Tec sol dagnino

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<ul><li> 1. Sumrio FICHA CATALOGRFICA ELABORADA PELA Introduo............................................................................................5 BIBLIOTECA DO INSTITUTO DE GEOCINCIAS DA UNICAMP Sobre os trabalhos..............................................................................12 Contribuies ao Marco Analtico-Conceitual Dagnino, Renato Peixoto da Tecnologia Social............................................................................17 Contribuies da Economia da Inovao para aD133t Tecnologia social: ferramenta para construir outra sociedade / Renato Dagnino; colaboradores Reflexo acerca da Tecnologia Social..................................................55 Bagattolli, Carolina ...[et al.] . -- Campinas,SP.: Em direo a uma teoria crtica da tecnologia....................................73 IG/UNICAMP, 2009. En bsqueda de una metodologa para investigar Tecnologas Sociales..........................................................................113 1. Cincia e tecnologia Aspectos sociais. 2. Tecnologia A Tecnologia Social e seus arranjos institucionais............................139 Aspectos sociais America Latina. I. Bagattolli, Carolina. II. Ttulo. Como transformar a Tecnologia Social em Poltica Pblica?.............155 Consideraes Finais.........................................................................179 Crditos.............................................................................................183 CDD 301.243 306.46 ISBN 978-85-85369-08-8 ndice para catlogo sistemtico:1- Cincia e tecnologia Aspectos sociais 301.432- Tecnologia Aspectos sociais America Latina 306.46 </li> <li> 2. Introduo Este livro rene trabalhos tributrios do esforo acadmico que vem sendo realizado por pesquisadores da comunidade latino-americana dos Estudos Sociais da Cincia e Tecnologia (ECTS) voltados para o entendimento da excluso social e da necessidade de conceber uma tecnologia que faa frente a esse contexto excludente. Os artigos tm como foco o processo de desenvolvimento de tecnologia para a incluso social, ou aquilo que tem sido aqui denominado Tecnologia Social (TS). Um processo desafiador que envolve a participao direta dos interessados no desenvolvimento das tecnologias e uma interao com atores tradicionalmente ocupados em conceb-la (entre os quais a comunidade de pesquisa ainda possui um papel de destaque). O objetivo do livro municiar o debate envolvendo as condies para sustentabilidade de empreendimentos solidrios (ESs), que tem acompanhado o processo de democratizao da Amrica Latina, no sentidoDedicamos este livro a Amilcar Herrera, um dos fundadores do Pensamento de auxiliar a elaborao de polticas voltadas para a incluso. Em especial, sua inteno proporcionar aos professores, pesquisadores, fazedores de polticaLatino-americano sobre Cincia, Tecnologia e Sociedade, pioneiro na defesa e movimentos sociais latino-americanos que, ao longo das ltimas dcadas,dos princpios da Tecnologia Social, e que certamente estaria nesta empreitada tm se preocupado com a relao entre tecnologia e desenvolvimento social;conosco. um insumo para gerao de conhecimento para a incluso social. 5 </li> <li> 3. Produo de conhecimento para a incluso desse vis paternalista, assistencialista e, no limite, autoritrio, tem sido ineficaz. No se tem logrado a participao plena dos usurios no processo As reflexes propostas ao longo deste livro buscam mostrar que a de construo do conhecimento. De fato, essas demandas s poderiam sergerao de conhecimento para a incluso demanda a abertura de duas efetivamente expressas pelos excludos e adequadamente equacionadas casofrentes de trabalho. A primeira, mais evidente, pode ser considerada eles possussem habilidades polticas e cognitivas e estivessem em condiescomo uma atividade-fim desse processo de reflexo em que se insere este de se relacionar adequadamente com atores como, inclusive, a prprialivro. Ela vem sendo explorada por um grande nmero de pesquisadores, comunidade de pesquisa.os integrantes do que ficou conhecido como o movimento da Tecnologia Assim, essa nova abordagem parte da idia de que esses problemasApropriada, que tm se dedicado ao desenvolvimento de tecnologias sociais no devem ser postuladas a priori. Ao contrrio: sua identificaoalternativas desde a dcada de 1960. Diferentemente do que ocorreu no passado, essa frente de trabalho depende, numa primeira instncia, daquilo que se pode inferir, a partir doest sendo re-significada e explorada por alguns grupos latino-americanos incipiente contato que temos com atores como os movimentos sociais,mediante a prospeco das demandas cognitivas e a proposio de solues as comunidades locais organizadas e os fazedores de poltica situados nastecnolgicas realizadas na interface entre academia, movimentos sociais, reas do que se costuma denominar polticas sociais, acerca do que seria aESs, rgos do governo e comunidades locais. Os esforos desses grupos demanda cognitiva dos processos de incluso social que se julga necessrioesto sendo orientados para a satisfao de demandas cognitivas colocadas atender.pelo objetivo da incluso social, mediante metodologias de trabalho Consideramos um desafio permanente desta frente de trabalho aespecialmente concebidas para combinar capacidades e iniciativas (novas substituio da idia ingnua e ineficaz da oferta ou transferncia deou j existentes) em reas como a agricultura familiar, habitao popular, conhecimento (e de tecnologia) produzido pela comunidade de pesquisa,energias alternativas, reciclagem de resduos, produo e conservao de ainda que socialmente sensibilizada para atores sociais que o demandam,alimentos, entre muitas outras. por uma construo coletiva de conhecimento e com a incorporao dos valores, interesses e saberes dos excludos.Valores e participao no desenvolvimentode Tecnologia Social Tecnologia Social Essa nova maneira de abordar a questo das demandas ou necessidades A segunda frente de trabalho menos evidente. Pode-se mesmo dizersociais, dos problemas sociais, das necessidades bsicas, das necessidades dos que ela no tem, como a primeira, uma existncia real, apesar de seu ataque sersocialmente excludos ou, simplesmente, das demandas da incluso social, indispensvel para o xito que se quer obter na primeira. Essa frente deriva dabusca evitar equvocos que tm sido detectados em iniciativas passadas constatao de que as iniciativas de desenvolvimento tecnolgico destinado com propsitos similares. Muitos desses equvocos foram provocados pelo incluso no fracassaram apenas devido ausncia de um enfoque baseado namodo convencional de interpretar as demandas cognitivas (ou demandas por construo coletiva de conhecimento. Mas, tambm, devido pouca atenoconhecimento cientfico e tecnolgico) associadas aos problemas sociais conferida incapacidade da planilha de clculo dos engenheiros e outrospara conceber estratgias e polticas. Uma interpretao feita a partir de uma profissionais concebida para projetar tecnologia coerente com os valoresdefinio a priori das caractersticas destas necessidades. Isso tem levado, no e interesses empresariais em incorporar parmetros, variveis, relaes,plano metodolgico, por exemplo, a inferncias inerentemente autocentradas modelos e algoritmos necessrios para o desenvolvimento de TS. O fato dee precrias feitas a partir do ambiente acadmico em que se desenvolvem que, contrariamente ao que ainda se acredita em alguns meios, tampoucogrande parte dessas iniciativas na Amrica Latina. adiantaria a simples adio do conhecimento e do olhar dos cientistas sociais, Como resultado, os problemas sociais e suas conseqncias tendem os quais tampouco so capazes de perceber facilmente essa inadequao, da ser definidos e atacados a partir do modelo cognitivo de outros atores e no uma dimenso da importncia dessa frente.a partir da viso de mundo dos excludos. No plano das premissas ideolgicasque orientam a idia da TS, isso pode levar postulao de necessidadessociais que no so de fato necessidades sentidas pelos excludos. O resultado 6 7 </li> <li> 4. Ela , entretanto, mais original, no sentido de que no foi ainda tratada Tal definio reflete a correlao de foras existente no conjuntode modo sistemtico e com o recurso s contribuies das ltimas trs ideologicamente heterogneo de atores envolvidos com a TS, o qualdcadas do campo dos ECTS. Sua explorao demanda o aprofundamento abriga desde os que entendem a TS como um elemento das propostasde intervenes interdisciplinares, como quelas que esto ocorrendo na de Responsabilidade Social Empresarial at os que tm como objetivo aAmrica Latina no campo da docncia, pesquisa e extenso sobre a relao construo de uma sociedade socialista.Cincia-Tecnologia-Sociedade mediante a utilizao de abordagens como as Essa diversidade talvez explique porque a TS venha sendo toda economia, histria, sociologia e filosofia. O conhecimento gerado mediante amplamente difundida no Brasil. Mas h que reconhecer, ao mesmo tempo,o ataque a essa segunda frente possui uma precedncia terica em relao que tal definio no adequada para abordar o problema que estamosao trabalho que se desenvolve na primeira. De fato, seu resultado, caso tratando. Isto , o do desenvolvimento de uma tecnologia coerente com osestivesse disponvel com anterioridade poderia ter evitado os equvocos do princpios do que se denomina no Brasil Economia Solidria. Uma tecnologiamovimento da Tecnologia Apropriada e poderia aumentar a chance de xito substancialmente diferente da tecnologia convencional ou Tecnologiados atualmente em curso no campo da TS. Capitalista (TC), que produzida pela e para a empresa privada. No obstante, por razes evidentes, ela ter que ser desenvolvida em Aquela definio, ainda que aponte para o objetivo da incluso socialsimultneo s iniciativas em curso na primeira frente. , inclusive, atravs de e por isso dialogue com movimentos sociais como o dos Empreendimentossua observao que podero ser concebidas as atividades de capacitao da Solidrios (ESs) e com as polticas pblicas que buscam promov-la, de umarede de pesquisadores, professores, gestores pblicos, estudantes, militantes flagrante fragilidade analtico-conceitual2. Ela no permite a concepo de umdos movimentos sociais, etc., situados nos ambientes onde hoje se ensina, elemento essencial para a sustentabilidade da Economia Solidria (que, claro,aprende, produz, utiliza, fomenta, decide e planeja a C&amp;T. Ambientes nos quais, no se resume dimenso econmica). Ou seja, um conjunto de indicaes deat agora, a TS, seja como conhecimento cientfico-tecnolgico imprescindvel carter sociotcnico alternativo ao atualmente hegemnico capaz de orientarpara a incluso social, seja como conhecimento necessrio para a elaborao as aes de fomento, planejamento, capacitao e desenvolvimento de TSdas polticas pblicas, esteve ausente. dos implicados com esses empreendimentos: gestores das polticas sociais Para concluir este ponto, vale destacar trs aspectos. O primeiro, que e de C&amp;T, professores e alunos atuantes nas incubadoras de cooperativas,a segunda frente compreende atividades-meio necessrias para a consecuo tcnicos de institutos de pesquisa, trabalhadores etc.das atividade...</li></ul>