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  • 1. 04

2. 05 3. A exposio Peste Urbana reuniu trabalhos em estilos variados, como grafti, stencil, sticker e lambe-lambe, numa amostra da produo que vem se disseminando pelas paredes da cidade, retirando o tom montono e cinza de So Paulo.06 4. Artistas: Celso Gitahy, Ch, Ciro, Eymard Ribeiro, Lucas D, Mor, Rui Amaral, Snif, Tikka e Zeila Coordenao Geral: Luciana Guimares Coordenador de Programao: Renato Musa Gesto: Karen Cunha Curadoria: Rodrigo Ch, Eymard Ribeiro, Lucas D, Zeila Trevisan, Tikka, Produo: Ana Carolina Tikka Meszaros Iluminao: Bernardo Saraiva, Glucia Maria Coordenao de montagem: Julio Csar da Silva Montadores: Alexandre Ricardo, Denis Edmundo, Mauricio Gubbini e Israel Celestinopeste urbana 07 5. 08 | snif 6. eymayd | 09 7. 10 | tikkaeymard 8. rui amaral | 11 9. 12 | ciro 10. celso gitahy | 13 11. 14 | lucasd. 12. ch | 15 13. 16 | mor 14. celso gitahy | 17 15. 18 | ruiamaral | tikka | zeila trevizan 16. tikka | zeila trevizan | 19 17. A exposio Ver.a.cidade props aos visitantes uma outra forma de ver a cidade: do lado de fora da rua. Apresentando artistas com estilos bem variados, a exposio abriu espao a nomes at ento ignorados pelo circuito das galerias. Com originalidade e qualidade, os artistas convidados estabeleceram, por meio de suas obras, um amplo dilogo com o ambiente urbano, apresentando propostas inteligentes e preocupao verdadeira com a realidade das ruas paulistanas. O desao de transportar estas questes s paredes do Centro Cultural da Juventude resultou em uma mostra rica em harmonia e alto nvel artstico, provocando nos visitantes sensaes diversas, numa clara demonstrao de que a linguagem popular do grafti estimula muita gente a pensar.20 18. Artistas: Armaint, Akeni, Bruno Siqueira, Bugre, Desp, Diniz, Felipe Rudo, Musta, Muxi-Muxi, Nast, Past, Rajada Crew e Retos. Coordenao Geral: Luciana Guimares Coordenador de Programao: Renato Musa Gesto: Karen Cunha Curadoria: Celso Gitahy, Ch , Eymard Ribeiro, Lucas D., Rui Amaral, Tikka , Zeila Produo: Ana Carolina Tikka Meszaros Iluminao: Bernardo Saraiva, Glucia Maria Coordenao de montagem: Julio Csar da Silva Montadores: Alexandre Ricardo, Denis Edmundo, Mauricio Gubbini e Israel Celestinover.a.cidade 21 19. 22 | desp 20. nast | 23 21. 24 | desp 22. bugre | 25 23. 26 24. musta | retos | 27 25. 28 | diniz 26. past | 29 27. 30 | rajadacrew 28. muxi-muxi | 31 29. 32 | funto 30. akeni | 33 31. 34 | rudo 32. bruno s. | 35 33. Os diferentes estilos tipogrcos esto na origem do grafti. No entanto, mesmo fazendo muito sentido para os artistas do mundo todo, boa parte das vezes eles so ignoradas pelo chamado circuito das artes, que as tratam apenas como um ato de vandalismo. O objetivo desta exposio foi, portanto, apresentar os vrios estilos tipogrcos encontrados nas ruas da cidade, reforando o conceito de que eles tambm devem ser tratados como arte. Wild Style: Estilo selvagem, caracterizado pelo trao agressivo, que diculta a identicao das letras. Piece: Mundialmente conhecido, tem como caracterstica o formato bem legvel das letras, com um trao mais grosso que compe o agrupamento da obra. Grapixo: Estilo genuinamente brasileiro, caracterizada como uma mistura de formatos: letras espaadas em estilo pixos, agrupando preenchimento e contorno. 3D: Imagens de duas dimenses elaboradas de forma a proporcionarem a iluso de terem trs dimenses. Geralmente sem contorno, o contraste passa a impresso de que a gura apresenta profundidade. Pixo: Escrita mais vista na cidade de So Paulo. Visualmente pesada para os olhos do cotidiano, muito apreciado no mundo todo. Bomb: A caracterstica mais marcante deste estilo rapidez de preenchimento, sendo ele de ltex ou spray. 36 34. tipograa urbana 37 35. 38 | kovardes 36. iconekill | 39 37. 40 | bravos 38. milgrau | 41 39. 42 | does 40. gafi | 43 41. 44 | snif 42. nem | 45 43. Muitos dos artistas de rua so envolvidos direta ou indiretamente na cena musical underground. Assim como o grafti um meio utilizado para protestar e propagar os conceitos do D.I.Y (Faa Voc Mesmo) a msica tambm utilizada para divulgar a cultura independente, questionar ordens, regras, leis e incentivar as pessoas a buscarem fontes diversas de informaes. Com ilustraes que remetem aos gneros REGGAE, RAP e HARD CORE e s msicas criadas por De Leve, Sabotage entre outros, esta exposio teve como objetivo reverenciar os artistas que, mesmo sem nenhum nanciamento, apoio da mdia ou de grandes gravadoras, conseguem propagar sua ideologia, utilizando meios alternativos de divulgao.46 44. de baixo para cima:a voz do underground47 45. 48 | mao| not | wend 46. mao | not | wend | 49 47. 50 | mao| not | wend 48. mao | not | wend | 51 49. 52 | mao| not | wend 50. mao | not | wend | 53 51. 54 | mao| not | wend 52. mao | not | wend | 55 53. 56 | mao| not | wend 54. mao | not | wend | 57 55. Peste Urbana Celso Gitahy (Curador) Celso Gitahy - Artista plstico formado pela faculdade Belas Artes de So Paulo. Especialista em estncil arte e contemporneo dos primeiros grateiros de So Paulo iniciou sua produo artstica de rua no comeo dos anos oitenta desenhando e escrevendo com canetas piloto em banheiros pblicos, logo passou a se dedicar ao grafti, atividade que desenvolve at hoje. autor do livro "O que Grafti" da Coleo Primeiros Passos da editora Brasiliense alm de assinar um dos captulos do livro: "O Grafti Na Cidade de So Paulo e Sua Vertente no Brasil: Estticas e Estilos" editado pelo Instituto de Psicologia da Universidade de So Paulo e o artigo Grateiros Gratistas Rumo a Virada do Milnio inserido na Revista do Patrimnio Histrico ano III da Secretaria Municipal de Cultura de So Paulo. www.stencilbrasil.com.br/celsogitahy/ Ciro Ciro Schu desenvolve uma arte abstrata e gurativa. Procura mesclar smbolos e graas diversas, mas a sua maior inspirao est nos traos e signos dos povos originrios das Amricas. Seus signos, muito particulares, misturam a arte milenar e tradicional com expresses da vida contempornea. Sua arte remete para situaes da vida cotidiana e para objetos dos mais diversos. Seus traos realam o que antes parecia invisvel ou bvio na cena cotidiana. www.myspace.com/ciroschu MOR -Militante Operante Resiste Comeou pintando paredes no Centro de So Paulo em 1997 e continuou movido pelo bem estar concebido pelo grafti vandal, o que serviu como alavanca para uma trilha ferroviria underground, ainda movida pelo anonimato perante aos demais writers, o que contribuiu para uma certa diferena na cena. Em 2002, comeou a tatuar e os trabalhos comerciais com grafti tambm sempre o acompanharam, com trens e tatuagens at os dias atuais....viva na linha mas, cuidado com o trem. Lucas D. (Curador) Desenhista e ilustrador, para mdias das mais diversas. Publicou HQs em vrios fanzines, ministrou ocinas, exps em coletivas, participou de palestras e debates em diversos espaos e localidades do Capo Redondo a Pirituba, do MIS a Cohab de Taipas, do SESC a Favela do Moinho. Participou da Nona Bienal de Havana, com a Mostra Territrio S.P, realizada simultaneamente no espao expositivo da Bienal Havana e na ocupao Prestes Maia, So Paulo. Integrou o Frum de Artes de Rua, que tentou estabelecer um dilogo entre artistas de rua e administrao municipal em So Paulo. Como artista de rua, trabalha principalmente com stencil e lambe-lambe, agindo em diversas localidades do espao urbano, desde postes e muros at favelas e ocupaes. Com um olhar inquieto, explora a vasta metrpole em busca de novas cores e possibilidades. lucasd_hq@yahoo.com.br | http://www.ickr.com/photos/lucasdruasecores/ Rui Amaral (Curador) Rui Amaral artista plstico multimdia, ativista cultural e um dos pioneiros do movimento do grafti brasileiro tendo um dos maiores murais na cidade de So Paulo atualmente incorporado ao Patrimnio Histrico. Trabalha com desenho animado, pintura, webart e instalaes. J exps na Pinacoteca do Estado, MAC, MIS , Funarte, MAP, Pao das Artes e possui trabalhos no acervo do MASP. Formado pela FAAP em artes plsticas, fez parte de uma poca denominada gerao 80, considerada um dos maiores expoentes do grafti brasileiro, que comeava a invadir Bienais, museus importantes e galerias. Formou um dos grupos que mais agitou o circuito artstico paulista:o Tupynod, cujos integrantes foram os primeiros a gratar luz do dia. ruiamaral@artbr.com.br | www.artbr.com.br | www.grafti.org.br Tikka Meszaros (Curadora) Faz grafti desde 2002 e foi atravs desta arte que desenvolveu seu estilo inspirando principalmente em temas ldicos. Principais exposies e trabalhos: Copa Grate (nas estaes de trem da CPTM), Centro Cultural CPFL, Casa da Xiclet, Galeria Central , Arte na Vila , Carmichael Gallery(LA) , Toy Lounge, Ellus, Credicard, Casa dos Criadores, Fashion Week (RJ e SP),TV Cultura, Spezzato e 775. Trabalhou como curadora do Dia do Grafti (Ao Educativa) e Centenrio da Imigrao Japonesa (Tnel da Paulista) alm de ter participado do Frum de Arte de Rua. www.ickr.com/tikka_noturnas | anacarolinatikka@yahoo.com.br Snif www.fotolog.com/snifsnifsnif58 56. Ch (Curador) Rodrigo nasceu em 1981, designer grco formado pela Universidade Belas Artes em So Paulo. Criou o Projeto Ch em 2003 junto com Camila Santos, com a proposta de atuar nas ruas de So Paulo atravs de intervenes grcas, onde buscam despertar o olhar do cidado de uma grande cidade cinza, fazendo-o questionar-se sobre o meio que o cerca, estabelecendo uma melhor relao entre cidade e cidado e direcionando seu olhar para o meio em que vive. CH carne de segunda. Mas consumida por todo mundo, seja por falta de condies, pela receita, ou por opo. Quer dizer que de um jeito ou de outro, todos tem acesso. A pomba representa a praga urbana presente em todo canto da cidade. Alm de utilizar a cidade e seu vasto mobilirio urbano como suporte de seus psteres, adesivos, cartazes, stencils e graftis, tambm e