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a revista do engenheiro civil

Sistemas baseados no conceito de Building Information Modeling permitem projetar em 3D e integrar as especificaes tcnicas numa nica base de dados

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ISSN 0104-1053

00127

tchne 127 outubro 2007 Tecnologias de informao BIM Conteno Texturas acrlicas Argamassa reforada com fibras Ibracon Impermeabilizao

apoio

IPT

Edio 127 ano 15 outubro de 2007 R$ 23,00

techne

www.revistatechne.com.br

ENTREVISTA LUCIO SOIBELMAN

Avanos da TI nas obrasREVESTIMENTO

Texturas acrlicasCONTENO

Hospital Albert Einstein

O que BIM?

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SUMRIO44CAPAConstruo integrada Por que o Building Information Modeling vai mudar a maneira de projetar e construir

Sergio Colotto/Imagens Gui Mattos

60 ARTIGORevestimentos de argamassa com fibras de polipropileno Como alterar as propriedades do revestimento e garantir melhor aderncia

36 CONTENESSuperparede Hospital Albert Einsten, em So Paulo, tem uma das paredes de conteno mais altas j executadasAcervo pessoal

79 COMO CONSTRUIRImpermeabilizao com manta asfltica Veja como executar a impermeabilizao de lajes

22ENTREVISTAInformaes integradas Pesquisador Lucio Soibelman, da Carnegie Mellon University, fala das dificuldades de se aplicar as tecnologias de informao na construo

40 OBRAAmbientes selados Nova fbrica da Fundao do Remdio Popular demandou projeto de salas limpas

SEESEditorial Web rea Construda ndices IPT Responde Carreira Melhores Prticas Tcnica e Ambiente P&T Obra Aberta Agenda 4 8 10 14 16 18 20 30 66 72 76

50 REVESTIMENTOSEfeito acrlico Como especificar e aplicar revestimentos texturizados de base acrlica

32 CONGRESSODesenvolvimento concreto Ibracon destaca trabalhos nacionais e estrangeiros com uso de concretos especiais

56 ISOLAMENTO TRMICOConforto ambiental As propriedades e aplicaes das telhas e painis isolantes Capa Arte e layout: Sergio Colotto Imagens e plantas cedidas por Gui Mattos

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parte integrante desta revista uma amostra da manta tipo III da Denver

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EDITORIALTrs dimenses para projetar, coordenar e orarprojetista de estruturas Charles H. Thorton possui escritrios em 12 cidades do mundo, dentre as quais se destacam Londres, Hong Kong, Xangai e Moscou. Entrevistado de Tchne no 120, em maro deste ano, o norte-americano esteve no Brasil para uma conferncia na feira Revestir, em So Paulo. A despeito de abordar o colapso das torres gmeas de Nova York, fez questo de discorrer sobre um conceito que tem defendido com veemncia e que ainda no encontra grande ressonncia em todo o planeta. Trata-se do BIM, sigla para building information modeling ou, em portugus, modelagem de informaes para construo. A mesma nfase ao assunto foi dada por especialistas brasileiros, incluindo Lucio Soibelman, entrevistado desta edio durante o III Encontro Tecnologia da Informao e Comunicao na Construo Civil, promovido em Porto Alegre pela Antac (Associao Nacional de Tecnologia do Ambiente Construdo). Mas por que tanto interesse pelo tema? A reportagem de capa desta edio procura responder questo. Deixa claro que, alm da possibilidade de projetar em trs dimenses, a grande sacada do BIM integrar as especificaes tcnicas e elementos oriundos de diferentes projetos em um nico arquivo. Qualquer alterao atualizada de forma automtica, inclusive nos arquivos bidimensionais. Em projetos complexos, de farta documentao, tal funcionalidade constitui alvio para as equipes e libera os profissionais para o que interessa: trabalhar no projeto de fato e no em sua representao grfica. A riqueza de informaes proporcionada pelo BIM impressiona. Ao desenhar uma parede, por exemplo, o projetista atribui propriedades como dimenses, tipo de bloco, revestimento, fabricante etc. Como se sabe, nos CADs tradicionais, tais caractersticas so indicadas manualmente no texto legenda do projeto. Outro diferencial refere-se facilidade de integrao das etapas de projeto com as de oramento e planejamento de obras. Trata-se de um passo indispensvel, porm, ainda distante. Para chegar l, garantem os especialistas, os profissionais precisam aprender a desenhar em sistemas BIM e, em uma segunda fase, a trocar arquivos entre os projetistas. O caminho longo, mas Thorton, Soibelman e vrios especialistas garantem: vamos trilh-lo. A leitura da reportagem de Tchne pode ser um bom comeo nesse sentido.VEJA EM AU

O

Hotel Marab Icon Faria Lima Casa Contempornea Cadeiras de escritrio

VEJA EM CONSTRUO MERCADO

Sustentabilidade Gesto de escritrios Reciclagem Venda virtual

VEJA EM EQUIPE DE OBRA

Amarrao: alvenariapilar Clculo de blocos Descarte de embalagens Como instalar caixa dguaTCHNE 127 | OUTUBRO DE 2007

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Os efeitos so obtidos com o uso de esptula, desempenadeira, rolo e at pistola Tabela 1 EFEITOS E MTODOS DE APLICAO Categoria dos Efeito decorativo Mtodo de aplicao aspectos das superfcies obtido Liso Efeito liso com relevo Rolo, pincel, pistola superficial < 0,5 mm Crespo Como a casca de laranja Rolo, esponja Jateado Rstico floculado Pistola Gotejado De gotas Pistola Adamascado Com relevos crespos Pistola com posterior e partes lisas desempenadeira Baixo relevo rstico De reboco desempenado Esptula e posterior sem pontas desempenadeira (eventualmente) Grafiato ou arranhado De substrato rstico Com desempenadeira ou arranhado esptula e desempenado na vertical para acabamento Fonte: UNI 8682, 1984, traduzida pela engenheira civil Viviane Namura, diretora da Granilita

Sofia Mattos

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10 7 Reaplique a textura nos pontos queficaram falhos

8 Retire o excesso de material com adesempenadeira, deixando a superfcie uniforme. Faa movimentos circulares at que a superfcie apresente um aspecto "floculado"

9 Depois de 24 horas de aplicar a 1a demo, 8 11aplique a massa lisa (que dar o efeito "travertino") em pontos aleatrios com auxlio de uma esptula e desempenadeira. Cuidado para no formar filas verticais ou horizontais

10 Desempene os pontos sobre a massa lisa.Espalhe o material sobre a superfcie floculada

11 Verifique se ficaram falhas ou pontos comexcesso de textura

12 Depois de um dia de aplicada a textura 9 12travertino, poder ser aplicado um reagente envelhecedor com a cor desejada

so mais resistentes, durveis e, em geral, tm menor toxidade e odor. Assim como as argamassas decorativas (massa raspada, fulget e travertino), as texturas no admitem retoques e exigem a aplicao prvia de uma camada de regularizao ou emboo, pois no corrigem defeitos do substrato. Britez aponta algumas vantagens dos produtos acrlicos em relao aos cimentcios. "Alm de virem prontos para a aplicao, per-

mitem uma execuo limpa e secam rpido", afirma. Aplicadas com rolo, desempenadeira ou pistola, as texturas acrlicas exigem, assim como as tintas comuns, a aplicao prvia de um fundo selador com a funo de uniformizar a absoro da base e, em caso de substratos pulverulentos, um fundo preparador para superfcies. Como manuteno, as texturas exigem lavagem peridica com gua e sabo neutro a

cada dois anos (periodicidade indicada para regies expostas a um maior grau de poluentes). "O depsito de sujeira e poluio pode acentuar a proliferao de fungos no revestimento" alerta Becere. Outras vantagens oferecidas pelas texturas acrlicas seriam a boa aderncia ao substrato e flexibilidade. "Esses revestimentos conseguem disfarar, por exemplo, as fissuras mapeadas de retrao de secagem do53

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Tabela 3 CATEGORIA GRANULOMTRICA (ADAPTADA DA NORMA UNI 8682, 1984) Classificao dimensional Classificao comercial Porcentagem mnima de cargas G1 Granulometria grossa Cargas 1 mm: 95% G2 Granulometria grossa Cargas 1 mm: 25% Cargas 0,63 mm: 70% Cargas 0,25 mm: 95% G3 Granulometria mdia Cargas 1 mm: 5% Cargas 0,4 mm: 20% Concentrao em volume de cargas 0,08 mm: 50% do revestimento seco G4 Granulometria fina Concentrao em volume de cargas 0,08 mm: 35% do revestimento seco UNI (Norma Italiana) Traduo: Alexandre Britez Tabela 4 CATEGORIA DE ESPESSURA (ADAPTADA DA NORMA UNI 8682, 1984) Classificao dimensional Classificao comercial S1 Alta espessura S2 Mdia espessura S3 Baixa espessura UNI (Norma Italiana) Traduo: Alexandre Britez

Espessura mdia convencional > 2,0 mm Entre 1,2 e 2,0 mm < 1,2 mm

Texturas em geral no admitem retoques e requerem juntas como de outros revestimentos

emboo", explica Cavani. Ele aponta a baixa permeabilidade ao vapor das texturas acrlicas como sendo a causa da principal patologia desse tipo de revestimento, isto , o descolamento e a formao de bolhas. "Em hiptese alguma esses revestimentos devem ser aplicados sobre substratos molhados ou sujeitos a uma umidade intensa", acrescenta Cavani. Em pocas do ano em que as chuvas so mais intensas e freqen-

tes, preciso esperar a secagem completa do substrato antes de aplica