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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ SETOR DE CIÊNCIAS DA SAÚDE – HOSPITAL DE CLÍNICAS DIRETORIA DE ENSINO E PESQUISA Edital n° 01/2011 – HC - Edital n° 01/2010 – HT Prova Geral – 07/11/2010 001 – Residência Médica INSTRUÇÕES 1. Aguarde autorização para abrir o caderno da prova. 2. Confira, abaixo, seu número de protocolo e nome. Assine no local indicado. 3. A interpretação das questões é parte do processo de avaliação, não sendo permitidas perguntas aos aplicadores de prova. 4. Nesta prova, as questões são de múltipla escolha com cinco alternativas cada uma, sempre na sequência a, b, c, d, e, das quais somente uma deve ser assinalada. 5. Ao receber o cartão-resposta, examine-o e verifique se o nome nele impresso corresponde ao seu. Caso haja irregularidade, comunique-a imediatamente ao aplicador de prova. 6. O cartão-resposta deverá ser preenchido com caneta esferográfica preta, tendo-se o cuidado de não ultrapassar o limite do espaço para cada marcação. 7. No cartão-resposta, a marcação de mais de uma alternativa em uma mesma questão, rasuras e o preenchimento além dos limites do círculo destinado para cada marcação poderão anular a questão. 8. Não haverá substituição do cartão-resposta por erro de preenchimento. 9. Não serão permitidas consultas, empréstimos e comunicação entre candidatos, bem como o uso de livros, apontamentos e equipamentos, eletrônicos ou não, inclusive relógio. O não-cumprimento dessas exigências implicará a exclusão do candidato deste concurso. 10. Os aparelhos celulares deverão ser desligados e colocados OBRIGATORIAMENTE no saco plástico. Caso essa exigência seja descumprida, o candidato será excluído do concurso. 11. Ao concluir a prova, permaneça em seu lugar e comunique ao aplicador de prova. Aguarde autorização para devolver o caderno da prova e o cartão-resposta, devidamente assinados, e a ficha de identificação. 12. O tempo para o preenchimento do cartão-resposta está contido na duração desta prova. 13. Se desejar, anote as respostas no quadro abaixo, recorte na linha indicada e leve-o consigo. DURAÇÃO DESTA PROVA: 4 HORAS Clínica Médica Cirurgia Geral Ginecologia e Obstetrícia Pediatria Medicina Preventiva e Social INSCRIÇÃO TURMA NOME DO CANDIDATO ASSINATURA DO CANDIDATO .................................................................................................................................................................................................................................. RESPOSTAS 01 - 11 - 21 - 31 - 41 - 51 - 61 - 71 - 81 - 91 - 02 - 12 - 22 - 32 - 42 - 52 - 62 - 72 - 82 - 92 - 03 - 13 - 23 - 33 - 43 - 53 - 63 - 73 - 83 - 93 - 04 - 14 - 24 - 34 - 44 - 54 - 64 - 74 - 84 - 94 - 05 - 15 - 25 - 35 - 45 - 55 - 65 - 75 - 85 - 95 - 06 - 16 - 26 - 36 - 46 - 56 - 66 - 76 - 86 - 96 - 07 - 17 - 27 - 37 - 47 - 57 - 67 - 77 - 87 - 97 - 08 - 18 - 28 - 38 - 48 - 58 - 68 - 78 - 88 - 98 - 09 - 19 - 29 - 39 - 49 - 59 - 69 - 79 - 89 - 99 - 10 - 20 - 30 - 40 - 50 - 60 - 70 - 80 - 90 - 100 - Anos

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  • UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARAN

    SETOR DE CINCIAS DA SADE HOSPITAL DE CLNICAS DIRETORIA DE ENSINO E PESQUISA

    Edital n 01/2011 HC - Edital n 01/2010 HT

    Prova Geral 07/11/2010

    001 Residncia Mdica

    INSTRUES

    1. Aguarde autorizao para abrir o caderno da prova.

    2. Confira, abaixo, seu nmero de protocolo e nome. Assine no local indicado.

    3. A interpretao das questes parte do processo de avaliao, no sendo permitidas perguntas aos aplicadores de prova.

    4. Nesta prova, as questes so de mltipla escolha com cinco alternativas cada uma, sempre na sequncia a, b, c, d, e, das quais somente uma deve ser assinalada.

    5. Ao receber o carto-resposta, examine-o e verifique se o nome nele impresso corresponde ao seu. Caso haja irregularidade, comunique-a imediatamente ao aplicador de prova.

    6. O carto-resposta dever ser preenchido com caneta esferogrfica preta, tendo-se o cuidado de no ultrapassar o limite do espao para cada marcao.

    7. No carto-resposta, a marcao de mais de uma alternativa em uma mesma questo, rasuras e o preenchimento alm dos limites do crculo destinado para cada marcao podero anular a questo.

    8. No haver substituio do carto-resposta por erro de preenchimento.

    9. No sero permitidas consultas, emprstimos e comunicao entre candidatos, bem como o uso de livros, apontamentos e equipamentos, eletrnicos ou no, inclusive relgio. O no-cumprimento dessas exigncias implicar a excluso do candidato deste concurso.

    10. Os aparelhos celulares devero ser desligados e colocados OBRIGATORIAMENTE no saco plstico. Caso essa exigncia seja descumprida, o candidato ser excludo do concurso.

    11. Ao concluir a prova, permanea em seu lugar e comunique ao aplicador de prova. Aguarde autorizao para devolver o caderno da prova e o carto-resposta, devidamente assinados, e a ficha de identificao.

    12. O tempo para o preenchimento do carto-resposta est contido na durao desta prova.

    13. Se desejar, anote as respostas no quadro abaixo, recorte na linha indicada e leve-o consigo.

    DURAO DESTA PROVA: 4 HORAS

    Clnica Mdica

    Cirurgia Geral

    Ginecologia e Obstetrcia

    Pediatria

    Medicina Preventiva e Social

    INSCRIO

    TURMA

    NOME DO CANDIDATO

    ASSINATURA DO CANDIDATO

    ..................................................................................................................................................................................................................................

    RESPOSTAS 01 - 11 - 21 - 31 - 41 - 51 - 61 - 71 - 81 - 91 - 02 - 12 - 22 - 32 - 42 - 52 - 62 - 72 - 82 - 92 - 03 - 13 - 23 - 33 - 43 - 53 - 63 - 73 - 83 - 93 - 04 - 14 - 24 - 34 - 44 - 54 - 64 - 74 - 84 - 94 - 05 - 15 - 25 - 35 - 45 - 55 - 65 - 75 - 85 - 95 - 06 - 16 - 26 - 36 - 46 - 56 - 66 - 76 - 86 - 96 - 07 - 17 - 27 - 37 - 47 - 57 - 67 - 77 - 87 - 97 - 08 - 18 - 28 - 38 - 48 - 58 - 68 - 78 - 88 - 98 - 09 - 19 - 29 - 39 - 49 - 59 - 69 - 79 - 89 - 99 - 10 - 20 - 30 - 40 - 50 - 60 - 70 - 80 - 90 - 100 -

    Anos

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    CLNICA MDICA

    01 - A respeito do tratamento da hipertenso arteri al sistmica, identifique as afirmativas a seguir c omo verdadeiras (V) ou falsas (F):

    ( ) Dietas deficientes em potssio, clcio e magn sio esto associadas com aumento da presso arteri al e da hipertenso.

    ( ) A introduo da hidroclorotiazida em dosagens superiores a 50 mg ao dia provou ser benfica em r eduzir a presso arterial com baixos ndices de hipocalemia, resistncia insulnica e aumento do colesterol.

    ( ) Os estudos de meta-anlise sobre as diferente s classes de anti-hipertensivos sugere que as seis maiores classes so equivalentes em sua eficcia em reduzir a presso arterial quando utilizadas em monoterapi a.

    ( ) A expresso hipertenso resistente refere-s e queles pacientes com presso arterial maior que 140/90 mmHg, apesar do uso de 3 ou mais agentes anti-hipertensiv os, incluindo diurticos.

    Assinale a alternativa que apresenta a sequncia co rreta, de cima para baixo.

    a) V V F V. *b) V F V V. c) F F V F. d) F V F F. e) V V V F.

    02 - Assinale a alternativa que apresenta um fator que NO predispe sndrome de apneia e hipopneia obstrutiva do sono.

    a) Obesidade. *b) Hipertenso. c) Hipotireoidismo. d) Acromegalia. e) S. Ehlers-Danlos.

    03 - de suma importncia para o mdico entender os efeitos que uma medicao pode ter sobre outra. Ne sse sentido,

    assinale a alternativa correta sobre os efeitos que a nicotina tem sobre as medicaes.

    a) A nicotina interage com os beta-bloqueadores, aumentando sua capacidade de reduzir a frequncia cardaca e a presso sangunea.

    b) A nicotina interage com o estrognio oral, diminuindo o seu clearance heptico. c) A nicotina interage com a heparina, desacelerando seu clearance. *d) A nicotina interage com a insulina, diminuindo a sua absoro por vasoconstrio da pele. e) A nicotina interage com a trazodona, aumentando sua concentrao srica.

    04 - Usando os critrios diagnsticos para diabetes da American Diabetes Association (ADA) de 2007, nu mere a coluna

    da direita de acordo com sua correspondncia com a da esquerda.

    1. Glicemia normal. 2. Intolerncia glicose. 3. Diabetes.

    ( ) Glicemia sem jejum de 290 mg/dl. ( ) Glicemia de jejum de 80 mg/dl. ( ) Glicemia de jejum de 118 mg/dl. ( ) Glicemia de jejum de 128 mg/dl. ( ) Teste de tolerncia oral glicose de 155 mg/ dl. ( ) Teste de tolerncia oral glicose de 126 mg/ dl.

    Assinale a alternativa que apresenta a numerao co rreta da coluna da direita, de cima para baixo.

    *a) 3 1 2 3 2 1. b) 2 1 3 3 2 2. c) 3 2 1 2 3 3. d) 2 1 2 2 3 3. e) 3 2 1 3 2 1.

    05 - Um homem de 30 anos submeteu-se a dieta rigoro sa, no avaliada por mdico ou nutricionista, nos ltimos quatro

    meses. Ele no possua problemas prvios de sade, m as agora se queixa de fadiga. Um hemograma revelou hemoglobina de 10,3 g/dl e o volume corpuscular md io de 110 fl. Qual das alternativas abaixo a etio logia da anemia?

    *a) Deficincia de cido flico. b) Deficincia de ferro. c) Talassemia. d) Anemia sideroblstica. e) Deficincia de cianocobalamina (vitamina B12).

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    06 - Paciente feminina de 50 anos apresenta queixa d e 2 anos sofrendo de astenia, fadiga e perda de pes o. Relata que nesse perodo evoluiu com queixa de dor articular e m mos, punhos, joelhos e tornozelos. Informa que n as manhs apresenta dificuldade para movimentar essas articul aes, melhorando aps 90 minutos aproximadamente. Informa tambm que nesse perodo fez exames que demonstrava m uma anemia normictica e normocrmica discreta, c om fator antinuclear (1:60) e fator reumatoide positiv o. Tinha anti-DNA de dupla fita negativa. Fez tamb m RX de mos, que mostrou eroses sseas justa-articulares. Nesse perodo teve queixa de dispneia e foi feito RX de t rax, que mostrou derrame pleural. Foi drenado e mostrou lqu ido pleural com glicose bastante baixa, ADA e BAAR indetectvel e culturas para germes comuns e fungos negativas. Ao exame apresentava edema e dor movimentao pas siva das articulaes de joelho e de interfalangean as proximais de 4 e 5 quirodctilos bilateralmente. Fo i realizada puno articular em joelho direito, mos trando lquido sinovial de padro inflamatrio e sem presena de c ristais.

    Assinale a alternativa que corresponde ao diagnsti co do caso descrito acima.

    a) Tuberculose pleural. *b) Artrite reumatoide. c) Lupus eritematoso sistmico. d) Gota. e) Esclerose sistmica.

    07 - Assinale a alternativa que NO indica uma cond io sistmica associada a risco aumentado de forma o de clculos

    renais.

    a) Cirurgia baritrica. *b) Hipoparatireoidismo. c) Acidose tubular renal. d) Gota. e) Diabetes mellitus.

    08 - Com relao ao efeito do uso de corticosteroid es nos pacientes, identifique as afirmativas abaixo como verdadeiras

    (V) ou falsas (F):

    ( ) H um aumento do nmeros dos neutrfilos e um a diminuio dos linfcitos, moncitos, eosinfilos e basfilos circulantes.

    ( ) H uma diminuio na funo imune celular e d e produo de imunoglobulinas por parte dos linfci tos. ( ) H uma diminuio das citocinas pr-inflamat rias: IL-1, IL-2, IL-6. ( ) H aumento de citocinas anti-inflamatrias: I L-4, IL-10 e IL-13.

    Assinale a alternativa que apresenta a sequncia co rreta, de cima para baixo.

    *a) V V V V. b) V F V F. c) F F V V. d) F F F V. e) V V F F.

    09 - Correlacione as causas conhecidas de cncer (c oluna da esquerda) com os respectivos stios do cn cer (coluna da

    direita).

    1. Epstein-Barr vrus. 2. Hepatite C. 3. Vrus da imunodeficincia humana adquirida. 4. Ciclosfofamida. 5. Tamoxifeno.

    ( ) Linfoma. ( ) Fgado. ( ) Sarcoma de Kaposi. ( ) Endomtrio. ( ) Bexiga.

    Assinale a alternativa que apresenta a numerao co rreta da coluna da direita, de cima para baixo.

    a) 4 3 1 2 5. b) 5 1 2 4 3. c) 5 2 3 4 1. *d) 1 2 3 5 4. e) 1 3 2 4 5.

    10 - Em relao aos exames complementares na investi gao de hemorragia subaracnidea (HSA), correto a firmar:

    a) A tomografia axial computadorizada de crnio tem sensibilidade de aproximadamente 90% quando realizada nas primeiras 48 horas.

    b) A ressonncia magntica de crnio mais sensvel para o diagnstico de HSA, quando comparada tomografia axial computadorizada de crnio.

    c) O eletrocardiograma deve ser realizado somente nos pacientes com sintomas cardacos ou respiratrios. d) A angiotomografia de vasos intracranianos o exame padro-ouro na investigao de aneurisma como causa da HSA. *e) Em geral, a glicose normal e a protena elevada no lquor de pacientes com HSA.

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    11 - Com relao s cefaleias secundrias decorrent es de hipertenso intracraniana, assinale a alterna tiva correta.

    a) Paciente com idade acima de 25 anos e cefaleia de incio recente deve ser submetido a exame de imagem para excluso de neoplasia cerebral.

    b) Cefaleia no um sintoma frequente em trombose venosa cerebral. c) Intoxicao por vitamina A no causa de cefaleia por hipertenso intracraniana. *d) Em pacientes com pseudotumor cerebral, o lquor apresenta nveis de glicose e protena normais. e) Para o diagnstico de hipertenso intracraniana idioptica, a presso de abertura liqurica na puno lombar deve estar

    acima de 150 mmHg. 12 - Em relao doena vascular enceflica isqumi ca, contraindicao para a terapia tromboltica e ndovenosa:

    a) incio dos sintomas h mais de 2 horas. b) presso arterial sistlica acima de 160 mmHg. *c) convulses no incio do quadro clnico. d) contagem de plaquetas abaixo de 120.000/mm3. e) histria de cncer de prstata em remisso.

    13 - Em relao ao diagnstico de morte enceflica d e pacientes adultos, conforme a resoluo do CFM n 1.480/97,

    correto afirmar:

    a) O teste de apneia considerado positivo quando ocorre elevao do PCO2 20 mmHg acima do basal. b) Devem ser realizados 2 exames clnicos, com intervalo mnimo de 12 horas entre eles. c) Podem ser realizados os seguintes exames complementares: arteriografia digital, Doppler transcraniano,

    eletroencefalograma e potencial evocado somatosensitivo. d) Entre os pr-requisitos para o incio do protocolo, devem ser respeitados ausncia de distrbio hidroeletroltico e

    temperatura corporal acima de 36 C. *e) Os exames complementares devem demonstrar um dos seguintes achados: ausncia de atividade eltrica cerebral,

    ausncia de atividade metablica cerebral ou ausncia de perfuso sangunea cerebral. 14 - De acordo com o Ministrio da Sade, programa D ST/AIDS, o diagnstico laboratorial do HIV deve segui r fluxograma

    especfico que envolve etapas sequenciais. Sobre ess e diagnstico, considere as seguintes afirmativas:

    1. O diagnstico laboratorial do HIV deve ser realiz ado em duas fases: a primeira envolve os testes de triagem e a segunda os testes complementares. Cabe aos laborat rios envolvidos no diagnstico da infeco pelo HIV sempre realizar as etapas de triagem e complementar es em todas as amostras antes de liberar os resulta dos.

    2. Testes de diagnstico de alta sensibilidade deve m ser utilizados prioritariamente para a confirma o da infeco pelo HIV.

    3. A utilizao de testes diagnsticos sorolgicos do HIV de 4 gerao tem contribudo significativame nte para diminuir o perodo de janela imunolgica de pacient es infectados.

    4. A presena de anticorpos especficos para dois d os antgenos virais gp160/120, gp41 e p24 confi rmam a presena de infeco pelo vrus HIV pela metodologia de western blot.

    5. Alguns fatores biolgicos podem estar associados com resultados falso-positivos em testes que pesqu isam a presena de anticorpos anti-HIV, entre os quais doen as autoimunes, neoplasias malignas e mltiplas transfuses sanguneas.

    Assinale a alternativa correta.

    a) Somente as afirmativas 1, 4 e 5 so verdadeiras. b) Somente as afirmativas 1 e 2 so verdadeiras. c) Somente a afirmativa 3 verdadeira. d) Somente as afirmativas 4 e 5 so verdadeiras. *e) Somente a afirmativa 1 verdadeira.

    15 - Com relao malria, considere as seguintes afirmativas:

    1. A malria uma doena causada por um parasita u nicelular que ocorre nas regies subtropicais e tro picais do mundo, sendo transmitida prioritariamente pela pica da do mosquito do gnero Anopheles .

    2. Durante a esquizogonia pr-eritroctica, so ori ginadas formas hepticas latentes (hipnozotos), qu e so responsveis pela recada da doena, que pode ocorr er durante a infeco pelos P. vivax e P. falciparum .

    3. O ciclo de vida dos plasmdios se caracteriza po r processos de reproduo sexuada e assexuada no ve tor e assexuada no homem. Os trofozotos so a forma para sitria de transmisso da doena do mosquito para o homem.

    4. Quatro espcies de plasmdios podem ocasionar a malria. No Brasil so encontradas as espcies P. vivax , P malarie e P. falciparum , sendo a malria falciparum a mais frequentemente descrita.

    Assinale a alternativa correta.

    a) Somente as afirmativas 1, 2 e 4 so verdadeiras. b) Somente as afirmativas 3 e 4 so verdadeiras. *c) Somente as afirmativas 1 e 3 so verdadeiras. d) Somente as afirmativas 1 e 2 so verdadeiras. e) Somente a afirmativa 3 verdadeira.

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    16 - Com relao interpretao e liberao do res ultado de testes realizados para o diagnstico labo ratorial do HIV, segundo a Portaria SVS/MS n 151, de 14 de outubro de 2 009, considere as seguintes afirmativas:

    1. A amostra com o primeiro resultado como indeterm inado, no teste da Etapa I (triagem), ter o seu res ultado definido. Nesse caso, o laudo ser liberado e uma s egunda amostra poder ser coletada, a critrio mdi co, para ser submetida novamente ao fluxograma mnimo para o diagnstico laboratorial da infeco pelo HIV em indivduos com idade acima de 18 meses.

    2. Para a interpretao dos resultados e liberao d o laudo, devero ser analisados, conjuntamente, os resultados obtidos nos testes das Etapas I e II. Ao se encontra r a seguinte combinao nos testes sequenciais das duas etapas resultados reagentes, nos testes das Etapas I e II , esse resultado dever ser liberado como "amostra reagente para HIV".

    3. Quando houver dvidas na interpretao do result ado dos testes, dever ser includo laudo laborator ial com a seguinte ressalva: "Para comprovao do diagnstico laboratorial, uma segunda amostra dever ser coleta da e submetida Etapa I do fluxograma mnimo para o diag nstico laboratorial da infeco pelo HIV em indivd uos com idade acima de 18 meses".

    4. Resultados indeterminados ou discordantes entre as Etapas I e II (reagente, na Etapa I, e no-reagent e ou indeterminado, na Etapa II) devero ser liberados co mo "amostra negativa para HIV". obrigatria a liber ao desse resultado e o laudo laboratorial dever inclu ir a seguinte ressalva: "Persistindo a suspeita de i nfeco pelo HIV, uma nova amostra dever ser coletada, 30 d ias aps a data da coleta desta amostra".

    Assinale a alternativa correta.

    *a) Somente a afirmativa 2 verdadeira. b) Somente as afirmativas 1 e 2 so verdadeiras. c) Somente a afirmativa 4 verdadeira. d) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 so verdadeiras. e) Somente a afirmativa 1 verdadeira.

    17 - Hansenase uma doena infecto-contagiosa cr nica endmica no Brasil. Sobre essa doena, assinale a alternativa

    INCORRETA.

    a) Na hansenase indeterminada, as leses se apresentam como manchas hipocrmicas e a baciloscopia pode ser positiva ou negativa.

    b) Na hansenase tuberculoide, as leses so predominantemente placas eritematosas com alterao da sensibilidade trmica, dolorosa e ttil.

    *c) Na hansenase dimorfa, os bacilos inviveis se apresentam corados e em globias. d) Na hansenase virchoviana, as leses so disseminadas, infiltram a face, mos e ps, a baciloscopia positiva e o teste

    de mitsuda negativo. e) Todos os contatos intradomiciliares devem ser examinados, acompanhados e orientados, para interrupo da cadeia

    epidemiolgica. 18 - As dermatoviroses so de distribuio universa l e ocorrem em qualquer idade, despertando preocupa es mais

    especficas em jovens, adultos e idosos. Acerca des se assunto, correlacione a coluna da direita com a da esquerda.

    1. Verruga plana. 2. Verruga genital. 3. Molusco contagioso. 4. Herpes simples. 5. Herpes zoster.

    ( ) Eritema multiforme de repetio. ( ) Diagnstico diferencial com leses de acne. ( ) Cursa com desconforto, dor e risco de complic aes. ( ) Requer preveno de DST e carcinognese. ( ) Pode cursar com HIV/AIDS.

    Assinale a alternativa que apresenta a numerao co rreta na coluna da direita, de cima para baixo.

    a) 3 2 1 5 4. *b) 4 1 5 2 3. c) 1 2 4 5 3. d) 4 1 2 3 5. e) 3 2 5 1 4.

    19 - As piodermites so dermatoses causadas pelos g ermes piognicos estafilococos e estreptococos. A r espeito desse

    tema, numere a coluna da direita de acordo com sua correspondncia com a da esquerda.

    1. Erisipela. 2. Foliculite. 3. Impetigo estreptoccico. 4. Ectima. 5. Cancro duro.

    ( ) No agrupado como piodermite. ( ) Na maioria das vezes causado pelo estafiloc ocos. ( ) Cursa com febre alta e sintomas constituciona is importantes. ( ) A leso elementar uma lcera. ( ) Pode causar glomerulonefrite.

    Assinale a alternativa que apresenta a numerao co rreta da coluna da direita, de cima para baixo.

    *a) 5 2 1 4 3. b) 5 1 2 3 4. c) 1 5 2 4 3. d) 3 4 5 2 1. e) 4 2 3 5 1.

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    20 - Em relao ao suporte bsico de vida (SBV), INC ORRETO afirmar:

    a) O SBV deve ocorrer precocemente, aps a PCR, pois a cada minuto de retardo diminui em 10% a possibilidade de recuperao.

    b) O SBV visa a manter um mnimo de oferta de oxignio tecidual at que seja iniciado o suporte avanado de vida (SAV), que deve ocorrer idealmente dentro de at 15 minutos aps o incio do SBV.

    c) As massagens cardacas devem ser realizadas na frequncia de 100 por minuto, e as ventilaes na frequncia de 68 por minuto.

    d) Quanto mais cedo for realizada a desfibrilao, atravs de desfibrilador externo automtico, maior ser a possibilidade de recuperao da vtima.

    *e) O treinamento para a entubao orotraqueal fundamental para um timo SBV.

    CIRURGIA GERAL

    21 - Assinale a alternativa que NO causa de derr ame pleural transudativo.

    *a) Tuberculose. b) Insuficincia cardaca congestiva. c) Sndrome nefrtica. d) Sobrecarga hdrica. e) Cirrose heptica.

    22 - Qual o tipo histolgico mais frequente de cnc er de pulmo?

    *a) Adenocarcinoma. b) Carcinoma de clulas escamosas. c) Carcinoma bronquolo-alveolar. d) Carcinoma de pequenas clulas. e) Linfoma.

    23 - Voc chamado UTI para avaliar uma paciente feminina, de 58 anos, internada por quadro de cetoa cidose diabtica

    aps perda de 80% da massa pancretica por quadro p rvio de pancreatite necro-hemorrgica. No momento, a paciente apresenta-se lcida e orientada, hipocorad a 1+/4, eupneica e afebril. FC 102 bpm, FR 22 mrpm, PA 130/80 mmHg, SO 2 99% em ar ambiente. A paciente refere dor de inci o sbito em brao esquerdo, em local de compresso pelo bracelete do esfigmomanmetro, com incio h c erca de 4 horas. Tambm refere parestesia e diminui o de temperatura em mo esquerda, na qual se observa pal idez importante. Os pulsos braquial, radial e ulnar esquerdos esto ausentes. O exame do membro superior direito e membros inferiores no apresenta alteraes. Em re lao ao caso acima, assinale a alternativa correta.

    a) Provavelmente a paciente em questo apresenta quadro de sndrome compartimental do membro superior esquerdo e necessita de tratamento de urgncia para descompresso.

    *b) A paciente apresenta quadro de ocluso arterial aguda de membro superior esquerdo e deve ser submetida a tromboembolectomia de emergncia.

    c) A elevao das enzimas pancreticas pioram o prognstico do quadro apresentado. d) A tromblise com cateter intra-trombo por meio de tcnica endovascular considerada atualmente o padro-ouro no

    tratamento de trombose arterial aguda. e) Pelo risco de trombose venosa associada ao quadro, est indicado iniciar anticoagulao endovenosa imediatamente.

    24 - Sobre insuficincia venosa crnica, assinale a alternativa correta.

    a) O tratamento cirrgico para correo de varizes de membros inferiores est contraindicado em pacientes com trombose de veia safena magna.

    b) O tratamento cirrgico melhora os sintomas de linfedema. c) A leso de nervo safeno durante a fleboextrao ocorre em cerca de 10% dos pacientes e se manifesta por

    incapacidade de realizao de dorsiflexo de p. *d) Os pacientes classificados como C2 da classificao CEAP so assintomticos. e) A trombose venosa aguda autoriza a correo de varizes de emergncia.

    25 - Sobre a avaliao pr-anestsica, correto afi rmar:

    *a) Um paciente que tenha almoado s 12 horas e sofrido um acidente s 16 horas corre risco de broncoaspirao se submetido a anestesia geral 12 horas aps a refeio.

    b) Coagulograma e hemograma so exames laboratoriais que devem ser pedidos para todo paciente que ser submetido a cirurgias.

    c) Pacientes submetidos a cirurgias devem suspender o uso dos beta-bloqueadores no dia anterior interveno. d) Um paciente com pH de 7,4 tem uma concentrao de H+ de 7,4 nanomoles/litro. e) Parte do CO2 produzido no organismo eliminado pelos rins.

    26 - Sobre as medicaes utilizadas na induo da an estesia, correto afirmar:

    *a) O propofol uma droga antiemtica. b) A cetamina est contraindicada em pacientes em choque hipovolmico. c) O enantimero levgiro da cetamina causa mais efeitos colaterais que a sua forma racmica. d) O isoflurano um agente voltil til na induo da anestesia peditrica. e) O propofol um potente analgsico.

  • 8

    27 - Paciente de 25 anos sofreu queda de altura de 2 metros, com trauma em membro inferior direito. Ate ndido no servio de emergncia com 1 hora de evoluo, diagnostica da uma fratura transversa de ossos da perna, associ ada a ferimento da pele de 3 cm, com exposio dos fragme ntos sseos. A ferida apresenta-se de aspecto limpo e no h sinais de comprometimento vascular ou nervoso. Assi nale a alternativa que indica o tratamento adequado dessa leso.

    a) Devido evoluo de menos de 6 horas, considera-se que no h contaminao, e o uso de antibiticos no indicado. b) Por ser uma fratura exposta, contraindicada a fixao com materiais internos (hastes intramedulares e placas com

    parafusos). c) Como um trauma de baixa energia e a ferida limpa e pequena, recomenda-se a limpeza e sutura primria na sala de

    emergncia, imobilizao com tala gessada e fixao como uma fratura fechada aps alguns dias. d) A fratura deve ser estabilizada primariamente com fixador externo e mudada para fixao interna aps 2 a 3 semanas. *e) Estabilizao com haste intramedular, porque no aumenta o risco de infeco se comparada aos fixadores externos e

    placas. 28 - Criana de 3 anos, trazida com histria de feb re, queda do estado geral e dor em membro inferior esquerdo com

    incapacidade de deambulao h 4 dias. Ao exame: te mperatura axilar de 38,5 C, dor intensa e impotnc ia funcional em quadril, com atitude em flexo e palpao doloro sa de pontos articulares do quadril. O hemograma infeccioso e a radiografia do quadril normal. Considerando o d iagnstico mais provvel, qual das condutas abaixo mais apropriada?

    a) Prescrever antitrmico e antibitico VO e repetir radiografia aps 2 dias. b) Solicitar hemocultura e iniciar antibioticoterapia EV por 10 dias. c) Realizar puno articular, encaminhar material para cultura e, se esta for positiva, realizar drenagem cirrgica e

    antibioticoterapia EV. *d) Realizar puno articular e, se houver sada de lquido turvo, indicar imediata drenagem cirrgica e antibioticoterapia EV. e) Antibioticoterapia EV por 72 horas e, caso no haja melhora do quadro clnico ou alterao radiogrfica, realizar

    drenagem cirrgica. 29 - Qual dos seguintes tumores de bexiga mais fr equente?

    a) Adenocarcinoma. b) Leiomiossarcoma. *c) Carcinoma epidermoide. d) Carcinoma urotelial. e) Carcinoma misto.

    30 - A hiperplasia prosttica benigna pode ser a ca usa das situaes abaixo, EXCETO:

    a) divertculos vesicais. b) hipertrofia do detrussor. c) resduo de urina ps-miccional. d) uretero-hidronefrose bilateral. *e) bexiga neurognica.

    31 - Na faixa etria peditrica, qual das seguintes doenas tem diagnstico clnico e indicao de tra tamento cirrgico

    mais evidentes, sem necessidade de exames complemen tares pr-operatrios na maioria dos casos?

    *a) Apendicite aguda. b) Hemorragia digestiva por divertculo de Meckel. c) Megaclon congnito. d) Malrotao intestinal. e) Atresia de vias biliares.

    32 - Os tipos de anomalias anorretais mais comuns n o sexo masculino e feminino so, respectivamente:

    a) nus imperfurado e fstula retovaginal. b) fstula perineal e nus imperfurado. *c) fstula retouretral e fstula retovestibular. d) fstula retovesical e anomalia em cloaca. e) nus imperfurado e nus imperfurado.

    33 - So fatores patognicos relevantes nos casos de cncer de esfago, EXCETO:

    a) ingesto de bebidas muito quentes. b) esofagite custica. c) esfago de Barrett. d) megaesfago chagsico. *e) esclerodermia.

    34 - Assinale a alternativa que contenha APENAS carac tersticas da resposta metablica leso.

    a) Consumo de oxignio reduzido, metabolismo basal elevado, anabolismo proteico. *b) Metabolismo basal elevado, gliconeognese acentuada, liberao de citoquinas. c) Consumo de oxignio elevado, metabolismo basal reduzido, catabolismo proteico. d) Metabolismo basal reduzido, lipognese acentuada, catecolaminas elevadas. e) Consumo de oxignio elevado, metabolismo basal elevado, hipoglicemia persistente.

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    35 - Qual, entre os exemplos abaixo, apresenta maio r taxa de catabolismo proteico?

    a) Jejum prolongado no complicado. b) Broncopneumonia em desnutrido. c) Fratura de colo de fmur em idoso. d) Ps-operatrio de transplante cardaco. *e) Queimadura extensa do terceiro grau.

    36 - Qual o rgo imprescindvel para a digesto adequada das protenas?

    a) Estmago. *b) Pncreas. c) Vescula biliar. d) Fgado. e) Jejuno.

    37 - Qual o parmetro que rege a escolha do nvel de administrao da frmula enteral no tubo digest ivo (gstrico X

    jejunal)?

    a) Durao prevista da terapia nutricional. b) Idade do paciente. c) Osmolaridade da frmula enteral. d) Disponibilidade de bomba infusora. *e) Risco de broncoaspirao.

    38 - So causas de disfagia cricofarngea ou disfun o cricofarngea, EXCETO:

    a) doena de Parkinson. b) trombose da artria basilar. c) distrofia muscular miotnica. d) tumores malignos. *e) difteria.

    39 - Sobre os trs tipos de contraes que so obser vadas no corpo do esfago, assinale a alternativa c orreta.

    *a) A peristalse primria progressiva e disparada pela deglutio voluntria. b) A peristalse primria progressiva e disparada espontaneamente. c) A peristalse secundria progressiva e disparada pela deglutio voluntria. d) A peristalse secundria progressiva e disparada pela manobra de Valssalva. e) A peristalse terciria progressiva e pode ocorrer tanto aps a deglutio voluntria como espontaneamente entre as

    degluties. 40 - Qual o tumor gstrico benigno no epitelial ma is frequente?

    a) Plipo hiperplsico. b) Adenoma. *c) Leiomioma. d) Lipoma. e) GIST.

    GINECOLOGIA E OBSTETRCIA 41 - Uma das causas de corrimentos recidivantes, pe rdas sanguneas espordicas e dor em baixo ventre a presena do

    bacilo gram negativo Mobiluncus . Sobre essa patologia, assinale a alternativa corre ta.

    a) Presena de secreo homognea, sem odor ftido, pH menor que 4,5. *b) No exame citolgico corado pelo Papanicolaou, observa-se a ausncia de lactobacilos e aumento do nmero de

    bactrias. c) No exame a fresco so bacilos retos e pouco mveis. d) No causa doena inflamatria plvica. e) Existe apenas a espcie Mobiluncus mulieris.

    42 - Os anticonvulsivantes, quando utilizados conco mitantemente com anticoncepcional hormonal oral, po dem aumentar a probabilidade da falha contraceptiva. Qual o frm aco que NO tem efeito sobre os nveis sanguneos d os esteroides contraceptivos?

    *a) cido valproico. b) Carbamazepina. c) Topiramato. d) Felbamato. e) Fenitona.

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    43 - Paciente 22 anos de idade tem 3 parceiros sexua is e no utiliza condom. Apresenta quadro clnico e laboratorial compatvel com infeco gonoccica. So opes tera puticas para esse caso, EXCETO:

    a) ciprofloxacina. b) cefixime. *c) norfloxacina. d) cefoxitina. e) levofloxacina.

    44 - Os plipos cervicais e endometriais so tumore s frequentes e podem ocorrer em qualquer perodo da vida da

    mulher. Sobre esses tumores, assinale a alternativa correta.

    *a) Os plipos de origem inflamatria so verrucosos e hipervascularizados. b) O desenvolvimento dos plipos endometriais no menacme parece estar relacionado com o aumento dos receptores de

    estrognio e progesterona. c) Os plipos fibrosos so os mais frequentemente diagnosticados. d) Os plipos oriundos de estmulos hormonais apresentam aspecto plano e mais congesto. e) Nas mulheres ps-menopausadas, os plipos cervicais so na maioria das vezes sintomticos.

    45 - Paciente de 54 anos de idade, portadora de cnc er de mama, menopausada h 2 anos, vem consulta g inecolgica

    com queixa de fogachos intensos, cerca de 15 a 20 e pisdios dirios, notadamente no perodo noturno. S o opes medicamentosas que podem ser prescritas, EXCETO:

    a) paroxetina. b) gabapentina. c) venlafaxina. *d) fluoxetina. e) ergotamina, fenobarbital e alcaloides da beladona.

    46 - Paciente com 30 anos de idade, nuligesta, subme tida a videolaparoscopia que revelou endometriose p lvica. So

    opes para o manejo da dor associada endometrios e, EXCETO:

    a) didrogesterona. *b) progesterona natural. c) acetato de megestrol. d) linoestrenol. e) acetado de medroxiprogesterona.

    47 - O citrato de clomifeno a primeira linha para induo clnica da ovulao em pacientes portadora s da sndrome dos ovrios policsticos que desejam engravidar. Em rela o ao mecanismo de ao desse medicamento, assinal e a alternativa correta.

    a) Diminui a amplitude de pulso do GnRH. b) Ao indireta sobre a hipfise ou ovrio. c) Liga-se aos receptores de progesterona no hipotlamo por longos perodos. d) Aumenta a ala de feedback de estrognio ovariano hipotlamo normal. *e) Imita a atividade de um antagonista estrognico.

    48 - Assinale a alternativa que NO indica um crit rio para o diagnstico de tumores limtrofes do ov rio.

    a) Ausncia de invaso destrutiva do estroma. b) Grupos celulares isolados. c) Atipia nuclear e aumento da atividade mittica. *d) Presena de corpos de psamoma. e) Hiperplasia epitelial com arquitetura pseudoestratificada em tufo, cribiforme e micropapilar.

    49 - Paciente com 28 anos de idade, gesta 2, para 1, est na 16 semana de gravidez. A citologia e a bi psia do colo

    uterino sugerem cncer do colo uterino. A conizao confirmou doena invasiva, estdio IA1. Assinale a alternativa que corresponde conduta adequada.

    a) Quimioterapia neoadjuvante. b) Interrupo da gravidez, seguida de histerectomia total abdominal + linfadenectomia plvica. *c) Circlagem do colo uterino e seguimento colpocitolgico. d) Administrao de corticoide ao redor da 28 semana de gravidez, interrupo da gravidez e indicao de cirurgia de

    Wertheim Meigs. e) O tratamento radioterpico ou cirrgico pode ser feito com ou sem interrupo da gravidez.

    50 - A amenorreia das atletas, devido ao excesso de atividade fsica, provoca alteraes hormonais no organismo

    feminino. Sobre tais alteraes, assinale a alternat iva correta.

    *a) Elevao do ACTH. b) Diminuio da prolactina. c) Elevao do FSH. d) Diminuio do GH. e) Elevao do TSH.

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    51 - So mecanismos de ao dos contraceptivos hormo nais orais no manejo do hirsutismo em pacientes com sndrome dos ovrios policsticos, EXCETO:

    a) Os nveis de andrognios circulantes so reduzidos. b) Os estrognios diminuem a converso da testosterona em diidrotestosterona na pele mediante inibio da enzima 5 alfa

    redutase. c) Os nveis de sulfato de diidroepiandrosterona esto diminudos. d) O componente progestognico suprime o LH. *e) O estrognio diminui a produo heptica de SHBG (protena transportadora dos esteroides sexuais).

    52 - Sobre a LUF (luteinizao do folculo no roto) , assinale a alternativa correta.

    a) A incidncia menor quando associada a endometriose e a ISCA (infertilidade sem causa aparente). b) A videolaparoscopia mtodo de boa acurcia para o diagnstico. *c) Incidncia elevada em usurias de indutores da ovulao, citrato de clomifene e HCG. d) A ultrassonografia plvica oferece evidncias diretas da no extruso ovular. e) As dosagens hormonais no lquido peritoneal apresentam uma eficcia de 60 a 65% para o diagnstico.

    53 - Paciente de 60 anos de idade, nuligesta, hipert ensa crnica, menopausada h 10 anos, vem consult a ginecolgica

    com queixa de sangramento via vaginal, tendo inicia do h 8 meses. O exame especular revela sada de sa ngue oriundo da cavidade uterina. Qual a causa mais comu m desse tipo de sangramento?

    a) Cncer de endomtrio. b) Hiperplasia do endomtrio. *c) Atrofia do endomtrio. d) Plipo endometrial. e) Terapia de reposio estrognica.

    54 - Assinale a alternativa que identifica precisam ente as referncias anatmicas dos principais dime tros da bacia

    obsttrica:

    a) Conjugata vera anatmica representa referncia do estreito inferior da bacia e mede 12 cm. b) Dimetro sagital posterior referncia do estreito mdio da bacia. c) O dimetro biisquitico representa o estreito inferior da bacia obsttrica. *d) Conjugata vera obsttrica o dimetro promonto-pbico mnimo do estreito superior da bacia. e) O dimetro sagital posterior importante referncia do estreito mdio da bacia, tambm chamado conjugata vera

    anatmica. 55 - A expresso cesrea clssica refere-se a:

    *a) histerotomia vertical ou corporal. b) inciso no miomtrio feita transversalmente, introduzida por Kerr em 1926. c) inciso de Pfannenstiel. d) histerotomia segmento corporal. e) cesrea minimamente invasiva.

    56 - Define-se a desacelerao intraparto (DIP) como a queda transitria da frequncia cardaca fetal m otivada por

    contraes uterinas. Assinale a alternativa que cor responde DIP do tipo II e sua fisiopatologia.

    a) Conhecida como desacelerao precoce, ocorre em consequncia da compresso do polo ceflico causada pelas contraes.

    *b) Conhecida como desacelerao placentria ou tardia, resultante da reduo do fluxo sanguneo placentrio, em fetos com baixa reserva de oxignio, com pO2 inferior a 1618 mmHg, reduzindo o pH fetal.

    c) Conhecida como desacelerao varivel, so causadas pela hipoxemia fetal resultante da compresso do cordo umbilical e reduo do fluxo sanguneo placentrio em concepto com baixa reserva de oxignio.

    d) Conhecida como desacelerao varivel, causada por compresso funicular genuna, estimulando barorreceptores e queda da frequncia cardaca fetal.

    e) Conhecida como desacelerao tardia, ocorre pela reduo abrupta do fluxo sanguneo placentrio, estimulando o centro vagal no assoalho do quarto ventrculo, levando bradicardia, quando a pO2 encontra-se entre 23 e 30 mmHg, com importante diminuio de pH fetal.

    57 - Gestante no primeiro trimestre de gravidez apr esenta hemorragia genital leve, associada a dor tip o clica em baixo

    ventre. O exame tocoginecolgico revela colo uterin o impermevel, presena de secreo sangunea discr eta em cavidade genital e, ao toque bimanual, a matriz ute rina concordante com o tempo de amenorreia. Esse q uadro clnico sugestivo de:

    a) abortamento retido. b) abortamento completo. c) abortamento inevitvel. *d) ameaa de abortamento. e) abortamento incompleto.

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    58 - Com relao s doenas sexualmente transmissv eis (DST) no ciclo gravdico-puerperal, assinale a a lternativa INCORRETA.

    *a) O risco de transmisso do HIV cinco vezes maior em pacientes portadores de lceras genitais causadas por DSTs. b) O quadro clnico de infeco por clamdia inespecfico e, na maioria das vezes, assintomtico. O rastreamento da

    doena s se justifica em populaes de alto risco para a prematuridade ou para DST. c) O tratamento do herpes genital na gestao deve ser feito por 5 dias, com antivirais sistmicos, o aciclovir ou o

    valaciclovir ou o fanciclovir, sem risco para o concepto, devendo-se ampli-lo de 5 para 10 dias, quando concomitante com o HIV.

    d) O linfogranuloma venreo apresenta-se inicialmente como lcera genital indolor, que costuma no ser percebido pela paciente e pode causar sequelas graves se no tratado.

    e) A donovanose ou granuloma inguinal doena venrea rara e de baixa infectividade, que no causa complicaes obsttricas e/ou perinatais.

    59 - Trombofilia herdada que leva a maior risco de trombose venosa/tromboembolismo na gestao:

    a) Fator V de Leiden. *b) Deficincia de antitrombina. c) Protrombina mutante G20210A. d) MTHFR, hiper-homocisteinemia C677T. e) Deficincia de protena S.

    60 - Assinale a alternativa que corresponde a um f rmaco que NO precisa ser suspenso durante a gesta o, segundo classificao do Food and Drug Administration (cate goria X).

    a) Warfarina. b) Isotretinona. c) Ltio. d) cido valproico. *e) Fluoxetina.

    PEDIATRIA

    61 - As infeces bacterianas da pele so frequente s na faixa etria peditrica, e o diagnstico bas eado nos achados

    clnicos. Com relao a esse assunto, identifique a s afirmativas a seguir como verdadeiras (V) ou falsa s (F):

    ( ) O impetigo crostoso caracterizado pela pres ena de crostas melicricas. ( ) O impetigo bolhoso uma infeco bacteriana profunda da pele. ( ) A celulite uma infeco bacteriana profunda da pele. ( ) O ectima uma infeco bacteriana superficia l da pele.

    Assinale a alternativa que apresenta a sequncia co rreta, de cima para baixo:

    *a) V F V F. b) V V F V. c) V F V V. d) F F V F. e) F V F V.

    62 - Uma criana de 6 anos apresenta h 3 meses les es assintomticas caracterizadas por ppulas umbil icadas, cor da

    pele a esbranquiadas, no tronco e nos membros supe riores. Com base nesses dados, assinale a alternati va correta.

    a) O diagnstico herpes simples, e nesse caso est indicado o uso de aciclovir. b) A presena de ppulas no pruriginosas sugere o diagnstico de prurigo estrfulo. *c) O agente etiolgico um poxvrus, e nesse caso pode ser tratado por curetagem. d) Leses semelhantes nos familiares so caractersticas de escabiose. e) A descrio das leses sugere o diagnstico de verruga vulgar, que na infncia tende a desaparecer espontaneamente.

    63 - Em relao ao metabolismo do potssio em crian as, considere as seguintes afirmativas:

    1. A trombocitose aumenta os nveis sricos de pot ssio. 2. A insuficincia renal e adrenal so causas de hi percalemia. 3. O exerccio exagerado no causa de hipercalemi a. 4. A alcalose metablica promove desvio inico de p otssio para o espao extracelular. 5. O principal achado eletrocardiogrfico das alter aes de potssio so alteraes da onda T.

    Assinale alternativa correta.

    *a) Somente as afirmativas 1, 2 e 5 so verdadeiras. b) Somente as afirmativas 1 e 4 so verdadeiras. c) Somente as afirmativas 1, 2, 3 e 5 so verdadeiras. d) Somente a afirmativa 5 verdadeira. e) Somente as afirmativas 2, 3 e 5 so verdadeiras.

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    64 - Em uma consulta de rotina, a me relata ter pre senciado um sobrinho de 3 anos tendo uma convulso febril. Ela pergunta o que fazer se o filho dela apresentar qua dro semelhante e qual o risco de morte. Assinale a resposta correta.

    a) As convulses febris no ocorrem aps os 2 anos de idade. b) Durante a crise convulsiva, ela deve afastar os maxilares para impedir que a lngua da criana seja mordida. *c) Convulses febris so benignas, sem risco de morte durante o episdio, e no deixam sequelas. d) Aps um episdio de crise convulsiva, ela deve estar atenta, pois as crises costumam se repetir nas horas seguintes. e) obrigatrio o uso contnuo de anticonvulsivante por 2 anos, para evitar a recorrncia.

    65 - Um menino de 9 anos vem consulta por deterio rao do rendimento escolar. A professora contou me que ele s

    vezes parece ficar preocupado, longe, tem episdios em que fica piscando e, s vezes, demora a respond er ou d respostas sem sentido. O exame fsico normal. O e xame complementar que com mais probabilidade esclar ecer o diagnstico :

    a) teste do desenvolvimento psicomotor. b) glicemia de jejum. c) exame oftalmolgico. d) audiometria. *e) eletroencefalograma.

    66 - NO um fator de risco para morbimortalidade em crianas com crise aguda de asma grave:

    a) Filhos de mes com menos de 20 anos de idade. b) Presena de alterao do nvel de conscincia. c) Presena de pulso paradoxal. *d) FEV1 abaixo de 70% do valor predito. e) PaCO2 normal ou elevada.

    67 - Quais alteraes metablicas, dentre as abaixo citadas, so mais comumente encontradas na sndrom e de lise

    tumoral?

    a) Hipernatremia e hipopotassemia. *b) Hiperpotassemia e hiperfosfatemia. c) Hipofosfatemia e hipercalcemia. d) Hiperuricemia e hipernatremia. e) Hipocalcemia e hipopotassemia.

    68 - Sobre o diagnstico e tratamento do Diabetes Me llitus tipo 1 na infncia, correto afirmar:

    a) Geralmente feito em uma criana com quadro clnico de poliria, polidipsia, ganho de peso excessivo e hiperglicemia. b) Considera-se diabetes glicemia plasmtica de jejum maior do que 100 mg/dl ou maior do que 130 mg/dl em qualquer

    horrio. *c) Deve ser considerado em criana com desidratao e poliria. d) O tratamento deve ser iniciado rapidamente com sulfonilureia. e) A prioridade no tratamento da cetoacidose diabtica deve ser a correo da acidose metablica, a administrao de

    insulina em altas doses e, por ltimo, a hidratao. 69 - Criana com 1 ano de idade, apresentando febre e dor na mos e ps. Ao exame fsico, palidez de p ele e mucosas,

    FC = 110 bpm; temperatura = 38.5 oC, edema doloroso nas mos e ps bilateralmente. He mograma: hemoglobina = 6,5 g/dL; contagem de leuccitos = 15.500/mm (55% linfcitos, 4% moncitos, 8% bastonetes, 33% segmen tados); plaquetas = 350.000/mm. Reticulcitos = 18%. O dia gnstico e a conduta adequada so, respectivamente:

    a) anemia hemoltica autoimune / iniciar antibioticoterapia, hidratao endovenosa e analgesia com dipirona endovenosa. *b) anemia falciforme / iniciar antibioticoterapia, hidratao endovenosa e analgesia com morfina. c) artrite sptica / iniciar antibioticoterapia e transfuso de concentrado de hemcias. d) osteomielite com septicemia / iniciar antibioticoterapia e drenagem cirrgica. e) anemia falciforme / iniciar hidratao endovenosa e transfuso de concentrado de hemcias; evitar o uso de morfina.

    70 - Em relao s leucemias, correto afirmar:

    a) As leucemias mieloides agudas correspondem a 50% das leucemias na infncia. b) O pico de incidncia da leucemia linfoide aguda ocorre em menores de 1 ano e em adolescentes. c) Hipertrofia gengival, coagulao intravascular disseminada e cloromas so manifestaes clnicas mais frequentes na

    leucemia linfoide aguda. d) As translocaes t(4;11) e t(9;22) esto relacionadas a melhor prognstico nas leucemias linfoides agudas. *e) A neutropenia febril uma complicao frequente do tratamento quimioterpico das leucemias, sendo necessria

    interveno rpida com incio de antibioticoterapia endovenosa.

    71 - Qual dos fatores abaixo considerado de risco para pneumonia grave?

    a) Idade abaixo de 12 meses. *b) Presena de tiragem subcostal. c) Sibilos audveis sem estetoscpio. d) Tosse persistente sem melhora com o uso de sedativos da tosse. e) Pneumonia em pr-escolar pelo risco de Mycoplasma.

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    72 - Paciente de 2 meses de idade, masculino, vem consulta no pronto-atendimento por apresentar dific uldade respiratria e recusa alimentar. A me relata que a criana comeou com quadro de febre h 3 dias, seg uido de coriza e tosse. Menciona que nas ltimas 24 horas h ouve piora da tosse, com episdios de vmitos e re spirao cansada. A criana nasceu prematura de 36 semanas, com peso adequado, e no teve outras intercorrnci as no perodo neonatal. Faz uso exclusivo de leite matern o, est com o calendrio vacinal em dia. Tem 2 irm os em idade escolar e o pai tabagista. Ao exame fsico, tem p eso e estatura adequados para a idade, temperatura axilar de 37,5 oC, FR = 70 ipm e FC = 120 bpm, saturao da hemoglo bina medida por oximetria de pulso de 94%, tiragem supraesternal e intercostal, sibilos difusos expira trios. Nesse caso, a conduta mais adequada :

    a) administrar oxignio e beta-2 adrenrgico inalatrio e iniciar fisioterapia respiratria. b) administrar oxignio, beta-2 adrenrgico e corticoide por via oral e prescrever palivizumab. c) administrar beta-2 adrenrgico por via inalatria e corticoide sistmico e iniciar fisioterapia respiratria. *d) indicar internao hospitalar, administrar oxignio e iniciar hidratao. e) indicar internao hospitalar, administrar beta-2 adrenrgico e corticoide sistmicos e iniciar antibitico endovenoso.

    73 - Considere se os sinais e sintomas a seguir con stituem sinais de alerta em relao imunodeficin cia primria (IDP)

    na criana.

    1. Histria familiar de imunodeficincia. 2. Estomatite de repetio ou monilase por mais de 2 meses. 3. Reao adversa ao uso da vacina BCG. 4. Fentipo clnico de sndrome associada a imunode ficincia. 5. Um episdio de infeco sistmica grave (meningi te, osteoartrite, septicemia).

    Constituem sinais de alerta para pesquisa de IDP os sinais/sintomas apresentados nos itens:

    a) 1, 2 e 5 apenas. b) 3 e 4 apenas. c) 1, 3 e 4 apenas. d) 1, 2, 3 e 4 apenas. *e) 1, 2, 3, 4 e 5.

    74 - Na consulta de rotina de puericultura, lactent e masculino de 12 meses pesou 8990 gramas. Na consu lta anterior, aos

    9 meses de idade, pesava 8000 gramas. Utilize o gr fico a seguir para acompanhar a evoluo da curva d e crescimento do peso dessa criana.

    Assinale a alternativa mais adequada a esse caso.

    *a) A curva de crescimento est adequada, prxima ao percentil 25. b) A curva de crescimento est adequada, no percentil 75. c) A curva de crescimento est adequada, no percentil 50. d) A curva de crescimento est inadequada, prxima ao percentil 25. e) A curva de crescimento est retificada e representa risco biolgico.

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    75 - As meningites bacterianas agudas so infeces graves, potencialmente fatais e que acometem com m aior frequncia crianas com idade inferior a 5 anos. Co nsiderando os dados atuais sobre a sensibilidade ao s antimicrobianos dos agentes etiolgicos meningoco co, pneumococo e Haemophilus influenzae no Brasil, qual seria o esquema antimicrobiano emprico mais adequa do para o tratamento dessas infeces?

    *a) Ceftriaxona. b) Penicilina cristalina. c) Ampicilina. d) Vancomicina. e) Clindamicina.

    76 - Alm dos pulmes, o bacilo da tuberculose pode se disseminar no momento da primoinfeco, implant ar-se e

    multiplicar-se em qualquer rgo ou tecido. Cerca d e 20% dos casos de tuberculose em crianas tm apre sentao extrapulmonar. Assinale a forma de tuberculose extr apulmonar mais comum na criana.

    a) Tuberculose do sistema nervoso central. b) Pleuris tuberculoso. *c) Tuberculose ganglionar superficial ou escrofulose. d) Tuberculose osteoarticular. e) Tuberculose miliar.

    77 - Em relao reanimao neonatal na sala de par to, identifique as afirmativas abaixo como verdadei ras (V) ou

    falsas (F).

    ( ) Na ausncia de lquido amnitico meconial, um recm-nascido com 35 semanas de idade gestacional, que apresente ao nascimento choro forte e bom tnus mus cular, no necessita ser submetido aos passos inici ais da reanimao neonatal, bastando manter suas vias are as prvias e prover calor, colocando-o sobre o tra x e/ou abdome materno.

    ( ) Diante da presena de lquido amnitico mecon ial fluido ou espesso, recomenda-se que o obstetra aspire boca, faringe e narinas, com sonda de aspirao traqueal no 8 ou n o 10, assim que haja o desprendimento do polo ceflico.

    ( ) Para a ventilao com presso positiva, pode-s e utilizar um balo autoinflvel, um respirador man ual ou um balo anestsico, tendo como interfaces a mscara o u a cnula traqueal e, eventualmente, a mscara lar ngea.

    ( ) A intubao traqueal indicada se houver nec essidade de realizar massagem cardaca e/ou de admi nistrao de adrenalina.

    ( ) Caso no haja resposta administrao traque al de adrenalina, ou diante da necessidade de utili zar expansores de volume, bicarbonato ou naloxona, a via preferenc ial para administrao de medicaes na sala de par to a veia umbilical.

    Assinale a alternativa que apresenta a sequncia co rreta, de cima para baixo.

    a) V V F V F. b) V F F F V. *c) F F V V V d) F V V F F. e) V F V V V.

    78 - Um pilar importante do cuidado peditrico a preveno. Os testes de triagem visam rastrear doen as antes que elas se apresentem clinicamente, com a finalidade d e permitir uma interveno oportuna, evitando ou mi nimizando os efeitos da evoluo natural do agravo. Sobre a pr eveno no cuidado peditrico, considere as seguint es afirmativas:

    1. O teste do olhinho (teste do reflexo vermelho) o exame de rastreamento para anormalidades no se gmento posterior do olho ou para opacidades e deve ser fei to com oftalmoscpio, por oftalmologista treinado, antes que o recm-nascido receba alta da maternidade.

    2. O teste da orelhinha (triagem auditiva neonata l) deve ser realizado em todos os recm-nascidos in ternados em UTI antes da alta hospitalar, e no apenas naqueles com indicativos de alto risco.

    3. So fatores de risco para perda auditiva no recm -nascido: asfixia perinatal, hiperbilirrubinemia, m eningite e hemorragia intraventricular.

    4. O diagnstico de hipotireoidismo congnito, uma das doenas rastreadas pelo teste do pezinho, f eito mediante dosagem de TSH em amostra de sangue em pape l filtro e pode ser falso-positivo quando colhido a ntes de 48 horas de vida.

    5. A incidncia de perda auditiva em crianas mai or quando comparada com outras doenas de triagem universal, como a fenilcetonria, o hipotireoidismo congnito, a anemia falciforme ou a hiperplasia co ngnita de suprarrenal.

    Assinale a alternativa correta.

    a) Somente as afirmativas 1, 2, 3 e 4 so verdadeiras. b) Somente as afirmativas 2 e 5 so verdadeiras. c) Somente as afirmativas 1, 3 e 4 so verdadeiras. *d) Somente as afirmativas 2, 3, 4 e 5 so verdadeiras. e) Somente as afirmativas 1 e 3 so verdadeiras.

  • 16

    79 - A infeco do trato urinrio (ITU) uma das e nfermidades mais comuns na prtica peditrica. A co nfirmao desse diagnstico feita pela cultura de urina. Nos paci entes sem controle miccional, existem diferentes ma neiras de coletar a urina, com implicaes diretas sobre a in terpretao dos resultados. Considerando o paciente sem controle miccional, assinale a alternativa correta.

    a) A coleta de urina por saco coletor requer rigor nos cuidados de higiene, adaptao perfeita do adesivo regio genital e troca do mesmo a cada 2 horas, at que a amostra seja obtida.

    *b) A puno suprapbica para coleta de urina um mtodo invasivo, porm prtico, seguro e de execuo relativamente fcil, estando indicada nos casos em que a coleta por via natural suscita dvidas (diarreia aguda, dermatite perineal, vulvovaginite, balanospotite).

    c) A coleta de urina por cateterismo vesical o mtodo de escolha para a confirmao da suspeita de ITU. d) Independentemente da forma como foi obtida a amostra de urina, a urocultura ser considerada positiva somente se

    houver crescimento de mais de 105 unidades formadoras de colnia (UFC) por mL de urina, de um nico patgeno. e) A desidratao e o uso prvio de antibiticos podem ser causas de resultados falso-negativos de urocultura.

    80 - Em qual das situaes abaixo o exame do cariti po provavelmente NO ajudar no esclarecimento do d iagnstico?

    *a) Paciente com cardiopatia congnita complexa isolada. b) Paciente com fenda labial e palatina, microcefalia, polidactilia e cardiopatia congnita. c) Menina com baixa estatura, pescoo alado e cbito valgo. d) Paciente com microcefalia, hipertonia generalizada, regio occipital proeminente, cardiopatia congnita, flexo anormal

    dos quirodctilos, retroflexo dos primeiros pododtilos. e) Paciente com 15 anos de idade, com alta estatura, hipogonadismo, ginecomastia e dificuldade no aprendizado escolar.

    MEDICINA PREVENTIVA E SOCIAL 81 - Sobre as diretrizes ou resultados relacionados sade do trabalhador, assinale a alternativa INCO RRETA.

    a) Assistncia ao trabalhador vtima de acidentes de trabalho ou portador de doena profissional e do trabalho. *b) Nas ltimas dcadas, tem alcanado ndices legais de morbimortalidade, graas legislao promulgada, especialmente

    s normas regulamentadoras do trabalho. c) A participao, no mbito de competncia do Sistema nico de Sade (SUS), em estudos, pesquisas, avaliao e

    controle dos riscos e agravos potenciais sade existentes no processo de trabalho. d) Participao, no mbito de competncia do Sistema nico de Sade (SUS), da normatizao, fiscalizao e controle das

    condies de produo, extrao, armazenamento, transporte, distribuio e manuseio de substncias, de produtos, de mquinas e de equipamentos que apresentam riscos sade do trabalhador.

    e) Avaliao do impacto que as tecnologias provocam sade. 82 - A sade ocupacional tem como um dos objetivos principais proporcionar ambientes de trabalho salub res e prevenir

    o adoecimento dos trabalhadores. Com relao aos ri scos ocupacionais, numere a coluna da direita de ac ordo com sua correspondncia com a coluna da esquerda.

    Assinale a alternativa que apresenta a sequncia co rreta da coluna da direita, de cima para baixo.

    a) 3 4 1 2. b) 2 1 4 3. c) 3 2 1 4. *d) 4 3 2 1. e) 4 3 1 2.

    83 - Assinale a alternativa que corresponde promo o profunda da sade.

    a) Realizar aes educativas, negociando com o paciente novos comportamentos, mais saudveis, e procurando adaptar o tratamento a suas possibilidades, uma vez que supera os limites da clnica.

    b) Realizar um inventrio das condies de moradia, salrio, alimentao e escolaridade, no sentido de melhor adaptar o projeto teraputico s possibilidades de cada paciente.

    c) Realizar aes de educao em sade numa perspectiva problematizadora, considerando o conhecimento prvio do paciente.

    d) Realizar aes que alterem a histria natural da doena, com interveno no perodo pr-patognico. *e) Realizar o incremento dos processos crticos protetores da sade, nos mbitos singular, particular e geral.

    1. Antecipao de riscos, r econhecimento de riscos, avaliao de riscos, controle de riscos.

    2. Realizao de levantamento detalhado das informa es e de dados sobre o ambiente de trabalho, no intuito de identif icar os potenciais de risco.

    3. Avaliao dos riscos potenciais e estabeleciment o das medidas preventivas.

    4. Eliminao ou reduo dos potenciais de exposio , reconhecidos e avaliados no ambiente de trabalho.

    ( ) Controle de riscos . ( ) Antecipao de riscos. ( ) Reconhecimento de riscos. ( ) Fases do mapeamento dos

    riscos ocupacionais.

  • 17

    84 - Para promover a sade do trabalhador, o profiss ional de sade ocupacional necessita conhecer algun s agravos mais comuns. Nessa tica, numere a coluna da direita de acordo com sua correspondncia com a da esquerda.

    1. Doena ocupacional que tem etiologias derivadas da prolongada posio de segmentos corporais em tenso esttica, manuteno de postura inadequada, pausas inadequadas e horas extras de trabalho.

    2. Afeco tegumentar que atinge o trabalhador, dep endendo sua gravidade da localizao, da idade e do sexo.

    3. Afeco que pode aparecer em decorrncia de um e sforo fsico agudo e que se caracteriza por acidente de trabalho.

    4. Afeco com dor difusa, tipo fadiga e calor loca l.

    ( ) Lombalgia. ( ) LER, DORT, AMERT. ( ) Dermatose ocupacional. ( ) Varizes de membros

    inferiores.

    Assinale a alternativa que apresenta a numerao co rreta da coluna de direita, de cima para baixo.

    a) 4 2 1 3. b) 4 1 3 2. *c) 3 1 2 4. d) 3 4 1 2. e) 3 1 4 2.

    85 - Solventes so substncias utilizadas amplamente no mundo do trabalho e esto presentes cada vez ma is em nosso

    dia a dia. A respeito do assunto, considere as segu intes afirmativas:

    1. Os solventes pertencem categoria dos compostos orgnicos, dentre os quais destacam-se os alcois, os glicis, os hidrocarbonetos aromticos e as cetonas .

    2. Os solventes, quando inalados em grande quantida de, levam a um estado de embriaguez, ou seja, o ind ivduo apresenta tonturas, cefaleia, podendo entrar em com a e chegar a bito.

    3. Os efeitos txicos dos solventes acontecem devid o sua ao sobre o sistema nervoso central. 4. Alm do efeito agudo, os solventes podem, a mdi o e longo prazo, levar nefropatia txica.

    Assinale a alternativa correta.

    a) Somente a afirmativa 1 verdadeira. b) Somente as afirmativas 2 e 4 so verdadeiras. c) Somente as afirmativas 3 e 4 so verdadeiras. d) Somente as afirmativas 1, 3 e 4 so verdadeiras. *e) As afirmativas 1, 2, 3 e 4 so verdadeiras.

    86 - As doenas das vias areas podem estar relacio nadas com materiais inalados nos ambientes de traba lho. Numere a

    coluna da direita, relacionando a sintomatologia co m a patologia ocupacional das vias areas.

    1. Silicose. 2. Asbestose. 3. Asma ocupacional.

    ( ) Obstruo aguda das vias areas, com tosse no turna persistente. Caracteriza-se por dispneia, tosse, rinorreia, espirros e lacrimej amento.

    ( ) Principal pneumoconiose no Brasil, caracteriza -se por um processo de fibrose, com formao de ndulos conglomerados e disfuno r espiratria nos estgios avanados. O quadro pode evoluir para cor pulmonale .

    ( ) Doena de carter progressivo e irreversvel. Caracteriza-se por dispneia de esforo, estertores crepitantes nas bases pulmonare s, baqueteamento digital, alteraes funcionais e pequenas opacidades irregul ares na radiografia de trax.

    Assinale a alternativa que apresenta a numerao co rreta da coluna da direita, de cima para baixo.

    a) 1 2 3. b) 1 3 2. c) 3 2 1. *d) 3 1 2. e) 2 1 3.

    87 - Assinale a alternativa correta quanto aos mode los de proteo social em sade.

    *a) No modelo de proteo residual, o Estado no assume para si a responsabilidade de garantia da proteo universal sade e protege apenas alguns grupos mais pobres.

    b) Os sistemas de seguro social em sade do tipo bismarkiano tm financiamento baseado nas contribuies de empregados e empregadores e, desde seus primrdios, na Europa, foram organizados por categoria funcional de trabalhadores, possibilitando a universalizao do acesso.

    c) O modelo Semashko, institudo na Rssia, com a revoluo sovitica de 1917, constituiu um sistema pblico universal, cujos exemplos bem-sucedidos extinguiram-se com a dissoluo da Unio Sovitica.

    d) Os modelos universais de proteo sade, correspondentes ao sistema de proteo social do tipo seguridade social, concretizam-se em sistemas nacionais de sade financiados com recursos privados provenientes dos impostos gerais, sendo os mais eficientes, com maior impacto positivo sobre as condies de sade.

    e) A atual reforma proposta para o sistema de sade dos EUA, ao confirmar-se como um sistema fundado no asseguramento privado e na taxao compulsria dos no-assegurados, para viabilizar seu atendimento pelo pacote garantido pelo Estado, alcanar, finalmente, as conquistas de um sistema de seguridade universal e com base de financiamento solidrio.

  • 18

    88 - Ao atender um paciente numa Unidade de Sade co m queixa de dor lombar e perceber que se trata de d oena originada nas condies de trabalho impostas pela e mpresa, a conduta correta do mdico generalista ser :

    a) comunicar o fato somente aos empregadores e no informar o trabalhador sobre as condies de trabalho que pem em risco sua sade.

    *b) esclarecer o paciente sobre as determinaes profissionais de sua doena, contribuindo para potencializar sua capacidade de conquistar melhores condies de vida no trabalho.

    c) no comunicar o nexo da doena com as condies de trabalho, pois poderia prejudicar a empresa. d) no informar ao paciente a origem da doena, pois a explicitao do nexo com o trabalho de responsabilidade apenas

    do mdico do trabalho. e) o mdico no deve divulgar tal nexo, pois poderia ser prejudicado futuramente, por levantar tal suspeita.

    89 - Um estudo realizado junto rede de servios d o SUS de determinada capital brasileira identificou q ue, tanto na ateno bsica quanto nos servios de referncia es pecializada para atendimento ao diabtico, o exame dos ps dos pacientes somente era realizado se houvesse solicit ao dele ao mdico. Em relao a essa situao, as sinale a alternativa correta.

    a) Alteraes neurovasculares, conhecidas como p diabtico, geralmente presentes em torno de 20% dos diabticos, no constituem complicao importante nesse nvel de assistncia, a ponto de justificar o exame sistemtico dos ps dos pacientes portadores dessa enfermidade metablica.

    *b) Tal atitude constitui omisso inaceitvel, pois o p diabtico uma das complicaes mais devastadoras do Diabetes mellitus, sendo responsvel por 50 a 70% das amputaes no-traumticas.

    c) A conduta dos servios est inadequada, pois na ateno ambulatorial o p do diabtico deve ser examinado semestralmente, mesmo que ele no apresente queixa.

    d) No atendimento ambulatorial realizado pelo mdico generalista, uma anamnese criteriosa deve preceder o exame fsico, e o exame dos ps estar indicado quando o paciente relatar a presena de ulcerao, o que pode ocorrer no mximo em 20% dos pacientes, no em qualquer consulta rotineira.

    e) A conduta dos servios est correta, pois o exame dos ps dever ser realizado semestralmente ou mediante queixa do paciente quanto presena de fatores de risco, tais como micoses, bolhas, rachaduras e fissuras, presentes em 50% dos pacientes diabticos.

    90 - A reviso das reformas contemporneas dos sist emas de sade demonstra que, ainda que tenham sido adotadas

    diferentes formas de reorganizao dos servios de sade nos distintos pases, elas foram desenhadas a partir de elementos comuns presentes na agenda homognea difu ndida mundialmente. Essas reformas tentaram, de algu ma maneira, conciliar eficincia e equidade, mas no t iveram grande sucesso. Com relao aos resultados d essas reformas, assinale a alternativa INCORRETA.

    a) Diferentemente do que ocorreu na Europa Ocidental e no Canad, para a Europa do Leste, Amrica Latina, sia e frica os modelos de reforma implementados foram muito mais radicais, vinculados, em sua grande maioria, a exigncias e condicionantes dos ajustes macroeconmicos e prescries do Banco Mundial, que resultaram, em alguns casos, no desmonte dos sistemas de sade anteriores.

    b) As mudanas nos mecanismos de repasses de recursos foram acompanhadas de instrumentos diversos para aumentar a autonomia de gesto e deciso (por exemplo, hospitais convertidos em distintas modalidades de empresas pblicas ou em hospitais privados no lucrativos nos sistemas de seguro nacional de sade).

    c) No Brasil, a ideia da privatizao foi incorporada na proposta de reforma administrativa do Estado na dcada de 1990, resultando na institucionalizao das chamadas organizaes sociais, modelo jurdico das organizaes pblicas no estatais, entidades de direito privado, constitudas sob a forma de fundao ou sociedade civil sem fins lucrativos, s quais seriam atribudos a prestao de servios sociais de natureza pblica, com autonomia financeira e administrativa.

    *d) De uma maneira geral, nos pases do Leste, Amrica Latina, sia e frica, as medidas tm reduzido o gasto privado, paralelamente ao aumento dos recursos pblicos, numa dinmica inversa que se observa nos pases europeus.

    e) Em pases da Amrica Latina, foram criados pacotes diferenciados de servios com distintas amplitudes e coberturas para diferentes grupos sociais, segmentando-se o direito de acesso aos servios de sade conforme o poder de compra.

    91 - Em 30 de julho de 2010, o Jornal Folha de S. Paulo publicou na capa a seguinte manchete: Em 20 anos, sobe 39%

    proporo de mortes neonatais, e complementou: Da dos do Ministrio da Sade apontam mudana no perfil da mortalidade infantil no pas. Em 1990, bebs com at 28 dias respondiam por 49% do total da mortalidade de crianas com at um ano de idade. Em 2008, a participao sal tou para 68% (alta de 39%). Em 20 anos, o Brasil red uziu as mortes infantis (at um ano) em 54%, graas a progr amas de vacinao e saneamento, entre outros fatore s. Sobre o fato noticiado pelo jornal, correto afirmar:

    a) Essa notcia falsa, pois tem ocorrido uma queda geral na taxa de mortalidade infantil e igualmente na taxa de mortalidade neonatal.

    b) Essa notcia verdadeira, pois tem ocorrido uma queda na taxa de mortalidade infantil, mas no tem cado a taxa de mortalidade neonatal.

    c) Essa notcia falsa, pois informa ao mesmo tempo que houve uma reduo das mortes infantis graas aos programas de vacinao e saneamento e outros fatores, e evidendemente a notcia se refere reduo das taxas de mortalidade neonatal tardia.

    *d) Essa notcia verdadeira e parece uma m notcia, mas no : o ttulo da manchete induz a um erro na interpretao do indicador apresentado.

    e) Essa notcia verdadeira e reflete as grandes dificuldades na melhoria das condies de vida e de acesso aos servios de pr-natal e assistncia ao parto, gerando aumento nas taxas de mortalidade neonatal.

  • 19

    92 - A prtica regular de ioga ao menos duas vezes por semana melhora a qualidade de vida, proporciona um sono melhor, reduz a fadiga e a necessidade de tomar rem dios para dormir. Todos esses benefcios foram con statados em estudo feito com 410 pacientes com cncer e dist rbios relacionados fadiga e ao sono. Os pesquisa dores dividiram o grupo em dois: metade fez aulas de ioga suave e restauradora (incluindo posturas especiais e exerccios de respirao) e a outra metade era o grupo control e. Ao final de um ms, quem praticou ioga relatou 2 2% de melhora na qualidade do sono, duas vezes mais do qu e quem no fez o exerccio. (Extrado de reportagem da Folha de S. Paulo , 24/05/2010). Sobre a pesquisa relatada, considere as seguintes afirmativas:

    1. Trata-se de um estudo epidemiolgico de interven o. 2. um ensaio clnico teraputico. 3. A eficcia da prtica da ioga na melhoria da qua lidade do sono foi de 22%. 4. O vis de informao um erro a ser considerado , devido ao no cegamento dos participantes. 5. O estudo sugere que, aps 4 a 5 meses de prtica dos exerccios de ioga, todos tero sanado seus pr oblemas

    relativos ao sono.

    Assinale a alternativa correta.

    a) Somente as afirmativas 2 e 5 so verdadeiras. *b) Somente as afirmativas 1, 2 e 4 so verdadeiras. c) Somente as afirmativas 1, 3 e 4 so verdadeiras. d) Somente as afirmativas 4 e 5 so verdadeiras. e) As afirmativas 1, 2, 3, 4 e 5 so verdadeiras.

    93 - Em relao vigilncia epidemiolgica, identif ique as afirmativas a seguir como verdadeiras (V) ou falsas (F).

    ( ) Mesmo na ausncia de casos, as fontes notific adoras devem enviar a notificao negativa. ( ) Toda suspeita de epidemia ou surto de qualque r doena ou a ocorrncia de agravos inusitados deve ser

    imediatamente notificada por telefone autoridade sanitria. ( ) Os dados coletados sobre as doenas de notifi cao compulsria so includos no Sistema de Inform aes

    Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS). ( ) O cumprimento das funes de vigilncia epide miolgica depende da disponibilidade de dados que s irvam para

    subsidiar o processo de produo de informao para ao. ( ) A principal fonte de dados da vigilncia epid emiolgica so os estudos epidemiolgicos.

    Assinale a alternativa que apresenta a sequncia co rreta, de cima para baixo.

    a) F F V V F. b) V V F F V. *c) V V F V F. d) F V V F F. e) V F F V V.

    94 - JBF, 25 anos, do sexo feminino, residente em u m municpio do interior do Estado do Paran, vem send o

    acompanhada pelo Servio de Atendimento Especializado em Curitiba com diagnstico de lpus eritematoso sistmico por aproximadamente 3 anos, em uso de div ersos medicamentos e recentemente em uso de cortico terapia. Em visita a seus familiares no municpio de Curitiba para realizar consulta com oftalmologista por inte nsificao da sua miopia, procurou atendimento de emergncia por apresentar um quadro febril, dores intensas no corp o, dor torcica ventilatrio-dependente e comprometimento do estado geral. Foi encaminhada ao hospital para internamento para realizao de exames e tratamento . Internada no mesmo dia, identificou-se uma infec o pulmonar com comprometimento dos dois pulmes, apre sentou quadro de insuficincia respiratria aguda c om agravamento do estado geral, evoluco para choque s ptico e bito. O plantonista que preencheu a sua declarao de bi to informou os dados de identificao conforme regi stro no pronturio hospitalar e preencheu o campo sobre o l ocal de residncia com os dados do endereo de seus familiares em Curitiba. Por no saber se JBF estava grvida, de ixou em branco as informaes sobre a situao da m ulher em idade frtil. Informou sobre as causas da morte da seguinte forma:

    Parte I: a - Choque sptico b - Pneumonia c - Uso de medicao imunossupressora d - Lpus eritematoso sistmico

    Parte II: somente passou um trao.

    Considere os campos de preenchimento da declarao de bito abaixo identificados:

    1. Identificao 2. Endereo de residncia 3. Informao sobre bitos de mulheres em idade fr til 4. Causas da morte Parte I 5. Causas da morte Parte II

    Foram preenchidos de forma errada pelo profissional os campos:

    a) 1, 4 e 5 apenas. b) 2, 4 e 5 apenas. c) 2, 3 e 4 apenas. d) 2, 3 e 5 apenas. *e) 2 e 3 apenas.

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    95 - O Health Professionals Follow-Up Study ( American Journal of Clinical Nutrition 2005; 81(3 ):555-563) acompanhou, de 1987 a 2000, 27.219 profissionais de sade americanos com idade de 40 a 75 anos, para a valiar a ocorrncia de diabetes tipo 2 e potenciais fatores de risco associados. Durante 13 anos de acompanhame nto, os autores documentaram 884 novos casos de diabetes ti po 2. Aps ajuste multivariado para outros fatores de risco, verificou-se que para os 5.599 homens (21%) com IMC > 27,2 o risco relativo de diabetes tipo 2 foi de 7,9 quando comparado com indivduos com IMC at 22,7. Consider ando ainda que as taxas de ocorrncia de casos novo s de diabetes tipo 2 foi de 670 por 100 mil habitantes e m indivduos com IMC > 27,2 e de 82 por 100 mil hab itantes em indivduos com IMC at 22,7, analise os itens abaix o:

    1. um estudo concorrente analtico. 2. A medida a ser utilizada para avaliar a frequnc ia de diabetes tipo 2 no estudo a taxa de preval ncia. 3. O risco de diabetes atribuvel ao IMC acima de 2 7,2 foi de 588 casos por 100 mil indivduos com IMC > 27,2. 4. Visto que pretende avaliar o IMC como possvel fa tor de risco para diabetes, trata-se de ensaio cln ico

    controlado.

    Assinale a alternativa correta.

    a) Somente as afirmativas 1 e 2 so verdadeiras. *b) Somente as afirmativas 1 e 3 so verdadeiras. c) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 so verdadeiras. d) Somente as afirmativas 1, 2 e 4 so verdadeiras. e) As afirmativas 1, 2, 3 e 4 so verdadeiras.

    96 - Paciente masculino, 24 anos, internado com hi stria de evoluo de 4 meses com emagrecimento pro gressivo. H

    um ms houve piora do estado geral com inapetncia, tosse seca e sudorese noturna. Nega a presena de doenas prvias. Investigao laboratorial apresenta os seg uintes resultados: sorologia anti-HIV reagente, west ern blot anti-HIV 1/2 positivo (presena de anticorpos contra as p rotenas virais gp160/120, gp46 e p24), CD4 366 cl ulas/mm 3 e carga viral em andamento. RX de trax com padro bro ncopneumnico com comprometimento bilateral mais acentuado em 1/3 superior de pulmo direito. BAAR e m escarro +++/4 e cultura para M tuberculosis em andamento.

    Com base nos dados acima descritos, assinale a alte rnativa correta.

    a) Recomenda-se o incio imediato da terapia antirretroviral combinada (associao de inibidores de transcriptase reversa e de protease) associada ao uso de tuberculostticos (regime qudruplo), pois pacientes HIV positivos tm alta incidncia de tuberculose multirresistente.

    b) Recomenda-se o tratamento inicial da tuberculose com esquema trplice, pois as manifestaes clnicas apresentadas so decorrentes da tuberculose, no havendo ainda indicao de iniciar terapia antirretroviral.

    *c) Recomenda-se o tratamento completo da tuberculose com esquema qudruplo e posterior avaliao da indicao de incio de medicao antirretroviral.

    d) Recomenda-se o tratamento inicial com esquema antirretroviral e, quando houver melhora da resposta imune, iniciar terapia antituberculosttica qudrupla, visando diminuir o risco de sndrome imune de resposta inflamatria (SIRI).

    e) Recomenda-se o tratamento da tuberculose com esquema qudruplo combinada com duas drogas antirretrovirais, pois a associao de inibidores de protease aumenta a toxicidade heptica dos tuberculostticos.

    97 - Em relao aos novos antifngicos e aos recente s consensos para o manejo de infeces fngicas inv asivas,

    indique o melhor tratamento (evidncia A1) para pac ientes, respectivamente, com diagnstico de aspergi lose invasiva e de candidemia. Considere o paciente cand idmico como grave ou hemodinamicamente instvel, n o neutropnico.

    a) Caspofungina e anidulafungina. b) Anfotericina B desoxicolato e voriconazol. *c) Voriconazol e equinocandinas. d) Anfotericina B liposomal e fluconazol. e) Anfotericina B e tioconazol.

    98 - Um paciente masculino, branco, de 48 anos, pro cedente de Pinhalo (PR), foi internado com hiperterm ia (38,5 C), tosse com expectorao hemoptoica e leso ulcerada moriforme em mucosa oral. Tabagista de longa data, hipertenso no controlado, refere tambm ter emagre cido aproximadamente 12 kg nos ltimos 8 meses e qu e nos ltimos meses apresenta sudorese noturna. Sempre mor ou em zona rural e atualmente trabalha como tratori sta. O exame radiolgico de trax revelou vrias imagens n odulares simtricas bilaterais predominantes em ter os mdios pulmonares e leso escavada em pice pulmonar esque rdo. O exame micolgico direto do escarro revelou a presena de clulas leveduriformes com mltiplos br otamentos e uma primeira pesquisa de BAAR foi negat iva. O VHS era de 80 mm na 1 hora e a creatinina era de 1,8 mg/dL. Como voc iniciaria o tratamento desse paci ente?

    a) Levofloxacina e fluconazol. b) Anfotericina B e cetoconazol. c) RIP e itraconazol. *d) Treimetoprim/sulfametoxazol e RIP. e) Amoxicilina e voriconazol.

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    99 - Um paciente diabtico descompensado internad o em cetoacidose. Refere intensa cefaleia frontal e , ao exame, encontra-se confuso, com edema do nariz, proptose o cular esquerda e leso lcero necrtica em palato d uro, cuja curetagem revelou os seguintes elementos fngicos:

    Com base nesses dados clnicos e epidemiolgicos, q ual seria o diagnstico?

    a) Aspergilose sinusal. *b) Zigomicose rino cerebral. c) Neuroparacoccidioidomicose. d) Fusariose disseminada. e) Neurocriptococose.

    100 - Um paciente masculino, de 17 anos, provenient e de zona rural do Nordeste brasileiro, apresenta-s e com febre prolongada, hepato esplenomegalia, pancitopenia, hi poalbuminemia e hipergamaglobulinemia. Os familiare s referem que a doena teve incio h 4 meses. Qual o principal exame para elucidar o diagnstico nesse caso?

    a) Bipsia heptica. b) Pesquisa de hematozorios em sangue perifrico. c) Testes imunodiagnsticos para toxoplasmose. *d) Aspirado de medula ssea. e) Sorologia de paracoccidioidomicose.