa e cujo potencial de gravidade pode ser atribudo vasculite generalizada provocada pela viremia e probabilidade de complicaes infecciosas, particularmente em menores de 1 ano de idade e desnutridos. AGENTE ETIOLGICO: vrus do sarampo (paramixovirus).
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  • SARAMPO PERODO DE INCUBAO: em mdia 10 dias at o aparecimento da febre ou 14 dias at o incio do exantema. PERODO DE TRANSMISSIBILIDADE: de cerca de 4 dias antes do aparecimento do exantema at 4 dias aps. SUSCETIBILIDADE E IMUNIDADE: a suscetibilidade geral. A resposta vacinal de lactentes, cujas mes tiveram sarampo ou foram vacinadas, pode ser alterada at o final do primeiro ano de vida, pela presena de anticorpos maternos.
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  • SARAMPO DIAGNSTICO DIFERENCIAL Deve ser feito com: rubola, exantema sbito, dengue, enteroviroses (coxsackioses, echoviroses) e ricketioses. DIAGNSTICO LABORATORIAL Todos os casos suspeitos de sarampo devem ser submetidos a exame sorolgico, atravs da coleta de amostras sanguneas, dentro do perodo estabelecido..
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  • SARAMPO Tipos de exames: Na infeco primria, os anticorpos IgM e IgG anti-sarampo podem ser detctados no sangue, nos primeiros dias aps o incio do exantema. O IgM pode permanecer elevado por quatro a seis semanas, aps o aparecimento do exantema, enquanto o IgG pode ser detectado por toda a vida, aps a infeco. A deteco dos Ac acima pode ser feita atravs de exames sorolgicos com as seguintes tcnicas: IMF, ELISA, HI ou soroneutralizao
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  • SARAMPO Coleta, conservao e transporte do material Material: 5 a 7 ml de sangue venoso, sem anticoagulante, centrifugado ou decantado, para a separao do soro poca da coleta: -amostra precoce: do 1 ao 28 dia do incio do exantema. A presena de IgM indica infeco recente pelo vrus; - amostra tardia: aps o 28o dia do incio do exantema. A presena de IgM confirma o diagnstico, mas sua ausncia no o exclui. - duas amostras: a 1a at o 6o dia do incio do exantema e a 2a de 14 a 28 dias aps a 1a.
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  • SARAMPO VIGILNCIA EPIDEMIOLGICA Notificao: todos os casos suspeitos devem ser notificados imediatamente. Investigao: todos os casos suspeitos devem ser investigados no prazo mximo de 48 horas, aps notificao
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  • SARAMPO Definio de caso: casos de Doenas Exantemticas Febris: O profissional de sade, frente a um caso de FEBRE e EXANTEMA deve investiga-lo clinicamente at que seja definido um diagnstico diferencial com outras doenas exantemticas febris. Ele deve entrar no sistema de notificao quando houver suspeita de sarampo. caso Suspeito: Caracteriza-se pela presena de exantema generalizado, febre alta, acima de 38C, antecedendo ao exantema, acompanhado de um ou mais dos seguintes sinais e sintomas: tosse, coriza e conjuntivite.
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  • SARAMPO Caso Confirmado: - Laboratorial: resultado laboratorial positivo para sarampo - Vnculo-epidemiolgico: vnculo com 1 ou mais casos confirmados laboratorialmente, dentro do perodo de 21 dias precedendo o caso atual. - Clnico: Compatvel: o caso apresenta clnica compatvel com o quadro de sarampo clssico e a investigao foi concluda apesar de no haver a confirmao laboratorial; Falta de Acompanhamento (Perda): caso entra como suspeito porm a investigao no foi realizada ou concluida. Morte aps doena compatvel.
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  • SARAMPO Caso Descartado Um caso s pode ser considerado descartado quando a ele no puder ser aplicado nenhum dos critrios de caso confirmado ou compatvel. MEDIDAS DE CONTROLE A principal medida feita atravs da vacinao dos suscetveis: vacinao de rotina na rede bsica de sade, bloqueio vacinal, intensificao e/ou campanhas de vacinao. No plano individual, o isolamento domiciliar ou hospitalar dos casos consegue dimunuir a intensidade dos contgios.
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  • SARAMPO Vacinao de Rotina: Objetiva vacinar todas as crianas menores de 5 anos, para se alcanar uma cobertura acima de 95%, interrompendo a cadeia de transmisso da doena. Vacinao de bloqueio: quando ocorre um ou mais casos suspeitos de sarampo numa comunidade. Fundamenta-se no fato de que a vacina consegue imunizar o contato suscetvel em prazo menor que o perodo de incubao da doena, desde que seja administrada at, no mximo, 72 horas aps o contgio.
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  • SARAMPO Contato: pessoas que tiveram qualquer tipo de contato com o caso de 1 semana antes at 4 dias aps o aparecimento do exantema. A vacinao de bloqueio seletiva, sendo desencadeada pela notificao de casos suspeitos de sarampo numa comunidade.
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  • CLERA ASPECTOS EPIDEMIOLGICOS Doena infecciosa intestinal aguda, causada pela enterotoxina do Vibrio cholerae. A introduo da clera no Brasil aconteceu em 1991, pela selva amaznica no Alto Solimes, alastrando-se progressivamente pela regio Norte atingindo posteriormente as regies Nordeste e Sudeste. AGENTE ETIOLGICO Vibrio cholerae, biotipos clssico ou El Tor e sorotipos Inaba, Ogawa ou Ikojima.
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  • CLERA MODO DE TRANSMISSO Principalmente atravs da ingesto de gua contaminada por fezes e/ou vmitos de doente ou portador. PERODO DE INCUBAO De poucas horas a 5 dias. Geralmente de 2 a 3 dias. PERODO DE TRANSMISSIBILIDADE Enquanto h eliminao do vibrio nas fezes (at poucos dias aps a cura). O perodo aceito como padro de 20 dias.
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  • CLERA DIAGNSTICO LABORATORIAL Isolamento do V. cholerae a partir da cultura da amostra de vmitos ou fezes de doentes ou portadores assintomticos. Usada quando a rea considerada livre de circulao do vibrio. DEFINIO DE CASO Suspeito Em reas sem evidncia de circulao do V. cholerae patognico: - Qualquer indivduo, independente de faixa etria, proveniente de reas onde estejam ocorrendo casos de clera, que apresente diarria aquosa aguda at o dcimo dia de sua chegada.
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  • CLERA DEFINIO DE CASO Suspeito Em reas sem evidncia de circulao do V. cholerae patognico: - Os comunicantes domiciliares de caso suspeito, de acordo com o item anterior, que apresentem diarria. -Qualquer indivduo com diarria, independente de faixa etria, que coabite com pessoas que retornaram de reas endmicas ou epidmicas de clera, h menos de 30 dias.
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  • CLERA DEFINIO DE CASO Suspeito Em reas sem evidncia de circulao do V. cholerae patognico: -Todo indivduo com mais de 10 anos de idade, que apresente diarria sbita, liquida e abundante. A presena de desidratao rpida, acidose e colapso circulatrio refora a suspeita.
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  • CLERA DEFINIO DE CASO Em reas com evidncia de circulao do V. cholerae patognico ( onde o V. cholerae 01 j foi isolado em pelo menos 5 amostras de casos autctones ou meio ambiente): - Qualquer indivduo que apresente diarria aguda, independente de faixa etria. Confirmado por laboratrio: Qualquer indivduo com diarria, que apresente isolamento de V. cholerae nas fezes ou vmitos.
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  • CLERA DEFINIO DE CASO Confirmado pelo Critrio Clnico-Epidemiolgico Em reas sem evidncia de circulao do V. cholerae: - qualquer indivduo, com 5 ou mais anos de idade, proveniente de rea com circulao de V. cholerae, que apresente diarria aquosa aguda at o dcimo dia de sua chegada. Esse caso ser considerado caso importado para a regio onde foi atendido, desde que tenha sido afastado laboratorialmente outra etiologia e seja autctone para a regio da qual procedeu.
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  • CLERA DEFINIO DE CASO Em reas com circulao do V. cholerae: qualquer indivduo, com 5 ou mais anos de idade, que apresente diarria aguda, desde que no haja diagnstico clnico e/ou laboratorial de outra etiologia; e menores de 5 anos de idade que apresentem diarria aguda e histria de contato com caso de clera, num prazo de dez dias, desde que no haja diagnstico clnico e/ou laboratorial de outra patologia.
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  • CLERA DEFINIO DE CASO Importados: So os casos em que se pode identificar que a infeco ocorreu em rea diferente daquela onde foi diagnosticado ou tratado, ou onde teve a sua evoluo. Descartados: Sero considerados descartados todos os casos que no se enquadrem nas definies de casos confirmados. Portadores: Indivduos que sem enfermidade clnica ou com enfermidade sub-clnica eliminam o vibrio por determinado perodo.
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  • CLERA MEDIDAS DE CONTROLE: oferta de gua de boa qualidade e em quantidade suficientes; destino e tratamento adequado dos dejetos; destino adequado do lixo; educao em sade.
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  • CLERA MEDIDAS DE CONTROLE controle de portos, aeroportos e rodovirias; higiene dos alimentos; disposio e manejo adequado de cadveres.
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  • MENINGITES EM GERAL Infeces do sistema nervoso central (SNC), com acometimento das meninges, causadas por mltiplas etiologias e caracterizadas por: febre, cefalia intensa, vmitos, sinais de irritao menngea e alteraes do lquido cfalo-raquidiano (LCR). Seu prognstico depende do diagnstico precoce e do incio imediato do tratamento. Em sade pblica, duas etiologias so de especial importncia: meningococo e bacilo da tuberculose. As meningites causadas pelo Haemophilus e pelo pneumococo tm merecido ateno, por suas elevadas incidncias, e evoluo sobre mtodos de preven-las.
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  • MENINGITES EM GERAL ASPECTOS CLNICOS: Crianas maiores e adultos: incio geralmente sbito, com febre, cefalia intensa, nuseas, vmitos e rigidez de nuca, acompanhada, em alguns casos, por exantema petequial. Associam-se sinais de irritao menngea (sinal de Kernig, sinal de Brudzinski).
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  • MENINGITES EM GERAL ASPECTOS CLNICOS: Crianas at oito ou nove meses: a meningite em crianas dessa faixa etria raramente apresenta sinais de irritao menngea. Outros sinais e sintomas permitem a suspeita diagnstica, tais como: febre, irritabilidade ou agitao, grito menngeo e recusa alimentar acompanhada ou no de vmitos, convulses e abaulamento da fontanela.Sinais e sintomas podem ser bastante inespecficos.
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  • MENINGITES EM GERAL DIAGNSTICO LABORATORIAL: Comumente realizado atravs do estudo do LCR. Contra indicao formal para a puno lombar a piodermite local. Estudo do LCR: o lquor normal lmpido e incolor. Aumento de elementos figurados (clulas) causa a turvao no LCR. Os seguintes exames devem ser realizados no lquor: quimiocitolgico, citolgico ou contagem de clulas, bioqumico, imunobiolgicos, microbiolgicos. Coleta e transporte do lquor: ver texto Diagnstico Laboratorial das Meningites (NEPI-maro/99).
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  • VIGILNCIA EPIDEMIOLGICA: Notificao: hospitais, laboratrios, declarao de bito, AIH. Investigao: preenchimento da ficha individual, acompanhar o caso definindo diagnstico final. MENINGITES EM GERAL
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  • DEFINIO DE CASO: suspeito: todo paciente com sinais e sintomas de meningite (febre, cefalia intensa, vmitos, rigidez da nuca, sonolncia, convulses, principalmente se forem acompanhados de manifestaes cutneas). Crianas abaixo de um ano de idade, principalmente as menores de oito meses, que apresentarem: vmitos, sonolncia, irritabilidade aumentada, convulses e, especificamente, abaulamento de fontanela, acompanhados ou no de exantema petequial. Sinais e sintomas podem bastante inespecficos em menores de 8 meses. MENINGITES EM GERAL
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  • DEFINIO DE CASO: - confirmado: a confirmao laboratorial de etiologia das meningites fundamental para a vigilncia epidemiolgica.
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  • MENINGITES EM GERAL Critrios : 1. Meningites bacterianas (exceto pelo BK e outras micobacterioses).diagnstico clnico + exame bacteriolgico positivo (cultura e bacterioscopia) + imunolgico/sorolgico positivos (CIE/aglutinao pelas partculas do ltex);.diagnstico clnico + cultura positiva;.diagnstico clnico + CIE e/ou ltex positivo;.diagnstico clnico + bacterioscopia positiva;.diagnstico clnico + lquor com neutrocitose, hiper proteinorraquia e hipoglicorraquia.
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  • MENINGITES EM GERAL Critrios : 2. Meningites serosas, asspticas ou a lquor claro (vrus, rickettsias, leptospiras, brucelas, fungos e outros).diagnstico clnico + lquor (geralmente linfomononucleares) + epidemiolgico + outros exames pertinentes (pesquisa ao exame direto/tomogrfico/sorolgico/imunolgico/microscpico);.diagnstico clnico + epidemiolgico;.diagnstico clnico + citoqumico.
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  • MENINGITES EM GERAL MEDIDAS DE CONTROLE: as medidas de controle especficas esto relacionadas ao agente etiolgico. para as meningites de modo geral, sem se considerar o agente etiolgico, deve-se chamar ateno para as medidas globais de preveno de doenas infecciosas, tais como aquelas de higiene, alimentao e condies de habitao. informao correta da populao importante na diminuio da letalidade.
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  • DOENA MENINGOCCICA AGENTE ETIOLGICO: Uma bactria cocide, gram- negativa: neisseria meningitidis (meningococo). Possui vrios sorogrupos: a, b, c, d, y, w135, 29e e sorotipos. RESERVATRIO: A pessoa doente ou portador. MODO DE TRANSMISSO: De pessoa a pessoa, atravs das secrees nasofarngeas (mais freqente a partir de portadores do que de casos clnicos). Transmisso indireta questionada. Para que a transmisso ocorra fundamental contato ntimo com o portador ou o doente.
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  • DOENA MENINGOCCICA SUSCETIBILIDADE E IMUNIDADE Suscetibilidade doena geral. A proporo de portadores em relao ao nmero de casos elevada. A imunidade conferida pela doena especfica para cada sorogrupo de meningococo. No h imunidade cruzada entre os diferentes sorogrupos, o que torna fundamental a identificao sorolgica dos meningococos isolados.
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  • DOENA MENINGOCCICA ASPECTOS CLNICOS quadro descrito para meningites em geral. a doena meningoccica manifesta-se como meningite meningoccica e meningococcemia. a meningococcemia pode no se propagar s meninges, suspeitando-se dessa forma nos casos de manifestaes febris no diagnosticadas, especialmente quando acompanhada petquias e elevada leucocitose.
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  • DOENA MENINGOCCICA DIAGNSTICO LABORATORIAL Lquido cfalo-raquidiano Sangue Pele
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  • 3VIGILNCIA EPIDEMIOLGICA Para que os objetivos da Vigilncia Epidemiolgica sejam atingidos, necessria a investigao epidemiolgica de todo caso notificado, onde se destacam atividades bsicas: confirmao do diagnstico laboratorial, tratamento hospitalar imediato, controle dos comunicantes. DOENA MENINGOCCICA
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  • INVESTIGAO EPIDEMIOLGICA: Casos Surtos/Epidemias: no existe uma definio precisa quanto magnitude das cifras ou ndices que indicam um surto/epidemia. Desse modo, preciso um acompanhamento do comportamento e da tendncia da doena. indispensvel contar com o apoio do laboratrio para confirmao do diagnstico etiolgico para determinar o sorogrupo causador do surto. DOENA MENINGOCCICA
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  • DEFINIO DE CASO SUSPEITO: Todo paciente com sinais e sintomas de meningite (febre, cefalia intensa, vmitos, rigidez de nuca, sonolncia, convulses, principalmente se forem acompanhados de manifestaes cutneas). Crianas abaixo de um ano de idade, principalmente as menores de oito meses, que apresentarem: vmitos, sonolncia, irritabilidade aumentada,, convulses e, especificamente, abaulamento de fontanela, acompanhados ou no de exantema petequial. Sinais e sintomas nessa idade podem ser muito inespecficos. DOENA MENINGOCCICA
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  • DEFINIO DE CASO CONFIRMADO: A confirmao laboratorial de etiologia fundamental. No entanto, mesmo em condies ideais, no possvel esperar que, em todos os casos, se consiga a identificao do agente causal. Portanto, a confirmao pode ter diferentes graus de refinamento, dependendo das condies existentes. DOENA MENINGOCCICA
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  • DOENA MENINGOCCICA : Vigilncia dos contatos por um perodo mnimo de 10 dias. Quimioprofilaxia indicada para contatos domiciliares e outros contatos ntimos e prolongados (internatos, quartis, creches : pessoas que compartilham o dormitrio com o doente). Pacientes antes da alta: mesmo esquema preconizado para os contatos. DOENA MENINGOCCICA
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  • DOENA MENINGOCCICA: Quimioprofilaxia No est indicada para: mdicos ou enfermeiros que tenham atendido pacientes (exceto se tiver havido exposio s secrees respiratrias), colegas de trabalho e de sala de aula, e outros.
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  • QUIMIOPROFILAXIA Droga de escolha: Rifampicina, inclusive para gestantes. Dosagem: Adultos: 2.400 mg de dose total, divididos em 4 tomadas de 600 mg de 12 em 12 horas. Crianas: de 1 ms at 12 anos de idade: 10 mg/kg/dose de 12 em 12 horas, em 4 tomadas, dose mxima de 600 mg por dose. Abaixo de um ms de idade: 5 mg/kg/dose de 12 em 12 horas, em 4 tomadas. Deve-se evitar o uso do medicamento logo aps as refeies. DOENA MENINGOCCICA
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  • VACINAS: As vacinas contra N. meningitidis so sorogrupo especficas. As vacinas disponveis so contra o sorogrupo A, C (isoladas ou combinadas), e, a tetravalente, contra os meningococos dos sorogrupos A, B, W135, Y. A vacina Vamengoc B,C foi utilizada em Cuba com sucesso. No Brasil, sua eficcia est bem demonstrada em faixa etria acima de 4 anos de idade. O poder imunognico e a durao da imunidade varivel, dependendo de vrios fatores, como a idade da pessoa e o nmero de doses aplicadas. No h indicao de uso de vacinas para controle de casos. DOENA MENINGOCCICA
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  • ISOLAMENTO: At 24 horas depois de iniciada a teraputica especfica adequada. DESINFECO CONCORRENTE E TERMINAL: Feita em relao s secrees nasofarngeas e aos objetos contaminados pelas mesmas. Faz-se limpeza terminal sem utilizao de formol ou desinfetantes. DOENA MENINGOCCICA
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  • MENINGITE POR HEMFILOS ASPECTOS EPIDEMIOLGICOS Haemophilus influenzae pode ser classificado em 6 sorotipos (A, B, C,D,E,F), a partir da diferena antignica da cpsula polissacardica. Agente etiolgico: Haemophilus influenzae sorotipo B; raramente outros sorotipos. um bacilo gram- negativo, pleomrfico, imvel, capsulado. Tambm causa epiglotites, pneumonia, artrite sptica, celulites, pericardites e osteomielites.
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  • ASPECTOS EPIDEMIOLGICOS: Reservatrio: o ser humano. Modo de transmisso: gotculas e secrees nasofarngeas. O local de entrada mais frequente a nasofaringe. Suscetibilidade: universal. Cerca de 90% dos casos ocorrem em crianas entre 3 meses e 4 anos de idade. MENINGITE POR HEMFILOS
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  • ASPECTOS CLNICOS No difere clinicamente das meningites por outras etiologias. A idade do paciente e a possibilidade de certas manifestaes clnicas associadas, como celulite (especialmente localizada na face) e epiglotite, podem sugerir o diagnstico por Haemophilus influenzae tipo B MENINGITE POR HEMFILOS
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  • 3DIAGNSTICO LABORATORIAL Aspecto do lquor Citoqumica Bacterioscopia Cultura: mtodo que define o diagnstico etiolgico. Contraimunoeletroforese (CIE) MENINGITE POR HEMFILOS
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  • VIGILNCIA EPIDEMIOLGICA Definio de caso suspeito: a mesma da doena meningoccica Definio de caso confirmado: clnico + bacteriolgico positivo (cultura e bacterioscopia) + cie + aglutinao pelo ltex clnico + cultura clnico + cie e/ou ltex clnico + caso confirmado, no mesmo domiclio ou creches. MENINGITE POR HEMFILOS
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  • 3MEDIDAS DE CONTROLE Quimioprofilaxia: deve ser instituida o mais precocemente possvel, podendo ser iniciada at 30 dias aps a ocorrncia do caso ndice. indicada para: - Todos os contatos domiciliares (incluindo adultos), desde que existam crianas menores de 4 anos de idade, alm do caso ndice; MENINGITE POR HEMFILOS
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  • Quimioprofilaxia - Para creches ou escolas onde existam crianas expostas com idade inferior a 24 meses (2 anos) e diante da ocorrncia de um segundo caso confirmado. indica-se para os contatos ntimos, incluindo os adultos. Admite-se a realizao da quimioprofilaxia diante da ocorrncia de um nico caso confirmado, pela observao de que os pais tendem a suspender a ida dos filhos s creches por receio de contaminao, dificultando assim a ao da vigilncia epidemiolgica, inclusive para deteco da ocorrncia de novos casos. MENINGITE POR HEMFILOS
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  • Quimioprofilaxia: Por ocasio da alta hospitalar, para aqueles pacientes que possuam entre seus contatos domiciliares, crianas menores de 48 meses (4 anos) de idade. Droga de escolha: Rifampicina Dosagem: adultos: 600 mg/dose uma vez ao dia, durante 4 dias; crianas: 20 mg/kg/dia (dose mxima de 600 mg), uma vez ao dia), durante 4 dias. Menores de 1 ms: 10 mg/kg/dia. MENINGITE POR HEMFILOS
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  • Vacinao: Apresenta altos nveis de eficcia quando aplicada nas doses apregoadas, conferindo imunidade duradoura. Atualmente, no est includa na rotina de vacinao. MENINGITE POR HEMFILOS
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  • MENINGITE TUBERCULOSA ASPECTOS EPIDEMIOLGICOS: Agente etiolgico: Mycobacterium tuberculosis- Bacilo no formador de esporos, sem flagelos, no produz toxinas. Espcie aerbica estrita. Reservatrio: o ser humano, com a forma pulmonar bacilfera, tem a maior importncia epidemiolgica. Modo de transmisso: principalmente por via area. Casos de tuberculose pulmonar com escarro positivo so a principal fonte de infeco, podendo provocar infeco macia dos contatos: maior probabilidade de meningite.
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  • Perodo de transmissibilidade: a meningite tuberculosa no transmissvel. Quando associada tuberculose pulmonar bacilfera, a transmissibilidade se mantm enquanto houver doena pulmonar ativa, na ausncia de tratamento especfico. Suscetibilidade e imunidade: geral, sendo maior nos menores de 5 anos. A vacina BCG confere proteo em torno de 80%, evitando disseminao hematognica do bacilo e o desenvolvimento de formas menngeas. MENINGITE TUBERCULOSA
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  • ASPECTOS CLNICOS A meningite tuberculosa, decorrente da disseminao hematognica do bacilo, uma das complicaes mais graves da tuberculose. Quadro clnico , geralmente, de incio insidioso, embora alguns casos possam ter um comeo abrupto marcado pelo surgimento de convulses. Na maioria dos casos, h alterao pulmonar observada ao exame radiolgico. MENINGITE TUBERCULOSA
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  • DIAGNSTICO LABORATORIAL essencial a realizao de puno lombar. Aspecto do lquor Citometria e bioqumica Pesquisa de baar no lquor Cultura MENINGITE TUBERCULOSA
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  • 3VIGILNCIA EPIDEMIOLGICA responsabilidade de todo servio de sade o preenchimento das fichas de investigao individual de meningite e de tuberculose. Definio de caso suspeito: todo paciente com sinais e sintomas de meningite e histria de contato com tuberculose pulmonar bacilfera no domiclio. MENINGITE TUBERCULOSA
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  • Definio de caso confirmado: paciente que apresente os seguinte critrios: a)Quadro clnico compatvel incio insidioso, perodo inicial de uma ou duas semanas com febre, vmitos, cefalia e apatia; b)Quadro liqurico aumento de clulas s custas de linfcitos, aumento de protenas e diminuio de glicose; c)Evidncias radiolgicas de tuberculose pulmonar, tuberculose miliar ou tuberculose confirmada bacteriologicamente, em outra localizao que no meningoenceflica; MENINGITE TUBERCULOSA
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  • -Definio de caso confirmado: paciente que apresente os seguinte critrios: d) Teste reator em crianas menores de 5 anos, sem cicatriz da vacina BCG. e) Contato intradomiciliar anterior ou concomitante com um caso de tuberculose pulmonar bacilfera. O preenchimento dos critrios a) e b) justifica a instituio do tratamento, sendo necessrio o preenchimento de um dos demais para ser considerado caso confirmado. MENINGITE TUBERCULOSA
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  • 3MEDIDAS DE CONTROLE As mesmas preconizadas para tuberculose. Destacam-se: descoberta precoce e tratamento de casos bacilferos e manuteno de altas coberturas vacinais com BCG. MENINGITE TUBERCULOSA
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  • DIFTERIA ASPECTOS EPIDEMIOLGICOS: Doena aguda, transmissvel, toxi-infecciosa, causada por bacilo toxignico que se aloja nas amgdalas, faringe, laringe, nariz e, ocasionalmente, em outras mucosas e pele. AGENTE ETIOLGICO Bacilo gram positivo, produtor da toxina diftrica Corynebacterium diphtheriae.
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  • DIFTERIA MODO DE TRANSMISSO Contgio direto com doentes ou portadores atravs das secrees da rinofaringe. A transmisso indireta pouco frequente. O portador extremamente importante na disseminao da difteria e pode eliminar o bacilo por 6 meses ou mais. A proteo conferida pelo soro anti-diftrico (SAD) temporria e de curta durao (+ 2 semanas). A doena no confere imunidade permanente, devendo o doente continuar seu esquema de vacina aps alta.
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  • DIFTERIA DIAGNSTICO LABORATORIAL: A bacterioscopia no tem valor no diagnstico da difteria (baixa especificidade). Isolamento e identificao do bacilo associados ao quadro clnico e epidemiolgico confirmam o diagnstico. Coleta, conservao e transporte de material: retirar material das leses existentes (ulceraes, criptas das amgdalas), exsudatos de oro e nasofaringe localizaes mais comuns ou de outras leses cutneas, conjuntivas, etc., por meio de swab estril, antes da administrao de qualquer teraputica antimicrobiana. O material para coleta fornecido pela FUNED e, aps a sua realizao, ele deve ser devidamente identificado e enviado mesma, onde o exame ser processado.
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  • DIFTERIA DIAGNSTICO LABORATORIAL: O material para coleta fornecido pela FUNED e, aps a sua realizao, ele deve ser devidamente identificado e enviado mesma, onde o exame ser processado.
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  • DIFTERIA VIGILNCIA EPIDEMIOLGICA: Propsito: Manter taxa de incidncia < que 0,1 caso/100000 habitante. Notificao: Todo caso suspeito deve ser notificado ao Distrito Sanitrio rapidamente, por telefone. Investigao epidemiolgica: A investigao dos casos e comunicantes dever ter incio imediatamente aps a notificao do caso suspeito. Visa, alm da aplicao de medidas de controle, a descoberta de casos entre os comunicantes ( pessoas que tiveram contato ntimo com o caso suspeito, moradores do mesmo domiclio ou no), que devem ser mantidos sob vigilncia por 7 dias.
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  • DIFTERIA DEFINIO DE CASO: Suspeito: toda pessoa que, independente do estado vacinal, apresentar quadro agudo de infeco da orofaringe, com presena de placa branco-acinzentada ocupando as amgdalas e podendo invadir outras reas da faringe ou outras localizaes (ocular, nasal, vaginal, pele, etc), com comprometimento do estado geral e febre moderada.
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  • DIFTERIA Confirmado: a) laboratorial todo caso com manifestaes clnicas + isolamento do bacilo diftrico + prova de toxigenicidade (+) ou quadro clnico compatvel + cultura (+) mesmo na ausncia de prova de toxigenicidade (+); b) clnico-epidemiolgico exames laboratoriais (-) ou no realizados, mas o caso apresenta suspeita clnica e comunicante de caso confirmado laboratorial ou clinicamente ou exames laboratoriais negativos ou no realizados, mas o caso apresentar suspeita clnica e se isolar o Corynebacterium diphtheriae de um comunicante ntimo, mesmo que assintomtico;
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  • DIFTERIA Confirmado: c) clnico aceita-se confirmao clnica se houver: placas em pilares e vula alm das amgdalas; placas suspeitas na traquia ou laringe; placas em amgdalas, toxemia importante, febre baixa desde o incio do quadro e evoluo, em geral arrastada; miocardite ou paralisia dos nervos perifricos; bito do paciente que apresenta grande comprometimento do estado geral, tratamento para amigdalite em curso e no qual se constata miocardite.
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  • DIFTERIA INVESTIGAO Notificao de casos suspeitos preenchimento da ficha de investigao epidemiolgica identificao dos comunicantes investigao da situao vacinal dos comunicantes pesquisa de casos secundrios (exame clnico e vigilncia dos comunicantes) pesquisa do estado de portador em todos os comunicantes.
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  • DIFTERIA MEDIDAS DE CONTROLE: So considerados comunicantes: - Residentes no mesmo domiclio; - Contatos ntimos, como namorados, por exemplo; - Em creches, quartis e acampamentos, apenas aqueles do mesmo alojamento. Conduta com os comunicantes: - Exame clnico e vigilncia durante uma semana; os sintomticos sero considerados doentes; - Colher swab de orofaringe de todos e de ferimentos de pele, caso existam;
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  • DIFTERIA Conduta com os comunicantes: - Vacinas: Sem passado de vacinao ou com passado ignorado - iniciar vacinao (> 7anos = dT); 1 ou 2 doses apenas: completar esquema; 3 doses: fazer reforo se a ltima dose foi h mais de 6 meses; 4 ou 5 doses: fazer reforo se a ltima dose foi h mais de 5 anos. - Quimioprofilaxia: imediata para os com menos de 3 doses de vacina. Para os demais, apenas se Loffler positivo. Usa- se penicilina benzatina ou eritromicina.
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  • DIFTERIA Conduta com os comunicantes: - Companheiros de sala de aula e/ou transporte escolar: conferir carto de vacinas e visitar faltosos; - Companheiros de trabalho: no so considerados comunicantes. Imunizao do caso aps alta: como a difteria nem sempre confere imunidade e a reincidncia no incomum, os doentes sero considerados suscetveis e, portanto, devem ser vacinados logo aps a alta.
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  • AIDS (SIDA) ASPECTOS EPIDEMIOLGICOS No Brasil, a partir de 1982, o crescimento do nmero de casos vem ocorrendo em todas as macrorregies, sendo a maioria no grupo etrio de 20 a 39 anos e sexo masculino. Dos casos registrados, aproximadamente 50% foram a bito. Tem havido um aumento significativo dos casos associados transmisso heterossexual com aumento da incidncia em crianas. Tem-se observado ainda uma pauperizao da epidemia. AGENTE ETIOLGICO Vrus da Imunodeficincia Humana (HIV), um retrovrus que ataca o sistema imunolgico do organismo.
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  • AIDS (SIDA) FORMAS DE TRANSMISSO Via sexual, atravs do sangue contaminado (via parenteral) e da me para o filho, no curso da gravidez, durante ou logo aps o parto. DIAGNSTICO LABORATORIAL Testes que detectem anticorpos (os mais utilizados), antgenos ou que isolem o vrus. O aparecimento de Ac detectveis por testes sorolgicos ocorre cerca de 12 semanas aps infeco. Na prtica diria so utilizados 3 tipos de testes sorolgicos para deteco de Ac anti-HIV: o teste imunoenzimtico (ELISA), a Imunofluorescncia Indireta (IFI) e o Western Blot (WB).
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  • AIDS (SIDA) Objetivo dos testes: - como diagnstico da infeco pelo HIV em indivduos; - para fins de vigilncia epidemiolgica; - para garantir a segurana das transfuses sanguneas ou de hemoderivados, nas doaes de esperma, orgos ou tecidos. - como pesquisa epidemiolgica, clnica ou virolgica. VIGILNCIA EPIDEMIOLGICA Notificao: Somente os casos confirmados devero ser notificados ao Ministrio da Sade.
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  • AIDS (SIDA) Critrios de definio de caso de aids - 13 anos ou mais 1. CDC modificado Evidncia laboratorial da infeco pelo HIV + Diag. de doenas indicativas de aids ou evidncia lab. de imunod. 2. Rio de Janeiro/Caracas Evidncia laboratorial da infeco pelo HIV + Somatrio de pelo menos 10 ptos - sinais, sintomas ou doenas.
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  • AIDS (SIDA) 3. Critrio excepcional CDC Ausncia de evidncia laboratorial da infeco pelo HIV + Diag. definitivo de determinadas doenas indicativas de imunod. 4. Critrio excepcional bito Meno de aids em algum campo da declarao de bito + Investigao epidemiolgica inconclusiva
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  • AIDS (SIDA) 4. Critrio excepcional ARC + bito Paciente em acompanhamento, apresentando ARC + bito de causa no externa Evidncia laboratorial para fins de VE - 2 testes de triagem reagentes (Ag ou princpios metodolgicos diferentes) + 1 teste confirmatrio reagente ou 1 teste confirmatrio reagente em pessoa com 13 anos ou mais, que preencham algum dos critrios de definio de caso de aids. - 2 testes de triagem reagentes ( Ag ou princpios metodolgicos diferentes) ou 1 teste confirmatrio reagente.
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  • AIDS (SIDA) INVESTIGAO EPIDEMIOLGICA O seu objetivo a gerao e anlise de dados que permitiro o acompanhamento das tendncias da epidemia, o planejamento de aes de preveno e controle da doena. No devem ser investigados contatos sexuais sem prvia aquiescncia do paciente. Situaes especiais - nas seguintes categorias de transmisso: - perinatal; sanguinea, por transfuso de sangue, componentes, hemoderivados; e contaminao por transplante de orgos ou inseminao artificial.
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  • AIDS (SIDA) MEDIDAS DE CONTROLE 1. Preveno da transmisso sexual: informao e educao visando a prtica de sexo seguro, com reduo do nmero de parceiros e do uso de preservativos. 2. Preveno da transmisso sangunea: - transfuso de sangue: todo o sangue deve ser obrigatoriamente testado para deteco de anticorpos anti-HIV e excluso de doadores em situao de risco; - hemoderivados: os produtos devem passar por processo de tratamento que inative o vrus; - injees e instrumentos prfuro-cortantes: - doao de smen e orgos: triagem dos doadores; - transmisso perinatal: preveno da infeco na mulher.
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  • SFILIS CONGNITA Aspectos Epidemiolgicos: Agente etiolgico: Treponema pallidum Modo de transmisso: na grvida doente (no perodo primrio ou secundrio) os treponemas determinam leso placentria e processo infeccioso no feto. A intensidade da infeco fetal depende de 2 fatores: do estado da doena na gestante (quanto mais recente a infeco materna maior ser a carga de treponemas circulantes) e da idade gestacional ( a probabilidade de infeco aumenta com a proximidade do termo da gestao ).
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  • SFILIS CONGNITA Aspectos Epidemiolgicos: Prevalncia: em estudos realizados entre 1987 e 1992 a soropositividade ao VDRL em gestantes no Brasil variou entre 2,3 e 11,5%. Mortalidade: variou entre 70 a 100/ milho de nascidos vivos, entre 1979 e 1990, estimando-se em 40% a taxa de