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Gazeta do Rio Pardo 2532

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  • So Jos do Rio Pardo 19 de fevereiro de 2011 Ano 103 R$ 2,00 2.532

    Prefeitura vai justia contra a CmaraEm votao unnime, a

    Cmara derrubou na ter-a-feira, 15, o veto doprefeito contra o projetode lei que garante o pa-gamento de entidadesaos 20 dias de casa ms.A Prefeitura informou quevai entrar com uma aoalegando a inconstitucio-nalidade do projeto. Se-gundo os argumentosapresentados pela admi-nistrao, o legislativo seexcedeu ao entrar na se-ara do executivo fixandodata de pagamento derepasses, o que fere oprincpio da separao dospoderes. Para o presiden-te da Cmara, as entida-des estavam sendo preju-dicadas e o Legislativo pre-cisou agir. Pgina A-3

    Coberturade ginsio

    Comearam, finalmen-te, as obras para cober-tura da quadra de espor-tes do Botafogo FC. Osrecursos foram liberadosno ano passado pelo Mi-nistrio dos Esportes.Pgina A-14

    Inspirado noCaminho de San-tiago de Compos-tela, da Espanha,o Caminho da F um roteiro deperegrinao espi-ritual, com 497km por cidades deSo Paulo e MinasGerais. O projeto,que nasceu emguas da Prata,completou oitoanos, levando fi-is ao Santuriode Aparecida. P-gina A-11

    Leiturana praa

    O Rotary Club promoveuno sbado um evento paradespertar na populao ohbito da leitura. O eventofoi acompanhado por algu-mas dezenas de pessoas,que compareceram praacentral. Pgina A-24

    Caminho da F

    REPORTAGEM DIVULGAO

    DIVULGAO

  • GAZETA DO RIO PARDO uma publicaosemanal de GAZETA DO RIO PARDO LTDA, editada Avenida Olinda Ralston, 411- Vila Formosa - Fone: (19) 3608-5655 - CEP 13.720-000 - So Jos do Rio Pardo - SP.

    Editor: Gilmar IshikawaRedao: Eduardo Eron e Giselle Torres BiacoDiagramao: Marco Antnio Cassucci, Fagner Nasser.Departamento Comercial: Elisete PaduelliGAZETA na INTERNET:e-mail: redacao@gazetadoriopardo.com.bre-mail: publicidade@gazetadoriopardo.com.bre-mail: diagrama@gazetadoriopardo.com.brhttp://www.gazetadoriopardo.com.brOs artigos assinados no representam necessariamente a

    opinio do jornal e so de responsabilidade de seus autores.

    A-2 - 19 de fevereiro de 2011

    Sem ilusesA comunicao interiorana, na

    maior parte das vezes, pautadapelo bairrismo. Em se tratando danotcia, o contedo dela sempre temcomo foco a comunidade, seja aprpria cidade, o bairro, uma rua.Na comunicao interiorana o tra-balho uma prestao de servios,especialmente num tempo em queas pessoas, por medo de retalia-es das mais variadas formas, pre-ferem ter seus nomes ocultadosquando denunciam maus dirigentese maus profissionais dos mais di-versos segmentos que compemuma sociedade. E no diferentenesta So Jos do Rio Pardo.

    H vrios meses, contatos man-tidos com esta redao se do deforma annima, ou quase annima.Por meio de cartas, telefonemas,emails ou mesmo visitas pessoais.Em comum, tm-se frases como:por favor, no divulgue o meunome; no diga que fui eu quemfalou. A necessidade de preserva-o da imagem, do nome, do en-dereo, tem como questo princi-pal o medo de retaliao, de perse-guio. Principalmente quando asfontes so servidores pblicos mu-nicipais, que ocupam cargos comis-sionados ou de carreira; ou, ainda,

    Ataque cardacoEstudo realizado pelo Centro de Pesquisa Cardiovascular da

    Universidade de Glasgow, na Inglaterra, revelou que a obesi-dade nos homens aumenta em 75% o risco de ataque card-aco, independente de terem ou no outros fatores de riscopara o desenvolvimento da doena. O estudo, que foi publica-do dia 15, na Revista cientfica Heart, acompanhou durante15 anos 6.082 pacientes do sexo masculino que foram diag-nosticados com colesterol alto, mas que no tinham histricode doena cardaca ou diabetes.

    Por aquiA obesidade afeta 205 milhes de homens e 297 milhes de

    mulheres, ou seja, 9,8% dos homens do mundo e 13,8% dasmulheres. No planeta, 1,46 bilho de adultos registram so-brepeso. No Brasil, o problema atinge cerca de metade dosadultos em todas as regies do pas, com destaque para o Sul(56,8% dos homens e 51,6% das mulheres) e Sudeste (52,4%dos homens e 48,5% das mulheres).

    Queda no IbopeAcendeu a luz vermelha no Palcio do Planalto: pesquisa

    realizada nas duas ltimas semanas revela que o aumento docusto de vida (inflao) sobretudo entre os mais pobres -comea a subtrair pontos na avaliao de desempenho dapresidente Dilma. O temor que essa descrena se some afrustrao do novo salrio mnimo, muito aqum do esperadopelos 45 milhes de brasileiros que dele vivem.

    Da coisa pblicaTodo cidado que em algum momento aceita cargo pblico,

    isto , tomar conta de rgo mantido com recursos pblicos,deve estar ciente de que precisa responder sociedade so-bre as atividades pelas quais responsvel. Isto se chamatransparncia. E estar disposto a dialogar com a sociedade, tambm ato de competncia.

    DvidaO juiz de direito Christian Robinson Teixeira, em deciso de

    1 de fevereiro, anulou o edital n 01/2010 que trata do con-curso pblico da rede municipal de ensino, que oferece 35vagas para professores alm dos cadastros de reserva. Oconcurso havia sido suspenso depois que o Sindicato dos Tra-balhadores Pblicos e Autrquicos Municipais entrou com ummandado de segurana, exigindo retificao do edital, por con-siderar a existncia de algumas irregularidades. A Prefeiturafez as adequaes e relanou o concurso, mas com o mesmoedital, ou seja, n 01/2010. Mesmo que tenham retificado,entendo que o processo est anulado, porque o julgamentofoi sobre o edital 01/2010. E a deciso do juiz torna o proces-so nulo, comentou o advogado do Sindicato, Carlos AlbertoCorrea Bello. A Prefeitura diz que no, que tudo continua comoest e que no houve anulao.

    Sem professoresMes de alunos que estudam na escola Stela Maris Barbo-

    sa Catalano, no Carlos Cassucci, reclamam que nesta sema-na houve aulas regulares em apenas dois dias. Nos demais,faltaram professores.

    Trnsito perigosoNa Emeb So Judas Tadeu a reclamao das mes com

    o trnsito. Elas dizem que,no horrio de entrada e sada dealunos, carros, motos e caminhes passam em alta velocida-de na porta da escola. No ano passado guardas municipaisfechavam a rua, mas atualmente o servio deixou de ser fei-to.

    Novo lderMarquinho Zanetti, vereador do PSDB, tem se pronunciado

    praticamente como o lder do prefeito na Cmara. Nesta se-mana, um comentrio dele em plenrio despertou certo ci-me em Vicente Rodrigues (PMDB), isto porque, em determi-nados instantes, Marquinho dizia que iria tratar de assuntosque at eram restritos entre Vicente e o prefeito.

    Prazo, que prazo?Cumprimento de prazos parece no ser exatamente uma

    ordem nesta administrao. No bastasse entrar na Justiapara evitar pagar entidades em dia, a Prefeitura tambm no de cumprir prazos para realizar servios. No dia 3 de de-zembro, uma moradora da rua Olmpio Maral Nogueira fezum requerimento pedindo providncias quanto limpeza deum terreno prximo sua residncia. Hoje, 19 de fevereiro, oproblema por l continua o mesmo...

    Motim 1Guardas municipais reclamaram nesta semana do secret-

    rio municipal de Segurana e Trnsito, Fernando Folharini.Eles dizem que tm sido vtimas de processos administrativose que so obrigados a desempenhar funes que no fazemparte das atribuies legais da corporao. Solicitando parano ter seus nomes divulgados, alguns guardas municipaisdisseram que o descontentamento com o secretrio gran-de.

    Motim 2O reprter Silvio Jos (Gazeta/Difusora) procurou pelo se-

    cretrio na quinta-feira, dia 17. Ele disse que no poderiaconceder uma entrevista naquela data. Talvez s na sexta-feira, l pelas cinco ou seis horas da tarde, afirmou. Mas,no deu para esperar.

    pessoas que ajudaram a eleger aatual administrao municipal e que,por vergonha, optam por no apa-recer. Tem existido, por parte destejornal, certa tolerncia em relao aeste tema, contudo, apenas no sen-tido de preservar as fontes, o que um direito constitucional.

    Diz a sabedoria popular que quemest na chuva para se molhar e,sendo assim, trazendo esta mximapara a administrao pblica, a re-gra que se aplica quanto a preservarnome de dirigente, no a mesmaem relao aos seus subordinados.Quem responde por cargo pblico,especialmente aqueles de nomeaoa ttulo de cargo comissionado, devesaber que junto ao bnus de umaumento salarial pela atribuio vemtambm o nus, a responsabilidadede responder pela funo que lhe foiatribuda de forma no gratuita, poisse recebe para isto em alguns ca-sos, se recebe muito bem para isto.Que fique bem claro: este jornal nocombate este ou aquele funcionriomunicipal, apenas a postura desas-trosa de alguns, em cargos de co-mando, que na maioria das vezesagem sobre a exigncia dos seussuperiores.

    bem verdade que, para todo ser

    A presidente Dilma Roussef pas-sou fcil pelo seu primeiro teste defogo no Congresso Nacional, ao con-seguir a aprovao, com folga, naCmara dos Deputados, de sua pro-posta de R$ 545 para o salrio m-nimo, com validade a partir de ja-neiro.

    Foi uma sesso tensa, que se ar-rastou por 10 horas, com as galeri-as e os corredores da Cmara to-talmente ocupados por lderes sin-dicais de todo o pas. Mais de 60oradores ocuparam a tribuna.

    Antes da aprovao do mnimo deR$ 545, foram rejeitadas duas pro-postas: uma, do PSDB, que elevavao mnimo para R$ 600, valor defendi-do pelo candidato derrotado Jos Ser-ra na ltima campanha eleitoral. Pla-car: 376 votos contrrios e 106 a fa-vor. A outra emenda, das foras sin-dicais, fixando o novo salrio em R$560, foi rejeitada por 361 votos a 120.

    Agora, o projeto segue para o Se-nado. A previso que seja votadona prxima quarta-feira (23), com suaaprovao tida como certa, sem mui-

    R$ 545 o novo salrio mnimo

    humano, ter seu nome publicadoem coluna social, em meio aosmais elogiosos adjetivos, bemmais prazeroso do que t-lo emmeio a uma notcia de impacto maisamplo e do interesse comunitrio.E, infelizmente, o noticirio no seresume ao colunismo social. Vaimuito alm. Este, alis, vem d