revista ceap - edição 14

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Respostas para os excelentes resultados dos alunos do CEAP Edição nº 14 Como se faz a Escola no ENEM

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Revista Ceap - Edição 14

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  • Respostas para os excelentes

    resultados dos alunos do CEAP

    Edio n 14

    Como sefaz a Escola

    no ENEM

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  • Chegamos em suas mos com 2013 iniciado. Mas esta , sim, nossa ltima edio de 2012. E isso em nada modifica o sentido daquilo que, a cada edio, fazemos e tentamos fazer, que a provocao para refletirmos sobre o que acontece, o que se faz em nos-sa escola. E, tambm, refletir o que acontece. No caso desta edio, uma ateno especial aos acontecimentos que marcaram a reta final do ano que

    passou. Mas no s isso.No sentido da reflexo, especifi-

    camente, ficam dois convites especiais: um para descobrir os novos ventos sobre os quais

    o Pense Nisso traz nesta edio; outro para pen-sar sobre as aulas fora da sala da forma como so pensadas, organizadas e executadas no CEAP esta a proposta clara do texto de um de nossos professores na editoria Pedaggico. E, claro, mais do que conferir como anda o processo textual de nossos alunos, os textos que eles trazem no Escre-vendo tambm nos levam a pensar sobre temas variados, como o ambiental e o das relaes.

    Nossa Entrevista internacional. At a metade do ano passado nossa aluna e neste ano de volta escola a intercambista que est estudando em uma escola regular no Canad d seu depoimento sobre o forte ensino do CEAP. Fa-lado nisso, nossa matria de capa um exerccio importante para toda a comunidade escolar para identificarmos tudo aquilo que leva nossos alunos a obterem a cada ano os resultados que tm co-locado o CEAP como a 1 escola de Iju no Enem.

    Nossa CEAP em Revista tambm projeta a possibilidade real de intercmbio do CEAP com uma escola uruguaia, j a partir de 2013. E traz depoimentos bacanas de um ex-aluno e uma ex-professora no Onde andam? Aproveite, agora, para descobrir o que mais est nessa edio. Boa leitura. Boas frias. Um timo e feliz 2013.

    CEAP EM REVISTAN 14 Janeiro de 2013 Publicao do Colgio Evanglico Augusto PestanaEdio: Assessoria de Comunicao do CEAPProjeto Grfico: Z ComunicDiagramao: Cia de ArteJornalista Responsvel:Andr da RosaFale com a Redao: [email protected]

    Faz algum tempo es-crevi uma meditao que falava dos novos tempos, novos rumos, novos ventos. Lembrei-me e fui buscar na internet informaes sobre o catavento. Para que serve, alis, um catavento? Des-cobri que o catavento nada mais que um dispositivo

    criado para aproveitar a ener-gia dos ventos e produzir tra-

    balho (moer gros, extrair leo, bombear gua, gerar energia elica,

    dentre outras utilidades). Pensando na nossa realidade como Colgio Evan-glico Augusto Pestana, eu cheguei concluso de que somos muito pareci-dos com um catavento. Por qu?

    Temos uma base slida: somos uma instituio com 113 anos de his-tria. Nenhuma instituio aguenta vendavais ou at mesmo ventos fracos por tanto tempo se no estiver firme nos seus propsitos e, no nosso caso especfico, se no estivermos alicera-dos e certos do nosso projeto peda-ggico. Este Colgio, assim como o catavento, foi cria-do para gerar algo. Pessoas com uma viso futurista so-nharam com este catavento funcionando e gerando edu-cao aos seus descendentes.Seguindo, assim, o reformador Martim Lutero que zelava pela educao do seu povo.

    Ns somos semelhantes ao catavento quando geramos algo: J estamos em 2013, entra ano e sai ano e o movimento pela educao no para. Mais do que ser a Escola n1 de Iju ou a 20 do Esta-do, segundo dados do ENEM 2011, seguimos em busca da meta principal que o conhe-

    cimento, a sabedoria, a transformao pessoal e espiritual das crianas e dos jovens que estudam no nosso Colgio, bem como de seus familiares.

    Na Bblia, temos inmeras pas-sagens que falam do vento. O vento como algo que no nos deixa acomo-dar. O Esprito Santo foi enviado como vento sobre os discpulos reunidos e transformou as suas vidas. O vento sinal de transformao. Cada volta do catavento, cada segundo de nossas vi-das deve ser um movimento de trans-formao. Ns temos que estar sempre dispostos a transformaes, a seguir gerando amor, educao e transfor-mando a vida daqueles que dependem do nosso trabalho. Que bom que esse vento no nos deixa acomodar.

    Que o nosso bondoso Deus en-vie o sopro do Seu Esprito sobre ns e que ao longo de 2013 ns possamos, animados por Ele, colher novamente bons frutos do nosso trabalho.

    Luciano MartinsPastor Escolar CEAP

    expe

    dien

    teNovos Ventos

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    CEAP forma mais um Terceiro

    Aes de Graas

    A entrada no au-ditrio do CEAP - super-lotado para a cerimnia de formatura dos alunos da 3 srie do Ensino M-dio na companhia dos professores conselheiros Nelson Rabello e Joo Ca-

    valheiro marcou em no-vembro o ltimo ato como

    alunos da escola para qua-renta e seis estudantes. Depois de receberem uma lembrana da escola, com a chamada nominal, os formandos discursaram. Em nome da turma Gabriel Mnica, Gabriela Mrozinski e Fernando Schaffazick fizeram agradecimen-tos e referncias s boas lem-branas que vo levar do perodo de CEAP. Alm da alegria do mo-mento, revelaram a tristeza pelo momento de despedida enquan-

    to turma, mas enfatizaram a nova etapa em que tero novos desa-fios a encarar.

    Em nome dos professo-res, Nelson Rabello destacou que uma srie de obstculos foram ultrapassados pouco a pouco at vocs chegarem aqui. E disse aos formandos que o futuro depende de cada um de vocs, ressaltando o esforo de todos na escola em oferecerem parmetros para que, a partir de agora, possam fazer as escolhas certas.O diretor Gustavo Malschitzky chamou a ateno para a nova fase dos formandos. Hoje termina um ciclo marcado por um certo paternalismo. Aqui para a frente vocs sero seus prprios controladores. Para o CEAP fica a certeza de que vocs podero chegar to longe quanto desejarem, concluiu.

    As festividades de encerra-mento do Terceirao incluram um Culto de Ao de Graas. A celebra-o, conduzida pelo pastor escolar Luciano Martins, aconteceu na Igre-ja Natividade. Com envolvimento

    dos prprios alunos, professores e familiares, o culto teve, tambm, participao especial do Conjunto Instrumental.Em sua mensagem, o pastor baseou-se no texto de Ecle-siastes que afirma que h tempo

    para todas as coisas. Disse que aqui vocs fazem mais uma co-lheita daquilo que plantaram. Hoje, junto com suas famlias, agradecem a Deus pela colheita generosa que lhes proporcionou.

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    A significao dos conhecimentos pela prtica de campo

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    A primeira coisa que me vem cabea do tempo de CEAP so os jogos de futsal. As intersries que ns, da 5, disputvamos com os da 6, 7 ou 8 e eram jo-gos difceis. Do torneio Tiradentes, que se realizava no Corpo de Bombeiros sempre na Semana da Ptria, onde vencemos um campeonato. A competitividade era mui-to grande entre as escolas da cidade. O basquete tam-bm fez parte da histria no CEAP. Viajamos para Cruz Alta num torneio da Unicruz. Mas as maiores memrias esportivas so mesmo do futebol nas quintas tarde, logo depois da aula (que acabava mais cedo) na casa do Bado (Bernardo Pydd).Futebolzinho e lanche com Bado, Beto, Sandro, Fernando Garros, Tiago, Flvio, Renan, Gerson, o goleiro Luiz Henrique Berger...

    O hoje advogado especializando na rea pre-videnciria Jefersom Kumm cursou da 1 7 srie no

    CEAP, de 1976 a 1982. Segundo ele, as lembranas do tempo do CEAP so muito boas e marcantes. um apren-

    dizado que levamos para toda a nossa vida. A lembrana e saudade de alguns professores como Florncio Berger,Nilve Eberle, Arnaldo Dunke e Rodolfo Steiner, entre tantos outros, e tambm dos colegas que, felizmente, encontramos por a.

    Entre tantos episdios ele recorda de um com o professor

    Florncio Berger, que at nos seus momentos de brabeza sabia ser engraado e educa-dor ao mesmo tempo. Um dia ficou indignado ao ver escrito na classea palavra viado. Ora no viado e sim veado, disse ele, chamando a ateno para o fato de que alm de escrever onde no devia estava errado. Foi hilrio.Ele tambm tem lembran-as do diretor Richard Steinke. Lembro como se fosse hoje quando um aluno bateu o sino antes da hora. Imaginem o puxo de orelha. Andvamos na linha com ele.

    Vem dos tempos de CEAP o apelido que Jeferson carrega at hoje, Trapa, abreviatura de Trapalho. foi em decorrncia da minha tamanha espontaneidade nas aulas. Acredito que era terrvel para os professores. S eles quem podem responder, n? Mas acho que no passava despercebido. E no auge do tra-palhes, Didi, Ded, Muum e Zacarias, o apelido caiu como uma luva. E muitos ainda me chamam de Trapa at hoje. Para ele, o CEAP foi uma excelente escola. Muitos ensinamentos carrego at hoje e procuro passar aos meus dois filhos, Juliano e Gabrie-la, que estudam no CEAP.

    Lembrar o perodo em que fui professora no CEAP re-memorar uma fase muito significativa de minha vida, poca em que fiz amizades que me so caras at hoje. Nessa poca me desdobrava entre trs nveis de ensino e em trs espaos bem diferentes: no CEAP com stimas sries; Ensino Mdio no Poli-valente e no Curso de Letras e Comunicao Social na UNIJU.Trabalhava com o ensino de Lngua Portuguesa e com leitura e produo textual. Foi uma poca de muito estudo, trabalho, reunies, projetos e cargas de textos para ler e avaliar. Havia tambm boas festas de integrao entre direo e professores.

    As memrias so do perodo em que Maria Julia foi profes-sora no CEAP, de 1993 a 2000. Um dos projetos que ajudei a gestar, elaborar, fazer acontecer e que me marcou muito foi o Conhecen-do minha histria, que comeou a partir de um ideia da querida amiga Marlize Zwirtes, juntando Portugus e Histria. Esse projeto logo obteve a adeso de todos os professores, incluindo todos os componentes curriculares da escola. No projeto, desafivamos os alunos da 7srie a empoderarem-se e constiturem-se historiado-res. Quanta historia interessante e quantas descobertas!

    O projeto durava o ano todo e no final do ano letivo era mar-cado com um coquetel e uma exposio dos dossis, documentos, fotos, objetos garimpados nos bas e memrias das famlias dos alu-nos. Tive o privilgio de acompanhar a pesquisa de meus dois filhos: cada um explorou um lado da famlia (paterna/materna). Com isso, pude vivenciar e sentir a emoo dos pais, das famlias com as desco-bertas e produes de nossos filhos/alunos!, revela. A participao nesse e nos demais projetos da escola me fizeram ressignificar minha prtica docente. Devo muito aos desafios do CEAP, pois contriburam para dar rumo s minhas atividades docentes no ensino superior, no Curso de Letras. Alm do mais, tnhamos um grupo de professores muito comprometido e que no media esforos para fazer uma do-cncia diferenciada. Tenho certeza de que foi!

    Maria Julia lembra dos alunos que acompanhou. Guardo com muita emoo a lembrana de uma me de aluno, com quem reencontrei anos depois, e ela me confidenciou que quando seu filho soube que eu estava de sada do CEAP, implorou para que ela fosse pedir direo para no me deixar sair, porque as s-

    timas sries no poderiam viver sem mim. Sim, foi o hiperativo Humberto, um aluno muito especial, com quem, s vezes, dava aulas de mos dadas ou ento o designava como monitor da aula de Portugus. Muito inteligente e rpido, terminava as tarefas rapidinho e era preciso dar-lhe novas atribuies. Sabia como ocup-lo, sem bronca!

    Lembro, com muitas sauda-des de meu tempo de convivncia no CEAP, da direo, dos colegas, espe-cialmente da querida Claudete Pereira Gomes, colega de CEAP, de UNIJUI e de mestrado. Guardo a lembrana da parceria da equipe, pegando junto, tanto no trabalho quanto na preparao das festas e na festa nas festas. Essas ento eram marcantes! A doena da Clau nos uniu ainda mais. Nessa poca comeamos a reunir um grupo de colegas, uma espcie de con-fraria que continua se reunindo ate hoje.

    Gosto de lembrar tambm das aes de nossos alunos, especialmente os terceiros anos, que marcavam sua passagem pelo CEAP das formas mais inusitadas. Revolucionavam e cau-savam pnico na direo e nos docentes nas suas ltimas sema-nas de escola. Minha filha Isis concluiu o Ensino Mdio no CEAP, participou ativamente do Grmio e do grupo de teatro Perdidos no Palco. Igor ficou at a metade do Ensino Mdio e tambm marcou sua passagem pelo CEAP ao seu jeito.

    Depois que saiu do CEAP e da UNIJUI, Maria Julia foi mo-rar em Porto Alegre. Atuou dois anos como professora substituta da UFRGS (tempo permitido para isso). Desde o incio deste ano atua como Chefe de Gabinete da Secretaria de Turismo do Estado. Tam-bm leciona numa Ps-graduao da FAPA. Meu tempo de CEAP foi uma fase muito rica de minha vida e que impactou, de muitas formas, meu foco na vida e na profisso. Das seletivas coisas e pessoas que me fazem sentir saudades de Iju, alm de minha famlia e minhas amigas, o CEAP ocupa um lugar especial.

    J vem de longa data as experincias de vivncias pedag-gicas extra-sala de aula como pr-tica de estudo nos mais diversos componentes curriculares e nveis de ensino.

    O fazer escolar tem por finalidade primeira propiciar ao

    educando a construir possibilida-des de compreender o mundo no

    qual se encontra. Os contedos ou conhecimentos que se trabalha no espa-o da sala de aula no passam de ferra-mentas de reconhecimento do mundo. Porm, quando estes no atingem sig-nificados, no passam de meras infor-maes. Com certeza, um dos grandes desafios da escola atual dar significa-do a estas informaes que se ensina, transformando-as em canais de interlo-cuo do aluno ao seu mundo.

    Pesquisas em salas de informti-ca, aula no laboratrio de cincias, filmes e outras inmeras aes se fazem neste sentido. Aqui, porm, quero propor outra ao que julgo ser de suma importncia neste processo de significar conheci-mentos: as prticas de campo.

    Visitas a campo, vivncias pr-ticas, trabalhos de campo, aula in loco, viagem de estudos. So tantos os nomes dados simples experincia de sair do tradicional espao do entre paredes e experimentar novos ambientes, novas sensaes. No incio, nas primeiras sa-das, parece que um desafio quase in-controlvel. O que fazer? Para onde ir? Como controlar os alunos? Para quem v de fora, at taxaes de matar aula podem aparecer. Para quem v de den-tro, no se trata de nada especial, nada diferente, apenas mais uma aula, porm em outro lugar. Agora no mesmo mundo em que se vive possibilitando-o ser vis-to de diversos ngulos, o que antes no passava de citaes nem sempre com-preendidas.

    Mas esta ao no ocorre de um dia para outro, tampouco se faz sozinho. Requer encontros, socializaes, plane-jamentos. Requer saber o que se quer. O incio de tudo puro planejamento. preciso saber que no se vai passear e, para que assim no ocorra, se faz indis-pensvel um bom e completo roteiro de estudos. No um roteiro de visitas que se encontra em qualquer entrada de mu-seu. Mas um roteiro pedaggico, no qual cada ente envolvido, educando e educa-dor, se vejam. O professor precisa deixar claro neste onde se encontra seu plane-jamento de conhecimentos a ser traba-lhado. um novo plano de aula. J o alu-no precisa compreender que o que ver se inter-relaciona com o tal contedo da aula de histria, ou de matemtica talvez.

    Um bom roteiro de prtica de campo precisa comear pelo objetivo, definir no s o que se quer ver, mas para que se quer ver? Qual o fim que se quer atingir? Ter construdo no campo coleti-vo a prtica inter e transdisciplinar. Nun-ca uma rea do conhecimento ou com-ponente curricular no conseguir se ver numa sada de estudos, mesmo que para uma ou outra seja mais prxima ao que

    se estude. Quando o mundo em que se vive no se visualiza no que se ensina, certamente este ensinar que pre-cisa ser revisto.

    No campo pe-daggico, o trabalho de campo a transpo-sio da teoria para a prtica. a possibilida-de de materializar esta teoria. dar significado ao ensino, saindo do mero repasse de infor-maes. capacitar o

    aluno de ferramentas intelectuais de vi-so de mundo, que permita este relacio-nar os ensinamentos corriqueiros ao seu aprendizado.

    Outro ponto a corroborar com a prtica de campo o seu cunho de pes-quisa. No uma pesquisa acadmica que geralmente est condicionada a uma for-ma de passos a seguir, mas uma pesquisa de algo novo, de experincias, de vivn-cias, de significados e significantes. Sair fazer descobertas, conhecer um mun-do novo, mesmo que se v ao lugar mais corriqueiro que a mdia diuturnamente retrata. Agora no mais conhecer pelos olhos dos outros, mas por seus prprios.

    Se acompanharmos os anos ini-cias em nossa escola veremos que para os pequenos a hora de ir para o parqui-nho ou para o campo a hora/dia mais aguardado. No por ser a hora da brinca-deira, mas porque hora de novas des-cobertas, de pesquisa, de saber se rela-cionar, de perguntar, de trazer as dvidas para tentar resolv-las junto professora depois que voltar-se sala. No se pode perder este gosto.

    O CEAP tem desenvolvido bas-tante esta prtica educacional, tanto no nvel Fundamental quanto no Ensino M-dio. Podemos citar as visitas de estudos realizadas nos ltimos anos a Ametista do Sul, s usinas hidroeltricas, s char-queadas de Pelotas e ao porto de Rio Grande com o Ensino Mdio. Com o Fun-damental o recente roteiro de estudos ao Vale do Taquari e Serra gacha, a disse-cao do porco. Algum consegue ima-ginar o 6 ano estudar a histria do es-tado do Rio Grande do Sul sem conhecer o Stio Arqueolgico de So Miguel das Misses, Patrimnio da Humanidade?

    Valdecir SchenkelProfessor de Geografia do CEAP

    Alunos do 7 ano na Casa da Erva Mate em Bento Gonalves

    A turma da 2 srie do Ensino Mdio na viagem de estudos a Pelotas e Rio Grande

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    A vida mudou a partir do segundo semestre de 2012 para Nayla Hatem. Ela cur-sava a 1 srie do Ensino M-dio no CEAP onde tem sua histria escolar quando

    foi transferida para a Mon-tcalm Secondary School, em

    London, no Canad. Morando na casa de uma tia, Nayla deixou

    a famlia, colegas e amigos, para viver por seis meses a experincia de um intercmbio internacional (ela retorna em fevereiro ao Brasil). Nesta entrevista por e-mail ela fala sobre as mudanas, aprendizados e adaptaes e compara o ensino do CEAP com a escola canadense.

    Como surgiu esse intercmbio?Desde criana queria fazer intercmbio e esse ano surgiu a oportunidade. Meu pai (Hussein) j morou no Canad e eu tenho famlia aqui. Por isso decidimos que esse seria o destino da viagem.

    Como o ensino e como est sendo a adaptao escolar? Aqui bem diferente do Brasil. Em um se-mestre voc pode escolher quatro matrias que quer cursar. Eu escolhi Matemtica, Educao Fsica, Cincias - que inclui Bio-logia, Qumica e Fsica - e Ingls. Voc tem essas quatro aulas todos os dias at acabar o semestre. No outro semestre voc esco-lhe quatro diferentes matrias. Eu senti fa-cilidade em todas as matrias e estou indo at melhor que no Brasil. E tambm senti que o ensino do CEAP muito forte e foi isso que me deixou tranquila nos conte-

    dos. O CEAP tem uma tima base de ensino que prepara qualquer um pra tudo.

    E como foi a adaptao social? Fez ami-zades? Foi um pouco difcil no comeo porque eu no conhecia ningum da escola. Mas de-pois fui conhecendo as pessoas e, apesar dos canadenses serem um pouco mais fechados que os brasileiros, eles so bem educados e gentis. Fiz muita amizade com o pessoal estrangeiro, principalmente na minha tur-ma de Ingls, que s tem gente que veio de fora, Colmbia, Cuba, Tailndia, Grcia... No time de vlei me senti muito confortvel e tranquila, principalmente nos jogos, porque o pessoal apoia muito os jogadores. As me-ninas incentivam umas as outras e, mesmo que algum erre alguma coisa, sempre fa-lam good try, boa tentativa.

    Como voc avalia esse intercmbio?Essa experincia uma forma de me tor-

    nar mais responsvel. Afinal, voc precisa se virar em tudo, falando outra lngua, o que eu no tive muita dificuldade porque estudei no CCAA desde os 6 anos de ida-de, ento eu j sabia como falar. Alm dis-so, voc aprende a se relacionar com as pessoas.

    E como est lidando com a saudade?Tenho muitas saudades dos amigos e famlia. Confesso que se eu pudesse traz-los para o Canad adoraria mo-rar aqui. Mas no sei se teria coragem de deixar o Brasil, apesar de ter ama-do o Canad. A internet ajuda a ma-tar as saudades. Minhas amigas ficam atualizadas de praticamente tudo o que acontece comigo aqui e, apesar da distncia, esto sempre tentando falar comigo e dando conselhos. Mas est valendo pena porque tenho certeza que esse intercmbio vai ajudar muito minhas oportunidades da vida.

    Morando e estudando no Canad

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    Chucrute com Bombom

    No palco, mas no perdidos

    A estreia foi na Amostra de Teatro das Escolas da Rede Sinodal, a ATESE, em setembro. A pea do grupo Perdidos no Palco do CEAP neste ano fez sucesso em Brusque e tambm em Iju. O grupo dirigido por Helquer Paez trabalhou uma adaptao do roteiro A Guerra dos Rocha, de Maria Carmem Barbosa. A histria cheia

    de surpresas para a famlia da personagem Dona Dina, uma divertida velhinha que adora

    comer chucrute, fez a plateia rir muito.

    O teatro foi intenso no CEAP este ano. Alm do gru-po principal, com alunos do Ensino Mdio, vrios grupos do Ensino Fundamental fo-ram formados, com partici-paes na INTESE em Panam-bi e apresentaes no CEAP, todas muito aplaudidas, es-pecialmente pelas atuaes, cenrio e figurinos. Confira os trabalhos de cada grupo dirigido pelo professor Hel-quer Paez.

    Na equipe de voleibol (camisa 8), onde fez amizades

    Nayla em London, Canad, onde faz intercmbio Em frente escola onde est estudandoEscrita por Ziraldo, Uma professora muito maluquinha foi a atrao encenada pelo Perdidinhos no Palco 2.

    O clssico O Mgico de Oz foi a pea ensaiada pelo Perdidinhos Fralda 1.

    O grupo Perdidinhos Fralda 2 tambm trabalhou um clssico, Peter Pan.

    O Perdidinhos no Palco 1 fez um belo trabalho com a pea A Hora da Estrela, de Clarice Lispector.

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    Voc compra um produto. Tira-o da sacolinha plstica, remove algumas cem embalagens que o encapam, usa-o por algum tempo e o descarta. Chama-mos isso de ciclo de vida dos produtos. Mas ele no comea no momento que voc compra. Inicia muito antes. Termina quando voc joga-o no lixo, pois como acontece, na maioria das vezes, ele ir ser atirado em algum lixo da sua cidade e ali levar anos para se decompor e, cla-ro, causando danos natureza.

    Os seres humanos produzem lixo em quantidade muito maior do que so capazes de reaproveitar, porque as pessoas no param de consumir e jogar o produto velho fora, que nem deve ser assim to ve-lho. A maioria desses produtos no rea-proveitvel e depois de estragado no tem o que fazer com os resduos. Eletrnicos, por exemplo, a sociedade compra modelos mais novos s por ser induzida pela publici-dade a isso, quando quase sempre o antigo ainda est em perfeito estado de uso.

    Compre, compre, compre, isso o que diz a mdia. Todo dia vemos muitas propagandas fazendo nossas

    cabeas para comprarmos mais, consu-mir mais, tudo visando mais dinheiro, mais investimento, mais poder. O que (quase,felizmente) ningum liga o im-pacto que isso causa ao ambiente. Com-pramos novos, jogamos o velho fora, que ir para algum lixo, passando anos ou at milnios l, poluindo, o que resultar em problemas sanitrios, por exemplo, que afetam, e muito, a vida humana.

    Nosso pas produz mais de 20 toneladas de lixo domstico por dia, e a parcela que reciclada, reaproveitada, mal chega a 2%. O resto vai para aterros sanitrios, lixes controlados, alguma m-nima parte incinerada e muito mais da metade lanada a cu aberto. Precisamos nos dar conta que alm de no ter espao para tanto lixo no futuro, faz mal nossa sade, pois polui o ar, a gua, a terra... Muitas pessoas j abriram os olhos para esse problema, por isso a maioria das ci-dades j tem coleta seletiva, pontos de recolhimento de lixo eletrnico e outras oportunidades de amenizar estes danos. Porque mesmo se nos dedicarmos ao mximo, nunca poderemos extinguir to-

    talmente a produo de lixo.Todos os seres vivos nascem, vi-

    vem, morrem e so decompostos por fungos e bactrias, transformando-se em elementos qumicos que sero utilizados por outros seres vivos. Este ciclo da vida sem fim, pois a natureza eficiente em seu trabalho. Nada sobra, tudo reapro-veitado. E exatamente este exemplo que devemos seguir com lixo que produ-zimos, reciclar, reaproveitar todo o poss-vel e no produzir descartes desnecess-rios. Ou seja, pense bem antes de abrir a lixeira para jogar algo, e principalmente pense bem antes de consumir.

    Ana Paula Follmann eNatlia Noronha Aenlhe Corra

    Alunas da 1 srie do Ensino Mdio

    Vida longa aos produtos!

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    Para tudo na vida existem excees e com a palavra mentira no uma exceo. Como diria o ditado popular: toda mentira tem perna curta. H por trs de cada mentira uma verdade. Mas qual essa verdade? Bom, isso depende do caso em que a mentira est sen-do utilizada.

    Talvez uma das maiores men-tiras j criadas a de que, para estas,

    existem classificaes. A mentira calman-te, aquela que serve para acalmar. Veja-mos um exemplo: o guri est prestes a re-petir o ano na escola, ou melhor, j repetiu. Aps receber a notcia de que fora repro-vado, volta para casa, cabisbaixo, como se fosse o fim do mundo. Todavia, sabe que sua reprovao foi merecida. Ele batalhou por isso. No tem jeito, no tem volta. Cer-tamente seu pai o arrancaria os testculos. Brincadeira parte, mas com certeza, o deixaria de castigo, trancado em casa com a cabea enfiada nos livros at o incio do prximo ano letivo. Como driblar esta si-tuao? Isso o intrigava. A apenas algumas quadras de casa o guri pensa em uma so-luo. Abre a porta lentamente e se depara com seu pai, que desconfiado pergunta:

    - Onde que tu andavas? Sei mui-to bem que a entrega dos resultados finais era hoje - e isso acontecera exatos 37 mi-

    nutos atrs. Normalmente tu levas 13 mi-nutos para chegar ao aconchego. Estava fazendo o que durante todo este tempo? o guri comea a suar frio, suas pernas tremem, estava tendo um ataque epiltico? No, deveria ser forte, precisava enfrentar o velho:

    - Pai, ultimamente tenho tido mui-tas dvidas, muitas barreiras em minha vida pessoal. Meu psiclogo est abalado e eu preciso contar isso pra ti.

    - E tu ests esperando o que, pi? responde o pai sem hesitar.

    - Andei vendo umas fotos minhas quando ainda no tinha nem pelo na cara. Aquele lbum de 1995.

    - Ah, sim, pi. Como esquecer da-quele ano? Ano em que nosso Grmio foi Bicampeo da Amrica. Mas o que te in-triga, guri?

    - Exatamente, pai. O senhor sabe que nunca fui muito chegado nessas his-torinhas de futebol e tudo mais... Mas, pai, sinto que, por mais que o senhor tenha me levado a diversos jogos, eu gosto mesmo do colorado! Pai EU SOU COLO... antes mesmo de terminar a frase, o velho o acer-tou com um gancho no meio da fua e, em seguida, berrou:

    - COMO OUSAS? ESTA FOI A EDU-CAO QUE TE DEI? VAIS MESMO VIRAR A CASACA PARA O PS 2006? V-TE EM-

    BORA DAQUI E DE PREFERNCIA ESQUE-AS QUE UM DIA ME CHAMOU DE PAI! o guri, ainda atordoado com a pancada que recebera, levanta do cho e diz ao pai:

    - Meu velho! Acalme-se. Nada dis-so que acabei de lhe contar enquadra-se nas linhas da verdade. nica verdade que tenho para lhe dizer que minha maior nota no colgio foi um 4 e, assim, nem que o Lanceiro deixe de ser mais famoso que a Esttua da Liberdade conseguirei evitar mi-nha reprovao no colgio o velho respi-ra fundo, ajeita a guaiaca, estende o brao ao filho e retruca:

    - Guri. Tu sabes que o corao do teu velho j no mais o mesmo de 1995. Poderia ter poupado teu pai e desembu-chado logo de uma vez que no conse-guistes passar de ano. Ande logo. Vista o calo que tens trabalho a fazer na lavoura.

    Bem, este foi apenas um exemplo de uma das classificaes de mentiras, que por sua vez, so mentirosas. Mentira mentira. No existe uma mais fraca e uma mais forte. A verdade existente por trs de toda a mentira que esta serve de refgio, de abrigo para que uma situao alivie-se. Porm, o abrigo fraco e logo desaba. Ou ser que no?

    Luizenrique LuccheseAluno da 1 srie do Ensino Mdio

    A verdade da mentiraAs crianas dos Anos Iniciais no apenas deram seu recado, mas tambm emocionaram, encantaram e fizeram um

    verdadeiro show no espetculo de encerramento do ano letivo do 1, 2 e 3 ano do Ensino Fundamental. A msica que inspirou a apresentao e deu nome ao espetculo foi cantada por todas as crianas que, uma a uma, haviam surgido no palco atravs do mundo. Cada ano teve seu momento musical individual, alm do Coral Infantil e das flautas doces. Uma noite inesquecvel para famlias e convidados que lotaram o auditrio para ver.

    O personagem conviveu com as crianas da Educao Infantil do CEAP o ano todo. E por ter feito uma aterrissagem de emergncia no CEAPzinho no incio do ano, passou a co-nhecer melhor essas maravi-lhosas crianas, suas jardina-gens, seus sonhos pintados em telas... Tudo isso, e ainda mais, as crianas cantaram e repre-sentaram na apresentao de final de ano para as famlias. Foi um belo e emocionante es-petculo.

    Que a Terra inteira seja feliz

    As viagens do Pequeno Prncipe

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    A intolerncia sempre esteve em nosso meio, tanto nos aspectos culturais, raciais, sociais como religiosos. Retroce-dendo ao passado, percebemos que j no tempo neoltico havia uma hierarquia en-tre homens e mulheres, entre os mais fra-cos e os mais fortes, o que muitos podem chamar de instinto do mais forte ou a lei da selva , eu chamo de intolerncia com o diferente. Como podemos julgar se algum melhor ou pior por possuir uma religio diferente, uma cor de pele dife-rente ou uma cultura diferente? Como saber que algum melhor que o outro? No h critrio de melhor ou pior, cada pessoa um ser humano nico, porm, pelas suas atitudes, podemos perceber quem mais humano ou no.

    Quando o Brasil foi colonizado pelos espanhis a partir de 1600, os co-lonizadores no pensaram duas vezes em massacrar a cultura daqueles habi-tantes desconhecidos, sem cultura e sem religio, sendo que seus credos so complexos, com mitos e muitos signifi-cados, mas por ser diferente, sendo pior em suas respectivas vises, a cultura in-dgena quase foi aniquilada por no ser igual dos colonizadores intolerantes. E assim atualmente, rabes em guer-ra com marroquinos, marroquinos em

    guerra com outros marroquinos, e assim vai, nossas sociedades no sabem res-peitar sem criticar e rotulam sem ao me-nos conhecer.

    A sociedade de hoje tem tolern-cia zero ao diferente, cria rtulos de be-leza exterior e modelos de pensamentos, e logo cria campanhas para punir os pra-ticantes do preconceito. No toa que milhares de adolescentes morrem com poucos quilos pelo fato da nossa socie-dade impor o modelo anorxico como padro de beleza internacional. No toa que casais homossexuais so ape-drejados por no serem casais normais. No toa que os negros ainda sofram preconceito. (H campanhas e leis que pregam a lei das raas iguais, mas nas novelas, a empregada sempre negra, porque ser?) No toa que ateus se-jam discriminados e alvo de piadas e at morrem sendo torturados, mas a a so-ciedade diz que h livre arbtrio para es-colher qualquer religio, porm, na prti-ca, isso no funciona to bem assim. No toa que quem ouve rock rotulado como rebelde e quem ouve sertanejo festeiro. No toa que nossa socieda-de imponha algo e, ao mesmo tempo, se contradiga.

    Estamos em uma guerra onde

    vence quem manda mais e sabe a melhor maneira de fazer dos outros um degrau a mais para o seu sucesso. Discriminamos nossos semelhantes pelas roupas que vestem, pelo peso que possuem, pelo bairro que moram, pelo penteado, pelo uso ou no da barba, pela opo sexu-al, pela religio, pela cor, pela escolha de sua alimentao, pelo gosto musical, pe-los lugares que frequentam e o tipo de emprego que possuem. E o que muda ser gordo ou ser magro? Ser alto ou bai-xo? Quem julga aparncia no conhece verdadeiramente a essncia.

    A Verdade que ningum me-lhor que ningum, mas nossa sociedade contempornea no consegue ver isso. O fato que s temos a ganhar com a pluralidade de culturas, religies e afins. Quando mais culturas diferentes, lnguas e estilos diferentes, mais informaes novas, mais aprendizado e isso s vem a acrescentar em nossas vidas. Aprender a respeitar as diferenas diferente de concordar. No precisamos aceitar tudo, porm devemos respeitar, respeitar para ser respeitado. Ao preconceituoso, eu s ofereo o meu repdio.

    Mariani Schmalz LindorferAluna da 3 srie do Ensino Mdio

    Tolerar o diferente

    O trfico de animais est cada vez mais presente no nosso dia a dia. Esse um fato assustador, pois est destruindo a fauna brasi-

    leira e pode gerar consequncias catastrficas no futuro. O aumento

    dessa prtica se d devido aos altos preos obtidos pela venda dos animais, que so facilmente encontrados na natu-reza, sem nenhum custo. O grande lucro gerado pelo negcio do trfico o que atrai, sem dvidas, cada vez mais pessoas a esse tipo de prtica.

    Existem, tambm, algumas pesso-as que criam animais silvestres em suas residncias como se eles fossem apenas mais um tipo de objeto colecionvel. Es-ses indivduos esto contribuindo para a manuteno do trfico, esse grande comrcio. Caso no houvesse procura, o ramo no se sustentaria. Ento se pode afirmar, sem medo, que todo e qualquer cidado que comprar esse tipo de animal estar financiando o trfico e ajudando o

    mesmo a se manter.Para os traficantes cap-

    turarem os animais nas flo-restas, eles acabam destruin-do reas nativas e reas de preservao e enfraquecendo um elo de uma corrente que afeta um ciclo. Muitos fazem uso de mtodos que agridem nosso meio como um todo, con-tribuindo ainda mais para a degra-dao do meio ambiente.

    Portanto, fica claro que algumas medidas devem ser tomadas para regre-dirmos essa prtica que vem se tornando to comum no Brasil e no mundo. Uma das alternativas mais eficazes a denncia, pois com ela tanto os compradores de ani-mais silvestres quanto os traficantes iriam pensar duas vezes antes de continuar com a ilegalidade. A outra opo por meio da educao. Cabe aos pais e pro-fessores conscientizar as crianas de que o lugar dos animais no meio ambiente, no

    seu habitat natural, e no presos em jaulas e gaio-las para exposio. Apenas unindo essas duas formas de combate ao trfico que formaremos uma sociedade fautura cons-ciente e preservaremos a fauna.

    Vinncius Ferrari WallauAluno da 2 srie do Ensino Mdio

    Fim do trfico de animais: uma viso inteligenteFoi uma apresentao empolgante dos alunos do 4

    ao 6 ano no espetculo Iju se transforma e cresce. Marcou a concluso dos projetos peda-ggicos desenvolvidos ao longo do ano letivo. Com uma incrvel riqueza de detalhes de figurino e cenrios, o show teve um enredo construdo com base na hist-ria dos espaos estudados nes-te ano, especialmente a escola do CEAP, o municpio de Iju e o

    Estado do Rio Grande do Sul. O espetculo foi resgatando a vinda dos imigrantes, como a colnia era quando da sua chegada, pas-sando por suas transformaes, a necessidade de organizar uma escola o CEAP o que foi feito por imigrantes alemes. As etnias foram o ponto de partida do show e tambm fecharam o espetculo, quando os alunos cantaram a m-sica oficial da Fenadi, a Festa Na-cional das Culturas Diversificadas.

    O ato de encerramento do Ensino Fundamental foi marcado pela informali-dade e pelas reflexes. Afinal, os alunos que chegaram ao final da 8 srie conclu-ram, tambm, uma etapa na vida escolar. E vo ingressar a partir do prximo ano

    numa realidade diferente, que o Ensi-no Mdio. Refletir sobre isso, e tambm marcar as conquistas e avanos at aqui alcanados, foi o que se fez na cerim-nia realizada no auditrio da escola, que contou com a presena das famlias dos

    alunos. Em nome da turma de concluin-tes se manifestaram os alunos Felipe Boff e Paulo Ferreira. O pastor Luciano Martins fez uma reflexo. A professora conselheira Bianca Terra e o diretor Gustavo Malschit-zky tambm falaram aos alunos e famlias.

    Espetculo resgata histria de Iju

    Concluindo o Ensino Fundamental

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    Natal compartilhadoVoluntrios do Comit pela Vida do CEAP participa-

    ram da Ceia de Natal com as meninas abrigadas pelo Lar da Menina Bom Abrigo. A programao, realizada no ptio da escola, teve um momento de celebrao. As meninas abri-gadas alunas de violo no CEAP tocaram, com o professor Adriano Kronbauer, as msicas que foram cantadas por to-

    dos. O pastor escolar Luciano Martins apresentou uma refle-xo. E o Coral formado pelas meninas do Bom Abrigo apre-sentou canes especiais para o momento. Um momento esperado pelas meninas foi a entrega dos presentes. Papai Noel, com a companhia de uma Mame Noel, fez a entre-ga pouco antes da confraternizao com a ceia natalina.

    Uma ao que integrou o Pro-grama de Educao Financeira, que desenvolvido no CEAP em parceria com a Luterprev, provocou a intera-o de alunos da escola com crianas abrigadas na instituio beneficente MEAME. As turmas do 4 ano do Ensino Fundamental passaram uma tarde brincando com as crianas da casa de abrigamento. Eles tambm fizeram a entrega de presentes que haviam adquirido com a poupana da turma.

    Alm dos cofrinhos individu-ais, os alunos contriburam para um cofro coletivo. Com o dinheiro as turmas compraram, em lojas da cidade, brinquedos, jogos e livros. A escolha da instituio aconteceu

    atravs de votao entre as turmas a partir de sugestes dos prprios alu-nos. No MEAME os alunos tambm conversaram com a assistente social Maria Luiza Wiedtkemper, fazendo vrios questionamentos sobre o lar.

    A procura pelos produtos colocados venda na primeira edi-o do Bazar Infantil do CEAP foi to grande que o evento, previsto para durar sete horas foi concludo pouco mais de duas horas depois de aberto. O volume de mercadoria era expressivo, mas o interesse foi ainda maior. O 1 Bazar Inantil aconteceu no Ginsio que fica junto Educa-o Infantil no CEAP e foi realizado pela Associao de Pais, Professo-

    res e Funcionrios do CEAP APPA, com envolvimento de professores e funcionrios da escola. Os brinque-dos, roupas, calados, jogos, livros e outros artigos infantis haviam sido arrecadados entre as famlias da es-cola. Aberto ao pblico, o Bazar cha-mou ateno de centenas de pesso-as da cidade.

    Cofre solidrio ajuda MEAME

    Coral do Lar da Menina cantou na celebrao Meninas posam com presentes oferecidos pelo Comit pela Vida

    Evento obteve sucesso na

    primeira edio

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    O primeiro Bazar Infantil

    Compra dos presentes foi exerccio financeiro

    Alunos conheceram o MEAME

    Equipe feminina adulta do CEAP/Scala Academia/ProAudi, com o professor Augusto Ilgenfritz, foi vice-campe da Liga Noroeste de Voleibol em 2012.

    Alunos do CEAP foram outra vez os vencedores da competio da rdio Uniju FM no programa Hora do Recreio. Participaram Rodrigo Gluszczuk, Fernando Schaffazick, Joo Pedro Silvello, Rafael Lukacheski da Silva e Natlia Boufleuer.

    O programa TCE nas Escolas trouxe ao CEAP o instrutor da Escola Superior de Gesto e Controle do TCE, Rui Humberto Sanfelice, para uma palestra com alunos do Ensino Mdio.

    Turminha do 4 ano A curtiu a Gincana da Tabuada, que envolveu

    os alunos em tarefas relacionadas exclusivamente aos resultados das

    multiplicaes entre os nmeros.

    Polticas pblicas de reconhecimento e reparao s comunidades afro-brasileiras e indgenas foi a temtica de palestra do doutor Leandro Daronco para alunos do Ensino Mdio em programao alusiva ao Dia da Conscincia Negra.

    Escolinhas de Futsal participaram de Jogos de Integrao em Carazinho.

    Equipe de Futsal Infantil feminina do CEAP ficou com o 3 lugar nos Jogos da Primavera.

    Galera do 5 ano teve uma Gincana Cultural com atividades que serviram para revisar o contedo de todos os componentes antes da aplicao da prova globalizada.

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    Foi muito positivo o saldo da via-gem realizada a Melo, capital do Depar-tamento de Cerro Largo, no Uruguai, no final de novembro, pelo diretor do CEAP, Gustavo Malschitzky. Alm de apresentar o CEAP e o sistema educacional brasileiro a diretores e professores, o diretor, acom-panhado do assessor de comunicao da escola, Andr da Rosa, visitou escolas p-

    blicas e particulares da cidade. A proposta levada pelo CEAP

    de iniciar um relacionamento com visitas de professores e alunos foi apresentada em uma palestra na Biblioteca Juana de Ibarbourou para vrios diretores e professores de escolas de Melo que haviam sido mobilizados pela Diretora de Cultura de Melo, Susana Escudero Mazzei. E a ideia de intercmbio avanou com a escola Yvy-nar. Na visita realizada ao colgio particular, o diretor do CEAP ouviu da diretora Carolina Arbe-leche Perdomo a inteno de vir a Iju ainda no primeiro semestre do prximo ano para que as duas escolas construam as possibilidades de in-tercmbio.

    uma escola que est crescendo, tem uma histria recente, mas que, principalmente, pri-ma pela qualidade, com uma carga horria supe-rior mdia de outras escolas, alm de investir no ensino da Lngua Portuguesa tambm por isso o intercmbio gerou um interesse ainda maior para eles. H semelhanas importantes com o CEAP e mais de um formato de intercmbio possvel acontecer, disse o diretor do CEAP, Malschitzky. O intendente de Melo, Luis Sergio Botana, acompa-nhou a visita escola Yvynar e reforou o apoio para que o relacionamento seja ampliado.

    A ideia de dar incio a intercmbios com escolas de Melo comeou a ser discutida durante a ExpoIju. O responsvel pela pasta de relacio-namentos de Cerro Largo com o Brasil, Agustn Muoz, manteve contato com o CEAP encami-nhando o convite para uma visita ao Uruguai. Nos dois ltimos anos a intendncia de Cerro Largo participou como expositora da ExpoIju/Fenadi.

    CEAP inicia relacionamento com escola do Uruguai

    Tijolo Ecolgico

    Proposta de intercmbio foi apresentada em palestra para professores uruguaios

    Diretor Gustavo conversa com alunos na Escola Yvynar, acompanhado da Diretora de Cultura de Melo, Susana Mazzei (esquerda), do intendente Sergio Botana e da diretora da escola Carolina Perdomo.

    Visita do CEAP foi destaque nos meios de comunicao em Melo Diretora Perdomo (direita) vir ao CEAP no primeiro semestre

    Crianas do 4, 5 e 6 ano divertiram-se no Good Fish, com direito a uma trilha muito divertida.

    Na Olimpada Regional de Matemtica em Panambi os alunos Fernando Schaffazick e Rafael Lukacheski (foto) ficaram em 1 lugar (3 srie Ensino Mdio) e a dupla Leonardo Prediger e Gustavo Riethmller ficaram em 2 (1 srie Ensino Mdio).

    O CEAP teve 18 alunos do Ensino Mdio (2 e 3 srie) aprovados na Prova de Proficincia em Lngua Alem aplicada pela Coordenao de Alemo do Brasil.

    Todo o turno da tarde da escola curtiu em outubro o espetculo circense apresentado pelas crianas do Centro Municipal de Arte e Educao Professor Pardal.

    Sarau Musical reuniu alunos de

    piano, teclado e flauta doce da escola em

    apresentaes individuais e

    em grupos que marcaram o

    encerramento das atividades

    do ano.

    Gincana da sobrevivncia

    envolveu alunos da 1 srie do Ensino Mdio

    no Campo do CEAP.

    Projeto de tecnologia levou alunos da 7 srie a uma viagem de estudos a Porto Alegre.

    A APPA lanou uma campanha de conscientizao na escola, o projeto Escola Limpa, com foco nos alunos.

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    Uma Casa para se sentir em casa. Esse foi o clima da Casa CEAP na ExpoI-ju/Fenadi. Logo na entrada do Parque de Exposies, o espao privilegiado de en-contro da famlia escolar e de muitos re-encontros, especialmente de ex-alunos, foi um ambiente agradvel e acolhedor, con-vivendo com o carter institucional do es-

    tande. A programao da escola na feira foi outro ponto forte na Casa CEAP. Voc confe-

    re aqui alguns dos melhores momentos da nossa participao no evento.

    A Casa CEAP na Expoiju/Fenadi sediou o evento em comemorao aos dez anos do Programa de Educao Financeira da Luterprev Previdncia Privada. O evento marcou, na regio, o lanamento do livro que registra o desenvolvimento do programa que pioneiro no perodo de 2002 a 2012. O livro contm o histrico do Progra-ma (presente em 17 escolas gachas e catarinenses da Rede Sinodal), a me-todologia utilizada em seu desenvol-vimento e um significativo nmero de relatos de alunos, professores e outros personagens envolvidos. Ao todo, dez professoras do CEAP (que parceiro da Luterprev no PEF), autoras de rela-tos de atividades ligadas ao Programa desenvolvidas na escola, foram presen-teadas e homenageadas no evento.

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    A Famlia CEAP na Expo

    Luterprev e CEAP lanam livro na ExpoijuO diretor de gesto mercadolgica da Luterprev, Paulo Dienstmann, e o diretor do CEAP, Gustavo Malschitzky, com as professoras da escola com participao no Livro. Da esquerda para a direita: Ftima Burtet, Carla Santos, Tainan da Rosa, Elisa Hammarstron, GilceGolnik, Simone Sabo, MarlovaGroth, a coordenadora do PEF no CEAP Mariluza Lucchese, Glucia Carr, Graziela Fiorin e Cristiane Keller.

    Que show! Essa foi a frase mais ouvida e que melhor resumiu, no dia dacriana, a atrao do CEAP na Expo. As bolhas gigantes de sabo divertiram pequenos e grandes e chamaram ateno de quem passou por ali.

    O personagem Pequeno Prncipe, que fez parte vrias atividades no CEAPzinho, virou atrao na feira. Na Casa CEAP ele recebeu as crianas acompanhado do Aviador, tambm personagem do livro O Pequeno Prncipe. E no faltou o avio.

    Poucos resistiram ao desejo de guardar em foto a passagem pela Casa CEAP colocando a carinha no Pencil Car. O display virou mania e divertiu muita gente na feira e, depois, nas redes sociais.

    A Banda Marcial Musical do CEAP fez sua tradicional apresentao de homenagem ao aniversrio de colonizao de Iju. A performance, pelas ruas do Parque foi muito aplaudida. PRESERVAO E HISTRIA

    O projeto Conhecer para Preservar oportunizou

    aos alunos do 6 ano uma viagem de estudos s Misses.

    Conheceram a Catedral Angelopolitana e o Museu em

    Santo ngelo. Depois foram ao stio arqueolgico das runas

    de So Miguel das Misses.

    DE OLHO NO TRNSITOEntender o trnsito, suas regras e sinalizaes. Este foi o objetivo de uma srie de aes do 2 ano do Ensino Fundamental. Uma delas foi a participao no projeto da Medianeira Transporte Urbano e da Coordenadoria Municipal de Trnsito de Iju chamado Sinal Verde para a Vida.

    CIDADANIAAlunos do 7 ano, 7 e 8 sries

    participaram de uma eleio simblica para escolher o prefeito

    e o vice da cidade entre os seis candidatos que foram apresentados

    pelos alunos da 8 srie. Pesquisas sobre legislao eleitoral, partidos

    e a palavra poltica antecederam o debate e a votao.

    CONVERSA COM A ESCRITORAAs crianas do CEAPzinho receberam a escritora Maria Helena Zancan Frantz. Ela teve momentos de interao com os alunos, contando histrias fazendo brincadeiras com elas. Os alunos, por sua vez, cantaram uma poesia da escritora que havia sido musicada e apresentaram releituras de poesias de Maria Helena.

    CONVERSA COM AUTORESA pesquisa sobre Iju feita pelos alunos do 5 ano ganhou reforo com a visita dos jornalistas Adhemar Campos Bind e Iara Soares. Bind o autor da coleo As etnias em Iju e, por conta disso, tem um vasto material que pesquisou para escrever os livros. Iara Soares foi a editora da revista Histria dos 121 anosde Ijuhy - Retrato Ilustrado, lanada em 2012.

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    FSSEIS EM MATAA turma de alunos do 6 ano teve a oportunidade de conhecer o museu ao ar livre de Mata, a nica cidade do mundo a ter caladas com rvores fossilizadas de mais de 200 milhes de anos. Na mesma viagem conheceram o Planetrio da UFSM e as grutas e cascatas de Nova Esperana do Sul.

    PELO INTERIORColnia Santo Antnio,

    Choro, Santana, Barreiro e Ita foram alguns dos distritos

    de Iju visitados pelo 5 ano. No passeio

    pelo interior os alunos observaram a paisagem

    interiorana, as atividades econmicas, escolas rurais e marcas

    da imigrao.

    AULA DE ANATOMIA

    A 7 srie conferiu de perto as

    semelhanas dos rgos de um

    suno com os do corpo humano. Em uma aula no GoodFish,

    em Coronel Barros, os alunos

    acompanharam a dissecao de um

    porco. A aula de sistematizao dos

    contedos teve envolvimento dos

    alunos fazendo cortes, com serra e

    bisturi, retirando alguns rgos e interagindo o tempo todo.

    FSICA PARA TODOSO Nvel 5 do CEAPzinho visitou o Laboratrio Fsica para Todos da Uniju. Depois de uma sequncia de atividades em sala de aula com uma srie de experincias interativas, as crianas tiveram a oportunidade de interagir com os experimentos do laboratrio da universidade.

    VIAJANDO PELO BRASILFoi intenso o envolvimento dos alunos do 7 ano com as pesquisas e posterior socializao dos resultados no projeto em uma exposio no ginsio que atraiu outras escolas. A sequncia do trabalho levou as turmas ao Vale do Taquari e Serra Gacha para visitas a Bom Retiro do Sul (eclusa do Rio Taquari), Teutnia (roteiro germnico e Lago da Harmonia), Imigrante (cactrio) e Bento Gonalves (epopeia italiana e Caminhos de Pedra).

    IJU CRESCE E SE TRANSFORMAO projeto do 5 ano do Ensino Fundamental levou os alunos a um passeio socioambiental pela cidade. Acompanhados do bilogo Joo Pedro Gehsing, da Secretaria de Meio Ambiente, passearam por alguns bairros para observar pontos importantes relacionados ao estudo ambiental.

    O CEAP marcou o dia do professor e do trabalhador em educao com homenagens na Casa CEAP no Parque de Expo-sies Wanderley Burmann, du-rante a Expoiju/Fenadi. Alm de celebrar com os colaboradores a data, a escola fez uma home-

    nagem especial a quinze funcio-nrios e professores que em 2012

    completaram pelo menos 25 anos de trabalho na escola.

    Em nome dos homenageados o ex-professor e atual funcionrio Horst Vogt Kessler fez um agradecimento es-cola e resgatou parte da histria pessoal dentro da escola, mostrando o significado da homenagem. O diretor do CEAP, Gus-tavo Malschitzky, ficou emocionado ao falar. Enfatizou a gratido da escola pelo envolvimento e dedicao de cada um. E anunciou que a partir de agora fica insti-tudo no CEAP a homenagem a todos os colegas que completarem data cheia a partir de 25 anos.

    Homenagens na Casa CEAP

    Celebrando os aniversrios de Iju e do CEAP

    Os colegas homenageados. Em p, da esquerda para a direita, com os anos de trabalho no CEAP: Clarice Ruwer (40); Horst Vogt Kessler (40); Jorgina Oliveira (34); Rosane Dalenogare (25); Antnio da Luz (34); Cezar Budel (27); Marli Kouckoureck (32); Marlene Mueller (30); Enedina Budel Casalini (32) e Elta Jarozewski (28). Agachados, a partir da esquerda: Maristela Oliveira (26); Ladir Pedroso (26); Ireneu Sauer (30); Cleci Goller (25) e Eliete Boger (28).

    Culto de gratido resgatou histrias de Iju e da escola

    Prefeito Fioravante Ballin e o diretor do CEAP Gustavo Malschitzky Alunos participaram da celebrao

    A comemorao de mais um aniversrio de coloniza-o de Iju, no dia 19 de outubro, teve um culto em gratido na programao da Expoiju/Fenadi. A celebrao, realizada pelo CEAP, aconteceu no Palco das Etnias, no Parque de Ex-posies, e tambm foi de agradecimento pelo aniversrio da escola.

    Alm do carter de agradecimento, o culto, conduzi-do pelo pastor escolar Luciano Martins, deu nfase histria de Iju e da escola, com base no texto bblico de 1 Samuel, em que um dos versculos diz At aqui nos ajudou o Senhor. Alunos do 5 ano tiveram participao especial nas oraes e leituras bblicas.

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    Uma escola muito alm do ENEM

    O CEAP no ENEM 2011 (dados divulgados pelo MEC em novembro de 2012)

    Compromisso com a educao

    Que liberdade possvel sem autoridade?

    Eles escolheram o CEAP

    Junto com a alegria das notcias do ENEM tm chegado as perguntas acima para o grupo de profissionais da escola, provocando uma saudvel reflexo. Embora seja uma avaliao parcial, o resultado im-portante e merece ser considerado uma vez que os alunos que concluem a cada ano o Ensino Mdio quem so avaliados no Exa-me. O primeiro entendimento no CEAP de que todo um conjunto de aes que se reflete nestes resultados.A marca do CEAP tem sido um trabalho consistente e de qua-lidade. E o que determina isso passa por um grupo de professores comprometido com a proposta pedaggica, pelo prprio com-prometimento de alunos e famlias com o estudo e a vida escolar e uma carga horria significativamente superior ao mnimo exi-gido em lei. Tudo isso sem eleger o ENEM ou os concursos vestibulares como priori-dade. Ao contrrio, como afirma o diretor Gustavo Malschitzky, nossos alunos no esto estudando para fazer uma avaliao, mas para a vida. E isso vai sendo construdo ao longo de toda a vida escolar. Os dados do ENEM no so resultado apenas do En-sino Mdio. ele quem apresenta alguns tpicos importantes relacionados aos re-sultados obtidos pelos alunos do CEAP nos ltimos anos no ENEM.

    Qualidade do grupo de professoresO que faz uma escola manter-se

    entre as melhores do Estado e ser a n-mero 1 em Iju durante vrios anos , em primeiro lugar, ter em seus quadros profis-sionais capacitados. Todos os professores do CEAP tem formao superior na rea de atuao, muitos com ps-graduao e mestrado. Isto significa que estes profis-sionais, alm de amplo domnio dos con-tedos necessrios, tambm conhecem tcnicas e metodologias de ensino. Alm disto, esto tambm prontos a pesquisar e aprimorar os seus conhecimentos.

    O debate e reflexo sobre por onde passam os resultados que os alunos do CEAP podem alcanar acontece, obviamente, no grupo de professores da escola. O professor Joo Cavalheiro, que trabalha com

    Filosofia e Sociologia no CEAP, afirma que educao nossa especialidade, e disso no abrimos mo. dele a reflexo abaixo que oferece um outro olhar so-bre a Escola N 1 no ENEM.

    A leitura de que o conjunto de aes que o CEAP desenvolve ao longo da vida es-colar dos alunos, em todos os nveis de ensino, que leva a conquistas e resultados depois da escola, no feita apenas dentro da equi-pe diretiva ou do grupo de professores. Essa ideia do todo tambm vista por famlias da escola. Em depoimento CEAP em Revista, a ex-aluna e me dos alunos Luiza (8 anos) e Joo (4 anos), Adriane Costa Beber Weiler salienta que os resultados da escola no Enem confirmam a ideia que sempre tive do CEAP, desde o tempo que estudei na escola, de 1988 a 1990: a preocupao principal que a escola deve ter o ensino. Esta avaliao (do ENEM)

    mantm o resultado que j percebia na po-ca em que era aluna. Assim como eu, prati-camente todos meus colegas ingressaram na universidade ao sair do CEAP.

    Ela revela que a procura pelo CEAP para os filhos se deu em primeiro lugar pela experincia que os pais tiveram em estudar na mesma escola. O CEAP deixou marcas de um ensino muito forte, de muito contedo e boa preparao para as diversas reas do conhecimento, diz. Para minha formao acadmica foi fundamental ter feito o Ensino Mdio no CEAP. Na poca que cursei Admi-nistrao no tive dificuldades em Matem-tica, Contabilidade, disciplinas que eu tinha

    uma excelente base. E no CEAP eu era uma aluna que tirava Regular na maioria das ma-trias. Estava dentro da mdia, mas ao chegar na Universidade percebia o quanto estava mais preparada que meus colegas.

    Com os filhos ainda longe do Ensi-no Mdio, Adriane Weiler diz que a opo pelo CEAP hoje se d em funo de que-rer dar uma boa educao de base desde o processo de alfabetizao. Quis oferecer desde muito cedo aos meus filhos essa mes-ma formao, essa mesma possibilidade de aprendizagem que eu tive. Escolhemos o CEAP porque temos a convico de que a melhor escola para nossos filhos.

    *Pela sexta vez em sete anos o CEAP a escola primeira colocada entre todas as escolas de Iju que realizaram o ENEM.*Com mdia final de 618,37 pontos, o CEAP alcanou um resultado bem acima das mdias de todos os Estados brasileiros. *Entre as escolas privadas do interior do Rio Grande do Sul o CEAP a 8 colocada e no quadro geral do Estado tem a 20 posio. *Alm de alcanar as notas mais altas em cada bloco de conhecimento entre as es-colas de Iju, o CEAP teve, ainda, o maior percentual de alunos matriculados parti-cipando, de 91,3%, dado que aponta uma mdia bastante alta entre a totalidade dos alunos da escola.

    A recente divulgao dos resultados do Exame Na-cional do Ensino Mdio ENEM pelo Ministrio da Educao confirmou a constncia que o CEAP vem obtendo nos ltimos anos na prova. Novamen-

    te o CEAP ficou em 1 lugar no ranking entre todas as es-

    colas de Iju e se manteve entre as 20 melhores posicionadas no Rio Grande do Sul. Mas como se chega a esse resultado ano aps ano? O que se faz no CEAP para que os alunos cheguem l?

    Projeto Pedaggico CEAPNo h como esquecer o Projeto Pe-

    daggico da Escola. Construdo, estudado e constantemente avaliado, revisto e reestuda-do. Tem o aluno e o seu aprendizado como centro do processo. Um projeto pedaggico consistente inicia na Educao Infantil. O CE-APzinho o incio do projeto pedaggico do CEAP e a partir das turmas da Educao Infan-til as sries do Ensino Fundamental vo sen-do planejadas. Assim, o projeto pedaggico no estanque, mas aprimorado e ajustado s caractersticas de cada turma, da Educao Infantil ao Ensino Mdio.

    Carga horria expressivaO projeto pedaggico passa, ainda,

    pela previso de uma carga horria signi-ficativamente maior do que o mnimo exi-gido. No h como esperar que os alunos tenham resultados em avaliaes externas como o ENEM, por exemplo sem con-siderar esta varivel. Por duas razes b-sicas: os assuntos a serem abordados, os contedos, previstos nos Parmetros Cur-riculares Nacionais, no cabem na carga horria mnima exigida em Lei. E, h que se considerar ainda, que necessrio incluir as questes locais histria, geografia, ca-ractersticas, etc...do local onde os alunos vivem e onde a escola est inserida; outra questo: para aprofundar conceitos, cons-truir aprendizagem, h que ter tempo, e isto se busca com uma carga horria eleva-da. Cada conceito, cada contedo, precisa ser abordado, discutido, retomado. Mas, mesmo com carga horria acima do mni-mo, existe uma necessidade de proporcio-nar aos alunos atividades complementares alm dos tempos de aulas. Trabalhos em grupos, temas de casa, pesquisas, so per-manentemente solicitados, provocando os alunos a buscarem a construo do co-nhecimento e complementando as ativida-des de sala de aula.

    Apoio pedaggico aos professoresEsta uma caracterstica do CEAP. A

    presena constante das coordenaes peda-ggicas, divididas para os diferentes nveis, a fim de poder aprofundar tambm os seus

    conhecimentos, marca do CEAP. A coorde-nao pedaggica provoca reflexes, auxilia estas reflexes, amarra as diversas pontas do projeto pedaggico, apoia professores e pro-fessoras no seu dia a dia, participa do planeja-mento individual para, sempre de novo, trazer luz o projeto integral da instituio.

    Formao geral do alunoUm projeto pedaggico consisten-

    te, como o do CEAP, que produz resultados, passa, necessariamente, pela formao geral do aluno para alm das salas de aula. Ofe-recer oportunidades no esporte, no teatro, na msica caracterstica histrica do CEAP. E as oportunidades so um diferencial sig-nificativo no conjunto de conhecimentos e experincias que os alunos levam da escola e que se traduzem em resultados.

    SAC, pesquisaAlgumas aes merecem destaque

    dentro deste exitoso projeto pedaggico do CEAP, mesmo sem esgotar essa reflexo. Uma delas o SAC Sistema de Avaliao Continuada. um modelo aplicado ao Ensi-no Mdio que consiste na realizao de uma prova semanal, com os componentes cur-riculares divididos em blocos, que se utiliza do modelo de concursos vestibulares e do prprio ENEM, alm de se valer de questes utilizadas nestes exames, que exercita, sema-nalmente os alunos. Outro destaque para os Projetos de Pesquisa em moldes universi-trios - os alunos dos dois primeiros anos do Ensino Mdio enfrentam, no primeiro semes-tre de cada um dos anos, o desafio de realizar um projeto de pesquisa, com um professor orientador, e apresentar os resultados da sua pesquisa em uma feira, aberta comunidade e para uma banca e plateia em uma apresen-tao pblica. E outro aspecto o alto nvel de exigncia em todos os momentos.

    Gustavo Malschitzky

    Nosso tempo o que poderamos chamar de era do vazio, quando, segundo Juremir Machado da Silva, estamos menos carregados e mais livres, mais lcidos e me-nos dependentes, mais independentes e menos submissos, mais flexveis e menos engessados por engrenagens de poder em nome de verdades que se apresentavam como transcendentais ou universais. A gran-de questo, como apregoam os filsofos Alain Renaut e Hannah Arendt, : ser poss-vel educar em tempos de fim da autoridade?

    Nossa conscincia individual e co-letiva, diz Renaut, encontra-se estruturada por convices que temos como conquis-tas irreversveis do mundo moderno. Essa tambm a era da horizontalidade: todos so iguais, diz-se. Os alunos nos chamam de Paulo, Mrcia, Nelson, Joo...

    Uma crise de legitimidade ameaa abalar as instncias que tm como tarefa assumir a funo educativa. E entre elas est a escola.

    Um estudo de opinio revelou que a percentagem de franceses que acham que

    seria bom respeitar mais a autoridade au-mentou de 51% para 61% entre 1981 e 1999. H uma assero de Durkheim com um s-culo de idade asseverando: A liberdade filha da autoridade bem compreendida.Ou seja, embora tenhamos chegado a um novo tempo, democracia no esculhambao. Pueril ingenuidade acatar sem discusso a palavra de ordem em Maio de 68 segundo a qual seria proibido proibir.

    O CEAP diz constantemente no ideia de fim da autoridade. claro que a esco-la no cega aos processos em curso. S no est to segura quanto s facilidades do dis-curso progressista. Para que est o professor em sala de aula? Para um mero encontro? Para viver com os alunos, ser feliz? No, ele est l para dar aula. Fugindo ao hedonismo exacer-bado do nosso tempo, e para utilizar uma feliz expresso do professor Paulo Fensterseifer, o intuito da aula no dar prazer. Se der, tanto melhor. Mas o objetivo que seja aula.

    Uma questo importante me pa-rece ser que faz parte da prpria lgica da modernidade democrtica renovar todas as relaes de autoridade evidenciando que nenhum poder pode exercer-se, doravante, sem ter a preocupao de obter, de uma maneira ou de outra, a adeso daqueles a

    quem se exerce. o que o velho e bom Max We-ber chamara dar s relaes de autoridade uma dimenso contratual. Nas palavras de Renaut: Esse modelo , de fato, o que nos parece mais facilmente compatvel com o universo de-mocrtico, no sentido em que, num contra-to, os contratantes so, por definio, reco-nhecidos como iguais enquanto parceiros do acordo que empreendem concluir -, mas podem perfeitamente, por outro lado, entender-se para conceber atravs desse mesmo acordo uma relao desigual que faz emergir entre eles um poder. Em suma, podemos estabelecer por contrato que um ser, temporariamente ou num setor das nossas existncias, superior ao outro, pelo menos durante o tempo em que os contra-tantes permaneam de acordo nesse ponto.

    As regras so claras: quer estudar? Es-tamos a, conte com o melhor que individual e conjuntamente podemos fazer. Educao nossa especialidade, e disso no abrimos mo, isto no est para ser negociado.

    Joo Carlos CavalheiroProfessor de Filosofia no CEAP

    Joo Cavalheiro

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    Uma escola muito alm do ENEM

    O CEAP no ENEM 2011 (dados divulgados pelo MEC em novembro de 2012)

    Compromisso com a educao

    Que liberdade possvel sem autoridade?

    Eles escolheram o CEAP

    Junto com a alegria das notcias do ENEM tm chegado as perguntas acima para o grupo de profissionais da escola, provocando uma saudvel reflexo. Embora seja uma avaliao parcial, o resultado im-portante e merece ser considerado uma vez que os alunos que concluem a cada ano o Ensino Mdio quem so avaliados no Exa-me. O primeiro entendimento no CEAP de que todo um conjunto de aes que se reflete nestes resultados.A marca do CEAP tem sido um trabalho consistente e de qua-lidade. E o que determina isso passa por um grupo de professores comprometido com a proposta pedaggica, pelo prprio com-prometimento de alunos e famlias com o estudo e a vida escolar e uma carga horria significativamente superior ao mnimo exi-gido em lei. Tudo isso sem eleger o ENEM ou os concursos vestibulares como priori-dade. Ao contrrio, como afirma o diretor Gustavo Malschitzky, nossos alunos no esto estudando para fazer uma avaliao, mas para a vida. E isso vai sendo construdo ao longo de toda a vida escolar. Os dados do ENEM no so resultado apenas do En-sino Mdio. ele quem apresenta alguns tpicos importantes relacionados aos re-sultados obtidos pelos alunos do CEAP nos ltimos anos no ENEM.

    Qualidade do grupo de professoresO que faz uma escola manter-se

    entre as melhores do Estado e ser a n-mero 1 em Iju durante vrios anos , em primeiro lugar, ter em seus quadros profis-sionais capacitados. Todos os professores do CEAP tem formao superior na rea de atuao, muitos com ps-graduao e mestrado. Isto significa que estes profis-sionais, alm de amplo domnio dos con-tedos necessrios, tambm conhecem tcnicas e metodologias de ensino. Alm disto, esto tambm prontos a pesquisar e aprimorar os seus conhecimentos.

    O debate e reflexo sobre por onde passam os resultados que os alunos do CEAP podem alcanar acontece, obviamente, no grupo de professores da escola. O professor Joo Cavalheiro, que trabalha com

    Filosofia e Sociologia no CEAP, afirma que educao nossa especialidade, e disso no abrimos mo. dele a reflexo abaixo que oferece um outro olhar so-bre a Escola N 1 no ENEM.

    A leitura de que o conjunto de aes que o CEAP desenvolve ao longo da vida es-colar dos alunos, em todos os nveis de ensino, que leva a conquistas e resultados depois da escola, no feita apenas dentro da equi-pe diretiva ou do grupo de professores. Essa ideia do todo tambm vista por famlias da escola. Em depoimento CEAP em Revista, a ex-aluna e me dos alunos Luiza (8 anos) e Joo (4 anos), Adriane Costa Beber Weiler salienta que os resultados da escola no Enem confirmam a ideia que sempre tive do CEAP, desde o tempo que estudei na escola, de 1988 a 1990: a preocupao principal que a escola deve ter o ensino. Esta avaliao (do ENEM)

    mantm o resultado que j percebia na po-ca em que era aluna. Assim como eu, prati-camente todos meus colegas ingressaram na universidade ao sair do CEAP.

    Ela revela que a procura pelo CEAP para os filhos se deu em primeiro lugar pela experincia que os pais tiveram em estudar na mesma escola. O CEAP deixou marcas de um ensino muito forte, de muito contedo e boa preparao para as diversas reas do conhecimento, diz. Para minha formao acadmica foi fundamental ter feito o Ensino Mdio no CEAP. Na poca que cursei Admi-nistrao no tive dificuldades em Matem-tica, Contabilidade, disciplinas que eu tinha

    uma excelente base. E no CEAP eu era uma aluna que tirava Regular na maioria das ma-trias. Estava dentro da mdia, mas ao chegar na Universidade percebia o quanto estava mais preparada que meus colegas.

    Com os filhos ainda longe do Ensi-no Mdio, Adriane Weiler diz que a opo pelo CEAP hoje se d em funo de que-rer dar uma boa educao de base desde o processo de alfabetizao. Quis oferecer desde muito cedo aos meus filhos essa mes-ma formao, essa mesma possibilidade de aprendizagem que eu tive. Escolhemos o CEAP porque temos a convico de que a melhor escola para nossos filhos.

    *Pela sexta vez em sete anos o CEAP a escola primeira colocada entre todas as escolas de Iju que realizaram o ENEM.*Com mdia final de 618,37 pontos, o CEAP alcanou um resultado bem acima das mdias de todos os Estados brasileiros. *Entre as escolas privadas do interior do Rio Grande do Sul o CEAP a 8 colocada e no quadro geral do Estado tem a 20 posio. *Alm de alcanar as notas mais altas em cada bloco de conhecimento entre as es-colas de Iju, o CEAP teve, ainda, o maior percentual de alunos matriculados parti-cipando, de 91,3%, dado que aponta uma mdia bastante alta entre a totalidade dos alunos da escola.

    A recente divulgao dos resultados do Exame Na-cional do Ensino Mdio ENEM pelo Ministrio da Educao confirmou a constncia que o CEAP vem obtendo nos ltimos anos na prova. Novamen-

    te o CEAP ficou em 1 lugar no ranking entre todas as es-

    colas de Iju e se manteve entre as 20 melhores posicionadas no Rio Grande do Sul. Mas como se chega a esse resultado ano aps ano? O que se faz no CEAP para que os alunos cheguem l?

    Projeto Pedaggico CEAPNo h como esquecer o Projeto Pe-

    daggico da Escola. Construdo, estudado e constantemente avaliado, revisto e reestuda-do. Tem o aluno e o seu aprendizado como centro do processo. Um projeto pedaggico consistente inicia na Educao Infantil. O CE-APzinho o incio do projeto pedaggico do CEAP e a partir das turmas da Educao Infan-til as sries do Ensino Fundamental vo sen-do planejadas. Assim, o projeto pedaggico no estanque, mas aprimorado e ajustado s caractersticas de cada turma, da Educao Infantil ao Ensino Mdio.

    Carga horria expressivaO projeto pedaggico passa, ainda,

    pela previso de uma carga horria signi-ficativamente maior do que o mnimo exi-gido. No h como esperar que os alunos tenham resultados em avaliaes externas como o ENEM, por exemplo sem con-siderar esta varivel. Por duas razes b-sicas: os assuntos a serem abordados, os contedos, previstos nos Parmetros Cur-riculares Nacionais, no cabem na carga horria mnima exigida em Lei. E, h que se considerar ainda, que necessrio incluir as questes locais histria, geografia, ca-ractersticas, etc...do local onde os alunos vivem e onde a escola est inserida; outra questo: para aprofundar conceitos, cons-truir aprendizagem, h que ter tempo, e isto se busca com uma carga horria eleva-da. Cada conceito, cada contedo, precisa ser abordado, discutido, retomado. Mas, mesmo com carga horria acima do mni-mo, existe uma necessidade de proporcio-nar aos alunos atividades complementares alm dos tempos de aulas. Trabalhos em grupos, temas de casa, pesquisas, so per-manentemente solicitados, provocando os alunos a buscarem a construo do co-nhecimento e complementando as ativida-des de sala de aula.

    Apoio pedaggico aos professoresEsta uma caracterstica do CEAP. A

    presena constante das coordenaes peda-ggicas, divididas para os diferentes nveis, a fim de poder aprofundar tambm os seus

    conhecimentos, marca do CEAP. A coorde-nao pedaggica provoca reflexes, auxilia estas reflexes, amarra as diversas pontas do projeto pedaggico, apoia professores e pro-fessoras no seu dia a dia, participa do planeja-mento individual para, sempre de novo, trazer luz o projeto integral da instituio.

    Formao geral do alunoUm projeto pedaggico consisten-

    te, como o do CEAP, que produz resultados, passa, necessariamente, pela formao geral do aluno para alm das salas de aula. Ofe-recer oportunidades no esporte, no teatro, na msica caracterstica histrica do CEAP. E as oportunidades so um diferencial sig-nificativo no conjunto de conhecimentos e experincias que os alunos levam da escola e que se traduzem em resultados.

    SAC, pesquisaAlgumas aes merecem destaque

    dentro deste exitoso projeto pedaggico do CEAP, mesmo sem esgotar essa reflexo. Uma delas o SAC Sistema de Avaliao Continuada. um modelo aplicado ao Ensi-no Mdio que consiste na realizao de uma prova semanal, com os componentes cur-riculares divididos em blocos, que se utiliza do modelo de concursos vestibulares e do prprio ENEM, alm de se valer de questes utilizadas nestes exames, que exercita, sema-nalmente os alunos. Outro destaque para os Projetos de Pesquisa em moldes universi-trios - os alunos dos dois primeiros anos do Ensino Mdio enfrentam, no primeiro semes-tre de cada um dos anos, o desafio de realizar um projeto de pesquisa, com um professor orientador, e apresentar os resultados da sua pesquisa em uma feira, aberta comunidade e para uma banca e plateia em uma apresen-tao pblica. E outro aspecto o alto nvel de exigncia em todos os momentos.

    Gustavo Malschitzky

    Nosso tempo o que poderamos chamar de era do vazio, quando, segundo Juremir Machado da Silva, estamos menos carregados e mais livres, mais lcidos e me-nos dependentes, mais independentes e menos submissos, mais flexveis e menos engessados por engrenagens de poder em nome de verdades que se apresentavam como transcendentais ou universais. A gran-de questo, como apregoam os filsofos Alain Renaut e Hannah Arendt, : ser poss-vel educar em tempos de fim da autoridade?

    Nossa conscincia individual e co-letiva, diz Renaut, encontra-se estruturada por convices que temos como conquis-tas irreversveis do mundo moderno. Essa tambm a era da horizontalidade: todos so iguais, diz-se. Os alunos nos chamam de Paulo, Mrcia, Nelson, Joo...

    Uma crise de legitimidade ameaa abalar as instncias que tm como tarefa assumir a funo educativa. E entre elas est a escola.

    Um estudo de opinio revelou que a percentagem de franceses que acham que

    seria bom respeitar mais a autoridade au-mentou de 51% para 61% entre 1981 e 1999. H uma assero de Durkheim com um s-culo de idade asseverando: A liberdade filha da autoridade bem compreendida.Ou seja, embora tenhamos chegado a um novo tempo, democracia no esculhambao. Pueril ingenuidade acatar sem discusso a palavra de ordem em Maio de 68 segundo a qual seria proibido proibir.

    O CEAP diz constantemente no ideia de fim da autoridade. claro que a esco-la no cega aos processos em curso. S no est to segura quanto s facilidades do dis-curso progressista. Para que est o professor em sala de aula? Para um mero encontro? Para viver com os alunos, ser feliz? No, ele est l para dar aula. Fugindo ao hedonismo exacer-bado do nosso tempo, e para utilizar uma feliz expresso do professor Paulo Fensterseifer, o intuito da aula no dar prazer. Se der, tanto melhor. Mas o objetivo que seja aula.

    Uma questo importante me pa-rece ser que faz parte da prpria lgica da modernidade democrtica renovar todas as relaes de autoridade evidenciando que nenhum poder pode exercer-se, doravante, sem ter a preocupao de obter, de uma maneira ou de outra, a adeso daqueles a

    quem se exerce. o que o velho e bom Max We-ber chamara dar s relaes de autoridade uma dimenso contratual. Nas palavras de Renaut: Esse modelo , de fato, o que nos parece mais facilmente compatvel com o universo de-mocrtico, no sentido em que, num contra-to, os contratantes so, por definio, reco-nhecidos como iguais enquanto parceiros do acordo que empreendem concluir -, mas podem perfeitamente, por outro lado, entender-se para conceber atravs desse mesmo acordo uma relao desigual que faz emergir entre eles um poder. Em suma, podemos estabelecer por contrato que um ser, temporariamente ou num setor das nossas existncias, superior ao outro, pelo menos durante o tempo em que os contra-tantes permaneam de acordo nesse ponto.

    As regras so claras: quer estudar? Es-tamos a, conte com o melhor que individual e conjuntamente podemos fazer. Educao nossa especialidade, e disso no abrimos mo, isto no est para ser negociado.

    Joo Carlos CavalheiroProfessor de Filosofia no CEAP

    Joo Cavalheiro

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    FSSEIS EM MATAA turma de alunos do 6 ano teve a oportunidade de conhecer o museu ao ar livre de Mata, a nica cidade do mundo a ter caladas com rvores fossilizadas de mais de 200 milhes de anos. Na mesma viagem conheceram o Planetrio da UFSM e as grutas e cascatas de Nova Esperana do Sul.

    PELO INTERIORColnia Santo Antnio,

    Choro, Santana, Barreiro e Ita foram alguns dos distritos

    de Iju visitados pelo 5 ano. No passeio

    pelo interior os alunos observaram a paisagem

    interiorana, as atividades econmicas, escolas rurais e marcas

    da imigrao.

    AULA DE ANATOMIA

    A 7 srie conferiu de perto as

    semelhanas dos rgos de um

    suno com os do corpo humano. Em uma aula no GoodFish,

    em Coronel Barros, os alunos

    acompanharam a dissecao de um

    porco. A aula de sistematizao dos

    contedos teve envolvimento dos

    alunos fazendo cortes, com serra e

    bisturi, retirando alguns rgos e interagindo o tempo todo.

    FSICA PARA TODOSO Nvel 5 do CEAPzinho visitou o Laboratrio Fsica para Todos da Uniju. Depois de uma sequncia de atividades em sala de aula com uma srie de experincias interativas, as crianas tiveram a oportunidade de interagir com os experimentos do laboratrio da universidade.

    VIAJANDO PELO BRASILFoi intenso o envolvimento dos alunos do 7 ano com as pesquisas e posterior socializao dos resultados no projeto em uma exposio no ginsio que atraiu outras escolas. A sequncia do trabalho levou as turmas ao Vale do Taquari e Serra Gacha para visitas a Bom Retiro do Sul (eclusa do Rio Taquari), Teutnia (roteiro germnico e Lago da Harmonia), Imigrante (cactrio) e Bento Gonalves (epopeia italiana e Caminhos de Pedra).

    IJU CRESCE E SE TRANSFORMAO projeto do 5 ano do Ensino Fundamental levou os alunos a um passeio socioambiental pela cidade. Acompanhados do bilogo Joo Pedro Gehsing, da Secretaria de Meio Ambiente, passearam por alguns bairros para observar pontos importantes relacionados ao estudo ambiental.

    O CEAP marcou o dia do professor e do trabalhador em educao com homenagens na Casa CEAP no Parque de Expo-sies Wanderley Burmann, du-rante a Expoiju/Fenadi. Alm de celebrar com os colaboradores a data, a escola fez uma home-

    nagem especial a quinze funcio-nrios e professores que em 2012

    completaram pelo menos 25 anos de trabalho na escola.

    Em nome dos homenageados o ex-professor e atual funcionrio Horst Vogt Kessler fez um agradecimento es-cola e resgatou parte da histria pessoal dentro da escola, mostrando o significado da homenagem. O diretor do CEAP, Gus-tavo Malschitzky, ficou emocionado ao falar. Enfatizou a gratido da escola pelo envolvimento e dedicao de cada um. E anunciou que a partir de agora fica insti-tudo no CEAP a homenagem a todos os colegas que completarem data cheia a partir de 25 anos.

    Homenagens na Casa CEAP

    Celebrando os aniversrios de Iju e do CEAP

    Os colegas homenageados. Em p, da esquerda para a direita, com os anos de trabalho no CEAP: Clarice Ruwer (40); Horst Vogt Kessler (40); Jorgina Oliveira (34); Rosane Dalenogare (25); Antnio da Luz (34); Cezar Budel (27); Marli Kouckoureck (32); Marlene Mueller (30); Enedina Budel Casalini (32) e Elta Jarozewski (28). Agachados, a partir da esquerda: Maristela Oliveira (26); Ladir Pedroso (26); Ireneu Sauer (30); Cleci Goller (25) e Eliete Boger (28).

    Culto de gratido resgatou histrias de Iju e da escola

    Prefeito Fioravante Ballin e o diretor do CEAP Gustavo Malschitzky Alunos participaram da celebrao

    A comemorao de mais um aniversrio de coloniza-o de Iju, no dia 19 de outubro, teve um culto em gratido na programao da Expoiju/Fenadi. A celebrao, realizada pelo CEAP, aconteceu no Palco das Etnias, no Parque de Ex-posies, e tambm foi de agradecimento pelo aniversrio da escola.

    Alm do carter de agradecimento, o culto, conduzi-do pelo pastor escolar Luciano Martins, deu nfase histria de Iju e da escola, com base no texto bblico de 1 Samuel, em que um dos versculos diz At aqui nos ajudou o Senhor. Alunos do 5 ano tiveram participao especial nas oraes e leituras bblicas.

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    FSSEIS EM MATAA turma de alunos do 6 ano teve a oportunidade de conhecer o museu ao ar livre de Mata, a nica cidade do mundo a ter caladas com rvores fossilizadas de mais de 200 milhes de anos. Na mesma viagem conheceram o Planetrio da UFSM e as grutas e cascatas de Nova Esperana do Sul.

    PELO INTERIORColnia Santo Antnio,

    Choro, Santana, Barreiro e Ita foram alguns dos distritos

    de Iju visitados pelo 5 ano. No passeio

    pelo interior os alunos observaram a paisagem

    interiorana, as atividades econmicas, escolas rurais e marcas

    da imigrao.

    AULA DE ANATOMIA

    A 7 srie conferiu de perto as

    semelhanas dos rgos de um

    suno com os do corpo humano. Em uma aula no GoodFish,

    em Coronel Barros, os alunos

    acompanharam a dissecao de um

    porco. A aula de sistematizao dos

    contedos teve envolvimento dos

    alunos fazendo cortes, com serra e

    bisturi, retirando alguns rgos e interagindo o tempo todo.

    FSICA PARA TODOSO Nvel 5 do CEAPzinho visitou o Laboratrio Fsica para Todos da Uniju. Depois de uma sequncia de atividades em sala de aula com uma srie de experincias interativas, as crianas tiveram a oportunidade de interagir com os experimentos do laboratrio da universidade.

    VIAJANDO PELO BRASILFoi intenso o envolvimento dos alunos do 7 ano com as pesquisas e posterior socializao dos resultados no projeto em uma exposio no ginsio que atraiu outras escolas. A sequncia do trabalho levou as turmas ao Vale do Taquari e Serra Gacha para visitas a Bom Retiro do Sul (eclusa do Rio Taquari), Teutnia (roteiro germnico e Lago da Harmonia), Imigrante (cactrio) e Bento Gonalves (epopeia italiana e Caminhos de Pedra).

    IJU CRESCE E SE TRANSFORMAO projeto do 5 ano do Ensino Fundamental levou os alunos a um passeio socioambiental pela cidade. Acompanhados do bilogo Joo Pedro Gehsing, da Secretaria de Meio Ambiente, passearam por alguns bairros para observar pontos importantes relacionados ao estudo ambiental.

    O CEAP marcou o dia do professor e do trabalhador em educao com homenagens na Casa CEAP no Parque de Expo-sies Wanderley Burmann, du-rante a Expoiju/Fenadi. Alm de celebrar com os colaboradores a data, a escola fez uma home-

    nagem especial a quinze funcio-nrios e professores que em 2012

    completaram pelo menos 25 anos de trabalho na escola.

    Em nome dos homenageados o ex-professor e atual funcionrio Horst Vogt Kessler fez um agradecimento es-cola e resgatou parte da histria pessoal dentro da escola, mostrando o significado da homenagem. O diretor do CEAP, Gus-tavo Malschitzky, ficou emocionado ao falar. Enfatizou a gratido da escola pelo envolvimento e dedicao de cada um. E anunciou que a partir de agora fica insti-tudo no CEAP a homenagem a todos os colegas que completarem data cheia a partir de 25 anos.

    Homenagens na Casa CEAP

    Celebrando os aniversrios de Iju e do CEAP

    Os colegas homenageados. Em p, da esquerda para a direita, com os anos de trabalho no CEAP: Clarice Ruwer (40); Horst Vogt Kessler (40); Jorgina Oliveira (34); Rosane Dalenogare (25); Antnio da Luz (34); Cezar Budel (27); Marli Kouckoureck (32); Marlene Mueller (30); Enedina Budel Casalini (32) e Elta Jarozewski (28). Agachados, a partir da esquerda: Maristela Oliveira (26); Ladir Pedroso (26); Ireneu Sauer (30); Cleci Goller (25) e Eliete Boger (28).

    Culto de gratido resgatou histrias de Iju e da escola

    Prefeito Fioravante Ballin e o diretor do CEAP Gustavo Malschitzky Alunos participaram da celebrao

    A comemorao de mais um aniversrio de coloniza-o de Iju, no dia 19 de outubro, teve um culto em gratido na programao da Expoiju/Fenadi. A celebrao, realizada pelo CEAP, aconteceu no Palco das Etnias, no Parque de Ex-posies, e tambm foi de agradecimento pelo aniversrio da escola.

    Alm do carter de agradecimento, o culto, conduzi-do pelo pastor escolar Luciano Martins, deu nfase histria de Iju e da escola, com base no texto bblico de 1 Samuel, em que um dos versculos diz At aqui nos ajudou o Senhor. Alunos do 5 ano tiveram participao especial nas oraes e leituras bblicas.

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    Uma Casa para se sentir em casa. Esse foi o clima da Casa CEAP na ExpoI-ju/Fenadi. Logo na entrada do Parque de Exposies, o espao privilegiado de en-contro da famlia escolar e de muitos re-encontros, especialmente de ex-alunos, foi um ambiente agradvel e acolhedor, con-vivendo com o carter institucional do es-

    tande. A programao da escola na feira foi outro ponto forte na Casa CEAP. Voc confe-

    re aqui alguns dos melhores momentos da nossa participao no evento.

    A Casa CEAP na Expoiju/Fenadi sediou o evento em comemorao aos dez anos do Programa de Educao Financeira da Luterprev Previdncia Privada. O evento marcou, na regio, o lanamento do livro que registra o desenvolvimento do programa que pioneiro no perodo de 2002 a 2012. O livro contm o histrico do Progra-ma (presente em 17 escolas gachas e catarinenses da Rede Sinodal), a me-todologia utilizada em seu desenvol-vimento e um significativo nmero de relatos de alunos, professores e outros personagens envolvidos. Ao todo, dez professoras do CEAP (que parceiro da Luterprev no PEF), autoras de rela-tos de atividades ligadas ao Programa desenvolvidas na escola, foram presen-teadas e homenageadas no evento.

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    A Famlia CEAP na Expo

    Luterprev e CEAP lanam livro na ExpoijuO diretor de gesto mercadolgica da Luterprev, Paulo Dienstmann, e o diretor do CEAP, Gustavo Malschitzky, com as professoras da escola com participao no Livro. Da esquerda para a direita: Ftima Burtet, Carla Santos, Tainan da Rosa, Elisa Hammarstron, GilceGolnik, Simone Sabo, MarlovaGroth, a coordenadora do PEF no CEAP Mariluza Lucchese, Glucia Carr, Graziela Fiorin e Cristiane Keller.

    Que show! Essa foi a frase mais ouvida e que melhor resumiu, no dia dacriana, a atrao do CEAP na Expo. As bolhas gigantes de sabo divertiram pequenos e grandes e chamaram ateno de quem passou por ali.

    O personagem Pequeno Prncipe, que fez parte vrias atividades no CEAPzinho, virou atrao na feira. Na Casa CEAP ele recebeu as crianas acompanhado do Aviador, tambm personagem do livro O Pequeno Prncipe. E no faltou o avio.

    Poucos resistiram ao desejo de guardar em foto a passagem pela Casa CEAP colocando a carinha no Pencil Car. O display virou mania e divertiu muita gente na feira e, depois, nas redes sociais.

    A Banda Marcial Musical do CEAP fez sua tradicional apresentao de homenagem ao aniversrio de colonizao de Iju. A performance, pelas ruas do Parque foi muito aplaudida. PRESERVAO E HISTRIA

    O projeto Conhecer para Preservar oportunizou

    aos alunos do 6 ano uma viagem de estudos s Misses.

    Conheceram a Catedral Angelopolitana e o Museu em

    Santo ngelo. Depois foram ao stio arqueolgico das runas

    de So Miguel das Misses.

    DE OLHO NO TRNSITOEntender o trnsito, suas regras e sinalizaes. Este foi o objetivo de uma srie de aes do 2 ano do Ensino Fundamental. Uma delas foi a participao no projeto da Medianeira Transporte Urbano e da Coordenadoria Municipal de Trnsito de Iju chamado Sinal Verde para a Vida.

    CIDADANIAAlunos do 7 ano, 7 e 8 sries

    participaram de uma eleio simblica para escolher o prefeito

    e o vice da cidade entre os seis candidatos que foram apresentados

    pelos alunos da 8 srie. Pesquisas sobre legislao eleitoral, partidos

    e a palavra poltica antecederam o debate e a votao.

    CONVERSA COM A ESCRITORAAs crianas do CEAPzinho receberam a escritora Maria Helena Zancan Frantz. Ela teve momentos de interao com os alunos, contando histrias fazendo brincadeiras com elas. Os alunos, por sua vez, cantaram uma poesia da escritora que havia sido musicada e apresentaram releituras de poesias de Maria Helena.

    CONVERSA COM AUTORESA pesquisa sobre Iju feita pelos alunos do 5 ano ganhou reforo com a visita dos jornalistas Adhemar Campos Bind e Iara Soares. Bind o autor da coleo As etnias em Iju e, por conta disso, tem um vasto material que pesquisou para escrever os livros. Iara Soares foi a editora da revista Histria dos 121 anosde Ijuhy - Retrato Ilustrado, lanada em 2012.

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    Foi muito positivo o saldo da via-gem realizada a Melo, capital do Depar-tamento de Cerro Largo, no Uruguai, no final de novembro, pelo diretor do CEAP, Gustavo Malschitzky. Alm de apresentar o CEAP e o sistema educacional brasileiro a diretores e professores, o diretor, acom-panhado do assessor de comunicao da escola, Andr da Rosa, visitou escolas p-

    blicas e particulares da cidade. A proposta levada pelo CEAP

    de iniciar um relacionamento com visitas de professores e alunos foi apresentada em uma palestra na Biblioteca Juana de Ibarbourou para vrios direto