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  • 55Uso de Tcnicas de Geoprocessamento na Construo do Mapa de Solos doCampo Experimental da Caatinga da Embrapa Semi-rido

    Uso de Tcnicas deGeoprocessamento naElaborao do Mapa deSolos do CampoExperimental da Caatingada Embrapa Semi-ridoUse of GIS Techniques for MappingSoils of the Experimental Field ofCaatinga of Embrapa TropicalSemi-rid

    Saulo Medrado dos Santos1; Tatiana Ayako Taura2;Ludmila Santos Maia1; Tony Jarbas Ferreira Cunha3;Roseli Freire de Melo3; Ido Bezerra S3

    Resumo

    1 Estagirio(a) da Embrapa Semi-rido; 2 Analista da Embrapa Semi-rido;3Pesquisador(a) da Embrapa Semi-rido, BR 428, Km 125, Zona rural, Caixapostal 23, Petrolina, PE - CEP 56302-970; roseli.melo@cpatsa.embrapa.br.

    Com o avano das tcnicas de cartografia digital, surgiu a necessidadede adequar os antigos documentos cartogrficos para o ambientecomputacional. H diversas vantagens, dentre elas: tem-se amanipulao dos dados, a gerao de novos dados, o cruzamento deinformaes, alm da diminuio de espao fsico para armazenamentode documentos. A Embrapa Semi-rido possui uma grande quantidade demapas em papel, e h uma necessidade de convert-los digitalmente.Esse trabalho apresenta a metodologia de converso do mapa de solospara ambiente digital que ser umas das informaes que iro compor oSistema de Informaes Geogrficas (SIG) do Campo Experimental daCaatinga. Os mapas de solos so importantes, pois auxiliam nasatividades relacionadas com o planejamento da utilizao e ocupaodas terras, tanto para fins agrosilvipastoris quanto para preservaoambiental e manejo de bacias hidrogrficas.

    Palavras-chave: Mapeamento. Cartografia digital. Solos.

  • 56 Uso de Tcnicas de Geoprocessamento na Construo do Mapa de Solos doCampo Experimental da Caatinga da Embrapa Semi-rido

    Material e Mtodos

    Introduo

    A Embrapa Semi-rido participa do projeto institucional: Implantao de Diretrizesde Gesto Ambiental que, dentre as suas aes, est a elaborao do plano demanejo dos campos experimentais, cujo objetivo racionalizar o uso do solo eassim, facilitar a sua gesto. A ao responsvel pelo mapeamento detalhadodo Campo Experimental da Caatinga da Embrapa Semi-rido.

    Inicialmente, foi necessrio reunir mapas e documentos de uso do solo, altimetria,classificao dos solos, vegetao, entre outros que, com a utilizao degeotecnologias, sero otimizadas e contribuiro para o zoneamento e o usoracional e legal dos espaos existentes.

    Esse trabalho apresenta a metodologia empregada para elaborao do mapa desolos do Campo Experimental da Caatinga utilizando tcnicas de cartografia digital.

    A elaborao de um mapa de solos permite conhecer os potenciais e limitaesde acordo com sua classificao. Foi necessria a mudana de nomenclatura dasclasses dos solos, pois o mapa base encontrava-se na classificao antiga desolos, de 1989.

    Para a construo do mapa digital foi utilizado o mapa analgico (em papel) desolo da rea referente a um levantamento semicadastral da Embrapa Semi-ridona escala 1:7.500 do ano de 1989 (BURGOS; CAVALCANTI, 1990) e o GPS denavegao modelo GPSmap 60CSx. O software utilizado neste trabalho foi oArcgis verso 9.0 da Environment Systems Research Institute (ESRI) que possuimdulos de cartografia digital.

    A converso dos mapas em ambiente digital se iniciou com o processo dedigitalizao. Segundo Fitz (2008a), esse processo conhecido comoescanerizao, onde um produto como um mapa introduzido para oambiente computacional com o uso de um scanner e convertido emimagem digital. O procedimento utilizado para a digitalizao de umaimagem teve os seguintes passos: 1) escolheu-se a resoluo da imagem aser gerada; trata-se da quantidade de pixels ou pontos por polegada (dpi),em geral, recomenda-se digitalizar uma imagem com, no mnimo, 300 dpi;2) escolheu-se a quantidade de cores a ser trabalhada (resoluoradiomtrica), geralmente, trabalha-se com 256 nveis ou valores por cor; 3)

  • 57Uso de Tcnicas de Geoprocessamento na Construo do Mapa de Solos doCampo Experimental da Caatinga da Embrapa Semi-rido

    por fim, realizou-se alguns ajustes (brilho, contraste, tamanho da rea etc.)na imagem digitalizada. O formato gerado foi matricial e/ou raster, e os maiscomuns so: bmp, tiff, jpg e gif, conforme Fitz (2008a).

    Este trabalho foi realizado com imagens de 300 dpi, e da utilizao dosistema RGB com 256 cores em formato jpg.

    Convertido o mapa analgico em mapa digital, utilizou-se o mduloArcscan do Arcgis para adequar a imagem a etapa de vetorizao.Converteu-se essa imagem em escala de cinza de 8 bits (256 nveis decinza por pixel) e transformou-se em imagem preta e branca, ou seja,cada pixel assumiu o valor 0 (preto) ou 1 (branco).

    Posteriormente, realizou-se o georeferenciamento, onde se atribuiu simagens coordenadas coletadas em campo com GPS de navegao empontos distribudos no mapa utilizando o mdulo georeferencing presenteno ArcMap do ArcGis. Iniciou-se ento o processo de vetorizao, quesegundo Fitz (2008b) pode ser manual, semiautomtica e automtica. Aforma usada foi a de vetorizao semiautomtica onde procurou-semesclar vetorizao automtica com a vetorizao manual.

    O procedimento foi: o operador direcionou as aes do computador, ouseja, o operador decidiu o caminho a ser percorrido pelo cursor quandodo encontro de uma interseco de linhas - n - e quando da transformaodos pixels da imagem raster em vetores. Por fim, criou-se um banco dedados com a incluso de informaes de declividade, fase depedregosidade, nome da classe de solo e observaes descritas no mapaoriginal em cada polgono vetorizado. A Fig. 1 apresenta a ligao dopolgono ao banco de dados.

  • 58 Uso de Tcnicas de Geoprocessamento na Construo do Mapa de Solos doCampo Experimental da Caatinga da Embrapa Semi-rido

    Fig. 1. Ligao do polgono ao banco de dados (tabela).

    Tabela 1. Converso de classes de solos.

    Observou-se que a classificao utilizada no mapa no seguia aospadres atuais de nomenclatura, sendo necessria a sua atualizao.Para tanto, utilizou-se o novo Sistema Brasileiro de Classificao deSolos apresentados por Santos et al. (2006). A Tabela 1 apresenta aantiga e atual nomenclatura utilizada neste trabalho.

  • 59Uso de Tcnicas de Geoprocessamento na Construo do Mapa de Solos doCampo Experimental da Caatinga da Embrapa Semi-rido

    Resultados e Discusso

    Fig. 2. Mapa de Solos (a) Mapa de solos com as fases de pedregosidade (b).

    A Fig. 2a e a Fig. 2b apresentam os mapas de solos e de fase depedregosidade na escala de 1:35.000. Esses mapas foram elaboradospara serem apresentados numa folha do tamanho A4 (210 mm x 297 mm),porm, o nvel de detalhamento das informaes do mapa base, o analgico,permite representar essas informaes at a escala cartogrfica de 1:7.500.

    O Campo Experimental da Caatinga possui trs tipos de solos: ArgissoloVermelho-Amarelo com rea aproximada de 2775,64 ha; PlanossoloHplico, 23,76 ha e Vertissolo Hidromrfico, 7,71 ha, reas tambmaproximadas, resultando em 120 manchas de solo variando em quatrofases de pedregosidade: rasos, pouco pedregosa, pedregosa e profundos,com declividade mxima de 4 %.

  • 60 Uso de Tcnicas de Geoprocessamento na Construo do Mapa de Solos doCampo Experimental da Caatinga da Embrapa Semi-rido

    Referncias

    Concluses

    A metodologia empregada para a construo do mapa de solos a partir davetorizao semiautomtica foi eficiente, pois otimizou tarefas tediosasinerentes no processo manual. A informao, por estar em ambientedigital, facilitou a implantao de um banco de dados que permite aatualizao das informaes, a flexibilidade em realizar modificaes, agerao de diferentes mapas como foi o caso da fase de pedregosidade dosolo. O mapa est adequado para compor o SIG que ir contribuir paradiversos planos que sero implantados para o campo experimental.

    BURGOS, N.; CAVALCANTI, A. C., Levantamento detalhado dos solos da rea desequeiro do CPATSA. Petrolina, PE. Rio de Janeiro: EMBRAPA-SNLCS; Petrolina:EMBRAPA-CPATSA, 1990. 145 p.

    FITZ, P. R. Cartografia bsica. So Paulo: Oficina de Textos, 2008a.

    ------. Introduo ao geoprocessamento. Canoas: Unilassale, 2008b.

    SANTOS, H. G. dos; JACOMINE, P. K. T.; ANJOS, L. H. C. dos; OLIVEIRA, J. B. de; COELHO,M. R.; LUMBRERAS, J. F.; CUNHA, T. J. F., Sistema brasileiro de classificao desolos. 2. ed. Rio de Janeiro: Embrapa Solos, 2006. 306 p.