Verso Final Artigo SEMICT CX Geilson Rodrigues Da Silva Final

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    Do Saber Sbio ao Saber Ensinar: Aplicaes no Ensino de Qumica

    Geilson Rodrigues da Silva,geilsonrodrigues367@gmail.com Edvanio Chagas, Edvanio.chagas@ifms.edu.br

    Instituto Federal de Mato Grosso do Sul/Cmpus Coxim Resumo

    Esta pesquisa buscou evidenciar a utilizao da transposio didtica no ensino

    de Qumica, mais especificamente do saber sbio ao saber ensinar. A pesquisa

    teve carter qualitativo no qual realizou-se a anlise do livro do ensino superior

    adotado como saber sbio e dos livros didticos utilizados no ensino mdio. A

    anlise dos livros foi realizada pela Anlise de Contedo mais especificamente a

    categorizao. Como objeto de anlise utilizou-se os nmeros qunticos no qual

    evidenciou-se o processo de transposio saber sbio saber ensinar nesse

    processo de mudana do saber evidenciou-se o movimento de simplificao

    deste conceito esse fator ocasionou no distanciamento, descaracterizao assim

    como Descontextualizao desse saber contribuindo assim para diversas

    dificuldades no ensino-aprendizagem desse contedo.

    Palavras chave: Transposio Didtica, Chevallard, Livros Didticos.

    1. Introduo

    A teoria da transposio didtica proposto por Chevallard teve como objetivo

    analisar como saber sbio (aquele proposto pelos cientistas) chega at a sala de

    aula, ou seja o saber ensinado. Nesse sentido plausvel levantar a discusso

    sobre a necessidade de se analisar o percurso dos saberes qumicos at a sala

    de aula, tendo como referencial a transposio didtica.

    Em consonncia com estas ideias o PCNEM (Parmetros Curriculares

    Nacionais Do Ensino Mdio), que ao dissertar sobre o aprendizado de Qumica,

    esperado para o nvel mdio, deixa claro que se deve compreender

    transformaes qumicas, analisa-las e assim utiliz-la-s para emitir pareceres

  • 2

    enquanto cidados, alm de buscar uma compreenso do conhecimento

    cientfico, aplicado as variadas reas tecnolgicas. (BRASIL, 1999).

    Para que o ensino de qumica seja eficiente espera-se que o discente tenha

    uma solida base em qumica, especialmente se agregarem uma trilogia de

    adequao pedaggica fundada em: contextualizao, que d significado aos

    contedos e que facilite o estabelecimento de ligaes com outros campos de

    conhecimento; respeito ao desenvolvimento cognitivo e afetivo, que garanta ao

    estudante tratamento atento a sua formao, e seus interesses, assim como o

    desenvolvimento de competncias e habilidades, em consonncia com os temas

    e contedo do ensino (BRASIL, 1999; 2002).

    Com base nas proposies acima levantadas evidente a necessidade de

    uma adequao pedaggica no ensino. Isso previsto nos documentos oficiais,

    sendo crucial na prtica docente. Dentre as vrias adaptaes existentes, a teoria

    Transposio Didtica, proposto por Yves Chevallard, passa a ser utilizado no

    ensino de qumica.

    2. Fundamentao Terica

    O conceito de Transposio Didtica foi formulado originalmente pelo

    socilogo Michel Verret, em 1975. Porm, em 1982, o matemtico Yves

    Chevallard retoma essa ideia e a insere num contexto mais especfico, tornando-a

    uma teoria e com ela analisando questes importantes no domnio da

    epistemologia da Matemtica. (BROCKINGTON, 2005).

    A transposio didtica baseia-se na existncia de trs esferas de saber: o

    Saber Sbio saber produzido pelos cientistas saber original, onde se inicia o

    processo; o Saber a Ensinar ou seja o saber que faz parte dos currculos das

    escolas e o Saber Ensinado que, efetivamente, levado para sala de aula e

    ensinado aos alunos. (SIQUEIRA 2006).

    Para Chevallard um contedo do saber sbio sofre adaptaes at se tornar

    um saber a ensinar, com isto estas adaptaes vo torna-lo apto para ocupar um

    lugar entre os objetos de ensino. Por sua vez este trabalho transforma um objeto

    do saber a ensinar em objeto de ensino. Essa transformao do objeto de

  • 3

    conhecimento cientifica em objeto de conhecimento escolar para ser ensinado

    pelos professores e aprendidos pelos estudantes significa selecionar e inter-

    relacionar o conhecimento cientifico ou seja o saber sbio, adequando s

    possibilidades cognitivas dos alunos. (LEITE, 2004).

    Ainda relacionando-se a esta ideia, Chevallard (1991) defende que os

    conhecimentos saberes presentes no ensino no sejam meras simplificaes de

    objetos tirados do contexto de pesquisas com o objetivo de permitir sua

    apreenso pelos estudantes. Trata-se, pois, de novos conhecimentos capazes

    de responder a dois domnios epistemolgicos diferentes: cincia e sala de aula.

    Somando-se a viso, Brockington e Pietrocola, (2005) realizam um

    detalhamento sobre os saberes. O saber sbio , ento, aquele que aparece em

    revistas especializadas, congressos ou peridicos cientficos. Este tipo de saber

    nasce da produo e trabalho de cientistas e intelectuais. desenvolvido por

    cientistas nos institutos de pesquisas, e que passa pelo julgamento da

    comunidade cientfica. Ao ser transposto para o ambiente escolar, o saber

    transforma-se em um outro tipo de saber, o saber a ensinar que o saber que

    aparece nos programas, livros didticos e materiais instrucionais. Considera-se

    como integrantes desta esfera de saber os autores de livros didticos e

    divulgao cientfica, os professores, os especialistas de cada rea, envolvidos

    com educao e cincias. Quando o professor efetivamente ensina em suas

    aulas, tendo como base o saber a Ensinar, ele ento produz o saber ensinado. H

    predomnio de valores didticos, pois agora a finalidade desta transposio est

    voltada para o trabalho do professor em sua prtica diria. importante ressaltar

    que nem todos os saberes do domnio do Saber Sbio faro parte do cotidiano

    escolar.

    importante enfatizar ainda o quanto a transposio dos saberes cientficos

    para a sala de aula induz a uma ideia de simplificao, de que, ao se ensinar

    cincias no ensino mdio, tem-se o processo onde o cerne tornar mais simples

    conceitos complicados, algo que difere totalmente das idealizaes presentes no

    processo de modelagem. (BROCKINGTON e PIETROCOLA, 2005).

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    De acordo com CHEVALLARD (1991) a forma de relacionamento entre o

    Saber Ensinado e o Saber Sbio um dos pontos fundamentais em toda a

    didtica. As relaes ocorrem dentro de um ambiente que configura um contexto

    escolar (o Sistema Didtico) que est inserido num universo que se encontra

    dentro de um ambiente externo (o Sistema de Ensino) que est por sua vez

    inserido dentro de um contexto mais complexo, a Sociedade.

    A mediao entre a sociedade e o Sistema de Ensino realizada pela

    noosfera. A noosfera o centro operacional do processo de transposio, que

    traduzir nos fatos a resposta ao desequilbrio criado e comprovado dentro da

    noosfera se produzir todo conflito entre sistema e entorno e ali encontra seu

    lugar privilegiado de expresso, ou seja, na noosfera ocorrero conflitos

    inevitveis s transformaes dos saberes, onde os vrios atores das diferentes

    esferas negociam seus interesses, pontos de vistas e necessidades.

    (BROCKINGTON e PIETROCOLA, 2005).

    A principal contribuio do trabalho de Chevallard consistiu claramente na

    anlise das modificaes de um conceito ao ser transposto do contexto da

    pesquisa para o do ensino. O conceito matemtico foco da pesquisa de

    Chevallard ao ser transposto, de um contexto ao outro, sofreu diversas

    modificaes. Ao ser apresentado no ensino, tal saber guarda semelhanas com

    o saber original nascido no contexto da pesquisa, porm j no mais o mesmo

    saber. Esse processo de transposio transforma o saber, dando-lhe outro carter

    epistemolgico (ASTOLFI e DEVELAY, 1995).

    No Ensino de Cincias a maior parte dos casos o saber apresenta

    modificado de maneira que parece provocar diversas deformaes

    epistemolgicas. Com isso passa a ser de suma importncia ter uma maior

    compreenso do processo de transposio didtica.

    3. Objetivos

    Compreender e refletir acerca da transposio didtica no ensino de

    qumica.

    Realizar uma reviso de literatura acerca da transposio didtica nos

    Peridicos de ensino de cincias.

  • 5

    Analisar livros tcnicos do ensino superior e livros didticos do ensino mdio.

    4. Metodologia

    Este artigo trata-se de uma pesquisa qualitativa do tipo exploratria na qual

    os dados foram obtidos primeiramente em um levantamento bibliogrfico nos

    peridicos qualis de ensino A1, A2, B1 e B2 disponveis online e gratuitamente e

    aps esse levantamento foi realizada a anlise de um livro do ensino superior e

    de livros didticos do ensino mdio.

    Para anlise dos dados obtidos na pesquisa, utilizou-se a anlise de

    contedo de Laurence Bardin (2009), mais especificamente a Categorizao, que

    um conjunto de tcnicas utilizadas para analisar a comunicao. A anlise de

    contedo tem uma organizao bem definida, e que organizam-se em torno de

    trs fases, conforme descrito por Bardin: a pr-anlise; a explorao do material;

    e o tratamento dos resultados: a inferncia e a interpretao.

    A pr-anlise a fase na qual os dados passam por uma leitura flutuante,

    onde o pesquisador possui o intuito de conhecer as respostas obtidas. A partir de

    leituras mais analticas, j possvel relacionar ao objetivo da pesquisa algumas

    categorias. (BARDIN, 2009)

    A explorao do material constitui a segunda fase, que a definio das

    categorias (sistemas de codificao) a partir do material j selecionado e a

    identificao das unidades de registro (unidade de significao a codificar

    corresponde ao segmento de contedo a considerar como unidade base, visando

    categorizao e contagem frequencial) e das unidades de contexto nos

    documentos (unidade de compreenso para codificar a unidade de registro que

    corresponde ao segmento da mensagem, a fim de compreender a significao

    exata da unidade de registro). A explorao do material consiste numa etapa

    importante, porque vai possibilitar ou no a riqueza das interpretaes e

    inferncias (Bardin, 2009).

    A partir dessas prerrogativas utilizou-se como referncia para o Saber Sbio

    o livro do ensino superior Qumica: A Cincia Central (BROW, LEMAY,

    BURSTEN, 2009), analisou-se os nmeros qunticos. Como referncia para o

    saber ensinar adotou-se os livros do ensino mdio: Qumica na abordagem do

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    cotidiano, Volume 1 (PERUZZO e CANTO, 2006), Qumica Geral Volume 1

    (USBERCO e SALVADOR, 2009) Qumica, volume 1 (FELTRE, 2006) e

    InterAtividade Qumica (MARTHA REIS, 2003).

    5. Resultados e Discusso

    Por meio da anlise bibliogrfica evidencia-se uma preocupao com a

    utilizao da transposio didtica no ensino de qumica mas especificamente da

    transposio externa que analisa o saber sbio para o saber a ensinar. No quadro

    1 evidencia-se quantitativamente os artigos publicados.

    Quadro 1: reas do conhecimento obtidas x Quantidade de artigos.

    O processo da transposio externa est em foco na maior parte dos

    trabalhos analisados no qual diversos artigos abordavam os livros didticos

    buscando pelos elementos que distanciam o saber como deformaes mudanas

    conceituais. Este fator de distanciamento do saber evidenciado nos diversos

    artigos torna-se marcante o processo de simplificao dos contedos o que

    refora a viso dos autores sobre a necessidade da utilizao da transposio

    didtica no ensino de qumica.

    A partir dessas discusses torna-se categrico compreendermos como o

    saber sbio chega ao saber a ensinar uma vez que a mudana do saber provoca

    erros epistemolgicos em diversos livros didticos o que acaba por perpassar

    reas N de Artigos

    Ensino de Fsica 6

    Ensino de Biologia 3

    Reviso de literatura, que contemplou o ensino

    de Fsica e Geografia

    3

    Ensino de Matemtica 4

    Ensino de Qumica 9

    Ensino de Informtica 1

    Educao/Didtica, Ensino de Fsica, Ensino de

    Qumica

    6

    Educao 3

    Biologia 1

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    para o professor e para sua prtica como docente levando a diversas dificuldades

    de aprendizagem por parte dos discentes.

    Por meio da anlise do livro ensino superior adotado como saber sbio

    elencou-se cincos categorias que so respectivamente 1 Histricos

    (Experincias), 2 Fundamentao Conceitual, 3 Ilustraes dos orbitais, 4

    Aplicaes Tecnolgicas, 5 Distribuio Eletrnica.

    Essas categorias foram obtidas a partir da anlise do saber sbio presente

    no livro do ensino superior. Para este saber chegar aos livros didticos sofreu

    diversas mudanas que so analisadas pela transposio didtica externa.

    Em consonncia com est ideia no trabalho desenvolvido Por Silva, Martins

    e Chagas (2014), evidenciou-se por meio de uma reviso de literatura nos

    peridicos a existncia de diversos trabalhos que abordam a transposio

    externa, contudo esses trabalhos apontam para a mesma problemtica que a

    transposio didtica do saber sbio para o saber a ensinar no foi realizada com

    exido o que ocasionou em erros e deformaes epistemolgicas.

    Ainda nesse veis Siqueira (2006) especifica que na transposio externa o

    conhecimento reestruturado para uma linguagem mais simples adequando-se

    ao ensino, sendo reorganizado novamente de uma maneira lgica e atemporal o

    saber organizado de forma linear, no obedecendo a ordem cronolgica das

    descobertas cientificas.

    A partir dessas prerrogativas percebe-se a necessidade de analisar como o

    conhecimento cientifico chega at os livros didticos. Tendo como base nessas

    afirmaes visualiza-se no quadro 1 os livros analisados com suas respectivas

    caractersticas.

    Quadro 2 Livros analisados com seus respectivos aspectos

    Livros

    Aspectos

    QUMICA NA ABORDAGEM

    DO COTIDIANO (PERUZZO E

    CANTO)

    QUMICA GERAL

    (USBERCO E

    SALVADOR)

    QUMICA (RICARDO FELTRE)

    INTERATIVIDADE

    QUMICA (MARTHA REIS)

    Histricos/Experincias No apresenta Apresenta Apresenta No apresenta

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    Fundamentao Conceitual

    Apresenta Apresenta Apresenta Apresenta

    Ilustraes do Orbital No apresenta Apresenta Apresenta Apresenta

    Aplicaes Tecnolgicas

    No apresenta No apresenta

    No apresenta

    Apresenta

    Distribuio Eletrnica Apresenta Apresenta Apresenta Apresenta

    Por meio do quadro 2 evidencia-se que as diversas caractersticas presente

    no saber sbio se perdeu durante o processo de transposio didtica externa.

    Nos aspectos histricos observa-se que esse tpico encontra-se abordado de

    diferentes formas sejam superficiais ou apenas citam determinada data

    evidenciando-se assim uma forma simplificada de abordagem do contedo.

    Em relao ao segundo aspecto visualiza-se que todos os livros trazem a

    fundamentao conceitual contudo est base conceitual apenas mascara o saber

    sbio uma vez que a pouca profundidade da abordagem dos nmeros qunticos

    mais uma vez remete ao cerne tornar mais simples um conceito, ou seja este

    processo acaba por descaracterizar o saber sbio. Nesse veis Filho (2000) afirma

    que o saber a ensinar um produto organizado e hierarquizado em grau de

    dificuldade, resultante de um processo de total descontextualizao e degradao

    do saber sbio. Esses processos distancia os nmeros qunticos do saber

    original mesmo a base conceitual estando presente em todos os livros a ideia da

    simplificao torna-se categrica.

    Na Ilustrao dos orbitais mais uma vez evidencia-se que o livro qumico na

    abordagem do cotidiano obteve um resultado ruim aonde a esse saber encontra-

    se com diversas descaracterizaes em relao ao saber sbio. Nos demais

    livros analisados a ilustrao dos orbitais se fez presente. Esta ilustrao aliado

    com uma boa abordagem conceitual pode contribui para um melhor entendimento

    dos discentes em relao a esse contedo.

    Conforme discutido por FILHO (2000), o saber ensinar apresenta-se

    descontextualizado este fato evidencia-se quando se analisa as aplicaes

    tecnolgicas apenas o livro da Martha Reis (2003) ateve-se a preocupao de

    mostrar as aplicaes tecnolgicas dos nmeros qunticos este fato contribui com

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    a ideia de que o saber contido nos livros didticos no possui vnculo com as

    pesquisas cientificas sendo apenas inserido nos livros no demostrando como foi

    a construo de uma teoria cientifica o que acaba por levar os discentes a um

    desinteresse pela cincia e assim reforando a Descontextualizao do contedo.

    O ltimo quesito analisado a distribuio eletrnica encontra-se presente em

    todos os livros sendo que no livro qumica a abordagem do cotidiano

    apresentada uma breve fundamentao conceitual em seguida apresentado a

    distribuio eletrnica no apoiando-se ao trip de conhecimentos a

    contextualizao assim como os aspectos histricos.

    6. Consideraes Finais

    Com base na reviso de literatura evidencia-se que a maior parte dos artigos

    encontrados preocuparam-se com a discusso do saber sbio para o saber a

    ensinar apontando para a mesma problemtica que o saber foi modificado

    deformado provocando erros epistemolgicos.

    Nos livros analisados evidenciou-se a ideia da simplificao, este movimento

    to comum no ensino mdio provoca distores e erros conceituais sendo de

    fundamental importncia para os docentes buscar sanar ou mesmo minimizar

    estes erros para que os conceitos cientficos no remetam a ideia de

    Descontextualizao do contedo distanciando assim do cotidiano dos discentes.

    Enfim categrico que o docente compreenda o processo de transposio para

    que possa auxiliar o processo de aprendizado dos discentes.

    Na prxima etapa desta pesquisa visar preparar um material didtico,

    efetivando a transposio saber sbio-saber a ensinar, e a realizao de uma

    interveno didtica, saber a ensinar-saber ensinado, conforme as regras da

    transposio didtica.

    7. Agradecimentos

    Agradecemos ao programa PIBIC/IFMS/CNPq, pelo apoio financeiro. 8. Referncias

    ASTOLFI, J. P; DEVELAY, M. A Didtica das Cincias. Papirus. Campinas,

    1995.

    BARDIN, L. Anlise de Contedo. 4.ed. Lisboa: Edies 70, 2009.

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    BRASIL. MEC. Parmetros Curriculares Nacionais: Ensino Mdio. Braslia: MEC/SEMTEC, 1999. BROCKINGTON, G. A Realidade escondida: a dualidade onda-partcula para estudantes do Ensino Mdio. 2005. 268 f. Dissertao de Mestrado. Instituto De Fsica, Instituto De Qumica E Faculdade De Educao, Universidade de So Paulo. So Paulo.

    BROCKINGTON, G.; PIETROCOLA, M. Sero As Regras Da Transposio

    Didtica Aplicveis Aos Conceitos De Fsica Moderna? Investigaes em

    Ensino de Cincias V.10, n.3, p. 387-404, 2005.

    BROWN, T. L.; LEMAY, H. E; BURSTEN B.E. Qumica: A cincia central. 9. Ed. So Paulo: Pearson Education 2009.

    CHEVALLARD, Y. La Transposicin Didctica: del saber sabio al saber

    enseado. 2. ed. Buenos Aires: La Pense Sauvage,1991.

    FELTRE, R. Qumica. Vol 1. 7 ed. So Paulo: Editora Moderna, 2006.

    FILHO, J.P.A. Regras Da Transposio Didtica Aplicadas Ao Laboratrio

    Didtico. Cadernos Catarinense de Ensino de Fsica. Vol.17,n.2, p.174-188,

    2000.

    PERUZZO, F. M.; CANTO, E.L. Qumica na abordagem do cotidiano. 4 ed.

    So Paulo: Moderna 2006.

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    SIQUEIRA, M.R.P. Do Visvel ao Indivisvel: uma proposta de Fsica de

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