prova brasil 3º ano portugues 2009

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  • 1. TB_006437 (VERSSIMO, Lus Fernando. Correio Braziliense. 13/06/1999.) ________________________________________________________________________________ 000IT_026935 1

2. No texto, considera-se que o melhor do namoro o ridculo associado(A) s brigas por amor. (B) s mentiras inocentes. (C) s reconciliaes felizes. (D) aos apelidos carinhosos. (E) aos telefonemas interminveis.2 3. TB_008150Todo ponto de vista a vista de um ponto Ler significa reler e compreender, interpretar. Cada um l com os olhos que tem. E interpreta a partir de onde os ps pisam. Todo ponto de vista um ponto. Para entender como algum l, necessrio saber como so seus olhos e qual sua viso de mundo. Isso faz da leitura sempre uma releitura. 5 A cabea pensa a partir de onde os ps pisam. Para compreender, essencial conhecer o lugar social de quem olha. Vale dizer: como algum vive, com quem convive, que experincias tem, em que trabalha, que desejos alimenta, como assume os dramas da vida e da morte e que esperanas o animam. Isso faz da compreenso sempre uma interpretao.Boff, Leonardo. A guia e a galinha. 4 ed. RJ: Sextante, 1999 ________________________________________________________________________________ 000 IT_037417A expresso com os olhos que tem (l.1), no texto, tem o sentido de (A) enfatizar a leitura. (B) incentivar a leitura. (C) individualizar a leitura. (D) priorizar a leitura. (E) valorizar a leitura.3 4. TB_007721CanguruTodo mundo sabe (ser?) que canguru vem de uma lngua nativa australiana e quer dizer Eu No Sei. Segundo a lenda, o Capito Cook, explorador da Austrlia, ao ver aquele estranho animal dando saltos de mais de dois metros de altura, perguntou a um nativo como se chamava o dito. O nativo respondeu guugu 5 yimidhirr, em lngua local, Gan-guruu, Eu no sei. Desconfiado que sou dessas divertidas origens, pesquisei em alguns dicionrios etimolgicos. Em nenhum dicionrio se fala nisso. S no Aurlio, nossa pequena Bblia numa outra verso. Definio precisa encontrei, como quase sempre, em Partridge: Kangarroo; wallaby 10As palavras kanga e walla, significando saltar e pular, so acompanhadas pelos sufixos ro e by, dois sons aborgines da Austrlia, significando quadrpedes. Portanto quadrpedes puladores e quadrpedes saltadores. Quando comuniquei a descoberta a Paulo Rnai, notvel lingista e grande 15amigo de Aurlio Buarque de Holanda, Paulo gostou de saber da origem real do nome canguru. Mas acrescentou: Que pena. A outra verso muito mais bonitinha. Tambm acho.Millr Fernandes, 26/02/1999. Internet . ________________________________________________________________________________ 000 IT_035453 Pode-se inferir do texto que (A) as descobertas cientficas tm de ser comunicadas aos lingistas. (B) os dicionrios etimolgicos guardam a origem das palavras. (C) os cangurus so quadrpedes de dois tipos: puladores e saltadores. (D) o dicionrio Aurlio apresenta tendncia religiosa. (E) os nativos desconheciam o significado de canguru.4 5. TB_007455 RETRATO Eu no tinha este rosto de hoje, assim calmo, assim triste, assim magro, nem estes olhos to vazios, nem o lbio amargo.5Eu no tinha estas mos sem fora, to paradas e frias e mortas; eu no tinha este corao que nem se mostra. Eu no dei por esta mudana,10 To simples, to certa, to fcil: Em que espelho ficou perdida a minha face?MEIRELES, Ceclia: poesia. Por Darcy Damasceno.Rio de Janeiro, Agir, 1974. p 19-20. ________________________________________________________________________________ 000 IT_036849 O tema do texto (A) a conscincia sbita sobre o envelhecimento. (B) a decepo por encontrar-se j fragilizada. (C) a falta de alternativa face ao envelhecimento. (D) a recordao de uma poca de juventude. (E) a revolta diante do espelho. 5 6. TB_006433 Senhora (Fragmento) Aurlia passava agora as noites solitrias. Raras vezes aparecia Fernando, que arranjava uma desculpa qualquer para justificar sua ausncia. A menina que no pensava em interrog-lo, tambm no contestava esses fteis inventos. Ao contrrio buscava afastar da conversa o tema5desagradvel. Conhecia a moa que Seixas retirava-lhe seu amor; mas a altivez de corao no lhe consentia queixar-se. Alm de que, ela tinha sobre o amor idias singulares, talvez inspiradas pela posio especial em que se achara ao fazer-se moa. Pensava ela que no tinha nenhum direito a ser amada por Seixas; e pois toda10 a afeio que lhe tivesse, muita ou pouca, era graa que dele recebia. Quando se lembrava que esse amor a poupara degradao de um casamento de convenincia, nome com que se decora o mercado matrimonial, tinha impulsos de adorar a Seixas, como seu Deus e redentor. Parecer estranha essa paixo veemente, rica de herica dedicao, que15 entretanto assiste calma, quase impassvel, ao declnio do afeto com que lhe retribua o homem amado, e se deixa abandonar, sem proferir um queixume, nem fazer um esforo para reter a ventura que foge. Esse fenmeno devia ter uma razo psicolgica, de cuja investigao nos abstemos; porque o corao, e ainda mais o da mulher que toda ela, representa o20 caos do mundo moral. Ningum sabe que maravilhas ou que monstros vo surgir nesses limbos.ALENCAR, Jos de. Captulo VI. In: __. Senhora. So Paulo: FTD, 1993. p. 107-8. ________________________________________________________________________________ 000 IT_029816 O narrador revela uma opinio no trecho (A) Aurlia passava agora as noites solitrias. (. 1) (B) ...buscava afastar da conversa o tema desagradvel.(. 4-5) (C) ...tinha impulsos de adorar a Seixas, como seu Deus... (. 12-13) (D) ...e se deixa abandonar, sem proferir um queixume,... (. 16) (E) Esse fenmeno devia ter uma razo psicolgica,... (. 18)6 7. TB_006983 PINA, O QUE QUI VOCP NA ESTRADA E MOCHILA VOC FINANCIA A MINHAEST PROGRAMANDONAS COSTAS, CURTIR AINDEPENDNCIA?PARA AS FRIAS? MINHA INDEPENDNCIA...BEM EU VOU SAIR POR A... Cia, In: Folha de So Paulo, 7 jul. 1985, Suplemento Mulher. ________________________________________________________________________________ 000 IT_033110 O comportamento da personagem Pina no terceiro quadrinho sugere (A) caridade. (B) entusiasmo. (C) gratido. (D) interesse. (E) satisfao.7 8. TB_008151A sombra do meio-diaA Sombra do Meio-Dia o belo ttulo de um romance lanado recentemente, de autoria do diplomata Srgio Danese. O livro trata da glria (efmera) e da desgraa (duradoura) de um ghost-writer, ou redator-fantasma aquele que escreve discursos para outros. A glria do ghost-writer de Danese adveio do dinheiro e da ascenso 5 profissional e social que lhe proporcionaram os servios prestados ao patro um ricao feito senador e ministro, ilimitado nas ambies e limitado nos escrpulos como soem ser as figuras de sua laia. A desgraa, da sufocao de seu talento literrio, ou daquilo que gostaria que fosse talento literrio, posto a servio de outrem, e ainda mais um outrem como aquele. As exigncias do patro, aos poucos, tornam-se 10acachapantes. No so apenas discursos que ele encomenda. uma carta de amor a uma bela que deseja como amante. Ou um conto, com que acrescentar, s delcias do dinheiro e do poder, a glria literria. Nosso escritor de aluguel vai se exaurindo. a prpria personalidade que lhe vai sendo sugada pelo insacivel senhorio. Na forma de palavras, frases e pargrafos, a alma que pe em continuada venda. Roberto Pompeu de Toledo, Revista VEJA, ed.1843, 3 de maro de 2004. Ensaio p. 110.________________________________________________________________________________000 IT_043319O texto foi escrito com o objetivo de(A) conscientizar o leitor.(B) apresentar sumrio de uma obra.(C) opinar sobre um livro.(D) dar informaes sobre o autor.(E) narrar um fato cientfico. 8 9. TB_009233 Texto I Carta (fragmento) A terra no pertence ao homem; o homem que pertence terra. Disso temoscerteza. Todas as coisas esto interligadas, como o sangue que une uma famlia. Tudoest relacionado entre si. O que fere a terra fere tambm os filhos da terra. No foi ohomem que teceu a trama da vida: ele meramente um fio da mesma. Tudo que ele 5fizer trama, a si prprio far. Carta do cacique Seattle ao presidente dos EUA em 1855.Texto de domnio pblico distribudo pela ONU.Texto II Dicionrio de Geografia(fragmento) Segundo o gegrafo Milton Santos: o espao geogrfico a natureza modificadapelo homem atravs do seu trabalho. E o espao se define como um conjunto deformas representativas de relaes sociais do passado e do presente e por umaestrutura representada por relaes sociais que esto acontecendo diante dos nossos 5olhos e que se manifestam atravs de processos e funes.GIOVANNETTI, G. Dicionrio de Geografia. Melhoramentos, 1996. ________________________________________________________________________________ 000 IT_043194 Os dois textos diferem, essencialmente, quanto (A) abordagem mais objetiva do texto I. (B) ao pblico a que se destina cada texto. (C) ao rigor cientfico presente no texto II. (D) ao sentimentalismo presente no texto I. (E) ao tema geral abordado por cada autor. 9 10. TB_009235Quando a separao no um traumaA Sociloga Constance Ahrons, de Wisconsin, acompanhou por 20 anos um grupo de173 filhos de divorciados. Ao atingir a idade adulta, o ndice de problemas emocionaisnesse grupo era equivalente ao dos filhos de pais casados. Mas Ahrons observou queeles "emergiam mais fortes e mais amadurecidos que a mdia, apesar ou talvez por 5causa dos divrcios e recasamentos de seus pais". (...) Outros trabalhos apontaram paraconcluses semelhantes. Dave Riley, professor da universidade de Madison, dividiu osgrupos de divorciados em dois: os que se tratavam civilizadamente e os que viviam emconflito. Os filhos dos primeiros iam bem na escola e eram to saudveis emocionalmentequanto os filhos de casais "estveis". (...) 10 Uma famlia unida o ideal para uma criana, mas possvel apontar pontospositivos para os filhos de separados. "Eles amadurecem mais cedo, o que de certa forma bom, num mundo que nos empurra para uma eterna dependncia.REVISTA POCA, 24/1/2005, p. 61-62. Fragmento._____________________________________