tp4 faa-grupo1

Download Tp4 faa-grupo1

Post on 29-Jun-2015

1.236 views

Category:

Education

2 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • 1. ARQUIVOS EMPRESARIAIS E PESSOAIS Cincias e Tecnologias da Documentao e Informao Formao Avanada em Arquivo Dr. Carlos Mendes

2. INTRODUO

  • Este trabalho acadmico realizado no mbito da disciplina Formao Avanada em Arquivo, leccionada na Escola Superior de Estudos Industriais e de Gesto (ESEIG) pelo Dr. Carlos Mendes.
  • Para a realizao deste trabalho orientamo-nos pelas questes definidas pelo docente da disciplina, onde para tal, optamos por estruturar o trabalho em dois captulos.
  • No primeiro captulo, efectuamos a caracterizao dos arquivos de empresas, e dos arquivos pessoais, mencionando o percurso histrico, a sua legislao/regulamentao, a sua tipologia documental, bem como a organizao e a classificao do arquivo.
  • Quanto ao segundo captulo, efectuamos a avaliao e a seleco para procedermos eliminao. Criando desta forma uma tabela de seleco, onde referimos as sries e subsries, que vamos eliminar, tendo em conta o quadro de classificao mencionado no trabalho anterior.

19-11-2010 3.

  • CAPTULO 1

19-11-2010 4. 19-11-2010 ARQUIVOS DAS EMPRESAS 5. QUANTO AOS ARQUIVOS DAS EMPRESAS, DEPARAMO-NOS QUE SO BASTANTE ESCASSOS OS ARQUIVOS QUE REMONTAM AO ANTIGO REGIME .

      • 1.1.1O arquivo da Companhia Geral do Gro-Par e Maranho;

19-11-2010

      • 1.1.2O arquivo da Companhia Geral e de Pernambuco e
      • Paraba;
      • 1.1.3O arquivo da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro.

6. 1.1.1O ARQUIVO DA COMPANHIA GERAL DO GRO-PAR E MARANHO(1/4)

  • Percurso Histrico(1/2)
  • Surgiu com a iniciativa de um grupo de homens, relativamente s praas de Lisboa e do Porto.
  • Esta companhia possua um monoplio da navegao, tinha um comrcio por grosso e escravos das capitanias brasileiras do Gro-Par e do Maranho, tudo isto num contrato de vinte anos.
  • 1755
  • Provocando a mudana da Companhia para um local na Boa Vista, junto Casa da Moeda.
  • J no sculo XIX, a Junta Liquidatria, mudou vrias vezes de instalaes, onde por fim, em 7 de Dezembro 1914 os seus Arquivos e papis foram transportados emcarroas e sacaspara a ex-capela de Santa Luzia, aplicada a depsito dos Prprios Nacionais, onde permaneceram, at criao do Arquivo Histrico do Ministrio das Finanas, onde foram incorporados.

19-11-2010 7.

  • Percurso Histrico(2/2)
  • Este arquivo no foi totalmente incorporado no Arquivo Histrico do Ministrio das Finanas (actualmente integrado na Torre do Tombo).
  • Francisco Trancoso referiu os estragos que o cartrio sofreu, devido aos assaltos e s destruies provocadas pela impopularidade das tentativas de cobrana das velhas dvidas.
  • Desta forma, verificaram-se significativas lacunas em variadas sries, sobretudo nas originrias da administrao do Par e Maranho.
  • Curiosidade:
  • Este arquivo foi integrado no patrimnio arquivstico do Estado.

1.1.1O ARQUIVO DA COMPANHIA GERAL DO GRO-PAR E MARANHO(2/4) 19-11-2010 8.

  • Legislao/regulamentao
  • A criao do arquivo da Companhia Geral do Gro-Par e Maranho foi submetida apreciao do rei para um projecto de estatutos, que foi aprovado a 7 de Junho de 1755 pelo Alvar Rgio.
  • A 5 de Janeiro de 1778, D. Maria I, declara livre o comrcio das capitanias sujeitas aos contratos, extinguindo desta forma o monoplio da Companhia. Com tal notificao a companhia entrou completamente em declnio, iniciando o processo de liquidao que se veio a arrastar at 1914.
  • Tipologia Documental
  • Devido ao inventrio publicado por Francisco Trancoso que podemos conhecer o tipo de documentao que perdurou.
  • Infelizmente, no evidente a estrutura orgnico-funcional do arquivo, pois as sries no so enquadradas nas respectivas seces orgnicas, sendo antes organizadas por ordem cronolgica, independentemente do servio que lhes deu origem.

1.1.1O ARQUIVO DA COMPANHIA GERAL DO GRO-PAR E MARANHO(3/4) 19-11-2010 9.

  • Organizao e classificao
  • A documentao deste arquivo estava ordenada cronologicamente.
  • Instrumentos de Acesso
  • No possvel saber se existiam instrumentos de acesso informao, apenas verificamos algumas referncias a livros de registos de vrios tipos.

1.1.1O ARQUIVO DA COMPANHIA GERAL DO GRO-PAR E MARANHO(4/4) 19-11-2010 10. 1.1.2O ARQUIVO DA COMPANHIA GERAL E DE PERNAMBUCO E PARABA(1/2)

  • Percurso Histrico
  • Este arquivo surgiu quatro anos aps a criao da Companhia do Gro-Par e Maranho.
  • O que aconteceu com o arquivo da Companhia Geral do Gro-Par e Maranho tambm sucedeu Companhia Geral e de Pernambuco e Paraba, pois tambm entrou em decadncia e consequentemente em processo de liquidao, juntamente com a Companhia do Gro-Par e Maranho.
  • Durante o perodo em que decorreu a liquidao da Companhia anterior, o mesmo aplica-se a esta.
  • Ambas as Companhias foram simultaneamente transferidas para o depsito dos Prprios Nacionais e da para o Arquivo Histrico do Ministrio das Finanas.
  • Este arquivo tambm sofreu alguns danos.

19-11-2010 11.

  • Legislao/regulamentao
  • O estatuto da Companhia Geral e de Pernambuco e Paraba, foi aprovado pelo Alvar Rgio de 13 de Agosto de 1759, iniciando a sua actividade na navegao e no comrcio.
  • Tipologia Documental
  • Quanto ao Arquivo Histrico do Ministrio do Equipamento, do Planeamento e da Administrao do Territrio, abrange documentos dos anos de 1760 a 1807, sendo igualmente descrita e de forma muito abreviada, noRoteiro de fontes da Histria Portuguesa Contempornea.
  • Organizao e classificao
  • Relativamente estrutura e classificao do arquivo no foi encontrada qualquer tipo de informao.
  • Instrumentos de Acesso
  • Tal como na Companhia anterior, no possvel saber se existiam instrumentos de acesso informao. Apenas verificamos a existncia de vrios registos.

1.1.2O ARQUIVO DA COMPANHIA GERAL E DE PERNAMBUCO E PARABA(2/2) 19-11-2010 12. 1.1.3O ARQUIVO DA COMPANHIA GERAL DA AGRICULTURA DAS VINHAS DO ALTO DOURO(1/2)

  • Fundado em1756no Porto, por lavradores do Douro e por alguns comerciantes da cidade.
  • Importncia notria, devido aos inmeros
  • privilgios que auferiu.
  • No tinha qualquer participao da Fazenda Real.
  • Preservada, conservando-se a sua actividade comercial, no sector do Vinho do Porto.
  • Desde1756at2010
  • Existe um acervo complexo com uma quantidade vasta de documentaoincorporada neste arquivo, em condies minimamente adequadas.

19-11-2010 Principal Objectivo 13.

  • Este arquivo, muitas das vezes aberto consulta
  • de investigadores, no sendo, contudo, at ao momento,
  • objecto de um estudo susceptvel de o dar a conhecer.

1.1.3O ARQUIVO DA COMPANHIA GERAL DA AGRICULTURA DAS VINHAS DO ALTO DOURO(2/2) 19-11-2010 NoArquivo Distrital do Portoexiste alguma documentao proveniente do arquivo desta Companhia, a qual referenciada no guia do arquivo, editado em1993 . 14. 19-11-2010 ARQUIVOS PESSOAIS 15. 1.2. ARQUIVOS PESSOAIS (1/5)

  • Percurso Histrico
  • O valor informativo dos arquivos pessoaiss foi reconhecido muito recentemente
  • no se conservouantigos arquivos
  • natural que ainda existam variados arquivos pessoais na posse de particulares, que herdaram esses mesmos arquivos dos seus antecedentes.
  • a sua existncia permanece no domnio do desconhecido
  • No Arquivo da Torre do Tombo foram depositados alguns destes arquivos, em vrios momentos dosculo XIX , quase sempre provenientes de arquivos de famlias e no de pessoas individuais.
  • No caso doarquivo de Antnio de Saldanha da Gama , nos anos de 1825 e 1826, existedocumentao de 1778 a 1839 .

19-11-2010 16.

  • Legislao/regulamentao
  • Decreto de 15 de Dezembro de 1788
  • Decreto de 20 de Junho de 1822
  • Decreto de 2 de Agosto de 1843
  • Decreto de 19 de Agosto de 1859
  • Decreto de 17 de Setembro de 1885
  • Decreto de 29 de Dezembro de 1887
  • Decreto-Lei n 447/88, de 10 de Dezembro de 1988
  • Diploma de 1965
  • Decreto-Lei n 247/9, de Junho de
  • Decreto-Lei n 121/92, de Julho de 1992
  • Decreto-Lei n 16/93, de 23 de Janeiro de 1993
  • Decreto-Lei n 60/97, de 20 de Maro de 1997
  • Decreto-lei n 372/98, de 23 de Novembro de 1998

1.2. ARQUIVOS PESSOAIS (2/5) 19-11-2010 17.

  • Tipologia Documental
  • Na Biblioteca Nacional guardavam-se76 parcelasde vrios arquivos de personalidades ligadas a diversos sectores de actividade, de pocas anteriores a 1820.
  • No sculo XIII surge umcartulrio( um registo de cartas do cartrio) referente aos bens de um senhorio, pertena de D. Joo de Aboim, rico-homem e mordomo-mor de D. Afonso III, designado por D. Joo de Portel. Este cartulrio encontra-se neste arquivo pelo menos desde 1529, c