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  • Linguagens, Cdigos e suas Tecnologias 1

    Atividade extraFascculo 6 Linguagens Unidade 17Barroco e romantismo Poesia de sentimentos

    Textos para os itens 1 e 2

    I.

    Plida, luz da lmpada sombria

    Sobre o leito de flores reclinada,

    como a lua por noite embalsamada,

    Entre as nuvens do amor, ela dormia!

    AZEVEDO, lvares de.Enciclopdia Ita Cultural.

    II.

    Uma noite, eu me lembro... Ela dormia

    Numa rede encostada molemente...

    Quase aberto o roupo... solto o cabelo

    E o p descalo no tapete rente.

    Castro Alves

    BARROS, Frederico Pessoa de. Poesia e vida de Castro Alves: Editora das Amricas, SoPaulo, 1962

    Disponvel em http://tudodeconcursosevestibulares.blogspot.com.br/2013/01/romantismo-questoes-vestibular.html. Acesso em 19ago 2013

  • 2

    Questo 1

    Os dois textos apresentam diferentes concepes da figura da mulher. Escreva exemplos de situaesem que

    haja contrastes que revelam essas diferentes concepes.

    Questo 2

    Ambos os textos so romnticos, ento como explicar a diferena no tratamento do tema?

    Questo 3

    Lembrana de morrer

    [...]

    De meu pai... de meus nicos amigos,

    Poucos, bem poucos e que no zombavam

    Quando, em noites de febre endoidecido,

    Minhas plidas crenas duvidavam.

    [...]

    Descansem o meu leito solitrio

    Na floresta dos homens esquecida,

    sombra de uma cruz, e escrevam nela:

    - Foi poeta sonhou e amou na vida.

    CANDIDO, Antonio. Melhores poemas de lvares de Azevedo. 5 ed. So Paulo: Global, 2002. p. 45-46.

    http://tudodeconcursosevestibulares.blogspot.com.br/2013/01/romantismo-questoes-vestibular.html

    Acesso em19 ago 2013

    O significado do ttulo Lembrana de morrer e a prpria construo textual revelam o carter diferenciador

    da poesia ultra-romntica de lvares de Azevedo, que se expressa nesses versos pela

    a. idealizao amorosa.

  • Linguagens, Cdigos e suas Tecnologias 3

    b. tenso reflexivo-crtica.

    c. veia humorstico-satnica.

    d. manifestao ertico-sensual.

    Questo 4

    INSTABILIDADE DAS COUSAS DO MUNDO

    Nasce o Sol, e no dura mais que um dia,

    Depois da Luz se segue a noite escura,

    Em tristes sombras morre a formosura,

    Em continuas tristezas a alegrias,

    Porm, se acaba o Sol, por que nascia?

    Se to formosa a Luz, por que no dura?

    Como a beleza assim se transfigura?

    Como o gosto, da pena assim se fia?

    AMADO, James (ed.). Gregrio de Matos: obra potica. Preparao e notas de Emanuel de Arajo. 3 ed. Rio de Janeiro: Record, 1992, 2 vol. Disponvel emwww.cce.ufsc.br/~nupill/literatura/gregorio.html

    A ideia central do texto

    a. a efemeridade de todas as realidades do mundo

    b. a grandeza de Deus e a pequenez humana

    c. a falsidade das aparncias

    d. os contrastes da vida

  • 4

    Gabarito

    Questo 1

    Deve-se levar em considerao que o texto I de autoria de lvares de Azevedo, poeta pertencente segunda

    gerao romntica. Nele, constata-se que a figura da mulher era concebida como algo intocvel, divinizado, ou

    seja, algo chegando ao plano do inatingvel, como bem nos apontam os ltimos versos: como a lua por noite

    embalsamada, entre as nuvens do amor, ela dormia!.

    Questo 2

    J o texto II, sobretudo pelo fato de ser criado pelo poeta Casto Alves, pertencente, portanto, terceira gerao

    romntica, a mulher j no mais vista sob o plano dos sonhos, mas sim sob uma viso mais realista, razo pela

    qual pode-se constatar certo erotismo pairando no ar, materializado por meio dos versos: Quase aberto o rou-

    po... solto o cabelo / E o p descalo no tapete rente.

    Questo 3

    A B C D

    Questo 4

    A B C D

  • Linguagens, Cdigos e suas Tecnologias 5

    Atividade extraFascculo 6 Linguagens Unidade 18A poesia clssica no Brasil O arcadismo e o parnasianismo

    Leia o texto para responder s questes 1 e 2:

    Lira XXX

    Junto a uma clara fonte

    a me do Amor se sentou;

    encostou na mo o rosto,

    no leve sono pegou.

    Cupido, que a viu de longe,

    contente ao lugar correu;

    cuidando que era Marlia,

    na face um beijo lhe deu.

    Acorda Vnus irada:

    Amor a conhece; e ento,

    da ousadia que teve

    assim lhe pede perdo:

    - Foi fcil, me formosa,

    foi fcil o engano meu;

    que o semblante de Marlia

    todo o semblante teu.

    (In: GONZAGA, Toms Antnio. Marlia de Dirceu. Rio de Janeiro, Edies de Ouro, [s/d].p.86-87.)

  • 6

    Questo 1

    No texto, o engano de Cupido antevisto em

    a. Cupido, que a viu de longe,

    b. cuidando que era Marlia,

    c. Junto a uma clara fonte

    d. e ento, da ousadia que teve

    Questo 2

    A reao de Vnus, descrita no poema, se deve ao fato de ter sido

    a. confundida por Cupido.

    b. acordada por Amor.

    c. reconhecida por Amor.

    d. identificada por Cupido.

    Leia o texto para responder s questes 3 e 4:

    AS VELHAS RVORES

    Olha estas velhas rvores, mais belas,

    Do que as rvores moas, mais amigas,

    Tanto mais belas quanto mais antigas,

    Vencedoras da idade e das procelas...

    O homem, a fera e o inseto sombra delas

    Vivem livres de fomes e fadigas;

    E em seus galhos abrigam-se as cantigas,

    E alegria das aves tagarelas...

  • Linguagens, Cdigos e suas Tecnologias 7

    No choremos jamais a mocidade!

    Envelheamos rindo! Envelheamos

    Como as rvores fortes envelhecem,

    Na glria da alegria e da bondade,

    Agasalhando os pssaros nos ramos,

    Dando sombra e consolo aos que padecem!

    BILAC, Olavo. Obra reunida, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996, p. 336.

    3. Destaque uma caracterstica do Parnasianismo, quanto forma, presente no poema.

    4. A afirmativa correta a respeito do Parnasianismo :

    O culto da forma explorado: na versificao enas rimas ricas ou raras.

    O Parnasianismo conviveu com o Barroco somente no Brasil

    A inspirao muito mais importante do que a tcnica.

    A poesia dessa poca marcada pelo sentimentalismo.

  • 8

    Gabarito

    Questo 1

    A B C D

    Questo 2

    A B C D

    Questo 3

    Uma das caractersticas justamente o culto forma: trata-se de um soneto em decasslabos, com rimas opos-

    tas, depois alternadas.

    Questo 3

    A B C D

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