Trabalho de Psicossociologia Ana Filipa Nelson Pedro

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  • CONCLUSO ESTUDOS E FORMAO, LDA.

    Curso de Tcnico Superior de Higiene e Sade no Trabalho

    Psicossociologia do trabalho

    IMPACTOS DA EVOLUO DO MODELO TECNOCNTRICO PARA O ANTROPOCNTRICO

    Formador: Bruno Miguel Moreira Nn

    Elaborado por: Ana Lapo

    Filipa Marquito Nelson Gonalves Pedro Charneco

    Castelo Branco, 25 de Maio de 2010

  • CURSO DE TCNICO SUPERIOR DE SEGURANA E HIGIENE DO TRABALHO

    PSICOSSOCIOLOGIA DO TRABALHO

    1

    NDICE

    RESUMO ..................................................................................................................................................... 2

    1. INTRODUO ..................................................................................................................................... 3

    2. ENQUADRAMENTO TERICO .......................................................................................................... 4

    2.1. ABORDAGENS ORGANIZACIONAIS ...................................................................................... 4

    3. DESENVOLVIMENTO ......................................................................................................................... 5

    3.1. MODELO TECNOCNTRICO ................................................................................................... 6

    3.2. MODELO ANTROPOCNTRICO ............................................................................................. 7

    3.3. EVOLUO DO M. O. TECNOCNTRICO PARA O M. O. ANTROPOCNTRICO ............ 8

    3.3.1. IMPACTOS AO NVEL DA HIGIENE E SEGURANA DO TRABALHO ......................... 9

    3.3.2. IMPACTOS AO NVEL DA PRODUTIVIDADE ................................................................. 9

    3.3.3. IMPACTOS AO NVEL DA ECONOMIA ......................................................................... 10

    3.3.4. A GESTO DE RECURSOS HUMANOS E A RESPONSABILIDADE SOCIAL ............ 10

    3.3.5. DISCUSSO DO ARTIGO A GESTO DE RECURSOS HUMANOS E A

    RESPONSABILIDADE SOCIAL ...................................................................................................... 11

    3.3.6. O CASO PORTUGUS ................................................................................................... 12

    4. CONCLUSO / DISCUSSO ............................................................................................................ 13

    5. BIBLIOGRAFIA ................................................................................................................................. 14

    6. NETGRAFIA ...................................................................................................................................... 15

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    RESUMO

    No mbito do mdulo de Psicossociologia do Trabalho, elaborou-se este artigo acerca o Impacto da

    Evoluo do Modelo Organizacional Tecnocntrico para o Modelo Organizacional Antropocntrico

    dentro de uma empresa. O principal objectivo desta pesquisa bibliogrfica, consiste em relacionar o

    impacto que cada modelo tem ao nvel da higiene e segurana do trabalho, da produtividade, da

    economia e da cultura organizacional nas empresas.

    Palavras Chave: Antropocntrico; Tecnocntrico; Higiene; Segurana; Trabalho.

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    1. INTRODUO

    No mbito do mdulo de Psicossociologia do Trabalho, do Curso de Tcnico Superior de Segurana e

    Higiene do Trabalho, realizado pela entidade formadora Concluso e dirigido pelo formador Bruno

    Nn, elaborou-se um artigo sobre o Impacto da Evoluo do Modelo Organizacional Tecnocntrico

    para o Modelo Organizacional Antropocntrico.

    Relativamente forma como este artigo est estruturado e organizado podemos destacar os principais

    alicerces:

    Resumo dado a conhecer uma perspectiva sucinta da pesquisa bibliogrfica efectuada;

    Introduo efectuada uma pequena introduo acerca do artigo elaborado, atravs de

    um enquadramento geral do mesmo. Engloba tambm uma articulao da estrutura e dos

    tpicos analisados neste artigo;

    Enquadramento Terico So definidas as vrias abordagens organizacionais que esto

    na base do tema desenvolvido;

    Desenvolvimento onde so descritos os impactos da evoluo dos modelos

    organizacionais, ao nvel da higiene e segurana do trabalho, produtividade e economia.

    tambm analisado e discutido um artigo retirado de uma revista, acerca da gesto dos

    recursos humanos e da responsabilizao social;

    Concluso / Discusso feita uma exposio clara de todas as concluses retiradas, bem

    como comentrios pertinentes derivados do tema;

    Bibliografia e Netgrafia So identificadas todas as fontes de informao consultadas no

    decorrer da realizao da pesquisa bibliogrfica e no auxlio da preparao do relatrio.

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    2. ENQUADRAMENTO TERICO

    2.1. ABORDAGENS ORGANIZACIONAIS

    Neste enquadramento terico, queremos iniciar o tema definindo 4 tipos de Abordagens

    Organizacionais:

    Abordagens Clssicas: Consistiam em decompor o trabalho em pequenas tarefas, e cada

    unidade ou pessoa apenas se limitava a fazer apenas uma dessas tarefas.

    o Organizao cientfica do trabalho (Taylor);

    o Perspectiva administrativa das empresas (Fayol);

    o Racionalidade burocrtica das organizaes (Weber).

    Escola das Relaes Humanas: Surgiu da necessidade de melhorar as condies de trabalho, pois

    verificava-se um aumento dos problemas de sade e dos acidentes de trabalho e

    consecutivamente uma diminuio da produtividade.

    o Elton Mayo.

    Abordagem Scio-Tcnica: Com esta abordagem verificou-se uma melhoria do ambiente de

    trabalho, com ndices de produtividade mais elevados, diminuio da taxa de absentismo e os

    acidentes de trabalho eram menos frequentes.

    Abordagem Contigencial: Esta abordagem vai ser abordada ao longo deste trabalho, decorrendo

    da anlise do tema principal do relatrio.

    o As estruturas organizacionais dependem do contexto em que se inserem;

    o No existe uma estrutura ideal;

    o Adaptao sistemtica ao meio externo;

    o Seleco natural.

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    3. DESENVOLVIMENTO

    O percurso histrico das organizaes nunca foi to turbulento, repleto de inovaes e mudanas,

    como o foi nos ltimos 100 anos. As investigaes de Taylor e a posterior aplicao dos princpios da

    Organizao Cientfica do Trabalho e at adulterao, segundo alguns implicaram fortes

    transformaes nas organizaes, que culminavam na formulao de uma racionalidade funcional ou

    instrumental implacvel dos meios ao servio das organizaes. Mais tarde, Henry Ford, a partir dos

    princpios desenvolvidos por Taylor, introduz a linha de montagem e o seu sucesso permite difundir por

    quase todo o mundo um modelo de organizao e produo que viria a ficar conhecido pelo apelido do

    seu percursor. Recentemente, a partir dos anos 70, assiste-se a um conjunto de tendncias que nos

    permitem afirmar sem grandes receios que estamos na presena de uma nova lgica de organizao e

    produo.

    Subjacente a esta nova lgica scio-econmica e organizacional esto diversos factores que,

    conjugados e interligados, fazem emergir a incapacidade de resposta dos modelos tradicionais de

    produo e, consequentemente, a necessidade de procurar novas formas de organizao e produo,

    distintas das anteriores, que permitam de forma eficaz satisfazer as necessidades, por um lado, de um

    mercado crescentemente diferenciado e exigente e, por outro, de uma mo-de-obra mais escolarizada

    e com novo valores e aspiraes face ao trabalho. [8]

    Integrado neste novo quadro scio-econmico, os Sistemas Antropocntricos de Produo (SAP)

    assumem-se como um dos novos modelos de produo. Inspirados na abordagem scio-tcnica,

    procuram compatibilizar e integrar os subsistemas, humano e tcnico, o que pressupe a articulao

    entre recursos humanos qualificados e tecnologias flexveis, estruturas organizacionais e hierrquicas

    descentralizadas e participativas. Deste modo, nega-se o determinismo tecnolgico e coloca-se nfase

    no saber, criatividade e iniciativa dos indivduos, no sentido de a tecnologia no substitu o homem,

    mas aumenta o seu poder e eficcia. [8]

    Efectivamente, quando comparado com a aposta tecnocntrica em que se inscreve o modelo

    taylorista-fordista os SAP apresentam uma maior flexibilidade e integrao que caracteriza, alis, os

    novos modelos de produo. A descentralizao uma caracterstica fundamental nos SAP, ao passo

    que a perspectiva tecnocntrica privilegia a centralizao, quer de processos quer de decises. A

    tecnologia outro factor central, mas por razes diferentes: enquanto que os SAP utilizam a tecnologia

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    para promover a flexibilidade funcional, a perspectiva tecnocntrica v a tecnologia como meio

    indispensvel para reduzir a mo-de-obra. [8]

    Em suma, com o passar dos anos, a maneira como as empresas pensavam e geriam as actividades

    atribudas aos seus recursos humanos, foi sofrendo alteraes, de acordo com os prprios resultados

    que da derivavam para a sua conveniente sustentabilidade. Neste relatrio apenas queremos

    relacionar os impactos provenientes da evoluo do Modelo Organizacional Tecnocntrico para o

    Modelo Organizacional Antropocntrico.

    Figura 1 Evoluo dos modelos organizacionais

    3.1. MODELO TECNOCNTRICO

    Neste paradigma, o mais importante a mquina. O homem acaba por ser considerado apenas como

    sendo uma pea da mquina.

    Relativamente aos recursos humanos so, de um modo geral pouco qualificados e a empresa quase no

    investe em formao. A perspectiva neotaylorista faz-se notar por um forte protagonismo patronal nos

    processos de inovao. Revela-se numa perspectiva tecnocntrica, atravs de um taylorismo assistido

    por computador, com nfase na flexibilizao quantitativa e desemprego massivo. As tecnologias

    servem, nesta perspectiva para exercer um maior controlo sobre o trabalhador, para aumentar a

    qualidade de produtos e servios e aumentar a produtividade por trabalhador. Cria-se uma

    flexibilizao quantitativa da mo-de-obra, com forte incidncia de trabalhadores no qualificados. A

    sua estrutura organizacional vertical, fortemente hierarquizada, e com um controle integrado e

    centralizado. [5]

    Modelo Tecnocntrico Modelo Antropocntrico

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    3.2. MODELO ANTROPOCNTRICO

    Neste paradigma e ao contrrio do anterior, o mais importante o Homem, sendo este o centro de

    tudo, mas isso, apenas depois de implementada uma poltica de mudana de mentalidades, onde o

    bem-estar dos trabalhadores levado em conta.

    uma concepo que considera que a humanidade deve permanecer no centro do entendimento dos

    humanos, isto , o universo deve ser avaliado de acordo com a sua relao com o Homem. normal

    pensar-se na ideia de "o Homem no centro das atenes". [6]

    Tm por base a utilizao de recursos humanos qualificados e polivalentes e de tecnologias flexveis. A

    importncia dos aspectos humanos e organizacionais cada vez mais reconhecida, sendo a mo-de-

    obra cada vez mais escolarizada, com novas aspiraes face ao trabalho, tais como autonomia,

    responsabilidade, desenvolvimento pessoal e profissional.

    As formas clssicas de organizao do trabalho que desvalorizam o papel do factor humano, limitam a

    participao dos trabalhadores nas decises e tendem a caminhar para uma profunda crise. Essa crise

    manifesta-se na incapacidade de responder s novas exigncias do mercado e s aspiraes dos

    indivduos face ao trabalho e empresa.

    As formas organizacionais e os mtodos de gesto que apostam na formao, informao,

    comunicao e participao dos trabalhadores, esto a ganhar terreno por se mostrarem mais capazes

    de enfrentar a crise e as mutaes tecnolgicas, econmicas e scio-culturais. [7]

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    3.3. EVOLUO DO M. O. TECNOCNTRICO PARA O M. O. ANTROPOCNTRICO

    Perspectiva Tecnocntrica Perspectiva Antropocntrica

    Introduo de novas tecnologias para

    reduzir custos de mo-de-obra

    Introduo de novas tecnologias para obter

    flexibilidade funcional

    Reduo da mo-de-obra, recurso ao

    emprego perifrico (temporal e parcial),

    instabilidade do emprego

    Melhoria da qualidade dos recursos

    humanos pela integrao da formao...

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