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<ul><li><p>14</p><p>5. HIDROGEOLOGIA</p><p>A metodologia utilizada na elaborao domapa Hidrogeolgico consistiu na caracterizaohidrogeolgica das vrias unidades geolgicascartografadas, a considerada, alm da litologia,sua estruturao em subsuperfcie.</p><p>A compreenso da paleomorfologia da rea,mais especificamente no que se refere posiodo topo do embasamento, foi possibilitada a par-tir das informaes da geologia, da geofsica eperfis de poos tubulares. Tais informaes sode importncia fundamental na separao e qua-lificao dos sistemas aqferos cartografados,uma vez que mais de 75% da rea so domina-dos por uma cobertura sedimentar trcio-quaternria, principalmente aquela relacionadaao grupo Barreiras.</p><p>Alm da anlise do mapa Geolgico (MoraesFilho, 1999), foram utilizados os dados da disser-tao de mestrado de Monteiro (UFBa, 1999),Eletrorresistividade Aplicada na Avaliao doPotencial Aqufero da Regio de Porto Seguro-BA.</p><p>A interpretao foi reforada com os dados docadastramento de poos tubulares, a grande maio-ria situada na regio costeira ou ao longo da rodo-via Eunpolis/Porto Seguro.</p><p>Uma primeira inspeo no mapa Geolgico(Figura 6) mostra que exposies do embasa-mento proterozico ocorrem unicamente na meta-de ocidental da rea, seguindo, preferencialmente,os talvegues dos vales. Na metade oriental, aflo-ram unicamente sedimentos tercirios (grupo Bar-reiras) e quaternrios continentais e marinhos.Essas observaes, baseadas exclusivamente nosdados da geologia de superfcie, e considerando atopografia quase uniforme da rea, s mostrandoquebra acentuada ao longo da costa, levam a umaprimeira constatao: h aumento da espessura dacapa sedimentar de oeste para leste, ou seja, dointerior para a costa. Esse fato foi comprovadocom a anlise dos dados geofsicos de eletrorre-sistividade, obtidos ao longo da rodovia BR-367,entre as sedes municipais de Eunpolis e PortoSeguro, respectivamente, extremos oeste e lesteda rea. Esses dados resultaram no perfil geoel-trico (Figura 7), que mostra uma variao desdepoucas dezenas de metros de sedimentos na regi-o de Eunpolis at 235m na regio de Porto Se-guro.</p><p>A anlise dos perfis de poos tubulares ratificaas interpretaes da geologia e da geofsica, mos-trando como informaes adicionais: Na rea, o grupo Barreiras constitudo por</p><p>uma alternncia de sedimentos argilosos e are-</p><p>noconglomerticos, com espessura bastante va-rivel, a depender da paleomorfologia do em-basamento, no ultrapassando, contudo, os80m de profundidade. Funciona, no geral,como aqfero confinado, multicamadas, a su-perior livre.</p><p> Presena, em subsuperficie, no setor leste daregio, de uma seqncia multicamadas entreo grupo Barreiras e o embasamento protero-zico. Em poos localizados, so descritosnessa seqncia, alm de arenitos, nveis defolhelhos, margas e calcrios, litologias quena literatura seriam mais compatveis com aformao Caravelas de idade terciria, for-malizada por Asmus et al. (1971) na baciaEsprito Santo-Mucuri. Esse aqfero seriatambm do tipo confinado e com maior po-tencial que o grupo Barreiras, verificando-seem alguns poos que o atingiram vazes su-periores a 100m3/h.Na individualizao e hierarquizao dos prin-</p><p>cipais sistemas aqferos da rea, foi estabelecidocomo critrio principal a integrao dos dadosgeolgicos, geofsicos e de perfis de poos (litolo-gias, espessura de camadas produtoras, permeabi-lidade, porosidade, fraturamentos etc.), com nfasena espessura total do pacote sedimentar e na razoareia/argila.</p><p>Dessa forma, compartimentou-se a rea estu-dada em dois blocos distintos: o primeiro, onde ocorrem exposies do cris-</p><p>talino, abrange a metade ocidental da rea ma-peada e corresponde, em um perfil vertical, aogrupo Barreiras, em alguns vales com aluvies,assentado diretamente sobre o embasamentoproterozico; nesse bloco, quase nunca a es-pessura de sedimentos ultrapassa 80m, e as va-zes situam-se em torno de 7,0m3/h;</p><p> o segundo bloco compreende a metade orientalda rea, no apresenta afloramentos do crista-lino e mostra, em um perfil vertical, o grupoBarreiras, tambm, em alguns vales com alu-vies recentes, assentado, no mais das vezes,sobre uma outra seqncia multicamadas, aquiconsiderada como possvel formao Carave-las. Nesse bloco, a espessura total do pacotesedimentar (aluvies + Barreiras + Caravelas?)pode atingir 215m.A separao em mapa dos dois blocos des-</p><p>critos foi efetuada de forma emprica, atravs deuma linha aproximadamente norte/sul, represen-tativa de uma descontinuidade a partir da qualacontece um aprofundamento do embasamento nosentido leste.</p></li><li><p>15</p><p>? </p><p>? </p><p>Figura 6 Mapa Geolgico.</p><p>2</p><p>33</p><p>1</p><p>6</p><p>5</p><p>7</p><p>9</p><p>11</p><p>12</p><p>13</p><p>10</p><p>QUATERNRIO</p><p>FAIXA MVELNEOPROTEROZICO</p><p>PALEOPROTEROZICO(Protlitos paleoproterozicos rejuveneci-</p><p>dos no Neoproterozico)</p><p>GEOLOGIA/ LITOLOGIA</p><p>TERCIRIO</p><p> Depsitos colvio-eluvionares parcialmente la- terizados</p><p> Depsitos arenosos mal selecionados resi- duais e/ou transportados</p><p> Depsitos arenosos e silto-arenosos ricos em matria orgnica </p><p> Depsitos arenosos e argilo arenosos fluviais Unidades Continentais*</p><p> Recifes de corais e algas coralinas</p><p> Arenitos de praia finos a grossos com cimento carbontico</p><p> - gnaisses kinzigticos com rochas calcissilicticas subordinadas, me- tatexitos com mesossoma kinzigticos e neos- soma grantico</p><p>Complexo kinzigtico</p><p> Depsitos argilo-siltosos de pntanos e man- gues atuais ricos em matria orgnica</p><p> - quartzo xistos quartzitos, grafita-quartzo xistos e cianita silimanita xistos, biotita-muscovita xistos</p><p>Grupo Macabas</p><p> Areias litorneas bem selecionadas com con- chas marinhas </p><p> - mdios a grossos conten- do granada e/o muscovita</p><p>Biotita Granitide</p><p>Unidades Marinhas*</p><p> - Arenitos imaturos, finos a granulosos, com nveis argilosos e conglome- rticos</p><p>Grupo Barreiras </p><p> - biotita-mus- covita gnaisses, biotita gnaisses migmatticos, biotita-hornblenda granitidespofirides, folia- dos</p><p>Complexo Gnissico Grantico </p><p>* As unidades quaternrias no esto dispostas segundo ordem cronolgicas</p><p>8</p><p>A BSeco geoeltrica</p><p>Sondagem Eltrica Vertical</p><p>Descontinuidade inferida??</p><p>44</p><p>8</p><p>B</p><p>A</p><p>O C</p><p> E A</p><p> N O</p><p> A </p><p> T L</p><p> N</p><p> T I</p><p> C O</p><p>75</p><p>35</p><p>9</p><p>91</p><p>1</p><p>1</p><p>2</p><p>2</p><p>3</p><p>8</p><p>88</p><p>5</p><p>5</p><p>5</p><p>5</p><p>5</p><p>5</p><p>5</p><p>8</p><p>8</p><p>8</p><p>85</p><p>58</p><p>8</p><p>6</p><p>6</p><p>6</p><p>7</p><p>7</p><p>7</p><p>7</p><p>6</p><p>9</p><p>3</p><p>11</p><p>111</p><p>1111</p><p>91</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>911</p><p>11</p><p>11</p><p>11</p><p>11</p><p>33</p><p>3</p><p>3</p><p>3</p><p>3</p><p>22</p><p>2</p><p>2</p><p>2</p><p>3</p><p>33</p><p>a</p><p>3</p><p>3</p><p>3</p><p>39</p><p>9</p><p>9</p><p>33</p><p>25</p><p>66</p><p>66</p><p>5</p><p>2 2</p><p>213</p><p>1313</p><p>13</p><p>13</p><p>13</p><p>132 2</p><p>2</p><p>2</p><p>99</p><p>9 91</p><p>2</p><p>2</p><p>19</p><p>1</p><p>13</p><p>12</p><p>12</p><p>91</p><p>99</p><p>9</p><p>95 6</p><p>8</p><p>8</p><p>1</p><p>1 22</p><p>2</p><p>3</p><p>3</p><p>10</p><p>9</p><p>8</p><p>9</p><p>111312</p><p>13 13</p><p>9</p><p>99</p><p>3</p><p>11 1</p><p>1</p><p>50</p><p>55</p><p>9</p><p>9</p><p>9</p><p>9</p><p>99</p><p>9</p><p>99</p><p>9</p><p>9</p><p>9</p><p>99 9</p><p>3</p><p>3</p><p>3 3</p><p>3</p><p>3</p><p>3</p><p>6</p><p>6</p><p>566</p><p>3 a</p><p>9</p><p>99</p><p>3</p><p>3</p><p>93 3</p><p>3</p><p>3</p><p>3</p><p>2</p><p>2</p><p>2</p><p>5</p><p>5</p><p>5</p><p>5</p><p>5</p><p>8</p><p>6</p><p>6</p><p>2</p><p>56</p><p>8</p><p>8</p><p>12</p><p>12</p><p>12</p><p>1010</p><p>12</p><p>10</p><p>2</p><p>22</p><p>3</p><p>311</p><p>3</p><p>3</p><p>3</p><p>3</p><p>3</p><p>3</p><p>3</p><p>2</p><p>2</p><p>2</p><p>8</p><p>2</p><p>2</p><p>311</p><p>13</p><p>13</p><p>11</p><p>11</p><p>11</p><p>111</p><p>11</p><p>111113 4</p><p>4</p><p>4</p><p>4</p><p>9</p><p>9</p><p>9</p><p>9</p><p>9</p><p>99</p><p>9</p><p>9</p><p>99 9</p><p>9</p><p>9</p><p>9</p><p>3</p><p>33</p><p>13</p><p>13 13 8515</p><p>9</p><p>9</p><p>99</p><p>9 9</p><p>9</p><p>99</p><p>9</p><p>99</p><p>9</p><p>13</p><p> -1650'</p><p>-1640'</p><p>-1630'</p><p>-1620'</p><p>-1610'</p><p>3910'</p><p>3900'</p><p>3920'</p><p>3920'</p><p>3930'</p><p>3930'</p><p>3930'</p><p>3910'</p><p>3900'</p><p>-1610'</p><p>-1620'</p><p>-1630'</p><p>-1640'</p><p>-1650'</p><p>I T A M A R A J </p><p> U</p><p>P R A D O</p><p>I </p><p> T </p><p> A </p><p> B</p><p> E </p><p> L</p><p> AE </p><p> U </p><p> N</p><p>P </p><p> O</p><p> L </p><p> I </p><p> S</p><p>SANTA CRUZCABRLIA</p><p>PORTOSEGURO</p><p>EUNPOLIS</p><p>ITABELA</p><p>B </p><p> E </p><p>L </p><p> M </p><p> N E</p><p> O T </p><p>?</p><p>??</p><p>?</p><p>??</p><p>??</p><p>??</p><p>??</p><p>??</p><p>??</p><p>?</p><p>?</p><p>?</p><p>?</p><p>??</p><p>??</p><p>?</p><p>??</p><p>?</p></li><li><p>16</p><p>Esc</p><p>ala </p><p>horiz</p><p>onta</p><p>l2k</p><p>m0</p><p>24</p><p>6km</p><p>Figu</p><p>ra 7</p><p> S</p><p>eo</p><p> geo</p><p>e lt</p><p>rica </p><p>Euna</p><p>plis</p><p>-Por</p><p>to S</p><p>egur</p><p>o.</p></li><li><p>17</p><p>Na separao dos sistemas aqferos, foramtambm considerados os estudos de neotectnicaconstantes do trabalho de Saadi, in Moraes Filho(1999), principalmente, aqueles referentes ao temaGrabens dos Baixos Cursos Fluviais. Esse autorinterpreta os baixos cursos dos rios Joo de Tiba,Buranhm e dos Frades como estruturas neogni-cas tipo grabens. Com base em anlise morfotec-tnica, essas interpretaes foram justificadas comos seguintes critrios: vales muito largos com fundos perfeitamente</p><p>planos e margens constitudas por escarpasverticais a subverticais;</p><p> esses vales apresentam um traado retilneo emdistncias de dezenas de quilmetros;</p><p> essa morfologia impressa em sedimentos dotipo arenitos argilosos, sem que o perfil das es-carpas tenha sido amenizado pela eroso e o tra-ado destas tenha sido festonado pela dissecao.Aliado a esses critrios, h o fato de esses tre-</p><p>chos de vales, contrariamente ao esperado, com-portarem-se como linhas dispersoras da drenagemsecundria. Seus fundos so ocupados por sedi-mentos holocnicos, de origem flvio-marinha,denunciando uma provvel subsidncia contnua.Ao longo dessas estruturas, a espessura de sedi-mentos tambm aumenta de oeste para leste. In-formaes verbais, obtidas de pessoas envolvidasna construo da rodovia que liga a BR-367 s lo-calidades de Trancoso e Arraial DAjuda, atestamque os furos de sondagem efetuados no vale do rioBuranhm, na altura do vale Verde, para constru-o da ponte, perfuraram at uma profundidade de80m um pacote eminentemente peltico, sem atin-gir o embasamento. Essa bateria de sondagens lo-caliza-se a leste da descontinuidade, interpretadacomo limite dos dois blocos, o que comprova oaprofundamento do embasamento no sentido dacosta atlntica.</p><p>Em essncia, o mapa Hidrogeolgico elabora-do tem por objetivo agrupar reas de condiessimilares de ocorrncia de guas subterrneas, es-tabelecendo a geometria dos aqferos, limitesgeogrficos e potencialidades. Como resultado,obtm-se uma representao onde cada unidadeser constituda por um sistema mais ou menoscomplexo (um ou mais nveis aqferos associadosa nveis semipermeveis e/ou impermeveis), oqual , em geral, sujeito a certas aes externas aosistema (bombeamento, recarga artificial e drena-gem). Na avaliao da dinmica do funcionamentodos aqferos, tratou-se de obter a melhor compre-enso possvel dos mecanismos de recarga e des-carga e da resposta dos aqferos explotao. Omapa Hidrogeolgico apresenta, por superposiode smbolos e cores, uma classificao dos aqfe-ros segundo os aspectos seguintes:</p><p>A) Tipos e caractersticas dos sistemas aqfe-ros</p><p>So agrupados os tipos de aqferos segundoos parmetros fsicos de seu funcionamento: poroso (permeabilidade, porosidade, espessura,</p><p>condicionamento estrutural etc.); fraturado (densidade, extenso, interseces de</p><p>fraturas etc.).Alm disso, so consideradas as perspectivas</p><p>de quantidade e da qualidade natural das suasguas.</p><p>B) Importncia hidrogeolgica relativa localA importncia hidrogeolgica relativa local</p><p>(negligencivel, muito pequena, pequena, mediana egrande) tem conceituao subjetiva, cujo objetivo a definio das reas segundo um confronto equili-brado entre a disponibilidade, a necessidade e aqualidade da gua e explotabilidade (possibilidadestcnicas e econmicas de captao) do aqfero.</p><p>Pontualmente, est representada a produtividadedos poos, sendo que a dimenso de sua simbologiavaria de acordo com a sua vazo, definida para umrebaixamento do nvel dgua de 25m. A produtivi-dade dos poos foi fixada segundo estes limites: inferior a 3m/h entre 3 e 10m/h entre 10 e 40m/h entre 40 e 100m/h superior a 100m/h</p><p>Complementando as informaes representa-das no mapa Hidrogeolgico, foi avaliada a quali-dade qumica das guas subterrneas para algunspontos dgua, sendo apresentados, no quadro deinformaes sobre os poos, dois dos aspectos daqualidade qumica das guas subterrneas:</p><p>A) PotabilidadeA determinao da potabilidade fsico-qumica</p><p>de cada amostra de gua foi efetivada com a utili-zao do diagrama de Schoeler, onde se aplicam osvalores dos ctions e nions presentes na amostra,alm dos valores de pH e resduo seco.</p><p>B) Classificao para irrigaoA classificao das guas para eventual utiliza-</p><p>o na irrigao foi efetuada a partir do diagramasugerido pelo Laboratrio de Salinidade dos Esta-dos Unidos (United States Salinity Laboratory),que utiliza os valores da condutividade e do ndicede adsoro de sdio para verificar o teor de salini-zao e o risco de sdio de cada amostra analisada,alm do seu uso nos diferentes tipos de solos econdies de drenagem.</p><p>Na composio do mapa Hidrogeolgico, pro-curou-se atender no s ao setor tcnico especiali-zado, mas tambm ao usurio no-especializado,fazendo-se constar o maior nmero possvel deinformaes prticas (profundidades de captao,explotabilidade, usos da gua, produtividade etc.).</p></li><li><p>18</p><p>Os estudos hidrogeolgicos se basearam, almda geologia e geofsica, nos dados fornecidos por</p><p>97 pontos dgua, 32 anlises qumicas e 34 ensai-os de bombeamento.</p><p>5.1 Sistemas Aqferos</p><p>As condies de ocorrncia, acumulao e cir-culao de gua subterrnea em uma regio estocontroladas por suas feies litolgicas, de relevo,estratigrficas, estruturais e climticas, cujas ca-ractersticas determinam uma maior ou menor vo-cao no que concerne s possibilidades tcnicas eeconmicas de explorao.</p><p>A rea do projeto, com 3.935km2, geologi-camente constituda por formaes cenozicas elittipos pr-cambrianos, que incluem gnaisses,granitides, quartzitos e xistos, submetidos a con-dies climticas de transio entre a regio costei-ra mida e o interior submido.</p><p>Desse contexto, resulta um potencial de recur-sos hdricos subterrneos bastante heterogneo.</p><p>Foram individualizados sete sistemas aqferose uma zona sem importncia hidrogeolgica. Ten-do por base critrios geolgicos, informaes geo-fsicas, perfis de poos cadastrados e a extensogeogrfica dos afloramentos, foram definidas reasde caractersticas litolgicas e comportamentoshidrogeolgicos semelhantes, no que se refere aptido em armazenar e liberar os recursos hdricossubterrneos. Assim, foram delimitados domniosdistintos, de interesse imediato no planejamentodas atividades econmicas e administrativas. Cadasistema caracterizado por um conjunto de par-metros fsicos (transmissividade e permeabilidade)e geomtricos (forma, espessura e limites) quedeterminam o seu potencial de armazenamento eproduo , e qumicos, que determinam a quali-dade natural de suas guas. Em geral, esto sujeitosa determinadas aes externas ao sistema (bombe-amento, recarga artificial, drenagem, poluioetc.).</p><p>Os sistemas aqferos cartografados (Figura 8)so a seguir relacionados.</p><p>Sistema aqfero c: o mais importante de to-dos, abrangendo cerca de 76% da rea estudada; representado pelas extensas coberturas terciriasdo grupo Barreiras, sendo subdividido em doissetores: Sistema aqfero c5: ocorre a leste da linha de</p><p>descontinuidade e corresponde ao grupo Bar-reiras assentado sobre outra seqncia multi-camadas, aqui considerada com reservas como</p><p>formao Caravelas(?), unidade no-aflorantena rea; esse conjunto multicamadas aumentade espessura no sentido oeste/leste, em direo costa ocenica.A anlise do sistema mostra que ele apresenta,normalmente, condio bastante privilegiadano que diz respeito ocorrncia de gua sub-terrnea, tanto em quantidade como em quali-dade. Compreende cerca d...</p></li></ul>