revista ceap - edição 15

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Edição nº 15 Atenção para a INFÂNCIA

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Revista Ceap - edição 15

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  • Edio n 15

    Ateno paraa INFNCIA

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  • muito bom nos encon-trarmos outra vez. Muita coisa j se fez na escola e est em exe-cuo e projeo desde nossa ltima edio. Liderana um assunto que est na nossa pauta dessa vez. O Grmio Estudantil do CEAP teve uma eleio disputa-da por trs chapas e um processo democrtico interessante, aumen-

    tando a responsabilidade da turma escolhida para administrar o GEMLI.

    O que eles vo fazer? E como? Isso, e tambm como foram a campanha e elei-

    o, est contado nessa edio da CEAP em Revista, que traz, tambm, a cobertura com depoimentos do Encontro de Lideranas Es-tudantis da Rede Sinodal de Educao que foi sediado pela nossa escola.

    Um (re) encontro com ex-alunos est sendo proporcionado nesta edio em duas pginas. Em uma delas a tradicional edi-toria Onde andam? traz depoimentos de gente que est perto e longe do CEAP. E a comemorao de trinta anos de formatura da turma que concluiu o Segundo Grau em 1983 merece um destaque especial. Assim como merecem um espao importante pro-dues textuais de nossos alunos e projetos que esto sendo desenvolvidos nos diferentes nveis, anos e sries da escola.

    Nessa edio voltamos a tratar de um assunto que est na pauta do CEAP todos os dias: a infncia. Voc vai conhecer o proje-to lanado pela Educao Infantil chamado Viva a Infncia, cujas nfases esto na de-fesa de uma infncia como deve ser - em que o brincar precisa ter o espao devido - e na saudao a uma fase espetacular da vida de todos, que merece ser compartilhada com a escola e a famlia. E a temtica ganha des-taque, tambm, com a matria de capa, que volta a destacar o trabalho desenvolvido pelo projeto Tempos de Criana, cada vez mais consolidado no CEAP.

    Um ltimo destaque para o texto Obrigado professor..., que pretende ser mais uma injeo para que a comunidade escolar, especialmente, envolva-se em uma necess-ria e permanente campanha de valorizao de quem faz educao na escola. A entrevis-ta desta edio vai direto ao ponto em um assunto muito mais do que pertinente. Tem mais atraes, claro. Fique vontade e deli-cie-se com nossa nova edio.

    CEAP Em REvistAN 15 Maio de 2013Publicao do Colgio Evanglico Augusto PestanaEdio: Assessoria de Comunicao do CEAPProjeto Grfico: Z ComunicDiagramao: Cia da ArteJornalista Responsvel:Andr da RosaFale com a redao: [email protected]

    Melhor serem dois do que um, porque duas pessoas trabalhan-do juntas podem ganhar muito mais. Se uma delas cai, a outra levanta o seu companheiro: mas ai do que estiver s; pois, cain-do, no haver outro que o levante.

    (Eclesiastes 4.9-10)

    Um dos enfoques desta revista o 19 Encontro de Lideran-

    as Estudantis da Rede Sinodal, ocor-rido no ms de abril, aqui no CEAP. Aproveito esse espao para aprofun-dar um pouco mais a reflexo sobre liderana numa perspectiva bblica.Ns sabemos que um lder no pode fazer tudo sozinho. Ele precisa, neces-sariamente, contar e apoiar-se no tra-balho de outros parceiros, para que o seu objetivo prospere. Devem ser pes-soas capazes, nas quais possa confiar.

    Certa vez ouvi a frase as pessoas so o ativo mais im-portante da em-presa. Essa no uma novida-de no mercado, mas uma ver-dade que pre-valece h muito tempo.Na Bblia essa uma reali-dade j h muito conhecida. Apesar dos heris da Bblia no usarem a palavra equipe eram mestres em utilizar essa prtica. Eles no dispunham de uma infraestru-tura tecnolgica de ponta. As condi-es eram rudimentares, eles tinham que se superar.Viviam em tendas na maior parte do tempo e sem moradia permanente. A vantagem deles era o respeito pelos recursos humanos, j que muitas vezes, as suas posses ovelhas, cabras, gado e terras eram saqueadas pelos inimigos. Pela neces-sidade, eram obrigados a motivar-se entre si e permanecerem juntos para poder vencer. Desde os tempos bbli-cos, as pessoas conseguem realizar mais quando trabalham unidas. Os

    lderes da Bblia percebiam que um grupo mais do que a soma de suas partes.Eram capazes de formar equi-pes fortes, onde o desejo individual era subordinado s necessidades do grupo. Para libertar-se do jugo do fa-ra, no Egito, por exemplo, os hebreus uniram-se, sob a liderana de Moiss.Havia uma quantidade considervel de sacrifcio individual a servio do objetivo geral da equipe de atingir a Terra Prometida. Para alcanar esse objetivo, estavam motivados pela crena em Deus de que chegariam l. Essa certeza os manteve firmes, mes-mo com a troca de liderana nas gera-es subsequentes.

    A lio para o lder moderno perceber que se os membros da equipe no se sentem valorizados ou enxergam o lder da equipe colhendo toda a glria, enquanto fazem o tra-balho duro, as referncias de grupo, como um todo, tendem a ficar vazias.

    Uma equipe desmotivada no ajuda no objetivo. O papel do lder en-xergar que todos no grupo tm uma funo distinta e importante, com ha-bilidades e formaes diversas. O l-der deve observar essas qualidades e incentivar seus comandados em torno do objetivo.

    Ns como Equipe CEAP quere-mos crescer juntos na valorizao do coletivo. As palavras de Eclesiastes nos norteiam na tarefa de trabalharmos juntos e juntos podermos ganhar muito mais e fazermos a diferena nos nossos diferentes espaos de convivncia.

    Luciano Miranda MartinsPastor Escolar do CEAP

    expe

    dien

    teTrabalhamos em Equipe

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    As muitas carasdo Arauto

    Por dcadas ele foi o rgo do Grmio Estudantil Monteiro Lobato de Iju. O jornal O Arauto uma lenda do GEMLI no CEAP. Cada diretoria lhe dava um jeito prprio, fruto da interminvel criatividade dos adolescentes. Desde o formato, tamanho, estilo, passando tambm pelo

    que era pauta, tudo era mutante - at a periodicidade. Na capa da edio de 1993 estava impresso o nico semanrio mensal que publicado todos

    os dias uma vez por ano!. s vezes eram mais que uma edio anual. Hoje o canal de informao dos alunos prioritariamente virtual. O semanal #Fikdik afixado nas paredes das salas de aula e do ptio. Tempos diferentes. Tempo de lembrar de como era O Arauto em diferentes fases.

    Alunos da Rede Sinodal no Encontro de Lideranas no CEAP

    Edio de 1990 identificava o 38 ano do Arauto. A recente queda do muro de Berlim era um dos assuntos.

    A segunda edio de 1999 trazia os Teletubbies na capa com o ttulo Cololido!, numa aluso impresso em cores, ao menos da capa e contracapa. Eram 20 pginas de jornal.

    Super-heris de diferentes pocas faziam a capa colorida da edio de 2002.

    O jornal que uma revelao, dizia a chamada de capa da edio de novembro de 1995, com ilustrao do aluno Gui Rger.

    Era setembro de 1998 e circulava a segunda edio do ano. Evandro Bertol era o desenhista em uma equipe editorial de dez alunos. Uma delas, Letcia Bhrer, seria jornalista depois da escola.

    Uma das ltimas edies, o Arauto de 2009 trazia a tradicional editoria das frases malditas.

    A capa e outras ilustraes internas eram resultado dos traos do aluno Rodrigo Lenz.

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    Obrigado Professor...

    Professor vamos valorizar?

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    Do Jardim de Infncia ao 1 ano do Segundo Grau foram bons anos vividos na escola. L no Jardim, onde entrei em 1975, lembro que a gente foi vacinado contra coqueluche, conta Fernando. Daquela poca, tambm, vem lembrana ao dia em que um fotgrafo veio fazer foto da nossa turma no ltimo dia de aula. Quase todos choraram. Lembro do Marcelo Garzella, do Andr Zanchet chorando....

    So muitas lembranas do tempo curtido no p-tio e das rotinas escolares. A gente jogava bola na Cova. Todo mundo ao mesmo tempo. O Mozinha (Antnio da Luz) jogava pingue-pongue com a gente, e ganhava de ns. Lembro do uniforme, cala de tergal e sapato preto. Isso marcava, assim como marcava o respeito pela figura

    do diretor. Era uma postura diferente na poca. Do fute-bol jogado no recreio vinha, depois, uma seleo feita pelo

    professor Antnio Schwingel para ver quem jogava futebol e tambm basquete. Eu era o mais novo da turma, magrinho...No pegava time.

    Fernando lembra dos professores Florncio Berger, de Portugus, Armindo Porscher da Biblioteca: eu ia muito l, vivia retirando livros. Lembro, tambm, da Lira (Garros), do Servio de Orientao Educacional. Todo mundo passou por l. Da M-nica (Brandt) de Histria e do Servio de Orientao Pedaggica, que ficava na mesma sala coma Lira. Briga e nota baixa rendia

    uma visita quela sala. O (Luiz Paulo) Mauhs era professor de Ingls....

    O ex-aluno revela que a mesma turma de colegas por muitos anos for-mou uma unidade bacana. Depois do CEAP ele concluiu o Segundo Grau na escola Da Paz, em Santa Rosa. Estudou Medicina Veterinria na UFSM em Santa Maria. Atualmente co-ordenador do Programa Sanitrio de Febre Aftosa, na Secretaria Estadual de Agricultura. Mora em Porto Alegre com a esposa e duas filhas. Tenho saudade de tudo que era da poca da escola. Me identifico com a estrutura do CEAP, com o lugar, porque pra-ticamente me criei dentro da escola a artir dos quatro anos. Esse espao fsico era gigante pra gente na poca.

    Dos anos de CEAP o principal aprendizado, segundo Fer-nando, foi o comportamento social, a educao mais rgida de formao. Isso se reflete na vida. A gente aprende a respeitar o outro, a conviver. A formao moral foi o mais forte no CEAP.

    Ela chegou no CEAP em 1986 e estudou at o final do Segundo Grau, em 1992. Deste perodo, Tassiane morou por trs anos dentro da escola, no Internato, que ainda funciona-va. A Dona Edith era quem nos cuidava, lembra, acrescentando que alm do internato feminino tambm funcionava o internato masculino na escola.

    E do perodo de internato que vm as recordaes mais divertidas. Eu era a mais nova. Em uma noite tivemos jantar l no campo (Campo do CEAP). Levaram a gente de Kombi. Na volta nos trouxeram para a escola e a dona Edith (Franois) e o Jorge (Trentini), que cuidava dos meninos, ficaram l no campo arru-mando as coisas. Os meninos resolveram conhecer o nosso inter-nato e ns o deles. Foi aquela confuso. Uma correria. No outro dia levamos uma chamada da direo. Tivemos que assinar um termo nos comprometendo em respeitar as regras do internato.

    A passagem pelo internato da escola contribuiu, segundo Tassiane, para sua formao. No CEAP tive toda minha forma-o escolar e por morar no internato, aprendi rpido as obriga-es da vida. Acabei amadurecendo mais cedo e tendo respon-sabilidades. Hoje agradeo pois isso ajudou na minha formao pessoal. A ex-aluna foi atleta. Jogava voleibol. Ns ramos treinadas pela Mrcia (Michael). Fomos campes da Olimpada Evanglica (ONASE) m Joinvile. Eu e a Airam Sausem ramos ata-cantes de ponta, a Sheni e a Simone Antonello eram atacantes de meio e a Ana Zago e a Patrcia Berwig levantadoras.

    Entre tantos professores, ela lembra do professor Louren-o Paris e toda sua calma, da rapidez da Jorgina (Oliveira), do Renato Bobeira (Morares), do Irineo (Sauer) no Laboratrio de Qumica, da profe Claudete (Gomes) e de toda sua disciplina. Nos recreios a galera comia pastel de vento, pois tinha pouca carne (risos) Era uma delcia.

    Tassiane tambm participou da diretoria do GEMLI, quan-

    do a turma criou a Festa do Ridculo. Estava no 1 ano do Segundo Grau. Fomos fantasiados na festa, que acon-teceu na Paquet. A concentrao da turma era sempre na casa do colega Vlademir, que mo-rava em frente ao CEAP na casa onde depois funcionou uma escola de idio-mas.

    Foi no CEAP, tambm, que Tas-siane encontrou a pessoa com quem iria compartilhar mais anos pela frente. Es-tava no terceiro ano quando comecei namorar o Alexandre (De-boni), hoje meu marido. Mas a nossa histria j tinha iniciado na 7 srie. Lembro que o Jornal da Manh foi entrevistar casais de namorados no CEAP para a edio da semana do dia dos namorados. Eu e o Alexandre fomos entrevistados e tenho esse jornal guardado.

    Depois do CEAP a ex-aluna estudou Odontologia na PUC em Porto Alegre. Formada em 1999, voltou para Iju, fez espe-cializao em Implantodontia em Campinas, So Paulo, e desde 2000 atua em Iju. Casada com o ex-colega de CEAP, Tassiane e Alexandre tm dois filhos que estudam no CEAPzinho: Clara no Nvel 4 e Joo no Nvel 1.

    Se voc leu o ttulo e est lendo estas palavras, certamente voc teve um professor, uma profes-sora que auxiliou nesta tarefa de aprender a ler, a conhecer os nmeros, as operaes ma-temticas, a ter um mundo sen-do descortinado sua frente. E,

    agradecer a estes professores que passaram pelas nossas vidas im-

    portante.Apesar do avano das tecnologias, das comunicaes aceleradas e da possibi-lidade de, atravs delas ter contato com o mundo, sempre haver necessidade de que algum ensine como usar bem estas tecnologias a favor de um apren-dizado consistente. Este algum sempre ser um professor.A base da educao escolar a figura do professor. Nele centrado o projeto pedaggico de uma escola, a partir dele se desenvolvem as aes pedaggicas,

    as relaes com o conhe-cimento e com os outros seres que compe o gru-po social. E, tambm a convivncia social deve ser aprendida e orien-tada e, alm da famlia, tambm os professores so personagens im-prescindveis na orienta-o deste processo.Pelo que j se exps, no se v a possibilidade de prescindir da existncia de professo-res. Por isto mesmo, agradecer aos pro-fessores por tudo o que ele representa ou representou para cada um quase uma obrigao, um reconhecimento de cada um pelo que se , independen-temente da idade que se tem. Agradea ao seu professor, pelos exemplos, pelos conhecimentos repartidos, pelos desa-fios lanados.

    S e voc sabe ler, agradea ao professor.A propsito, em todo o texto me referi a professor sempre de forma genrica. Professores e professoras esto plena-mente includos, sempre.

    Gustavo MalschitzyDiretor do CEAP

    Esta edio da CEAP em Revista dedica esta pgina para uma iniciativa surgida atravs de uma provocao feita inicialmente ao grupo de professores do CEAP no incio deste ano letivo. A ideia contagiar a comunidade escolar a partir de uma atitude de gratido a quem foi e nosso professor, ou de nossos filhos. Uma das formas publicizar, de diferen-tes formas, a frase simples Obrigado professor..., assim mesmo, com reticn-cias, para que cada um complete men-talmente e verbalize tambm com os motivos tantos pelos quais os professo-res merecem agradecimento. Esta ao no est relacionada ao dia 15 de Ou-tubro e nem precisa mas trazemos, aqui, uma pequena reflexo proposta pelo educador e pensador Paulo Freire por ocasio desta data certa vez. Ilustra bem a importncia de campanhas como essa.

    Ningum nega o valor da educao e que um bom professor imprescindvel. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que

    seus filhos sejam professores. Isso nos mos-tra o reconhecimento que o trabalho de edu-car duro, difcil e necessrio, mas que per-mitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remu-nerados, com baixo prestgio social e respon-sabilizados pelo fracasso da educao, gran-de parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho. A data um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educao que queremos. Aos professores, fica o convite para que no descuidem de sua misso de educar, nem desanimem dian-te dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem guias e no apenas galinhas. Pois, se a educao sozinha no transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.

    Paulo FreireEducador e Pensador

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    Nem sempre um assunto fcil, a sexualidade uma realidade que, por isso, muitas vezes acaba sendo tratada de forma inadequada ou mesmo no abordada. No CEAP os alunos e famlias do 7 ano esto participando de momentos de discusso

    sobre o tema. Uma das palestrantes, a psicloga e psicoterapeuta da infncia, adolescncia e adultos,

    Cristina Boll Stragliotto, amplia o assunto aqui, abor-dando a infncia e a adolescncia.

    As crianas de hoje esto sendo expostas mais cedo questo da sexualidade.O que est acontecendo?No s a questo da sexualidade est surgindo de forma precoce na contemporaneidade, assim como vrias etapas do desenvolvimento da criana e do adolescente. H ques-tes que esto aflorando precocemente. um fenmeno mundial. A infncia est mais curta. E deixando de brincar, elas passam a ter interesses maiores para questes da tec-nologia, com informaes que vo alm da etapa que de-veria estar sedo vivida. Existem etapas do desenvolvimento na infncia e adolescncia onde uma complementa e esse processo, quando deixa de ser vivido, pode acarretar em prejuzos emocionais.

    H muita informao, hoje, disponvel, em comparao com uma ou duas dcadas atrs. Mas quem deve filtrar isso para as crianas e os adolescentes? Esse limite precisa existir e funo dos pais; no cabe es-cola nem tata. Tudo na vida questo de limite, inclusive a sexualidade precoce. As precocidades esto associadas falta de limite, falta de proteo dos cuidadores das crianas. Saber com quem vai, aonde vai e que horas volta deveria ser regra que, alis, tem um fundo de cuidado e proteo que quase no se v mais. Est tudo muito liberado, sem censura, atualmente.

    Percebe-se um processo de adultizao precoce nas crianas - especialmente nas meninas - no que diz res-peito a roupas, maquiagem, alguns tipos de festas (to-car funk, por exemplo, em festa de aniversrio de 8 ou 9 anos)... H um sinal de alerta aqui?De novo aqui a questo de limites. A maneira como a crian-a vai se vestir, se maquiar e at se portar tambm tem que ser orientada pelos pais. A criana pode at se expor, mas de forma ingnua, sem saber que est fazendo isso. Vale o mes-mo para a roupa adequada ao ambiente, a msica na festa... preciso preservar a criana, especialmente as meninas. E so as mes que precisam se conscientizar e orientar suas filhas sobre isso.

    Em que os pais esto pecando na questo da educao para a sexualidade?Os pais se assustam muito com determinados compor-tamentos e assuntos que a criana est demonstrando e querendo abordar. O dilogo sempre bem-vindo quando a criana est demonstrando o interesse. s vezes ela fala coisas - que nem sabe o significado - porque ouviu. O pai e a me no podem fazer de conta que no ouviram. E como responder a esses questionamentos? preciso investigar de

    onde surgiu o assunto, ser objetivo e sincero na resposta e ficar restrito pergunta, progredir com base no que o jovem j conhece e fornecer explicaes em linguagem simples.

    E se a criana ou o adolescente no perguntarem?Em algum momento a questo da sexualidade vai surgir. Os pais precisam estar atentos aos filhos, conhecer as crianas, para perceber essa questo. Ter algum horrio para conver-sar sobre o dia, sobre assuntos do interesse deles, procu-rar saber o que o filho est vivendo, aprendendo, enfim, ser prximo dos filhos necessrio para poder criar vnculos. s vezes o vnculo no est forte o suficiente para poder con-versar sobre sexualidade com eles. As conversas favorecem esses vnculos e do abertura para o dilogo.

    Qual o papel da escola nesse processo? o de complementao da educao e das orientaes. A participao e envolvimento dos pais em parceria com a es-cola fundamental para o crescimento saudvel dos filhos. E a orientao sexual um trabalho formal e sistemtico que vai transmitir informaes adequadas no sentido de cons-cientizar o adolescente sobre seu papel na sociedade. Crian-as e adolescentes que recebem orientaes adequadas so-bre a vida estaro aptas a estabelecer relaes afetivas sau-dveis e, provavelmente, tero uma vida sexual responsvel.

    Educando os filhos para a sexualidade

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    De volta escola trinta anos depoisA turma de alunos que concluiu o

    Ensino Mdio - na poca 2 Grau no CEAP em 1983 voltou a se reunir na escola. Ao menos parte da turma. No incio de maro quinze ex-alunos, vrios deles acompanhados de suas famlias, estiveram no CEAP, onde reencontraram, tambm, antigos professores e funcionrios, vrios dos quais ainda em atuao na escola.

    Depois de abraos e trocas das primeiras informaes, a turma conversou no

    miniauditrio, onde recebeu informaes sobre o CEAP na atualidade, atravs do diretor Gustavo

    Malschitzky, e acompanhou uma reflexo com o pastor escolar Luciano Martins. A ex-professora e ex-diretora Mnica Brandt, me de um dos ex-alunos, falou sobre o livro de sua autoria que resgata os primeiros 50 anos da histria do CEAP. E o ex-diretor Luiz Paulo Mauhs, convidado especial do grupo de ex-alunos, tambm se manifestou.

    O final de semana nostlgico ainda teve uma tarde de jogos entre o grupo no Ginsio do CEAP no sbado tarde. noite o encontro seguiu com um jantar no Jardim Europa Hotel, com espao para discursos desta vez um empolgado e emocionado diretor Mauhs contou histrias, chorou e fez chorar - e msica ao vivo e a participao de outros ex-alunos que no puderam estar na escola pela manh. Todos os momentos foram marcados por emoo e alegria. E tambm por muitas manifestaes de gratido dos ex-alunos escola, professores e funcionrios do CEAP. A turma j pensa no prximo encontro.

    Cristina: vnculos e limites

    A turma na 1 srie em 1973 com a professora Heidy MeinckeCarmen Gimenez,CleniceDrewsAmorin e Carin Wagner Machado de Carvalho

    Colegas Tas, Paula, Carmen e CarenRicardo Soletti e Marco Meister, os organizadores do encontro

    Reencontro iniciou no miniauditrio do CEAP, antiga Sala de Cincias

    A turma com os professores da poca: Guilherme Brandt, Marco Antnio Meister, Carin Wagner e Ricardo Andr Soletti na fila superior. Logo abaixo Rogrio Ricardo Zimpel, Marcos Friske e o professor Horst Kessler, bem direita. Abaixo Carmen Eliza Gimenez, Tas Montagner, Paula Ojezenasz do Nascimento e o professor Loureno Paris. Na fila debaixo o ex-diretor Luiz Paulo Mauhs e as professoras Mnica Brandt e Jorgina Oliveira.

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    Tenho uma amiga que diz que s saber se realmente amou algum no dia em que essa pes-soa morrer: caso consiga lembrar-se de todos os momentos e no sentir raiva pelos piores, ento conhecer seus sentimentos. O sentimento dela oscila entre o amor e o dio porque ele fala que a ama, mas ela sabe que no a nica. Porque ele no se esfora. Porque ele no ama com coragem, e como Fabrcio Carpinejar diz: a nica coisa que uma mulher no perdoa que o homem no ame com coragem.

    O sentimento dela oscila porque ele fala palavras bonitas, mas as mantm na teoria. Por-que ele irresoluto. Porque eles so completamente sinceros um com o outro, mas quando ele tem oportunidade, joga todos os erros que ela cometeu na cara dela. Porque ele no admite que tambm erre.

    Todo mundo quer 8 ou 80. Nunca 35, 40, 60. Nunca. Queremos algum que volte pra conversar depois de uma briga,

    mas gostamos dos mais canalhas. Quere-mos algum que pea desculpas mesmo sem estar errado. Isso um paradoxo. A vida um paradoxo. No consigo ver nada que de alguma forma no se ligue a isso.

    Quem nunca sentiu amor e dio, ao mesmo tempo, que atire a primeira pedra. Por qu? Porque a adoles-cncia assim. O amor e o dio andam lado a lado. Porque amor sorte e dio consequncia.

    Ele torce pro Inter, ela pro Grmio. Ela tmida e ele faz mais o estilo cafajeste. Ela gosta de abraos demorados, daqueles que parece que o corao colou e no quer mais separar, ele prefere beijos. Ela fissurada em msica nacional e ele em msicas inter-nacionais. Eles no combinam em nada, mas dizem que as melhores misturas so feitas de tintas dife-rentes.

    Temos milhares de para-doxos no cotidiano, trilhes de coisas acontecem sem que per-cebamos as semelhanas e as dis-cordncias da vida. Mas apesar de

    tudo, o amor um paradoxo, e isso no se discute.

    Gabriela TrentiniAluna da 1 srie do Ensino Mdio

    O amor: o maior dos paradoxos

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    O menino sai correndo da aula ao meio-dia, continua correndo durante todo trajeto at sua casa, abre a porta apressadamente e grita qualquer cumprimento sua me. Mas para que tudo isso? Tudo para chegar o mais rpido possvel ao seu santurio sagrado; seu templo de sossego e diverso, resumindo: seu computador.

    Mas o que ele h de fazer nesse computado, que com todas as suas foras o menino almeja? Entre episdios estendidos

    de Star Trek, temporadas completas de Game of Thrones e discografias completas das mais variadas bandas que cantam nos

    mais variados idiomas, ele encontra o que queria. Ao mesmo tempo que abre o World of Warcraf, conecta-se com os amigos com quem

    passou toda a aula e com passar tambm toda a tarde, massacrando

    GamerA primeira experincia

    de intercmbio entre alunos do CEAP e do Colgio Yvynar de Melo, no Uruguai, vai acontecer no segundo semestre. A defini-o aconteceu durante reunio no CEAP entre o diretor Gusta-vo Malschitzky e a diretora da escola uruguaia, Carolina Arbe-leche Perdomo. Ela visitou Iju e

    esteve na escola para encaminhar as possibilidades de intercmbio

    cultural.As tratativas haviam iniciado

    em novembro, quando o diretor do CEAP esteve em Melo a convite da Ofi-cina de Relacionamento Cerro Largo-Brasil, da Intendncia de Melo (capi-tal do Departamento de Cerro Largo). Aps conhecer escolas e apresentar a proposta de intercmbio do CEAP, o Colgio Yvynar foi quem demonstrou interesse na possibilidade.

    Durante a visita ao CEAP a dire-tora do Colgio Yvynar conheceu um pouco da cidade em companhia da fa-mlia e tratou do projeto com a direo

    do CEAP. Ela e o diretor Gustavo tive-ram uma conversa com os alunos da 1 srie do Ensino Mdio para apresentar

    a proposta de intercmbio, que num primeiro momento foi extremamente bem recebida pelos alunos.

    Os primeiros passos do intercmbio vo pas-sar pela provocao de um intercmbio virtual entre alunos da 1 srie do Ensino Mdio do CEAP e do 4 ano do Liceo, que no Uruguai corresponde 1 srie do Mdio no Brasil. Dessas turmas dever ser formado um grupo de at dez alunos para ir ao Uru-guai no ms de setembro. Durante uma semana alu-nos do CEAP ficaro vivendo na casa da famlia de um aluno do Colgio Yvynar, acompanhando todas as atividades da rotina diria deles. Os alunos que receberem os brasileiros viro para Iju em outubro para serem recebidos pelas famlias daqueles alunos que ficaram em suas casas a fim de repetir, aqui, a mesma experincia.

    Eles vo exercitar o espanhol, no caso dos nossos alunos, e o portugus, caso dos uruguaios, que tm aulas da Lngua Portuguesa l. Mas princi-palmente esse tipo de intercmbio vai dar a possibi-lidade da vivncia de uma cultura diferente. Vivendo a rotina de um adolescente estudante no Uruguai, nosso aluno vai conviver com a cultura, os costumes, desde alimentao, rotina, horrios, como se fosse membro de uma famlia uruguaia. Isso tudo a escola no d. S realmente vivendo que possvel. E essa a inteno do projeto, explica o diretor do CEAP, Gustavo Malschitzky.

    Para a diretora da escola uruguaia, Carolina Arbeleche, a possibilidade de nossos alunos con-viverem com alunos brasileiros, e estarem em uma escola brasileira, muito importante. Estamos prxi-mos, isso facilita. Ser muito bom do ponto de vista cultural e do idioma. Temos muita vontade de iniciar este intercmbio.

    Fundada em 2004, a escola nova e tem implantado novos nveis a cada ano, medida que os alunos avanam. Atualmente recebe alunos desde a Educa-o Infantil at o 4 ano do Liceo, que cor-responde 1 srie do Ensino Mdio. Yvy-nar uma palavra da lngua guarani e faz referncia aos laranjais que, no passado, cobriam a regio de Cerro Largo. A escola tem aulas das 8 da manh s 4 da tarde de segunda a sexta. Os alunos almoam na escola. O que temos de maior seme-lhana com o CEAP a formao que se oferece e os valores que compartilhamos, salienta a diretora Carolina Arbeleche.

    Alunos do CEAP vo ao Uruguai em setembro

    Vivendo como nativo

    O Colgio Yvynar

    drages e ogros nas terras de Azeroth.Agora nos perguntamos se este tipo de

    comportamento correto. A maioria responder que no e, em parte, esto certos, pois o hbito de passar toda a tarde sentado frente de um computador no nada saudvel. Entretanto, pesquisas indicam que pessoas que jogam videogame tm reflexos duas vezem mais rpidos, e, em mdia, tiram notas mais altas na escola, alm de apresentarem maior capacidade de distinguir o bem do mal.

    Ento, em resumo, o que se deve fazer jogar videogame e usar o computador, porm sem deixar de fazer exerccios e de interagir com seus amigos no mundo real.

    Thiago de Bittencourt BussAluno da 8srie do Ensino Fundamental

    Alunos da 1 srie do Ensino Mdio podero participar do intercmbio

    Diretor Gustavo Malschitzky acertou detalhes da proposta com diretora Carolina Arbeleche

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    A eutansia tem sido cada vez mais debatida na sociedade, tanto nos meios de comunicao como nos meios cientfi-cos. Um fato que influencia esse debate o progresso da medicina, que aumentou a expectativa de vida e prolonga o processo da morte. Porm, o conceito de eutansia carrega consigo divergncias entre o que ou no lcito ou o que a liberdade de viver juntamente com o dever de salvar vidas.

    A legalizao da eutansia ou da morte assistida em diversos pases pos-sui vrias implicaes ticas, religiosas e morais. Tema bastante complexo, ela vem ao longo dos tempos, dividindo opinies pelo caminho. No direito Brasileiro, a eu-tansia vista como homicdio, sendo, portanto, ilcita, independente do pedido do paciente. No entanto, em outros pa-ses, ela aceita sob algumas condies ou at mesmo legalizada. Um dos pases que possui flexes quanto a esse assunto a Holanda, que estabelece o direito da morte at para menores de idade desde que acompanhados de autorizao pa-terna. Alm disso, as questes religiosas tambm enfrentam esse problema, e mui-

    tas afirmam a eutansia como sendo uma violao das leis de Deus, consequente-mente, um crime contra a vida.

    A medicina uma das prticas que

    colocam o profissional diante de conflitos de vrios tipos alm do constante enfren-tamento com a morte. Ser que algum ser humano, seja mdico ou no, ter o direito de decidir a vida de outros Seres Humanos? Quando se discute a livre acei-tao, preciso ainda considerar que toda a ao possui suas consequncias e algu-mas podem afetar outras pessoas. Por isso, algum que deseja seja um familiar ou o prprio enfermo a eutansia, deve levar em considerao a tica que a medi-cina tanto preserva.

    Ao mesmo tempo em que o avan-o tecnolgico na medicina tem propor-cionado a cura de diversas doenas e prolongado o procedimento da morte, a eutansia ainda gera muitas adversidades e conflitos nas famlias e pacientes. Con-tudo, a deciso da vida possui implicaes maiores do que apenas a deciso do pa-ciente ou de um familiar. Enquanto exis-tirem condies vitais e a medicina con-seguir prolongar a vida, a eutansia deve, sim, ser proibida por lei.

    Amanda Schultz CoppetiAluna da 3 srie do Ensino Mdio

    Eutansia e o direito vida

    Quanto tempo?Ouvir a histria da es-

    cola por quem ajudou a cons-tru-la e ainda a constri foi uma experincia incrvel para os alunos. Para professores e funcionrios que passaram pela escola ou que fazem parte

    do grupo atual, foi gratificante. No estudo sobre a histria de Iju

    e, dentro dela, o resgate da histria do CEAP, tem sido tradio nos lti-mos anos promover um encontro em que pessoas que marcam a histria da escola so entrevistadas pelos alunos.

    Neste ano o projeto Iju, nosso lugar, que envolve alunos do 4 ano, pro-moveu o Caf das Histrias Vividas. Numa manh de sbadoos alunos re-ceberam na Sala 100 os professores Valdecir Schenkel, Rosane Dalenogare, Sirlei Fengler e Marlene Mueller; os funcionrios Cesar Budel e Cludio Ki-netz e as ex-professoras Marli Martins, Cludia Melo e Solange Velasquez. Alm das histrias de vida, as entrevis-tas reconstruram as histrias de cria-o da Trila Ecopedaggica do Campo do CEAP e do lago da escola.

    A tarde de homenagens s mes foi alegre, divertida e tam-bm emocionante. O evento pro-movido pela Associao de Pais, Professores e Funcionrios do CEAP (APPA) lotou o Centro Evanglico. Diversas homenagens, com flautas, msica cantada em ingls, reflexo e, especialmente as apresentaes especiais das crianas do CEAPzi-nho, adoaram o ch das mames que participaram. Um desfile de modas - em que as modelos foram as mes com os filhos - encerrou o evento.

    Caf da manh com histria

    O ch mais doce do ano

    Tudo comea no instante do seu primeiro choro e vai at o instante da ltima batida do seu corao. Esses fatos so pratica-mente impossveis de serem al-terados, porm o que acontece entre eles totalmente feito por voc, de sua autoria, so as suas

    escolhas, o que voc quer, sim-plesmente sua vida.

    Os primeiros anos so pratica-mente os que voc receber mais amor e aprender coisas bsicas que sero ensi-

    nadas pelos seus pais e toda a famlia que

    estar por p e r t o .

    Ser

    uma dasa fases em que voc precisar de ajuda, pois ainda no saber distin-guir o certo do errado. Mas infelizmente, esse tempo ser lembrado vagamente no futuro.

    Depois voc ir para a escola pois uma regra da sociedade. possvel que nas primeiras vezes voc chore e implore para sua me no deix-lo, ela ficar com o corao nas mos mas o deixar pois o certo a fazer. Virar rotina e voc vai adorar ir encontrar seus amigos.

    O ensino fundamental estar pres-tes a acabar e o mdio prestes a comear quando voc perceber que estudar per-deu a graa, mas algo bem necessrio e que ser importante para definir o que ainda resta de tempo. Nesse perodo voc tambm descobrir outra funo do

    seu corao, que lhe propor-cionar coisas boas e ruins.

    Chegar a hora de escolher sua profisso,

    uma deciso complica-da, e quando ela for to-

    mada a complicao ser de passar no

    vestibular. Quando a faculdade esti-

    ver encaminha-da para acon-

    tecer, provavelmente ter de sair de casa, e a consequncia disso ser que dali para frente, seguir a sua vida sozinho, dar passos sem a ajuda de ningum.

    Ento voc chegar vida adul-ta. Estar formado, estar trabalhando, estar se casando, estar tendo filhos e tudo passar muito rpido.

    De repente seus filhos iro sair de casa, se formar, trabalhar, se casar e en-to, estar contando histrias aos seus netos. Sentir que a idade estar avan-ando, as rugas surgiro a cada dia mais intensamente e seu tempo ficar cada vez menor.

    Tempo, uma palavra cheia de magia, com muitos significados. Pode ser uma sucesso de segundos, minutos, horas, dias, momentos. Provavelmente ir entend-lo no final de tudo, porm antes disso sempre haver questiona-mento sobre.

    Um conselho que fica, aproveite o tempo, aproveite tudo que tiver direi-to, mas aproveite agora, no fique pen-sando no que vir e muito menos no que j se foi. Apenas aproveite. Porque afinal, voc sabe quanto tempo tem?

    Janaine Lais BruinsmaAluna da 1 srie do Ensino Mdio

    Cludia Melo, ex-professora, contou detalhes do projeto do lago

    Crianas conduziram as entrevistas no Caf das Histrias

    Ex-professora SolangaVelasquez na conversa com os alunos

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    Rede Sinodal rene lderes estudantis no CEAP

    A formao de lderes como estratgia

    Um lder es-tudantil hoje pode ser lder na socie-dade amanh. com essa viso que a Rede Sinodal de Educao tem pro-movido a cada ano

    um evento reunindo lderes das escolas

    que a integram. A nfa-se do 19 Encontro de Lide-ranas Estudantis, sediado pelo CEAP, esteve na lide-rana propositiva.

    O foco desses eventos sempre formao e liderana. A ideia da Liderana Propositiva como temtica foi a de provo-car reflexes sobre as potencia-lidades deste tipo de liderana. O Encontro tambm promoveu vivncias sobre a atuao do lder para alm do cumprimen-to das obrigaes tradicionais. Tudo isso em dois dias de ati-vidades, 5 e 6 de abril, que in-cluram palestras, trabalhos em grupo, visitas a lderes e mo-mentos de integrao.

    Como liderar num am-

    biente de mudanas foi a re-flexo trazida pelo Gerente da Coordenadoria de Marketing da Uniju, Giancarlo Botega, aos cerca de oitenta participantes do evento. O assunto abordado com lderes estudantis das 30 escolas da Rede Sinodal do Rio Grande do Sul e Santa Catarina participantes teve continuidade como mestrando em Desen-volvimento das Organizaes, Elvis Mognhon. A palestra de encerramento do evento foi com a coordenadora do projeto Incluso Profissional do Sindilo-jas Iju, psicloga Snia Arriens-Cassel. Ela falou sobre Perfil do lder propositivo para uma nova gerao.

    Divididos em nove gru-pos os participantes visitaram lderes ijuienses de diferentes segmentos. As experincias pessoais contadas no ambiente em que atuam e em clima in-formal foram de um significado expressivo para os adolescen-tes. O momento de socializao dos grupos evidenciou a im-portncia destas interaes e o grande aprendizado construdo sobre liderana.

    A Coordenadora Peda-ggica da Rede Sinodal, Rosn-gela Markmann Messa, acom-panhou o evento. Ela disse que esses encontros so muito importantes porque no plano de trabalho da Rede Sinodal uma das opes estratgicas a formao de lideranas. Segundo ela, papel da Rede preocupar-se com as futuras li-deranas das nossas escolas e tambm de outros segmentos. A sociedade est carente de l-deres. Nos levantamentos da Rede Sinodal percebe-se que professores, coordenadores e gestores que exercem posies de liderana nas escolas pas-saram por cursos de lideran-a como esse. Isso nos alegra muito. um investimento que permanece na Rede.

    Entre os participantes as experincias tero aplicao imediata e faro, tambm, dife-rena no futuro. O que aprendi nas palestras pode ser levado

    para a nossa vida. Aprendi de fato o que liderana, o que ser lder. E vou levar isso para a nossa escola, foi o depoimento da aluna Jlia da Silva Marques, de 14 anos, do Colgio Sino-dal Tiradentes, de Campo Bom. Para o estudante Guilherme Kla-bunde, de 15 anos, do Colgio Martin Luther de Estrela, liderar era fazer apenas as tarefas que algum determinava. Eu era l-der, mas tinha certa preguia. Agora sei que eu tenho que fa-zer, liderar, no s esperar que me digam o que fazer.

    Aluna da Escola Baro, de Blumenau, Thayse Elis Sal-valagio, de 15 anos, revelou que a expectativa inicial era de que no fosse agregar tantas coisas sobre o tema (li-derana). Estou pilhada com muitas coisas diferentes. De-pois desse encontro vou ser uma lder melhor, com mais responsabilidade.A aluna Ma-riana Paris Ronchi, de 16 anos,

    Liderana propositiva foi o foco dos trabalhos

    Estudantes visitaram lderes ijuienses

    do CEAP de Iju, j havia par-ticipado do encontro no ano passado. Esses encontros so muito motivadores. A gen-te aprende muita coisa nova e isso faz muita diferena.

    Para ela o que marcou que o lder no deve fazer tudo o que o grupo quer, mas precisa conhecer as necessidades do grupo. Precisa servir enxergan-do essas necessidades.

    Guilherme Klabunde

    Thayse Salvalagio

    Mariana Ronchi Jlia Marques

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    Os chamados dias de convivncia enturmaram alunos das turmas dos trs blocos do Ensino Fundamental com gincanas e diverso.

    Diverso sempre garantida no vero para a galerinha que participa do CEAPzinho em Frias.

    Professoras Deizy Soares, Sandra

    Rycheski e Verci Grinke no Encontro de

    Equipes Pedaggicas da Rede Sinodal de Educao em

    Blumenau.O evento abordou o tema

    Dilogo entre o Pedaggico e o

    Administrativo.

    A cada sexta-feira uma identificao original

    do Terceiro 2013. J se apresentaram na escola

    de pantufas, de coelhinhos da Pscoa e com outros

    acessrios.

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    O processo elei-toral do Grmio Estu-dantil Monteiro Lobato do CEAP GEMLI foi um timo exerccio de cida-dania para os alunos do

    turno da manh. Depois de vrios anos os votos dos

    estudantes foram disputados por trs chapas. A campanha foi movimentada revelou um grande interesse dos alunos por aquilo que eles prprios podem pro-porcionar e realizar no espao do Grmio Estudantil.

    Alm do corpo a corpo e da ampla divulgao das pro-postas em cartazes espalhados pela escola e tambm nas redes sociais, a campanha eleitoral teve

    um momento importante no de-bate realizado entre as chapas. No auditrio da escola os candidatos a presidente e vice de cada chapa falaram sobre as propostas, sobre liderana e envolvimento dos alu-nos com o GEMLI.

    O esprito de democracia e tambm de coleguismo e ami-zade entre os alunos se manteve o tempo todo no processo eleitoral conduzido pela Comisso Eleitoral formada por alunos do Conselho Deliberativo do GEMLI. No final da votao que no teve votos brancos e nulos a Chapa Aloha foi a vencedora, com 104 votos, seguida pela chapa Apocalypto II, com 85 votos e a chapa Olimpo, que alcanou 64 votos.

    o quinto ano consecutivo que a nova presidente do GEMLI, Amanda Copetti, est envolvida com a diretoria. Com a experincia adquirida e com um grupo que mescla integran-tes que j estiveram no Grmio com alunos que esto tendo a primeira experincia, a aposta da turma manter aes j consolidadas e inovar.

    Uma das novidades na rea da comunicao. O infor-mativo semanal #Fikdik est sendo feito com a cara dos alunos em substituio ao antigo Arauto, o jornal do GEMLI. Ele tem um pouco a cara do Fique de Olho, informativo da escola, diz Amanda. Ainda neste campo a inteno criar a Rdio Escolar. A ideia fazer o recreio ficar mais interativo, com rdio no re-creio uma vez por ms. Investimos em equipamentos para isso, complementa o vice-presidente eleito, LuizenriqueLucchese.

    A nova diretoria quer ouvir sistematicamente os alunos com uma reunio mensal com os lderes. Na rea cultural a no-vidade ser o concurso de desenho. Campeonatos de pingue-pongue e de cartas tambm esto programados. E no social a Festa Havaiana a proposta inovadora.

    Na entrevista concedida CEAP em Revista, Amanda e Luizenrique falaram, tambm, sobre os desafios da liderana do Grmio Estudantil. Eles tm uma boa expectativa na disposio do grupo de trabalho. Reconhecem que em alguns momentos o Grmio no foi muito ativo e os alunos sentem falta disso. Para eles, a disputa entre trs chapas foi saudvel e aumentou a responsabilidade.

    Disputa democrtica elege nova diretoria

    Experincia e inovaes: apostas da equipe

    Tijolo Ecolgico

    A nova diretoria do GEMLI no dia da posse. A equipe a seguinte: Amanda Copetti, presidente; LuizenriqueLucchese, vice-presidente;Paulo Augusto Lucchese, 1 secretrio; Felipe Boff, 2 secretrio; Rodrigo Gluszczuk, 1 tesoureiro; Mariana Ronchi, 2 tesoureira; Vitor Cullik, Depto. de Comunicao; Fernanda Bueno, Depto. Social; Guilherme Riethmller, Depto. Esportivo; Sarah Fengler, Depto. Comit pela Vida; Lamys Hatem, Depto. Cultural; Nicole Eberle, Representante Ens. Fundamental; Ftima Burtet, professora conselheira.

    A afinada equipe da APPA trabalhando em evento da Educao Infantil.

    Professoras vivem personagens de histrias ou projetos. Faf Famlia, a Carteira contadora de histrias, Galinha e Coelhinho e o Colecionador de Palavras encantaram as crianas.

    No lanamento do projeto Viva a Infncia a equipe do CEAPzinho fez acontecer.

    De volta escola, galera do Terceiro 2012 inaugurou foto na galeria de ex-alunos.

    Equipe da Uniju FM entregou prmio ao GEMLI pela conquista na gincana entre as escolas do programa Hora do Recreio em 2012. Temporada 2013 j passou pelo CEAP.

    Alunos do Encontro de Lideranas Estudantis da Rede Sinodal participaram dos jogos cooperativos no ginsio da escola.

    A chapa OlimpoA chapa Apocalypto II

    Todos os 253 votos foram vlidos

    Debate das chapas ficou no campo das ideias

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    VIVA A INFNCIA! Assim mes-mo, com letras maisculas, o ttulo do projeto pedaggico para 2013 que est sendo desenvolvido na Educao Infantil do CEAP. Com mais de um sen-tido, a frase sintetiza aquilo que real-mente importa nesta fantstica fase da vida. Viva tem o significado de ao,

    de viver a infncia. E tambm uma saudao, um viva para a infncia.

    A infncia um tempo para apren-der, sim, mas brincando. O assunto tem ge-rado preocupao na sociedade e interesse de pensadores e pesquisadores. Entre estes ltimos h quem afirme que escola e famlia so aliadas das crianas e importantes foras de resistncia em defesa do que ainda se en-tende por infncia.

    E por isso que provocar outra vez no CEAPzinho a reflexo sobre isso, e no s com as crianas mas tambm com os adultos, se justifica. Momentos de integrao, de vivncia entre famlias e crianas e tambm encontros em que as prticas pedaggicas desenvolvi-das na Educao Infantil do CEAP so com-partilhadas com os pais, fazem parte desse processo que ganha um reforo nesse ano.

    Nesse movimento reflexivo, vale des-tacar que a dimenso ldica ainda pecu-liaridade da criana, afirma a Coordenadora Pedaggica do CEAPzinho, Deizy Soares. Se-gundo ela, atravs da brincadeira que a criana interage com as outras, vivencia situ-aes inusitadas e desenvolve aprendizagens singulares. Para a professora, importante no perder de vista os elementos que contri-buem para uma infncia que respeita o tem-po da criana ser criana. Por isso o destaque para brinquedos e brincadeiras indicados para cada faixa etria, programas infantis de boa qualidade, repertrio musical que valoriza a cultura infantil....

    Muitas famlias participaram do lana-mento do projeto Viva a Infncia no Campo do CEAP. Pais, professoras e alunos da Educao In-fantil passaram por diferentes estaes em que era possvel fazer algumas brincadeiras e curtir vrios tipos de brinquedos. De forma espontnea e natural, crianas e famlias brincaram entre si e interagiram, tambm, com os outros, a partir do interesse de cada um. Entre bolinhas de sabo, argola ao alvo, elstico, cordas, peteca, cinco marias, p de lata, pula saco, bambol, amare-linhas e brincadeiras com bolas, todos puderam integrar-se a partir do brincar.

    Com o foco na Infncia

    Brinquedos ebrincadeiras

    Brincar viver a infncia

    Famlia e escola: mos dadas com a criana

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    CINCIASProfessoras dos Anos Iniciais

    esto participando

    de oficinas de formao para o ensino de Cincias

    com aprofessora ngela Gutknecht. Em um dos

    encontros as professoras montaram um terrrio.

    ALFABETOLNDIAO cidado mais famoso de l, Senhor Alfabeto, visitou as crianas do 1 ano do Ensino Fundamental. Trouxe na mala muitos presentes, como o saco das letras, o caderno das letras e o chaveiro com letrinhas mgicas, que est ajudando os pequenos na alfabetizao.

    TERRRIOSPlantas e pequenos bichin

    hos coletados na

    Trilha Ecopedaggica do Campo do CEAP

    serviram para a montagem de terrrios coletivos

    (e individuais, em alguns casos) das turmas do

    2, 3 e 4 ano do Ensino Fundamental.

    LEITURAAlunos do 3 ano do Ensino Fundamental

    esto usando um marcador de pgina especial. Os pais estiveram na escola no lanamento

    do projeto de leitura, inserido no projeto do ano Escola, lugar de convivncia,

    quando confeccionaram o presente, forma de estabelecer um vnculo famlia-escola de

    incentivo leitura.

    MOSTRA FOTOGRFICA

    Pensando o seu lugar foi o nome

    dado exposio de imagens captadas

    pelos alunos da 3 srie do Ensino

    Mdio em Geografia. Os alunos tiveram uma breve oficina de fotografia para registrar situaes

    marcantes o espao em que

    vivem. O resultado surpreendeu.

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    TEDI e FREDYOs bonecos dos sentidos so os amigos especiais das crianas do Nvel 2 do CEAPzinho. Feitos com diferentes materiais, os bonecos estimulam a explorao dos sentidos nas crianas.

    CONVIVNCIAAluna do 6 ano do Ensino Fundamental, Laura Schmitt, conversou com as crianas do Nvel 5 da Educao Infantil, envolvidos no projeto O que faz voc ser voc. Ela falou sobre uma rotina para viver melhor e sobre como conviver na famlia e na escola.

    RECICLANDOA vontade de unir a conscincia ambiental e social move um grupo de alunos do 8 ano do Ensino Fundamental que se rene uma vez por semana para produzir papel reciclado. Quando a tcnica estiver melhor, querem vender alguns produtos para comprar brinquedos para crianas carentes.

    CARRINHO AMIGO

    Novo reforo da Hora do Conto j

    amigo das crianas que circulam

    na Biblioteca Infantil. O boneco

    carrinho, obra da professora

    Rosane Hoffmann, guarda materiais

    utilizados nas atividades dos alunos.

    Est aguardando a escolha de um

    nome para identific-lo.

    IJU, NOSSO LUGARO projeto do 4 ano iniciou c

    om os estudos sobre a

    escola. Os alunos exploraram o Campo do CEAP, o

    Museu Escolar e resgataram a histria do lago. Eles

    tambm conversaram com a ex-diretora e autora de u

    m

    livro sobre parte da histria da escola, Mnica Brandt.

    RETRATOS DE FAMLIAMomentos importantes de cada famlia das crianas do 2 ano do Ensino Fundamental foram registrados em paineis montados em casa e socializados com os colegas. Foi uma das aes do projeto As famlias tm histrias.

    Para crianas que estudam tarde, acordar cedo no , natural-mente, um prazer. Mas quando se trata de levantar para ir ao Tempos de Criana, elas pulam da cama. Bas-ta acompanhar o grupo em qualquer manh no projeto para perceber o quanto as crianas sentem alegria em estar ali. No entanto, se alm das ob-servaes for, tambm, realizada uma pequena investigao com as crianas e suas famlias, a certeza se amplia.

    Quem sabe voc fica emcasa hoje, filha?, foi a pergunta da

    me Fernanda Pasqualini filha Isa-bella, de cinco anos. Nunca me per-gunte isso, foi a resposta imediata efirme,queresumeemboaparteosentimento das outras crianas, de quatro a nove anos, que participam do projeto que, em seu terceiro ano, cresceueestcombasesslidas.Isa-bella no queria perder naquela ma-nh a grande diverso do Tempos de Criana.

    Isabella unem-se mais devinte crianas, em dias alternados du-rante a semana. As famlias podem

    escolher de duas a cinco manhs no momento de inscrever os filhos. Eentre brinquedos, brincadeiras, ati-vidades alternativas como culinria, jardinagem e passeios, at mesmo o momento de fazer os temas da es-cola se torna prazeroso. Tudo pla-nejado previamente pela professora Aline Sfalcin Mai em conjunto com a Coordenadora Pedaggica Mariluza-Lucchese. Cada atividade tem sentido eobjetivodefinidos.Paraascrianas,noentanto,umaalegrias.Elasvi-vem a infncia!

    A alegria da infncia levada a srio

    JARDIM DAS BORBOLETASA amizade de Romeu e Julieta - duas borboletas que mudaram a histria em que cada borboleta cuidava apenas do prprio jardim inspirao para o trabalho com as crianas do Nvel 1. Cuidado e respeito com o outro so questes desenvolvidas com os pequenos.

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    Menos TV, mais brincadeira

    Gostinho de quero mais

    Crianas aprovam. As famlias tambmO esquema social dos

    nossos dias castra a infncia. muito difcil, hoje, as crianas brincarem na rua. inseguro. Deixam de subir em rvores, de jogar bola e de andar de bicicle-ta. Brincam dentro de casa com brinquedos eletrnicos. E muitas vezes sem a companhia de ou-tra criana. No mximo com a bab, a tata, que se divide en-tre estar com a criana e realizar outras tarefas da casa. A TV faz muitas vezes a funo de bab e

    de companhia. E a criana apenas assiste.

    As situaes exemplificadas acima podem no conviver todas juntas em todas as famlias, claro, mas so a re-alidade, ainda que em partes, de muitas crianas no tempo em que no esto na escola. Mas como interferir nesse qua-dro? Pais e mes trabalham fora de casa, tm um nmero menor de filhos e se pre-ocupam com a segurana das crianas. nesse contexto que a escola pode dar uma contribuio importante. No CEAP o servio Tempos de Criana foi projetado pensando, tambm, neste quadro.

    Modificar um padro de funciona-mento das famlias no algo muito rpi-do. H questes de cultura, hbitos fami-liares. Mas as famlias que esto apostando no projeto que atende as crianas no turno inverso ao das aulas ainda que por falta de opo no quesito com quem deixar as crianas, esto percebendo a importncia de os filhos estarem tendo um tempo de infncia realmente com jeito de infncia.

    Vim buscar a Isabella e a vi brin-cando de pega-pega. Nem adianta man-dar com a roupa do uniforme para ficar pronta para a aula da tarde porque ela volta suja do Tempos de Criana. sinal que a questo da mobilidade, da movi-mentao, est presente. Ela volta super feliz pra casa, o depoimento da me

    Me, d pra gente fazer o bolo de cenoura que eu aprendi l no Tempos?. Antes de dizer oi essa pode ser a primeira frase da criana ao encontrar quem veio busc-la. Em casa os relatos podem sair naturalmente. Pai, hoje a gente foi na feira fazer compras pra de-pois montar um sanduche.... Como no contar essa experincia vivida com tanto entusiasmo? Os passeios e sadas da escola acontecem com frequncia. Ir feira do produtor foi mais que um passeio. Num clima des-contrado as crianas fizeram escolhas do que comprar, negociando entre elas se todos, ou a maioria, iriam co-mer aquele produto. Fizeram pagamentos e interagi-ram com outras pessoas. Na volta confeccionaram o

    prprio lanche. E um lanche saudvel. E como todo dia tem hora do lanche, as expe-

    rincias culinrias so festejadas. As crianas se envol-vem de alguma maneira. Depois saboreiam as delcias que ajudaram a fazer. As idas Praa da Repblica para aproveitar os brinquedos so quase um evento para o grupo. A Sala de Ginstica vira um grande quarto de brinquedos e jogos. Eles brincam com os aparelhos, saltam, pula e rolam. Atividades manuais, como o ta-pete gigante com retalhos que eles esto produzindo, o espao horta, as brincadeiras com fantasias... tanta coisa que no para eles no h tempo a perder. A ma-nh passa rpido. Ahhhhhhhhh, j acabou?.

    Jlia tem vrias ativida-des extracurriculares aos seis anos: ingls, Ginstica Olmpica, Coral Infantil do CEAP, taekwon-do e duas manhs no Tempos de Criana. Com tantas ativida-des, queria que ela ficasse em casa uma das manhs, mas no teve jeito. Ela gosta de vir e est sempre disposta, conta a me, Juliana Garzella. Jlia e a fam-lia experimentaram o projeto em 2011 e desde l presena garantida. Ela poderia ficar em casa com a irm, Gabriela, mas prefere vir. Alis, j contagiou tanto que no ano que vem a Gabriela completa quatro anos e tambm vai participar. Por ela j estaria aqui s pelas coisas que a mana conta. O Tempos de Criana virou uma lenda na nossa casa.

    A convivncia com crianas de diferentes idades, sair dos limites da sala de aula, fazer e aprender coisas dife-rentes so alguns dos motivos pelos quais Juliana e o espo-so Marcelo apostam na ideia. Apoiamos a iniciativa. Como pais achamos a proposta do Tempos de Criana muito boa. E

    ela gosta muito de vir. Os pais da Isabella Pasqualini Tissot, Fernanda e Jean Carlo, tambm avaliam positivamente o proje-to. Percebemos ganhos com as duas manhs que ela frequenta. Aprende coisas que no apren-deria em casa, fez amizades com meninas de outras idades e um espao que contribui, tambm, para sair de casa, afir-ma Fernanda. Em casa Isabella ficaria basicamente assistindo TV. Aqui ela plantou cenoura, ajudou a fazer um bolo, ficou chateada por no estar no dia em que fizeram um cocar em aluso ao dia do ndio... A parti-cipao dela aqui muito boa.

    Fernanda v ganhos para

    Isabella no Tempos de

    Criana

    Culinria faz sucesso no Tempos de Criana

    Fernanda Pasqualini. Isabella queria vir desde que o projeto comeou, em 2010. Mas como a gente tinha tata em casa, pensamos por que sair de casa?. Nesse ano ficamos um perodo sem e ela come-ou a vir. Agora, mesmo com outra secret-ria, ela no quer parar de vir. J a me da

    Jlia, de seis anos, Juliana Garzella, diz que a inteno do projeto muito interessan-te. As crianas aprendem coisas diferentes num espao que do jeito delas. Se ficasse em casa estaria na frente da TV ou do com-putador, ocupando esse tempo com coisas ociosas, que no acrescentariam muito.

    Espao com a cara das crianas importanteFazendo a prpria massinha de modelar

    Turminha faz compras na feira O po de

    queijo nosso!

    Juliana: em dia de Tempos, Jlia est sempre disposta

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    Menos TV, mais brincadeira

    Gostinho de quero mais

    Crianas aprovam. As famlias tambmO esquema social dos

    nossos dias castra a infncia. muito difcil, hoje, as crianas brincarem na rua. inseguro. Deixam de subir em rvores, de jogar bola e de andar de bicicle-ta. Brincam dentro de casa com brinquedos eletrnicos. E muitas vezes sem a companhia de ou-tra criana. No mximo com a bab, a tata, que se divide en-tre estar com a criana e realizar outras tarefas da casa. A TV faz muitas vezes a funo de bab e

    de companhia. E a criana apenas assiste.

    As situaes exemplificadas acima podem no conviver todas juntas em todas as famlias, claro, mas so a re-alidade, ainda que em partes, de muitas crianas no tempo em que no esto na escola. Mas como interferir nesse qua-dro? Pais e mes trabalham fora de casa, tm um nmero menor de filhos e se pre-ocupam com a segurana das crianas. nesse contexto que a escola pode dar uma contribuio importante. No CEAP o servio Tempos de Criana foi projetado pensando, tambm, neste quadro.

    Modificar um padro de funciona-mento das famlias no algo muito rpi-do. H questes de cultura, hbitos fami-liares. Mas as famlias que esto apostando no projeto que atende as crianas no turno inverso ao das aulas ainda que por falta de opo no quesito com quem deixar as crianas, esto percebendo a importncia de os filhos estarem tendo um tempo de infncia realmente com jeito de infncia.

    Vim buscar a Isabella e a vi brin-cando de pega-pega. Nem adianta man-dar com a roupa do uniforme para ficar pronta para a aula da tarde porque ela volta suja do Tempos de Criana. sinal que a questo da mobilidade, da movi-mentao, est presente. Ela volta super feliz pra casa, o depoimento da me

    Me, d pra gente fazer o bolo de cenoura que eu aprendi l no Tempos?. Antes de dizer oi essa pode ser a primeira frase da criana ao encontrar quem veio busc-la. Em casa os relatos podem sair naturalmente. Pai, hoje a gente foi na feira fazer compras pra de-pois montar um sanduche.... Como no contar essa experincia vivida com tanto entusiasmo? Os passeios e sadas da escola acontecem com frequncia. Ir feira do produtor foi mais que um passeio. Num clima des-contrado as crianas fizeram escolhas do que comprar, negociando entre elas se todos, ou a maioria, iriam co-mer aquele produto. Fizeram pagamentos e interagi-ram com outras pessoas. Na volta confeccionaram o

    prprio lanche. E um lanche saudvel. E como todo dia tem hora do lanche, as expe-

    rincias culinrias so festejadas. As crianas se envol-vem de alguma maneira. Depois saboreiam as delcias que ajudaram a fazer. As idas Praa da Repblica para aproveitar os brinquedos so quase um evento para o grupo. A Sala de Ginstica vira um grande quarto de brinquedos e jogos. Eles brincam com os aparelhos, saltam, pula e rolam. Atividades manuais, como o ta-pete gigante com retalhos que eles esto produzindo, o espao horta, as brincadeiras com fantasias... tanta coisa que no para eles no h tempo a perder. A ma-nh passa rpido. Ahhhhhhhhh, j acabou?.

    Jlia tem vrias ativida-des extracurriculares aos seis anos: ingls, Ginstica Olmpica, Coral Infantil do CEAP, taekwon-do e duas manhs no Tempos de Criana. Com tantas ativida-des, queria que ela ficasse em casa uma das manhs, mas no teve jeito. Ela gosta de vir e est sempre disposta, conta a me, Juliana Garzella. Jlia e a fam-lia experimentaram o projeto em 2011 e desde l presena garantida. Ela poderia ficar em casa com a irm, Gabriela, mas prefere vir. Alis, j contagiou tanto que no ano que vem a Gabriela completa quatro anos e tambm vai participar. Por ela j estaria aqui s pelas coisas que a mana conta. O Tempos de Criana virou uma lenda na nossa casa.

    A convivncia com crianas de diferentes idades, sair dos limites da sala de aula, fazer e aprender coisas dife-rentes so alguns dos motivos pelos quais Juliana e o espo-so Marcelo apostam na ideia. Apoiamos a iniciativa. Como pais achamos a proposta do Tempos de Criana muito boa. E

    ela gosta muito de vir. Os pais da Isabella Pasqualini Tissot, Fernanda e Jean Carlo, tambm avaliam positivamente o proje-to. Percebemos ganhos com as duas manhs que ela frequenta. Aprende coisas que no apren-deria em casa, fez amizades com meninas de outras idades e um espao que contribui, tambm, para sair de casa, afir-ma Fernanda. Em casa Isabella ficaria basicamente assistindo TV. Aqui ela plantou cenoura, ajudou a fazer um bolo, ficou chateada por no estar no dia em que fizeram um cocar em aluso ao dia do ndio... A parti-cipao dela aqui muito boa.

    Fernanda v ganhos para

    Isabella no Tempos de

    Criana

    Culinria faz sucesso no Tempos de Criana

    Fernanda Pasqualini. Isabella queria vir desde que o projeto comeou, em 2010. Mas como a gente tinha tata em casa, pensamos por que sair de casa?. Nesse ano ficamos um perodo sem e ela come-ou a vir. Agora, mesmo com outra secret-ria, ela no quer parar de vir. J a me da

    Jlia, de seis anos, Juliana Garzella, diz que a inteno do projeto muito interessan-te. As crianas aprendem coisas diferentes num espao que do jeito delas. Se ficasse em casa estaria na frente da TV ou do com-putador, ocupando esse tempo com coisas ociosas, que no acrescentariam muito.

    Espao com a cara das crianas importanteFazendo a prpria massinha de modelar

    Turminha faz compras na feira O po de

    queijo nosso!

    Juliana: em dia de Tempos, Jlia est sempre disposta

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    TEDI e FREDYOs bonecos dos sentidos so os amigos especiais das crianas do Nvel 2 do CEAPzinho. Feitos com diferentes materiais, os bonecos estimulam a explorao dos sentidos nas crianas.

    CONVIVNCIAAluna do 6 ano do Ensino Fundamental, Laura Schmitt, conversou com as crianas do Nvel 5 da Educao Infantil, envolvidos no projeto O que faz voc ser voc. Ela falou sobre uma rotina para viver melhor e sobre como conviver na famlia e na escola.

    RECICLANDOA vontade de unir a conscincia ambiental e social move um grupo de alunos do 8 ano do Ensino Fundamental que se rene uma vez por semana para produzir papel reciclado. Quando a tcnica estiver melhor, querem vender alguns produtos para comprar brinquedos para crianas carentes.

    CARRINHO AMIGO

    Novo reforo da Hora do Conto j

    amigo das crianas que circulam

    na Biblioteca Infantil. O boneco

    carrinho, obra da professora

    Rosane Hoffmann, guarda materiais

    utilizados nas atividades dos alunos.

    Est aguardando a escolha de um

    nome para identific-lo.

    IJU, NOSSO LUGARO projeto do 4 ano iniciou c

    om os estudos sobre a

    escola. Os alunos exploraram o Campo do CEAP, o

    Museu Escolar e resgataram a histria do lago. Eles

    tambm conversaram com a ex-diretora e autora de u

    m

    livro sobre parte da histria da escola, Mnica Brandt.

    RETRATOS DE FAMLIAMomentos importantes de cada famlia das crianas do 2 ano do Ensino Fundamental foram registrados em paineis montados em casa e socializados com os colegas. Foi uma das aes do projeto As famlias tm histrias.

    Para crianas que estudam tarde, acordar cedo no , natural-mente, um prazer. Mas quando se trata de levantar para ir ao Tempos de Criana, elas pulam da cama. Bas-ta acompanhar o grupo em qualquer manh no projeto para perceber o quanto as crianas sentem alegria em estar ali. No entanto, se alm das ob-servaes for, tambm, realizada uma pequena investigao com as crianas e suas famlias, a certeza se amplia.

    Quem sabe voc fica emcasa hoje, filha?, foi a pergunta da

    me Fernanda Pasqualini filha Isa-bella, de cinco anos. Nunca me per-gunte isso, foi a resposta imediata efirme,queresumeemboaparteosentimento das outras crianas, de quatro a nove anos, que participam do projeto que, em seu terceiro ano, cresceueestcombasesslidas.Isa-bella no queria perder naquela ma-nh a grande diverso do Tempos de Criana.

    Isabella unem-se mais devinte crianas, em dias alternados du-rante a semana. As famlias podem

    escolher de duas a cinco manhs no momento de inscrever os filhos. Eentre brinquedos, brincadeiras, ati-vidades alternativas como culinria, jardinagem e passeios, at mesmo o momento de fazer os temas da es-cola se torna prazeroso. Tudo pla-nejado previamente pela professora Aline Sfalcin Mai em conjunto com a Coordenadora Pedaggica Mariluza-Lucchese. Cada atividade tem sentido eobjetivodefinidos.Paraascrianas,noentanto,umaalegrias.Elasvi-vem a infncia!

    A alegria da infncia levada a srio

    JARDIM DAS BORBOLETASA amizade de Romeu e Julieta - duas borboletas que mudaram a histria em que cada borboleta cuidava apenas do prprio jardim inspirao para o trabalho com as crianas do Nvel 1. Cuidado e respeito com o outro so questes desenvolvidas com os pequenos.

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    TEDI e FREDYOs bonecos dos sentidos so os amigos especiais das crianas do Nvel 2 do CEAPzinho. Feitos com diferentes materiais, os bonecos estimulam a explorao dos sentidos nas crianas.

    CONVIVNCIAAluna do 6 ano do Ensino Fundamental, Laura Schmitt, conversou com as crianas do Nvel 5 da Educao Infantil, envolvidos no projeto O que faz voc ser voc. Ela falou sobre uma rotina para viver melhor e sobre como conviver na famlia e na escola.

    RECICLANDOA vontade de unir a conscincia ambiental e social move um grupo de alunos do 8 ano do Ensino Fundamental que se rene uma vez por semana para produzir papel reciclado. Quando a tcnica estiver melhor, querem vender alguns produtos para comprar brinquedos para crianas carentes.

    CARRINHO AMIGO

    Novo reforo da Hora do Conto j

    amigo das crianas que circulam

    na Biblioteca Infantil. O boneco

    carrinho, obra da professora

    Rosane Hoffmann, guarda materiais

    utilizados nas atividades dos alunos.

    Est aguardando a escolha de um

    nome para identific-lo.

    IJU, NOSSO LUGARO projeto do 4 ano iniciou c

    om os estudos sobre a

    escola. Os alunos exploraram o Campo do CEAP, o

    Museu Escolar e resgataram a histria do lago. Eles

    tambm conversaram com a ex-diretora e autora de u

    m

    livro sobre parte da histria da escola, Mnica Brandt.

    RETRATOS DE FAMLIAMomentos importantes de cada famlia das crianas do 2 ano do Ensino Fundamental foram registrados em paineis montados em casa e socializados com os colegas. Foi uma das aes do projeto As famlias tm histrias.

    Para crianas que estudam tarde, acordar cedo no , natural-mente, um prazer. Mas quando se trata de levantar para ir ao Tempos de Criana, elas pulam da cama. Bas-ta acompanhar o grupo em qualquer manh no projeto para perceber o quanto as crianas sentem alegria em estar ali. No entanto, se alm das ob-servaes for, tambm, realizada uma pequena investigao com as crianas e suas famlias, a certeza se amplia.

    Quem sabe voc fica emcasa hoje, filha?, foi a pergunta da

    me Fernanda Pasqualini filha Isa-bella, de cinco anos. Nunca me per-gunte isso, foi a resposta imediata efirme,queresumeemboaparteosentimento das outras crianas, de quatro a nove anos, que participam do projeto que, em seu terceiro ano, cresceueestcombasesslidas.Isa-bella no queria perder naquela ma-nh a grande diverso do Tempos de Criana.

    Isabella unem-se mais devinte crianas, em dias alternados du-rante a semana. As famlias podem

    escolher de duas a cinco manhs no momento de inscrever os filhos. Eentre brinquedos, brincadeiras, ati-vidades alternativas como culinria, jardinagem e passeios, at mesmo o momento de fazer os temas da es-cola se torna prazeroso. Tudo pla-nejado previamente pela professora Aline Sfalcin Mai em conjunto com a Coordenadora Pedaggica Mariluza-Lucchese. Cada atividade tem sentido eobjetivodefinidos.Paraascrianas,noentanto,umaalegrias.Elasvi-vem a infncia!

    A alegria da infncia levada a srio

    JARDIM DAS BORBOLETASA amizade de Romeu e Julieta - duas borboletas que mudaram a histria em que cada borboleta cuidava apenas do prprio jardim inspirao para o trabalho com as crianas do Nvel 1. Cuidado e respeito com o outro so questes desenvolvidas com os pequenos.

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    VIVA A INFNCIA! Assim mes-mo, com letras maisculas, o ttulo do projeto pedaggico para 2013 que est sendo desenvolvido na Educao Infantil do CEAP. Com mais de um sen-tido, a frase sintetiza aquilo que real-mente importa nesta fantstica fase da vida. Viva tem o significado de ao,

    de viver a infncia. E tambm uma saudao, um viva para a infncia.

    A infncia um tempo para apren-der, sim, mas brincando. O assunto tem ge-rado preocupao na sociedade e interesse de pensadores e pesquisadores. Entre estes ltimos h quem afirme que escola e famlia so aliadas das crianas e importantes foras de resistncia em defesa do que ainda se en-tende por infncia.

    E por isso que provocar outra vez no CEAPzinho a reflexo sobre isso, e no s com as crianas mas tambm com os adultos, se justifica. Momentos de integrao, de vivncia entre famlias e crianas e tambm encontros em que as prticas pedaggicas desenvolvi-das na Educao Infantil do CEAP so com-partilhadas com os pais, fazem parte desse processo que ganha um reforo nesse ano.

    Nesse movimento reflexivo, vale des-tacar que a dimenso ldica ainda pecu-liaridade da criana, afirma a Coordenadora Pedaggica do CEAPzinho, Deizy Soares. Se-gundo ela, atravs da brincadeira que a criana interage com as outras, vivencia situ-aes inusitadas e desenvolve aprendizagens singulares. Para a professora, importante no perder de vista os elementos que contri-buem para uma infncia que respeita o tem-po da criana ser criana. Por isso o destaque para brinquedos e brincadeiras indicados para cada faixa etria, programas infantis de boa qualidade, repertrio musical que valoriza a cultura infantil....

    Muitas famlias participaram do lana-mento do projeto Viva a Infncia no Campo do CEAP. Pais, professoras e alunos da Educao In-fantil passaram por diferentes estaes em que era possvel fazer algumas brincadeiras e curtir vrios tipos de brinquedos. De forma espontnea e natural, crianas e famlias brincaram entre si e interagiram, tambm, com os outros, a partir do interesse de cada um. Entre bolinhas de sabo, argola ao alvo, elstico, cordas, peteca, cinco marias, p de lata, pula saco, bambol, amare-linhas e brincadeiras com bolas, todos puderam integrar-se a partir do brincar.

    Com o foco na Infncia

    Brinquedos ebrincadeiras

    Brincar viver a infncia

    Famlia e escola: mos dadas com a criana

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    CINCIASProfessoras dos Anos Iniciais

    esto participando

    de oficinas de formao para o ensino de Cincias

    com aprofessora ngela Gutknecht. Em um dos

    encontros as professoras montaram um terrrio.

    ALFABETOLNDIAO cidado mais famoso de l, Senhor Alfabeto, visitou as crianas do 1 ano do Ensino Fundamental. Trouxe na mala muitos presentes, como o saco das letras, o caderno das letras e o chaveiro com letrinhas mgicas, que est ajudando os pequenos na alfabetizao.

    TERRRIOSPlantas e pequenos bichin

    hos coletados na

    Trilha Ecopedaggica do Campo do CEAP

    serviram para a montagem de terrrios coletivos

    (e individuais, em alguns casos) das turmas do

    2, 3 e 4 ano do Ensino Fundamental.

    LEITURAAlunos do 3 ano do Ensino Fundamental

    esto usando um marcador de pgina especial. Os pais estiveram na escola no lanamento

    do projeto de leitura, inserido no projeto do ano Escola, lugar de convivncia,

    quando confeccionaram o presente, forma de estabelecer um vnculo famlia-escola de

    incentivo leitura.

    MOSTRA FOTOGRFICA

    Pensando o seu lugar foi o nome

    dado exposio de imagens captadas

    pelos alunos da 3 srie do Ensino

    Mdio em Geografia. Os alunos tiveram uma breve oficina de fotografia para registrar situaes

    marcantes o espao em que

    vivem. O resultado surpreendeu.

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    O processo elei-toral do Grmio Estu-dantil Monteiro Lobato do CEAP GEMLI foi um timo exerccio de cida-dania para os alunos do

    turno da manh. Depois de vrios anos os votos dos

    estudantes foram disputados por trs chapas. A campanha foi movimentada revelou um grande interesse dos alunos por aquilo que eles prprios podem pro-porcionar e realizar no espao do Grmio Estudantil.

    Alm do corpo a corpo e da ampla divulgao das pro-postas em cartazes espalhados pela escola e tambm nas redes sociais, a campanha eleitoral teve

    um momento importante no de-bate realizado entre as chapas. No auditrio da escola os candidatos a presidente e vice de cada chapa falaram sobre as propostas, sobre liderana e envolvimento dos alu-nos com o GEMLI.

    O esprito de democracia e tambm de coleguismo e ami-zade entre os alunos se manteve o tempo todo no processo eleitoral conduzido pela Comisso Eleitoral formada por alunos do Conselho Deliberativo do GEMLI. No final da votao que no teve votos brancos e nulos a Chapa Aloha foi a vencedora, com 104 votos, seguida pela chapa Apocalypto II, com 85 votos e a chapa Olimpo, que alcanou 64 votos.

    o quinto ano consecutivo que a nova presidente do GEMLI, Amanda Copetti, est envolvida com a diretoria. Com a experincia adquirida e com um grupo que mescla integran-tes que j estiveram no Grmio com alunos que esto tendo a primeira experincia, a aposta da turma manter aes j consolidadas e inovar.

    Uma das novidades na rea da comunicao. O infor-mativo semanal #Fikdik est sendo feito com a cara dos alunos em substituio ao antigo Arauto, o jornal do GEMLI. Ele tem um pouco a cara do Fique de Olho, informativo da escola, diz Amanda. Ainda neste campo a inteno criar a Rdio Escolar. A ideia fazer o recreio ficar mais interativo, com rdio no re-creio uma vez por ms. Investimos em equipamentos para isso, complementa o vice-presidente eleito, LuizenriqueLucchese.

    A nova diretoria quer ouvir sistematicamente os alunos com uma reunio mensal com os lderes. Na rea cultural a no-vidade ser o concurso de desenho. Campeonatos de pingue-pongue e de cartas tambm esto programados. E no social a Festa Havaiana a proposta inovadora.

    Na entrevista concedida CEAP em Revista, Amanda e Luizenrique falaram, tambm, sobre os desafios da liderana do Grmio Estudantil. Eles tm uma boa expectativa na disposio do grupo de trabalho. Reconhecem que em alguns momentos o Grmio no foi muito ativo e os alunos sentem falta disso. Para eles, a disputa entre trs chapas foi saudvel e aumentou a responsabilidade.

    Disputa democrtica elege nova diretoria

    Experincia e inovaes: apostas da equipe

    Tijolo Ecolgico

    A nova diretoria do GEMLI no dia da posse. A equipe a seguinte: Amanda Copetti, presidente; LuizenriqueLucchese, vice-presidente;Paulo Augusto Lucchese, 1 secretrio; Felipe Boff, 2 secretrio; Rodrigo Gluszczuk, 1 tesoureiro; Mariana Ronchi, 2 tesoureira; Vitor Cullik, Depto. de Comunicao; Fernanda Bueno, Depto. Social; Guilherme Riethmller, Depto. Esportivo; Sarah Fengler, Depto. Comit pela Vida; Lamys Hatem, Depto. Cultural; Nicole Eberle, Representante Ens. Fundamental; Ftima Burtet, professora conselheira.

    A afinada equipe da APPA trabalhando em evento da Educao Infantil.

    Professoras vivem personagens de histrias ou projetos. Faf Famlia, a Carteira contadora de histrias, Galinha e Coelhinho e o Colecionador de Palavras encantaram as crianas.

    No lanamento do projeto Viva a Infncia a equipe do CEAPzinho fez acontecer.

    De volta escola, galera do Terceiro 2012 inaugurou foto na galeria de ex-alunos.

    Equipe da Uniju FM entregou prmio ao GEMLI pela conquista na gincana entre as escolas do programa Hora do Recreio em 2012. Temporada 2013 j passou pelo CEAP.

    Alunos do Encontro de Lideranas Estudantis da Rede Sinodal participaram dos jogos cooperativos no ginsio da escola.

    A chapa OlimpoA chapa Apocalypto II

    Todos os 253 votos foram vlidos

    Debate das chapas ficou no campo das ideias

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    Rede Sinodal rene lderes estudantis no CEAP

    A formao de lderes como estratgia

    Um lder es-tudantil hoje pode ser lder na socie-dade amanh. com essa viso que a Rede Sinodal de Educao tem pro-movido a cada ano

    um evento reunindo lderes das escolas

    que a integram. A nfa-se do 19 Encontro de Lide-ranas Estudantis, sediado pelo CEAP, esteve na lide-rana propositiva.

    O foco desses eventos sempre formao e liderana. A ideia da Liderana Propositiva como temtica foi a de provo-car reflexes sobre as potencia-lidades deste tipo de liderana. O Encontro tambm promoveu vivncias sobre a atuao do lder para alm do cumprimen-to das obrigaes tradicionais. Tudo isso em dois dias de ati-vidades, 5 e 6 de abril, que in-cluram palestras, trabalhos em grupo, visitas a lderes e mo-mentos de integrao.

    Como liderar num am-

    biente de mudanas foi a re-flexo trazida pelo Gerente da Coordenadoria de Marketing da Uniju, Giancarlo Botega, aos cerca de oitenta participantes do evento. O assunto abordado com lderes estudantis das 30 escolas da Rede Sinodal do Rio Grande do Sul e Santa Catarina participantes teve continuidade como mestrando em Desen-volvimento das Organizaes, Elvis Mognhon. A palestra de encerramento do evento foi com a coordenadora do projeto Incluso Profissional do Sindilo-jas Iju, psicloga Snia Arriens-Cassel. Ela falou sobre Perfil do lder propositivo para uma nova gerao.

    Divididos em nove gru-pos os participantes visitaram lderes ijuienses de diferentes segmentos. As experincias pessoais contadas no ambiente em que atuam e em clima in-formal foram de um significado expressivo para os adolescen-tes. O momento de socializao dos grupos evidenciou a im-portncia destas interaes e o grande aprendizado construdo sobre liderana.

    A Coordenadora Peda-ggica da Rede Sinodal, Rosn-gela Markmann Messa, acom-panhou o evento. Ela disse que esses encontros so muito importantes porque no plano de trabalho da Rede Sinodal uma das opes estratgicas a formao de lideranas. Segundo ela, papel da Rede preocupar-se com as futuras li-deranas das nossas escolas e tambm de outros segmentos. A sociedade est carente de l-deres. Nos levantamentos da Rede Sinodal percebe-se que professores, coordenadores e gestores que exercem posies de liderana nas escolas pas-saram por cursos de lideran-a como esse. Isso nos alegra muito. um investimento que permanece na Rede.

    Entre os participantes as experincias tero aplicao imediata e faro, tambm, dife-rena no futuro. O que aprendi nas palestras pode ser levado

    para a nossa vida. Aprendi de fato o que liderana, o que ser lder. E vou levar isso para a nossa escola, foi o depoimento da aluna Jlia da Silva Marques, de 14 anos, do Colgio Sino-dal Tiradentes, de Campo Bom. Para o estudante Guilherme Kla-bunde, de 15 anos, do Colgio Martin Luther de Estrela, liderar era fazer apenas as tarefas que algum determinava. Eu era l-der, mas tinha certa preguia. Agora sei que eu tenho que fa-zer, liderar, no s esperar que me digam o que fazer.

    Aluna da Escola Baro, de Blumenau, Thayse Elis Sal-valagio, de 15 anos, revelou que a expectativa inicial era de que no fosse agregar tantas coisas sobre o tema (li-derana). Estou pilhada com muitas coisas diferentes. De-pois desse encontro vou ser uma lder melhor, com mais responsabilidade.A aluna Ma-riana Paris Ronchi, de 16 anos,

    Liderana propositiva foi o foco dos trabalhos

    Estudantes visitaram lderes ijuienses

    do CEAP de Iju, j havia par-ticipado do encontro no ano passado. Esses encontros so muito motivadores. A gen-te aprende muita coisa nova e isso faz muita diferena.

    Para ela o que marcou que o lder no deve fazer tudo o que o grupo quer, mas precisa conhecer as necessidades do grupo. Precisa servir enxergan-do essas necessidades.

    Guilherme Klabunde

    Thayse Salvalagio

    Mariana Ronchi Jlia Marques

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    Os chamados dias de convivncia enturmaram alunos das turmas dos trs blocos do Ensino Fundamental com gincanas e diverso.

    Diverso sempre garantida no vero para a galerinha que participa do CEAPzinho em Frias.

    Professoras Deizy Soares, Sandra

    Rycheski e Verci Grinke no Encontro de

    Equipes Pedaggicas da Rede Sinodal de Educao em

    Blumenau.O evento abordou o tema

    Dilogo entre o Pedaggico e o

    Administrativo.

    A cada sexta-feira uma identificao original

    do Terceiro 2013. J se apresentaram na escola

    de pantufas, de coelhinhos da Pscoa e com outros

    acessrios.

    08 e 17.indd 1 13/05/2013 16:34:22

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    A eutansia tem sido cada vez mais debatida na sociedade, tanto nos meios de comunicao como nos meios cientfi-cos. Um fato que influencia esse debate o progresso da medicina, que aumentou a expectativa de vida e prolonga o processo da morte. Porm, o conceito de eutansia carrega consigo divergncias entre o que ou no lcito ou o que a liberdade de viver juntamente com o dever de salvar vidas.

    A legalizao da eutansia ou da morte assistida em diversos pases pos-sui vrias implicaes ticas, religiosas e morais. Tema bastante complexo, ela vem ao longo dos tempos, dividindo opinies pelo caminho. No direito Brasileiro, a eu-tansia vista como homicdio, sendo, portanto, ilcita, independente do pedido do paciente. No entanto, em outros pa-ses, ela aceita sob algumas condies ou at mesmo legalizada. Um dos pases que possui flexes quanto a esse assunto a Holanda, que estabelece o direito da morte at para menores de idade desde que acompanhados de autorizao pa-terna. Alm disso, as questes religiosas tambm enfrentam esse problema, e mui-

    tas afirmam a eutansia como sendo uma violao das leis de Deus, consequente-mente, um crime contra a vida.

    A medicina uma das prticas que

    colocam o profissional diante de conflitos de vrios tipos alm do constante enfren-tamento com a morte. Ser que algum ser humano, seja mdico ou no, ter o direito de decidir a vida de outros Seres Humanos? Quando se discute a livre acei-tao, preciso ainda considerar que toda a ao possui suas consequncias e algu-mas podem afetar outras pessoas. Por isso, algum que deseja seja um familiar ou o prprio enfermo a eutansia, deve levar em considerao a tica que a medi-cina tanto preserva.

    Ao mesmo tempo em que o avan-o tecnolgico na medicina tem propor-cionado a cura de diversas doenas e prolongado o procedimento da morte, a eutansia ainda gera muitas adversidades e conflitos nas famlias e pacientes. Con-tudo, a deciso da vida possui implicaes maiores do que apenas a deciso do pa-ciente ou de um familiar. Enquanto exis-tirem condies vitais e a medicina con-seguir prolongar a vida, a eutansia deve, sim, ser proibida por lei.

    Amanda Schultz CoppetiAluna da 3 srie do Ensino Mdio

    Eutansia e o direito vida

    Quanto tempo?Ouvir a histria da es-

    cola por quem ajudou a cons-tru-la e ainda a constri foi uma experincia incrvel para os alunos. Para professores e funcionrios que passaram pela escola ou que fazem parte

    do grupo atual, foi gratificante. No estudo sobre a histria de Iju

    e, dentro dela, o resgate da histria do CEAP, tem sido tradio nos lti-mos anos promover um encontro em que pessoas que marcam a histria da escola so entrevistadas pelos alunos.

    Neste ano o projeto Iju, nosso lugar, que envolve alunos do 4 ano, pro-moveu o Caf das Histrias Vividas. Numa manh de sbadoos alunos re-ceberam na Sala 100 os professores Valdecir Schenkel, Rosane Dalenogare, Sirlei Fengler e Marlene Mueller; os funcionrios Cesar Budel e Cludio Ki-netz e as ex-professoras Marli Martins, Cludia Melo e Solange Velasquez. Alm das histrias de vida, as entrevis-tas reconstruram as histrias de cria-o da Trila Ecopedaggica do Campo do CEAP e do lago da escola.

    A tarde de homenagens s mes foi alegre, divertida e tam-bm emocionante. O evento pro-movido pela Associao de Pais, Professores e Funcionrios do CEAP (APPA) lotou o Centro Evanglico. Diversas homenagens, com flautas, msica cantada em ingls, reflexo e, especialmente as apresentaes especiais das crianas do CEAPzi-nho, adoaram o ch das mames que participaram. Um desfile de modas - em que as modelos foram as mes com os filhos - encerrou o evento.

    Caf da manh com histria

    O ch mais doce do ano

    Tudo comea no instante do seu primeiro choro e vai at o instante da ltima batida do seu corao. Esses fatos so pratica-mente impossveis de serem al-terados, porm o que acontece entre eles totalmente feito por voc, de sua autoria, so as suas

    escolhas, o que voc quer, sim-plesmente sua vida.

    Os primeiros anos so pratica-mente os que voc receber mais amor e aprender coisas bsicas que sero ensi-

    nadas pelos seus pais e toda a famlia que

    estar por p e r t o .

    Ser

    uma dasa fases em que voc precisar de ajuda, pois ainda no saber distin-guir o certo do errado. Mas infelizmente, esse tempo ser lembrado vagamente no futuro.

    Depois voc ir para a escola pois uma regra da sociedade. possvel que nas primeiras vezes voc chore e implore para sua me no deix-lo, ela ficar com o corao nas mos mas o deixar pois o certo a fazer. Virar rotina e voc vai adorar ir encontrar seus amigos.

    O ensino fundamental estar pres-tes a acabar e o mdio prestes a comear quando voc perceber que estudar per-deu a graa, mas algo bem necessrio e que ser importante para definir o que ainda resta de tempo. Nesse perodo voc tambm descobrir outra funo do

    seu corao, que lhe propor-cionar coisas boas e ruins.

    Chegar a hora de escolher sua profisso,

    uma deciso complica-da, e quando ela for to-

    mada a complicao ser de passar no

    vestibular. Quando a faculdade esti-

    ver encaminha-da para acon-

    tecer, provavelmente ter de sair de casa, e a consequncia disso ser que dali para frente, seguir a sua vida sozinho, dar passos sem a ajuda de ningum.

    Ento voc chegar vida adul-ta. Estar formado, estar trabalhando, estar se casando, estar tendo filhos e tudo passar muito rpido.

    De repente seus filhos iro sair de casa, se formar, trabalhar, se casar e en-to, estar contando histrias aos seus netos. Sentir que a idade estar avan-ando, as rugas surgiro a cada dia mais intensamente e seu tempo ficar cada vez menor.

    Tempo, uma palavra cheia de magia, com muitos significados. Pode ser uma sucesso de segundos, minutos, horas, dias, momentos. Provavelmente ir entend-lo no final de tudo, porm antes disso sempre haver questiona-mento sobre.

    Um conselho que fica, aproveite o tempo, aproveite tudo que tiver direi-to, mas aproveite agora, no fique pen-sando no que vir e muito menos no que j se foi. Apenas aproveite. Porque afinal, voc sabe quanto tempo tem?

    Janaine Lais BruinsmaAluna da 1 srie do Ensino Mdio

    Cludia Melo, ex-professora, contou detalhes do projeto do lago

    Crianas conduziram as entrevistas no Caf das Histrias

    Ex-professora SolangaVelasquez na conversa com os alunos

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    Tenho uma amiga que diz que s saber se realmente amou algum no dia em que essa pes-soa morrer: caso consiga lembrar-se de todos os momentos e no sentir raiva pelos piores, ento conhecer seus sentimentos. O sentimento dela oscila entre o amor e o dio porque ele fala que a ama, mas ela sabe que no a nica. Porque ele no se esfora. Porque ele no ama com coragem, e como Fabrcio Carpinejar diz: a nica coisa que uma mulher no perdoa que o homem no ame com coragem.

    O sentimento dela oscila porque ele fala palavras bonitas, mas as mantm na teoria. Por-que ele irresoluto. Porque eles so completamente sinceros um com o outro, mas quando ele tem oportunidade, joga todos os erros que ela cometeu na cara dela. Porque ele no admite que tambm erre.

    Todo mundo quer 8 ou 80. Nunca 35, 40, 60. Nunca. Queremos algum que volte pra conversar depois de uma briga,

    mas gostamos dos mais canalhas. Quere-mos algum que pea desculpas mesmo sem estar errado. Isso um paradoxo. A vida um paradoxo. No consigo ver nada que de alguma forma no se ligue a isso.

    Quem nunca sentiu amor e dio, ao mesmo tempo, que atire a primeira pedra. Por qu? Porque a adoles-cncia assim. O amo