o dom maior - jonathan edwards

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O Dom Maior

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    Digitalizado por: L.D.

    -E.G.-

  • O DOM MAIOR

    Extrado do original em ingls:

    Charity and Its Fruits

    Copyright (Typesetting) Editora Fiel 1992

    Primeira edio em ingls 1852 Primeira edio em portugus 1992

    Todos os direitos reservados. proibida a reproduo deste livro,

    no todo ou em parte, sem a permisso escrita dos Editores.

    Editora Fiel da

    Misso Evanglica Literria

    Caixa Postal 81

    12201-970 So Jos dos Campos, SP

  • O ESPRITO SANTO A SER COMUNICADO

    PARA SEMPRE AOS SANTOS, NA GRAA DO

    AMOR, O DIVINO AMOR.

    "O amor jamais acaba; mas, havendo profecias,

    desaparecero; havendo lnguas, cessaro; havendo

    cincia, passar. " (1 Corntios 13.8)

    Em todo o contexto, a inteno do apstolo

    mostrar a superioridade do amor sobre todas as outras

    graas do Esprito. E neste captulo ele demonstra a

    excelncia do amor por meio de trs argumentos: primeiro,

    mostrando que ele o dom mais essencial, e que todos os

    outros nada so sem ele: segundo, mostrando que dele

    procedem todas as boas disposies e atos; terceiro, mos-

    trando que ele o mais durvel de todos os dons, e

    permanecer quando a igreja de Deus estiver em seu mais

    perfeito estado, e quando os outros dons do Esprito

    tiverem desaparecido. No texto pode ser observado duas

    coisas:

    Primeiro, que uma caracterstica do amor, pela qual

    sua excelncia demonstrada, , que ele incessante e

    eterno "o amor jamais acaba". Isto naturalmente segue as ltimas palavras do verso anterior, "[o amor] tudo

    suporta". Ali o apstolo declara a durabilidade do amor,

    como aparece na sua resistncia ao choque de toda a

    oposio feita contra ele no mundo. O apstolo vai mais

    adiante e declara que o amor no somente dura at o fim do

    "tempo", mas tambm por toda a eternidade "o amor

  • jamais acaba". Quando todas as coisas temporais tiverem

    cessado, ele ainda permanecer, e permanecer para sem-

    pre. Ns podemos observar tambm no texto,

    Segundo, que aqui o amor distinguido de todos os

    outros dons do Esprito, tal como o de profecia, o dom de

    lnguas, e o dom do conhecimento (cincia), etc. "Mas,

    havendo profecias, desaparecero; havendo lnguas,

    cessaro; havendo cincia, passar"; mas "o amor jamais

    acaba". O conhecimento aqui mencionado no quer dizer o

    conhecimento divino e espiritual em geral; pois certamente

    haver tal conhecimento futuramente no cu, assim como

    agora na terra, e mais amplamente do que h na terra, como

    o apstolo claramente declara nos versos seguintes. O

    conhecimento que os cristos tm de Deus, de Cristo, e das

    coisas espirituais, e, de fato todo o seu "conhecimento",

    como aquela palavra comumente entendida, no

    desaparecer, mas ser gloriosamente aumentado e

    aperfeioado no cu, que um mundo de luz assim como

    de amor. Mas o conhecimento acerca do qual o apstolo

    diz que cessar, significa um particular dom miraculoso

    que havia na igreja de Deus naqueles dias. Pois o apstolo,

    como temos visto, aqui est comparando o amor com os

    miraculosos dons do Esprito aqueles dons extraordinrios que eram comuns naqueles dias, um dos

    quais era o dom de profecia, e outro o dom de lnguas, ou o

    poder de falar em idiomas que nunca tinham sido

    aprendidos. Ambos os dons so mencionados no texto; e o

    apstolo diz que eles cessaro e desaparecero. E um outro

    dom era o do conhecimento, ou a "palavra" do

    conhecimento, como chamado no verso oito do captulo

  • anterior, onde mencionado para mostrar que era algo

    diferente, no s daquele conhecimento especulativo

    obtido pela razo e pelo estudo, mas tambm daquele

    conhecimento divino ou espiritual que vem da influncia

    salvadora do Esprito Santo na alma. Era um dom

    particular do Esprito com o qual algumas pessoas foram

    dotadas, pelo qual foram capacitadas por inspirao

    imediata a entender mistrios, ou as misteriosas profecias e

    tipos das Escrituras, e do qual o apstolo fala no verso dois

    deste captulo, dizendo: "Ainda que eu tenha o dom de

    profetizar e conhea todos os mistrios e toda a cincia".

    este dom miraculoso que o apstolo diz que desaparecer,

    junto com os outros dons miraculosos dos quais ele fala, tal

    como o de profecia e o dom de lnguas. Todos estes foram

    dons extraordinrios outorgados por um perodo para a

    introduo do cristianismo no mundo, e quando este seu

    propsito fosse alcanado, eles deveriam todos cessar e

    desaparecer. Mas o amor era para nunca cessar. Assim, o

    apstolo claramente ensina, como a doutrina do texto:

    QUE AQUELE GRANDE FRUTO DO ESPRITO,

    NO QUAL O ESPRITO SANTO SER COMUNICADO

    IGREJA, NO SOMENTE POR UM PERODO, MAS

    ETERNAMENTE, O AMOR.

    Para que o significado e a verdade desta doutrina

    possam ser melhor entendidos, eu me referirei a elas nas

    quatro seguintes proposies: primeiro, o Esprito de Cristo

    eternamente dado sua igreja e povo, para influenciar e

    habitar neles; segundo, h outros frutos do Esprito alm do

    divino amor, pelos quais o Esprito de Deus comunicado

  • sua igreja; terceiro, estes outros frutos so apenas para

    uma poca, e ou j cessaram, ou, em algum tempo,

    cessaro; quarto, o amor, o divino amor, aquele grande e

    incessante fruto do Esprito, por meio do qual se manifes-

    tar sua eterna influncia e habitao nos santos ou na sua

    igreja.

    I. O Esprito de Cristo eternamente dado sua

    igreja e povo, para influenciar e habitar neles. O Esprito

    Santo a grande aquisio, ou o dom adquirido, de Cristo.

    A principal e o total de todas as coisas boas nesta vida e na

    por vir, que foram adquiridos para a igreja, o Esprito

    Santo. E como Ele a grande aquisio, do mesmo modo

    Ele a grande promessa, ou a grande coisa prometida por

    Deus e Cristo igreja; como disse o apstolo Pedro no dia

    de Pentecostes: "A este Jesus... Exaltado, pois, destra de

    Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Esprito Santo,

    derramou isto que vedes e ouvis" (Atos 2.32,33). Esta

    grande aquisio e promessa de Cristo para ser dado

    sua igreja para sempre. Ele prometeu que sua igreja

    continuar, e declarou expressamente que as portas do

    inferno no prevalecero contra ela. E para que ela possa

    ser preservada, Ele tem dado seu Santo Esprito a cada

    verdadeiro membro dela, e prometido a permanncia

    daquele Esprito nela para sempre. Sua prpria linguagem

    : "e eu rogarei ao Pai, e ele vos dar outro consolador, a

    fim de que esteja para sempre convosco. O Esprito da

    verdade, que o mundo no pode receber, porque no no v,

    nem o conhece; vs o conheceis, porque ele habita

    convosco e estar em vs" (Joo 14.16,17).

  • O homem, no seu primeiro estado no den, tinha o

    Esprito Santo, porm, ele O perdeu por sua desobedincia.

    Todavia, um meio tem sido providenciado, pelo qual Ele

    pode ser restitudo, e agora dado uma segunda vez, para

    nunca mais apartar-se dos santos. O Esprito dado deste

    modo ao seu prprio povo com o propsito de tornar-se

    verdadeiramente deles. Ele, com certeza, foi dado aos

    nossos primeiros pais no estado de inocncia deles, e

    habitou com eles, mas no no mesmo sentido em que

    dado aos, e habita nos, crentes em Cristo. Eles no tinham

    nenhum direito prprio ou ttulo seguro de posse do

    Esprito, e Ele no lhes foi dado uma vez para sempre,

    como para os crentes em Cristo, pois se tivesse sido, eles

    nunca O teriam perdido. Todavia, o Esprito de Cristo no

    somente comunicado queles que so convertidos; Ele

    lhes transferido por meio de uma aliana segura, para que

    torne-se deles prprios. Cristo torna-se deles, e, portanto,

    sua plenitude deles sua aquisio, promessa, e possesso segura. Mas,

    II. H outros frutos do Esprito alm daquele que

    sumariamente consiste em amor, o divino amor, pelos

    quais o Esprito de Deus comunicado sua igreja. Por

    exemplo,

    1. O Esprito de Deus foi transmitido sua igreja em

    dons extraordinrios, tais como o dom de milagres, o dom

    de inspirao, etc. O Esprito de Deus parece ter sido

    comunicado igreja em tais dons, anteriormente aos

    profetas no tempo do Velho Testamento, e aos apstolos,

  • aos evangelistas, aos profetas, aos primeiros ministros do

    evangelho em geral, e tambm s multides de crentes

    comuns, no tempo do Novo Testamento. A eles foram

    dados tais dons como o de profecia, o dom de lnguas, e o

    dom chamado de o dom do conhecimento, e outros

    mencionados no contexto e no captulo anterior. E alm

    destes,

    2 . H os dons comuns e ordinrios do Esprito de

    Deus. Estes, em todas as pocas, tm sido mais ou menos

    outorgados aos muitos homens naturais e inconvertidos, em

    comum convico de pecado, em comum iluminao, e

    comuns afeies religiosas, que, ainda que eles no tenham

    nada em si da natureza do divino amor, ou da graa

    verdadeira e salvadora, so tambm frutos do Esprito, no

    sentido que so o efeito das influncias dEle no corao

    dos homens. E quanto f e esperana, se nada h nelas

    do divino amor, no pode haver mais do Esprito de Deus

    nelas do que o que comum ao homem natural

    irregenerado. Isto est claramente inferido pel

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