Rio Mondego GonçAlo Filipe

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Post on 11-Jul-2015

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  • Antigamente, o leito do Rio Mondego era mais fundo. Calcula-se que nos ltimos seiscentos anos ter subido cerca de um centmetro por ano. Desde o tempo dos Romanos, o leito do rio subiu, pelo menos, oito metros.

  • Entre a nascente e a foz, as guas do Mondego percorrem cerca de 220 quilmetros. Grande parte do percurso faz-se atravs de um vale bastante encaixado em rochas metamrficas e granito. As suas margens, entre Coimbra e a Figueira da Foz, so os terrenos mais frteis de Portugal. nestas terras que se produz mais arroz por hectare, em toda a Europa.

  • A gua deste rio aproveitada para fornecimento de gua para a rega e produo de energia hidroelctrica.

  • Escrito por Jos Joo Ribeiro CoimbraMondego inunda esplanadas

    Rio atingiu caudal significativo e extravasou as duas margens, na zona das esplanadas do Parque Verde e no Choupalinho.Se as condies no melhorarem, Proteco Civil dever recorrer a diques de recurso com sacos de areia.

    Os bombeiros e a Proteco Civil continuavam, ontem ao incio da noite, a acompanhar a evoluo do nvel das guas do Rio Mondego, que inundou a zona do Choupalinho (entre as bombas de gasolina e as instalaes de remo) e a Rua das Parreiras (junto discoteca Ar DRato), na margem esquerda, assim como as esplanadas do Parque Verde, na margem direita. Aqui, nas docas, o rio comeou por inundar a zona das esplanadas, durante a madrugada, situao que se foi agravando ao longo do dia com o aumento da intensidade da chuva. Os bombeiros referiram igualmente inundaes em caves de alguns edifcios em Santa Clara. Ontem noite, hora de fecho desta edio, a situao continuava a preocupar as autoridades, que no descartavam a possibilidade de levar sacos de areia para aquela zona para levantar uma barreira e impedir a passagem da gua. O caudal, alvo de constantes medies, continuava a subir, mas a incgnita sobre o evoluir da situao mantinha-se. Ainda assim, todos apontavam a madrugada e o incio da manh como os perodos mais crticos, avanando mesmo com a possibilidade forte do Mondego invadir totalmente a zona das esplanadas das docas, assim como algumas habitaes situadas nas proximidades das margens do rio. Serra Constantino, director do Gabinete de Proteco Civil e Segurana Municipal de Coimbra, disse ao nosso Jornal que, cerca das quatro horas da madrugada de ontem, o rio atingiu o patamar das esplanadas. Inundou mesmo, sublinhou, ressalvando que se trata de uma zona inundvel.

  • O caudal de gua que ontem passou na Ponte-Aude andou na ordem dos 850 metros cbicos por segundo (cerca das 17h30), um volume muito significativo, analisou Serra Constantino, que vaticina provveis inundaes na zona do Baixo Mondego se o caudal atingir os 1.000 metros cbicos/segundo. Embora desdramatizando a situao, Serra Constantino lembrou que, atendendo ao facto de estar previsto um agravamento das condies meteorolgicas para este fim-de-semana, as populaes ribeirinhas devero estar atentas e adoptar cuidados redobrados com bens e animais. O responsvel acrescentou que os bombeiros estavam a fazer medies do caudal do Mondego de duas em duas horas e a proceder igualmente a verificaes do Rio Ceira, na bacia dos Fornos e a jusante da Ponte-Aude. Independentemente das medies efectuadas por outras entidades responsveis pela gesto das barragens, salientou.

    Terrenos saturados Para alm das docas, os Sapadores de Coimbra tiveram de intervir numa inundao na cave de uma moradia, na Rua das Parreiras, em Santa Clara. No Ribeiro de Vilela, as guas ameaavam galgar as margens. Por precauo e para acompanhar a situao, os Voluntrios de Brasfemes e os de Coimbra deslocaram-se, ontem tarde e de madrugada, para o local. Ricardo Rodrigues, presidente da Junta de Freguesia de Torre de Vilela, disse estar atento e recordou que a limpeza do leito do ribeiro poder contribuir para atenuar os riscos de uma cheia na problemtica zona dos Fornos, onde as guas costumam invadir o IC2. De seguida, lembrou que os terrenos comeam a ficar saturados de gua e se as condies atmosfricas se agravarem poderemos vir a ter pequenas inundaes.

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