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Health & Medicine

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  • Artrite Reumatide

    Hospital Central de Maputo

    Estgio Integral de Medicina Interna

    Medicina IV

    Diretor do Servio: Prof. Dr. Aurlio Zilho

    Discente: Amir Omar

  • ndice

    Introduo

    Histria

    Embriologia

    Anatomia

    Fisiologia

    Conceito de AR

    Epidemiologia

    Etiopatogenia

    Fisiopatologia Manifestaes Articulares Manifestaes Extra-articulares Diagnstico Diagnstico Diferencial Tratamento Concluso Bibliografia

  • Introduo

    Reumatologia deriva do grego rheuma, que significa fluxo, e logos que significa conhecimento. Assim seria estudo dos fluxos ou estudo dos fluidos.

    O estudo de distrbios caracterizados por inflamao, degenerao ou distrbio metablico do tecido conjuntivo e estruturas relacionadas do corpo.

    Reumatismo VS. Artrite

  • Histria

    Primeira descrio de uma doena articular similar a Artrite Reumatide no Papiro Ebers

    um dos tratados mdicos mais antigos 1500 BC

  • Histria

    Na literatura Indiana, Charak Samhita (escrito dentro ao redor 300 - 200 BC) igualmente descreve uma circunstncia em que a dor, o edema comum, a perda de mobilidade e de funo articular.

  • HistriaPrimeiro tratado de Reumatologia:Liber de Rheumatismo et Pleuritide

    Dorsali

    Dor em todo corpo; em alguns a cara esta vermelha; a dor mais intensa ao dedor das articulaes, e qualquer movimento pequeno provoca um grito... noite, a dor agrava e o paciente no consegue dormir

    Guillaume de Baillou - 1591

  • The Gout de James Gillray, 1799

    Uma dos mais influentes caricaturistas da histria inglesa. Como resultado do alcoolismo, Gillray sofria de gota ao longo de sua vida adulta. Pessoas que sofrem de gota comentam que

    essa ilustrao uma das melhores j desenhadas para representar a dor sofrida.

  • Histria

    A primeira descrio da AR reconhecida pela medicina moderna encontra-se no estudo de Augustin Jacob Landr-Beauvais no ano 1800.

    Uma doena no compatvel com osteoartrite, nem gota, que acomete principalmente as mulheres e os pobres

  • Histria

    excesso de cido rico no sangue de pacientes que sofrem de gota, mas no no sangue de pacientes com outras formas de artrite.

    Alfred Garrod - 1859

  • Histria

    Em 1950, os E.C. Kendall e Philip Hench demostraram que as hormonas esterides poderiam ser usados como um anti-inflamatrio teraputico. Eles produziram o composto E

  • Embriologia

  • 6 Semana 7 Semana 8 Semana

  • Anatomia

  • Artrologia

    Uma articulao a conexo entre duas ou mais peas esquelticas (ossos ou cartilagens). Essas unies no s colocam as peas do esqueleto em contato, como tambm permitem que o crescimento sseo ocorra e que certas partes do esqueleto mudem de forma durante o parto. Alm disto, capacitam que partes do corpo se movimentem em resposta a contrao muscular.

    Embora apresentem considerveis variaes entre elas, as articulaes possuem certos aspectos estruturais e funcionais em comum que permitem classific-las em trs grandes grupos: fibrosas, cartilaginosas e sinoviais. O critrio para esta diviso o da natureza do elemento que se interpe s peas que se articulam.

  • Classes Articulares

    1. Articulaes Fibrosas (Sinartroses) ou imveis;

    2. Articulaes Cartilaginosas (Anfiartroses) ou com movimentos limitados;

    3. Articulaes Sinoviais (Diartroses) ou articulaes de movimentos amplos.

  • Articulaes Sinoviais

    A mobilidade exige livre deslizamento de uma superfcie ssea contra outra e isto impossvel quando entre elas interpe-se um meio de ligao, seja fibroso ou cartilagneo. Para que haja o grau desejvel de movimento, em muitas articulaes, o elemento que se interpe s peas que se articulam um lquido denominado sinvia, ou lquido sinovial.

    Alm da presena deste lquido, as articulaes sinoviais possuem trs outras caractersticas bsicas: cartilagem articular, cpsula articular e cavidade articular.

  • A cartilagem articular a cartilagem do tipo hialino que reveste as superfcies em contato numa determinada articulao (superfcies articulares), ou seja, a cartilagem articular a poro do osso que no foi invadida pela ossificao. Em virtude deste revestimento as superfcies articulares se apresentam lisas, polidas e de cor esbranquiada. A cartilagem articular avascular e no possui tambm inervao. Sua nutrio, portanto, principalmente nas reas mais centrais, precria, o que torna a regenerao, em caso de leses, mais difcil e lenta.

  • A cavidade articular o espao existente entre as superfcies articulares, estando preenchido pelo lquido sinovial

    A cpsula articular uma membrana conjuntiva que envolve a articulao sinovial. Apresenta-se com duas camadas: a membrana fibrosa (externa) e a membrana sinovial (interna). A primeira mais resistente e pode estar reforada, em alguns pontos, por ligamentos , destinados a aumentar sua resistncia. Em muitas articulaes sinoviais, todavia, existem ligamentos independentes da cpsula articular e em algumas, como na do joelho, aparecem tambm ligamentos intra-articulares.

  • A membrana sinovial a mais interna das camadas da cpsula articular. responsvel pela produo do lquido sinovial (sinvia), o qual tem consistncia similar a clara do ovo e tem por funes lubrificar e nutrir as cartilagens articulares. O volume de lquido sinovial presente em uma articulao mnimo, somente o suficiente para revestir delgadamente as superfcies articulares e localiza-se na cavidade articular.

  • Alm destas caractersticas, que so comuns em todas articulaes sinoviais, em vrias delas encontram-se formaes fibrocartilagneas, interpostas s superfcies articulares, os discos e meniscos, de funo discutida: serviriam melhor adaptao das superfcies que se articulam (tornando-as congruentes) ou seriam estruturas destinadas a receber violentas presses, agindo como amortecedores.

    Meniscos, com sua caracterstica forma de meia lua, so encontrados na articulao do joelho.

    Discos so encontrados nas articulaes esternoclavicular e temporomandibular.

  • Bainha Sinovial dos Tendes

    Facilitam o deslizamento de tendes que passam atravs de tneis fibrosos e sseos (retinculo dos flexores de punho).

  • Bolsas Sinoviais (Bursas)

    So fendas no tecido conjuntivo entre os msculos, tendes, ligamentos e ossos. So constitudas por sacos fechados de revestimento sinovial. Facilitam o deslizamento de msculos ou de tendes sobre proeminncias sseas ou ligamentosas.

  • Classificao morfolgica

    O critrio de base para a classificao morfolgica das articulaes sinoviais a forma das superfcies articulares

    Plana

    Trocide

    Gnglimo, ou dobradia

    Esfroide

    Condilar

    Selar

  • Plana

    As superfcies articulares so planas ou ligeiramente curvas, permitindo deslizamento de uma superfcie sobre a outra em qualquer direo. A articulao acromioclavicular (entre o acrmio da escpula e a clavcula) um exemplo.

    Deslizamento existe em todas as articulaes sinoviais mas nas articulaes planas ele discreto, fazendo com que a amplitude do movimento seja bastante reduzida. isto que ocorre, por exemplo, nas articulaes entre os ossos curtos do carpo e do tarso.

  • Trocide

    As superfcies articulares so segmentos de cilindro e, por esta razo, cilindrides talvez fosse um termo mais apropriado para design-las. Estas articulaes permitem rotao e seu eixo de movimento, nico, vertical: so mono-axiais.

  • Trocide

  • Gnglimo

    Gnglismo ou dobradia, sendo que os nomes referem-se muito mais ao movimento (flexo e extenso) que elas realizam, do que forma das superfcies articulares.

    A articulao do cotovelo um bom exemplo de gnglimo e a simples observao mostra como a superfcie articular do mero, que entra em contato com a ulna.

    Todavia, as articulaes entre as falanges tambm so do tipo gnglimo. Realizando apenas flexo e extenso, as articulaes sinoviais do tipo gnglimo so mono-axiais.

  • Esferide

    Apresenta superfcies articulares que so segmentos de esferas e se encaixam em receptculos ocos. O suporte de uma caneta de mesa, que pode ser movimentado em qualquer direo, um exemplo no anatmico de uma articulao esferide. Este tipo de articulao permite movimentos em torno de trs eixos, sendo portanto, tri-axial.

    Assim, a articulao do ombro (entre o mero e a escpula) e a do quadril (entre o osso do quadril e o fmur) permitem movimentos de flexo, extenso, aduo, abduo, rotao e circunduo.

  • Condilar

    As superfcies articulares so de forma elptica. Elipside seria talvez um termo mais adequado. Estas articulaes permitem flexo, extenso, abduo e aduo, mas no a rotao. Possuem dois eixos de movimento, sendo portanto bi-axiais.

  • Selar

    A superfcie articular de uma pea esqueltica tem a forma de sela, apresentando concavidade num sentido e convexidade em outro, e se encaixa numa segunda pea onde convexidade e concavidade apresentam-se no sentido inverso da primeira.

    A articulao carpo-metacrpica do polegar exemplo tpico. interessante notar que esta articulao permite flexo, extenso, abduo, aduo e rotao (conseqentemente, tambm circunduo) mas classificada como bi-axial. O fato justificado porque a rotao isolada no pode ser realizada ativamente pelo polegar sendo s possvel com a combinao dos outros movimentos.

  • Histologia

  • Histologia

    A cartilagem articular um tecido avascular, desprovido de inervao e composto por um nico tipo de clula, o condrcito.

    A cartilagem hiperhidratada (contedo de gua variando de 66 a 80%), com 20-34% de slidos dos quais, 5-6% so compo

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