sobre a obra - ebookespirita.org · serenidade, reticulando-lhes o otimismo e a esperança. ***...

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  • Sobre a obra:

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    O ebook esprita disponibiliza contedo de domnio publico e propriedade intelectual de

    A presente obra disponibilizada pela equipe do ebook esprita com o objetivo de oferecer contedo para uso parcial em pesquisas e estudos, bem como o simples teste da

    qualidade da obra, com o fim exclusivo de compra futura.

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  • 1

    ENCONTRO DE PAZ FRANCISCO CNDIDO XAVIER

    ESPRITOS DIVERSOS

  • 2

    ENCONTRO DE PAZ ......................................................................................................................... 3 1 - Splica e Louvor............................................................................................................................. 5 2 - Brinde para Jesus .......................................................................................................................... 7 3 - Rogativa e Cooperao ................................................................................................................... 8 4 - Cantiga das palavras...................................................................................................................... 9 5 - Concluso da vida ....................................................................................................................... 10 6 - Itens da Irritao ........................................................................................................................... 11 7 - Ao e Orao .............................................................................................................................. 12 8 - Vozes da Vida............................................................................................................................. 13 9 - Idia Dirigida............................................................................................................................... 15 10 - Poema da Disciplina.................................................................................................................. 16 11 - Resgate e Renovao................................................................................................................. 18 12 - Deus Te Faa Feliz................................................................................................................... 19 13 - Tudo ........................................................................................................................................... 20 14 - Mais com Jesus ......................................................................................................................... 21 15 - Acorda e Ajuda ......................................................................................................................... 23 16 - Confronto.................................................................................................................................... 25 17 - Ferramentas de Deus................................................................................................................. 26 18 - No grande caminho ................................................................................................................... 28 19 - Renovar e Construir .................................................................................................................. 30 20 - Conflito....................................................................................................................................... 31 21 - Indulgncia ainda ....................................................................................................................... 32 22 - Dever de Servir ......................................................................................................................... 33 23 Auto-defesa ................................................................................................................................ 34 24 - Sublimao ................................................................................................................................. 35 25 - Egosmo...................................................................................................................................... 36 26 - Indicaes................................................................................................................................... 37 27 - Junto de ns .............................................................................................................................. 38 28 - Respostas.................................................................................................................................... 39 29 - Ps e Paz................................................................................................................................... 40 30 - Dores Estmulos ....................................................................................................................... 41 31 - Pgina de Amor .......................................................................................................................... 42 32 - Em matria de F ........................................................................................................................ 43 33 - Trabalho Divino ......................................................................................................................... 44 34 - Lembrete Esprita....................................................................................................................... 46 35 - Sinnimos Espritas.................................................................................................................... 47 36 - Lembranas de Paz.................................................................................................................... 48 37 - Lei da Vida ............................................................................................................................... 49 38 - Amor Sempre............................................................................................................................. 51 39 - Tesouro de Luz ........................................................................................................................... 52 40 - Nossa Prece ............................................................................................................................... 53

  • 3

    ENCONTRO DE PAZ Leitor Amigo Freqentemente, anseias por segurana e tranqilidade, no entanto, foroso no esquecer que paz e estabilidade esto em ti e se irradiam de ti.

    *** Se o tumulto te rodeia, envia pensamentos de harmonia aos que se emaranham nele, desejando-lhes reajuste.

    *** Ante conflitos que surjam, silencia projetando vibraes de entendimento a quantos se lhe fazem vtimas, aspirando a v-los repostos na luz da fraternidade.

    *** frente de companheiros entregues desesperao, imagina-te a envolv-los em serenidade, reticulando-lhes o otimismo e a esperana.

    *** Perante o desequilbrio de algum, auxilia a esse algum com os teus votos ntimos de recuperao e repouso.

    *** Se te vs ao lado de um enfermo, detm-te meditar em melhora e restaurao, augurando-lhe sade e alegria.

    *** Diante de irmos abatidos e tristes, canaliza para eles a tuas mais amplas idias de reconforto.

    *** Quando ouvires uma pessoa imatura ou portadora de conversao menos feliz, busca socorr-la sem palavras, encaminhando-lhe mensagens inarticuladas de compreenso e simpatia.

    ***

  • 4

    Se te recordas de amigos ausentes, mentaliza apoio e bondade, relativamente a eles, a fim de proteg-los e anim-los na execuo dos compromissos que abraam

    *** Este livro um encontro de paz. Saibamos suprimir de sentimentos, idias, atitudes, palavras e aes tudo o que relacione com ressentimento, perturbao, dio, azedume, amargura ou violncia e, trabalhando e servindo no bem de todos, procuremos agir e pensar em paz, doando paz aos que nos compartilham a vida.

    *** O Reino dos Cus luz de amor em refgio de paz e no nos ser lcito olvidar que Jesus, a cada um de ns, afirmou, convincente: - "No procures o Reino de Deus aqui ou alm, porque o Reino de Deus est dentro de ti."

    Emmanuel Uberaba, 05 de junho 1973

  • 5

    1 - Splica e Louvor Senhor!. . . Aqui estamos ns para louvar-te e agradecer-te, de alma enternecida, pela beno de amor com que vives conosco, em toda a parte, por presena de luz em nossa vida. Contigo em ns o corao descansa E mesmo quando o dia aparece nevoento, Eis que a Terra se faz um reino de esperana, Uma escola de paz aos sis do firmamento!. . . Agradeo, Jesus, Os teus olhos nos meus Que me fazem saber, de caminho a caminho, Que no h ser algum desprezado ou sozinho, Que do monte mais alto ao vale mais profundo, Todos, sem exceo, nas provncias do mundo, Somos filhos de Deus. Em teu discreto amparo que renova O meu campo mental, Aprendo hoje a ouvir todas as vozes, Do cicio de intriga aos gritos mais ferozes, Sem deixar-me prender s sugestes do mal!. . . Com tua fora em minha fora

  • 6

    Venho apagando impulsos infelizes, E quando o peito se me desarvora, Conquanto sofra, sei que devo agora Converter em trabalho as minhas prprias crises. Ao teu poder sublime, Escolho o verbo e o modo para o bem, A fim de que me exprima, Sem fazer da palavra instrumento de esgrima, Com que venha a ferir ou condenar algum. Com Tuas mos em minhas mos, Agradeo os amigos que me ofertas, Para que eu possa cooperar No auxlio aos que vo sem apoio ou sem lar, Entre as horas de angstia e as estradas desertas!. . . No nos largues, Senhor, aos nossos prprios passos. . . Olvidando-te a luz, quanta vez me perdi!. . . Sem teu amor, a vida um sonho escuro e vago, No me deixes a ss, nas fraquezas que trago, Nada posso sem ti!. . .

    Maria Dolores

  • 7

    2 - Brinde para Jesus Na existncia terrestre, surgem momentos to aflitivos em certas circunstncias, que mais vale dissolver as nossas relaes na luz do entendimento, ante o silncio do corao que exp-las verbalmente, traduzindo-as nos lbios, sob a fora do raciocnio. Bastas vezes, semelhantes ocasies decorrem de provaes particulares, na vida ntima, como sejam: A atitude impensada de pais queridos, ante os quais no nos ser lcito demonstrar o mnimo desconsolo; A ofensa de filhos bem-amados, a quem desejamos ofertar unicamente proteo e ternura; A hora de lgrimas de incompreenso de que partilhamos, freqentemente, perante a companheira ou o companheiro com os quais tenhamos edificado a beno do lar; O prejuzo que procede do associado de trabalho ou de ideal, a cuja amizade empenhamos o corao; O desapontamento que um amigo nos cause; O menosprezo oriundo da indiferena de companheiros que relacionvamos por tesouros de felicidade no escrnio da vida; A desero dos seres queridos; A extremada luta pela conquista de compreenso naqueles com que respiramos o mesmo clima espiritual; A dor que os entes amados nos impem, quando se fazem motivos de tumulto e tribulao no campo de nossa prpria casa. . . Nessas horas de crise, em que tudo parece conspirar contra ns e em que a nossa prpria palavra, se for expressa, nada mais conseguir que complicaes e mais luta para a vida dos outros, lembremo-nos de que todos somos criaturas do Criador e ofereamos um brinde para Jesus, de que todos somos tutelados na terra: - o brinde da pacincia para com todos aqueles que nos criem provaes e problemas, e, reconhecendo que os objetivos da evoluo se nos resumem na formao da felicidade de todos, em louvor de todos, acendamos pelo menos pequenina chama de amor no prprio corao. . . E com semelhante luz, trabalhando e servindo, sem precipitao e sem desnimo, aguardaremos, em paz, a interveno infalvel das leis de Deus.

    Emmanuel

  • 8

    3 - Rogativa e Cooperao Rogamos a assistncia e o poder de Deus, em nosso benefcio, entretanto, foroso lembrar que Deus igualmente espera por nosso apoio e cooperao. Deus a sabedoria infinita. Guardas a inteligncia capaz de discernir. Deus paz. Consegues, em qualquer situao, colaborar claramente na edificao da concrdia. Deus amor. Podes ser, em todas as circunstncias, uma parcela de bondade. Deus a luz da vida. Seja qual seja o lance do caminho, conservas a prerrogativa de acender a chama da esperana.

    ***

    Em Deus, todas as doenas se extinguem. Em ti, a possibilidade de socorrer aos enfermos. Em Deus, a fora de sustentar a todos. Em ti, os recursos de amparar alguns ou de ajudar em favor de algum. Em Deus, a alegria perfeita. Em ti, o privilgio de sorrir encorajando os outros. Em Deus, a tolerncia. Em ti, o perdo. Deus a providncia da humanidade. Onde estiveres, podes ser, se o desejas, a bno e o apoio na famlia ou no grupo de trabalho a que pertences. Deus pode tudo. Cada criatura pode algo. Sempre que nos dirijamos a Deus, pedindo auxlio, - e sempre solicitamos de Deus o auxlio mximo, - no nos esqueamos, pelo menos, do mnimo de bem que todos ns j podemos fazer.

    Emmanuel

  • 9

    4 - Cantiga das palavras Quando escutes na estrada, alma querida e boa. A palavra que fira. Recordando a pedrada que se atira Quando algum se conturba e amaldioa, Coloca-te em lugar da pessoa acusada E, se na luz da f que te inspira e sustm Nada possas fazer, no diga nada, Nem censures ningum.

    Pelos caminhos do cotidiano, Quem se afeioa queixa renitente igual a ns: um corao humano, As vezes enganado, outras vezes doente!. . . Muita afeio que cai ou se arroja, de todo, No azedume infeliz, No sabe que remexe uma furna de lodo, Nem pondera o que diz. . .

    Injria, humilhao, sarcasmo, treva Na comunicao verbal que te procura So canais de mais dor, quando a dor se subleva E cria delinqncia, expiao, loucura!. . . Ante as palavras rudes ou sombrias, Considera, tambm, por outro lado, De quanta compreenso precisarias Se tivesses errado!. . .

    Palavras de ferir, palavras de humilhar, Mgoas de quem falhou, reclamaes de algum, Violncia, agresso, amargura, pesar, Entrega tudo a Deus nas vibraes do bem!. . . Nunca leves adiante a sombra que te prova; Lembra a lio do sol, sereno e superior, Que, abrindo cada dia em luz de vida nova, Tudo cobre de amor.

    Maria Dolores

  • 10

    5 - Concluso da vida Diante dos problemas e obstculos do cotidiano, convm estabelecer, de quando a quando pelo menos, ligeira pausa para pensar, de maneira a observarmos o rendimento das horas que a vida nos atribui, no territrio do tempo. E se no curso de nossas reflexes ponderarmos: no montante das bnos que temos recebido; nas vantagens que usufrumos em confronto com as lutas e contratempos que assinalam milhares de irmos na retaguarda; nos resultados contraproducentes da irritao; no carter destrutivo de quaisquer manifestaes de rebeldia ou azedume; no lado escuro das reclamaes; no peso morto das aflies sem proveito; nas calamidades da violncia; nos prejuzos do desnimo; nas lies que podemos extrair das provas dignamente atravessadas; na importncia da indulgncia; nos donativos de calma e bondade que os outros aguardam de ns, a fim de consolidarem a prpria segurana; no poder da gentileza para construir a benemerncia e o respeito em torno de nossa vida; no alto significado da compreenso e da tolerncia que nos decidamos a exercitar a benefcio de ns mesmos; e nos testemunhos de amor e cooperao de que somos capazes para contribuir com os mensageiros do Cristo na preservao da paz e do bem sobre a terra; decerto que, acima de quaisquer desgostos e insucessos, saberamos colocar a luz da esperana com o privilgio do trabalho, sem nos afastarmos da pacincia, hora alguma.

    Emmanuel

  • 11

    6 - Itens da Irritao Enquanto no clima da serenidade, consideremos que a irritao no recurso de auxlio, sejam quais sejam as circunstncias.

    ***

    O primeiro prejuzo que a intemperana mental nos impe aquele de afastar-nos a confiana dos outros.

    *** A clera sempre sinal de doena ou de fraqueza.

    *** As manifestaes de violncia podem estabelecer o regime do medo, ao redor de ns, mas no mudam o ntimo das pessoas.

    *** Sempre que nos encolerizamos, complicamos os problemas que nos preocupam, ao invs de resolv-los.

    *** O azedume que venhamos a exteriorizar , invariavelmente, a causa de numerosas perturbaes para os entes queridos que pretendemos ajudar ou defender.

    *** Caindo em fria, adiamos comumente o apoio mais substancial daqueles companheiros que se propem a prestar-nos auxlio.

    *** A clera quase sempre a tomada de ligao para tramas obsessivas, das quais no nos ser fcil a liberao precisa.

    *** A aspereza no trato pessoal cria ressentimento, e o ressentimento sempre fator de enfermidade e desequilbrio.

    *** Em qualquer assunto, de apaziguamento e aprendizado, trabalho e influncia, aquisio ou simpatia, irritar-se contra algum ou contra alguma cousa ser sempre o recesso inevitvel de perder.

    Emmanuel

  • 12

    7 - Ao e Orao Sempre muito importante a orao por luz interior, no campo ntimo, clareando passos e decises sem nos despreocuparmos, porm, da ao que lhe complementa o valor, nos domnios da realidade objetiva.

    *** Pedirs a proteo de Deus para o doente; no entanto, no esquecers de estender-lhe os recursos com que Deus j enriqueceu a assistncia humana, a fim de socorr-lo.

    *** Solicitars o amparo da providncia divina, a benefcio do ente amado que se tresmalhou em desequilbrio; todavia, no olvidars apoi-lo com segurana e bondade, na recuperao necessria, segundo os preceitos das cincias espirituais que a Divina Providncia j te colocou ao dispor nos conhecimentos da Terra.

    *** Rogars ao Cu te liberte dos que te perseguem ou dos que ainda no se harmonizaram contigo; entretanto; no lhe sonegars tolerncia e perdo, diante de quaisquer ofensas, conforme os ensinamentos de paz e restaurao que o Cu j te deu, por intermdio de mltiplos instrutores da espiritualidade maior, em servio no mundo.

    *** Suplicars a intercesso dos Mensageiros da Vida Superior para que te desvencilhes de certas dificuldades materiais, diligenciando, porm, desenvolver todas as possibilidades ao teu alcance, pela obteno de trabalho digno, que te assegure a superao dos obstculos, na pauta das habilitaes que os Mensageiros da Vida Superior j te ajudaram a adquirir. Ao servio. Orao fora. Pela orao a criatura se dirige, mais intensamente, ao Criador, procurando-Lhe apoio e beno, e, atravs da ao, o Criador se faz mais presente na criatura, agindo com ela e em favor dela.

    Emmanuel

  • 13

    8 - Vozes da Vida Ao homem que alegou perante os Cus Que de nada dispunha para dar Por sentir-se to pobre quo sozinho, O Senhor concedeu a beno de escutar As migalhas e cousas do caminho!. . .

    Disse-lhe um po largado a um canto da sacola: D-me a feliz esmola De poder amparar! Passaram hoje aqui dois pequenos sem nome. . . Ah!. . . Quanto desejei arred-los da fome!. . . Para ajudar, porm, necessito, primeiro, De tuas mos, nobre companheiro, Porquanto, lei de Deus, na exaltao do bem, Que pessoa nenhuma Possa melhor servir sem apoio de algum. . .

    Uma rosa a entreabrir-se, acetinada e bela, Exclamou da janela: O vento da manh explicou-me que existe Em vizinho hospital! Uma jovem doente abandonada e triste, Desejando uma flor. . . Quero sair daqui Para ofertar-lhe ao peito uma nota de amor Mas para realizar o sonho Em que, pobre de foras, me agasalho, Tentando transformar-me em f, simpatia e trabalho, Nada posso sem ti!. . .

    Um bloco de papel atirado ao relento Rogou, a sacudir-lhe o pensamento: Vem agora comigo, O impulso de teu lpis no me cansa, Anseio ser contigo A carta mensageira de esperana!. . .

  • 14

    Antigo cobertor aposentado Transmitiu-lhe um recado: O irmo enfermo, em frente, pede caridade, No me conserves sem utilidade. . . Devo entregar-lhe a paz contra a guerra do frio, Para isso, porm, neste culto de amor, A fim de que eu lhe d o amparo do calor, Tanto ao catre vazio Quanto ao corpo cansado de exausto, No te dispenso a colaborao. . .

    Pequenina moeda ergueu a voz E falou-lhe do bolso em que jazia: Pobre mo de criana semimorta Veio hoje e pediu socorro porta. . . Leva-me a trabalhar. Suplico a Deus para que algum me aceite, Preciso converter-me em xcara de leite Que nutra, reconforte E arranque essa criana ao domnio da morte!. . .

    O homem renovado Aguou a ateno e escutou, mais alm. . . Sementes, fruto, fontes, Os legumes do vale e as rvores dos montes. . . Tudo era aceno e voz para o convite ao bem!. . . Integralmente transformado, Ouvindo a natureza, em derredor, Viu-se rico e feliz, firme, grande, maior, E exclamou para os Cus, Em jbilo profundo: Obrigado, meu Deus, O Dom de trabalhar o tesouro do mundo, Ensina-me a servir, S louvado, Senhor, Na grandeza da vida e na beno do amor!. . .

    Maria Dolores

  • 15

    9 - Idia Dirigida Observando as conquistas da civilizao, reflitamos nos poderes da idia dirigida de que necessitamos no burilamento e ascenso do esprito.

    *** Por sculos, o homem usou tugrios de taipa por domiclio, todavia, submeteu-se inspirao das Esferas Superiores e ergueu os parques residenciais que dignificam as cidades modernas; por milnios, viajou no dorso de animais de grande porte, no entanto, obedeceu aos impulsos determinados pelo progresso e aprimorou a maquinaria com que anula distncias.

    *** Pensa nos mritos da idia dirigida de que no prescindimos no prprio aperfeioamento. Se te acreditas doente, encaminha as foras da imaginao para o reajuste, provendo o corpo com os recursos de proteo possveis ao teu alcance, para que a idia dirigida de sade te mantenha o equilbrio orgnico. Se julgas reter o germe das molstias que te marcaram os ascendentes, guia os desejos de renovao para nvel mais alto, abraando hbitos e ideais superiores s convices e aos costumes em que se te acomodavam os avoengos, para que a idia dirigida te garanta libertao. Se te admites carregando incapacidade intelectual, conduze os anseios de conhecimento para a cultura, utilizando ateno e tempo disponveis no estudo nobre para que a idia dirigida te assegure os investimentos da educao. Se te aceitas por vtima de infortnio e abandono, orienta aspiraes de felicidade para o trabalho e para a cooperao fraternal, esposando servio e humildade por recomeo de aprendizado, para que a idia dirigida te granjeie simpatia e reconforto.

    *** A idia dirigida alicerce de qualquer organizao; entretanto, como ocorre ao projeto de obra determinada, que exige material adequado para que se levante, a idia dirigida no vale s por si. Para evidenciar-se, indispensvel conjug-la ao suor da realizao. Mesmo assim, urge compreender que, se pede a alavanca da vontade, a fim de fundamentar-se no bem, reclama trabalho intenso de nossa parte para que se mantenha no melhor que possamos fazer. Porque, sendo a idia dirigida uma construo da inteligncia, a inteligncia do mal age tambm com ela.

    Emmanuel

  • 16

    10 - Poema da Disciplina Ao homem triste que se rebelara Contra as imposies da disciplina Deus permitiu que ele pudesse Escutar, de surpresa, As notas e lies da natureza, No mbito de sala pequenina. Contrariando as queixas que lhe ouvira, Disse-lhe a grande mesa: Eu fui, aos ares livres da floresta, Um palcio vibrante em jbilos de festa, Entre ninhos e pssaros cantores! Que msica de paz!. . . Que beleza de flores!. . . Veio, porm, um dia, Um homem de machado. . . Decepou-me sem d!. . . E depois de entregar-me serraria, Onde amarguei desprezo, lama e p, Vendeu-me para outro companheiro. . . Era um singelo carpinteiro Que me malhou durante muitas horas, Para que eu seja a mesa em que te escoras!. . .

    O mrmore do piso Exclamou de improviso: Adorava meu bero em formosa montanha!. . . A minha independncia era tamanha Que no sei descrever!. . . Descendente de lindas pedras raras, Formamo-nos em sculos de luta. . . Um homem, certa vez, descobriu-nos a gruta, Separou-me dos meus, fora me arrastou sobre os seus prprios passos, Conduziu-me oficina, Fez-me em vrios pedaos. . . Depois disso, vim eu, de revs em revs, At fazer-me de escravo e servir aos teus ps. . . A lmpada informou sem pretenso: A fim de combater a escurido E doar-me em vida e luz, Sem o menor desvio, necessrio que me ajuste ao fio Que me guarda e conduz!. . .

  • 17

    Um belo jarro frente, Esclareceu humildemente: Fui um bloco de argila, Sossegado e feliz numa gleba tranqila!. . . Quando fazia sol Adorava mirar as borboletas E sentir os perfumes De prximo jardim. . . E, noite, admirava os vagalumes Que acendiam lanterna para mim. . . No entanto, certa feita, Valente caador de barro fino Arrancou-me do lar e mudou-me o destino. . . A calor desumano, em fria desumana, Que enlouquece e que arrasa, Mumificou-me em fria porcelana Para enfeitar-te a casa!. . .

    Nisso, falou antiga porta: Nunca pude viver como quisera, Devo permanecer em todo o instante, espera De ordenaes e impulsos que me ds. . . A fim de resguardar-te os bens e garantir-te a paz, Protegendo-te a vida, Cabe-me obedecer e sempre obedecer Para cumprir contigo o meu prprio dever!. . . Houve silncio e o homem transformado Fitou, l fora, o cho recentemente arado, Depois ergueu o olhar para os astros distantes E exclamou para os cus, Em xtase profundo: S bendito, Senhor, Pela escola do mundo!. . . Tudo o que serve, apia, aprimora e ilumina, Tudo o que a evoluo entesoura e contm, Vejo agora na luz da disciplina!. . . Ajuda-me a servir no infinito bem!. . . Valoriza, Senhor, os dias meus E por tudo que a vida me oferece Seja no Dom da f por beno que me aquece, Ou na fonte do amor que me renova e ensina, Obrigado, meu Deus!. . .

    Maria Dolores

  • 18

    11 - Resgate e Renovao A reencarnao no seria caminhada redentora se j houvesse atendido a todas as exigncias do aprimoramento espiritual.

    *** Enquanto na escola, somos chamados ao exerccio das lies. Ante a lei do renascimento, surpreenders no mundo dificuldades e lutas, espinhos e tentaes. Reencontrar afetos que a unio de milnios tornou inesquecveis, mas igualmente rentearo contigo velhos adversrios, no mais armados pelos instrumentos do dio aberto, e sim trajados noutra roupagem fsica, devidamente acolhidos a tua convivncia dificultando-te os passos, atravs da averso oculta.

    *** Sabers o que seja tranqilidade por fora e angstia por dentro. Desfrutars a amenidade do clima social que te envolve, com os mais elevados testemunhos de apreo, e respirars, muitas vezes, no ambiente convulsionado de provaes entre as paredes fechadas do reduto domstico. Entenders, porm, que somos trazidos a viver, uns frente dos outros, para aprender a amar-nos reciprocamente como filhos de Deus.

    *** Percebers, pouco a pouco, segundo os princpios de causa e efeito, que as mos que te apedrejam so aquelas mesmas que ensinaste a ferir o prximo, em outras eras, quando o claro da verdade no te havia iluminado o discernimento, e reconhecers nos lbios que te envenenam com apontamentos caluniosos aqueles mesmos que adestraste na injustia, entre as sendas do passado, a fim de te auxiliarem no louvor condenao.

    *** Ergues-te hoje sobre a estima dos coraes com os quais te harmonizaste pelo dever nobremente cumprido; entretanto, sofres o retorno das crueldades que te caracterizavam em outras pocas por intermdio das ciladas e injrias que te espezinham o corao.

    *** Considera, porm, o apelo do amor a que somos convocados dia por dia e dissolve na fonte viva da compaixo o fel da revolta e a nuvem do mal. Aceita no educandrio da reencarnao a trilha de acesso ao teu prprio ajustamento com a vida, amando, entendendo e servindo sempre. Se algum te no compreende, ama e abenoa. Se algum te injuria, abenoa e ama ainda. Seja qual seja o problema, nunca lhes conferirs soluo justa se no te dispuseres a amar e abenoar. Onde estiveres, ama e abenoa sem restries ante a conscincia tranqila e conquistars sem delongas o domnio do bem que vence todo o mal.

    Emmanuel

  • 19

    12 - Deus Te Faa Feliz Agradeo, alma irm, todo o concurso Com que me reconforta e garantes, Fazendo-me canal mesmo singelo De assistncia e de alvio aos semelhantes!. . .

    O prato generoso que me deste No foi somente auxlio penria pungente, Fez-se claro iluminando anseios, Felicidade para muita gente.

    A roupa usada com que me brindaste, Alm da utilidade em que se aprova, Transfigurou-se em beno de esperana A busca de servio e vida nova.

    E leve cobertor que me entregaste E parecia aos olhos simples pano, Converteu-se em presena da f viva Entretecida de calor humano!. . .

    Recursos vrios que me ofereceste, Muito mais que socorro pessoa insegura, Transformaram-se em festa de alegria E retorno ao regao da ventura.

    Por tudo que me ds em bondade e trabalho, Repito-te no amor que a palavra no diz: pelo dom de servir nos bens com que me amparas, Deus te guarde, alma irm!. . . Deus te faa feliz!. . .

    Maria Dolores

  • 20

    13 - Tudo

    Do tomo de lodo estrela que fulgura No azulado painel de lureas do Infinito, Do ciciar do inseto ao cavernoso grito Das foras do trovo que ribomba na altura. . .

    Da luz viva do sol treva em noite escura, Da prola de orvalho ao bloco de granito, Do cvado de terra ao espao irrestrito, Da brandura da fonte rocha que a segura. . .

    Da lesma atada ao barro aos pssaros na aurora, Do corao que ri ao corao que chora, Daquilo que se estima a qualquer ponto inverso. . .

    Da idia antiga e estreita idia nova e grande, Da forma que regride vida que se expande, Tudo fala de Deus na pompa do universo.

    Tobias Barreto

  • 21

    14 - Mais com Jesus Desarrazoado exigir de qualquer de ns transformaes intempestivas.

    *** Por mais formosas e edificantes as lies de aperfeioamento moral, foroso acomodar-nos com o esprito de seqncia, na marcha do tempo, a fim de que nos afaamos a elas, adaptando-nos gradativamente aos princpios que nos preceituem. Ser-nos-, porm, claramente possvel melhorar-nos com mais urgncia e segurana se adotarmos a prtica de permanecer um tanto mais com Jesus, cada dia.

    *** Problemas intricados surgiram, concitando-nos a solues inadiveis. Se estivermos de sentimento interligado um pouco mais com o Cristo, aprenderemos a ceder de ns, sem qualquer empeo, apagando as questes que nos induzam perturbao e discrdia. Apareceram desacatos, impulsionando-nos ao revide. Se os recebemos, um tanto mais com Jesus, em nossas atitudes e respostas, todas as expresses de desapreo sero dissolvidas nas fontes da compreenso e da tolerncia. Surpreendemos companheiros que se fazem difceis. Se lhes acolhemos os obstculos, conservando as nossas diretrizes e providncias, um tanto mais com Jesus, para breve se nos transfiguram em colaboradores valiosos, convertendo-se, por fim, em estandartes vivos de nossas idias. Encontramos desencantos nas trilhas da experincia. Aceitando-os, no entanto, um tanto mais com Jesus em nosso comportamento, para logo se transformam em lies e bnos que passamos a agradecer sabedoria da vida.

    *** Em casa, no grupo de trabalho, na vida social, na profisso, no ideal ou na via pblica, experimentemos sentir, pensar, falar e agir, um tanto mais com o Cristo, e observemos os resultados.

  • 22

    *** Pouco a pouco, percebemos que o Senhor no nos pede prodgios de transformao imediata ou espetculos de grandeza, e sim que nos apliquemos ao bem, de modo a caminhar com Ele, passo a passo, na edificao de nossa prpria paz.

    *** No te atemorizem programas de reajuste, corrigenda, sublimao ou burilamento. Ante as normas que nos indiquem elevao para a Vida Superior, recebamo-las respeitosamente, afeioando-nos a elas, e, seguindo adiante, na base do dever retamente executado e da conscincia tranqila, pratiquemos a regra da ascenso espiritual segura e verdadeira: sempre um tanto menos com os nossos pontos de vista pessoais e, a cada dia que surja, sempre um tanto mais com Jesus.

    Emmanuel

  • 23

    15 - Acorda e Ajuda

    No olvides, cada hora Na luz de Deus a buscar-te, Que a nossa grande famlia Luta e sofre em toda a parte.

    Isolamento e egosmo So meros caprichos vos. No universo ilimitado Todos ns somos irmos.

    Respira ao sol da verdade. Iluso sombra e p. Ontem, agora e amanh So frases de um tempo s.

    Qual tronco que se equilibra Fortemente enraizado, Nosso presente obedece formao do passado.

    No te ensurdeas, portanto, voz do bem que te enxorta. Recebe fraternalmente A dor que te bate porta.

    Mendigos que vs ao longe, Chorando ao vento escarninho, J beberam, quase sempre Na taa do teu caminho.

    Velhos tristes sob a noite, Em desencanto e doena, Muitas vezes so credores De tua afeio imensa.

  • 24

    Crianas ao desabrigo Em pranto desolador, Comumente foram rosas E bnos de teu amor.

    Amanh despertars Nas luzes do grande alm. . . Consagra-te, desde agora, Ao campo do eterno bem.

    Descerra s chagas da vida O templo do corao. Os braos da caridade So chaves de redeno.

    Casimiro Cunha

  • 25

    16 - Confronto Nos temas do plano fsico: Projeto que no se constri; Terra desempregada; Livro que ningum l; Receita escondida; Carro sem uso. . . So valores potenciais, cuja significao desconhecemos.

    *** Igualmente nos assuntos do esprito: Amor sem demonstrao; F sem obras; Instruo sem proveito; Ideal sem trabalho; Entusiasmo inerte. . . Assemelham-se a aparelhos e mquinas de cultura e progresso, cuja importncia ningum sabe.

    *** Estas imagens nos fazem reconhecer que sem a necessria aplicao nos acertos e desacertos, iluses e desiluses, conquistas e fracassos do dia a dia, o conhecimento esprita no passa de um sonho distante mas muito distante do campo inevitvel da experincia.

    Albino Teixeira

  • 26

    17 - Ferramentas de Deus Desejavas, decerto, alma querida, Que Deus te desse para a vida Unicamente laos prediletos, Os mais doces afetos Que te consigam compreender. Entretanto, cantando de esperana, Recebes muitas vezes, Por mecanismos sobrenaturais, Muitos amados que se modificam Enquanto o tempo avana, Sejam eles o esposo, a esposa, o irmo, o amigo, Parentes, companheiros, filhos, pais!. . .

    Aqui, um corao que resumia Todos os teus projetos de ventura, Que se te fez na luz do dia a dia Um ponto inevitvel de amargura. Eis que encontras, ali, algum que amaste Por anjo de uma vida superior E hoje se te surge Por presena de dor. Mais alm, se destaca outra criatura A quem te deste pelo afeto irmo E agora te aparece por verdugo Que te esquece a bondade e humilha o corao.

    Entretanto, alma boa, Serve mais, ama sempre, auxilia, perdoa. . . Ternos amigos que se avinagraram!. . . Temo-los onde vamos A fim de aprimorar-nos, Mesmo devagarinho. . . So eles todos sempre Ferramentas de Deus Que nos aperfeioam em caminho.

  • 27

    Anota a vida, em torno: A natureza um claro exemplo disso. O espinho guarda a rosa, a rocha escora o vale. O freio salva o carro ao cont-lo em servio. Um dia, entenders, alma querida, Na luz do Mais Alm, Como bom suportar quem nos despreze ou fira Sem nunca desprezar ou ferir a ningum.

    Maria Dolores

  • 28

    18 - No grande caminho No digas que os outros so maus quando todos os seres so bons para serem, um dia, perfeitamente bons.

    *** Se j consegues doar algo de ti, procurando entesourar a bondade, no acuses aquele que acumula os bens da vida, crendo assim enriquecer-se para unicamente entregar, mais tarde, por mos alheias, as vantagens que ajuntou.

    *** A rigor, no existem espritos absolutamente maus. A vida nada cria para desequilbrio ou delinqncia. A fonte boa porque distribui generosamente os dons que lhe so prprios, entretanto, o solo no mau porque prenda a fonte a si mesmo. A andorinha um poema de beleza, volitando na altura, todavia, o batrquio no pode ser interpretado por monstro porque esteja colado ao charco.

    *** No existe pomicultor capaz de condenar a planta recm nata, na fraqueza em que se caracteriza, simplesmente porque a veja, assim dbil, ao lado de rvore vigorosa em plena maturao. Proteger uma e outra, considerando-lhes tempo e valor. Assinala-se cada ser por determinada problemtica na escala evolutiva.

    *** Observando os princpios que regem a natureza se algum te injuria por no seres ainda um esprito to bom quanto seria de desejar, no interrompas o trabalho a que te afeioas para te mostrares, no futuro, to bom quanto precisas ser. Prossegue agindo e servindo, certificando-te de que ao e utilidades podem transformar qualquer deserto em jardim.

    *** No reclames contra ningum quando surjam aqueles que te no consigam compreender e procura compreender a quantos te reprovem.

  • 29

    Segue adianta, ama e abenoa, auxilia e constri, que para isso todos fomos chamados a viver.

    *** As diretrizes do entendimento e da misericrdia te facilitaro a romagem no dia a dia e o dever cumprido falar por ti ao silncio. A fora do universo que mantm a floresta a mesma que vitaliza a semente diminuta. Aprendamos a servir e a esperar, a fim de que os tesouros da evoluo se nos revelem no grande caminho da imortalidade. Toda criatura um fruto divino na rvore da vida, mas todo fruto pede tempo, a fim de amadurecer.

    Emmanuel

  • 30

    19 - Renovar e Construir Sentir essencial. No ser, porm, apenas sentindo que materializaremos os prprios desejos.

    *** Pensar bsico. Mas no ser exclusivamente pensando que abordaremos a realidade objetiva. Falar importante. Contudo, no ser unicamente falando que efetuaremos os encargos que nos competem.

    *** Se conjugarmos, entretanto, emoo, idia e palavra no trabalho, teremos para breve chegado ao campo da experincia, aquele que nos habilitar em conhecimento e elevao para a Vida Superior. Isso nos faz refletir quanto renovao que esperamos de pessoas amadas. Quando no consigam corresponder-nos aos ideais de aperfeioamento e grandeza, no ser lamentando-as, to somente malsinando e reprovando-lhes as deficincias que suscitaremos a ascenso delas ao nvel desejado.

    *** O pomicultor trata a planta indicada produo nobre com zeloso carinho. O arquiteto concretiza o plano da construo com devotamento e vigilncia. Aquele corao ou aqueles coraes mais profundamente ligados aos nossos so obras da imortalidade que fomos chamados pela sabedoria da vida a abenoar e burilar. Se tens contigo algum que anseias transformar para o bem, silencia qualquer lamentao e cala toda a crtica e, auxiliando quanto possas, ama sempre. Indulgncia o clima da edificao e da paz. Alm disso, to s pelo amor e pelo trabalho do amor ser-nos- possvel renovar e construir.

    Emmanuel

  • 31

    20 - Conflito Dai, meus irmos pregava Nh Cirino, Na Roa do Tatu Caramund , Dai tudo o que tiverdes, dai at Que tudo em vs se faa dom divino. . .

    Demonstra a caridade tal qual , preciso ajudar!. . . nenhum ensino A caridade a luz de nossa f, A luz renovadora do destino!. . .

    Nisso, entra na sala o Joo Monteiro E roga ao pregador algum dinheiro, Quer curar as feridas que ele tem. . .

    Cirino muda a voz e diz: cai fora!. . . Isto aqui no te cabe, vai-te embora, No sou burro de carga de ningum. . .

    Cornlio Pires

  • 32

    21 - Indulgncia ainda A indulgncia no apenas caridade para com os outros. Erige-se igualmente como sendo processo de nos imunizarmos contra o impacto de vibraes destrutivas. Por isto mesmo, o tato deve estar conosco, feio de porta verdade, a fim de que os nossos pensamentos no venham a ferir os outros, tornando de outros para ns, de maneira a ferir-nos. Assim nos expressamos porque a idia em si fonte de fora em que a palavra se articula.

    *** Aprendamos, ainda e sempre, a empregar a indulgncia construtivamente, em se tratando das pessoas. Quando esse companheiro ou aquela companheira se mostrarem autoritrios, de modo excessivo, mentalizemo-los por irmos responsveis e confiantes; surgindo os que se nos afigurem vagarosos, na execuo das tarefas que lhes caiba, imaginemo-los por meticulosos e tmidos, nunca por preguiosos e lerdos; se aparecerem por figurinos de avareza e se chamados a exprimirmos, quanto a eles, interpretemo-los por amigos da poupana e no da sovinice; quando se revelarem portadores de opinies demasiado francas, aceitemo-los por amigos sinceros mas no imprudentes; em se evidenciando facilmente irritveis, vejamo-los por temperamentos emotivos e no por pessoas aborrecidas ou intolerantes; e quando se nos destaquem aos olhos dos irmo indecisos ou amorfos, saibamos classific-los por amigos cautelosos e moderados.

    *** Indubitavelmente os pensamentos e as palavras, na expresso simblica, so cores e tintas com que nos ser lcito expressar a prpria conceituao de acontecimentos determinados, no entanto, em se tratando de criaturas sensveis quanto ns, sejamos observadores das ocorrncias e irmos das pessoas, a fim de auxili-las para que igualmente nos auxiliem. Busquemos sentir e pensar, agir e realizar no bem e saberemos sempre sacar do corao e do crebro a boa palavra capaz de compreender e de amparar, orientar e servir.

    Emmanuel

  • 33

    22 - Dever de Servir Em matria de beneficncia, todos estamos na obrigao de doar algo de ns vida que nos cerca. E isso no sucede to somente a ns, as criaturas que atingimos a razo, mas igualmente a todos os seres. Minerais fornecem agentes qumicos. Vegetais distribuem utilidades mltiplas. No reino animal, milhes de vidas trabalham e se sacrificam a benefcio do homem: camelos que o transportam, ovelhas que o vestem, ces que o auxiliam e bovinos que o alimentam.

    *** Todos nos achamos convocados a entregar a nossa cooperao pelo bem geral. Acontece, no entanto, que na criatura humana, o discernimento conquistado cria o problema da livre aceitao do dever de servir. Todos nos reconhecemos indicados para oferecer o melhor de ns para que aparea o melhor dos outros em auxlio de todos. Desfrutando, porm, do atributo divino de contribuir conscientemente na Criao Universal e no constando a violncia da Obra de Deus, o homem, muitas vezes, quando se v compelido pelas foras da vida a fazer o melhor de si a benefcio do progresso comum, oferece ingredientes negativos engrenagem do destino, que ele prprio se incumbe de suprimir depois do erro cometido, despendendo tempo e fora para reajustar o que ele mesmo desequilibrou.

    *** Consideremos a nossa parcela de trabalho na economia da existncia. Importa observar, entretanto, que qualidade de observao doamos de ns e o modo pelo qual entregamos a quota de servio ao mundo, junta s pessoas e ocorrncias que nos cercam, porque embora sejamos livres no esprito e responsveis na ao, todos, na essncia, somos canais vivos de Deus.

    Emmanuel

  • 34

    23 Auto-defesa Desde pocas imemoriais, o homem imagina e constri recursos de auto proteo e defesa, sem que lhe possamos desconsiderar as razes para isso. O recinto emparedado que lhe serve de moradia no somente o refgio em que delibera viver no regime de comunho familiar, mas se lhe erige tambm como sendo o processo de livrar-se da intemprie. O cofre o recipiente que lhe segrega os bens contra possveis assaltos, no entanto, igualmente o vaso que lhe garante instrues e documentrios contra incndios. A fim de preservar-se e preservar valores e propriedades sobre os quais convenciona a riqueza externa, inventa fechaduras, cadeados, ferrolhos, trancas, armas, trincheiras, muralhas e alapes. Realiza mais ainda: vacina-se contra as molstias contagiosas; estabelece apoio ao comrcio e protege-se contra a fome; cria meios de intercmbio e extingue a solido. Para todos os meios suscetveis de afligi-lo no campo exterior da existncia elege recursos defensivos claramente justificveis no tocante aos domnios da vigilncia e da prudncia com que lhe cabe agir e discernir, entretanto, para a insegurana e para o medo, antigos adversrios que lhe dilapidam o equilbrio e a vida e tantas vezes o arrastam a suicdio e loucura no encontra estabelecimentos o medidas terrestres com os quais se municie contra eles. De modo a forrar-nos contra semelhantes flagelos, s existe um recurso: confiarmo-nos a Deus, cujas leis nos presidem as horas. Nos momentos de crise, provao, angstia ou desencanto, cumpre os deveres que as circunstncias te reservam e jamais desesperes.

    *** Lembra-te de que no h noite na terra que no se dissolva no claro solar. Nos instantes amargos, descansa o corao e o crebro em Deus, cuja misericrdia e justia nos acompanham os dias, e Deus te resguardar.

    Emmanuel

  • 35

    24 - Sublimao Festa. . . Fulge o solar. . . Um jovem tange a lira, Desfere uma cano de dolorosa espera. . . E Joana, a castel, que no amor se lhe dera, Surge, escarnece dele e por outro suspira.

    Mata-se o pobre moo ante a moa insincera. Ele sofre no alm, ela esquece, delira, E a iludir-se e enganar, de mentira em mentira, Um dia encontra a morte e a vida se lhe altera. . .

    Encontrando na treva o companheiro em prova, Aflita, a castel quis dar-lhe vida nova E fez-se humilde me, sem proteo, sem brilho. . .

    Hoje carrega ao peito um filho cego e louco, Arrasta-se, padece e morre, pouco a pouco, Mas repete feliz: ah! Meu filho!. . . Meu filho!. . .

    Silva Ramos

  • 36

    25 - Egosmo Herana evidente de nossa antiga animalidade, por toda a parte, ainda vemos o egosmo a repontar em toda extenso do mundo. . .

    *** O egosmo!. . . Em famlia, o exclusivismo do sangue. No lar, o narcisismo domstico. Na oficina de trabalho, o despeito. Na propriedade transitria, a ambio de posse desnecessria. Na cultura da inteligncia, a vaidade intelectual. Na ignorncia, a agressividade. Na riqueza amoedada, o esprito de usura. Na pobreza, a inveja destrutiva. Na madureza, o azedume. Na mocidade, a ingratido. No atesmo, a impiedade. Na f religiosa, a intolerncia. Na alegria, o excesso. Na tristeza, o isolamento. Nos fortes, a tirania. Nos fracos, a astcia. Na afetividade, o cime. Na dor, o desespero. No mimetismo que lhe prprio, usa em todos os setores as mais diversas mscaras e qual o joio que abafa o trigo, comparece igualmente nos coraes que a luz j felicite, em forma de clera e irritao, desnimo e secura. . . Se desejarmos dar combate praga do egosmo na gleba da alma, saibamos estender, cada dia, as nossas disposies de mais amplo servio ao prximo, e, aprendendo a ceder de ns mesmos, entre a humildade e o sacrifcio, no bem de todos, conquistaremos com o Cristo a plenitude do amor que lhe converteu a prpria cruz em ressurreio para a Vida Eterna.

    Emmanuel

  • 37

    26 - Indicaes Depois do prazer, a dor, Depois da dor, o prazer. Por estas regras da vida, que se aprende a viver.

    Lio de sabedoria, Em qualquer tempo e lugar: Corao que no perdoa Est mais perto de errar.

    Trabalha sempre. No vivas De esprito desatento. A folha solta no ar Segue os caprichos do vento.

    Qualquer pessoa v fatos, Julgando, a senso comum, No entanto, s Deus enxerga Por dentro de cada um.

    Iluso, - mel em vinagre, - Remdio que o cu nos fez Para que a gente na terra No morra de uma s vez.

    Souza Lobo

  • 38

    27 - Junto de ns Com referncia aos deveres do corao, nos caminhos da existncia, no preciso indagues quanto aos desgnios do Senhor, em relao a ti mesmo. Observa em derredor e percebers. Aqueles que se localizam, perto de ns, simbolizam pginas vivas em que nos compete gravar as solues devidas aos problemas que nos so propostos pela Providncia Divina. E, ainda gera com eles e juntos deles, que devemos executar as tarefas que nos foram assinaladas pela Espiritualidade Superior. Em extensa maioria, todos ns, os espritos vinculados aos processos evolutivas da Terra, estamos carregando ainda pesada carga de imperfeies, com muitas dvidas a nos marcarem a conscincia. E os coraes que pulsam com os nossos, nas mesmas faixas de ideal e trabalho, que diro com acerto de nossas decises na melhoria prpria, verificando as parcelas de resgate ou de agravo em nosso livro de crdito e dbito, ante a Contabilidade Divina.

    *** Expenderemos conceitos vrios, com respeito s ocorrncias do cotidiano, entretanto, o crculo de nossas relaes mais ntimas a forja de aperfeioamento que revelar com segurana quais so os ingredientes que estamos colocando na composio dos fatos do dia a dia. Familiares e amigos, superiores e subalternos, companheiros e colegas que nos usufruem a convivncia so, a rigor, as autoridades que nos conferiro nota justa no caderno de lies que a vida nos confia a cada um, com o objetivo de garantir-nos progresso e promoo na faculdade da experincia. Aqui, aparece quem te exige testemunhos de tolerncia; ali, algum te oferece desafios prtica da humildade; alm, outros te examinam a capacidade de sacrifcio e, mais adiante, ainda surgem aqueles que te impem testes de amor, aferindo-te o grau de compreenso.

    *** Doemos a quantos se situam, perto de ns, a traduo viva dos princpios superiores que esposamos por diretrizes. Recordemos o antigo axioma que nos ensina a cumprir os pequeninos deveres como se fossem grandes, para que venhamos a desempenhar os grandes deveres como se fossem pequeninos. Estejamos convencidos de que entre as paredes domsticas e em nosso grupo mais ntimo de trabalho que a sabedoria da vida nos prepara e habilita, a fim de servir valorosamente, nas grandes causas da humanidade em que se levantaro as colunas que todos aguardamos para a sustentao do Mundo Melhor.

    Emmanuel

  • 39

    28 - Respostas

    Nos problemas que carregas Queres saber como agir. . . Anelas libertao. . . Que fazer? Torna a servir.

    Sofreste. . . Anseias agora Adivinhar o porvir. . . Como achar felicidade? Atende. Torna a servir.

    Erraste. . . Lutas na sombra. . . Desejas no mais cair. . . Onde a escora que te guarde? Trabalha. Torna a servir.

    Entregaste os prprios sonhos Que procuras corrigir. . . Qual o caminho mais certo? O melhor: torna a servir.

    Excesso de ocupaes. . . Novo dever a cumprir. . . Compromissos mais pesados, No fujas. . . Torna a servir.

    Em qualquer dor, se indagasses Do Senhor como sair Jesus diria decerto: No temas, torna a servir.

    Casimiro Cunha

  • 40

    29 - Ps e Paz Expressiva a deciso de Jesus, lavando os ps dos discpulos. Recordemos que o Senhor no opera a abluo da cabea que pensa, v e ouve, traduzindo o sentimento com os dons divinos da reflexo e com as faculdades superiores da palavra, nem lhes alimpa as mos que trazem consigo a excelncia dos recursos tcteis para a glorificao do trabalho e a muda linguagem dos gestos, que exprimem afetividade e consolao. Lava-lhes simplesmente os ps, base de sustentao do corpo e implementos da criatura fsica que entram em contacto com a lama e o p da terra, padecendo espinheiros e charcos. E purifica-lhes semelhantes apndices, necessrios vida humana, sem reproche e sem queixa. Lembremo-nos, pois, do ensinamento sublime e lavemos os ps uns dos outros, com a beno da humildade, no silncio do amor puro que tudo compreende, tudo suporta, tudo santifica e tudo cr, porquanto apenas tolerando e entendendo a poeira e o lodo que ainda repontem dos caminhos alheios, que redimiremos os nossos, atingindo a verdadeira paz.

    Emmanuel

  • 41

    30 - Dores Estmulos No digas que toda a problemtica do sofrimento se vincula exclusivamente ao resgate correspondente a erros cometidos. Onde colocaramos o amor e o trabalho no dogmatismo de semelhante afirmao? A prpria natureza nos ensina, em silncio, ofertando-nos solues claras e simples ao desafio.

    **** A pedra burilada interpretaria o martelo como sendo um perseguidor, entretanto, o martelo nada mais faz que al-la ao apreo das multides. A rvore nobre identificaria o machado que a derrubou por instrumento de tortura, no entanto, o machado apenas requisitou-a para servio respeitvel na residncia do homem. Observa o aluno, muitas vezes, em speras regras de estudo, sem o que no conseguiria o ttulo profissional que demanda. Reflete no bisturi manejado por mos hbeis, ao rasgar os tecidos do paciente para restituir-lhe a sade.

    **** Ponderemos tudo isso, acolhendo as disciplinas da estrada com serenidade e proveito. Sem dor no teramos avisos edificantes, e sem obstculos ningum adquire experincia. Indiscutivelmente, existem os quadros de expiao que ns mesmos criamos e que nos cabe aceitar com gratido e respeito em nosso prprio auxlio. Importa considerar, porm, que a vida est matizada de dores estmulos sem o concurso das quais no entenderamos a prpria vida. A vista disso, na maioria das circunstncias, a provao exerccio de resistncia, tanto quanto a dificuldade medida de f. Perante o sofrimento, no te abatas nem esmoreas, e sim procura a mensagem construtiva de que todo sofrimento portador.

    *** Nas horas de aguaceiro, mentaliza os frutos que viro. Quando a noite envolva a paisagem, pensa nas maravilhas do alvorecer.

    Emmanuel

  • 42

    31 - Pgina de Amor Amar ainda e sempre para ns todos, os obreiros da terra, incessante desafio. Isso porque amar dar-se, no que possuamos ou sejamos de melhor.

    *** A beneficncia a preciosa iniciao. Entregamos o que nos sobre em reconforto e, ao adiantar-nos em sentimento, dividimos com os outros aquilo que se nos faa desnecessrio, at mesmo em nos referindo aos recursos primrios que se nos mostram indispensveis vida. Surge, porm, para cada um do ns o momento de dar-se. Dar-se nos mais ntimos pontos de vista. Doar-se em bondade e desprendimento, compreenso e renncia sem nada pedir em troca. Abenoar a felicidade da pessoa ou das pessoas a quem mais amamos, mesmo quando a felicidade delas no se padronize pelos modelos em que se nos configura a alegria. Se erguidos semelhante prova, recusamos sofrimento e mudana, conformidade e reajuste, exigindo algo em nosso favor, efetivamente no estaremos amando ou ento amando muito imperfeitamente ainda. Mas se aceitamos amar como se deve amar, surpreendemos a fonte da paz no imo do nosso prprio esprito, porquanto libertando e amparando aos nossos simultaneamente estaremos amparando e libertando a ns mesmos.

    *** O amor imaginrio, a basear-se no egosmo, cria desiluso e enfermidade, desequilbrio e morte. O amor autntico, no entanto, dando o melhor de si sem cogitar de si, gera grandeza e paz, aperfeioamento e alegria. Isso acontece porque toda vez que amamos particularmente a algum que se encontra muito longe de responder-nos com qualquer migalha de compreenso e de afeto, elevamo-nos ao amor de Cristo que nos ama sem que realmente o amemos ainda, reconhecendo por fim, que esse algum, refratrio ao nosso amor, , tanto quanto ns, um ser de origem divina, profundamente amado e constantemente sustentado por Deus.

    Emmanuel

  • 43

    32 - Em matria de F Conservars a f. Aprenders com ela a entoar louvores pelas bnos do Pai Supremo, manifestando a gratido que te nasa do esprito. Entretanto, acima de tudo, tom-la-s para guia seguro no caminho das provas regeneradoras da Terra, para que atendas dignamente aos desgnios do Senhor, na execuo das tarefas que a vida te reservou.

    *** Cultivars a f. Encontrars nela recursos de base que te endossem as splicas endereadas Providncia Divina. Aplicar-te-s, todavia, a empreg-la por sustentculo de tuas foras, no dever a cumprir, a fim de que no desapontes o Plano Superior, na cooperao que o Mundo Espiritual te pede, a benefcio dos outros.

    *** Falars da f. Guardar-lhe-s o claro na concha dos lbios, suscitando segurana e paz naqueles que te ouam. Descobrirs nela, porm, a escora precisa, para que no desfaleas nos testemunhos de abnegao que o mundo espera de ti, procurando sorrir ao invs de chorar, nos dias de sofrimento e provao, quando as notas de entusiasmo tantas vezes te esmorecem na boca.

    *** Respeitars a f. Reconhecers nela o trao dominante dos grandes espritos que veneramos na categoria de heris e gigantes da virtude, transformados em balizas de luz, nas trilhas da humanidade. Observars, contudo, que ela igualmente um tesouro de energias tua disposio, na experincia cotidiana, conferindo-lhe a capacidade de realizar prodgios de amor, a comearem da esfera ntima ou do mago de tua prpria casa.

    *** Paulo de Tarso afirmou que o homem se salvar pela f, mas, indubitavelmente, no se reportava a convico e palavras estreis. Decerto que o amigo da gentilidade queria dizer que o esprito humano se aperfeioar e regenerar, usando confiana positiva em Deus e em si mesmo, na construo do bem comum. F metamorfoseada em boas obra, traduzida em servio e erguida ao alto nvel dos ensinamentos que exponha, nos domnios da atividade e da realizao. Tanto verdade semelhante assertiva que o apstolo se referia f por recurso dinmico, no campo individual, para a edificao do Reino Divino, que ele prprio nos asseverou, convincente, no versculo 22 do captulo 14 de sua Epstola aos Romanos: Se tens f, tem-na em ti mesmo, perante Deus.

    Emmanuel

  • 44

    33 - Trabalho Divino Escuta, alma querida e boa, Perante as aflies que te espanquem a vida, Na prova que atordoa, H sofrimento, lgrima e tumulto, Embora tolerando o impacto das trevas, Busca enxergar o mecanismo oculto Das tarefas de amor e redeno que levas!. . .

    Deus clareia a razo Aqui, ali, alm, Para que o nosso prprio corao Revele por si mesmo a lei do bem. . .

    Tens para dar, conheces para ver E para dar e ver j podes discernir. . . Eis a misso que trazes por dever: Trabalhar, compreender, elevar, construir!. . .

    Tudo o que existe e vibra Entre as foras do mundo, Tem no prprio destino o dom profundo. De ajudar e servir!. . .

    O sol gasta-se em luz a entregar-se de todo E tanto ampara aos cus quanto s furnas de lodo. . . O jardim despojado a refazer-se espera Para dar-se de novo em nova primavera. . . Toda rvore esquece o que sofre do homem E apia sem cessar aqueles que a consomem!. . . Olha o minrio arrebatado ao solo, Sem possibilidades de regresso. Padece fogo ardente A fim de assegurar constantemente O esplendor do progresso.

    J consegues pensar que qualquer flor que apanhas, A mais singela e mais descolorida, um sonho que arrancaste natureza Para adornar-te a vida? Que modelas a enxada E golpeias o cho, Para que o cho te guarde a sementeira E te fornea o po?

  • 45

    Assim tambm por onde vs, Ante assaltos, tragdias, ironias, Tribulao ou desengano, Quando as estradas do cotidiano Surjam mais espinhosas ou sombrias, Nada reclamas, serve. E nem reproves, ama! Em toda a parte a vida te reclama Tolerncia, alegria, esperana e bondade, Inda que a dor te fira ou arrase os sonhos teus, Porque o Cu te entregou a liberdade De servir e elevar a Humanidade Por trabalho de Deus.

    Maria Dolores

  • 46

    34 - Lembrete Esprita Nunca nos arrependeremos: De ceder em questes sem valor essencial; De guardar pacincia em quaisquer lances difceis; De usar indulgncia para com as faltas do prximo, entendendo que todos temos erros a corrigir; De ouvir atenciosamente, seja a quem for; De reconhecer que o nosso pensamento ou cultura tem as suas limitaes; De observar que o nosso tipo de felicidade nem sempre o tipo de felicidade das pessoas que amamos, competindo-nos, por isso, acat-las como so, assim como desejamos ser respeitados como somos; De admitir que os outros no so obrigados a pensar com a nossa cabea; De no agir contra a prpria conscincia, seja antes, durante ou depois das experincias que consideramos menos felizes; De entregar bondade de Deus as aflies e problemas que estejam fora da nossa capacidade de soluo; De servir sempre.

    Albino Teixeira

  • 47

    35 - Sinnimos Espritas Amor presena divina. Caridade apoio a si mesmo. Estudo discernimento. Trabalho defesa. Progresso renovao. Ignorncia treva. Servio merecimento. Perdo liberdade. Ofensa priso. Culpa desarmonia. Sofrimento reajuste. Equilbrio sade. Ressentimento enfermidade. dio veneno. xito esforo constante. Dever rumo certo. Felicidade- paz de conscincia. Constncia garantia. Conhecimento responsabilidade. Prospia tolice. Orgulho queda. Humildade ascenso.

    Albino Teixeira

  • 48

    36 - Lembranas de Paz Reconhecer, - mas reconhecer mesmo, - que trabalhando e servindo estamos, acima de tudo, cooperando em favor de ns prprios.

    *** Perseverana no trabalho de execuo dos compromissos que assumimos significa noventa por cem na soma do xito.

    *** No desestimar a importncia e o valor de pessoa alguma.

    *** Nos instantes de crise, usar o silncio no lugar do azedume.

    *** Zangar-se algum ser sempre dilapidar a prpria tarefa.

    *** Perdo para as faltas alheias a melhor forma de alcanar a desculpa dos outros em nossos prprios erros.

    *** Observar o sinal vermelho para o mal no trnsito das palavras.

    *** Um gesto de simpatia ou gentileza pode ser a chave para a soluo de muitos problemas.

    *** Perfeitamente possvel administrar a verdade sem ferir, desde que esteja no blsamo da bondade ou no veculo da esperana.

    *** Nunca nos esquecermos de que a pacincia favorece o socorro de Deus.

    Andr Luiz

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    37 - Lei da Vida Indagas, muita vez, alma querida e boa, Como recuperar a f perdida, Quando algum te vergasta o corao e a vida, A ofender e ferir, a espancar e humilhar. . . Sai de ti mesmo e fita o mundo em torno, Todas as foras lutam, entretanto, A natureza pede em cada canto: Renovar, renovar. . .

    A noite envolve a terra em longa faixa, Mas a terra em silncio espera o dia E o sol dissipa a nvoa espessa e fria, Simplesmente a brilhar. . . Alteia-se a manh, o trabalho enxameia. . . Do p ao firmamento em novo brilho, Ouve-se, em toda parte, o sagrado estribilho: Renovar, renovar. . .

    A semente lanada ao barro agreste Sobre o assalto do lodo que a devora, Mas o embrio resiste, luta e aflora, No anseio de ser po e alegria no lar. . . A princpio, um rebento pobre e frgil, Tolera praga e temporal violento, Faz-se rvore linda e canta entre as notas do vento: Renovar, renovar. . .

    Arrebatada a pedra ao cho da furna Quer descanso, sem garbos de obra prima, Contudo, o artista chega, corta e lima A brumir e a sonhar. . . Ei-la que escala os topos da escultura E, esttua em que se estampa a essncia da beleza, Diz vida que a busca, encantada e surpresa: Renovar, renovar. . .

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    Assim tambm, alma querida e boa, Se algum te imps olvido, abandono e amargura, Segue, serve e perdoa o golpe que te apura, Esquecendo o desprezo e procurando amar. . . E ouvirs claramente, entre ascenses mais belas, Ante a f no porvir luminoso e risonho, A prpria voz do cu, ao restaurar-te o sonho: Renovar, renovar. . .

    Maria Dolores

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    38 - Amor Sempre Que faremos da caridade, quando todas as questes econmicas forem resolvidas? Esta a indagao que assinalamos, todos ns muitas vezes. Muitos acreditam que a soluo de semelhantes problemas autorizaria a demisso da sublime virtude das empresas e encargos pelos quais se responsabiliza ela no mundo. Entretanto, a cooperao do dinheiro sempre indispensvel no sustento das boas obras, apenas um ngulo da beneficncia na Terra.

    *** A mais alta percentagem dos nossos companheiros menos felizes no se encontra nos vales da penria de ordem material. Pergunte-se aos povos mais industrializados e mais ricos na cultura da inteligncia se conseguiram unicamente por isso erguer a felicidade integral de seus filhos. Consulte-se-lhes as estatsticas de suicdio e loucura, na maioria dos casos com vinculao na patologia da alma, e em todos os recantos do Orbe Terrestre indaguemos das classes situadas na frente do conforto e da instruo universitria se com esses tesouros, - alis necessrios e legtimos para todos os filhos da terra, - lograram consolidar a segurana e a paz de que se reconhecem carecedores.

    *** Ouamos os companheiros relegados solido em refgios dourados; os que a desiluso alcanou, estirando-os em desnimo, apesar das alavancas amoedadas que lhes sustentam a vida; os quase loucos de sofrimento moral, diante de provas ou doenas irreversveis; as criaturas geniais que no puderam agentar as dificuldades educativas, indispensveis ao burilamento do esprito, e derivaram para os txicos que lhe consomem as foras; os que foram abafados pela superproteo no campo do excesso e no mais souberam suportar os problemas da estrada evolutiva; e aqueles outros, semimortos de angstia que tateiam a lousa indagando pelos entes queridos e que dariam, de pronto, a fortuna em que se lhes valoriza a existncia em troca de f na imortalidade.

    *** Anotemos os irmos cados em desprezo, abandono, desequilbrio, enfermidade, desalento ou perturbao e, embora louvando o apostolado bendito do dinheiro, a servio do bem, verificaremos que a caridade em si sempre amor e que a misso do amor, em todos os mundos e em todas as circunstncias, to infinita quanto infinita em tudo e com todos, a bondade de Deus.

    Emmanuel

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    39 - Tesouro de Luz Nem sempre dispors de finana precisa para solver problemas ou extinguir aflies. Ningum est impedido, entretanto, de acumular o tesouro de luz da esperana no prprio corao. Ningum que no possa engajar-se nessa empresa de investimentos divinos. Todos necessitamos de semelhante apoio para viver e todos nos achamos habilitados a ministr-lo, a fim de que os outros vivam.

    *** Julgamos freqentemente que a esperana seria providncia apenas em auxlio dos ltimos na retaguarda humana. No entanto, no assim. As vtimas de frustrao, tristeza, desequilbrio ou desalento esto em todos os lugares. Arma-te de compreenso e bondade para esparzir esse recurso de refazimento e renovao. Para isso, comecemos por omitir pessimismo e perturbao em todas as manifestaes que nos digam respeito. Os necessitados dessa luminosa moeda, a expressar-se por bno de energia, se te revelam em todos os lances da experincia comum. Emergem dos vales de penria, onde podes estend-lo em forma de socorro assistencial; entretanto, surgem muito mais do prprio campo de ao em que transitas e das cpulas da organizao social em que vives. Doars a todos os aflitos que te procurem semelhante amparo, a fim de que a fora de realizar e de construir no se lhes esmorea na vida. Falars de coragem aos que se fixaram no medo de servir, de perdo aos que se imobilizaram no ressentimento, de confiana aos tristes, de perseverana aos fracos, de paz aos que tombaram na discrdia e de amor aos que se reconheceram atirados solido.

    *** Nem sempre logrars ajudar com possibilidades monetrias repitamos mas, raciocinando com a bno da caridade, podes ainda hoje entrar nas funes de poderosa usina distribuidora de otimismo e de f. No percas o ensejo de investir felicidade com esse tesouro de luz e amor porquanto, em verdade, onde no mais exista esperana desaparece o endereo da paz.

    Emmanuel

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    40 - Nossa Prece Ampara-nos, Senhor, Este repouso de amor Em que a paz nos descansa Porto, refgio, lar, Em que podemos cultivar As bnos da esperana.

    Perante a caridade por dever, Faze-nos perceber Que nesta casa em que nos aconchegas, A todos nos entregas A bendita oficina Que nos renove a f na Bondade Divina.

    De rotina em rotina E surpresa em surpresa, Deixa-nos discernir Que, em contemplando a prpria natureza, Da rocha mais hostil ao solo mais fecundo, Tudo auxlio na lei Se te atende na estrada ao lema de servir.

    Tudo auxlio na lei Do firmamento ao cho. . . Serve o sol, serve o mar sem derramar-se em vo, O tronco no devora os frutos que oferece, A fonte ajuda e passa em sussurros de prece, O vento ampara a flor, a flor perfuma a vida, Faz-se po e celeiro a semente esquecida. . .

    Ajuda-nos, Senhor a repartir o bem Sem traar condies, sem perguntar a quem. . .

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    Aspiramos a ser contigo, dia a dia, Blsamo, reconforto, unio, alegria, Agasalho do templo e corao da escola, O prato que alimenta e o verbo que consola. . .

    Concede-nos o Dom de cooperar contigo, Trabalhar e seguir pelo teu brao amigo. Tanto luz do porvir quanto na luz de agora, Faze, por fim, Senhor, Que a nossa casa seja, hora por hora, Um caminho de f para o Reino do Amor.

    Maria Dolores

    ENCONTRO DE PAZ