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Revista Árvore ISSN: 0100-6762 [email protected] Universidade Federal de Viçosa Brasil Ferreira Nunes, Yule Roberta; Fagundes, Marcílio; Souza Almeida, Hisaias de; Dores Magalhães Veloso, Maria das Aspectos ecológicos da aroeira (Myracrodruon urundeuva Allemão- Anacardiaceae): fenologia e germinação de sementes Revista Árvore, vol. 32, núm. 2, marzo-abril, 2008, pp. 233-243 Universidade Federal de Viçosa Viçosa, Brasil Disponível em: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=48813383006 Como citar este artigo Número completo Mais artigos Home da revista no Redalyc Sistema de Informação Científica Rede de Revistas Científicas da América Latina, Caribe , Espanha e Portugal Projeto acadêmico sem fins lucrativos desenvolvido no âmbito da iniciativa Acesso Aberto

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Revista rvore

ISSN: 0100-6762

[email protected]

Universidade Federal de Viosa

Brasil

Ferreira Nunes, Yule Roberta; Fagundes, Marclio; Souza Almeida, Hisaias de; Dores Magalhes

Veloso, Maria das

Aspectos ecolgicos da aroeira (Myracrodruon urundeuva Allemo- Anacardiaceae): fenologia e

germinao de sementes

Revista rvore, vol. 32, nm. 2, marzo-abril, 2008, pp. 233-243

Universidade Federal de Viosa

Viosa, Brasil

Disponvel em: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=48813383006

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Sociedade de Investigaes Florestais

ASPECTOS ECOLGICOS DA AROEIRA (Myracrodruon urundeuva ALLEMO -ANACARDIACEAE): FENOLOGIA E GERMINAO DE SEMENTES1

Yule Roberta Ferreira Nunes2, Marclio Fagundes2, Hisaias de Souza Almeida3 e Maria das DoresMagalhes Veloso2,3

R. rvore, Viosa-MG, v.32, n.2, p.233-243, 2008

1 Recebido em 23.02.2007 e aceito para publicao em 20.02.2008.2 Departamento de Biologia Geral da Universidade Estadual de Montes Claros, CP 126, 39401-089 Montes Claros-MG.

E-mail :.3 Programa de Ps-Graduao em Engenharia Florestal da Universidade Federal de Lavras, 37200-000 Lavras-MG.

RESUMO Myracrodruon urundeuva Allemo, espcie arbrea conhecida como aroeira, constitui-se em umimportante componente das Florestas Estacionais Deciduais do norte de Minas Gerais. Apesar disso, a aroeiravem sofrendo um processo de explorao intensa, de forma predatria, o que vem causando a devastao desuas populaes naturais. Este trabalho teve como objetivo conhecer os padres fenolgicos reprodutivose vegetativos, bem como a capacidade germinativa da aroeira, na rea de Preservao da COPASA em Juramento,MG. Foram feitas observaes fenolgicas quinzenais, no perodo de janeiro/2002 a novembro/2003, de 20indivduos arbreos, sendo ainda coletadas sementes, submetidas a diferentes tratamentos de escarificao tegumentar(mecnico, trmico, qumico e controle). A espcie apresentou as fenofases reprodutivas e vegetativas influenciadasdiferencialmente pelas variveis ambientais de precipitao e temperatura. Na estao seca ocorreram a florao,frutificao e queda foliar, e a estao chuvosa favoreceu o brotamento da espcie. A capacidade germinativados disporos de aroeira variou entre os tratamentos utilizados, com potencial germinativo e velocidade degerminao altos no tratamento-controle, indicando ausncia de dormncia. Nesse sentido, estudos bsicossobre as espcies florestais ameaadas podem ser precursores de modelos e mecanismos para manejo e recuperaode suas populaes naturais.

Palavras-chave: Ecofisiologia, conservao de espcies e ecologia de populaes.

ECOLOGICAL ASPECTS OF AROEIRA (Myracrodruon urundeuva ALLEMO -ANACARDIACEAE): PHENOLOGY AND SEED GERMINATION

ABSTRACT Myracrodruon urundeuva Allemo, an arboreal species known as aroeira, is an important componentof seasonal dry forests in northern Minas Gerais. In spite of that, aroeira is experiencing a process of predatoryexploitation, causing the devastation of its natural populations. This study aimed to assess the reproductiveand vegetative phenological patterns, and the germinating capacity of the species. The study was carriedout at the COPASA Preservation Area in Juramento (MG), where phenological phases were systematicallyobserved bimonthly, from Janurary/2002 to November/2003 in 20 arboreal individuals. Seeds were collectedand submitted to different scarification treatments (mechanic, thermal, chemical and control). The reproductiveand vegetative phenophases of the species are influenced by environmental conditions. During the dry season,flowering, fructification and leaf fall occur, whereas the wet season favors leaf growth. Besides, the germinationof aroeira seeds varied among treatments, with higher germinating potential and germination velocity beingverified in the control treatment, indicating the absence of dormancy. Therefore, basic studies on the ecologyof threatened forest species are essential to generate models and mechanisms for the management and restorationof their natural populations.

Keywords: Arboreal species, deciduous dry forest and eco-physiology.

234 NUNES, Y.R.F. et al.

1. INTRODUO

Myracrodruon urundeuva Allemo (Anacardiaceae),conhecida popularmente como aroeira, aroeira-do-serto ou urundeva, uma espcie decdua, helifitae seletiva xerfita (LORENZI, 1992). Seu limite dedistribuio natural se estende pelas Regies Nordeste,Sudeste e Centro-Oeste do Brasil at a regiochaquenha da Bolvia, Paraguai e Argentina (SANTINe LEITO-FILHO, 1991; LORENZI, 1992; CARVALHO,1994; GURGEL-GARRIDO et al., 1997). Nas FlorestasEstacionais Deciduais do norte de Minas Gerais, aaroeira ocorre freqentemente nas matas secascalcrias e na caatinga arbrea (BRANDO, 1994;SANTOS et al., 2007).

O porte da aroeira varia conforme a regio de suaocorrncia (LORENZI, 1992; ANDRADE et al., 2000),podendo atingir 30 m de altura (RIZZINI, 1971).Geralmente, a espcie floresce entre julho e setembro,e a maturao dos frutos ocorre de setembro a outubro(LORENZI, 1992; ANDRADE et al., 2000). A polinizaode M. urundeuva realizada por abelhas, e a dispersodos disporos anemocrica. Seus frutos so do tipodrupa globosa ou ovide, com clice persistente,considerado um fruto-semente (FIGUEIRA et al., 2004).A semente nica (0,2 a 0,4 cm de dimetro), globosa,desprovida de endosperma, com epicarpo castanho-escuro, mesocarpo castanho, carnoso, resinfero, comodor caracterstico e tegumento membranceo(MEDEIROS, 1996; ALMEIDA et al., 1998).

A aroeira apresenta grande uso farmacolgico.Sua entrecasca possui propriedades antiinflamatrias,adstringentes, antialrgicas e cicatrizantes (VIANAet al., 1995). As razes so usadas no tratamento dereumatismo e as folhas so indicadas para o tratamentode lceras (ALMEIDA et al., 1998). Alm disso, suamadeira, em funo da durabilidade e dificuldadede putrefao, muito usada na construo civilcomo postes ou dormentes para cercas, na confecode mveis de luxo e adornos torneados (ALMEIDAet al., 1998; LORENZI, 1992). No entanto, devidoaos seus princpios alergnicos, a rvore no deveser cultivada em locais de fcil acesso ao pblico(ALMEIDA et al., 1998).

Em decorrncia desses mltiplos usos, a aroeiravem sofrendo um processo de explorao intensa, deforma predatria, causando a devastao de suaspopulaes naturais. Alm disso, deve-se salientar

que a explorao seletiva da aroeira para uso na indstriamadeireira praticamente extinguiu os indivduos degrande porte (BRANDO, 2000), sendo, portanto,considerada ameaada de extino e categorizada comovulnervel (MENDONA e LINS, 2000). Assim, estudosecolgicos bsicos, principalmente relacionados coma fenologia e germinao das sementes de M. urundeuva,so essenciais para programas de preservao, manejoe restaurao de suas populaes.

A fenologia descreve eventos biolgicos repetitivos,em nvel de populao ou comunidade, procurandorelacionar esses eventos com fatores biticos e abiticos(FERRAZ et al., 1999). Assim, a precipitao, atemperatura, o fotoperodo, a intensidade de radiao,a qualidade do solo e a presena ou ausncia de animaisdispersores e predadores de frutos/sementes encontram-se relacionados com as pocas de florao, frutificao,queda e brotamento de folhas (PEDRONI et al., 2002).Desse modo, estudos que visam caracterizao dasfenofases vegetais so importantes para a compreensoda dinmica das populaes de plantas (SPINA et al.,2001), funcionando como indicadores das respostasdas plantas s condies climticas e edficas locais(FOURNIER, 1974).

Entre os diferentes estgios do ciclo de vida dosvegetais superiores, a germinao das sementes umdos pontos mais crticos para o sucesso das plantas(METIVIER, 1986). A germinao, do ponto de vistafisiolgico, pode ser dividida em diferentes etapas:embebio de gua (reidratao), aumento da respirao,alongamento das clulas, diviso celular (conseqenteformao de enzimas, digesto, mobilizao e transportedas reservas e assimilao metablica), crescimentoe diferenciao dos tecidos (CASTRO e HILHORST,2004). Fatores biticos, intrnsecos prpria semente,e abiticos, como luz, temperatura e umidade, afetamdiferentemente a germinao (BASKIN e BASKIN, 1998).Alm disso, muitos disporos apresentam algummecanismo de dormncia que dificulta sua propagao.Assim, trabalhos tm sido desenvolvidos com o objetivode quebrar a dormncia das sementes, aumentandoa taxa germinativa dos propgulos para a produode mudas (ZAIDAN e BARBEDO, 2004).

Nos prximos 30-40 anos, cerca de 25% das espciesvegetais do planeta podero entrar em perigo de extino(FERNANDES, 2002). A aroeira, apesar de amplamentedistribuda, est ameaada de extino (MENDONA

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e LINS, 2000). Desse modo, este trabalho teve comoobjetivo conhecer os padres fenolgicos reprodutivose vegetativos e a capacidade germinativa de M.urundeuva, com o intuido de fornecer informaespara o desenvolvimento dos programas de recuperaode suas populaes naturais, atravs do conhecimentoda melhor poca de coleta de sementes na regio eda maximizao da produo de mudas.

2. MATERIAL E MTODOS

2.1. rea de estudo

Este estudo foi desenvolvido na rea Preservaoda Companhia de Saneamento de Minas Gerais COPASA S.A., em Juramento, Norte de Minas Gerais(164620S e 433956W). Essa rea de Preservaopossui um reservatrio de 7,63 km2 de rea inundada,sendo formado pelo represamento dos rios Juramento,Saracura e Canoas. No entorno da represa, uma reade 23,37 km2 foi mantida preservada desde a implantaodo empreendimento em 1986 (NUNES et al., 2005).

O clima da regio do tipo semi-rido, com duasestaes bem definidas, sendo uma chuvosa (de outubroa maro) e uma estao seca (de abril a setembro). Atemperatura mdia oscila em torno 23 oC e a precipitaoanual, ao redor de 1.000 mm/ano, com chuvas concentradasnos meses de novembro a janeiro. Fisionomicamente,a rea de estudo se encontra na transio dos Domniosdo Cerrado e da Caatinga, apresentando como principaisfisionomias a mata seca (Floresta Estacional Decidual),que predominante na rea, e o Cerrado sentido restrito(NUNES et al., 2005).

2.2. Registro dos dados fenolgicos

Para o acompanhamento fenolgico de M.urundeuva, 20 indivduos arbreos foram selecionados,marcados e monitorados quinzenalmente, durante 23meses. Esses indivduos possuam troncosaproximadamente retilneos, copas abundantes e boascondies fitossanitrias (ausncia aparente de doenase infestaes de parasitas). As rvores marcadasapresentavam CAP (circunferncia altura do peitomensurada a 1,30 m do solo) superior a 20 cm e alturaacima de 3 m. Placas de alumnio numeradas foram usadaspara a identificao das plantas no campo.

Os registros dos dados fenolgicos foram realizadosentre a primeira quinzena de janeiro de 2002 e a primeira

quinzena de novembro de 2003, totalizando 45observaes. Durante esse perodo de monitoramentoforam registradas seis fenofases: (1) botes florais,caracterizada desde o incio da formao da estruturafloral at a abertura dos botes florais; (2) antese,representada pela abertura dos botes florais at aqueda das peas florais; (3) frutos imaturos, fase desdea formao do fruto at o amadurecimento, visualizadapela presena de frutos de colorao verde; (4) frutosmaduros, representada pela presena de frutos comcolorao beje-creme; (5) queda de folhas, caracterizadapela presena de folhas amarelas na copa, perda dasfolhas sob o vento e presena de folhas cadas soba copa das rvores; e (6) brotamento, marcada peloaparecimento de pequenas folhas com coloraodiferenciada (avermelhada). A ocorrncia de deciduidadecompleta tambm foi registrada.

Para a quantificao dos eventos fenolgicos, foramusados o ndice de atividade e o ndice de intensidadede Fournier (1974). O ndice de atividade refere-se porcentagem de indivduos manifestando o evento emcada amostragem, quando registrada somente a presenaou ausncia da fenofase especfica. Esse mtodo tambmestima a sincronia entre os indivduos da populao(FERRAZ et al., 1999; PEDRONI et al., 2002). Para adeterminao do ndice de intensidade de Fournier, foramobtidos dados fenolgicos em campo, atravs de umaescala intervalar semiquantitativa de cinco categorias(0 a 4), com intervalo de 25% entre cada categoria.Quinzenalmente, os valores obtidos de todos os indivduosforam somados e divididos pelo valor mximo possvel(nmero de indivduos multiplicado por quatro). Essevalor corresponde a uma proporo que , ento,multiplicada por 100, para transform-la em um valorporcentual (DEA-NEVES e MORELLATO, 2004).

Posteriormente, os dados fenolgicos de intensidadee atividade de cada fenofase foram relacionados coma precipitao e temperatura mdia quinzenais, no perodode estudo, atravs da correlao de Spearman (ZAR,1996), e descritivamente com as normais climatolgicasda rea (Figura 1A). Os dados climatolgicos foramobtidos quinzenalmente (janeiro/2002 a novembro/2003),na Estao Climatolgica da COPASA, localizada narea de estudo (Figura 1B). Dados climticos dessaEstao tambm foram computados no perodo de 1987(ano de sua instalao) a 2002, para caracterizao dasnormais climticas da regio.

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2.3. Germinao das sementes

Os disporos de aroeira utilizados no teste degerminao foram coletados em 20 rvores-matrizlocalizadas na rea de estudo, em setembro de 2001.Aps a coleta, os frutos/sementes permaneceramarmazenados por 15 dias, em sacos de papel. Os testesde germinao foram realizados em placas de Petri,onde os disporos foram distribudos homogeneamenteem papel-filtro sobre uma espuma de 1 cm de espessura.Cada amostra foi regada com 20 mL de gua destilada,e todo material utilizado no experimento foi esterilizadoe limpo previamente, utilizando-se detergente e, ou,hipoclorito de sdio (2%).

Foi utilizado um delineamento experimentalinteiramente casualizado com quatro tratamentos e 10repeties por tratamento. A unidade experimental foirepresentada por uma placa de Petri com 25 sementes.Os tratamentos utilizados constaram de sementes intactas(controle) e sementes escarificadas com cido sulfrico(durante 5 min), com gua quente e lixa de acabamento(no 80). As sementes do tratamento de escarificaotrmica foram colocadas em gua quente a 70 C epermaneceram nessas condies at a temperatura atingir50 oC (em torno de 30 min). O experimento foi acompanhadodiariamente, em horrio fixo, durante 30 dias, quandose considerou germinada a semente cuja radcula haviaemergido (BORGHETTI e FERREIRA, 2004). Os experimentosforam conduzidos em germinador com temperatura e luzalternadas (30 oC luz/12 h: 20 oC escuro/12 h).

Os efeitos dos diferentes tratamentos na germinaodas sementes foram avaliados atravs da Anlise deVarincia (ANOVA). A porcentagem de germinao foi

transformada para a funo arco-seno da raiz quadradada porcentagem para normalizao dos dados (ZAR,1996). As anlises foram realizadas no sistema estatsticoR (R DEVELOPMENT... 2007).

3. RESULTADOS

3.1. Fenologia

Variaes na temperatura e na precipitao afetaramigualmente os ndices de atividade e de intensidadede cada fenofase de M. urundeuva (Quadro 1). Aproduo de botes florais e a abertura das flores (antese)correlacionaram-se negativamente com a precipitao.De fato, esses eventos fenolgicos concentraram-senos meses de menor precipitao (julho a agosto) nosdois anos de estudo, com picos de 100% de atividadee 71% de intensidade de botes florais e 100% deatividade e 64% de intensidade de flores abertas em2002 e 2003, respectivamente (Figura 2A).

A ocorrncia de frutos imaturos na aroeiracorrelacionou-se negativamente com a precipitaoe positivamente com a temperatura (Quadro 1). Assim,frutos imaturos foram observados de julho a setembro/2002 e julho a agosto/2003, com picos em agosto/2002e julho/2003 (Figura 2B). Entretanto, apenas a temperaturaafetou a ocorrncia de frutos maduros. De modo geral,a maturao dos frutos da aroeira ocorreu entre agostoe novembro, perodo que coincide com a elevao datemperatura ambiental. Assim, pode-se dizer que aproduo de frutos pela aroeira concentra-se no perodofrio e seco, enquanto a maturao desses frutos dependente da elevao da temperatura.

Figura 1 Caracterizao climtica da rea de estudo obtida na Estao Climatolgica da COPASA Juramento, MG: (A)normais climatolgicas (1987-2002) e (B) precipitao total e temperaturas mdias mensais nos anos de 2001-2003.

Figure 1 Climatic characterization of the study area obtained at the Climatologic Station of COPASA Juramento, MG:(A) climatologic normal (1987-2002) and (B) total rainfall and month mean temperatures from 2001 to 2003.

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A precipitao e a temperatura afetaramnegativamente a queda foliar, enquanto a precipitaoafetou positivamente a produo de folhas pela aroeira.Esses resultados indicam que a queda de folhas aumentoucom a diminuio da precipitao e da temperatura,e o brotamento aumentou com o incremento daprecipitao. Assim, os perodos de fevereiro a outubro/2002 e de abril a outubro/2003 apresentaram maioratividade e intensidade de perda foliar (Figura 2C).Picos de queda foliar ocorreram em abril/2002 (95%de atividade), julho/2002 (83% de intensidade) e maio/2003 (100% de atividade e 76% de intensidade). Almdisso, a deciduidade completa foi observadaprincipalmente em junho/2002 e agosto/2003, em 86%e 95% dos indivduos, respectivamente (Figura 2D).A produo de folhas pela aroeira interrompida nosmeses de menor precipitao (abril a agosto), podendo

destacar picos de atividade em novembro/2002 (80%),fevereiro/2003 (80%) e novembro/2003 (95%) e deintensidade em novembro/2003 (80%) (Figura 2C).

3.2. Germinao de sementes

A germinao das sementes de M. urundeuva variouentre os tratamentos (gl = 3; F = 13,37, p < 0,001; n= 10). De fato, a escarificao com cido sulfrico reduziua viabilidade das sementes em aproximadamente 50%,em comparao com os demais tratamentos (Figura3A). Observou-se tambm que as sementes dostratamentos-controle e escarificaes mecnica e trmicaapresentaram maiores taxas de germinao entre osegundo e o terceiro dia de incubao. No entanto,as sementes escarificadas com cido sulfrico exibirammaiores taxas de geminao entre o terceiro e o quartodia de incubao (Figura 3B).

Fenofase Avaliao Varivel Climtica r P nBotes Florais Atividade Precipitao -0,566 0,000* 45

Temperatura -0,018 0,907 45Intensidade Precipitao -0,630 0,000* 45

Temperatura -1,102 0,506 45Antese Atividade Precipitao -0,481 0,001* 45

Temperatura 0,175 0,249 45Intensidade Precipitao -0,477 0,001* 45

Temperatura 0,168 0,269 45Frutos Imaturos Atividade Precipitao -0,319 0,033* 45

Temperatura 0,311 0,038* 45Intensidade Precipitao -0,319 0,033* 45

Temperatura 0,312 0,037* 45Frutos Maduros Atividade Precipitao -0,085 0,578 45

Temperatura 0,551 0,000* 45Intensidade Precipitao -0,116 0,446 45

Temperatura 0,535 0,000* 45Queda de folhas Atividade Precipitao -0,593 0,000* 45

Temperatura -0,359 0,015* 45Intensidade Precipitao -0,632 0,000* 45

Temperatura -0,330 0,027* 45Brotamento Atividade Precipitao 0,576 0,000* 45

Temperatura 0,236 0,118 45Intensidade Precipitao 0,658 0,000* 45

Temperatura 0,261 0,083 45

* Valores significativos a 5% de probabilidade

Quadro 1 Correlao de Spearman entre os ndices de atividade e de intensidade quinzenais das diferentes fases fenolgicasde Myracrodruon urundeuva (aroeira) e as variveis climticas no perodo de janeiro/2002 a novembro/2003,na rea de preservao da COPASA Juramento, MG: r = correlao de Spearman, p = probabilidade e n =amostras

Table 1 Sperman correlation among bimonthly activity and intensity indices of different phenological phases of Myracrodruonurundeuva (aroeira) and climatic conditions from January/2002 to November/2003, at COPASA PreservationArea - Juramento (MG). r = Spearman correlation; p = probability; n = samples

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Aspectos ecolgicos da aroeira (Myracrodruon urundeuva

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Figura 3 (A) Germinao total (arco-seno erro-padro) e (B) porcentagem mdia diria de germinao de sementes deMyracrodruon urundeuva (aroeira) submetidas a diferentes tratamentos de escarificao.

Figure 3 (A) Total germination (arcosen standart error) and (B) daily mean percent of germination of Myracrodruonurundeuva (aroeira) seeds submitted to different scarification treatments.

Figura 2 ndices de atividade e intensidade fenolgica de indivduos de Myracrodruon urundeuva (aroeira) na rea de preservaoda COPASA Juramento, MG, durante o perodo de janeiro/2002 a novembro/2003: (A) Florao botes floraise antese, (B) frutificao frutos imaturos e frutos maduros, (C) brotamento e queda de folhas e (D) indivduoscom caducifolia completa.

Figure 2 Indices of phenological activity and intensity of Myracrodruon urundeuva (aroeira) individuals at COPASA PreservationArea Juramento (MG), from January/2002 to November/2003. (A) Flowering flower buds and flowering; (B)fructification immature fruit and mature fruit; (C) leaf flushing and leaf fall; and (D) individuals with completeleaf fall.

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O comportamento germinativo das sementes tambmvariou entre os tratamentos (Quadro 2). As sementesdos tratamentos-controle e lixa germinaram do primeiroat o terceiro e quarto dias de incubao, respectivamente.No entanto, as sementes escarificadas qumica etermicamente germinaram do segundo ao stimo dia.Assim, nota-se que as sementes do grupo-controleapresentaram melhor performance germinativa (altastaxa de germinao e regularidade temporal). Taisresultados indicam que os disporos da aroeira noapresentam dormncia tegumentar e, portanto, nonecessitam de tratamentos de escarificao para acelerare, ou, aumentar seu potencial germinativo.

4. DISCUSSO

4.1. Fenologia

O crescimento vegetativo e reprodutivo da maioriadas rvores tropicais freqentemente limitado acurtos perodos do ano (TERBORGH, 1992).Myracrodruon urundeuva apresentou um perodode crescimento (brotamento) relativamente amplo,contudo a fase reprodutiva foi reduzida. Por exemplo,a florao (botes florais e antese) teve curta durao(dois meses) e foi ainda restrita ao perodo de dficithdrico. Alm disso, foram observados altos ndicesde sincronismo (atividade) e produtividade(intensidade) reprodutiva dos indivduos nesseperodo. Fatores ambientais, especialmente aprecipitao, afetam a atividade de agentes

polinizadores, e as espcies vegetais, atravs demecanismos de resposta aos estmulos ambientais,esto sincronizadas com os agentes biticos(MANTOVANI e MARTINS, 1988). Alm disso, aproduo de inflorescncias no perodo de dficithdrico encontra-se associada a uma maior proteoaos rgos reprodutivos (PEDRONI et al., 2002). Naregio de estudo, as chuvas intensas ocorremespecialmente entre dezembro e janeiro. Assim, provvel que a concentrao da florao de M.urundeuva em um perodo restrito do ano representeuma adaptao da planta a fatores abiticos e biticoslocais, conforme sugerido por Nunes et al. (2005)para Guazuma ulmifolia (Malvaceae).

A frutificao das rvores responde a estmulosambientais como fotoperodo, precipitao e temperaturae a fatores biticos como polinizadores e dispersoresde frutos/ sementes (SPINA et al., 2001). Esses fatoresafetam a formao dos frutos, a disperso, a germinaodas sementes e o estabelecimento dos indivduos(ANTUNES e RIBEIRO, 1999). Na aroeira, os frutosimaturos tm ocorrncia mais limitada temporalmentedo que os frutos maduros. Na regio de estudo, estapoca se caracteriza pela baixa precipitao e ocorrnciade ventos intensos. Assim, os frutos desenvolvem-se em um clima propcio disperso de seus propgulosanemocricos e antes da estao chuvosa, facilitandouma posterior germinao das sementes e estabelecimentodas plntulas no incio da estao mida (MORELLATO,1992; NUNES et al., 2005).

Tratamentos Porcentagem Sementes Pico de Pico de Durao da

Germinao ( DP) Germinadas ( DP) Germinao(dia) Germinao ( DP%) Germinao (dias)

Controle 82,0 12,3 20,5 3,1 2o 63,2 8,2 1-4o

Lixa 78,4 28,6 19,6 7,1 2o 67,2 25,7 1-3o

cido sulfrico 28,8 9,8 7,2 2,4 3o 13,6 8,9 2-7o

gua quente 80,8 12,5 20,2 3,1 2o 38,4 10,2 2-7o

Total 67,5 28,2 16,9 7,1 2o 43,4 28,8 1-7o

Quadro 2 Porcentagem mdia de germinao, nmero mdio de sementes germinadas, pico de germinao (dia e porcentagemmdia) e tempo de germinao de sementes de Myracrodruon urundeuva (aroeira), submetidas a diferentes tratamentosde escarificao durante 30 dias no germinador

Table 2 Germination mean percentage, mean number of germinated seeds, germination peak (day and mean percentage)and germination time of Myracrodruon urundeuva (aroeira) seeds, at different scarification treatments during30 days of incubation

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A queda foliar tambm apresentou relaesmarcantes com o perodo seco do ano, mostrando aindaelevada porcentagem de deciduidade completa dosindivduos nesse perodo. Conforme Morellato (1992),no incio da estao seca ocorre maior retirada denutrientes do solo pelo aumento da evapotranspirao,sendo ao final dessa estao a absoro de nutrientesdificultada pela baixa umidade do ar e a diminuioda disponibilidade de gua no solo, ocasionando, assim,a perda das folhas da maioria das espcies. Desse modo,a perda de folhas no perodo seco constitui um fatorde economia hdrica para as plantas, e os baixos ndicesde umidade estimulam a absciso foliar (BORCHERTet al., 2002). Dessa forma, a acentuada sazonalidadedas chuvas na regio, concentradas em apenas quatromeses, favorece a intensa queda de folhas dos indivduosno perodo de seca. Alm disso, provvel que durantea estao seca ocorra um desvio de recursos da fasevegetativa para a fase reprodutiva, uma vez que aespcie investe na produo de flores e na formaodos frutos durante o perodo de intensa senescnciafoliar (FOSTER, 1990).

O brotamento das espcies em florestas sazonaisparece ser influenciado principalmente peladisponibilidade de gua e luz (BORCHERT, 1994). Defato, o brotamento de M. urundeuva aumentou como incremento da precipitao. Apesar disso, somenteno perodo de junho a agosto, em ambos os anos deestudo, a aroeira no emitiu folhas novas, sendo umevento constante em quase todo o ano. Ademais, outrosfatores ambientais, como o comprimento do dia, podemser determinantes da fenologia foliar (MARQUES eOLIVEIRA, 2004).

4.2. Germinao das sementes

A germinao das sementes determinadaprincipalmente pela absoro de gua, ressaltando-se que a velocidade desse processo depende dapermeabilidade do tegumento, temperatura e composioqumica da semente (SOUSA-SILVA et al., 2001). Assementes da aroeira no apresentam dormncia fsica.De fato, as sementes no escarificadas (controle)apresentaram germinabilidade idntica daquelassubmetidas aos tratamentos de escarificao mecnicaou trmica. Alm disso, esses tratamentos resultaramem altas taxas de germinao (78 a 82%),comparativamente com outros estudos (DORNELESet al., 2005) que indicam que a taxa de germinao das

sementes da aroeira varia de 20 a 90%, com valoresabaixo de 70% de germinao sendo os mais freqentes.

Alm das porcentagens de germinao, que ofereceminformaes sobre as caractersticas de germinaodo conjunto de sementes submetidas a determinadotratamento, a velocidade de germinao permiteinterpretaes adicionais (BORGHETTI e FERREIRA,2004). Neste estudo, apesar de a porcentagem mdiatotal de germinao no ter variado entre os tratamentos-controle, lixa e gua quente, as sementes escarificadastermicamente apresentaram velocidade de germinaomenor e, conseqentemente, demandaram tempo deincubao maior. Assim, conforme o tratamento recebido,uma mesma espcie pode apresentar diferentes padresde distribuio temporal da germinao (BORGHETTIe FERREIRA, 2004). Alm disso, sementes intactasapresentaram velocidade de germinao semelhantequelas lixadas, denotando, mais uma vez, a ausnciade dormncia tegumentar nas sementes de aroeira.

Entre todos os tratamentos utilizados neste estudo,as sementes escarificadas quimicamente apresentarama menor porcentagem mdia de germinao. De fato,sementes que apresentem tegumento duro podem tersua dormncia quebrada pelo cido sulfrico (ZAIDANe BARBEDO, 2004). Entretanto, as sementes de M.urundeuva exibem tegumento membranceo e sodesprovidas de endosperma (MEDEIROS, 1996). Dessemodo, o uso do agente qumico pode ter ocasionadodanos ao embrio, impedindo a germinao de muitassementes.

Apesar do aumento do interesse pelo estudo sobrea propagao das espcies florestais nativas,principalmente devido necessidade da recuperaoda paisagem e das populaes naturais, existem poucosdados disponveis para a maioria das espcies (ARAJO-NETO et al., 2003), inclusive sobre M. urundeuva(MEDEIROS, 1996; SILVA et al., 2002; FIGUEIRA etal., 2004; DORNELES et al., 2005; PACHECO et al., 2006).Assim, necessrio aumentar o conhecimento bsicoda germinao e propagao dessas espcies,principalmente da aroeira, cuja ocorrncia, utilidadee vulnerabilidade elevam sua importncia.

5. CONCLUSO

Myracrodruon urundeuva, na rea de Preservaoda COPASA-Juramento, MG, apresentou relaesmarcantes com as variveis ambientais, demonstrando,

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com isso, relaes ecolgicas intrincadas com esseambiente de sazonalidade acentuada. Alm do mais,a coleta de propgulos dessa espcie na regio podeser realizada entre agosto e novembro, no havendonecessidade de tratamento de escarificaestegumentares, uma vez que se observou ausncia dedormncia fsica.

6. AGRADECIMENTOS

FAPEMIG, pelo financiamento do projeto (DEG2393/3) e pela concesso das bolsas BIC para H. S.Almeida e BIPDT para Y. R. F. Nunes e M. Fagundes; COPASA, pelo apoio financeiro e logstico e pelapermisso do desenvolvimento deste trabalho em suarea de Preservao, em Juramento, MG; aos colegasG. C. Castro, M. Soares, M. V. Pacheco, R. L. Mendona,R. M. Santos, E. B. S. Domingues, A. P. D. Gonzagae M. R. Santos, pelo auxlio nos trabalhos de campoe laboratrio; e aos revisores annimos, pelas prestimosassugestes e contribuies ao manuscrito deste trabalho.

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