boletim informativo edição 1141

Download Boletim Informativo Edição 1141

Post on 11-Mar-2016

216 views

Category:

Documents

1 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Boletim Informativo Edição 1141

TRANSCRIPT

  • Ano XXVIn 114120 a 26 de junho de 2011

    Tiragem desta edio:24.000 exemplares

    9912271704-DR/PR

  • 2 | Boletim Informativo do Sistema FAEP n 1141 | Semana de 20 a 26 de junho de 2011

    NDICE

    2 Opinio gide Meneguette

    4 Levantamento As tarifas ferrovirias

    6 Capa A agropecuria 2011/2020

    10 Viagem Tcnica O terceiro grupo

    14 Fruticultura O exemplo italiano

    18 Sanidade Plano para Febre Aftosa

    19 Leite Os dados do Conseleite

    20 Sindicatos Sta. Isabel do Iva e Pato Branco

    21 Jurdico Horas extras

    22 Tibagi O Agrinho local

    26 Via rpida As mentiras, O azar chins Leis de Murphy, Beethoven, A ponte, O cunhado, Os cavalos e o Big Marechal

    28 Cursos Mulher Atual, Cozinha Comunitria, Empreendedor Rural, Rdeas e Posses.

    SAFrAS

    A viso distorcida do IPEAgide Meneguette presidente do Sistema FAEP

    O IPEA Instituto de Pesquisa Eco-nmica e Aplicada do Governo Federal publicou estudo defen-dendo a manuteno do atual Cdigo Flo-restal. Portanto, contra o projeto de lei do deputado Aldo Rebelo com a emenda 164 do PMDB aprovado pela Cmara Federal e que agora tramita no Senado.

    O principal argumento dos tcnicos do IPEA que o Brasil precisa honrar o compro-misso internacional de reduzir a emisso de CO2 assumido no Acordo de Copenhague. A pergunta : o governo brasileiro deve honrar um compromisso internacional mesmo que com isso prejudique milhes de produtores rurais e a prpria produo agropecuria? Que pas esse que abdica da sua soberania s para se exibir ao mundo?

    O IPEA que nos perdoe, mas essa uma viso distorcida e perversa, queren-do que os produtores rurais brasileiros se-jam taxados dos viles do meio ambiente e paguem a conta por algo que eles nem consultados foram.

    Os autores do referido estudo falam em desperdiar 18 gigatoneladas de gs car-bnico (CO2), que poderiam ser estocados caso a floresta fosse mantida. Em primeiro lugar o projeto de lei da Cmara no fala em desmatamento. Ao contrrio, inibe. O que o projeto defende que as reas de uso conso-lidado aquelas que vm sendo plantadas h anos, sejam mantidas produtivas. Essa providncia evitar que milhares de peque-nas propriedades sejam inviabilizadas por matas ciliares de dimenses absurdas. Ou que os produtores de uva, ma, caf, arroz

    Se comparar as propriedades rurais com as cidades, quem polui mais? Querem evitar emisso de CO2? Invistam em transporte urbano, obriguem as indstrias a adotar equipamentos anti-poluentes. Tratem dos esgotos e do lixo que sujam e matam os rios. Tem desmatamento e queimada na Amaznia? Para que servem os fiscais do governo seno para coibir estes crimes.

  • 3Boletim Informativo do Sistema FAEP n 1141 | Semana de 20 a 26 de junho de 2011 |

    A viso distorcida do IPEA

    sejam desalojados de suas propriedades e talvez passem a viver na periferia das gran-des cidades, onde a, sim, eles vo poluir o meio ambiente como habitantes urbanos.

    Se comparar as propriedades rurais com as cidades, quem polui mais? Querem evi-tar emisso de CO2? Invistam em transpor-te urbano, obriguem as indstrias a adotar equipamentos anti-poluentes. Tratem dos esgotos e do lixo que sujam e matam os rios. Tem desmatamento e queimada na Amaz-nia? Para que servem os fiscais do governo seno para coibir estes crimes.

    O estudo do IPEA fala muito em manu-teno da biodiversidade e nas matas que devem ser replantadas. Na verdade fize-ram a escolha: o pobre produtor rural e sua famlia que dem lugar para a jaguatirica, que alis j foi desalojada do seu habitat h

    dcadas em troca de recordes de produo agropecuria que vem salvando a balana comercial do Brasil.

    Alis, quando falam em produtor a nica meno humanizada referem-se exclusivamente aos minifndios, para di-zer que a essas milhes de famlias tanto faz ter ou no Reserva Legal. Esterilize para a produo 20% e isso indiferente, na viso de tcnicos que provavelmente nunca viram uma propriedade rural. Fao uma proposta: se eles acham que tirar 20% da propriedade mais outro percentual cor-respondente a rea de preservao perma-nente matas ciliares, proteo de nascen-tes e de encostas no faz diferena, quero ver se eles esto dispostos a reduzir seus salrios em 20 ou 30%.

    A desumanidade do estudo chega ao ponto de se referir s pastagens degrada-das como fonte de novas reas produtivas, como se o pequeno produtor do Paran pudesse aproveitar propriedades situadas na Bahia, no Par ou outro lugar longe de onde ele e sua famlia moram.

    A pergunta : o governo brasileiro deve honrar um compromisso internacional mesmo que com isso prejudique milhes de produtores rurais e a prpria produo agropecuria? Que pas esse que abdica da sua soberania s para se exibir ao mundo?

    Fern

    ando

    San

    tos

    Arq

    uivo

  • | Boletim Informativo do Sistema FAEP n 1141 | Semana de 20 a 26 de junho de 20114

    LogStIcA

    A FAEP vem atuando h anos para reduzir os gargalos para fora da porteira dos produtores rurais. Atravs do SENAR-PR e da sua ao polti-ca junto aos governos, a FAEP busca facili-tar e aprimorar a produo agropecuria.

    Agora, a Federao, em parceria com a Alcopar e a Ocepar, apresentou na ltima semana para representantes de empresas e cooperativas que dependem do transporte para seus produtos, um estudo que ser fei-to pela Esalq-Log - Grupo de Pesquisa e Ex-tenso em Logstica Agroindustrial, sobre as tarifas ferrovirias praticadas no Estado.

    Batizado como Projeto Jamaica, por-que o Esalq-Log tem a tradio de associar um nome de pas ou regio a cada projeto desenvolvido pelo grupo, o estudo ir ana-lisar todos os produtos que dependem de transporte, como soja, milho, etanol, fer-tilizantes, calcrio, carnes, entre outros, avaliando tecnicamente como se formam as tarifas.

    Com o estudo, o setor produtivo pode-r ter instrumentos para buscar a prtica da precificao de uma tarifa justa. Para isso precisamos ter referncias de planilhas de custos ferrovirios do Paran, disse o presidente do Sistema FAEP, gide Mene-guette, que fez a abertura da apresentao. Precisamos entender como estas tarifas se formam e como o governo pode e deve intervir quando necessrio, completou.

    A Agncia Nacional de Transporte Ter-restres (ANTT) iniciou consultas pblicas como a do Regulamento de Defesa dos Usurios dos Servios de Transporte Fer-rovirio de Cargas. um avano, mas o trabalho da Esalq-Log traduzir como se formam as tarifas e como o governo pode e deve intervir quando necessrio.

    A coordenadora de equipe da Esalq-Log, Priscilla Biancarelli Nunes, apresentou a me-todologia do trabalho, que deve ser conclu-do em um ano. At l sero desenvolvidos produtos (relatrios) que podero subsidiar

    Projeto vai analisar tarifas ferrovirias no ParanEstudo ser feito pelo Esalq-Log numa iniciativa da FAEP, Ocepar e Alcopar

    AtIVIdAdES

    As atividades do Esalq-Log- Coleta e anlise de preos de fretes de mais de 100 produtos.

    - Pesquisas e avaliaes de mais de 5.000 rotas, nos modais: rodovirio, ferrovirio, hidrovirio e aerovirio.

    - Informaes de dados de armazns, como: capacidade, locali-zao de infra-estrutura, nvel de ocupao/grau de ociosidade.

    - Definio de melhores rotas de escoamento, localizao e ope-rao de armazns.

    - Diagnsticos e auditorias logsticas.

    - Treinamento a profissionais e estudantes na rea logstica.- Publicaes e organizao de eventos para divulgar resultados

    de pesquisas.

  • Boletim Informativo do Sistema FAEP n 1141 | Semana de 20 a 26 de junho de 2011 | 5

    as empresas envolvidas em negociaes junto a concessionrias. O ltimo produto, a ser entregue em maio de 2012, ser uma planilha de custos, que simular o custo de frete para diversos produtos.

    O grupo de pesquisadores da Esalq-Log liderado pelo professor Jos Vicente Caixeta Filho e contar com um Comit Gestor formado por profissionais da FAEP, Ocepar e Alcopar.Compromisso Durante a reunio de apresentao, as 20 empresas participan-tes foram convidadas a integrar o projeto. Elas precisaro fornecer informaes e da-dos, que sero mantidos em sigilo, sobre o transporte de seus produtos.

    O que o Esalq-Log O Grupo de Pesquisa e Extenso em

    Logstica Agroindustrial, Esalq-Log, atua h mais de 15 anos disponibilizando in-formaes sobre o transporte de cargas di-versas. O grupo desenvolve estudos e pes-quisas aplicadas em logstica que facilitam negcios nacionais e internacionais, prin-cipalmente no segmento agroindustrial. A equipe de pesquisadores coordenada pelo professor Jos Vicente Caixeta Filho. So cerca de 30 especialistas s no quadro de pesquisadores.

    O Grupo vem se destacando nos ce-nrios internacional e nacional como re-ferncia nessa rea de conhecimento.

    Desde a sua criao, o Esalq-Log j inte-ragiu com mais de 200 instituies, desen-volvendo projetos especficos, fornecendo assinatura de sistemas de informaes, elaborando sries histricas de dados de fretes e tarifas de armazenamento.

    O Grupo tem mais de 160 publicaes e registrou cerca de 15 mil informaes le-vantadas. Entre as instituies j atendidas, esto Ambev, Agncia Nacional de Trans-portes Terrestres (ANTT), Gerdau, John Deere, Ita, Masisa, Nestl, Petrobras, Vale, Votorantim, alm de prefeituras diversas.

    ProjEtoS

    Sifreca e SiarmaA Esalq-Log disponibiliza dois siste-

    mas de informaes: Sifreca e Siarma. O primeiro coleta dados de fretes de produ-tos e rotas de empresas do ramo, trans-portadoras, usinas, caminhoneiros. Os dados so analisados e processados por meio de um software que reflete o cen-rio observado pelo mercado. O Siarma envolve pesquisas sistemticas sobre as caractersticas do armazenamento de cargas, principalmente de insumo e pro-dutos agrcolas.

    O estudo ir analisar todos os produtos que dependem de transporte, como soja, milho, etanol, fertilizantes, calcrio, carnes