Luísa aires, ana Pinto de Moura, Filipa seabra e J. antónio Moreira

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  • OrganizadOres:

    Lusa aires, ana Pinto de Moura, Filipa seabra e J. antnio Moreira

  • Ttulo: Educao a disTncia E divErsidadE no Ensino supEriororganizadores: Lusa aires, ana pinto de Moura, Filipa seabra, J. antnio Moreira Edio: universidade aberta, 2014imagem da capa: Lus Borgesdesign e composio: de Facto EditoresisBn: 978-972-674-753-6

    Financiamento/apoio:

  • ndice

    noTa dE inTroduo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7PauLO Maria BastOs da siLva dias

    conTriBuTos para uMa EsTraTGia nacionaL EM Educao a disTncia E ELEarninG. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9dOMingOs caeirO

    pErManncia da popuLao aduLTa no Ensino supErior na ModaLidadE dE E-LEarninG conTriBuTos para a sua coMprEEnso, no caso da univErsidadE aBErTa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19FiLiPa seaBra ; susana Henriques.; teresa cardOsO,; FtiMa gOuLO & danieLa MeLar

    MiTos E rEaLidadEs do E-LEarninG: uM EsTudo EXpLoraTrio dE EsTudanTEs da univErsidadE do porTo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27eduardO MOrais; carLa MOrais & JOO Paiva

    anLisE dos dEsaFios E poTEnciaLidadEs da inTEGrao das narraTivas diGiTais no Ensino a disTncia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37diana de vaLLescar; adritO Fernandes MarcOs

    Educao a disTncia: o princpio da unidadE na divErsidadE- os pErFis dos CE MOVERS, na univErsidadE dE avEiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45FiLOMena aMOriM; graa MOreira & niLza cOsta

    inovao pEdaGGica no Ensino supErior o Ensino a disTncia no iscap . . . . 59anaBeLa Mesquita & PauLa Peres

    avaLiao do curso dE MEsTrado ONLINE EM cincias do consuMo aLiMEnTar: apLicao do ModELo dE anLisE sWoT . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69ana PintO de MOura,; ana PauLa Fernandes,; FernandO caetanO,, cristina caraPetO & carLa OLiveira,

    aspETos da inTErao onLinE nuMa unidadE curricuLar dE 2. cicLo da univErsidadE aBErTa. dEsEnHo dE aTividadEs dE EsTraTGias discursivas dE dinaMiZao dE aprEndiZaGEns . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 81carLa aurLia de aLMeida

    pErFis E TraJETos dos EsTudanTEs do Ensino supErior: acEsso, inTErcuLTuraLidadE E incLuso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91augusta MansO & Lusa aires

    rEcursos Educacionais aBErTos E prTicas coLaBoraTivas dE aprEndEr E Ensinar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 103FtiMa gOuLO & danieLa MeLar

    WEB 2.0: coLaBorao E parTiLHa dE soM, TEXTo, iMaGEM E vdEo no Ensino supErior . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 113angLica MOnteirO & J. antniO MOreira

    MaTEMTica 100 sTrEss uM proJETo aBErTo no ipp . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 123FiLOMena sOares; ana PauLa LOPes

    consuLTrio diGiTaL dE MaTEMTica: sisTEMa dE suporTE para a proMoo do sucEsso EducaTivo EM EnGEnHaria . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 133ManueL JOaquiM OLiveira; ana Freitas & PauLO garcia

  • nOta de intrOduO

    o Ensino a distncia surgiu num contexto internacional de promoo da acessibili-dade educao e formao orientada para a populao adulta, tendo como misso e objectivo a qualificao e incluso para a valorizao do conhecimento e o desen-volvimento da sociedade.

    a misso e os objectivos do Ensino a distncia no s mantm a sua actualidade na sociedade em rede, como tambm apresentam a pertinncia do seu modelo e pr-ticas de interveno, no quadro da globalizao da economia do conhecimento, em particular, no pensamento orientador da organizao das instituies de ensino su-perior, face aos desafios decorrentes das necessidades de educao e formao para a sociedade digital.

    A aprendizagem em rede , por definio, baseada num teia de interaes sem dis-tncia, geradora dos contextos de experincia e partilha do conhecimento, em per-manente expanso e complexificao na Sociedade Digital.

    Esta teia implica necessariamente novas abordagens para os processos de desenvol-vimento pessoal, individual e coletivo, social e cognitivo, atravs dos quais as apren-dizagens so construdas e sustentadas nas prticas colaborativas. Mas, sobretudo, o tipo, a forma e a dimenso da rede de interaes obriga-nos a desenvolver novas abordagens e concees para o Ensino a distncia.

    a conceo contempornea do Ensino a distncia no separvel dos ambientes tecnolgicos e em rede, na medida em que se define no movimento de mudana e das cenarizaes de inovao tecnolgica para os ambientes de educao e formao em rede. Neste sentido, Ensino a Distncia significa educao em rede independen-temente dos suportes tecnolgicos desta mesma rede.

    Mas , igualmente, um movimento que se formaliza na mudana das concees pe-daggicas para a educao em rede e, em particular, para os contextos de participa-o, partilha e escalabilidade das experincias de aprendizagem. Neste sentido, a diversidade das concees e prticas dos atores nos cenrios emergentes constitui um meio para a promoo da inovao pedaggica no Ensino a distncia, atravs da qual procuramos, igualmente, a sustentabilidade dos processos de interao que do forma e expresso s redes de aprendizagem.

    sob este enquadramento que se renem os textos da presente publicao, os quais refletem, de forma aprofundada, o pensamento dos autores sobre as temticas dos recursos educacionais abertos, a anlise das interaes, as formas de incluso e par-ticipao da populao adulta, os modelos de desenvolvimento e prticas dos pro-jetos de aprendizagem em ambientes de ensino a distncia e a mudana para a inovao pedaggica, os quais foram inicialmente apresentados no seminrio Ensino a Distncia e Diversidade no Ensino Superior.

    o seminrio foi organizado pela delegao do porto da universidade aberta e com a participao do observatrio da Qualidade no Ensino a distncia e eLearning, em julho de 2014, tendo como objetivo contribuir para a anlise e reflexo, desenvolvi-

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  • mento do pensamento e de novas abordagens para o Ensino a distncia no Ensino superior.

    Agradecemos, reconhecidamente, a valiosa participao da comunidade de investi-gadores das vrias instituies da rede de ensino superior, cujos contributos agora reunidos constituem mais um instrumento para o desenvolvimento do pensamento e da inovao no Ensino a distncia para a sociedade digital.

    paulo Maria Bastos da silva dias reitor da universidade aberta

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  • contRiBUtoS paRa Uma eStRatGia nacionaL em eDUcao a DiStncia e eLeaRninG

    domingos caeirovice-reitor, universidade aberta, portugal

    Email: domingos.caeiro@uab.pt

    rEsuMoo presente texto contm algumas ideias basilares para a promoo de um debate sobre a Educao a dis-tncia (Ead) no Ensino superior. Enquadrando-se a Educao a distncia no vasto e complexo leque de de-safios da Sociedade Digital, pretende-se centrar o debate, em primeiro lugar, nos desafios e na misso da EaD e, em segundo lugar, nas estratgias e medidas concretas que urge definir para este subsistema educa-tivo1.

    Palavras-chave: Educao a distncia, Ensino superior, cenrios futuros de Ead.

    aBsTracTThe purpose of this paper is to promote a debate regarding Distance Education (DE) at Higher Education level. The paper focus on challenges and missions that DE is exposed, considering that it makes part of the broad Digital Society. Subsequently, the paper evaluates strategies and practical measures that is relevant to define for this particular mode of delivering education.

    Keywords: Distance Education, Higher Education, Future Settings on Distance Education.

    1. intrOduOa sociedade digital e as tecnologias que produz alteraram os modos como se inte-rage, trabalha ou aprende ou, se preferirmos, as capacidades e competncias sociais, culturais, educacionais necessrias para o exerccio de uma cidadania plena. os jovens e os cidados em geral, atravs dos seus processos de qualificao e formao (for-mao inicial, requalificaes, e outros processos educativos e formativos integrados numa lgica de aprendizagem ao Longo da vida, etc.), so parte fundamental dessas mudanas, e as instituies de Ensino superior tm de encontrar respostas para os novos pblicos que as procuram.

    nesse sentido, a Educao a distncia apresenta-se como uma possibilidade que vem ao encontro dessa nova realidade e como uma alternativa para que as iEs se aproximem dos seus pblicos (estudantes) e da sociedade (cidados), transformando este desafio num diferencial competitivo.

    Com o objetivo de verificar se o EaD e eLearning percebido pelas Instituies de Ensino superior (iEs) como uma estratgia para atrao e captao de estudantes, e de que formas, para alm da uab, as iEs esto preparadas para esta nova oportuni-dade, a tutela, mais propriamente a SEES, lanou o desafio de constituir um Grupo de reflexo para uma Estratgia Nacional.... Percebeu-se a preocupao com o tema como uma tendncia inevitvel para o futuro e, em resposta, grande parte das insti-

    1 para a concretizao deste texto agradeo os contributos da prof. doutora Lusa aires (docente e investigadora da univer-sidade aberta/uab) e do prof. doutor paulo Bento (indEG-iuL iscTE Executive Education).

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  • tuies de Es possui j uma estrutura para oferecer alguns cursos nesse formato, embora os recursos tecnolgicos, o material didtico e pedaggico especfico, bem como as formas de avaliao estruturadas para lidar com esse pblico estejam numa fase embrionria e algo distantes do modelo de funcionamento da universidade aberta.

    A UAb, apesar do estatuto especial, no uma ilha no ensino superior (pblico), pelo que a relao com outras instituies de ensino vital, em particular com a ideia e crescente implementao de redes nos mais variados domnios.

    No presente documento, apresentam-se as linhas orientadoras para o que dever ser a estratgia de longo prazo da Ead e eLearning. Esta concebida tendo como ponto de partida a misso de servio pblico da uab no domnio da Ead, isto , tendo como pre-missa um alinhamento perfeito entre o futuro bem-sucedido do ensino superior a distn-cia em portugal e a prpria raison dtre da uab.

    no se pretende de forma alguma estudar os possveis desenvolvimentos da Ead em Portugal, at porque esse trabalho foi concretizado por um painel internacional de peritos (Bielschowsky et al., 2009). considera-se, contudo, que o nvel de abstrao presente no relatrio desse painel no compaginvel com a necessidade de respos-tas efetivas para a Ead e eLearning no seu processo de formulao estratgica e, nes-se sentido, procura-se aprofundar e concretizar cenrios possveis de desenvolvimento.

    2. caracterizaOEnvolvidas em processos de mudana, frequentemente justificados por polticas di-fusas e medidas instrumentais avulsas, as instituies do Ensino superior, ainda mui-to marcadas por uma cultura educativa tradicional e elitista, confrontam-se com a urgncia de reinventarem o seu papel cientfico, social e educativo. Este novo para-digma emergente vincula-se, praticamente, a todos os mbitos de organizao eco-nmica, social, cultural e poltica e resulta, entre outros, a) do processo de globaliza-o da economia e da comunicao; b) da evoluo de uma conscincia de mundializao; c) de uma cultura em rede; d) da internacionalizao do saber e da cincia; e) da estreita relao entre a participao digital e as novas prticas de cida-dania.

    a Educao superior a distncia tem sido, desde a sua gnese, um agente ativo neste processo de transformao. No entanto, a partir de finais dos anos 80 do sc. XX, a emergncia de novas culturas e instrumentos digitais do Educao a distn-cia uma outra visibilidade e exigncia social. as culturas em rede, a interatividade e colaborao, os ambientes hbridos e imersivos, as comunidades online ampliaram o espetro de possibilidades e de ao da Ead, associando-a a um novo mbito de interveno: o eLearning.

    a aprendizagem aberta, online e em rede emerge, assim, como um dos grandes de-safios educativos do presente sculo. No entanto, este desafio exige pensamento e estratgias orientados no s para a sustentabilidade das instituies que a promo-vem e para a qualidade da sua oferta educativa, como tambm para a definio de

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  • polticas que, sensveis s profundas assimetrias sociais e educativas existentes na sociedade digital, integrem a Educao a distncia no quadro de uma pedagogia pblica, de uma democracia participativa.

    2.1 PrincPiOsassumimos, nesta abordagem da Ead e eLearning, os seguintes princpios:

    a Educao a distncia contribui para o desenvolvimento de novas formas de par-ticipao democrtica, no quadro da globalizao;

    a Educao a distncia incorpora, na sua matriz, o princpio de uma Educao su-perior para todos e ao longo da vida, afirmando, por esta via, a sua responsabili-dade social, cultural e cientfica;

    a Educao a distncia tem um papel central na promoo da incluso social e digital, atravs de dinmicas de rede, de parceria com organizaes sociais e cul-turais, de mbito global e local.

    PanOraMa da ead e geraes de eadno existe uma progresso linear de geraes de Ead. Existem novelos de tecnolo-gias:

    Primeira gerao - o Modelo de Ensino por correspondncia.

    Segunda gerao - o Modelo Multimdia udio, televiso e material impresso (incio das atividades da universidade aberta).

    Terceira gerao - o Modelo de Tele-aprendizagem - tecnologias da informao de forma sistemtica e graas s telecomunicaes aparecem as comunicaes sncronas, computador.

    Quarta gerao - o Modelo de aprendizagem Flexvel - uso de forma sistemti-ca da internet, distribuio online. Modelo que, atualmente, est ser utilizado pela maioria dos estabelecimentos de educao/formao.

    Quinta gerao - o Modelo de aprendizagem Flexvel inteligente - derivado do modelo anterior, utilizao da internet e da web, sistemas de respostas autom-ticas e portais institucionais e avas (ambientes virtuais de aprendizagem), redes sociais, web 2.0 (Sistema atual da Universidade Aberta).

    2.2 MOdeLOsEnunciados os princpios e geraes de EaD, importa, agora, analisar as configuraes e modelos de organizao do sistema de educao superior a distncia no Mundo, e tambm adotados em portugal.

    universidades abertas: Estabeleceram-se na Europa entre os anos 60 e 80. distin-guem-se por serem organizaes bem estruturadas, por se dirigirem inicial e princi-palmente a adultos, pelo seu ensino no presencial, pelo seu carter nacional e pela sua abertura inovadora. universidade aberta uaB.

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  • instituies de modalidade dual:

    a) Mantm ensino presencial no seu campus e ensino a distncia para estudantes que residem longe, de modo a que ambos os tipos de estudantes sigam o mesmo cur-so;

    b) Outros tipos de universidades so as que tm um departamento especfico de ensino a distncia independente, tanto a nvel acadmico qu...

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