revista ceap - edição 12

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ROBÓTICA EDUCACIONAL Os benecios que essa nova pedagogia pode trazer às crianças Edição nº 12

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Revista Ceap - Edição 12

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  • ROBTICA EDUCACIONALOs benefcios que essa nova pedagogia pode trazer s crianas

    Edio n 12

  • Que agradvel reencontro depois de alguns meses. E at soa estranho di-zer que a primeira edio da nos-sa revista no ano depois das frias, algo que parece to distante. Afinal, desde fevereiro - na verdade, desde janeiro, com o CEAPzinho em Frias - a escola est em plena atividade, o que garante uma pauta cheia em nossa dcima segunda edio.A virtualidade - tema tratado sob uma

    tica interessante aqui ao lado - tam-bm est nas pginas destinadas aos

    textos de alunos, em que outros assuntos, como poltica e padres de beleza, tambm

    esto em debate. E tem um conto muito interes-sante que vale pena ser lido. Do conto s his-trias contadas. E so muitas na vida da entre-vistada desta edio. Rosane Hoffmann uma contadora de histrias que d vida a muitos personagens que interpreta e, muitas vezes, cria. Uma das grandes novidades na grade de opes extracurriculares do CEAP em 2012 o tema da capa desta edio: as aulas de Robtica. A Peda-gogia da Robtica o assunto em destaque, ain-da que os quase setenta alunos estejam numa fase inicial, mas no menos interessante, do processo. Interessantes so os inmeros projetos que acontecem em todos os nveis, sries e anos, com espaos nas editorias CEAPzinho e Mural.A galera aprende muito, tambm, viajando. Uma turma foi ao sul do Estado para uma ampla pesquisa de campo. Duas alunas foram estudar Alemo nas frias no rigoroso inverno europeu. Est tudo aqui. E voc ainda confere nosso lbum, por onde andam alguns ex-alunos e ex-professores, como eram os boletins de ou-tras pocas na Memria, alm das aes do Co-mit pela Vida, GEMLI e APPA e do Especial das Mes. Boa leitura!

    CEAP EM REVISTAN 12 - Maio de 2012Publicao do Colgio Evanglico Augusto PestanaEdio:Assessoria de Comunicao do CEAPProjeto Grfico: Z ComunicDiagramao:Cia de ArteJornalista Responsvel: Andr da RosaFale com a Redao: [email protected]

    Aproveitando o lema bblico do ms de maio, conforme as Senhas Di-rias, escrevo sobre o ineg-vel impacto e transformao que os avanos na rea tec-nolgica, especialmente na

    rea da comunicao virtual, tm nos proporcionado. No

    somente em atividades comer-ciais, empresas, escolas, mas tambm em nossas atividades religiosas a tec-nologia tem nos desafiado para uma transformao (ou seria adequao?) a um novo jeito de sermos di-vulgadores da Boa Nova.

    As no-tcias e acon-tecimentos do dia a dia so d i v u l g a d o s quase instan-taneamente nos diversos meios de comunicao atravs de re-des sociais, blogs, fruns, etc. O pr-prio modelo de relacionamento entre as pessoas mais jovens est mudando. Para muitos mais comum momentos de conversas virtuais atravs de redes sociais do que um relacionamento pessoal.

    Toda essa mudana alavanca-da pela rpida inovao tecnolgica que passamos. Os meios de acessos e consumo de informao esto cada vez menores e portteis, alm de fi-nanceiramente mais acessveis. De fato, o acesso ao ambiente virtual tem se tornado to intuitivo e porttil que muitas vezes o mundo real e virtual se confundem. Todo esse contexto pode

    representar uma grande oportunida-de para os segmentos educacionais e religiosos. Existem diversas possibili-dades na expanso virtual.

    Conforme o lema do ms, de fato nada recusvel, tudo que Deus criou ou deu capacidade ao homem para ser criado, deve ser aproveitado em benefcio do ser humano e usado com sabedoria para o bem de toda a humanidade. Porm, ns no pode-mos ficar refns da tecnologia e abrir mo de princpios cristos, como o convvio real entre irmos e irms em

    Cristo. Este convvio tem que acontecer no dia a dia, tem que ser presencial e nos diferentes locais de en-contro, sejam eles casas, es-colas, templos, isso para que

    seja proporcionado em comunidade o crescimento do indivduo e o fortale-cimento mtuo da f.

    Vejo um futuro cheio de pos-sibilidades e desafios pela frente e devemos nos preparar para aprovei-t-los a favor do Reino de Deus. No podemos ignorar as mudanas sau-dveis que temos sofrido devido ao crescente avano tecnolgico, mas devemos entend-lo e aproveit-lo sem nos tornarmos refns, especial-mente no que tange ao isolamento e individualismo que o virtual possa nos induzir.

    Luciano Miranda MartinsPastor Escolar do CEAP

    expe

    dien

    teOs Cristos do Futuro

    Tudo o que Deus criou bom e recebido com aes de graas, nada recusvel.

    Timteo 4:4

    | 0322 |

    Os velhos BoletinsRegistrava faltas, notas em cada matria, observaes sobre a conduta do aluno, a situao ao final do ano, se aprovado ou reprovado. Era conhecido como boletim, caderneta

    escolar, ou simplesmente registro do aluno, ou mesmo

    certificado. O Museu Escolar do CEAP rene vrios tipos de boletins de diferentes pocas.

    Este certificado quase uma re-lquia. De Brunhilde Sellins, da-tado de 1926, do Collegio Sy-nodal Santa Cruz (hoje Mau).

    Esta a capa do Registro do Alumno Ulrich Lw - funda-dor do jornal Correio Serrano de Iju e de quem o Museu Escolar do CEAP tem bom material - quando estudou no Collegio Baptista Ameri-cano-Brasileiro em 1924.

    Carlos Alfredo Por-cher cursou a 2 s-rie do Cientfico do CEAP em 1957. Aqui est o boletim, onde consta, na anotao interna, como resulta-

    do final, que foi pro-movido.

    Esta Caderneta Escolar foi da aluna Eda Gehrke de 1956 a 1959, da 1

    4 srie. Mais tarde ela foi professora no CEAP.

    Caderneta Escolar que pertenceu ao aluno Ludwig Reichardt Filho, usada de 1950 a 1953.

    Em 1979 o boletim tinha formato ligeiramen-te diferente. Este era da aluna Irma Cristina Schwartz, que cursava a 5 srie.

    Mes para sempreO ms de maio nos remete a homenagens e atividades que marcaram o Dia das Mes no CEAP em outros tempos.

    Em 1983 mes de alunos participaram de uma integrao na Cova.

    Em 1984 um grupo de crianas canta em homenagem s mes em um ch promovido pelo Clube de Mes da escola.

  • 04 |

    O desafio de educar para a humanizao

    | 21

    Se hoje sou professor, esse vnculo veio a partir da pr-tica esportiva no CEAP, que era muito incentivada. O depoimen-to do ex-aluno que entrou na Pr-escola no CEAP e estudou at o 3 ano do Segundo Grau, curso de Anlise Qumica, em 1977, e que hoje professor de Educao Fsica na Uniju. A escola abriu essa possibilidade de crescer pro-fissionalmente pela participao nas equipes que representavam o CEAP, principalmente voleibol

    e basquete, acrescenta. No por acaso que ele lembra, com carinho,

    de professores como Arno e Dircema Krug, Elenor Kunz, Dante e Egon Matz.

    Eles foram referncia de dedicao, de competncia. Referncia no sentido de conhecimento e disciplina, afirma Car-lan.

    Dos tempos de Pr-escola o ex-aluno lembra dos vrios piqueniques, na Linha 3. Era uma viagem. A gente ia de nibus. Lembro do grupo de dana com a professora Brendler. No havia teatro na poca, mas as danas gachas incentiva-

    vam muito a gente. Entre os colegas, ele cita Antnio da Luz, que trabalha no CEAP atualmente, Guto Mallmann, Snia Burtet, Marins e ngela Sandri, irms da profes-sora Vera.

    Paulo Carlan lembra de um epi-sdio em 1968, quando foi institudo o AI-5, em plena ditadura militar. Reuni-mos um grupo da turma do CEAP e fo-mos protestar em frente prefeitura. Foi um ato dos alunos, sem articulao dos professores. No sabamos muito bem o que era o AI-5, lembra, rindo, trazendo memria, tambm, a disciplina rgida que havia na escola. No era permitido usar cabelo comprido.

    Para a vida, do CEAP, levou a or-ganizao, o comprometimento, a discipli-na. Isso tudo, mais o respeito pelas pesso-as, marcou minha vida e minha profisso at hoje. Ele lembra das aulas de Fsica onde hoje o miniauditorio com o profes-sor Richard Steinke, com as meninas de um lado e os rapazes de outro. E tem saudades das prticas esportivas, dos jogos inters-ries, do Grmio Estudantil, dos torneios de xadrez. Havia concursos de poesia esti-mulados pelo GEMLI, lembra.

    Paulo Carlan tambm foi pro-fessor no CEAP, de 1985 a 1987. Cursou Educao Fsica na Universidade Federal do Rio Grande do Norte e trabalhou com Basquete e Educao Fsica no CEAP. A experincia foi interessante. Foi um reco-nhecimento, primeiro, enquanto aluno, e tambm profissional. Desse perodo ele ressalta as amizades feitas com os alu-nos. E continua jogando basquete com os agoara ex-alunos daquele perodo.

    Paulo Carlan doutor em Edu-cao Fsica pela UFSC e foi orientado por um ex-professor dos tempos de 4 srie no CEAP. Atua na Uniju e trabalha com projetos indgenas na Reserva do Guarita.

    O CEAP me ensinou a buscar meus objetivos, atravs dos estudos, e tambm a ter considerao por outras pessoas, educao e disposio para aprender. Me deu boas amizades e me permitiu conhecer pessoas maravilhosas. A ex-aluna concluiu o Segundo Grau no CEAP em 1998. Desde a 2 srie estudava na escola, que segundo ela, exerceu vrias influncias na vida. Influenciou minha percepo de que eu gostava de escrever e sentia necessidade disso. A escolha da profisso, muito precoce - entrei na uni-versidade com 17 anos - foi mais influen-ciada por conhecidos e informaes que recolhi. Mas claro que assimilamos coi-sas durante a infncia e adolescncia que ficam em nossa memria consciente ou subconsciente e muitas delas no colgio. Tudo o que vivi no CEAP se tornou uma parte do que eu sou agora.

    As memrias dos tempos de esco-la vem fragmentadas: as provas de mate-mtica, professores contagiantes, os re-creios, as semanas da escola... Professora Eliete Boger, sempre animada, Lula, de Matemtica, que conseguia fazer da pa-vorosa - para mim - Matemtica algo um pouco atraente, o professor Renato, de

    quem digo a mesma coisa, e a professora Rosana, l da quarta srie, que era queri-da e atenciosa. Tambm a Claudinha da Educao Fsica, o Paris da Fsica, o Irineu e as foinha, as aulas de Tcnias Domsti-cas e outros professores que foram muito marcantes. gratificante olhar para trs e perceber que tantos professores trabalha-vam com amor.

    Com alguns colegas, mantm amizade at hoje, com outros o contato distante. Tive e tenho grandes ami-gos na escola: Ruth, Queila, der, Caro-lina, Joice, Letcia Bhrer, Karine Grimm, Ana Brendler, Oscar.... No recreio Leila conta que fi-cava na escada normalmente com amigos de outra turma. Ela confessa que depois de ter sido muito levada nas primeiras s-ries, passou a ser muito tmida. Uma vez ganhou um concurso de desenho na escola. No con-tou pra ningum porque no queria ser exibida. Chegou a fazer parte de um time de futsal feminino da escola, que ainda era um pouco raro na poca e no durou muito tempo.

    Depois da escola Leila fez gradu-ao em Desenho Industrial - Programa-o Visual na UFSM, fez especializao em Expresso Grfica na PUC/RS e mestrado em Comunicao Social na mesma insti-tuio. Atualmente d aulas e escritora, tendo publicado o romance Reencontro (www.leilakruger.com.br). Escreve roman-ces, poemas e contos e pretende seguir a carreira literria e nunca perder a von-tade de aprender e a alegria de criana ou adolescente, que um dia tivemos no colgio.

    O encontro de acolhida realizado no incio do ano letivo de 2012, com professoras da Educao Infantil e dos Anos Iniciais do CEAP, foi o motivador para a realizao dessa elaborao. A proposta de trabalho foi

    pautada inicialmente no vdeo As trs palavras divinas, conto de Leon

    Tolstoi, produo Cenas Abertas, da Rede Globo.

    A obra prope a reflexo a partir de trs questes: O que move os homens? O que no sabem os homens? O que tem os homens? Assim as professoras foram desafiadas a estabelecer a relao entre as respostas das questes e seu cotidiano docente, sempre envolto em situaes da vida e das vivncias infantis, com toda a sua alegria, suas inseguranas, seus medos, seus desejos e vontades, enfim.

    Refletir sobre as diferentes dimenses do processo de educar certamente um desafio, e na sociedade contempornea se impe ainda maior. Procedimentos metodolgicos, dilogo com as famlias, prticas inovadoras, avaliao, entre outros temas nessa linha, esto sempre em destaque nos encontros pedaggicos, nas escolas.

    Partindo de Projetos Pedaggicos da Escola, pode-se implementar propostas de reflexo a respeito de princpios e valores que embasam as prticas cotidianas. Neste sentido, relao dialgica entre pedagogia e luteranismo, sugere que as elaboraes educativas se construam fundamentadas na observao e vivncia do amor, da compaixo e da alteridade, compreendendo que o objetivo maior educar para a coletividade.

    O currculo escolar , sem dvida, um dos elementos do cotidiano da escola de maior contribuio na formao de pessoas, nas dimenses culturais, socioafetivas e cognitivas. Se

    tambm constitudas pelo currculo, e por este, s vezes, reinventadas, imperativo refletir e avaliar constantemente a respeito da contribuio efetiva deste na formao de identidades, no desenvolvimento humano e na produo cultural da sociedade.

    Na Escola, o currculo se materializa por meio das prticas pedaggicas, sendo estas o elemento de mediao que propicia a humanizao. Por isso, vivncias cotidianas pautadas no amor, na compaixo e no compromisso com o futuro contribuem para que a educao, como formao humana, seja alcanada. No obstante, diferentes dispositivos pedaggicos inovadores no so suficientes para que isso se realize. So necessrias sim, as pessoas.

    As pessoas so a centralidade do currculo, por isso a importncia de aliar os fazeres educativos com vistas formao humana, compreendendo todos como aprendentes, isto , na medida em que os profissionais buscam a humanizao como essncia do processo educativo, tambm se formam (se tornam) mais humanos para a vivncia

    de suas vidas. Educamo-nos medida que

    interagimos, pois na interao que reconhecemos. Ao caminhar no sentido do reconhecimento do Eu, na perspectiva do outro, educamo-nos para a cooperao, para a elaborao e construo coletiva, para o bem comum. No espao escolar o exerccio do reconhecer-se constante, pois as diferentes formas de interao, que so mediadas pela proposio de atividades intencionalmente planejadas, articulam a vivncia do dilogo, do respeito diversidade de sujeitos e suas opinies.

    Na escola, portanto, ao se refletir com as crianas e com professores, sobre diferentes situaes de vida ou no vida, possvel simular vivncias de alteridade e busca de compreenso de contextos que geram o educar de sentimentos, a visibilidade de posies e a elaborao de argumentos, a busca de alternativas como caminhos e possibilidades para a soluo de conflitos.

    Deizy Ritterbusch SoaresMariluza da Silva Lucchese

    Coordenadoras Pedaggicas do CEAP

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    Ela no s a responsvel pela Biblioteca Infantil e a professora da Hora da Con-to. Rosane Schmidt Hoff-mann d vida a vrios per-sonagens que fazem parte

    da prpria histria de muitas crianas do CEAP. E talvez de

    voc que esteja lendo essa en-trevista. Ser que ao menos no

    ouviu falar no Amigo Livro, ou no Senhor Alfabeto, ou tenha visto fotos de um abrao de braos com-pridos, que no paravam de crescer, ou de um outro abrao, em formato de corao, que queria ganhar abra-o de todo mundo no primeiro dia de aula? Tudo isso passa, ou sai, da cabea dessa professora, que tem mais de 30 anos (22 no CEAP) de criatividade dedicados s crianas.

    Voc muito criativa. De onde surge tan-ta ideia?Venho de uma gerao que a gente dava conta da Educao Fsica, da Msica, enfim, de atividades que hoje so especiais. A gen-te precisava ser ecltica, precisava dar conta de tudo. Isso contribuiu para encontrar sa-das para dar retorno para essa lado imagin-rio, ldico, fantasioso, da criana. Ela espera isso. preciso dar alternativas para contar uma histria atraente, que chame ateno das crianas, que faa elas pararem para ou-vir, se concentrarem. Isso vai te desafiando para encontrar maneiras mais agradveis de contar uma histria, por exemplo. A prpria criana nos impulsiona para isso, porque ela tem toda uma expectativa, ela ldica por natureza. No momento que tu propes con-tar uma histria, ela j cria uma expectativa. E gostar importante, te faz inovar, buscar coisas novas...

    Como a busca pelos personagens? Como eles surgem? s vezes a partir do projeto que o professor trabalha em sala de aula. O prprio projeto inspira o personagem. Ou, dependendo da histria, ela mesma te inspira. Belelu, por exemplo, trabalhava com a questo da or-ganizao das crianas. O personagem es-tava ali, bastou recri-lo. No Amigo Livro o personagem foi criado a partir do projeto. Ele se transformou em uma pessoa e tam-bm pode existir em fantoches. O Abrao, que recebe as crianas da escola, surgiu da ideia de receber as crianas. Algum disse vamos criar um personagem. Sobrou pra Rosane. Criei o Quero um abrao e encar-nei o personagem.

    O que acontece com as histrias que so vividas por personagens?O retorno na biblioteca imenso. So os livros mais retirado. Essas histrias passam a ter um sentido real para eles. Mesmo eles j tendo lido, conhecendo a histria, retiram mais de uma vez. muito legal.

    Como o desafio de gerar interesse nas crianas?A criana to ldica, to especial, que qualquer coisa que voc traga de diferente para contar uma histria para ela se torna atrativo. Um p, um carimbo que coloca na mo, se torna um smbolo precioso para ela.

    Foi assim com o Senhor Alfabeto. Eu precisa-va levar algo para os alunos do 1 ano. Com-prei sopa de letrinhas, passei spray dourado, fiz pequenos saquinhos e com eles produzi chaveirinhos com letras que iam ajudar a aprender a ler mais rpido. Muitas crianas chegam a dormir com o chaveirinho. Peque-nas coisas tem um sentido grande Como a interao com as crianas, o re-torno delas?Isso muito especial. Elas sabem que sou eu quem vive os personagens. Mas viajam junto nessa imaginao, acreditam que o personagem est ali, mesmo sabendo que sou eu. E vem me contar o que aconteceu, o que eu disse, o que foi feito, como se eu no soubesse de nada. Eu entro no jogo de-les tambm. muito gratificante e emocio-nante. O meu termmetro so eles. Quando pararem de fazer isso no ter mais sentido fazer o que eu fao. Eles curtindo, esperan-do, o que eu preciso para manter o per-sonagem.

    Que incentivo voc d aos pais?Contem histrias. No precisa se fanta-siar. Basta gostar de histria. s contar com prazer, com vontade, com alegria, vi-ver a histria. Eu contava para meus filhos quando ainda estavam na minha barriga. Depois, quando estavam crescidinhos, no fazia nada do que fao aqui na escola, mas eles se interessavam por histrias, pelos li-vros. E deem chance de os filhos contarem histrias para os pais, tambm. uma troca interessante.Um momento de carinho e de aconchego.

    A contadora de histrias

    20 |

    PGINA 20

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    (BOX)

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    Uma tarde de homenagens para elas

    Ch em famlia

    O Centro Evanglico ficou cheio de carinho na tarde do dia 5 de maio. Foi quando as mes do CEAP foram homenageadas no Ch das Mes, evento realiza-do pela APPA em parceria com a escola. Alm de compartilharem o delicioso ch com as famlias, as mames curtiram as apresenta-es musicais especiais das crian-

    as e do Conjunto Instrumental do CEAP. O Coral Infantil participou e

    tambm um grande grupo de crianas do CEAPzinho e dos Anos Iniciais, que formaram um grande coral. Rodeadas pelo carinho dos filhos, netos, esposos... as mes aproveitaram a tarde, que teve, ainda, o sorteio de prmios.

    Famlias lotaram Centro Evanglico para homenagens s mes

    Conjunto Instrumental fez vrias apresentaes

    Crianas formaram grande coral no ch

    Coral Infantil cantou para mames

    Rosane e o boneco Amigo Livro

    Visitando o 1 ano como o Senhor Alfabeto

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    Hoje em dia as pessoas se sentem mais vontade falando em um bate-papo do que pessoalmente. Isso, muitas vezes, as prejudica, pois esquecem da realidade para viver em um mundo virtual.

    Redes sociais, chats e outros meios de interao oferecidos pela Internet so usados para a realizao de encontros virtuais, as-sim melhorando os seus relacionamentos, j frustrados na vida real.

    As amizades pela Internet surgem atravs de convites para redes sociais, bate-papos e sites de relacionamentos.

    Voc mantm um contato permanente com o amigo pois sempre estar conectado e poder falar com ele no momento desejado, podendo realizar amizades de vrios lugares do mundo e at mesmo se a amizade for forte e verdadeira voc pode visitar o amigo e transformar o sentimento em duradouro e fraterno.

    H pontos positivos, mas tambm existem os negativos, pois voc no sabe se a pessoa est levando a srio o relaciona-mento ou se est levando como diverso passageira.

    Em vrias ocasies, ficamos em dvida se o parceiro de bate-papo est sendo verdadeiro ou mentindo sobre a sua vida. Por isso, devemos cuidar com quem estamos falando ou se o site de bate-papo seguro, pois as amizades no mundo real so mais importantes, sinceras e seguras.

    Ento, fica a dica: separem o virtual do real, mesmo que as amizades continuem em seus pensamentos e faam parte de sua vida.

    Bruna Dorneles7 srie do Ensino Fundamental

    Mundo Virtual x Mundo Real

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    Uma das principais conquistas da Associa-o de Pais, Professores e Funcionrios do CEAP, a APPA, na gesto dos ltimos dois anos, con-cluda em abril, no foi apresentada no relatrio de aes ou no financeiro e patrimonial. O maior avano foi no campo do envolvimento de pais e mes com a causa da APPA e da escola. Historica-mente instituies como esta encontram na falta de tempo e da disposio para o compromisso a

    maior dificuldade para implementar novas ideias e aes. Aos poucos, e com um pouco mais do que

    poucos, verdade, essa lgica comea a mudar na co-munidade escolar do CEAP.

    A opo por eleger uma diretoria mais enxuta para o novo mandato - a presidente Tnia Arbo Persich foi re-eleita - sem departamentos especficos foi proposital. Temos um bom grupo de pais, que queremos ver am-pliado, que sempre est junto, disposto a ajudar. Eles no fazem parte da diretoria, mas formam uma equipe que em vrios momentos est trabalhando conosco, enfatiza a presidente. A parceria qual ela se refere comeou com alguns pais representantes de turmas que passaram a se envolver mais com a APPA a partir de algumas reunies, que se transformaram em encontros sociais, com jantares descontrados em que, entre uma conversa e outra, as ideias para a escola dos filhos foram discutidas.

    Dar continuidade ao que vinha acontecendo at aqui - em termos de investimentos e principalmente em envolvimento das famlias - algo que est claro para a nova diretoria da APPA. Mas alguns avanos vo ser buscados. No queremos pensar apenas em melhorias fsicas da escola. Queremos, por exemplo, investir na formao do grupo de professores, que esto todos os dias com nossos filhos. Outra ideia criar um movimen-to, como existe em outras escolas da Rede Sinodal, para

    Famlias mais perto da escola

    A proposta de integrao segue passando pelos eventos como a feijoada em homenagem ao Dia dos Pais e o almoo de integrao das famlias do CEAPzinho

    Nova diretoria: Tnia Persich (presidente), Guilherme Fengler, (vice), Neusa Ott (tesoureira), Maristela Casagrande (1 secretria) e Sirlei Fengler (2 secretria)

    Aproximao: pais e mes discutem a escola em reunies jantaresevitar o consumo de lco-ol por nossos jovens em festas que envolvam a co-munidade escolar, como, por exemplo, formaturas. As entidades pblicas es-to preocupadas com isso e queremos trabalhar na conscientizao das fam-lias nesse sentido, adianta a presidente. As parcerias com o Grmio Estudantil e com o Centro de Professo-res e Funcionrios tambm esto na mira da APPA.

    A corrupo no Brasil est em quase todo o gover-no federal. E ela vem crescen-do. Na Cmara difcil achar algum poltico de ficha limpa. Mas por qu? Se todo o pas tem o governo que merece o Brasil deveria ter um governo de trabalhadores esforados.

    O problema que esse povo trabalhador influenciado dras-

    ticamente com crenas eleitorais ilu-srias. Quase 1/5 da populao sabe da existncia do voto nulo. Mas porque o resto no sabe?

    O Brasil um dos pases mais cor-ruptos do mundo. Estimativas apontam que so desviados pela corrupo cerca de 82 bilhes de reais por ano. Nos lti-mos 10 anos foram desviados dos cofres brasileiros 720 bilhes de reais. Com 1/3 do dinheiro da corrupo poderamos erradicar a fome no Brasil e ainda sobra-ria dinheiro. Mas se a cada quatro anos acontecem eleies, por que ainda existe corrupo? um sistema muito grande, que envolve muitas pessoas. Muitos car-gos de confiana esto designados a po-lticos corruptos que s buscam favorecer a si mesmos.

    Mas para a salvao do dinheiro pblico existe o voto nulo. Grande parte da populao no tem ideia da existncia dele. sempre submetida a uma escolha para a votao qual o menos corrupto?. A populao brasileira geralmente no sabe, pois controlada pela mdia que controlada indiretamente ou diretamente pelo governo federal. O voto nulo feito da seguinte maneira: basta pressionar o 000 + TECLA VERDE, e o voto nulo est computado. A mdia geralmente no mos-tra as propagandas de votos nulos, pois sabe que arriscado, est sempre implcito ou vote naquele, ou neste.

    Segundo a legislao brasileira, se houver 51% de votos nulos em uma elei-o obrigatrio haver nova eleio com candidatos diferentes daqueles que parti-ciparam da primeira. Mas se existe tanta corrupo, por que a populao toda no vota nulo? Pois ningum procura algo sobre, ningum pesquisa, ningum est interessado em saber sobre isso. Poltica chato, diz a maioria. Ento vamos viver nossas vidas inteiras sendo roubados por pessoas que ns mesmos colocamos no poder. As pessoas so to influenciadas que votam no primeiro candidato que oferece ajuste salarial ou melhores con-

    dies de vida.Hoje em dia funciona assim: o

    mundo de espertos no de inteligen-tes. Ganha quem trapaceia, quem rouba. O humilde no tem lugar na sociedade. Tudo est relacionado a isso. Por exem-plo, nosso antigo presidente Lula estudou apenas at a 8 srie e foi presidente de uma nao grandiosa. Collor roubou mi-lhes do Brasil e nunca foi preso, nunca devolveu o dinheiro, apenas passou de rico para milionrio.

    Ento, para no deixar os corrup-tos se elegerem a populao tem que comear a ter atitude, se impor diante da corrupo, tem que criar voz, ir para as ruas, protestar, lutar por um pas me-lhor sem desigualdade social. Temos que lutar por uma vida melhor, estabelecer nossos direitos de cidados, acabar com as injustias e, para isso, temos que votar conscientes, nos informar sobre os polti-cos que esto se candidatando, pesquisar, pois o voto faz a diferena. Temos que dar um basta e votar nulo at que no haja mais corrupo. Cada pas tem o governo que merece, chega de corrupo.

    Yuri Groth dos Santos1 srie do Ensino Mdio

    Voto Nulo

    appa

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    Nos dias atuais a beleza exterior supervalorizada, fazendo com que ho-mens e mulheres busquem a cada dia a perfeio esttica. Os moldes de beleza oferecidos sociedade a pessoa magra, com curvas salientes e sem defeito. Po-rm nem sempre foi assim. Na Idade Mdia, os padres de beleza eram mulheres mais cheinhas com algumas dobrinhas na regio supe-rior dos quadris, pois se acreditava que as mulheres com o abdmen maior teriam mais fertilidade e capacidade na gravi-dez. O tempo foi passando e, na dcada de 80 do sculo XIX, o esteretipo para as

    mulheres eram peles brancas, bochechas rosadas com vestidos longos e a famosa bunda empinada. Hoje, sculo XXI, homens e mu-lheres fazem cirurgias plsticas para mo-dificarem seus corpos, tais como o im-plante de silicone nos seios e ndegas As mulheres querem se sentir melhores ou mais desejadas pelos homens. Adoles-centes e crianas em desenvolvimento j se veem preocupadas com a aparncia e querendo se modificar, tambm usando recursos alm das cirurgias, como tatu-agens, maquiagens, piercings e tambm do uso de roupas de marcas caras e dife-

    renciadas. Em um mundo de aparncia, a influncia das pessoas vem de revistas de moda e novelas, mostrando o padro que todas as mulheres devem buscar e fa-zendo as pessoas at terem problemas de sade como Anorexia e Bulimia. Aparn-cia algo passageiro, hoje pode se estar bonita, porm amanh quem sabe no. preciso combater as mdias a mostrarem apenas pessoas perfeitas e deixar de iludi-las com vidas que no existem.

    Tiago Nikitenko Jagmin2 srie do Ensino Mdio

    Transformers

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    Queremos dar mais transparncia nas aes. Assim comea a conversa com os no-vos presidente e vice do Grmio Estudantil Monteiro Lobato, Re-nan Zientarski e Aman-da Copetti. Eleitos jun-

    to com a nova diretoria numa disputa que teve

    mais uma chapa no come-o de abril, eles defendem um envolvimento maior dos alunos para gerar mais felicidade para o grupo de alunos do CEAP, afirma Renan.

    Quando fala em felici-dade, o presidente diz que s vezes, com a rotina da escola, com muitas tarefas, os alunos precisam renovar o nimo. Para isso estamos disponibilizando a mesa de pingue-pongue no recreio, cada dia da semana para uma srie, vamos trazer Bandas eventualmente no re-creio, vamos reformar a mesa de pebolim, distribuir lanches,

    negociar o prolongamento de alguns recreios....

    Depois da posse, o trabalho comeou com uma grande faxina na sala da enti-dade. Havia uma placa l em que estava escrito entrada so-mente para pessoas do setor. Tiramos essa placa e quando estivermos l a porta vai estar sempre aberta, a no ser que estivermos em alguma reunio. O GEMLI de todos os alunos, afirma o novo presidente, que defende, tambm, a divulgao dos valores arrecadados e gas-tos pelo Grmio Estudantil para os alunos.

    Sobre a questo da re-presentatividade do GEMLI, Zientarski e Amanda afirmam que deixamos bem claro du-rante a campanha que quere-mos ser uma voz dos alunos perante a escola, em caso de problemas, reivindicaes, con-ferir direitos e tambm deveres dos alunos na escola. Para isso existe o GEMLI.

    Grmio estudantil de portas abertas

    Para acompanharDurante a campanha, a Chapa Ao apresentava as se-

    guintes aes como propostas para 2012, que precisam, agora, ser acompanhadas pelos alunos.

    *Manhs e tardes culturais, sociais, esportivas e saudveis para di-nmica entre alunos e professores*Arauto trimestral, editado pelos alunos para os alunos*Palestras e atividades sobre assuntos atuais e polmicos de inte-resse geral*Dias D (Dia D sade com profissionais na rea da sade), alm de outras datas a serem combinadas*A Gincana ser anual e por turmas, com vrias atividades que contaro pontos (Bandas Cover, Tarefao, Campanha do Agasalho, Concurso de Dana...). No final, a turma vencedora receber um prmio surpresa!*Dia no Good Fish ou Campo do CEAP para realizao de provas da gincana, alm de uma atrao musical/banda para diverso de todos noite.*Distribuio de lanches, alm de programaes especiais no Dia do Professor, Dia do Aluno, Semana Farroupilha, entre outras datas*Escolha pelos alunos dos professores + +*Carteira Estudantil bancada pelo GEMLI*Aulas de lutas/esportes marciais com professor para despertar o interesse nos alunos*Escolha do Rei e Rainha que representaro a escola em eventos*Festa do Rei e Rainha com participao de outras escolas particulares*Mesas de pingue-pongue e pebolim reformadas e disponibilizadas para os alunos durante o turno da manh*Cinema (realizado fora dos horrios de aula, com distribuio de lanches)

    Renan e Amanda: GEMLI de todos

    A diretoria do GEMLI 2012

    A amizade mais forte que a vinganaEra uma vez no rei-

    no da Babilnia uma prin-cesinha chamada Luana. Ela adorava brincar com os animais e se sujar na lama. Tinha professores particu-lares. Seus pais, o rei e a rainha, no gostavam que

    ela sasse do castelo, pois o reino era cercado por uma

    floresta onde moravam bruxas e feiticeiros.

    Um dia Luana decidiu ver o mundo atravs dos muros. Subiu em uma rvore e pulou para fora do castelo, cada vez mais encan-tada com o que via. Ela s no sa-bia que estava sendo vigiada por Violeta, uma bruxa diferente, sem verruga ou algo do tipo. Tinha ca-belos ruivos e encaracolados, olhos azuis. Mas em vez de corao, havia uma pedra de gelo. A malvada que-ria envenenar Luana por vingana, pois ela era apaixonada pelo rei, que no lugar da bruxa escolheu a atual rainha.

    A bruxa tinha uma filha que se chamava Teresa. Como Teresa

    e Luana tinham a mesma idade, a bruxa lhe deu um anel que conti-nha uma substncia que mataria a princesa. Teresa comeou a se aproximar de Luana para cumprir o pedido da me, mas as duas vira-ram amigas. Um dia Luana e Teresa iam se encontrar para brincar, mas o rei descobriu o destino de sua fi-lha e defendeu-a de Teresa.

    Nesse momento Violeta apareceu. Mas as duas viraram mui-to amigas, ento Teresa, desafiando a me, jogou o anel no cho o que-brando em mil pedaos. Violeta, de tanto desgosto, virou muitas penas coloridas.

    No fim, Teresa foi morar no castelo com Luana e as duas foram para sempre amigas.

    Giovanna Marques Burtet6 ano do Ensino FundamentalCriao livre produzida a partir da retomada dos contos maravilhosos e do texto narrativo trabalhado nos anos iniciais.

  • 08 |

    Comit prepara 3 Mercado das PulgasA terceira edi-

    o do Mercado das Pulgas vai aconte-cer no dia 16 de ju-nho. Esta ser uma mudana neste ano, ou seja, o fato de se concentrar em um dia

    apenas, funcionan-do das 9 s 18 horas

    sem fechar ao meio-dia. Novamente nas dependn-

    cias do CEAP, o evento dever atrair um pblico expressivo. No ano passado foram cer-ca de trs mil consumidores e mais de cinco mil itens em mercadorias.

    A proposta do Mercado das Pulgas j est consolidada em Iju. A ideia de recomercia-lizao e de reaproveitamento

    ganhou um espao impor-tante, tanto que h uma certa curiosidade geral em saber que mercadorias diferentes iro surgir no mercado neste ano. Neste sentido a coordenadora do Comit pela Vida, entidade que promove o evento, enfati-za a importncia de todos os setores da sociedade ijuiense participarem no apenas como consumidores mas tambm como doadores.

    Para alm da proposta da recomercializao e do re-aproveitamento, aqui em Iju o Mercado das Pulgas tem essa caracterstica de ser, tambm, solidrio, uma vez que sendo promovido pelo Comit pela Vida ele reverte seu lucro para fins especficos, salienta M-

    nica Brandt. Neste ano os va-lores arrecadados sero des-tinados para o Lar da Menina Bom Abrigo, para a Sabeve e

    para um Fundo de Crdito Ro-tativo destinado aquisio de material didtico para alu-nos bolsistas no CEAP.

    O envolvimento de alunos e famlias da escola atendendo a um pedido do Co-mit pela Vida permitiu que a Pscoa fosse mais doce para vrias pessoas em Iju. A ini-ciativa do Comit consistiu em solicitar do-aes de chocolates s famlias para mon-tar ninhos para as instituies que abrigam crianas e adolescentes na cidade.

    Nas reflexes de Pscoa realizadas durante a Semana Santa pelo pastora-do escolar aconteceram as entregas das doaes pelas crianas. Como o volume de doces doado foi surpreendente, vrias instituies puderam ser contempladas. Assim o Comit pode confeccionar ninhos individuais para as cinquenta internas do Lar da Menina, que foram entregues em uma celebrao com integrantes do Comi-t pela Vida com participao do pastor es-colar Luciano Martins. Tambm foram con-templadas, com ninhos personalizados, as crianas do MEAME, alm das instituies, Lar da Criana Henrique Liebich, Sabeve e Casa da Criana Feliz.

    Recomercializao proposta do evento

    A marca do Comit

    Depois de tantos anos o Co-mit pela Vida, brao social da esco-la, precisava de uma marca. E agora tem. Ela leva as cores do CEAP, com smbolos que remetem ao cuidado, carinho, solidariedade, fraternidade, envolvimento e aconchego, uma vez que possvel imaginar um cachecol, um abrao,um corao, mos e iden-tificar, ao centro, a flor de Lutero, a mesma que est na logo do CEAP.

    Pscoa solidria

    Coordenadora do Comit recebe simbolicamente doaes

    Doces permitiram contemplar vrias entidades

    | 17

    Turminha do Tempos de Criana vai s compras. Na volta prepara uma deliciosa salada de frutas

    Entre as vrias celebraes de Pscoa no CEAP, as turmas do turno da manh participaram do lava ps. Crianas do CEAPzinho celebraram a ceia, que teve o po que elas mesmo haviam confeccionado

    Dia de reencontro: egressos de 2011 inauguram foto na galeria de ex-alunos do CEAP

    Campo do CEAP recebe alunos do 4 ao 6 ano para o Dia de Convivncia

    Famlias e professoras participam de dinmicas em reunies que discutiram o projeto pedaggico do CEAPzinho: Aprender a viver juntos, aprender a viver com os outros

  • | 09

    O projeto deste ano do CEAPzinho foi lanado em uma tarde de atividades no Campo do CEAP. Aprender a viver juntos, aprender a viver com os outros envolve crianas, professoras e fam-lias em tudo o que acontece em 2012 na Educao Infantil. Jogos cooperativos e sesses de abraos foram destaque na largada do projeto.

    A Fadinha convidou as crianas do Nvel 1 a explorarem o ptio em busca de uma caixa com muitas surpresas. L estava ela, com materiais diferentes, fotos de cada colega e o mascote Coelho Fofinho.

    Eles so os novos ami-gos das crianas do N-vel 2. Esto ajudando a pensar sobre a ideia de aprender a viver juntos e com os outros, que o projeto do CEAPzinho este ano. Eles foram en-contrados no ptio da escola e esto visitando, a cada dia, a casa dos alunos.

    Vivendo juntos A Caixa do Bem

    Vamos emprestar

    Pedro e Tina

    Surpresa no ptio

    A cada semana a Caixa do Bem, presente que o Colecionador de Palavras trouxe para as turmas dos Nveis 4 e 5, tem uma surpresa para as crianas. Elas recebem imagens e sons relacio-nadas a aes e atitudes para as quais esto sendo desafiadas a desenvolverem. O cuidado com o outro uma das nfases.

    Olha a o Colecio-nador de Palavras com os presentes que trouxe para as turmas do Nvel 3. So carrinhos em que cada turma coloca brinque-dos, livros e jogos de sua sala para emprestar, a cada semana, para os amigos da outra turma. A atividade Cuidar e Empres-tar faz parte do projeto de Educa-o Financeira da escola.

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    Culto do CEAP na Comunidade Evanglica Iju teve envolvimento de alunos do 4 ano e participao especial do Conjunto Instrumental da escola

    Turmas da 7 e 8 no Dia de Convivncia no Campo do CEAP

    Equipe Fraldinha de futebol do CEAP em dia de jogo no SESC pela Copa Dunga

    Jogador profissional

    da Superliga Masculina de

    Vlei, o ex-aluno e ex-atleta do

    CEAP Tiago Wes, o Mo,

    salta para cortar em treino na

    quadra da escola, durante perodo de frias em Iju

  • 10 |

    Surpresas com a organizao dos alemes, as alunas ficaram im-pressionadas, por exemplo, com o Estdio Allianz Arena, em Munique. Eles conseguem evacuar o estdio em 15 minutos em caso de algum acidente, conta Pietra. Juliane gos-tou muito das visitas aos castelos medievais e em estilo rococ. Foi interessante conhecer a histria do Rei Ludwig II, da Baviera, que quase faliu o Estado construindo castelos.

    Com o grupo as alunas do CEAP esquiaram na neve nas monta-nhas de Garmisch, visitaram a BMW Welt, ruelas de Salzburg onde Mo-zart passeava, a Ludwig Universitt, Marienplatz, alm de outros pontos tursticos. Experimentaram, alm da cultura e histria desta parte do ve-lho continente, tambm o rigor do inverno europeu, com temperaturas de 15 graus negativos.

    Aprender a se virar, ex-perimentar o choque cul-tural, conviver e aprender com as diferenas e apro-veitar as muitas oportuni-dades de aprendizagem que uma viagem ao ex-terior possibilita so ex-

    perincias que ficam mar-cadas para quem tem essa

    chance pela primeira vez. Especialmente na adolescncia.

    Enquanto boa parte desse tipo de viagens acontece para pases de lngua inglesa, no incio deste ano um grupo reuniu alunos de escolas da Rede Sinodal para passar 22 dias na Alemanha. Foi o caso de duas alunas do CEAP

    Acompanhadas da professora de Alemo da escola, Marlene Muel-ler, as alunas da 1 srie do Ensino

    Mdio Pietra Fischer Pascoal e Julia-ne Junges estudam Alemo no CEAP h quatro anos e aproveitaram muito a viagem. Nosso conhecimento em Alemo aumentou muito. No final do ano passado, na 8 srie, fizemos uma prova de certificao. Se fs-semos realiz-la depois da viagem, teramos conseguido um resultado muito melhor, afirma Pietra.

    O grupo ficou sediado em Munique, na Bavria, regio onde se fala um dialeto diferente do que a gente aprende na escola, observa Pietra. Aprendemos mais porque todas as manhs a gente estuda-va em Alemo aquilo que ia fazer tarde, por exemplo, compras em algum lugar, um passeio..., diz a co-lega Juliana, entusiasmada em estu-dar mais depois da viagem por ter percebido a importncia da lngua alem.

    Mein TagebuchUma das tarefas na viagem era a produ-

    o de um dirio (Tagebuch) em Alemo, que pre-cisava ser traduzido no retorno. Confira como foi um dos dias da aluna Juliana Junges.

    Datum: Mnchen, den 21. Januar 2012 Das habe ich heute gemacht:Wir sind mit der U-Bahn und S-Bahn zum BMW Museum gefahren. Wir sind zum Olympia-Einkaufzentrum.Das habe ich gesehen:Auto, Motorrad, ein Mann, der am Klavier spielte.Das habe ich heute probiert:Goldbren.Besonders gut hat mir geschmeckt:Frhstck.Ein Hhepunkt des Tages:Wir haben eine Schnuballschlacht gemacht.

    Data: Munique, 21 de Janeiro de 2012 O que eu fiz: Andamos de metr subterrneo e metr rpido at o Museu da BMW. Fomos ao Shopping Olympia. O que eu vi: Carros. Motos. Um homem tocando piano.Que comida eu provei: Balinhas tpicas em formato de ursinhos..O que eu mais gostei de comer: Caf da manh.Ponto alto da tarde: Quando fizemos guerrinha de bola de neve.

    Alunas em frente ao castelo de Neuschwanstein

    Pietra, direita, ao lado da professora Marlene, Juliane esquerda, e o restante do grupo que foi Alemanha

    Experincias e aprendizados

    Imponncia: grupo posa em frente ao Estdio em Munique

    Prontas para esquiar nas montanhas

    | 15

    ORIENTAOO projeto sobre Tecnologia levou a 7 srie para uma atividade de Orientao desenvolvida no 27 GAC. Os alunos pre-cisaram usar a bssola e dar conta dos conceitos aprendidos sobre cartografia.

    DE OLHO NO FUTURO

    O Projeto Profisses tem envolvido os alu-

    nos da 3 srie do Ensino Mdio. Alm de

    pesquisas orientadas sobre diferentes pro-

    fisses, que so divididas por grupos e so-

    cializadas entre os colegas, eles assistem a

    palestras, como a com o Engenheiro Qumi-

    co Roberto Boger, ex-aluno da escola.

    LIDERANA ESTUDANTILO CEAP participou do 18 Encontro de Lideranas Estudantis da Rede

    Sinodal, no Colgio Teutnia. Um dos objetivos foi estimular a

    formao de lideranas estudantis. As alunas da 1 srie do Ensino Mdio Mariana Paris Ronchi e

    Nicole Allegranzzi estiveram l.

    SABEDORIA DO CUIDADODespertar os alunos para a valorizao da vida pessoal, interpessoal e ambiental. Este um dos aspectos do projeto A sabedoria do cuidado, que envolve os alunos da 8 srie. A primeira produo foi de histrias em quadrinhos relativas ao tema.

    SENHOR ALFABETOEle veio da Alfabetolndia trazer presentes para as crianas do 1 ano. O Senhor Alfabeto conheceu os alunos e trouxe um Saco das Letras, Caderno das Pistas, Alfa-beto do Objeto e um Caderno das Letras para cada criana, junto com um saquinho de letras douradas mgicas.

    FONTE DE VIDACentenas de ijuienses fora

    m abordados

    nas ruas por alunos do 5 ano na Sema-

    na da gua. A inteno era conscientizar

    para a importncia deste bem precioso.

    Cada pessoa recebia um copo de gua

    com uma frase produzida pelos alunos:

    gua, fonte natural de vida.

    FRUM DA GUANo Dia da gua, 22 de Maro, alunos do 4 ao 6 ano debateram consumo, desperdcio,

    contaminao e preservao da gua no planeta. O Frum da gua reuniu cerca de 100 alunos que, de diferentes e criativas formas, at com

    atividades prticas, repassaram informaes

    importantes num momento de real construo de conhecimento.

    Aulas de Alemo na Bavria

  • | 11

    Foram dois dias intensos na viagem de estudos a Pelotas e Rio Grande. No roteiro de observaes distribudo aos alunos da 2 srie do Ensino Mdio - e que vai gerar uma srie de trabalhos em dez

    disciplinas - eram 51 itens a serem observados em 12 pontos visitados.

    O trabalho iniciou no Centro Hist-rico de Rio Grande. Os alunos conheceram a doca do Mercado Municipal, o Museu Antr-tico e o Museu Oceanogrfico, onde acompa-nharam, por exemplo, o processo de recupe-rao de animais marinhos. De barco foram a So Jos do Norte. Depois conheceram o Porto do Mercosul e os Molhes na Praia do Cassino.

    O segundo dia iniciou pelo Centro His-trico de Pelotas e incluiu visita ao memorial da Farmcia. Depois foram a Charqueadas, em So Joo, destaque pelos aspectos histricos ligados Revoluo Farroupilha. O museu So-lar da Baronesa, a fbrica de doces Onlia e a Praia do Laranjal concluram o roteiro.

    Uma viagem de aula

    Alunos em frente Catedral de So Pedro, no centro de Rio Grande, a igreja mais antiga do Estado. esquerda da foto um p de eucalipto plantado em 1887

    Vivenciar, pesquisar in loco, conferir a campo, tudo isso traz uma dimenso pedaggica que o terico - por mais visual que possa ser - no consegue trazer. A frase, do professor de Geografia Valdecir Schenkel, um dos que acompanhou os alunos, d uma ideia do significado da viagem de estudos. Os alunos puderam observar um ptio do porto com 8 mil veculos importados, ver a construo da Plataforma P58 da Petrobrs, o estaleiro em obras em So Jos do Norte - um municpio com 10 mil habitantes na rea urbana - uma obra que vai gerar 9 mil empregos, enfim, puderam observar tudo isso de perto, o que d uma conotao diferente do que apenas

    terica e explicativa, diz o professor. Eles viram parte do processo histrico que est acontecendo hoje, essa dimenso

    econmica. E isso tudo possibilita agregar conceitos de todos os componentes curriculares.

    Aprendendo a campoRecuperao de animais marinhos no Museu Oceanogrfico Caminhar nas pedras dos Molhes, no Cassino, foi um convite natural

    A turma toda no centro histrico de Pelotas e entrando no Solar da Baronesa

    14 |

    PAINEL DA FAMLIA

    A famlia lugar de cuida-

    do. Essa uma das percep-

    es das crianas do 2 ano

    no trabalho desenvolvido

    com ajuda das prprias

    famlias. Na apresentao

    para os colegas de momen-

    tos que ficaram guardados

    na memria, perceberam as

    mudanas que acontecem

    ao longo dos anos.

    GUA E ENERGIAConhecer a Usina Velha foi uma das

    motivaes da visita do 5 ano Usina da Sede.

    L os alunos tambm coletaram gua do Rio Potirib, que abastece a cidade. Levada para

    o Laboratrio de Qumica, passou pelo

    processo de purificao em miniestaes de

    tratamento.

    PESQUISANDO O RDIOUm projeto sobre o meio de comunicao Rdio envolve os alunos da 7 srie. Alm de palestras e pesquisas sobre a histria e mudanas no Rdio, eles visitaram vrias emissoras, como a Mundial FM, para dar sequncia pesquisa.

    LINHA DO TEMPOA vida inteira resumida durante uma semana em apenas uma folha. Foi o desafio dos alunos do 6 ano em um trabalho que envolveu o tempo cronolgico, escala cartogrfica e contedos de Geografia. A cada ano, imagens e informaes marcantes foram relatadas. PINTANDO LEMBRANAS

    A convivncia a nfase do projeto do 3 ano. E o lanamento aconteceu com a visita de um personagem interessante. O Pintor de lembran-as. Ele deixou tantas ideias e inspiraes que agora os alunos vo relatar suas lembranas es-colares e familiares, o que ir fortalecer a convi-vncia com os outros.

    ENCENAES MATEMTICASA Matemtica est no cotidiano. E a compro-vao veio com o teatro. Um grupo de colegas encenava a ideia e a turma precisava adivinhar do que se tratava: ganhar, aumentar, subtrair, juntar, acrescentar... A criatividade ajudou a compreender a Matemtica.

    ESTRUTURA QUESTIONADAUma brincadeira que dava vantagem sempre aos meninos permitiu iniciar um debate sobre gnero, injustia social e modelo cultural nas aulas de So-ciologia na 1 srie do En-sino Mdio. Questionar a estrutura social que parece estar pronta mas pode ser revista foi a ideia.

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    O rob no vem pronto. Os alu-nos recebem um kit com diversos tipos de peas. Precisam reconhecer engrena-gens, alavancas, pinos, encaixes, vigas, pilares e eixos. Em cada aula as crianas trabalham com montagem. Eles come-am com projetos simples, reconhecem as peas, discutem com o grupo para s depois entrar na programao, conta a instrutora. Nesse processo o raciocnio lgico e o trabalho em equipe vai sendo desenvolvido. O projeto no dado. A imagem criada por eles. E a que en-tra a criatividade.

    J na segunda aula a equipe cria o projeto de uma casa e, depois, um carro com dois motores, um carro com trs motores e um rob bsico. S que sem um passo a passo, s uma ima-gem, diz a instrutora. Os alunos preci-sam focalizar as peas e encaix-las. O que a gente visa o desenvolvimento. No queremos que eles decorem coi-sas, mas que entendam o por qu do projeto, visualizem-no antes mesmo de trabalhar nele.

    Em determinada aula o instru-tor Flvio dos Santos pediu aos grupos que projetassem um carro com dois

    motores. Depois de prontos os proje-tos, pediu que colocassem um banco e uma direo no andar de cima. Eles questionaram mas como professor? Eu disse que se virassem. E saram coisas fantsticas! Eles precisam trabalhar na improvisao, afirma. Isso serve para a vida real, complementa Daise Lopes. Andrey Protti Basso tem 12 anos, aluno do 7 ano

    e sempre gostou de fazer montagens com lego. Claro que chegou em casa dizendo que queria frequentar as aulas do Curso de Robtica. Era o cho dele, o caminho, diz a me, Elosa Protti. O que ela no esperava era que a irm gmea de Andrey, Deborah, tivesse o mesmo entusiasmo. Me surpreendi. Fui at escola conversar com os instrutores e percebi que poderia ser importante para o desenvolvimento da Matemtica, alm de outros aspectos, j que so vrias reas envolvidas na montagem e programao de um rob. S vi pontos positivos e decidi incentivar.

    Pouco tempo depois o depoimento da irm comprova que a aposta em Andrey era acertada. Ela conta em casa como bom ter o mano na equipe dela, porque ele importante na montagem dos projetos. Com relao s expectativas que tinha com a filha Deborah, Elosa diz j perceber diferena principalmente na concentrao e no resultado de algumas provas. Especialmente na Matemtica. Antes era tudo um bicho. Agora no mais. Ela se sente mais responsvel, est criando o hbito e sentindo a responsabilidade de estudar, Melhorou no aspecto da concentrao, tambm.

    Novidade: a Pedagogia da Robtica Descobrimento das habilidadesUma nova atividade passou a integrar a rotina de 64 alu-

    nos do CEAP em 2012: as aulas de Robtica Educacional. Uma vez por semana eles enfrentam os desafios de montagens e pro-gramaes de projetos que ajudam no desenvolvimento de uma srie de habilidades. A possibilidade veio com a parceria entre o CEAP e a Escola de Robtica, com sede em Novo Hamburgo e mais de 30 escolas parceiras em todo o Rio Grande do Sul. O CEAP a nica na Regio Noroeste gacha.

    O curso atende estudantes de 8 a 16 anos, mas as turmas formam-se com faixas etrias semelhantes. Nelas so formados gru-

    pos de quatro alunos, que vo se repetir a cada aula, que recebem um kit Lego, o mais avanado no mundo hoje para desenvolver programa-

    o de robtica, afirma um dos instrutores, Flvio Freitas dos Santos. Esses grupos, com os kits, vo desenvolver a montagem e a programao de robs.

    Estas atividades vo desenvolver um trabalho em equipe, o racioc-nio lgico, a criatividade, estimular a autoconfiana, comenta a pedagoga Daise Fabula Lopes, tambm instrutora do curso, dando uma ideia do car-ter multidisciplinar da robtica. O desenvolvimento de habilidades como a concentrao tambm algo que surge nestas aulas, salienta Daise.

    Etapas do processoEmbora o curso atenda a faixa etria

    dos 8 aos 16 anos, o interesse maior se con-centra at os 12 anos. Os pequenos conse-guem captar melhor os desafios, desenvolvem melhor. Os maiores j acham que coisa de brinquedo, diz a pedagoga Daise Lopes. Di-vidido em trs semestres, no primeiro o curso trabalha com a fase do descobrimento, curio-sidade e reconhecimento das peas. Vai res-ponder basicamente onde coloc-las, para que servem e tratar de suas substituies. Na fase intermediria, no segundo semestre, os proje-tos so ampliados e, por isso, com grau de difi-culdade um pouco maior e programaes mais difceis, em que so introduzidos a inteligncia artificial, braos mecnicos, lanador de bolas, cachorro inteligente e rob explorador.

    O terceiro semestre o do nvel avan-ado. Os alunos vo trabalhar com humanoide, um rob humano, com quatro sensores jun-tos, linguagem de programao, entrando na biorrobtica. Os robs so feitos com material de sucata. Nesta fase entram as noes de ele-trnica. Depois destas fases alguns alunos que mostram grande interesse pelo assunto ainda podem participar de projetos desenvolvidos pela Escola de Robtica em competies de Robtica.

    O desafio de projetar um rob

    Flvio e seus alunos: desafios a cada aula

    CEAP a nica escola na regio com aulas de robtica

    A Robtica desperta ca-pacidades que os alunos no co-nhecem. A afirmao da peda-goga Daise Lopes, instrutora do Curso de Robtica Educacional. Com a experincia de trabalhar com o curso em escolas de dife-rentes regies do Estado, ela diz que, mesmo em um ou dois se-mestres possvel perceber mu-danas no desenvolvimento de crianas e pr-adolescentes que frequentam os cursos. A viso deles muda muito. A percepo deles do contexto do mundo l fora muda. Eles comeam a des-cobrir suas habilidades e o que vo querer, independente de fai-xa etria.

    Segundo ela, esporte e lngua estrangeira eles fazem normalmente. Mas a Robtica explora a habilidade de um alu-no e cada um tem habilidades e percepes diferentes. Alguns saem da Robtica e vo fazer

    outros cursos para desenvolver capacidades que descobriram, revela. Ela enfatiza que como no se exige um padro, um aluno pode no ser bom em programao, mas fera em montagem. Isso trabalho em equipe. Outro vai perceber que bom em liderana. Na Rob-tica h respeito personalidade diferente de cada um. Ali cada um faz o que gosta.

    Ela revela que em uma escola o pai de uma aluna quis detalhes sobre o comporta-mento da filha. Ao ouvir que era concentrada nas aulas de Robtica ficou surpreso por ter recebido reclamaes dos pro-fessores, j que nas aulas regu-lares no conseguia se concen-trar. Algumas semanas depois isso mudou. Ela no conseguia perceber isso. Passou a moderar seu comportamento. Um aluno que conversa na aula de Ro-

    btica est desenvolvendo sua habilidade de comunicao. Segundo ela, a participao nas aulas de Robtica traz resul-tados muito bons para alunos

    com dficit de ateno e hipe-rativos e tambm para alunos com excelentes notas mas com dificuldades de se expressar ou muito tmidos.

    Daise: A percepo de mundo dos alunos muda

    A Robtica na viso de uma me

    Elosa e os filhos: aposta e retorno positivo

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    O rob no vem pronto. Os alu-nos recebem um kit com diversos tipos de peas. Precisam reconhecer engrena-gens, alavancas, pinos, encaixes, vigas, pilares e eixos. Em cada aula as crianas trabalham com montagem. Eles come-am com projetos simples, reconhecem as peas, discutem com o grupo para s depois entrar na programao, conta a instrutora. Nesse processo o raciocnio lgico e o trabalho em equipe vai sendo desenvolvido. O projeto no dado. A imagem criada por eles. E a que en-tra a criatividade.

    J na segunda aula a equipe cria o projeto de uma casa e, depois, um carro com dois motores, um carro com trs motores e um rob bsico. S que sem um passo a passo, s uma ima-gem, diz a instrutora. Os alunos preci-sam focalizar as peas e encaix-las. O que a gente visa o desenvolvimento. No queremos que eles decorem coi-sas, mas que entendam o por qu do projeto, visualizem-no antes mesmo de trabalhar nele.

    Em determinada aula o instru-tor Flvio dos Santos pediu aos grupos que projetassem um carro com dois

    motores. Depois de prontos os proje-tos, pediu que colocassem um banco e uma direo no andar de cima. Eles questionaram mas como professor? Eu disse que se virassem. E saram coisas fantsticas! Eles precisam trabalhar na improvisao, afirma. Isso serve para a vida real, complementa Daise Lopes. Andrey Protti Basso tem 12 anos, aluno do 7 ano

    e sempre gostou de fazer montagens com lego. Claro que chegou em casa dizendo que queria frequentar as aulas do Curso de Robtica. Era o cho dele, o caminho, diz a me, Elosa Protti. O que ela no esperava era que a irm gmea de Andrey, Deborah, tivesse o mesmo entusiasmo. Me surpreendi. Fui at escola conversar com os instrutores e percebi que poderia ser importante para o desenvolvimento da Matemtica, alm de outros aspectos, j que so vrias reas envolvidas na montagem e programao de um rob. S vi pontos positivos e decidi incentivar.

    Pouco tempo depois o depoimento da irm comprova que a aposta em Andrey era acertada. Ela conta em casa como bom ter o mano na equipe dela, porque ele importante na montagem dos projetos. Com relao s expectativas que tinha com a filha Deborah, Elosa diz j perceber diferena principalmente na concentrao e no resultado de algumas provas. Especialmente na Matemtica. Antes era tudo um bicho. Agora no mais. Ela se sente mais responsvel, est criando o hbito e sentindo a responsabilidade de estudar, Melhorou no aspecto da concentrao, tambm.

    Novidade: a Pedagogia da Robtica Descobrimento das habilidadesUma nova atividade passou a integrar a rotina de 64 alu-

    nos do CEAP em 2012: as aulas de Robtica Educacional. Uma vez por semana eles enfrentam os desafios de montagens e pro-gramaes de projetos que ajudam no desenvolvimento de uma srie de habilidades. A possibilidade veio com a parceria entre o CEAP e a Escola de Robtica, com sede em Novo Hamburgo e mais de 30 escolas parceiras em todo o Rio Grande do Sul. O CEAP a nica na Regio Noroeste gacha.

    O curso atende estudantes de 8 a 16 anos, mas as turmas formam-se com faixas etrias semelhantes. Nelas so formados gru-

    pos de quatro alunos, que vo se repetir a cada aula, que recebem um kit Lego, o mais avanado no mundo hoje para desenvolver programa-

    o de robtica, afirma um dos instrutores, Flvio Freitas dos Santos. Esses grupos, com os kits, vo desenvolver a montagem e a programao de robs.

    Estas atividades vo desenvolver um trabalho em equipe, o racioc-nio lgico, a criatividade, estimular a autoconfiana, comenta a pedagoga Daise Fabula Lopes, tambm instrutora do curso, dando uma ideia do car-ter multidisciplinar da robtica. O desenvolvimento de habilidades como a concentrao tambm algo que surge nestas aulas, salienta Daise.

    Etapas do processoEmbora o curso atenda a faixa etria

    dos 8 aos 16 anos, o interesse maior se con-centra at os 12 anos. Os pequenos conse-guem captar melhor os desafios, desenvolvem melhor. Os maiores j acham que coisa de brinquedo, diz a pedagoga Daise Lopes. Di-vidido em trs semestres, no primeiro o curso trabalha com a fase do descobrimento, curio-sidade e reconhecimento das peas. Vai res-ponder basicamente onde coloc-las, para que servem e tratar de suas substituies. Na fase intermediria, no segundo semestre, os proje-tos so ampliados e, por isso, com grau de difi-culdade um pouco maior e programaes mais difceis, em que so introduzidos a inteligncia artificial, braos mecnicos, lanador de bolas, cachorro inteligente e rob explorador.

    O terceiro semestre o do nvel avan-ado. Os alunos vo trabalhar com humanoide, um rob humano, com quatro sensores jun-tos, linguagem de programao, entrando na biorrobtica. Os robs so feitos com material de sucata. Nesta fase entram as noes de ele-trnica. Depois destas fases alguns alunos que mostram grande interesse pelo assunto ainda podem participar de projetos desenvolvidos pela Escola de Robtica em competies de Robtica.

    O desafio de projetar um rob

    Flvio e seus alunos: desafios a cada aula

    CEAP a nica escola na regio com aulas de robtica

    A Robtica desperta ca-pacidades que os alunos no co-nhecem. A afirmao da peda-goga Daise Lopes, instrutora do Curso de Robtica Educacional. Com a experincia de trabalhar com o curso em escolas de dife-rentes regies do Estado, ela diz que, mesmo em um ou dois se-mestres possvel perceber mu-danas no desenvolvimento de crianas e pr-adolescentes que frequentam os cursos. A viso deles muda muito. A percepo deles do contexto do mundo l fora muda. Eles comeam a des-cobrir suas habilidades e o que vo querer, independente de fai-xa etria.

    Segundo ela, esporte e lngua estrangeira eles fazem normalmente. Mas a Robtica explora a habilidade de um alu-no e cada um tem habilidades e percepes diferentes. Alguns saem da Robtica e vo fazer

    outros cursos para desenvolver capacidades que descobriram, revela. Ela enfatiza que como no se exige um padro, um aluno pode no ser bom em programao, mas fera em montagem. Isso trabalho em equipe. Outro vai perceber que bom em liderana. Na Rob-tica h respeito personalidade diferente de cada um. Ali cada um faz o que gosta.

    Ela revela que em uma escola o pai de uma aluna quis detalhes sobre o comporta-mento da filha. Ao ouvir que era concentrada nas aulas de Robtica ficou surpreso por ter recebido reclamaes dos pro-fessores, j que nas aulas regu-lares no conseguia se concen-trar. Algumas semanas depois isso mudou. Ela no conseguia perceber isso. Passou a moderar seu comportamento. Um aluno que conversa na aula de Ro-

    btica est desenvolvendo sua habilidade de comunicao. Segundo ela, a participao nas aulas de Robtica traz resul-tados muito bons para alunos

    com dficit de ateno e hipe-rativos e tambm para alunos com excelentes notas mas com dificuldades de se expressar ou muito tmidos.

    Daise: A percepo de mundo dos alunos muda

    A Robtica na viso de uma me

    Elosa e os filhos: aposta e retorno positivo

  • | 11

    Foram dois dias intensos na viagem de estudos a Pelotas e Rio Grande. No roteiro de observaes distribudo aos alunos da 2 srie do Ensino Mdio - e que vai gerar uma srie de trabalhos em dez

    disciplinas - eram 51 itens a serem observados em 12 pontos visitados.

    O trabalho iniciou no Centro Hist-rico de Rio Grande. Os alunos conheceram a doca do Mercado Municipal, o Museu Antr-tico e o Museu Oceanogrfico, onde acompa-nharam, por exemplo, o processo de recupe-rao de animais marinhos. De barco foram a So Jos do Norte. Depois conheceram o Porto do Mercosul e os Molhes na Praia do Cassino.

    O segundo dia iniciou pelo Centro His-trico de Pelotas e incluiu visita ao memorial da Farmcia. Depois foram a Charqueadas, em So Joo, destaque pelos aspectos histricos ligados Revoluo Farroupilha. O museu So-lar da Baronesa, a fbrica de doces Onlia e a Praia do Laranjal concluram o roteiro.

    Uma viagem de aula

    Alunos em frente Catedral de So Pedro, no centro de Rio Grande, a igreja mais antiga do Estado. esquerda da foto um p de eucalipto plantado em 1887

    Vivenciar, pesquisar in loco, conferir a campo, tudo isso traz uma dimenso pedaggica que o terico - por mais visual que possa ser - no consegue trazer. A frase, do professor de Geografia Valdecir Schenkel, um dos que acompanhou os alunos, d uma ideia do significado da viagem de estudos. Os alunos puderam observar um ptio do porto com 8 mil veculos importados, ver a construo da Plataforma P58 da Petrobrs, o estaleiro em obras em So Jos do Norte - um municpio com 10 mil habitantes na rea urbana - uma obra que vai gerar 9 mil empregos, enfim, puderam observar tudo isso de perto, o que d uma conotao diferente do que apenas

    terica e explicativa, diz o professor. Eles viram parte do processo histrico que est acontecendo hoje, essa dimenso

    econmica. E isso tudo possibilita agregar conceitos de todos os componentes curriculares.

    Aprendendo a campoRecuperao de animais marinhos no Museu Oceanogrfico Caminhar nas pedras dos Molhes, no Cassino, foi um convite natural

    A turma toda no centro histrico de Pelotas e entrando no Solar da Baronesa

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    PAINEL DA FAMLIA

    A famlia lugar de cuida-

    do. Essa uma das percep-

    es das crianas do 2 ano

    no trabalho desenvolvido

    com ajuda das prprias

    famlias. Na apresentao

    para os colegas de momen-

    tos que ficaram guardados

    na memria, perceberam as

    mudanas que acontecem

    ao longo dos anos.

    GUA E ENERGIAConhecer a Usina Velha foi uma das

    motivaes da visita do 5 ano Usina da Sede.

    L os alunos tambm coletaram gua do Rio Potirib, que abastece a cidade. Levada para

    o Laboratrio de Qumica, passou pelo

    processo de purificao em miniestaes de

    tratamento.

    PESQUISANDO O RDIOUm projeto sobre o meio de comunicao Rdio envolve os alunos da 7 srie. Alm de palestras e pesquisas sobre a histria e mudanas no Rdio, eles visitaram vrias emissoras, como a Mundial FM, para dar sequncia pesquisa.

    LINHA DO TEMPOA vida inteira resumida durante uma semana em apenas uma folha. Foi o desafio dos alunos do 6 ano em um trabalho que envolveu o tempo cronolgico, escala cartogrfica e contedos de Geografia. A cada ano, imagens e informaes marcantes foram relatadas. PINTANDO LEMBRANAS

    A convivncia a nfase do projeto do 3 ano. E o lanamento aconteceu com a visita de um personagem interessante. O Pintor de lembran-as. Ele deixou tantas ideias e inspiraes que agora os alunos vo relatar suas lembranas es-colares e familiares, o que ir fortalecer a convi-vncia com os outros.

    ENCENAES MATEMTICASA Matemtica est no cotidiano. E a compro-vao veio com o teatro. Um grupo de colegas encenava a ideia e a turma precisava adivinhar do que se tratava: ganhar, aumentar, subtrair, juntar, acrescentar... A criatividade ajudou a compreender a Matemtica.

    ESTRUTURA QUESTIONADAUma brincadeira que dava vantagem sempre aos meninos permitiu iniciar um debate sobre gnero, injustia social e modelo cultural nas aulas de So-ciologia na 1 srie do En-sino Mdio. Questionar a estrutura social que parece estar pronta mas pode ser revista foi a ideia.

  • 10 |

    Surpresas com a organizao dos alemes, as alunas ficaram im-pressionadas, por exemplo, com o Estdio Allianz Arena, em Munique. Eles conseguem evacuar o estdio em 15 minutos em caso de algum acidente, conta Pietra. Juliane gos-tou muito das visitas aos castelos medievais e em estilo rococ. Foi interessante conhecer a histria do Rei Ludwig II, da Baviera, que quase faliu o Estado construindo castelos.

    Com o grupo as alunas do CEAP esquiaram na neve nas monta-nhas de Garmisch, visitaram a BMW Welt, ruelas de Salzburg onde Mo-zart passeava, a Ludwig Universitt, Marienplatz, alm de outros pontos tursticos. Experimentaram, alm da cultura e histria desta parte do ve-lho continente, tambm o rigor do inverno europeu, com temperaturas de 15 graus negativos.

    Aprender a se virar, ex-perimentar o choque cul-tural, conviver e aprender com as diferenas e apro-veitar as muitas oportuni-dades de aprendizagem que uma viagem ao ex-terior possibilita so ex-

    perincias que ficam mar-cadas para quem tem essa

    chance pela primeira vez. Especialmente na adolescncia.

    Enquanto boa parte desse tipo de viagens acontece para pases de lngua inglesa, no incio deste ano um grupo reuniu alunos de escolas da Rede Sinodal para passar 22 dias na Alemanha. Foi o caso de duas alunas do CEAP

    Acompanhadas da professora de Alemo da escola, Marlene Muel-ler, as alunas da 1 srie do Ensino

    Mdio Pietra Fischer Pascoal e Julia-ne Junges estudam Alemo no CEAP h quatro anos e aproveitaram muito a viagem. Nosso conhecimento em Alemo aumentou muito. No final do ano passado, na 8 srie, fizemos uma prova de certificao. Se fs-semos realiz-la depois da viagem, teramos conseguido um resultado muito melhor, afirma Pietra.

    O grupo ficou sediado em Munique, na Bavria, regio onde se fala um dialeto diferente do que a gente aprende na escola, observa Pietra. Aprendemos mais porque todas as manhs a gente estuda-va em Alemo aquilo que ia fazer tarde, por exemplo, compras em algum lugar, um passeio..., diz a co-lega Juliana, entusiasmada em estu-dar mais depois da viagem por ter percebido a importncia da lngua alem.

    Mein TagebuchUma das tarefas na viagem era a produ-

    o de um dirio (Tagebuch) em Alemo, que pre-cisava ser traduzido no retorno. Confira como foi um dos dias da aluna Juliana Junges.

    Datum: Mnchen, den 21. Januar 2012 Das habe ich heute gemacht:Wir sind mit der U-Bahn und S-Bahn zum BMW Museum gefahren. Wir sind zum Olympia-Einkaufzentrum.Das habe ich gesehen:Auto, Motorrad, ein Mann, der am Klavier spielte.Das habe ich heute probiert:Goldbren.Besonders gut hat mir geschmeckt:Frhstck.Ein Hhepunkt des Tages:Wir haben eine Schnuballschlacht gemacht.

    Data: Munique, 21 de Janeiro de 2012 O que eu fiz: Andamos de metr subterrneo e metr rpido at o Museu da BMW. Fomos ao Shopping Olympia. O que eu vi: Carros. Motos. Um homem tocando piano.Que comida eu provei: Balinhas tpicas em formato de ursinhos..O que eu mais gostei de comer: Caf da manh.Ponto alto da tarde: Quando fizemos guerrinha de bola de neve.

    Alunas em frente ao castelo de Neuschwanstein

    Pietra, direita, ao lado da professora Marlene, Juliane esquerda, e o restante do grupo que foi Alemanha

    Experincias e aprendizados

    Imponncia: grupo posa em frente ao Estdio em Munique

    Prontas para esquiar nas montanhas

    | 15

    ORIENTAOO projeto sobre Tecnologia levou a 7 srie para uma atividade de Orientao desenvolvida no 27 GAC. Os alunos pre-cisaram usar a bssola e dar conta dos conceitos aprendidos sobre cartografia.

    DE OLHO NO FUTURO

    O Projeto Profisses tem envolvido os alu-

    nos da 3 srie do Ensino Mdio. Alm de

    pesquisas orientadas sobre diferentes pro-

    fisses, que so divididas por grupos e so-

    cializadas entre os colegas, eles assistem a

    palestras, como a com o Engenheiro Qumi-

    co Roberto Boger, ex-aluno da escola.

    LIDERANA ESTUDANTILO CEAP participou do 18 Encontro de Lideranas Estudantis da Rede

    Sinodal, no Colgio Teutnia. Um dos objetivos foi estimular a

    formao de lideranas estudantis. As alunas da 1 srie do Ensino Mdio Mariana Paris Ronchi e

    Nicole Allegranzzi estiveram l.

    SABEDORIA DO CUIDADODespertar os alunos para a valorizao da vida pessoal, interpessoal e ambiental. Este um dos aspectos do projeto A sabedoria do cuidado, que envolve os alunos da 8 srie. A primeira produo foi de histrias em quadrinhos relativas ao tema.

    SENHOR ALFABETOEle veio da Alfabetolndia trazer presentes para as crianas do 1 ano. O Senhor Alfabeto conheceu os alunos e trouxe um Saco das Letras, Caderno das Pistas, Alfa-beto do Objeto e um Caderno das Letras para cada criana, junto com um saquinho de letras douradas mgicas.

    FONTE DE VIDACentenas de ijuienses fora

    m abordados

    nas ruas por alunos do 5 ano na Sema-

    na da gua. A inteno era conscientizar

    para a importncia deste bem precioso.

    Cada pessoa recebia um copo de gua

    com uma frase produzida pelos alunos:

    gua, fonte natural de vida.

    FRUM DA GUANo Dia da gua, 22 de Maro, alunos do 4 ao 6 ano debateram consumo, desperdcio,

    contaminao e preservao da gua no planeta. O Frum da gua reuniu cerca de 100 alunos que, de diferentes e criativas formas, at com

    atividades prticas, repassaram informaes

    importantes num momento de real construo de conhecimento.

    Aulas de Alemo na Bavria

  • | 09

    O projeto deste ano do CEAPzinho foi lanado em uma tarde de atividades no Campo do CEAP. Aprender a viver juntos, aprender a viver com os outros envolve crianas, professoras e fam-lias em tudo o que acontece em 2012 na Educao Infantil. Jogos cooperativos e sesses de abraos foram destaque na largada do projeto.

    A Fadinha convidou as crianas do Nvel 1 a explorarem o ptio em busca de uma caixa com muitas surpresas. L estava ela, com materiais diferentes, fotos de cada colega e o mascote Coelho Fofinho.

    Eles so os novos ami-gos das crianas do N-vel 2. Esto ajudando a pensar sobre a ideia de aprender a viver juntos e com os outros, que o projeto do CEAPzinho este ano. Eles foram en-contrados no ptio da escola e esto visitando, a cada dia, a casa dos alunos.

    Vivendo juntos A Caixa do Bem

    Vamos emprestar

    Pedro e Tina

    Surpresa no ptio

    A cada semana a Caixa do Bem, presente que o Colecionador de Palavras trouxe para as turmas dos Nveis 4 e 5, tem uma surpresa para as crianas. Elas recebem imagens e sons relacio-nadas a aes e atitudes para as quais esto sendo desafiadas a desenvolverem. O cuidado com o outro uma das nfases.

    Olha a o Colecio-nador de Palavras com os presentes que trouxe para as turmas do Nvel 3. So carrinhos em que cada turma coloca brinque-dos, livros e jogos de sua sala para emprestar, a cada semana, para os amigos da outra turma. A atividade Cuidar e Empres-tar faz parte do projeto de Educa-o Financeira da escola.

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    Culto do CEAP na Comunidade Evanglica Iju teve envolvimento de alunos do 4 ano e participao especial do Conjunto Instrumental da escola

    Turmas da 7 e 8 no Dia de Convivncia no Campo do CEAP

    Equipe Fraldinha de futebol do CEAP em dia de jogo no SESC pela Copa Dunga

    Jogador profissional

    da Superliga Masculina de

    Vlei, o ex-aluno e ex-atleta do

    CEAP Tiago Wes, o Mo,

    salta para cortar em treino na

    quadra da escola, durante perodo de frias em Iju

  • 08 |

    Comit prepara 3 Mercado das PulgasA terceira edi-

    o do Mercado das Pulgas vai aconte-cer no dia 16 de ju-nho. Esta ser uma mudana neste ano, ou seja, o fato de se concentrar em um dia

    apenas, funcionan-do das 9 s 18 horas

    sem fechar ao meio-dia. Novamente nas dependn-

    cias do CEAP, o evento dever atrair um pblico expressivo. No ano passado foram cer-ca de trs mil consumidores e mais de cinco mil itens em mercadorias.

    A proposta do Mercado das Pulgas j est consolidada em Iju. A ideia de recomercia-lizao e de reaproveitamento

    ganhou um espao impor-tante, tanto que h uma certa curiosidade geral em saber que mercadorias diferentes iro surgir no mercado neste ano. Neste sentido a coordenadora do Comit pela Vida, entidade que promove o evento, enfati-za a importncia de todos os setores da sociedade ijuiense participarem no apenas como consumidores mas tambm como doadores.

    Para alm da proposta da recomercializao e do re-aproveitamento, aqui em Iju o Mercado das Pulgas tem essa caracterstica de ser, tambm, solidrio, uma vez que sendo promovido pelo Comit pela Vida ele reverte seu lucro para fins especficos, salienta M-

    nica Brandt. Neste ano os va-lores arrecadados sero des-tinados para o Lar da Menina Bom Abrigo, para a Sabeve e

    para um Fundo de Crdito Ro-tativo destinado aquisio de material didtico para alu-nos bolsistas no CEAP.

    O envolvimento de alunos e famlias da escola atendendo a um pedido do Co-mit pela Vida permitiu que a Pscoa fosse mais doce para vrias pessoas em Iju. A ini-ciativa do Comit consistiu em solicitar do-aes de chocolates s famlias para mon-tar ninhos para as instituies que abrigam crianas e adolescentes na cidade.

    Nas reflexes de Pscoa realizadas durante a Semana Santa pelo pastora-do escolar aconteceram as entregas das doaes pelas crianas. Como o volume de doces doado foi surpreendente, vrias instituies puderam ser contempladas. Assim o Comit pode confeccionar ninhos individuais para as cinquenta internas do Lar da Menina, que foram entregues em uma celebrao com integrantes do Comi-t pela Vida com participao do pastor es-colar Luciano Martins. Tambm foram con-templadas, com ninhos personalizados, as crianas do MEAME, alm das instituies, Lar da Criana Henrique Liebich, Sabeve e Casa da Criana Feliz.

    Recomercializao proposta do evento

    A marca do Comit

    Depois de tantos anos o Co-mit pela Vida, brao social da esco-la, precisava de uma marca. E agora tem. Ela leva as cores do CEAP, com smbolos que remetem ao cuidado, carinho, solidariedade, fraternidade, envolvimento e aconchego, uma vez que possvel imaginar um cachecol, um abrao,um corao, mos e iden-tificar, ao centro, a flor de Lutero, a mesma que est na logo do CEAP.

    Pscoa solidria

    Coordenadora do Comit recebe simbolicamente doaes

    Doces permitiram contemplar vrias entidades

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    Turminha do Tempos de Criana vai s compras. Na volta prepara uma deliciosa salada de frutas

    Entre as vrias celebraes de Pscoa no CEAP, as turmas do turno da manh participaram do lava ps. Crianas do CEAPzinho celebraram a ceia, que teve o po que elas mesmo haviam confeccionado

    Dia de reencontro: egressos de 2011 inauguram foto na galeria de ex-alunos do CEAP

    Campo do CEAP recebe alunos do 4 ao 6 ano para o Dia de Convivncia

    Famlias e professoras participam de dinmicas em reunies que discutiram o projeto pedaggico do CEAPzinho: Aprender a viver juntos, aprender a viver com os outros

  • | 07

    Nos dias atuais a beleza exterior supervalorizada, fazendo com que ho-mens e mulheres busquem a cada dia a perfeio esttica. Os moldes de beleza oferecidos sociedade a pessoa magra, com curvas salientes e sem defeito. Po-rm nem sempre foi assim. Na Idade Mdia, os padres de beleza eram mulheres mais cheinhas com algumas dobrinhas na regio supe-rior dos quadris, pois se acreditava que as mulheres com o abdmen maior teriam mais fertilidade e capacidade na gravi-dez. O tempo foi passando e, na dcada de 80 do sculo XIX, o esteretipo para as

    mulheres eram peles brancas, bochechas rosadas com vestidos longos e a famosa bunda empinada. Hoje, sculo XXI, homens e mu-lheres fazem cirurgias plsticas para mo-dificarem seus corpos, tais como o im-plante de silicone nos seios e ndegas As mulheres querem se sentir melhores ou mais desejadas pelos homens. Adoles-centes e crianas em desenvolvimento j se veem preocupadas com a aparncia e querendo se modificar, tambm usando recursos alm das cirurgias, como tatu-agens, maquiagens, piercings e tambm do uso de roupas de marcas caras e dife-

    renciadas. Em um mundo de aparncia, a influncia das pessoas vem de revistas de moda e novelas, mostrando o padro que todas as mulheres devem buscar e fa-zendo as pessoas at terem problemas de sade como Anorexia e Bulimia. Aparn-cia algo passageiro, hoje pode se estar bonita, porm amanh quem sabe no. preciso combater as mdias a mostrarem apenas pessoas perfeitas e deixar de iludi-las com vidas que no existem.

    Tiago Nikitenko Jagmin2 srie do Ensino Mdio

    Transformers

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    Queremos dar mais transparncia nas aes. Assim comea a conversa com os no-vos presidente e vice do Grmio Estudantil Monteiro Lobato, Re-nan Zientarski e Aman-da Copetti. Eleitos jun-

    to com a nova diretoria numa disputa que teve

    mais uma chapa no come-o de abril, eles defendem um envolvimento maior dos alunos para gerar mais felicidade para o grupo de alunos do CEAP, afirma Renan.

    Quando fala em felici-dade, o presidente diz que s vezes, com a rotina da escola, com muitas tarefas, os alunos precisam renovar o nimo. Para isso estamos disponibilizando a mesa de pingue-pongue no recreio, cada dia da semana para uma srie, vamos trazer Bandas eventualmente no re-creio, vamos reformar a mesa de pebolim, distribuir lanches,

    negociar o prolongamento de alguns recreios....

    Depois da posse, o trabalho comeou com uma grande faxina na sala da enti-dade. Havia uma placa l em que estava escrito entrada so-mente para pessoas do setor. Tiramos essa placa e quando estivermos l a porta vai estar sempre aberta, a no ser que estivermos em alguma reunio. O GEMLI de todos os alunos, afirma o novo presidente, que defende, tambm, a divulgao dos valores arrecadados e gas-tos pelo Grmio Estudantil para os alunos.

    Sobre a questo da re-presentatividade do GEMLI, Zientarski e Amanda afirmam que deixamos bem claro du-rante a campanha que quere-mos ser uma voz dos alunos perante a escola, em caso de problemas, reivindicaes, con-ferir direitos e tambm deveres dos alunos na escola. Para isso existe o GEMLI.

    Grmio estudantil de portas abertas

    Para acompanharDurante a campanha, a Chapa Ao apresentava as se-

    guintes aes como propostas para 2012, que precisam, agora, ser acompanhadas pelos alunos.

    *Manhs e tardes culturais, sociais, esportivas e saudveis para di-nmica entre alunos e professores*Arauto trimestral, editado pelos alunos para os alunos*Palestras e atividades sobre assuntos atuais e polmicos de inte-resse geral*Dias D (Dia D sade com profissionais na rea da sade), alm de outras datas a serem combinadas*A Gincana ser anual e por turmas, com vrias atividades que contaro pontos (Bandas Cover, Tarefao, Campanha do Agasalho, Concurso de Dana...). No final, a turma vencedora receber um prmio surpresa!*Dia no Good Fish ou Campo do CEAP para realizao de provas da gincana, alm de uma atrao musical/banda para diverso de todos noite.*Distribuio de lanches, alm de programaes especiais no Dia do Professor, Dia do Aluno, Semana Farroupilha, entre outras datas*Escolha pelos alunos dos professores + +*Carteira Estudantil bancada pelo GEMLI*Aulas de lutas/esportes marciais com professor para despertar o interesse nos alunos*Escolha do Rei e Rainha que representaro a escola em eventos*Festa do Rei e Rainha com participao de outras escolas particulares*Mesas de pingue-pongue e pebolim reformadas e disponibilizadas para os alunos durante o turno da manh*Cinema (realizado fora dos horrios de aula, com distribuio de lanches)

    Renan e Amanda: GEMLI de todos

    A diretoria do GEMLI 2012

    A amizade mais forte que a vinganaEra uma vez no rei-

    no da Babilnia uma prin-cesinha chamada Luana. Ela adorava brincar com os animais e se sujar na lama. Tinha professores particu-lares. Seus pais, o rei e a rainha, no gostavam que

    ela sasse do castelo, pois o reino era cercado por uma

    floresta onde moravam bruxas e feiticeiros.

    Um dia Luana decidiu ver o mundo atravs dos muros. Subiu em uma rvore e pulou para fora do castelo, cada vez mais encan-tada com o que via. Ela s no sa-bia que estava sendo vigiada por Violeta, uma bruxa diferente, sem verruga ou algo do tipo. Tinha ca-belos ruivos e encaracolados, olhos azuis. Mas em vez de corao, havia uma pedra de gelo. A malvada que-ria envenenar Luana por vingana, pois ela era apaixonada pelo rei, que no lugar da bruxa escolheu a atual rainha.

    A bruxa tinha uma filha que se chamava Teresa. Como Teresa

    e Luana tinham a mesma idade, a bruxa lhe deu um anel que conti-nha uma substncia que mataria a princesa. Teresa comeou a se aproximar de Luana para cumprir o pedido da me, mas as duas vira-ram amigas. Um dia Luana e Teresa iam se encontrar para brincar, mas o rei descobriu o destino de sua fi-lha e defendeu-a de Teresa.

    Nesse momento Violeta apareceu. Mas as duas viraram mui-to amigas, ento Teresa, desafiando a me, jogou o anel no cho o que-brando em mil pedaos. Violeta, de tanto desgosto, virou muitas penas coloridas.

    No fim, Teresa foi morar no castelo com Luana e as duas foram para sempre amigas.

    Giovanna Marques Burtet6 ano do Ensino FundamentalCriao livre produzida a partir da retomada dos contos maravilhosos e do texto narrativo trabalhado nos anos iniciais.

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    Hoje em dia as pessoas se sentem mais vontade falando em um bate-papo do que pessoalmente. Isso, muitas vezes, as prejudica, pois esquecem da realidade para viver em um mundo virtual.

    Redes sociais, chats e outros meios de interao oferecidos pela Internet so usados para a realizao de encontros virtuais, as-sim melhorando os seus relacionamentos, j frustrados na vida real.

    As amizades pela Internet surgem atravs de convites para redes sociais, bate-papos e sites de relacionamentos.

    Voc mantm um contato permanente com o amigo pois sempre estar conectado e poder falar com ele no momento desejado, podendo realizar amizades de vrios lugares do mundo e at mesmo se a amizade for forte e verdadeira voc pode visitar o amigo e transformar o sentimento em duradouro e fraterno.

    H pontos positivos, mas tambm existem os negativos, pois voc no sabe se a pessoa est levando a srio o relaciona-mento ou se est levando como diverso passageira.

    Em vrias ocasies, ficamos em dvida se o parceiro de bate-papo est sendo verdadeiro ou mentindo sobre a sua vida. Por isso, devemos cuidar com quem estamos falando ou se o site de bate-papo seguro, pois as amizades no mundo real so mais importantes, sinceras e seguras.

    Ento, fica a dica: separem o virtual do real, mesmo que as amizades continuem em seus pensamentos e faam parte de sua vida.

    Bruna Dorneles7 srie do Ensino Fundamental

    Mundo Virtual x Mundo Real

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    Uma das principais conquistas da Associa-o de Pais, Professores e Funcionrios do CEAP, a APPA, na gesto dos ltimos dois anos, con-cluda em abril, no foi apresentada no relatrio de aes ou no financeiro e patrimonial. O maior avano foi no campo do envolvimento de pais e mes com a causa da APPA e da escola. Historica-mente instituies como esta encontram na falta de tempo e da disposio para o compromisso a

    maior dificuldade para implementar novas ideias e aes. Aos poucos, e com um pouco mais do que

    poucos, verdade, essa lgica comea a mudar na co-munidade escolar do CEAP.

    A opo por eleger uma diretoria mais enxuta para o novo mandato - a presidente Tnia Arbo Persich foi re-eleita - sem departamentos especficos foi proposital. Temos um bom grupo de pais, que queremos ver am-pliado, que sempre est junto, disposto a ajudar. Eles no fazem parte da diretoria, mas formam uma equipe que em vrios momentos est trabalhando conosco, enfatiza a presidente. A parceria qual ela se refere comeou com alguns pais representantes de turmas que passaram a se envolver mais com a APPA a partir de algumas reunies, que se transformaram em encontros sociais, com jantares descontrados em que, entre uma conversa e outra, as ideias para a escola dos filhos foram discutidas.

    Dar continuidade ao que vinha acontecendo at aqui - em termos de investimentos e principalmente em envolvimento das famlias - algo que est claro para a nova diretoria da APPA. Mas alguns avanos vo ser buscados. No queremos pensar apenas em melhorias fsicas da escola. Queremos, por exemplo, investir na formao do grupo de professores, que esto todos os dias com nossos filhos. Outra ideia criar um movimen-to, como existe em outras escolas da Rede Sinodal, para

    Famlias mais perto da escola

    A proposta de integrao segue passando pelos eventos como a feijoada em homenagem ao Dia dos Pais e o almoo de integrao das famlias do CEAPzinho

    Nova diretoria: Tnia Persich (presidente), Guilherme Fengler, (vice), Neusa Ott (tesoureira), Maristela Casagrande (1 secretria) e Sirlei Fengler (2 secretria)

    Aproximao: pais e mes discutem a escola em reunies jantaresevitar o consumo de lco-ol por nossos jovens em festas que envolvam a co-munidade escolar, como, por exemplo, formaturas. As entidades pblicas es-to preocupadas com isso e queremos trabalhar na conscientizao das fam-lias nesse sentido, adianta a presidente. As parcerias com o Grmio Estudantil e com o Centro de Professo-res e Funcionrios tambm esto na mira da APPA.

    A corrupo no Brasil est em quase todo o gover-no federal. E ela vem crescen-do. Na Cmara difcil achar algum poltico de ficha limpa. Mas por qu? Se todo o pas tem o governo que merece o Brasil deveria ter um governo de trabalhadores esforados.

    O problema que esse povo trabalhador influenciado dras-

    ticamente com crenas eleitorais ilu-srias. Quase 1/5 da populao sabe da existncia do voto nulo. Mas porque o resto no sabe?

    O Brasil um dos pases mais cor-ruptos do mundo. Estimativas apontam que so desviados pela corrupo cerca de 82 bilhes de reais por ano. Nos lti-mos 10 anos foram desviados dos cofres brasileiros 720 bilhes de reais. Com 1/3 do dinheiro da corrupo poderamos erradicar a fome no Brasil e ainda sobra-ria dinheiro. Mas se a cada quatro anos acontecem eleies, por que ainda existe corrupo? um sistema muito grande, que envolve muitas pessoas. Muitos car-gos de confiana esto designados a po-lticos corruptos que s buscam favorecer a si mesmos.

    Mas para a salvao do dinheiro pblico existe o voto nulo. Grande parte da populao no tem ideia da existncia dele. sempre submetida a uma escolha para a votao qual