resumo ciencia, conhecimento verdade

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VERDADE A busca pela verdade um contnuo caminho.A palavra verdade pode ter vrios significados,[1][2] desde ser o caso, estar de acordo com os fatos ou a realidade, ou ainda ser fiel s origens ou a um padro. Usos mais antigos abarcavam o sentido de fidelidade, constncia ou sinceridade em atos, palavras e carter. Assim, "a verdade" pode significar o que real ou possivelmente real dentro de um sistema de valores. Esta qualificao implica o imaginrio, a realidade e a fico, questes centrais tanto em antropologia cultural, artes, filosofia e a prpria razo. Como no h um consenso entre filsofos e acadmicos, vrias teorias e vises a cerca da verdade existem e continuam sendo debatidas. Para Nietzsche, por exemplo, a verdade um ponto de vista. Ele no define nem aceita definio da verdade, porque no se pode alcanar uma certeza sobre a definio do oposto da mentira. Da seu texto "como filosofar com o martelo". Mas para a filosofia de Ren Descartes a certeza o critrio da verdade. Quem concorda sinceramente com uma frase est alegando que ela verdadeira. A filosofia estuda a verdade de diversas maneiras. A metafsica se ocupa da natureza da verdade. A lgica se ocupa da preservao da verdade. A epistemologia se ocupa do conhecimento da verdade. O primeiro problema para os filsofos estabelecer que tipo de coisa verdadeira ou falsa, qual o portador da verdade (em ingls truth-bearer). Depois h o problema de se explicar o que torna verdadeiro ou falso o portador da verdade. H teorias robustas que tratam a verdade como uma propriedade. E h teorias deflacionrias, para as quais a verdade apenas uma ferramenta conveniente da nossa linguagem. Desenvolvimentos da lgica formal trazem alguma luz sobre o modo como nos ocupamos da verdade nas linguagens naturais e em linguagens formais. H ainda o problema epistemolgico do conhecimento da verdade. O modo como sabemos que estamos com dor de dente diferente do modo como sabemos que o livro est sobre a mesa. A dor de dente subjetiva, talvez determinada pela introspeco. O fato do livro estar sobre a mesa objetivo, determinado pela percepo, por observaes que podem ser partilhadas com outras pessoas, por raciocnios e clculos. H ainda a distino entre verdades relativas posio de algum e verdades absolutas. Filsofos analticos apontam que a viso relativista facilmente refutvel. A refutao do relativismo, como Aquino colocou, basea-se no fato de que difcil para algum declarar o relativismo sem se colocar fora ou acima da declarao. Isso acontece por que se uma pessoa declara que "Todas as verdades so relativas", aparece a dvida se essa afirmao ou no relativa. Se a declarao no relativa; ento, ela se auto-refuta. Ela se refuta por que a declarao encontra uma verdade sobre relativismo que determina que uma importante verdade relativista no relativa. Por que a declarao no relativa, o ouvinte forado a concluir que a declarao "Todas as verdades so relativas" uma declarao falsa. Por outro lado, se todas as verdades so relativas, incluindo a afirmao de que "Todas as verdades so relativas", nesse caso, se for relativa aos desejos do ouvinte, ento, se ele no quer acreditar que "Todas as verdades so relativas", ele no obrigado a crer na afirmao. Nesse caso o desejo dele contra o desejo de quem afirma. Por que as verdades so relativas, ele livre para acreditar em q ualquer vario da verdade. Ele pode, inclusive, crer que "Todas as verdades so absolutas" O portador da verdade Os filsofos chamam qualquer entidade que pode ser verdadeira ou falsa de portador da verdade. Assim, um portador da verdade, no sentido filosfico, no uma pessoa ou Deus.[3] Para alguns filsofos, alguns portadores da verdade so primitivos; outros so derivados. Filsofos dizem, por exemplo, que as proposies so as nicas coisas literalmente verdadeiras. Uma proposio uma entidade abstrata a qual expressa por uma frase, defendida em uma crena ou afirmada em um juzo. Nossa capacidade de apreender proposies a razo ou entendimento. Todas essas manifestaes da linguagem so ditas verdadeiras apenas se expressam, defendem ou afirmam proposies verdadeiras. Assim, frases em diferentes lnguas, como por exemplo o portugus e o ingls, podem expressar a mesma proposio. A frase "O cu azul" expressa a mesma proposio que a frase "The sky is blue".[carece de fontes?] J para outros filsofos proposies e entidades abstratas em geral so misteriosas, e por isso pouco auxiliam na explicao. Por isso tomam as frases e outras manifestaes da linguagem como os portadores da verdade fundamentais. [carece de fontes?] Tipos de verdade A verdade uma interpretao mental da realidade transmitida pelos sentidos, confirmada por outros seres humanos com crebros normais e despidos de preconceitos (desejo de crer que algo seja verdade), e confirmada por equaes matemticas e lingsticas formando um modelo capaz de prever acontecimentos futuros diante das mesmas coordenadas. [carece defontes?]

Verdade material a adequao entre o que e o que dito. Verdade formal a validade de uma concluso qual se chega seguindo as regras de inferncia a partir de postulados e axiomas aceitos. uma verdade analtica a frase na qual o predicado est contido no sujeito. Por exemplo: "Todos os porcos so mamferos". uma verdade sinttica a frase na qual o predicado no est contido no sujeito. Sofisma todo tipo de discurso que se baseia num antecedente falso tentando chegar a uma concluso lgica vlida.

Teorias metafsicas da verdade Verdade como correspondncia ou adequao A teoria correspondentista da verdade encontrada no aristotelismo (incluindo o tomismo). De acordo com essa concepo, a verdade a adequao entre aquilo que se d na realidade e aquilo que se d na mente. A verdade como correspondncia foi definida por Aristteles no tratado Da Interpretao, no qual ele analisa a formao das frases suscetveis de serem verdadeiras ou falsas. Uma frase verdadeira quando diz que o que , ou que o que no no . Uma frase falsa quando diz que o que no , ou que o que no . O problema dessa concepo entender o que significa correspondncia. um tipo de semelhana entre o que e o que dito? Mas, que tipo de semelhana pode haver entre as palavras e as coisas? O mtodo cientfico, por exemplo, estabelece procedimentos para se realizar essa correspondncia. Nesse caso um juzo de verdade V ento legitimado, de forma tal que a comunidade de cientisitas (que partilham entre si conhecimento e experincias) aceita/certifica como verdadeira a proposio P, oriunda da correspondncia realizada entre P(V) e a "realidade emprica", via mtodo cientfico.

Verdade por correspondncia 1O conceito de verdade como correspondncia o mais antigo e divulgado. Pressuposto por muitas das escolas pr-socrticas, foi pela primeira vez, explicitamente formulado por Plato com a definio do discurso verdadeiro que d no Cratilo: "Verdadeiro o discurso que diz as coisas como so; falso aquele que as diz como no so." (Crtas.,385b;v.Sof.,262 e; Fil.,37c). Por sua vez Aristteles dizia: "Negar aquilo que , e afirmar aquilo que no , falso, enquanto afirmar o que e negar o que no , a verdade." (Met.,IV,7,1011b 26 e segs.;v.V,29.1024b 25). Aristteles enunciava tambm os dois teoremas fundamentais deste conceito da verdade. O primeiro que a verdade est no pensamento ou na linguagem, no no ser ou na coisa (Met.,VI,4,1027 b 25). O segundo que a medida da verdade o ser ou a coisa, no o pensamento ou o discurso: de modo que uma coisa no branca porque se afirma com verdade que assim; mas se afirma com verdade que assim, porque ela branca. (Met., IX, 10,1051 b 5). Desmeno De acordo com a teoria desmencionista da verdade, para chegarmos verdade de uma proposio basta tirarmos as aspas da mesma. Por exemplo, a proposio "A neve branca" verdadeira se, e somente se, a neve branca. Deflacionismo De acordo com o deflacionismo, o predicado de segunda ordem " verdade que " no acrescenta nada frase de primeira ordem qual ele aplicado. Por exemplo, no h nenhuma diferena lgica entre a frase " verdade que a gua molhada" e a frase "A gua molhada". [4] Desvelamento Segundo esta concepo, verdade desvelamento. Conhecer a verdade deixar o ser se manifestar. estar aberto para o ser. Nas verses modernas do desvelamento, mais pragmticas, a verdade algo "sempre em construo", e que portanto sempre vai possuir "valor verdade" inferior a 100%. Posio tpica de Martin Heidegger (em Ser e tempo, pargrafo 44, e na conferncia "A essncia da verdade"). Pragmatismo Para o pragmatismo a verdade o valor de uma coisa.[5] Em Habermas a verdade se confunde com a validade intersubjetiva, ou consenso. Se uma proposio no submetida ao crivo da comunidade, nada se pode dizer sobre sua falsidade. No Empirismo o pragmatismo no se ope correspondncia, mas se funde a ela: a "verdade emprica" como correspondncia obtida por consenso na comunidade cientfica. Referncias 1. Olavo de Carvalho. Inteligncia e Verdade. Pgina visitada em 23 de fevereiro de 2012. 2. Cristo a Verdade. O que a Verdade?. Pgina visitada em 23 de fevereiro de 2012. 3. Crtica na Rede. Crtica: Teorias da Verdade. Pgina visitada em 23 de janeiro de 2012. 4. Rorty, Nietzsche e a democracia. A teoria deflacionria da verdade como elo entre Nietzsche e o sonho utpico de Rorty. Por Paulo Ghiraldelli Jr.. Cadernos Nietzsche 4, p. 1725, 1998.. 5. Dicionrio Informal. Pragmatismo. Pgina visitada em 23 de fevereiro de 2012. [editar] Indicaes de leitura

Abdruschin. Na Luz da Verdade. Immanuel Kant. Crtica da razo pura. Immanuel Kant. Crtica da razo prtica. Santo Anselmo. De veritate. Aristteles. Da interpretao. John Austin. 1961. "Truth". In Philosophical papers. Oxford University Press. Pascal Engel. 1998. La vrit: rflxions sur quelques truismes. Paris: Hatier. Espinoza. 1663. Pensamentos metafsicos. Primeira parte, captulo VI. Lenio Luiz Streck. "Verdade e Consenso". Martin Heidegger. 1927. Ser e tempo. Pargrafo 44.

Martin Heidegger. 1930. "Sobre a essncia da verdade". In: Victor Civita, editor. Os pensadores: Heidegger. So Paulo: Abril Cultural, 1983, 2a. edio. Traduo de Ernildo Stein.

Conhecimento Origem: Wikipdia, a enciclopdia livre. Ir para: navegao, pesquisa Conhecimento o ato ou efeito de abstrair ideia ou noo de alguma coisa, como por exemplo: conhecimento das leis; conhecimento de um fato (obter informao); conhecimento de um documento; termo de recibo ou nota em que se declara o aceite de um produto ou servio; saber, instruo ou cabedal cientfico (homem com grande conhecimento). O tema "conhecimento" inclui, mas no est limitado a, descries, hipteses, conceitos, teorias, princpios e procedimentos que so ou teis ou verdadeiros. O estudo do conhecimento a gnoseologia. Hoje existem vrios conceitos para esta palavra e de ampla compreenso que conhecimento aquilo que se sabe de algo ou algum. Isso em um conceito menos especfico. Contudo, para falar deste tema indispensvel abordar dado e informao.

Dado um emaranhado de cdigos decifrveis ou no. O alfabeto russo, por exemplo, para leigos no idioma, simplesmente um emaranhado de cdigos sem nenhum significado especifico. Algumas letras so simplesmente alguns nmeros invertidos e mais nada. Porm, quando estes cdigos at ento indecifrveis, passam a ter um significado prprio para aquele que os observa, estabelecendo um processo comunicativo, obtm-se uma informao a partir da decodificao destes dados. Diante disso, podemos at dizer que dado no somente cdigos agrupados, mas tambm uma base ou uma fonte de absoro de informaes. Ento, informao seria aquilo que se tem atravs da decodificao de dados, no podendo existir sem um processo de comunicao. Essas informaes adquiridas servem de base para a construo do conhecimento. Segundo esta afirmao, o conhecimento deriva das informaes absorvidas.Se constri conhecimentos nas interaes com outras pessoas, com o meio fsico e natural. Podemos conceituar conhecimento da seguinte maneira: conhecimento aquilo que se admite a partir da captao sensitiva sendo assim acumulvel a mente humana. Ou seja, aquilo que o homem absorve de alguma maneira, atravs de informaes que de alguma forma lhe so apresentadas, para um determinado fim ou no. O conhecimento distingue-se da mera informao porque est associado a uma intencionalidade. Tanto o conhecimento como a informao consistem de declaraes verdadeiras, mas o conhecimento pode ser considerado informao com um propsito ou uma utilidade.

A definio clssica de conhecimento, originada em Plato, diz que ele consiste de crena verdadeira e justificada. O conhecimento no pode ser inserido num computador por meio de uma representao, pois neste caso seria reduzido a uma informao. Assim, neste sentido, absolutamente equivocado falar-se de uma "base de conhecimento" num computador. No mximo, podemos ter uma "base de informao", mas se possvel process-la no computador e transformar o seu contedo, e no apenas a forma, o que ns temos de fato uma tradicional base de dados. Associamos informao semntica. Conhecimento est associado com pragmtica, isto , relaciona-se com alguma coisa existente no "mundo real" do qual temos uma experincia direta. O conhecimento pode ainda ser aprendido como um processo ou como um produto. Quando nos referimos a uma acumulao de teorias, ideias e conceitos o conhecimento surge como um produto resultante dessas aprendizagens, mas como todo produto indissocivel de um processo, podemos ento olhar o conhecimento como uma atividade intelectual atravs da qual feita a apreenso de algo exterior pessoa. A definio clssica de conhecimento, originada em Plato, diz que ele consiste de crena verdadeira e justificada. Aristteles divide o conhecimento em trs reas: cientfica, prtica e tcnica. Alm dos conceitos aristotlico e platnico, o conhecimento pode ser classificado em uma srie de designaes/categorias: Conhecimento sensorial: o conhecimento comum entre seres humanos e animais. Obtido a partir de nossas experincias sensitivas e fisiolgicas (tato, viso, olfato, audio e paladar). Conhecimento intelectual: Esta categoria exclusiva ao ser humano; trata-se de um raciocnio mais elaborado do que a mera comunicao entre corpo e ambiente. Aqui j pressupe-se um pensamento, uma lgica. Conhecimento vulgar/popular: a forma de conhecimento do tradicional (hereditrio), da cultura, do senso comum, sem compromisso com uma apurao ou anlise metodolgica. No pressupe reflexo, uma forma de apreenso passiva, acrtica e que, alm de subjetiva, superficial. Conhecimento cientfico: Preza pela apurao e constatao. Busca por leis e sistemas, no intuito de explicar de modo racional aquilo que se est observando. No se contenta co m explicaes sem provas concretas; seus alicerces esto na metodologia e na racionalidade. Anlises so fundamentais no processo de construo e sntese que o permeia, isso, aliado s suas demais caractersticas, faz do conhecimento cientfico quase uma anttese do popular. Conhecimento filosfico: Mais ligado construo de ideias e conceitos. Busca as verdades do mundo por meio da indagao e do debate; do filosofar. Portanto, de certo modo assemelha-se ao conhecimento cientfico - por valer-se de uma metodologia experimental -, mas dele distancia-se por tratar de questes imensurveis, metafsicas. A partir da razo do homem, o conhecimento filosfico prioriza seu olhar sobre a condio humana. Conhecimento teolgico: Conhecimento adquirido a partir da f teolgica, fruto da revelao da divindade. A finalidade do telogo provar a existncia de Deus e que os textos bblicos foram escritos mediante inspirao Divina, devendo por isso ser realmente aceitos como verdades absolutas e incontestveis. A f pode basear-se em experincias espirituais, histricas, arqueolgicas e coletivas que lhe do sustentao. Conhecimento intuitivo: Inato ao ser humano, o conhecimento intuitivo diz respeito subjetividade. s nossas percepes do mundo exterior e racionalidade humana. Manifestase de maneira concreta quando, por exemplo, tem-se uma epifania. 1.Intuio sensorial/emprica: A intuio emprica o conhecimento direto e imediato das qualidades sensveis do objeto externo: cores, sabores, odores, paladares, texturas, dimenses, distncias. tambm o conhecimento direto e imediato de estados internos ou mentais: lembranas, desejos, sentimentos, imagens. (in: Convite Filosofia; CHAU, Marilena). 2.Intuio intelectual: A intuio com uma base racional. A partir da intuio sensorial voc percebe o odor da margarida e o da rosa. A partir da intuio intelectual voc percebe imediatamente que so diferentes. No necessrio demonstrar que a parte no maior que o todo, a lgica em seu estado mais puro; a razo que se compreende de maneira imediata.

O conhecimento cientfico

Francis Bacon, "O conhecimento poder". O desenvolvimento do mtodo cientfico deu um contributo significativo para a nossa compreenso do conhecimento. Para ser considerado cientfico, um mtodo inquisitivo deve ser baseado na coleta de provas observveis, empricas e mensurveis sujeitas aos princpios especficos do raciocnio.[1] O mtodo cientfico consiste na coleta de dados atravs de observao e experimentao, bem como na formulao e teste de hipteses.[2] A cincia e a natureza do conhecimento cientfico tambm se tornaram objeto de estudo da filosofia.

Como a prpria cincia tem desenvolvido, o conhecimento desenvolveu um amplo uso que sido desenvolvido no mbito da biologia / psicologia - discutido em outro lugar como meta-epistemologia ou epistemologia gentica, e em certa medida, relacionadas com a "teoria do desenvolvimento cognitivo". Note-se que "epistemologia" o estudo de conhecimento e de como ele adquirido. A cincia "o processo usado todos os dias para completar os pensamentos logicamente atravs de inferncia de fatos determinados por experimentos calculados." Sir Francis Bacon, crtico do desenvolvimento histrico do mtodo cientfico, escreveu obras que estabeleceram e popularizaram uma metodologia indutiva para a pesquisa cientfica. Seu famoso aforismo "conhecimento poder" encontrado nas Meditaes Sacras (1597).[3] Referncias 1. 2. 3. "[4] Rules for the study of natural philosophy", Newton 1999, pp. 794-6, de General Scholium, que segue o Livro 3, The System of the World. scientific method, Merriam-Webster Dictionary. Sir Francis Bacon - Quotationspage.com. Pgina visitada em 08/07/2009.

[editar] Ver tambm Cincia Origem: Wikipdia, a enciclopdia livre.

Em sentido amplo, cincia (do latim scientia, traduzido por "conhecimento") refere-se a qualquer conhecimento ou prtica sistemticos. Em sentido estrito, cincia refere-se ao sistema de adquirir conhecimento baseado no mtodo cientfico bem como ao corpo organizado de conhecimento conseguido atravs de tais pesquisas[Ref. 1]. Este artigo foca o sentido mais estrito da palavra. Embora as duas estejam fortemente interconectadas, a cincia tal como enfatizada neste artigo muitas vezes referida como cincia experimental a fim de diferencia-la da cincia aplicada, que a aplicao da pesquisa cientfica a necessidades humanas especficas. A cincia o esforo para descobrir e aumentar o conhecimento humano de como o Universo funciona. Refere-se tanto a(o):

Investigao ou estudo racionais do Universo, direcionados descoberta da verdade e/ou realidade universais. Tal estudo ou investigao metdico e compulsoriamente realizado em acordo com o mtodo cientfico um processo de avaliar o conhecimento emprico; corpo organizado de conhecimentos adquiridos por tais estudos e pesquisas.

A cincia o conhecimento ou um sistema de conhecimentos que abarca verdades gerais ou a operao de leis gerais especialmente obtidas e testadas atravs do mtodo cientfico. Nestes termos cincia algo bem distinto de cientista, podendo ser definida como o conjunto que encerra em si o corpo sistematizado e cronologicamente organizado de todas as teorias cientficas (destaque normalmente dado para os paradigmas vlidos) bem como o mtodo cientfico e todos os recursos necessrios elaborao das mesmas. Da definio segue que um cientista um elemento essencial cincia, e como qualquer ser humano dotado de um crebro imaginativo que implica sentimentos e emoes, o cientista certamente tambm tem suas crenas - convices que vo alm das verdades gerais - podendo esse at mesmo ser, no raramente ou obstante, um testa ou religioso convicto. Ao definirem-se cincia e cientista de relevncia ressaltar por tal que a definio de cincia exige expressamente que o cientista saiba manter suas crenas longe de seus artigos cientficos e das teorias cientficas com as quais esteja a trabalhar; constituindo-se estes dois elementos - cincia e cientista - por definies certamente muito distintas, portanto. Da correta compreenso fato que a cincia no exclui os crentes, testas e/ou religiosos do seu leque de cientistas; contudo tambm fato que a cincia, graas aos pr-requisitos do mtodo cientfico, exclui por completo, dela e de suas teorias cientficas, as convices no testveis ou contraditas via fatos daqueles, sendo a cincia por pargrafo constitutivo explcito - em definio stricto sensu - expressamente ctica e secular no que lhe cabe [Nota 1] [Nota 2] [Ref. 2].

Etimologia e definio

Personificao da "Cincia" sobre a lpide de Octavio Fabricio Mossotti. A etimologia da palavra cincia vem do latim scientia ("conhecimento"), o mesmo do verbo scire ("saber") que designa a origem da faculdade mental do conhecimento [Ref. 3]. Esta acepo do termo se encontra, por exemplo, na expresso de Franois Rabelais: "Cincia sem conscincia arruina a alma". Ele se referia assim a uma noo filosfica (o conhecimento puro, a acepo "de saber"), que em seguida se tornou uma noo religiosa, sob a influncia do cristianismo. "A cincia instruda" referia-se ento ao conhecimento dos religiosos, da exegese e das escritas, parafraseando a teologia. A raiz "cincia" reencontra-se em outros termos tais como "a conscincia" (etimologicamente, "com o conhecimento"), "presciencia" ("o conhecimento do futuro"), "omnisciencia" ("o conhecimento de todo"), por exemplo. Definio larga A palavra cincia possui vrios sentidos, abrangendo principalmente trs acepes 1. 2. 3.[Ref. 4]

:

Saber, conhecimento de certas coisas que servem conduo da vida ou dos negcios. Conjunto dos conhecimentos adquiridos pelo estudo ou pela prtica. Hierarquizao, organizao e sntese dos conhecimentos atravs de modelos e princpios gerais (teorias, leis, etc.).

Cita-se de passagem que o prprio conceito de teoria tem vrias acepes no especficas que mostram-se muito distintas da que encontrada em um meio cientfico, sendo entre estas certamente conhecida a acepo em senso comum de teoria como algo duvidoso, no provado, descartvel. Esta acepo e correlatas mostram-se contudo radicalmente diferente da acepo de teoria cientfica ao considerar-se a acepo stricto sensu da palavra cincia.

Definio estrita

Esboo contendo os principais passos do mtodo cientfico. Observe que o mtodo cclico de forma a promover a contnua evoluo das teorias cientficas. Segundo Michel Blay, a cincia "o conhecimento claro e evidente de algo, fundado quer sobre princpios evidentes e demonstraes, quer sobre raciocnios experimentais, ou ainda sobre a anlise das sociedades e dos fatos humanos [Ref. 5]." Esta definio permite distinguir os trs tipos de cincia: as cincias formais, compreendendo a Matemtica e as cincias matemticas como a estatstica; as cincias fsico-qumicas e experimentais (cincias da natureza e da terra como a fsica, qumica, biologia, medicina); e as cincias sociais, que ocupam-se do homem, de sua histria, do seu comportamento, da lngua, do social, do psicolgico e da poltica, entre outros. No entanto, embora convencionais, seus limites no so rgidos, e no se mostrando estritamente definidos; em outras palavras, a rigor, no existe categorizao sistemtica dos tipos de cincia, e para tentar-se faz-lo ter-se-ia antes que resolver um complicado questionamento epistemolgico. A stricto sensu, a cincia nica: se um corpo de conhecimento produzido mediante os rigores do mtodo cientfico, este cincia, em caso contrrio, bastando para tal transcender em qualquer ponto o mtodo cientfico, no o . A cincia nica tambm ao considerar-se o conjunto de evidncias - de fatos - sobre o qual trabalha. Embora seja comum priorizar-se ou destacar-se o subconjunto de fatos mais pertinentes a um problema ou rea de estudo em particular - vez por outra falando-se pois nos "fatos da fsica", "fatos da qumica", etc. - uma hiptese cientfica, para ser aceita com valor lgico verdadeiro no paradigma cientfico vlido, deve estar em acordo com todos os fatos cientficos conhecidos poca em considerao. As condies impostas sobre as hipteses implicam no apenas que o conjunto de todas as hipteses de uma teoria cientfica estejam necessariamente harmnicas com o conjunto de todos os fatos conhecidos, como tambm implicam a necessria harmnicas destas, e das diversas teorias de um paradigma vlido - quaisquer que sejam - entre si. Se divergncias forem verificadas, as respectivas teorias encontram-se impelidas a evoluir. Definies filosficas

O pensador; personificao da filosofia. Para os filsofos no h uma definio nica de cincia. Contudo, o que esperar deles quanto definio de cincia? Os filsofos no se entendem nem quanto definio de filosofia! [Nota 3] Embora para um cientista a definio de cincia que vale a estrita, h considervel discusso sobre o que cincia no meio filosfico, e neste meio acham-se vrias definies de cincia, e vrias consideraes sobre sua abrangncia.[Nota 4] [Nota 5]. A palavra cincia, no seu sentido estrito, se ope opinio (doxa em grego), e ao dogma, ou a afirmaes de natureza arbitrrias. No entanto a relao entre a opinio de um lado e a cincia do outro no estritamente sistemtica; o historiador das cincias Pierre Duhem pensa com efeito que a cincia a ncora no sentido comum, que deve salvar as aparncias. O discurso cientfico se ope superstio e ao obscurantismo. Contudo, a opinio pode transformar-se num objeto de cincia, ou mesmo uma disciplina cientfica parte. A Sociologia da cincia analisa esta articulao entre cincia e opinio; os relatos so mais complexos ou mais tnues em acordo com a situao, mas de forma geral podem ser resumidos na frase de Gaston Bachelard: "a opinio pensa mal; no pensa".[Ref. 6] Em senso estrito a cincia certamente se ope s crenas em seu mtodo de trabalho, contudo em meios no acadmicos, ou mesmo acadmicos, comum esquecer-se a ltima parte da frase, e afirmar-se simplesmente que a cincia se ope s crenas; por extenso a cincia frequentemente consideradacomo contrria s religies. Esta interpretao mais comum do que se pensa, sendo frequentemente usada em ambos os lados, embora com maior frequncia por cientistas do que por religiosos. [Nota 6] A ideia de cincia com o objetivo de produzir conhecimento problemtica para alguns; vrios dos domnios reconhecidos como cientficos no tm por objetivo a produo de conhecimentos, mas a de instrumentos, mquinas, de dispositivos tcnicos. Terry Shinn assim props a noo de "investigao tcnico-instrumental" [Ref. 7]. Os seus trabalhos com Bernward Joerges a propsito da instrumentao[Ref. 8] assim permitiram destacar que o critrio cientfico no atribudo unicamente s cincias do conhecimento. A acepo da palavra cincia conforme definida no sculo XX e XXI a da instituio da cincia, ou seja, o de conjunto das comunidades cientficas que trabalham para melhorar o saber humano e a tecnologia, incluso nesta acepo consideraes de natureza internacional, metodolgica, tica e ou poltica. A noo de cincia acima apresentada, ou mesmo outra, est longe, entretanto, de ser consensual. Segundo o epistemologista Andr Pichot, "utpico querer dar uma definio a priori da cincia". O historiador das cincias Robert Nadeau explica, por seu lado, que "impossvel passar aqui em revista o conjunto dos critrios de demarcao propostos desde cem anos pelos epistemologistas [para se definir cincia] ... [e que] pode-se aparentemente formular um critrio que exclui qualquer coisa que se queira excluir, e conserva qualquer coisa que se queira conservar."[Ref. 9] O fsico e filsofo das cincias Lna Soler, no seu manual de epistemologia, comea igualmente por sublinhar pelos limites da operao de definio[Ref. 10]. Os dicionrios propem certamente algumas definies. Mas, como recorda Lna Soler, estas definies no so satisfatrias, como quase nunca so quanto o assunto so verbetes ligados s cadeiras cientficas. As noes de universalidade, de objetividade ou de mtodo cientfico (sobretudo quando este ltimo concebido como a uma nica noo em vigor) objeto de numerosas controvrsias para que possam constituir o pedestal de uma definio aceitvel. necessrio, por conseguinte, ter em conta estas dificuldades para descrever a cincia. E esta descrio continua a ser possvel tolerando-se certa vaporosidade epistemolgica. Das correntes filosficas definio estrita Empirismo

A cincia busca prever o futuro, contudo usar bola de cristal certamente no uma forma cientfica de se faz-lo!

De acordo com o empirismo, as teorias cientficas so objetivas, empiricamente testveis e preditivas elas predizem resultados empricos que podem ser verificados e possivelmente contraditos. Mesmo alheio tradio emprica h de se compreender que "predio" em cincia refere-se mais ao planejamento de experimentos ou estudos futuros e s expectativas quanto aos resultados do que literalmente predizer o futuro, mesmo que o nmero de acertos associados predio - graas a uma teoria bem corroborada - venha a ser considervel. Certamente consegue-se hoje prever com enorme antecipao a hora de um eclipse, contudo dizer que "um paleontlogo pode fazer predies a respeito do achado de um determinado tipo de dinossauro" tambm plenamente consistente com o uso emprico da predio, mesmo que por um azar do destino, este nunca venha a encontr-lo. Embora a capacidade de fazer tais predies certamente sejam objetivos destas cadeiras via avanos contnuos nos modelos associados, tem-se ainda que cincias como a geologia ou meteorologia no precisam ser capazes de fazer predies acuradas sobre terremotos ou sobre o clima para serem qualificadas como cincia. Em particular para a meteorologia, com os avanos tecnolgicos verificados nas ltimas dcadas, no se "prev" mais o clima, se sim se "v", via satlite, como estar o clima daqui a uma semana ou mais. Expandindo um pouco o leque filosfico, o filsofo emprico Karl Popper argumentou que determinada verificao em verdade impossvel, e que a hiptese cientfica pode ser apenas falsevel (falseabilidade). O Positivismo, uma forma de empirismo, defende a utilizao da cincia, tal como definida pelo empirismo, a fim de governar as relaes humanas. Em conseqncia sua afiliao prxima, os termos "positivismo" e "empirismo" so geralmente usados intercambialmente. Ambos tm sido objetos de crticas. Realismo cientfico Em contraste, o realismo cientfico define cincia em termos da ontologia: a cincia se esfora em identificar os fenmenos no meio, os elementos fsicos envolvidos nestes fenmenos, suas relaes de causalidade, e por fim os mecanismos atravs dos quais a causalidade se estabelece. As posturas filosficas fazem-se mais uma vez presentes: W. V. Quine demonstrou a impossibilidade de existir uma linguagem de observao independente da teoria, ou seja, compreende-se o desconhecido com base no conhecido. As observaes so sempre carregadas de teorias. Thomas Kuhn argumentou que a cincia sempre envolve "paradigmas", grupos de regras, prticas, premissas (geralmente sem precedentes) e teorias tidas at ento como vlidas, e as transies entre paradigmas geralmente no envolvem necessariamente a verificao ou falseabilidade de teorias cientficas. Alm disso, ele argumentou que a cincia no progridiu historicamente com a acumulao constante de fatos, como o modelo empirista expressa. O melhor de cada uma

A cincia no morde a prpria cauda. contudo verificvel que o mtodo cientfico - base da definio da cincia moderna - preserva os traos mais importantes - estes no conflitantes - tanto da postura empirista como da realista. A saber identifica-se facilmente, nas teorias cientficas modernas e no mtodo, a existncia obrigatria de um conjunto de fatos empricos, a obrigatoriedade do teste experimental, a previsibilidade de fenmenos ou fatos ainda desconhecidos, a causalidade, os mecanismos que implicam a relao de causa efeito, e vrios outros. Em resumo, verificado que os dois juntos funcionam harmonicamente, se a teoria que determina a observao (realismo), ou a observao que determina a teoria (empirismo) [Nota 7] - pelo menos luz da cincia - no importa. O problema de se determinar o incio e o fim de uma curva fechada (o mtodo cientfico descrito por um diagrama fechado) no um problema para a cincia, quer seja este um problema filosfico, quer no. Histria

Ver artigo principal: Histria da cincia e Revoluo cientfica. Viso geral

Galileo Galilei, uma das grandes personalidades da poca da revoluo cientfica. Galileu tido por muito como pai da cincia moderna graas s suas contribuies no que se refere ao uso do mtodo experimental na busca pela compreenso da natureza. Galileu morreu no ano em que Isaac Newton nasceu, e suas contribuio mostrariam-se decisivas para a consolidao da mecnica clssica, levada a cabo por Newton com a publicao do "Principia". Enquanto a investigao emprica do mundo natural encontra-se descrita desde a antiguidade, a exemplo por Aristteles, Teofrasto e Caio Plnio Segundo, e o mtodo cientfico desde a Idade Mdia, a exemplo por Ibn al-Haytham, Abu Rayhan Biruni e Roger Bacon, o surgimento do que se chama hoje por cincia moderna normalmente definido como coincidente com o ncio da Idade Moderna e com uma fase da histria que ficou conhecida como a Revoluo Cientfica dos sculos XVI e XVII. Esse perodo sucede o final da Idade Mdia e engloba a Renascena, poca marcada pela retomada dos conhecimentos clssicos produzidos pelos gregos h cerca de dois milnios atrs e por uma subsequente enorme evoluo nas ideias cientficas ligadas fsica, astronomia, e biologia, entre outras [Ref. 11]. No renegando-se a importncia de obras e personalidades anteriores, quela poca a primeira teoria que se consolidaria em moldes modernos seria a teoria da mecnica conforme proposta por Isaac Newton, encontrando-se esta pela primeira vez no renomado livro Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, publicado em 5 de julho de 1687. A obra se tornaria uma verdadeira lenda dentro da histria e da cincia pois a publicao do "Principia" - conforme ficou conhecido - que contm, alm da lei da gravitao universal, as trs leis de Newton para a dinmica dos corpos, determinaria uma verdadeira revoluo na cincia, na sociedade, e na forma de se pensar e compreender a natureza. Dada a acuracidade da teoria da mecnica frente os fatos conhecidos poca, nos dois sculos que se seguiram as ideias mecanicistas do universo se propogaram com vigor no s para as diversas subreas da fsica como tambm para as mais variadas reas do conhecimento, e sua difuso seria to frutfera abrangente que a viso de mundo mecanicista perduraria slida e inabalvel at o primeiro ano do sculo XX, ano em que Max Planck e cinco anos mais tarde Albert Einstein estabeleceriam um segundo marco na cincia, e levariam a cincia moderna era da fsica moderna. Graas fsica a cincia moderna se estabelecera, e graas a ela a cincia moderna evoluiria a passos largos no sculo XX - a ponto deste sculo ser reconhecido pela comunidade cientfica como o sculo da fsica. As mudanas mais recente e significativas nos paradigmas cientficos em tempos atuais se devem contudo no fsica mas sim outra rea da cincia natural, a biologia. Ao que tudo indica, apoiada pelo avano tecnolgico-cientfico ocorrido, a biologia ser para a cincia do sculo XXI o que o a fsica representou para a mesma no sculo XX.

Origens da Cincia

Ptolomeu. Na Grcia Antiga encontram-se as origens do pensamento cientfico. Em uma viso cronolgica a cincia nasceu como uma tentativa de se achar respostas para os questionamentos humanos, questionamentos como "o que h l fora?", "do que o mundo feito?", "qual o segredo da vida?" e "como chegamos at aqui?" [Ref. 12]. Mais do que capaz de satisfazer a curiosidade, mostrou-se gradualmente como uma verdadeira ocupao, inspirando trabalhos de vidas inteiras. Isso porque percebeu-se que, por meio da observao e experimentao - do mtodo cientfico - era possvel no s compreender o mundo que nos cerca mas tambm a ns mesmos, isso de forma a impelir o desenvolvimento de novas tecnologias e, assim, melhorar a qualidade de vida das pessoas. Nesse sentido, embora no exista por si s e sim como uma produo humana, a cincia , de longe, a ferramenta mais indispensvel manuteno do progresso. Com um longo caminho ainda a trilhar antes de atingir a definio e status atual, o aqui com ressalvas chamado "pensamento cientfico" surgiu na Grcia Antiga com os pensadores pr-socrticos que foram chamados de Filsofos da Natureza e tambm Pr-cientistas. Nesse perodo a sociedade ocidental pela primeira vez ousou abandonar a forma de pensar baseada em mitos e dogmas para estabelecer uma nova forma de pensar, uma forma de pensar naturalista baseada no ceticismo. O pensamento dogmtico coloca as ideias como sendo superiores ao que se observa. O Pensamento ctico coloca o que observado como sendo superior s ideias. Por mais que se observe fatos que destruam o dogma, uma pessoa com pensamento dogmtico preservar o seu dogma. Para a cincia uma teoria composta por um corpo de fatos e ideias, e se observarem-se fatos que comprovem a falsidade da ideia, o cientista tem a obrigao de modificar ou reconstruir a teoria. Na poca de Scrates e seus contemporneos, o pensamento cientfico se consolidou, principalmente com a difuso do conceito de prova cientfica (ao rigor moderno, "evidncia cientfica", "fato cientfico") atrelado observncia de repetio do fenmeno natural. Embora no se encontre na Grcia antiga a definio de cincia em moldes modernos, e nela que encontra-se o primeiro passo para se alcana-la. Tanto as religies como a cincia tentam descrever a natureza. A diferena est na forma de pensar. O cientista no aceita descrever o natural com o sobrenatural, e para ele necessria a observao de evidncias que eventualmente falseiam as ideias. Para um cientista a cincia uma s, pois a natureza apenas uma. Sendo assim, as ideias da fsica devem complementar as ideias da qumica, da paleontologia, geografia e assim por diante. Embora a cincia seja dividida em reas, para facilitar o estudo, ela ainda continua sendo apenas uma. Da Escolstica Renascena Durante a Idade Mdia, os filsofos escolsticos criaram uma viso dogmtica de cincia que ainda hoje pode ser encontrada em alguns livros e enciclopdias. Estes pensadores no admitiam o uso da matemtica, aceitavam somente a dialtica e a lgica aristotlica como formas de anlise cientfica. O resultado disso que nada de cientfico foi produzido durante a Idade Mdia. Os sculos que se passaram entre o declnio da sociedade grega antiga e a renascena ficaram conhecido como "perodo das trevas" em consequncia do marasmo cientfico associado, onde no apenas no se produz nada de novo em termos "cientficos" como tambm se abandona o que havia sido produzido antes pelos gregos e outros. Na Renascena, os pensadores literalmente retomaram o pensamento cientfico pr-socrtico, e passam a usar a matemtica como forma de anlise cientfica. Galileu Galilei e Descartes so nomes de destaque desta poca. Aps a retomada do pensamento cientfico pr-socrtico, voltou-se a evoluir cientificamente. Matemtica e Lgica no so cincias

Embora a matemtica e a lgica sejam indispensveis cincia, estas no so - aos rigores do mtodo cientfico - cincias. J na Grcia antiga os filsofos pr-socrticos discutiam se iriam atingir a verdade atravs das palavras ou dos nmeros. Os sofistas defendiam que iriam atingir a verdade atravs das palavras. Os pitagricos, seguidores de Pitgoras, defendiam que atingiriam a verdade atravs dos nmeros. Aristteles formalizou o pensamento lgico dedutivo. Na Idade Mdia, o pensamento lgico dedutivo foi usado em abundncia pelos filsofos escolsticos e o resultado foi um total vazio cientfico durante essa poca. Francis Bacon, na Renascena, afirmava que A lgica de Aristteles tima para criar brigas e contendas, mas totalmente incapaz de produzir algo de til para a humanidade. Scrates, Plato e Demcrito defendiam que somente a matemtica traz clareza ao pensamento. O pensamento lgico alheio ao fato experimental j se demonstrou ineficiente para criao de teorias cientficas e para descrever a natureza. Ren Descartes, j afirmava que: Matemtica uma ferramenta para se fazer cincia, mas no uma cincia. Isso ocorre, pois palavras e nmeros no existem na natureza, portanto no so cincia. Mas a matemtica j se mostrou e contudo tima ferramenta para o estudo e formulao de teorias cientficas. A rigor, matemtica e lgica no so cincias, contudo, dada as suas aplicaes dentro da cincia, so indispensveis para se fazer cincia. A matemtica - incluso a lgica - a linguagem com a qual se descreve a natureza. Pilares do pensamento cientfico

A cincia constri castelos de realidade sobre fundaes tangveis, e no castelos de fantasias sobre iluses. Com os gregos encontra-se a origem da cincia e de l para c aprendeu-se muito, de forma que hoje pode-se dizer que a cincia apia-se basicamente, entre outros, sobre cinco pilares: 1. Princpio fundamental: o principal objetivo da cincia compreender o Universo em sua realidade e totalidade. 2. Princpio Uno: a cincia nica pois o universo tangvel tambm o . 3. Principio naturalista: nunca usar o sobrenatural para descrever a natureza e o Universo. As ideias propostas devem manter-se compulsoriamente atadas a fatos naturalmente verificveis; devem ser inequivocamente corroborada por tantos quanto os possveis, e por pelo menos por um. 4. Princpio da falseabilidade: as hipteses devem ser sempre testveis (falseveis); apenas um novo fato verificvel contudo contraditrio suficiente para que as ideias tericas conflitantes sejam compulsoriamente recicladas ou abandonadas. 5. Princpio da generalidade e simplicidade: as teorias cientficas devem ser as mais simples e abrangentes possveis. Trata-se da conhecida Navalha de Ockham: "se em tudo o mais forem idnticas as vrias explicaes de um fenmeno, a mais simples a melhor" (William de Ockham). Igualmente assume-se que: se em tudo o mais forem igualmente complicadas as varias explicaes para um conjunto de fenmenos em enfoque, a mais abrangente a melhor.

Mtodo Cientfico

Ver artigo principal: Mtodo cientfico

O modelo de Bohr do tomo. A evoluo do modelo atmico da matria - desde sua proposio por Leucipo e Demcrito at o paradigma mais atual, o modelo atmico dos orbitais - fornece bom exemplo de como a cincia trabalha, e de que as teorias - quando em acordo com o mtodo cientfico - evoluem com o tempo. Os termos "modelo", "hiptese", "lei" e "teoria" tm significados diferentes em cincia e na linguagem coloquial. Os cientistas usam o termo modelo para referir-se a uma ou um conjunto de construes abstratas ou mesmo materiais construdas sobre hipteses cientificamente corroboradas que permitam estabelecer uma representao de um dado objeto ou fenmeno - geralmente mas no obrigatoriamente especfico - em estudo. Sua construo tm por fim, via analogia, uma melhor compreenso do fenmeno ou objeto modelado. A palavra pois usada em cincia com a acepo estrita desta - o de fruto de um trabalho de modelagem. Os modelos so elaborados a partir da coleta de dados (fatos) e observao cautelosa, e construdos de forma que possam ser usados para inferir caractersticas e fazer predies testveis por experimento ou observao. Os testes e observaes so contudo executados sobre o objeto ou fenmeno em si, e no sobre o modelo, e os resultados so usados para aprimorar tanto a teoria associada como os modelos em si. A diferena entre um modelo cientfico e um artstico reside pois apenas no objetivo final e na metodologia empregada para constru-lo. Em modelos cientficos, certamente obrigatrio que a a metodologia empregada esteja em pleno acordo com a metodologia cientfica. Os modelos, assim como as hipteses e fatos cientficos associados, tambm integram, certamente, as teorias cientficas, sendo em verdade to essenciais s teorias quanto os demais. Ao falar-se de modelo importante ressaltar que, por mais trabalhado e elaborado que seja um modelo, um modelo no o objeto que se modela, e h sempre o nele se melhorar, sendo o trabalho de modelagem, em verdade, um trabalho sem fim. Ao fim do raciocnio possvel at mesmo interpretar as teorias cientficas como grandes e sofisticados modelos acerca da natureza. O eterno trabalho de aperfeio-los cada vez mais - quer em detalhes quer em abrangncia - constitui o principal objetivo da cincia e a labuta diria dos cientistas. Uma hiptese cientfica uma proposio falsevel e testvel acerca de algum fato, conjunto de fatos ou fenmenos da naturais. Em princpio, embora nem toda hiptese seja cientfica, todas as ideias cientficas so hipteses, o que equivale a dizer que a cincia ctica, por definio. H contudo uma "hierarquizao" das hipteses dentro da cincia em funo de sua relevncia e em funo do nvel de corroborao por evidncias que as mesmas possuam. As hipteses nascem como simples conejecturas, geralmente carecendo ainda dos testes experimentais (e similares) pertinentes ao mtodo cientfico. Recebendo a corroborao por parte dos primeiros testes, e nenhuma contradio, esta eleva-se ao nvel de "hiptese" plausvel, e na sequncia, medida que a abrangncia e o nvel de corroborao aumentam, esta pode elevar-se ao nvel de postulado. Um postulado uma hiptese que, em vista de considerveis corroboraes e ausncia de contradio, mantido o ceticismo cientfico, passou a ser aceita como verdade, j podendo e geralmente sendo utilizada como base para a deduo ou a corroborao lgica de outras verdades cientficas. Uma lei fsica ou uma lei da natureza consiste em uma hiptese que conseguiu, aps exaustivos, variados e abrangentes testes, todos favorveis sua veracidade, alcanar um patamar que lhe permite ser usada como uma descrio cientfica generalizao de uma ampla gama de observaes empricas. O poder de uma lei cientfica geralmente reside em sua simplicidade e abrangncia, contudo no se deve esquecer que esta , antes de tudo, assim como as demais idias cientficas, uma hiptese.

O modelo de Watson e Crick para a estrutura do DNA. A palavra teoria mal entendida particularmente pelos no profissionais. O uso comum da palavra "teoria" refere-se a ideias que no possuem provas firmes ou base. Neste contexto no cientfico uma teoria seria a mais vil das hipteses, bem abaixo de uma simples conjectura. No meio acadmico, entretanto, a acepo de teoria drasticamente diferente; os cientistas usam essa palavra como referncia ao corpo de ideias que permite fazer descries e predies geralmente mas no necessariamente especficas, ideias estas necessariamente embasadas em um conjunto bem estabelecido de fatos cientficos, e necessariamente falseveis perante tais, ou, principalmente, perante fatos sendo descobertos. Ressalta-se que fatos sozinhos no tm sentido, sendo a relao cronolgica causal dos mesmos - o sentido dos mesmos - estabelecida pelas idias. Igualmente idias sem fatos que as corroborem esto livres da necessria conexo com a cincia do real, e apesar de poderem manter entre si estrutura lgica impecvel, no esto nestes termos obrigatoriamente conexas realidade, e assim no constituem uma teoria cientfica por si s. A teoria assim no somente o conjunto de idias, nem to pouco somente o conjunto de fatos, mas a unio indissocivel dos dois conjuntos, o de idias e o de fatos, ambos necessariamente estabelecidos nos moldes cientficos. A teoria da gravitao universal de Newton um corpo de ideias que permite ao cientista explicar um conjunto de fatos observacionais relacionados, a exemplo, a queda de uma ma ou mesmo o movimento da lua ao redor da Terra. Alm disso, esta teoria permite fazer predies sobre novas ocorrncias, a saber como estes corpos comportar-se-o com o passar do tempo, ou como outros corpos massivos, a exemplo, um satlite artificial ou uma sonda espacial, mover-se-o sob a mesma influncia causal que determina a ocorrncia das observaes anteriores conforme foram observadas. Fatos e idias andam necesariamente juntos em um teoria cientfica. Uma teoria especialmente frutfera que tem sobrevivido a incontveis testes ao longo do tempo e tem uma considervel quantidade de evidncias integrando-a dita por muitos, inclusive por cientistas, quando no muito cautelosos com suas palavras, "provada". No sentido cientfico estrito, entretanto, uma teoria cientfica, qualquer que seja, nunca provada. No se prova uma teoria cientfica. Uma teoria cientfica, entendida em termos exatos no somente como o conjunto de idias pertinentes descrio e previso de fatos, mas como a unio indissocivel deste conjunto de idias e do conjunto de fatos naturais pertinentes, nunca encontra-se provada pois no se prova a veracidade de uma idia em cincia. Uma idia cientfica uma eterna hiptese, necessariamente falsevel, e por tal, nunca provada, pois no se pode garantir que em algum momento futuro uma nova evidncia, at ento desconhecida, venha a contradiz-la [Nota 8]. Em acordo com o descrito, o uso da palavra "provada", quando anexo ao conceito de teoria, desencorajado, e se encontrado, deve ser substitudo pela idia correta que expressa, a de uma teoria exaustivamente testada e corroborada frente ao conjunto, neste caso consideravelmente grande e abrangente, de fatos que a integra. Diz neste caso que a teoria universalmente aceita at aquela data, ou ainda, que constitui um paradigma cientfico vlido at aquele data. Algumas teorias cientficas universalmente aceitas tais como a teoria heliocntrica, a teoria atmica, a teoria do electromagnetismo e a evoluo biolgica encontram-se em teste frente aos fatos naturais j h sculos, e esto to bem estabelecidas que atualmente inconcebvel um meio que permita a descoberta de um fato pela qual estas possam ser falsificadas. Outras, tais como a relatividade e a mecnica quntica tm sobrevivido a testes empricos rigorosos sem serem contraditas nas ltimas dcadas apenas, e por tal encontram-se sobre escrutnio cerrado dos pesquisadores. Mas no h garantia de que elas no sero um dia suplantadas, e isto vale igualmente para todas elas, e no s para as ltimas. "Teorias" ainda mais recentes tais como a teoria da rede ou teoria das cordas podem conter ideias promissoras passveis de serem testadas, mas ainda no receberam nem mesmo o ttulo de teorias cientficas uma vez que estas no encerram um conjunto razovel de fatos capaz de corroborar as idias que propem. Em outras palavras: TEORIA CIENTFICA, CORROBORA-SE OU CONTRADITA, POR FATOS CIENTFICOS. JAMAIS SE PROVA UMA TEORIA CIENTFICA. Os cientistas nunca falam em conhecimento absoluto. Diferentemente da prova matemtica, uma teoria cientfica "provada" est sempre aberta falseabilidade se novas evidncias forem apresentadas. At as teorias mais bsicas e fundamentais podem tornar-se superadas se novas observaes mostrarem-se inconsistentes com suas ideias. As teorias da dinmica e gravitao universal de Newton, que integram a teoria da mecnica clssica, so exemplos de teorias que perduraram absolutas durante sculos, mas cujas ideias no puderam se sustentar frente a fatos oriundos de experimentos envolvendo movimentos em velocidades prximas da luz, frente dimenses nanomtricas, ou em proximidade a campos gravitacionais muito fortes, experimentos que tornaram-se passveis de serem levados a cabo somente no sculo XX. Na ausncia destes novos fatos as Leis de Newton continuam sendo um

excelente modelo para o movimento e para a gravidade, mas uma evoluo fez-se necessria: h hoje teorias mais abrangentes, capazes de descrever a relao cronolgica causal inclusive para os novos fatos; a saber a relatividade geral e a mecnica quntica detm atualmente o status de paradigmas vlidos nestas reas. Ressalva-se entretanto que a mecnica clssica no foi abandonada, no foi para "o lixo", e ainda o paradigma ensinado praticamente a totalidade da populao mundial que frequenta um curso de ensino mdio [Nota 9]. A razo bvia: restringindo-se ao subconjunto de fatos sobre os quais a mecnica clssica se ergueu, a quase totalidade de fatos naturais acessveis aos "simples mortais" em seu dia-a-dia, a mecnica clssica permanece sendo uma excelente teoria para explic-los. Nem mesmo a conquista espacial exige teorias alm da clssica. Contudo, sabe-se hoje que a natureza mais complexa do que ela prediz. Matemtica e o mtodo cientfico A Matemtica essencial para muitas cincias. A funo mais importante da Matemtica na cincia o papel que ela desempenha na expresso de modelos cientficos. Colher dados a partir da observao bem como hipotetizar e prever geralmente requerem modelos matemticos e um extensivo uso da Matemtica. Apesar de todos os ramos da Matemtica terem suas aplicaes em cincia - mesmo reas "puras" tais como a teoria numrica e a topologia - h de se mencionar que os ramos matemticos mais utilizados na cincia incluem o clculo e a estatstica. Em verdade, o clculo foi desenvolvido por Isaac Newton como uma ferramenta necessria para este resolver os problemas de fsica com os quais se preocupava. Uma anlise rigorosa mostra que no possvel desvincularem-se a histria da matemtica da histria da cincia, principalmente no que concerne s cincias naturais tais como a Fsica ou a Qumica, onde esta prevalece como uma linguagem universal. Embora certamente presente em menor nvel em algumas cincias sociais, a Matemtica encontra-se de alguma forma presente em todas as cincias visto que a Lgica um ramo da Matemtica.

Resultados da famosa Experincia de Michelson-Morley expressos via linguagem matemtica adequada. A teoria da medida fundamental representao verossmil e correta dos resultados experimentais. Alguns pensadores vem os matemticos como cientistas, considerando os experimentos fsicos como no essenciais ou as provas matemticas como equivalentes a experimentos. Outros no vem a Matemtica como cincia, j que ela no requer teste experimental de suas teorias e hipteses. Embora a deciso sobre quem est certo ou errado recaia mais uma vez sobre os ombros da filosofia e seus filsofos - h uma rea filosfica especialmente dedicada Matemtica - em qualquer caso no uma discusso filosfica se a Matemtica ou no uma linguagem natural e universal, e por tal uma ferramenta extremamente til na descrio do universo, indispensvel cincia. Alvo dos filsofos e demais personalidades, a definio de matemtica, vez ou outra, passa pelos mesmos apertos que a definio de cincia. Richard Feynman disse "A Matemtica no real, mas se sente real. Onde esse lugar?", enquanto que a definio favorita de Bertrand Russell sobre a Matemtica : "o assunto no qual nunca sabemos do que estamos falando nem se o que estamos dizendo est certo." Em qualquer caso, no uma discusso filosfica se a Matemtica ou no uma ferramenta vlida para a descrio do universo. A Matmtica uma linguagem natural, e por tal fundamentalmente necessria cincia. importante ressaltar que, em vista do mtodo cientfico, a matemtica, por si s, no uma cincia, contudo esta certamente a linguagem da cincia. Dentre todas as possveis linguagens que poderiam ser usadas para a descrio da natureza em alternativa matemtica, a matemtica , em proporo similar de um t omo para todo o universo conhecido, a mais verstil, simples, e eficaz; e por tal, a unanimemente eleita: simplesmente indispensvel. Em palavras simples: "A natureza se escreve - ou seria escreve-se - em linguagem matemtica!" Objetivos

A cincia tem objetivos definidos, e embora nem sempre acerte na mosca, ela esfora-se ao mximo para faz-lo, e mantem-se sob intenso e constante treino. A cincia no se considera dona da verdade absoluta e inquestionvel. A partir do racionalismo crtico, todas as suas "verdades" podem ser quebradas, bastando apenas um pingo de evidncia. A cincia pois cria modelos e destes tira concluses acerca da realidade intrnseca e inerente ao universo natural, valendo-se para tal de observaes cautelosas da natureza, de experimentao, e dos fatos destas resultantes. A cincia no uma fonte de julgamentos de valores subjetivos [Nota 1], apesar de poder certamente tomar parte em casos de tica e poltica pblica ao enfatizar as provveis conseqncias naturais das aes tomadas. O que algum projeta no apenas a partir de hipteses cientficas vlidas mas tambm a partir de bases oriundas de outras reas de conhecimento que no as cientficas no ser configura em um tpico cientfico, e o mtodo cientfico no oferece qualquer assistncia ou corroborao para quem deseja faz-lo dessa maneira. A justificativa cientfica via refutao - para muitas coisas , ao contrrio, frequentemente exigida e, por questo de lgica, espera-se que vlida, mesmo em reas fora da cincia. Faz-se claro contudo que, nestes casos, os valores dos julgamentos sobre o que concerne cincia - tais como veracidade e cientificidade da questo - so intrnsecos cincia. O objetivo subjacente - o propsito da cincia para a sociedade e indivduos - o de produzir modelos teis da realidade. Tem-se dito que virtualmente impossvel fazerem-se inferncias a partir dos sentidos humanos que realmente descrevam o que "". Por outro lado, como dito, a cincia pode fazer predies baseadas em em teorias oriundas das observaes, e inegvel que essas predies geralmente beneficiam a sociedade ou indivduos humanos que fazem uso delas; por exemplo, a fsica Newtoniana, e em casos mais extremos a relatividade, nos permitem compreender e predizer desde a dinmica de uma uma bola de bilhar e o efeito que ter em outras at trajetrias de sondas espaciais e satlites. Do efeito em uma bola de futebol ao vo de um avio passando certamente pela construo de casas e edifcios, deve-se muito mecnica de Newton. As cincias sociais nos permite predizer (com acurcia limitada at agora) coisas como a turbulncia econmica e tambm permitem melhor entender o comportamento humano, o que leva produo de modelos teis da sociedade e consequncias como a a elaborao de polticas governamentais mais adequadas visto que encontram-se empiricamente suportadas. A Fsica, a Qumica e a Biologia juntas tm transformado nossa vida diria ao fornecerem a estrutura tecnolgico-cientfica necessria para se transfeir o ardu labor antes diretamente posto pela natureza sobre nossos ombros maquinaria auxiliar que hoje nos cerca. Nos tempos modernos, essas disciplinas cientficas segregadas esto cada vez mais sendo mais utilizadas conjuntamente a fim de produzirem-se modelos e ferramentas cada vez mais complexos. Em resumo, a cincia produz modelos teis sobre o universo natural os quais nos permitem fazer predies e construir equipamentos de apoio cada vez mais teis. A cincia tenta descrever o que e procura dizer o que pode ser, mas no capaz de impor o que ou o que ser - o que impossvel de se fazer, para razes naturais. Procura fazer com que a natureza jogue a nosso favor [Nota 10] , e no contra ns, sem contudo afront-la. A cincia uma ferramenta til um corpo crescente de entendimento que nos permite identificarmo-nos mais eficazmente com o meio ao nosso redor e nos permite decidir sobre a melhor forma de adaptarmo-nos e evoluirmos como uma sociedade unida, contudo independentemente.

A cincia uma atividade coletiva, por razes prticas, e por definio. Na foto, Niels Bohr, Werner Heisenberg, Wolfgang Pauli, Otto Stern, Lise Meitner e outros, em um colquio com o ganhador do Prmio Nobel de Fsica, em 1937.

O individualismo uma suposio tcita subjacente a muitas bases empricas da cincia que trata a cincia como se ela fosse puramente uma forma de um nico indivduo confrontar a natureza, testando e predizendo hipteses. Ao rigor da anlise, contudo, a cincia sempre uma atividade coletiva conduzida por uma comunidade cientfica. Isso pode ser demonstrado de vrias maneiras; mesmo o resultado mais bsico e trivial proveniente da cincia comunicado com uma linguagem; por tal de se esperar que os valores das comunidades cientficas permeiem a cincia que elas produzam. Filosofia da cincia

Ver artigo principal: Filosofia da cincia A eficcia da Cincia a tornou assunto de questionamento filosfico. A filosofia da cincia busca entender a natureza e a justificao do conhecimento cientfico e suas implicaes ticas. Tem sido difcil fornecer uma explicao do mtodo cientfico definitiva que possa servir para distinguir a cincia da no-cincia, e, mesmo que para um cientista a fronteira mostre-se precisa e clara, h em princpio argumentos filosficos legtimos sobre exatamente onde esto os limites da cincia, e tais so traduzidos no que conhecido como problema da demarcao. H, no entanto, um conjunto de preceitos principais que possuem um consenso entre os filsofos da cincia e dentro da comunidade cientfica. Por exemplo, universalmente aceito que deve ser possvel testar independentemente as hipteses e teses cientficas de outros cientistas para que sejam aceitas pela comunidade cientfica. H diferentes escolas do pensamento na filosofia do mtodo cientfico. O naturalismo metodolgico mantm que a investigao cientfica deve aderir aos estudos empricos e verificao independente como processo para desenvolver e avaliar apropriadamente as explicaes naturais de fenmenos observveis.[Ref. 13] Desse modo o naturalismo metodolgico rejeita explicaes sobrenaturais, argumentos de autoridades e estudos observacionais tendenciosos. O racionalismo crtico por outro lado afirma que a observao no tendenciosa no possvel, e que a demarcao entre explicaes classificadas como "naturais" e "sobrenaturais" arbitrria; no lugar deste critrio ela prope a falseabilidade como o limite para as teorias empricas (cientficas) e falsificao como o mtodo emprico universal. O racionalismo crtico, uma corrente do racionalismo em princpio definida pelo filsofo austri-britnico Karl Popper rejeita a maneira como o empirismo descreve a conexo entre teoria e observao. afirmado que as teorias no derivam das observaes, mas que as observaes so feitas luz das teorias, e o nico jeito que uma teoria pode ser afetada pela observao quando esta entra em conflito com aquela. Ele prope que a cincia deveria se contentar com a eliminao racional dos erros em suas teorias, no em buscar a sua verificao (como afirmar certeza, ou prova, e contra-prova provvel; tanto a proposta como a falsificao de uma teoria so apenas um carter metodolgico, conjectural e tentador no racionalismo crtico) [Ref. 14]. O instrumentalismo rejeita o conceito de verdade e enfatiza apenas a utilizao das teorias como instrumentos para explicar e predizer fenmenos [Ref. 15]. Classificaes Ao se falar em classificaes da cincia no se deve jamais esquecer, antes de tudo, que a cincia tem pilares muito bem definidos sobre os quais esta se constri, e que entre eles tm-se pilares os quais afirmam que a cincia uma s, e que ela tem fronteiras muito bem definidas. Segue-se que as classificaes so feitas apenas por mera questo de sistematizao ou referncia, o mesmo valendo para a diviso das "classes" nas respectivas subreas - a exemplo em cadeiras cientficas como fsica, qumica, e outras - e at mesmo para as subreas especficas cada subrea - a exemplo a termodinmica, o eletromagnetismo ou a tica, subreas da fsica, esta por sua vez uma subrea das cincias naturais, que subrea das cincias empricas, correspondendo a ltima, em mesmo nvel das cincias formais, a uma das duas grandes classes na qual a cincia geralmente separada. Enfatizando, ao lidar-se com qualquer classificao, diviso ou subdiviso da cincia, tem-se que ter em mente que estas se do por mera formalidade e no por independncia das partes, e no se deve jamais esquecer o "princpio Uno": a cincia tem fronteiras muito bem definidas, e uma s. Cincias factuais e formais, e cincias naturais e sociais

Ver artigo principal: Cincias empricas e Cincias formais Ver artigo principal: Cincias naturais e Cincias sociais

Os fatos cientficos, embora no necessariamente reprodutveis, devem ser sempre verificveis. Neste aspecto as cincias naturais geralmente esto em vantagem se comparadas s cincias sociais. Em destaque na foto, fssil de um "Apatosaurus" em um museu de histria natural. Uma das classificaes mais fundamentais da cincia se d em funo dos objetos ou alvos de estudo. Neste nvel a cincia geralmente separada em cincias formais - geralmente voltadas ao estudo das ferramentas necessrias para se fazer cincia - a citar-se a linguagem matemtica como o exemplo imediato - e em cincias empricas, estas voltadas ao estudo dos fatos e fenmenos naturais em si - incluso o homem em sua integridade. As cincias formais dedicam-se s ideias, ou seja, ao estudo de processos puramente lgicos e matemticos. So objetos de estudo das cincias formais os sistemas formais, como por exemplo, a lgica, matemtica, teoria dos sistemas e os aspectos tericos da cincia computacional, teoria da informao, microeconomia, teoria da deciso, estatstica e lingustica. Sobre as cincias formais contudo importante lembrarem-se aqui os pilares e limites da cincia bem como a questo de a matemtica ser ou no cincia, questo j debatida e adequada mente respondida em sees anteriores. Consideraes pertinentes e similares cabem tambm a todas as cincias formais, certamente. Por sua vez as cincias empricas se dividem em duas classificaes: cincias naturais, cujo alvo principal de estudo a natureza como um todo aparte o comportamento humano em especfico, e cincias sociais, que estudam o comportamento do homem e suas sociedades. Embora o alvo de estudo das cincias sociais seja um alvo cientfico legtimo, a metodologia especfica empregadas por muitas subreas de estudo neste grupo encerradas muitas vezes exigem importantes consideraes respeito dos pilares da cincia, principalmente quanto ao associado s suas fronteiras. Ao se considerarem as cincias sociais no raro encontrarem-se estudos no limite do que se considera cientfico. As cincias sociais estudam os aspectos sociais do mundo humano, ou seja, a via social de indivduos e grupos humanos. Isso inclui Antropologia, Estudos da comunicao, Economia,Geografia humana, Histria, Lingustica, Cincias polticas, Psicologia e Sociologia. As cincias empricas, por vezes tambm chamadas de reais, fticas ou factuais - se encarregam de estudar os fatos e fenmenos naturais em si - aparte a questo humana, como dito. Por encontrarem-se facilmente apoiadas na observao e na experimentao, geralmente no implicam consideraes mais rigorosas quanto unicidade e fronteiras da cincia, sendo o mtodo cientfico facilmente compatvel com a metodologia especfica a cada uma das subreas neste grupo - qualquer que seja a escolhida - e por tal seguido em essncia . As cincias naturais estudam o universo, que entendido como regulado por regras ou leis de origem natural, ou seja, os aspectos fsicos, ficando os aspectos humanos geralmente em segundo plano - estes deixados estes para as cincias sociais. Isso vlido para praticamente para todas as subreas - todas as cadeiras cientficas - a saber a Astronomia, Biologia, Fsica, Qumica, Geografia e e outras. As cadeiras que visam estudar diretamente os fenmenos ligados ao planeta Terra, entre elas a geografia, geologia, e outras, geralmente so classificadas em um grupo nomeado cincias da terra, e no obstante fala-se com frequncia em cincias naturais e da terra.

Cincias puras e aplicadas

Ver artigo principal: Cincias puras e Cincias aplicadas Esta classificao envolve a motivao e finalidade dos estudos cientficos em considerao, e h neste esquema de classificao duas classes principais: as cincias puras, tambm chamada de cincias fundamentais ou ainda cincias bsica, que tm por objetivo o "conhecimento" em si, o "conhecer por conhecer" - aparte da sua utilidade - e as cincias aplicadas, que estudam formas de aplicar o conhecimento humano - geralmente oriundos da primeira - em benefcio do homem. As cincias puras ou cincias fundamentais englobam a parte da cincia que busca compreender os mais bsicos elementos da natureza tais como as partculas fundamentais, as relaes entre eles - expressas geralmente via conceito de fora fundamentais, e as leis que os governam; seguindo a lgica doreducionismo cientfico de forma muito difundida, geralmente pressupe-se nesta classe que todos os outros fenmenos podem ser em princpio compreendidos a partir dos fundamentais. H uma diferena marcante entre cincia pura e cincia aplicada, portanto: as cincias puras, em contraste com as cincias aplicadas, so marcadas por buscarem as mincias do conhecimento bsico que desenvolvem, a compreenso a mais completo possvel acerca do objeto em estudo. A cincia bsica o corao de todas as descobertas, e o progresso cientfico feito geralmente tendo a mesma por catapulta. A cincia pura independente da preocupao com aplicaes prticas. As cincias aplicadas visam a aplicao do conhecimento para a soluo de problemas prticos, e geralmente uma vez solucionados, no se preocupam em ir muito alm disto, a no ser que um problema prtico mais complicado se siga soluo do primeiro. As cincias aplicadas so importantes para o desenvolvimento tecnolgico, e identificam-se de maneira forte com o que se denomina tecnologia. Seu uso no cenrio industrial normalmente referenciado como pesquisa e desenvolvimento (P&D). Cincias exatas e inexatas

Ver artigo principal: Cincias exatas e Cincias inexatas Esta classificao divide as cincias de acordo com o grau de preciso das descries e previses realizadas com base nos modelos - nas teorias - cientficas pertinentes. As cincias exatas so em princpio capazes de fornecer resultados com elevado grau de preciso acerca dos sistemas abrangidos - envolvendo sempre modelos matemticos geralmente acurados - enquanto as cincias inexatas as previses so geralmente direcionais, e no exatas. A exemplo, pegando-se dois casos situados em extremidades opostas em temos de preciso, possvel prever-se com preciso "exata" e confirmar-se com certeza experimental na casa dos milmetros qual ser a trajetria da Lua ao redor da Terra, contudo embora se possa descrever, com base na psicologia [Nota 11], o "modus operanti" de um manaco e a partir dela se cogitar as aes futuras deste, no possvel prever-se com preciso qual ser seu prximo passo, onde este se dar, ou mesmo se ele vai realmente d-lo.

Toda medida experimental traz consigo uma incerteza inerente, e esta tambm deve constar no relatrio associado. Na figura, grfico relacionado fsica do estado slido apresentando os resultados experimentais pertinentes em forma adequada: repare as barras de incerteza vertical acompanhando o "valor medido" em cada ponto. A incerteza horizontal confunde-se em princpio com a largura do ponto. Apresenta-se tambm uma modelagem matemtico-analtica dos resultados. Frente classificao aqui proposta importante ressaltar que no existe medida experimental absolutamente precisa. Toda medida envolve no mnimo consideraes a respeito da preciso e qualidade dos aparelhos usados para execut-la - no sendo certamente este o nico fator a contribuir para a incerteza final da medida. Ressaltando-se que "incerteza" no o mesmo que "erro" quando empregado no sentido de realizar-se o experimento de forma incorreta, ou seja, executarem-se passos que comprometam a validade dos resultados durante o experimento, incerteza algo inerente ao processo de medida, associada no s ao processo de leitura da escala no instrumento em si como tambm a pertubaes aleatrias ou sistemticas no sistema durante este processo; pertubaes estas certamente controlveis e geralmente mantidas em nveis satisfatrios - sendo esta a razo da existncia dos laboratrios - contudo raramente eliminveis - e em verdade, segundo proposto no princpio da incerteza de Heisemberg, algo intrnseco natureza. Toda medida experimental deve ser acompanhada de sua incerteza, havendo reas da matemtica e da prpria cincia especializadas no assunto de como se expressar e se tratar as medidas e as associadas incertezas de forma que, mesmo com as ltimas presentes, informaes seguras possam ser alcanadas a partir das me didas. A noes de algarismos significativos e notao cientfica - incluindo-se a faixa de incerteza, e de barras de incertezas em expresses grficas de medidas - so geralmente ensinadas nos cursos de fsica do ensino mdio logo nas primeiras sries. Em cursos superiores estudam-se tambm, ainda nos primeiros simestres, os principais tpicos ligados teoria da medida. Nestes termos, quando diz-se que os modelos matemticos atrelados s cincias exatas fornecem descries e previses "exatas" a respeito do sistema em considerao est-se em verdade a dizer que os resultados atravs deles obtidos esto dentro do limite - e geralmente, por idealizao dos modelos, no centro - das faixas de incertezas experimentalmente obtidas. importante perceber que no o nvel de acuracidade - a exatido ou ausncia de incerteza - nas previses feitas a partir da teoria que definem se uma teoria cientfica ou no; mesmo porque no existe teoria absolutamente precisa em cincia visto que no h medida experimental absolutamente precisa. O que define se uma teoria cientfica ou no a obedincia rigorosa ou no da metodologia empregada tanto na obteno dos fatos quanto na formulao das ideias e na obteno das concluses e previses derivadas metodologia cientfica [Nota 12]; comum confundirem-se as ideias de cincais naturais e exatas, e cincias sociais e inexatas. Esta associao, embora geralmente "aceitvel" visto serem as cincias sociais geralmente cincias inexatas e as cincias empricas geralmente cincias exatas, no se mostra contudo rigorosa, e dentro das cincias naturais h exemplos marcantes que o demonstram. A teoria da evoluo biolgica um belo exemplo de teoria cientfica que, mesmo obedecendo rigorosamente todos os passos do mtodo cientfico, mesmo contando com incontveis fatos cientficos que a corroborem - nenhum que a contradiga - e com ideias slidas que os explicam e que permitem fazer consideraes matemticas e probabilsticas precisas acerca da distribuio de genes em uma populao, acerca da hereditariedade, e outras, no fornece um modelo matemtico com o qual se possa prever quais espcies existiro ou sero extintas ao longo do tempo, ou seja, como se dar em detalhes a especiao ao longo do tempo, mesmo porque no lhe factvel conhecer todas as variveis que mostrar-se-o importantes ao modelo (como catstrofes naturais, ocorrncia de mutaes, etc.). Neste ponto ela no ultrapassa a posio de demostrar-nos claramente que a evoluo acontece continuamente, e de descrever o que se conhece sobre as espcies no presente e no passado, permanecendo o futuro, entretanto, em aberto. Mesmo classificada como cincia exata, consideraes similares e pertinentes cabem certamente tambm mecnica quntica: mesmo esta contando com modelos matemticos muito elaborados e sofisticados, em vista de um de seus postulados - o da reduo da funo de onda no ato da medida - o futuro dos sistemas descritos geralmente permanece, tambm, em aberto. Em vista do exposto e de que geralmente exemplos de ambas as teorias podem ser encontradas dentro de uma dada cincia - ou sendo mais especfico dentro de uma dada cadeira cientfica talvez fosse mais pertinente usarem-se as expresses "teorias exatas" e "teorias inexatas" ao invs de "cincias exatas" e "cincias inexatas". Contudo as nomenclaturas-padro atrelam-se s duas ltimas expresses. Uma teoria ou cincia exata qualquer campo da cincia capaz de fornecer modelos matemticos com expresses quantitativas e predies precisas a respeito dos sistemas tratados - este necessariamente compatveis com tal descrio, sendo geralmente condizentes com a execuo de experimentos reprodutveis envolvendo medies e predies quantificveis, e no obstante aparte interferncias ou pertubaes externas - com o determinismo estrito. A coerncia entre os resultados matemticos e experimentais - dentro da incerteza experimental - precisa. Nestes termos Matemtica, Fsica, Qumica,Computao assim como partes da Biologia, Psicologia e Economia podem ser consideradas como cincias exatas. Uma cincia que no classifica-se como cincia exata por tal inexata. Cincias duras e moles

Ver artigo principal: Cincias duras e Cincias moles Os reas ou cadeiras de estudo cientficos podem ser distingidos em cincias duras e cincias moles, e esses termos s vezes so considerados sinnimos dos termos cincia natural e social, respectivamente. Os proponentes dessa diviso argumentam que as "cincias moles" no usam o mtodo cientfico, admitem evidncias anedotais ou no so matemticas, ainda somando-se a todas uma "falta de rigor" em seus mtodos. Os oponentes dessa diviso das cincias respondem que as "cincias sociais" geralmente fazem sistemticos estudos estatsticos em ambientes estritamente controlados, ou que essas condies no so aderidas nem sequer pelas cincias naturais, a citar-se que a Biologia Comportamental depende do trabalho de campo em ambientes no controlados, e que a Astronomia no pode realizar experimentos, apenas observar condies limitadas. Os oponentes dessa diviso tambm enfatizam que cada uma das atuais "cincias duras" sofreram uma similar "falta de rigor" em seus primrdios. O fato que para uma teoria classificar-se como cientfica a mesma tm de obedecer a todos os rigores do mtodo cientfico sem contudo transcend-lo. Ao tomarem-se para comparao as "cincias sociais" e as "cincias empricas", h certamente um nmero muito maior de teorias beira do "abismo" que separa as teorias cientficas das no cientficas no primeiro caso. O leitor deve sempre verificar por si mesmo, ao lidar com as teorias encontradas nas cincias sociais, se estas realmente so teorias cientficas, ou no. Cincias nomotticas e ideogrficas

Ver artigo principal: Cincias nomotticas e Cincias ideogrficas

Wilhelm Windelband, primeiro a esboar a distino entre cincia monottica e idiogrfica. Uma outra classificao das cincias se apoia nos mtodos empregados. O primeiro esboo desta distino atribudo ao filsofo alemo do sculo XIX Wilhelm Windelband. Uma primeira distino desta ordem pode ser feita entre as cincias nomotticas e as cincias ideogrficas As 'cincias nomotticas' so baseadas no coletivismo metodolgico, e se preocupam em estabelecer leis gerais para fenmenos suscetveis de serem reproduzidos, com o objetivo final de se conhecer o universo. Fazem parte destas cincias a Fsica e a Biologia, e tambm algumas cincias sociais como a Economia, a Psicologia ou mesmo a Sociologia. As 'cincias ideogrficas' so baseadas no individualismo metodolgico, e se preocupam em estudar o singular, o nico, as coisas que no so recorrentes. Quer seja um facto ou uma srie de fatos, a vida ou a natureza de um ser humano, ou de um povo, a natureza e o desenvolvimento de uma lngua, de uma religio, de uma ordem jurdica ou de uma qualquer produo literria, artstica ou cientfica. O exemplo da Histria mostra que no absurdo considerar que o singular possa constituir-se em um objeto para abordagem cientfica. Campos interdisciplinares

Ver artigo principal: Interdisciplinaridade O termo "cincia" s vezes usado de forma no usual - ou seja, em sentido lato - junto a reas de estudo que guardam interdisciplinaridade com reas verdadeiramente cientficas e que por tal tambm fazem uso dos mtodos cientficos - ao menos em parte - ou ainda junto a quaisquer estudos que aspirem ser exploraes cuidadosas e sistemticas dos objetos com os quais lidam. Incluiem-se como exemplos a cincia da computao, a cincia da informao e a cincia ambiental. Tais reas acabam at mesmo por serem inclusas nas classificaes acima mencionadas. importante contudo ressaltar que a definio de cincia em acepo estrita permanece inviolada, e ao se lidar com tais cincias, devem-se tomar os devidos cuidados. Comunidade cientfica

Fachada da Royal Society , em Londres, Inglaterra. A comunidade cientfica consiste no corpo de cientistas, suas relaes e interaes, e nos meios necessrios manuteno destas. Ela normalmente dividida em "sub-comunidades", cada uma trabalhando em um campo particular dentro da cincia. Contudo, assim como a cincia nica, tambm o a comunidade cientfica. Instituies As sociedades cientficas para a comunicao e para a promoo de ideias e experimentos cientficos existem desde o perodo da Renascena[Ref. 16]. A mais antiga instituio que ainda existe atualmente a Accademia dei Lincei na Itlia.[Ref. 17] As academias de cincia nacionais so instituies especiais - geralmente atreladas e apoiadas pelos governos - que existem em vrios pases; as primeiras de que se tem notcia so a Royal Society, inglesa, fundada em 1660[Ref. 18] e a Acadmie des Sciences, francesa, esta fundada em 1666[Ref. 19]. Outras organizaes nacionais incluem a National Scientific and Technical Research Council naArgentina, CSIRO na Austrlia, Centre national de la recherche scientifique na Frana,Deutsche Forschungsgemeinschaft na Alemanha, CSIC na Espanha e Academia de Cincias da Rssia. Organizaes cientficas internacionais, como International Council for Science, tem sido formadas para promover a cooperao entre as comunidades cientficas de diferentes pases. Recentemente, agncias governamentais influentes tem sido criadas para dar suporte pesquisa cientfica, incluindo a National Science Foundation nos Estados Unidos. Literatura

Ver artigo principal: Literatura cientfica, Divulgao cientfica Ver pgina anexa: Anexo:Lista de publicaes em cincia

Os livros cientficos podem destinar-se tanto ao pessoal leigo quanto ao especializado, sendo recorrentes na formao de pessoal qualificado. Na figura, "The Feynman Lectures on Physics" uma coleo de livros que todo fsico ou interressado por fsica conhece.

So publicadas literaturas cientficas de vrios tipos [Ref. 20]. As revistas cientficas comunicam e documentam os resultados de pesquisas feitas em universidades e nas vrias instituies de pesquisa, servindo como um arquivo de registro da cincia. A primeira revista cientfica, Journal des Savans, a qual seguiu-se a Philosophical Transactions, teve sua primeira edio publicada em 1665. Desde essa poca o nmero total de peridicos ativos tem aumentado constantemente. Em 1981, uma estimativa do nmero de revistas cientficas e tcnicas sendo publicadas resultou em 11.500 peridicos distintos.[Ref. 21] Atualmente o Pubmed lista quase 4.000 peridicos apenas sobre as cincias mdicas [Ref. 22]. A maioria das revistas cientficas cobre um nico campo cientfico e publica as pesquisas dentro desse campo, mostrando-se geralmente de interesse apenas ao pessoal pertinente rea dada a especificidade da linguagem e profundidade do contedo. Contudo a cincia tem se tornado to penetrante na sociedade moderna que normalmente considerado necessrio comunicar os feitos, notcias e ambies dos cientistas para um nmero maior de pessoas e no apenas aos especialistas. As revistas como a NewScientist, Science & Vie e Scientific American so dirigidas ao pblico leigo; so feitas para um grupo maior de leitores e provem um sumrio no-tcnico de reas populares de pesquisa, incluindo descobertas e avanos notveis em certos campos de pesquisa como fsica, biologia, qumica, geologia, astronomia, e diversos outros. Os livros cientficos figuram como um divisor de guas no que se refere ao pblico alvo, estando presentes de forma rotineira no apenas nas academias de cincias - ao serem usados como material de apoio nas etapas de formao de pessoal - como tambm em bibliotecas ou acervos pessoais de um grande nmero de cidados interessados por cincias, sendo acessveis em princpio ao pblico leigo bem como aos profissionais da rea. Os livros educacionais destinados ao ensino mdio relativos s disciplinas cientficas so exemplos de livros cientficos, assim o sendo tambm livros destinados aos cursos mais avanados em reas afins. Contudo, qualquer que seja o pblico alvo, um livro cientfico mantm-se sempre fiel aos pressupostos da cincia buscando divulgar de forma correta as teorias que encerram bem como as relaes entre estas. Do outro lado, o gnero literrio da fico cientfica - fantstica por princpio - trabalha com a imaginao do pblico ao distorcer as ideias cientficas, e s vezes os mtodos, da cincia. Embora a fico cientfica de hoje possa tornar-se relidade amanh - sendo a bomba nuclear um clssico exemplo - os livro cientficos e de fico cientfica certamente tm naturezas muito distintas. Esforos recentes para intensificar ou desenvolver ligaes entre disciplinas cientficas e no-cientficas como a Literatura ou, mais especificamente, a Poesia, incluem a pesquisa Cincia da Escrita Criativa desenvolvida pelo Royal Literary Fund [Ref. 23].

Cincia e sociedade Cincia e pseudocincias

Em acordo com a cincia seres sobrenaturais onipotentes no so causas de fenmenos naturais. Contudo o mesmo geralmente no valido nas pseudocincias. Na foto, o Monstro do Espaguete Voador, deidade central da religio pastafariana - o criador da Terra e tudo o mais. A presente religio tem origem satrica, quetionando a validade da teoria pseudocientfica do Design inteligente. Segundo os pastafarianos, evidncias cientficas contrrias criao foram, segundo a religio pastafariana, propositalmente implantadas pelo "Grande Macarro" a fim de testar a f de seus seguidores. Na definio de cincia ressalta-se explicitamente que no admite-se - frente ausncia de fatos empricos em contrrio e por princpio - entidades e causas sobrenaturais - onipotentes ou semipotentes - como elementos responsveis pelos fenmenos naturais ou sociais. Caso tais causas fossem admitidas neste caso, haveria um lapso na causalidade inerente ao Mtodo Cientfico - e ao mundo natural - estando as relaes de causa e efeito ento sujeitas s "vontades imprevisveis" das entidades e foras sobrenaturais; as hipteses no seriam por tal testveis ou falseveis, no seriam teis descrio da natureza visto que poderiam ser violadas bastando um "desejo" da entidade certa, e por tal tambm no obedeceriam aos meios ou s finalidades inerentes ao Mtodo Cientfico - espinha dorsal do que se denomina por cincia. Uma rpida inspeo na literatura ou conhecimento socialmente difundido suficiente para encontrarem-se inmeras "teorias" que clamam ser cientficas - contudo, se no invocam explicaes sobrenaturais de maneira expressa - abrem todos os caminhos, delimitam as trilhas e pavimentam as rodovias para que esta concluso se faa a nica vivel assumida sua validade. Certamente a concluso no levada cabo na prpria "teoria" pois "distorceria" demais o Mtodo Cientfico, ficando esta concluso a cargo do "cientista". Como um bom exemplo de uma destas teorias temse o design inteligente, "teoria" que clama validade como cientfica contudo implica a existncia de um projetista onipotente para o mundo natural. Tal teoria foi desenvolvida com o objetivo de "compatibilizar" os dogmas defendidos por uma corrente religiosa intransigente laicidade de estados soberanos - em particular separao entre estado e religio - a fim de que esta fosse ensinada nos estabelecimentos estatais de ensino ao lado, ou de preferncia em substituio, s teorias - realmente cientficas - no compatveis com seus dogmas [Nota 13]. Tais teorias, pelas razes j amplamente enfatizadas no corpo deste artigo, no integram a cincia, e so, para fins de referncia, classificadas como pseudocincias. A escolha da expresso sugestiva visto que, seguindo-se a etimologia da palavra, esta explicita a tentativa destas em disfararem-se em cincia. Cincia ou tcnica? A tcnica (grego antigo , techn, que significa arte, ofcio "knowhow") "refere-se s aplicaes da cincia, do conhecimento cientfico ou terico, nas realizaes prticas e nas produes industriais e econmicas"[Ref. 24]. A tcnica cobre assim o conjunto dos mtodos de fabrico, de manuteno, de gesto, reciclagem, e de eliminao dos desperdcios, que utilizam mtodos procedentes de conhecimentos cientficos ou simplesmente mtodos ditados pela prtica de certos ofcios, geralmente oriundos de inovaes empricas. Pode-se ento falar de arte, no seu sentido primeiro, ou de cincia aplicada, e a tecnologia atual associa-se ento ao "estado da arte". A cincia , por outro lado, um estudo mais abstracto, onde a busca pela compreenso no raro supera a busca por uma aplicao. A epistemologia examina designadamente as relaes entre a cincia e a tcnica, como a articulao entre o abstrao e o "knowhow". No entanto, historicamente, a tcnica veio primeiro.. "O homem foi homo-faber, antes de ser homo-sapiens", explica o filsofo Bergson. Contrariamente cincia, a tcnica no tem por vocao interpretar o mundo, est l para transform-lo, a sua vocao prtica e no terica.

A Expulso de Ado e Eva do Jardim de Eden, antes e depois de sua restaurao [Nota 14]. A tcnica frequentemente considerada como se fizesse parte integrante da histria das ideias ou da histria das cincias. No entanto, necessrio efetivamente admitir a possibilidade de uma tcnica no-cientfica, isto , evoluindo fora de qualquer corpo cientfico e que resume as palavras de Bertrand Gille: "o progresso tcnico s feito por uma soma de erros que resultaram em alguns espectaculares sucessos". A tcnica, na acepo de conhecimento intuitivo e emprico da matria e as leis naturais, assim a nica forma de conhecimento prtico. H contudo filsofos que enfocam o ponto de que o Mtodo Cientfico nada mais , ao fim das contas, do que uma forma elaborada do mtodo da tentativa e erro to presente junto aos avanos tcnicos. Nestes termos, tcnica e cincia teriam muito mais em comum do que se imagina no caso acima. Artes e cincia

Ver artigo principal: Arte cientfica Herv Fischer fala, no livro A sociedade sobre o div (2007), de uma nova corrente artstica que usa a cincia e as suas descobertas como inspirao, como as biotecnologias, as manipulaes genticas, a inteligncia artificial, a robtica. Alm disso, o tema da cincia foi frequentemente a origem de quadros ou de esculturas. O movimento futurista, por exemplo, considera que o campo social e cultural devem racionalizar-se.

Por ltimo, as descobertas cientficas ajudam os