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FOLHA EXTRA ED 1032

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  • A 1Q U A R T A - F E I R A , 0 9 D E O U T U B R O D E 2 0 1 3 - E D. 1 0 3 2QUARTA-FEIRA

    09 DE OUTUBRODE 2013

    n 1032, ANO 10R$ 2,00

    Cmara aprova crdito adicional de R$ 376 mil municpio

    DIVULGAO

    PGINA A3

    A produo industrial paranaense registrou o melhor resultado do Pas em agosto, com avano de 12,3% sobre o mesmo ms de 2012. Na mdia nacional, houve recuo de 1,2%. a quinta taxa positiva consecutiva do parque fabril

    do Estado nesse tipo de comparao, e a mais intensa desde maro do ano passado (15%). PGINA A8

    Produo industrial do Paran tem o melhor resultado do Pas

    WILLIAN NUNES - FOLHA EXTRA

    PGINA A3

    A cmara de Wenceslau Braz aprovou na sesso desta tera-feira (8), o projeto de lei que auto-riza o executivo a alterar o plano plurianual do municpio. A reunio aconteceu em carter extraordinrio e aprovou por unanimidade os projetos de lei 067, 068 e 069 sobre crdito adicional especial, advindo do municpio. De acordo com o vereador Valdenir Aparecido Pontes (PC do B) o projeto tem por finalidade destinar um valor de R$ 376.636,97 a setores municipais.

    Mobilizao Social pela Educao avana em Joaquim Tvora e recebe visita do MECProfessores da rede municipal de ensino de Joaquim Tvora participaram na ltima semana da Oficina de Formao de Mobilizadores Sociais pela Educao. Entre os objetivos da atividade, est o de ampliar e fortalecer as aes de incentivo interao famlia-escola-comunidade que j vm sendo desenvolvidas no municpio por iniciativa de educadores da Escola Municipal So Sebastio, sob a liderana da professora Adriana Ribeiro Freirias da Silva com o total apoio da diretora Valdirene Cabrera Mendes.

    A histria de uma torcida que tem estdio, mas no tem time

    DIVULGAO

    Concurso pblico de Wenceslau Braz encerra inscries hojePGINA A4

    WENCESLAU BRAZ

    Em Cambar um grupo de torcedores encarna uma peculiaridade: eles so os proprietrios do estdio da cidade, com capacidade para 20 mil pessoas, mas j no contam com um time para torcer. O esforo de anos para construir um campo que abrigasse o Matsubara, equipe que j foi uma das foras do interior do esta-do, resultou em uma desiluso para os apoia-dores, que ficaram rfos quando o clube abandonou a cidade - um dos ltimos passos antes de deixar de existir.

    PGINA A4

    CAMBAR

    DIVULGAO

    EMPOLGANTE, COPA AMUNORPI CHEGA A FASE SEMI-FINAL PGINA A8

    A Copa Amunorpi 2013 chegou a fase semi-final de forma empolgante. Agora, quatro equipes disputaro o trofu aps sobreviverem ao mata-mata. Wenceslau Braz enfrenta Figueira enquanto Guapirama encara Tomazina. Os jogos de ida acontecem no prximo dia 20 e a volta no final de semana seguinte.

    FIM DO PRAZO

    PGINA A3

    Pavimentao continuaem Jaguariava

    OBRAS

    FUTEBOL REGIONAL

  • A 2Q U A R T A - F E I R A , 0 9 D E O U T U B R O D E 2 0 1 3 - E D. 1 0 3 2COMIDA CASEIRA DE SABOR NICO

    OPINIO

    No dia-a-dia, vivenciamos v-rias situaes que nos causam estresse, angstia, raiva, triste-za, dio e impotncia. Muitas vezes, no sabemos como lidar com estes fatos que nos causam desconforto e sofrimento. Aca-bamos reproduzindo a violncia sofrida ou nos isolando e no resolvendo o conflito.Voc j ouviu falar em comuni-cao no violenta? Ela baseia-se em habilidades de linguagens e comunicao que fortalecem a nossa capacidade de continuar-mos humanos, mesmo em con-dies adversas. um processo conhecido por sua capacidade de solidariedade. Destaca-se a empatia (capacidade de se co-locar no lugar do outro), fun-damental para a comunicao no violenta. Vem sendo uti-lizada por uma rede mundial de mediadores e facilitadores, com o objetivo de intervir e agir em favor da paz, atravs de sua abordagem aplicada a todos os nveis de comunicao e confli-tos das relaes sociais.Um dos estudiosos em comu-nicao no violenta Marshall Rosenberg. Ele argumenta que, quando recebemos uma men-sagem negativa, temos quatro opes de resposta: a) culpar a ns mesmos; b) culpar aos ou-tros; c) escutar nossos prprios sentimentos e necessidades; e d) escutar os sentimentos e ne-cessidades dos outros.Atravs da comunicao no violenta aprendemos que o ou-tro nunca a causa dos nossos sentimentos, podendo ser o estmulo. Isso implica que deve-mos ter conscincia da maneira como recebemos o que outro diz ou faz. Em Porto Alegre exis-te um projeto piloto em escolas pblicas e privadas na imple-mentao de grupos de estudos em comunicao no violenta e crculos restaurativos, em par-ceria com a 3 Vara do Juizado Regional da Infncia e da Juven-tude, Secretaria Municipal de Educao e Secretaria Estadual de Educao, juntamente com a Faculdade de Servio Social da PUCRS.Prticas restaurativasExiste uma alternativa pacfica de resolues de conflitos que busca uma relao no hierr-quica, de escuta, dilogo e res-peito por todos os envolvidos. So as prticas restaurativas, que vm sendo usadas em di-versos espaos como escolas, poder judicirio, comunidades

    e no dia-a-dia das pessoas. A ideia proporcionar um encon-tro onde as pessoas diretamente envolvidas numa situao de violncia ou conflito possam conversar e identificar suas necessidades no atendidas. Busca a responsabilizao cole-tiva pela situao de conflito e construo de alternativas de re-soluo no violenta, visando a restaurar as relaes rompidas. Alguns valores so essenciais para a realizao do encontro tais como participao, respei-to, honestidade, humildade, interconexo, responsabilidade, esperana e empoderamento. Nas escolas, essas prticas so conhecidas como crculos res-taurativos.O crculo restaurativo est divi-dido em trs momentos (com-preenso mtua, autorrespon-sabilizao e acordo). Somente so realizados se os envolvidos no conflito quiserem par ticipar e assumirem a autoria do fato (situao de violncia ou con-flito). Tem que ter foco definido (ex. J. chutou M.). Este o fato que ser trabalhado no crculo restaurativo, tentando compre-ender as motivaes para tal ato e as necessidades no aten-didas. O encontro restaurativo no se destina a apontar culpa-dos ou vtimas, nem a buscar o perdo e a reconciliao, mas a percepo de que nossas aes nos afetam e afetam aos outros, e que somos responsveis por seus efeitos.Existe um roteiro pr-definido para a realizao do encontro onde a comunicao no vio-lenta ser utilizada a partir do quadro abaixo.Lanamos o desafio de buscar-mos conhecer mais sobre esta nova forma de resoluo de conflitos que vem resultando em experincias positivas e gra-tificantes na vida das pessoas. Cerca de 80% das que passaram por um crculo restaurativo se sentiram satisfeitas com o pro-cesso.

    Comente o artigohttp://issuu.com/folhaextra

    to, sem aviso prvio. Acho que ningum gosta.Na segunda-feira passada tive uma sesso de terapia que provocou um abalo ssmico dentro de mim. Eu era a analisanda, no a analista. De repente algumas placas tect-nicas internas se moveram, enxer-guei uma poro de coisas, fiquei agitada, desarrumada por dentro, os pensamentos confusos.Sa da terapia e fui direto para o trabalho. O enfermeiro que traba-lha comigo viu que eu estava meio estranha e comeou a verificar meus sinais vitais: presso arte-rial, frequncia cardaca, glicemia. A presso subiu. O corao no s acelerou como passou a bater fora do compasso. Os pensamentos fi-caram confusos e se manifestavam em uma fala repetitiva, sem muita lgica.Pois . Somatizei. Converti.Claro que eu queria continuar meu dia conforme o costume, mas no me deixaram. O enfer-meiro chamou minha filha, que foi me buscar no trabalho e me levou direto para o hospital. Pas-sei por vrios mdicos, todos com um jeitinho muito simptico, mas com idade para serem meus ne-tos. Eu, num mau humor daque-les, questionava tudo, discordava

    o gosto que minha ro-tina seja quebrada ou bagunada de repente, sem meu consentimen-

    N

    Virei pacientePor HELOSA ARRUSSUL BRAGA de tudo, s queria ir embora para

    casa. Eles tateando, tentando me tourear, talvez meio intimidados pelo fato de eu ser mdica e ter cabelos brancos. Olhei os CRMs nos carimbos: todos altos, trs vezes maiores que o meu, todos

    Assistente social, bolsista de apoio tcnico do CNPq e integrante do Gepaz.

    formados h pouco tempo. De-pois de uma verdadeira campanha de convencimento, fui internada, muito a contragosto. Sabe aquela situao em que voc diz aceito, mas no concordo?No dia seguinte, depois de uma noite pssima, eis que surge um mdico que parecia bem mais ve-lho que eu.O que voc teve? ele perguntou.Uma arritmia e uma suspeita de AIT, disse eu. (Obs: AIT quer dizer Acidente Isqumico Transi-trio, ou seja, um pequeno der-rame).Ele franziu a testa, cerrou as so-brancelhas, fez uma cara feia. Isso diagnstico! Eu quero sa-ber dos seus sintomas! disse ele

    peremptoriamente.Baixei a cabea. Murchei as ore-lhas. Fui para meu lugar. Naquela instante, naquele lugar, meu pa-pel era de paciente. Cabe ao pa-ciente, e s a ele, relatar seus sin-tomas. Cabe ao mdico, e s a ele,

    elaborar hipteses diagnsticas. claro que os dois tm que trocar informaes e um ajuda o outro. uma parceria. Mas cada um no seu lugar.De repente fui lembrada disso e, meu Deus, que alvio! Finalmente comeou a verdadeira consulta, atravs do estabelecimento claro dos papis e de suas funes na-quela nascente relao mdico-paciente. Algum que vai me ou-vir, que quer saber o que eu senti. Ele assumiu o papel de mdico e me tratou como paciente, que era meu papel naquele momento. Me ouviu, me examinou com calma, viu meus exames anteriores com ateno. Explicou a gravidade do que eu tinha e os possveis riscos.

    Estabeleceu uma linha investiga-tiva. Disse quais os exames iria pedir e por que. Deu um prog-nstico. Aprendi muito naqueles poucos minutos de visita.Ufa, encontrei um mdico de ver-dade! Como os de antigamente.

    Eles ainda existem.Ele pediu um exame e colocou seu carimbo. Uau! Um CRM baixo!Precisou surgir algum com um CRM muito menor que o meu para me