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  • 220 Volume 67

    novembro 2019 ISSN 0101-6040 D i s t r i b u i ç ã o g r a t u i t a

    Contribuição para a universalização do saneamento EDIÇÃO ESPECIAL SANEAMENTO RURAL

  • A Revista DAE é classificada pelo QUALI/CAPES e está adicionada/indexada nas seguintes bases:

  • O editorial desta edição foi escrito pelos professores Adriano Luiz Tonetti, Sonaly Resende e Isabel Campos

    Sales Figueiredo, nossos editores associados, aos quais agradecemos muito a colaboração e parceria na pre-

    paração desta edição.

    Desejamos a todos uma boa leitura!

    O rural brasileiro é um território amplo e preenchido por variadas populações com identidades peculiares, onde é

    aplicada uma ampla gama de soluções para o saneamento, especialmente no tocante ao tratamento de efluentes.

    Normalmente, os sistemas de tratamento e disposição final de esgoto são construídos pelos próprios moradores

    dessas localidades, segundo seus próprios recursos, usando as poucas informações disponíveis sobre o tema,

    técnicas e conhecimentos tradicionais e uma boa dose de criatividade. São adotadas tecnologias distintas, as

    quais podem ser adequadas ou possuir diversos níveis de precariedade.

    Informações recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios realizada pelo Instituto Brasileiro de Geo-

    grafia e Estatística (IBGE) revelam que, em 2017, cerca de 51% dos domicílios rurais ainda eram conectados a

    fossas rudimentares ou dispunham seus esgotos em valas, rios, lagos e mar, e 10% desses domicílios não pos-

    suíam nem sequer um banheiro. Mesmo que esse levantamento possua uma capacidade limitada de repercutir

    informações sobre áreas rurais, os dados soam alarmantes.

    As áreas rurais e/ou descentralizadas apresentam especificidades que as diferenciam consideravelmente dos

    núcleos urbanos, requerendo outra abordagem para a construção, operação e gestão dos sistemas implantados.

    Dessa forma, o conhecimento da realidade onde serão aplicadas as tecnologias e a busca de novas formas de

    trabalhar são fundamentais na busca de soluções viáveis para o contexto rural.

    Assim, é extremamente oportuna esta edição da Revista DAE, dedicada exclusivamente ao tema. Nela, diferentes

    grupos de pesquisa instalados em nossas universidades expõem os trabalhos realizados e implementados em

    situação real, em comunidades rurais e descentralizadas de todo o Brasil.

    Certamente, esta edição será marcante e poderá trazer para esse campo da engenharia sanitária outros atores

    centrados na busca de melhores condições, não apenas ambientais, mas também sociais.

    Adriano Luiz Tonetti (FEC/Unicamp), Sonaly Rezende (DESA/UFMG) e Isabel Campos Salles Figueiredo (FEC/Unicamp)

    EDITORES ASSOCIADOS DA EDIÇÃO DE SANEAMENTO RURAL

    editorial

    Engª Cristina Knorich Zuffo

    EDITORA-CHEFE

  • Missão

    A Revista DAE tem por objetivo a publicação de artigos técnicos e científicos originais nas áreas de saneamento e meio ambiente.

    Histórico

    Iniciou-se com o título Boletim da Repartição de Águas e Esgotos (RAE), em 1936, prosseguindo assim até 1952, com interrupções em 1944 e 1945. Não circulou em 1953. Passou a denominar-se Boletim do Departamento de Águas e Esgotos (DAE) em 1954 e

    Revista do Departamento de Águas e Esgotos de 1955 a 1959. De 1959 a 1971, passou a denominar-se Revista D.A.E. e, a partir de 1972, Revista DAE. Houve, ainda, interrupção

    de 1994 a 2007.

    Publicação

    Trimestral (janeiro, abril, julho e outubro)

    Diretoria de Tecnologia, Empreendimentos e Meio Ambiente – T

    Superintendência de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Tecnológica – TX

    Rua Costa Carvalho, 300 – Pinheiros – 05429 000

    São Paulo – SP – Brasil

    Tel (11) 3388 9422 / Fax (11) 3814 5716

    Editora-Chefe

    MSc Engenheira Cristina Knorich Zuffo

    Editora Científica

    MSc Engenheira Iara Regina Soares Chao

    Editores Associados

    Adriano Luiz Tonetti, Sonaly Rezende e Isabel Campos Salles Figueiredo

    Conselho Editorial

    Prof. Dr. Pedro Além Sobrinho (Universidade de São Paulo – USP), Prof. Dr. Cleverson Vitório Andreoli (Companhia de Saneamento do Paraná – Sanepar), Prof. Dr. José Roberto

    Campos (USP), Prof. Dr. Dib Gebara (Universidade Estadual Paulista – Unesp), Prof. Dr. Eduardo Pacheco Jordão (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Prof. Dr. Rafael

    Kospchitz Xavier Bastos (Universidade Federal de Viçosa), Prof. Dr. Wanderley S. Paganini (Faculdade de saúde Pública da USP), Profª. Drª. Emilia Wanda Rutkowiski (Universidade Estadual de Campinas – Unicamp), Prof. Dr. Marcos Tadeu (USP), Profª. Drª. Dione Mari

    Morita (Escola Politecnica da USP), Profª. Drª. Angela Di Bernardo Dantas (Universidade de Ribeirão Preto/UNAERP). Coordenação da Eng. Cristina Knorich Zuffo (Sabesp).

    Idiomas

    Serão aceitos artigos escritos em português e inglês

    Projeto Gráfico, Diagramação e Revisão

    Beatriz Martins Gomes 29772393832

    Capa

    Crédito da imagem: Fotógrafa Bíologa Isabel Campos Salles Figueiredo Trabalho de campo

    ISSN 0101-6040

    As opiniões e posicionamentos expressos nos artigos são de total responsabilidade de seus autores e não significam necessariamente a opinião da Revista DAE ou da Sabesp.

    Veja a revista eletrônica na internet:

    http://www.revistadae.com.br

    re v

    is ta

    Nº 220 edição especial de novembro 2019

  • Capa Crédito da imagem: Fotógrafa Bióloga Isabel Campos Salles Figueiredo - Trabalho de campo

    nesta edição

    A ruralidade como condicionante da adoção de soluções de saneamento básico Rurality as a conditioner of basic sanitation solutions

    Saneamento rural no planejamento municipal: lições a partir do Programa Nacional de Saneamento Rural (PNSR) Rural sanitation in the municipal planning: lessons from the Rural Sanitation National Program

    Saneamento básico em contextos de agricultura familiar Water supply and sanitation in a family farming context

    Evidenciando experiências positivas em saneamento básico: visões do Programa Nacional de Saneamento Rural (PNSR) Highlighting positive experiences in basic sanitation: visions from the Rural Sanitation National Program

    Fossa absorvente ou rudimentar aplicada ao saneamento rural: solução adequada ou alternativa precária? Cesspool pit in rural sanitation: appropriate solution or precarious alternative?

    artigos técnicos

    matéria jornalística Saneamento rural: desafio que exige novas soluções6

    15 36

    52

    69

    87

    100

    publicações eventos188

    128

    189

    141 157

    173

    Fossa Séptica Biodigestora: avaliação crítica da eficiência da tecnologia, da necessidade da adição de esterco e dos potenciais riscos à saúde pública Biodigester Septic Tank: critical assessment of technology efficiency, the need to use manure and potential risks to public health

    Bacia de Evapotranspiração (BET): uma forma segura e ecológica de tratar o esgoto de vaso sanitário Evapotranspiration toilet: a safe and sustainable treatment for black water

    Vermifiltração: o uso de minhocas como uma nova alternativa para o tratamento de esgoto Vermifiltration: The use of earthworms as a new alternative for sewage treatment

    Águas cinzas em domicílios rurais: separação na fonte, tratamento e caracterização Gray water in rural households: source separation, treatment and characterization

    Panorama do emprego de tanques sépticos e filtros anaeróbios no tratamento descentralizado de efluentes no Sudeste brasileiro Overview of the decentralized treatment of sanitary effluents in the Southeastern region of Brazil using septic tanks and anaerobic filters

    Avaliação do desempenho de uma tecnologia apropriada para o saneamento rural Assessment of an appropriate technology for rural sanitation

  • Produção da Foco21 Comunicação (Reportagem: Suely Melo)

    Saneamento rural: desafio que exige novas soluções O Brasil tem quase 30 milhões de pessoas vivendo em áreas rurais, segundo o IBGE. Isso significa aproximadamente 8,1 milhões de domicílios. Um dos grandes problemas dessas regiões é a falta de saneamento básico. Pensando em contribuir e transformar a realidade de comunidades mais carentes, entram em cena algumas tecnologias inovadoras. Startups, livros dedicados ao tema e cartilhas que ensinam a construir sistemas mais sustentáveis são alguns exemplos.

    Um dos assuntos mais debatidos nos últimos anos

    no setor de saneamento no Brasil é a universali-

    zação de seus serviços. Se na área urbana os gar-

    galos e desafios são grandes na busca desse ideal,

    nas comunidades rurais eles são ainda maiores.

    Quase 30 milhões de pessoas vivem em áreas ru-

    rais no país, segundo o último Censo do Instituto

    Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reali-

    zado em 2010. Isso significa, aproximadamente,

    8,1 milhões de domicílios nessas localidades. Mas

    esses números podem ser ainda maiores.

    Para a engenheira Mônica Bicalho Pinto Rodrigues,

    coordenadora da Câmara Temática de Saneamen-

    to Rural da Associação Brasileira de Engenharia