Apostila de Estudos Programático Do Curso Profissionalizante de Dj

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<ul><li><p>adaptao por: DJ Weaver Cabral </p><p>suporte por e-mail: irvingdiego@gmail.com facebook: weaver cabral </p></li><li><p>ndice - Programao Do Curso Aula 1 - Introduo 1.1 - Apresentao do curso 1.2 - Equipamento necessrio 1.3 - Aprendendo recursos e funes 1.4 - Conexes e cabos 1.5 - Dicas tcnicas 1.6 - Trabalhando com segurana 1.7- Resolvendo problemas de manuteno e Noes sobre montagem de equipamentos de som 1.8 - Noes bsicas de msica 1.9 - Estilos de Msica e BPM Aula 2 - Tcnicas de Mixagem Bsica 2.1 - Equalizao, monitorao e volume dos fones 2.2 - Sincronizando batidas 2.3 - Achando o "break' da msica 2.4 - BPM, barras e compassos 2.5 - Mixagem com vinil 2.6 - Mixagem com CD 2.7 - Sincronizando volume e equalizao Aula 3 - Tcnicas de Mixagem Avanada 3.1 - Mixando com trs toca-discos 3.2 - Hot-mixing (usando bateria eletrnica, teclados e samplers) 3.3 - Usando efeitos 3.4 - Truques usando equalizador 3.5 - Truques com a chave de canal 3.6 -Tcnicas de mixagem artstica (back to back, scratch, phasing) 3.7 - Mixando acapella 3.8 - Fazendo seu demo Aula 4 - Entrando Para o Mercado e Ganhando Dinheiro 4.1 - Como comear? 4.2 - Boates, festas, casamentos e rdios 4.3 - Tocando na sua prpria noite 4.4 - Comprando seu PA 4.5 - Que msicas tocar? 4.6 - MP3, internet e CD-R </p></li><li><p>No incio, considerado pouco mais que um trocador de discos, o DJ agora reconhecido como um verdadeiro artista, produtor, homem de negcios e msico. Os grandes DJs hoje atraem a admirao de milhes de pessoas. Tocando as msicas certas na hora certa ele tem o poder de afetar o emocional das pessoas. importante saber que ser um bom DJ no s escolher algumas msicas boas, mas principalmente saber entender os sentimentos de um grupo e interagir com ele usando sua msica. Ns temos a certeza que ao final voc estar preparado e com toda a teoria necessria para ser um DJ de verdade. Mas no se iluda: a experincia vem com o tempo e a habilidade com a prtica. E experincia e habilidade so fundamentais para o seu sucesso, portanto praticar muito e comear a trabalhar na rea so duas coisas extremamente necessrias. Cabe a voc comear... 1.2 - Equipamento Necessrio Para o bom desempenho do DJ, importante que voc trabalhe com um bom equipamento. Abaixo esto algumas figuras ilustrativas dos principais aparelhos que um DJ usa em seu trabalho. importante dizer que existem hoje diversas marcas e preos e voc poder optar pela que mais gostar. Debates entre admiradores de certas marcas so demonstraes de que no existe uma lei nesse assunto. Cada um se adapta melhor a um determinado equipamento e s voc saber qual o melhor para voc. </p></li><li><p> PICK UP (Toca discos com Pitch) </p><p> MIXER com pr-escuta </p><p>FONE DE OUVIDO </p><p>CD Player com pitch </p><p>CAIXA DE SOM para RETORNO </p></li><li><p>Tambm poderemos usar microfones, samplers, teclados e outros. E claro, os discos tambm. importante saber ligar, instalar, manusear e utilizar as funes principais dos aparelhos descritos acima. O principal diferencial nos equipamentos para DJs o pitch. Uma chave deslizante que controla a velocidade de execuo da msica. com essa chave que vamos igualar as velocidades de batida por minuto (BPM) e conseguir uma mixagem eficiente. 1.3 - Aprendendo recursos e funes Para extrair o mximo aproveitamento de sua aparelhagem convm que voc domine todas as funes e recursos que ela oferece. Uma boa leitura no manual do usurio pode desvendar grandes segredos... Para que serve mesmo aquele botozinho? Existem pessoas que no se interessam em utilizar corretamente seus aparelhos e acabam pagando mais e usando menos. Saber exatamente sua necessidade fundamental para uma boa compra. No existe motivo em adquirir aparelhos modernssimos e caros se voc apenas quer ouvir seus CDs no quarto. Aparelhos profissionais para DJs geralmente possuem diversos recursos extras que so exclusivos, como por exemplo o contador de BPM. Na figura ao lado temos a descrio de todas as funes do mixer que utilizamos na noite, o DJM500 da Pioneer, considerado por diversos DJs como o melhor mixer profissional do mercado: </p></li><li><p>1.4 - Conexes e cabos Para que os aparelhos "conversem" entre si necessrio que sejam interligados por cabos especiais. Existem dois tipos de conexo: analgica e digital. Na conexo analgica os sinais esto sujeitos a rudos e interferncias do ambiente. O uso de cabos de boa qualidade vital para manter o som claro e puro na sada do PA. O cabo mais utilizado nestas conexes o padro RCA. Nas conexes digitais os sinais no sofrem interferncias. Os cabos podem ser ticos ou coaxiais, no havendo diferena no resultado final. Para que tudo funcione perfeitamente importante verificar a entrada certa para cada tipo de aparelho. Os toca-discos tm uma entrada especial no mixer, no podem ser ligados em entrada de linha (CD/DAT/DVD/VIDEO/TAPE/MD). So ligados em PHONO! Um erro nessa ligao pode causar a queima do seu equipamento pela impedncia de entrada do canal. Siga o manual do usurio do aparelho para verificar exatamente com proceder nas conexes de seus aparelhos, Veja no esquema abaixo, como exemplo, as possibilidades de ligao no mixer DJM500 da Pioneer: </p></li><li><p>1.5 - Dicas tcnicas Sempre instale sua aparelhagem dentro das especificaes do fabricante. comum ligar aparelhos de tenso 110V em 220V, acidentalmente, queimando tudo. Um erro desse pode colocar todo evento a perder. Parece um absurdo contando aqui, mas acontece, Nunca se afobe na hora de conectar seu PA. Utilize mo de obra especializada caso no domine completamente os esquemas de ligao. Regulagem do toca-disco: Antes de iniciarmos qualquer trabalho com o toca- discos, devemos revemos regular o peso da agulha, anti-skating e a altura da torre. A boa regulagem destes influi diretamente no desempenho do DJ e na qualidade de som. A seguir daremos os passos para essas regulagens. 1 passo : girar o peso do brao ate o ponto em que o brao fique na posio horizontal (deste modo o peso sobre a agulha 0 gr.) 2passo : girar o marcador do peso (parte preta numerada) ate que a linha do ponto zero coincida com a linha preta marcada no brao. 3 passo : girar o peso do brao at o peso do brao especificado p/ a cpsula e agulha instalados no Shell. 4 passo : girar o boto anti-skating at chegar no mesmo valor do peso da agulha. 5 passo : ajustar a altura da torre de acordo com a altura da cpsula. Aps estes ajustes poderemos colocar o disco e sair tocando. Discos Os discos de vinil so fabricados em vrios tamanhos :12" 10" 7" Single: disco em qualquer tamanho com apenas uma msica e com algumas verses ou mixagem diferente da mesma msica (dub, capella, club, etc). o mais </p></li><li><p>utilizado pelos DJ's devido a qualidade de som e diversidade das verses. Long Play : (LP) ou lbum : disco de 12 polegadas com vrias msicas diferentes, tambm so fabricados em passo : diversas velocidades de rotao : 33 rpm, 45Rpm (no mais fabricados atualmente).Para uma boa conservao dos discos de vinil, no devemos exp-los ao calor, locais empoeirados e midos. Limpe-os com uma flanela sempre que notar poeira. E muito cuidado no transporte. 1.6 - Trabalhando com segurana O mais importante, acima de tudo, a sua integridade fsica. No se arrisque nunca. Trabalhar em locais perigosos, expostos alta tenso, cabos desencapados, estruturas precrias, locais sem sada de emergncia sinalizada, entre outros, podem se tornar uma ameaa a voc. No aceite, por melhor que seja o cach oferecido, trabalhar nestas condies. Lembre-se que o DJ responsvel por sua segurana e tambm pela segurana do pblico que o conhece e confia. Zele pela sua integridade e de seu pblico tambm. 1.7 - Resolvendo problemas de manuteno e noes sobre montagem de equipamentos de som. Em qualquer local onde o DJ estiver tocando ele sempre estar cercado de equipamentos de som. desejvel, portanto, que ele tenha um mnimo de conhecimento da utilidade e funcionamento desses equipamentos e como so interligados. Alm dos toca-disco e CD Players (j explicados anteriormente) existem outros equipamentos que so ligados diretamente no mixer e que podemos chamar de fontes de udio. Por exemplo : </p></li><li><p>- Tape Deck : utiliza as fitas cassete comuns que tambm podem ser (gravao analgica) - Mini Disc (MD) : utiliza discos pequenos parecidos com disquetes de computador e tambm podem ser gravados (gravao digital). - Digital udio Tape (DAT) : tem a mesma funo do Tape Deck. S que ele utiliza fitas um pouco menores que as comuns (gravao digital). Depois de passar pelo mixer os sinais sonoros passam por diversos outros equipamentos que "tratam"o som at eles chegarem nas caixas acsticas e podemos cham-los de processadores de udio. - Equalizador : serve para atenuar ou reforar as diversas freqncias sonoras do som. Existem equalizadores com vrias quantidades de bandas de equalizao . - Crossover : serve para dividir os sinais sonoros em faixas de frequncia para serem ampliadas separadamente pelos amplificadores. Existem crossovers de 2 a 5 vias (ex : subgrave, grave, mdio grave, mdio e agudo). - Compressor : serve para limitar o pico mximo de sinal sonoro que ser enviado para as caixas acsticas. - Amplificador (Power ou potncia): como o prprio nome diz, ele amplifica o sinal sonoro e envia para as caixas acsticas. Sua potncia medida em Watts. De acordo com o local e necessidade, a configurao dos equipamentos pode variar. Todos os equipamentos de som so interligados por cabos. Os conectores mais comuns so RCA, P10, (ou banana) e XLR (ou canon). Os conectores devem sempre estar bem encaixados para evitar mau contato. As fontes de udio (toca-discos, cd's, md's, etc...) so conectados ao mixer respeitando-se as entradas especficas (toca-disco liga-se em PHONO e as demais ligam-se em LINE) e tambm o canal correto (L o canal esquerdo e R o canal direito). </p></li><li><p>Para passar o sinal de um processador de udio para outro (mixer para equalizador por exemplo) deve- se conectar o cabo em OUTPUT do equipamentos que est gerando o sinal e conectar em INPUT do equipamentos que est recebendo o sinal e assim sucessivamente at se chegar ao amplificador. Problemas de ltima hora costumam surgir. Esteja preparado. Cabos que se cortam ou rompem, um fusvel queimado ou mesmo um copo cheio de whisky caindo no meio do mixer so coisas que acontecem com freqncia. Pequenas tragdias para o bom andamento de seu trabalho. Carregue sempre com voc um equipamento mnimo de manuteno como lanterna (vale ouro no escuro da boate), uma pequena chave de fenda, um alicate para descascar fios, uma pequena toalha e um rolinho de fita isolante. claro que se o seu toca-discos queimar no vai dar para resolver, mas s vezes uma simples lanterna pode salvar sua noite. 1.8 - Noes bsicas de msica As musicas so suas ferramentas de trabalho, sua matria prima. Seu estilo ser definido pelo tipo de msica que voc toca. Estilos diferentes atraem diferentes tipos de pblico. Pense muito bem em escolher aquilo que voc vai trabalhar. Alguns DJs comeam tocando um estilo e no meio do caminho resolver mudar. O problema que seu pblico, acostumado com seu estilo anterior vai ficar insatisfeito e vai abandon-lo. Construir um pblico fiei um trabalho demorado e desgastante. Escolher um estilo quase como a escolha de uma profisso, que vai acompanh-lo pelo resto da vida. A msica hoje tem um grande poder de persuaso sobre seu pblico e dela so criadas as tribos. Se voc for um DJ de Trance, Hard House ou Techno, com </p></li><li><p>certeza saber que se tocar um pagode ou forra numa pista deste gnero ser no mnimo vaiado. 1.9 - Estilos de msica e BPM As msicas seguem uma linha prpria, particular de cada estilo. O house tem em mdia 128 BPMs, com vocais e melodia, na maioria inspirados nas msicas disco dos anos 70. O Techno e o Hard House so variaes do House, usando sua base encorpada e com timbres mais realados e uma mdia de 136 BPMs. A Dance tradicional tem como caracterstica teclados mercantes, presena constante de vocal e uma melodia mais harmoniosa, com o BPM mais variado de todas: 125 at 140 BPMs. Dependendo da poca, como por exemplo em 1992/1993 seguem entre 125 a 130 BPMs, em 1995 at comeo de 1997 a mdia variava entre 136 a 140 BPMS. Hoje a Dance varia entre 130 a 135 BPMS. O Trance est para a Dance assim como o Techno para o House. Surgiu na mesma linha, usando teclados melodiosos. Alguns chamam o Trance de continuao do que era chamado de ltalo Dance. Tem na mdia 136 BPM. Ainda temos o Drum'n Bass. Este estilo comeou a criar seu pblico ao sair dos guetos para as rdios e casas noturnas. O Drum'n Bass se destaca por ter de todos os estilos o BPM mais acelerado, a partir de 150, e como o prprio nome diz, uma mixagem de batidas e sons de baixo. Algumas msicas tm vocais, porm no h regras neste estilo, basta ter um BPM acelerado para as pessoas comearem a danar. Saber diferenciar os estilos importante. Colocaremos um pouco sobre cada um e suas vertentes: </p></li><li><p> Trance: O Trance uma msica que saiu do segmento techno alemo no incio dos anos 90. muito parecido com o acid house, mais rpido que a house, e mais suave que o techno mas pode fazer voc danar. O Trance uma espcie de ambient em torno de 140bpm. O estilo enfatiza linhas de sintetizador repetidas ao longo da batida, com mudanas rtmicas mnimas. Esses elementos geram um tipo de som que pe os ouvintes em um transe (isso o fator vigente para a msica trance). Apesar de minguar durante o meio dos anos noventa, o Trance fez um retorno imenso no final da dcada e hoje - muitas vezes - caiu no popular e se tornou um dos principais estilos eletrnicos, at mesmo como dancemusic ao redor do mundo. Principais DJs da atualidade: Armin van Buuren, Tiesto, Paul Van Dyk, o trio Above and Beyond, ATB, Markus Schulz Goa Trance Goa Trance surgiu na Alemanha (no na ndia como tantas pessoas pensam) e s foi inspirado em temas de Divindades daquele pas - que existe uma regio chamada Goa, onde se fala o portugus - misturado com um som eletrnico do trance puro. Estilo bem tpico do local e que lembra muito o hindusmo. Trance psicadlico (portugus europeu) ou psicodlico (portugus brasileiro) (referido ainda como psy trance) uma forma de msica eletrnica desenvolvida no fim dos anos 1980 em Israel a partir do Goa trance. Este estilo tem uma batida rpida, entre 135 e 165 batidas por minuto (bpm), alm da batida forte de kick, num compasso 4x4, que algumas vezes difere da batida do techno por ter um alcance de freqncia um pouco mais alto alm dos sons graves. O goa trance original geralmente era feito com sintetizadores modulares e samplers de hardware, mas a preferncia no trance psicodlico se direcionou para a manipulao de samples e armazenamento em programas de sampleamento VST e AU. O uso de sintetizadores anal...</p></li></ul>