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  • ESTADO DE SANTA CATHARINAAnna I 1 N. 6-0-SEGUNDA-FEIRA, 4 DE DEZEMBRO DE 1899

    ASSIGNATURASCAPITAL

    Seis mezesTres mezes

    :1$0002$000

    4$500PELO CORRElO

    Seis mezes

    PROPRIETA RIO

    Francisco d'Assis CostaRI': D A C T O R E S D I V E H_ S OS

    Colonsao da ilha de Santa Catharina eterras adjacentes

    (1.' ETADE DO SEC'VLO XVIII)

    O d-sastte occorrido na pequena colonia deDias Velho Monteiro, nos fins elo sculo XVII, importou em fco r a ilha de Santa Cathariria quasi totilmente deserta.

    Depois de alguns annos, novos povoadores yieram chegando gradualmente, occupando uns o 10-C11t da primitiva colonia, ernquanto outro, tendoobtido cartas de sesmaria dos procuradores do Marquez de Cascaes, donatrio d i Capitania. espalhavarri-se pelo liuoral do continente, fronteiro ilha, ecomeavam mesm o a penetrar no serto _

    Entre esses nlWCS povoadores citam-se AntonioAffonso e seis companheiros, que com suas familiasvieram estabelecer-se r.a ilha e terra firme; MiguelAntunes Prompto e treze companheiros, de Guaratuba, que obtiveram lotes de terras nas margens elorio Massiamb; e o capito Antonio Bicudo Camacho, em cuja companhia vieram vinte casaes, e aqnem foram concedidas as terras ao sul d.i mesmorio, nellas cornprehcndidas os campos de Ara,atuba.

    Nesse tempo tanto a ilha como a terra firme estavam 11"'t dependercia cio cornmando da Laguna, oqual por sua v z estava submettido ao Governo daCapitania de . Paulo, cuj. jurisdio e tendia-seainda sobre Iinas, Goyaz , Matto Grosso e todo osul do Brazil ,

    Em 1726, porm, toi a povoao da ilha e1eY:1-da categoria de Villa, com a denominao de N.S. do 1 iesterro e desde ento at 1738 foi ella governada successivarnente por trez commandantes.

    Convm observar que foi e ta villa a terceiracreada neste E tado, pois j existiam a de N. S. daGraa de S. Franoisco e a de St. Antonio dos Anjos da Laguna; a L", desde 1660, e a 2.', desde 17;W.

    No tempo em qu goveri ava 't. nova villa o 1.commandant ,rsargento Sebastio Rodrigues Bragana, deu-se um facto que produziu um pequ noaugmento de populao na ilha, Tendo auoorado naenseada de Cannasvieiras um navio h spanhol, muitos dos seus tripolant s, pol s mos tratos recebidosa bordo, combinaram em fugir para a torra. Infor-

    mado aquelle commandante de que uma lancha carregada de estrangeiros tentava abicar na praia uaFigueira, actualrnente Largo Badar, sahiu-Ihes aoencontro e com elles teve um ligeiro tiroteio, quelogo cessou quando os hespanhes manifestaram assuas pacificas intenes. Ento, foram bem recebidos por aquella auctoridade. que teve o prazer dev!' augmentado o pessoal da sua villa com homens,de boa conducta e que logo trataram de casar-se e estabelecer-se.

    Ti.mbem , quando em 1737 ohegou ilha o 3.0comrnandante, capito Antonio de Oliveira Bastos,com elle vieram, alm do primeiro destacamento militar, algumas farnilias naturaes de Portugal, entrecujos chefes era apontada Francisco Ferreira da Cunha corno homem de alguma fortuna.

    Assim iv pouco a pouco se desenvolvendo a populao da villa ,

    Em 11 de Agosto de 1738, foi a ilha de S -nta Catharina com a parte continental desligada do Governo de S. Paulo e elevada Capitania subalterna dado Rio de Janeiro, e, em 7 de Maro do anno seguinte, remava posse, como seu governador, o brigadeiro Jos da Silva Paes.

    Este distincto engenheiro tinha j. desempenha(;0 importantes cornmisses -do governo de Lisboa,que se prendiam colonia do Sacramento, fundadaem 1680, por ordem do mesmo governo, na margemesquerda do rio da Prata, e que desde essa epocatornara-se um verdadeiro pomo de discrdia entrePortugal e Hespanha. A sua ultima commi so tinha sido a fundao da cidade do Rio Grande.

    No podia, pois, ser mais acertada a escolha queD. Joo V delle fizera para governador da nova Capitania.

    O seu primeiro cuidado foi prover defeza dailha, mandando levantar na barra do [orte as fortalezas de a nta Cruz e Ponta Grossa, que foram concluidas, est, em 1710, e aquella, em 17-14.

    No meio da bahia do norte construiu-se tambmpelo mesmo tempo uma outra. na ilha do RatonesGrande; e, em 1742, estava terminada a de N. S. daConceio sobre um ilhte de pedras, na barra dosul.

    Cr ou tambm um batalho de artilheiros-fuzileiros, que muito bons servios prestou.

    Dirigindo as suas vistas para outros ramos doservio publico, o brigadeiro Paes occupou-se tarnbem com a organisao de algumas reparties civise, comprehendendo a necessidade do augmento rapido da populao, propoz ao governo da metropolea vinda de 4.000 casaes das ilhas dos Aores e Madeira.

    D. Joo Y tomando em considerao to judioiosa proposta, que, demais, est-iva de accordo com oseu plano de povoar o sul do Bruz il, mandou, pelasResoluces de 8 de Agosto de 1746 e 26 de Junho de17 17, alistar na ' di ta ilhas a gente que quizes e virpara Santa Catharina, declarando que aos artifices,tanto nacionaes como estrangeiros se ] hes daria, sep,undo a ua percia, uma ajuda de custo, no exce- ,d ndo de 78200 para cada um.

    Acervo: Biblioteca Pblica de Santa Catarina

  • 2 SUL-AMERICANO

    No edit-il afixado naquellas ilhas determinavase ao capito general da Capitania do Rio de Janeiro e ao governador da de Santa Cathariua, que,alm do arranjo do aquartelamento e das raes aque os oolonos tinham direito durante um anno setivesse todo o cuidado ?O o seu tratamento e gazalho; que fossem distribudos 60 casaes por cada povoao que fundassem na ilha ou nas terras adjacentes; e que lhes fossem dados animaes prpriospar.a a lavoura e tiro, dous alqueires de sernen'es e amais ferramenta necessria,

    Em breve tempo recebia EI-Rei communioacode que se achavam j insoriptas 2385 pessas dasilhas de '.Miguel, Graciosa e S. Jorge.

    Francisco de Souza Fagundes rico negociantede Lisboa, contractou ent_o o tl'i1n'sporte desses colonos, cUJo numero deveria elevar-se ainda a 4000,compromettendo-se a eff 'ctua:-o em quatro viagens,uma em cada armo.

    A primeira remessa, composta de 461 pessoas,chegou a. ant Catharinaem 1748, ainda no governo do brigadeiro Paes, que poude assim vr o comeo da realisao dos seus desejos.

    .

    Por tal frm aUf5mentl,ya gradualmeute a C')lorusao da Capitania de anta Catharina: as suasteras virgens, fe undadas ento pelos trabalhosagrcolas, apresentavam os mais brilhantes fructos-incentivo poderoso para engrossar cada vez m!lia corrente imrnigratoria.

    COMPRIMENTOS

    Completou mais um anno de existencia, alo do corrente, o nosso amigo Jovno da Costa Dutra, empregado em nossasofficinas.

    Fizeram annos hontem o nosso amigoPedro Indio do Brasil e Silva e dr. Francisco Xavier de Mattos; fazem hoje, o rev.padre Francisco Topp, o joven Aldo Linhares e o cidado Joo da Silva Dutra.

    P.ILULAS anti-d. spepticas, ferruginosas e antianemicas, do Dr. Hienzelmaun.s--no Gabinete- ulAmericano

    DECESSOVictimada por atroz infermidade,

    succumbio, ante-hontem, nesta cidade, com44 annos de idade a exma. sra. d. AnnaBrinhosa Cidade, e posa do cidado Joo Pedro Cidade.

    Pezames.-Em avanada dade, falleceu hontem,

    a exma. sra. d. Andreza Candida de Souza., Ao nosso amigo Ernesto Candido de

    Souza e s demais pes oa da famlia, enviamos nceros pezames.

    O rendimento da Alfandega durante asemana finda foi de 32:189:714.

    PELA HYGIENEAbaixo publicamos o relatrio, que, ao terminar

    os seus trabalhos, a comiuisso saniai ia da segunda zona, dirigio superitendencia municipal:

    Florianopolis, 24 de Novembro de 1899. - Cidado Coronel Superintenuente. -Tendo a cornmisso encarregada da fscalisao da 2. a zona sanitaria concludo seus trabalhos no di-i 18 do correute que foro executados com a melhor boa vOl1tadP?ssivel, vm. os membrx:) de .que ella se compe pedir-vosas ultimas provido eras, convier-e de que,como Cidados, como municipes, cumpriram altodever, imposto pelo momento. '

    Ness servio os abaixo assignados no pouparam sacrifcios, no consultaram int re 'ses particulares, nada visaram a no ser-a sade publica.

    A relao inclusa mostya-vos quaes as casas dasruas de S. Pedro e S. Martinho qu : necessit un dereparos e Iimpesa.

    O predio n, 21 da ru. de S. Pedro occupido portres senhoras Idosas, que VIvem do parco productodos eus trabalhos. No podendo, por falta de recursos, occorrerern s despesas com os con: erros e caiao geral e que a dita casa se resente, II ve a superintendencia, por conta elos cofres municipaes proceder a taes concertos, visto tratar-se de pess'i:';,q ueem absoluto, nada podem disponder xtraordinariamente,

    No relatrio anterior a est s a com ruisso deixeminvoluntariamente, de lembrar-vos duas medidas decaracter urgente, que so:

    .1.a-a creao do legar de um guarda fiscal dapraia do largo 13 de Maio; ,

    2. "--['evarar a ponte existente no fim da rua doMenino Deus.

    A alludicla ponte est em criticas condiesconstituindo um p _\l'igo para o transeunte que Inoute escur, obrigado a atravessai-a.

    '

    Alm disso accresce quo o riacho, que, por b .ixo dessa rruHlad,L ponte, procura o mar, requerprompta limpeza .

    . a rua de. So Martinh ,nas immediaes doedifcio da antiga fabrica de sabo, existe um COl't1'Oqle a bem da hygiene, deve ser demolido, e mais adlante,?a u cano que, erminnndo na praia, (1 estando obstruido pelas ar las, est a reclamar os cuidados dessa superintendencia.

    So essas, cidado superintendente, as ultimasmedidas que esta comrrusso YO lembra, conscia deqUI?, no desempenho de seus trabalhos no exhorbitou de suas nttribuies, no "O pecli uma providencia que no fosse justa e necessaria.

    Comomunicipes=-os abaixo assgnados pensamter cumprido um dever, que, 'infelizmente, no foipor todos com orehendido, como d ViA sr

    Saude e frnternidade. - Dr. Bulco rianna. -

    Alfredo Juvenal da Silva-Egydio Nocetti-Firmino Costa,

    LIGA OPERARlA

    Publicamos abaixo O resumo do balancete der

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