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MINISTRIO DA SADEUNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

Cirurgia Torcica e Pneumologia Adulto

PROTOCOLOS DE ENCAMINHAMENTODA ATENO BSICA PARA

A ATENO ESPECIALIZADA

Volume V

Braslia - DF2016

Verso preliminar

MINISTRIO DA SADEUNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

Volume V

Cirurgia Torcica e Pneumologia Adulto

PROTOCOLOS DE ENCAMINHAMENTO DA ATENO BSICA PARA

A ATENO ESPECIALIZADA

Braslia - DF2016

Verso preliminar

Tiragem: verso preliminar 2016 verso eletrnica

Ficha Catalogrfica

Catalogao na fonte Coordenao-Geral de Documentao e Informao Editora MS Ttulos para indexao:Thoracic Surgery and Pneumology

2016 Ministrio da Sade. Universidade Federal do Rio Grande do Sul.Esta obra disponibilizada nos termos da Licena Creative Commons Atribuio No Comercial Compartilhamento pela mesma licena 4.0 Internacional. permitida a reproduo parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte.A coleo institucional do Ministrio da Sade pode ser acessada, na ntegra, na Biblioteca Virtual em Sade do Ministrio da Sade: .

Impresso no Brasil / Printed in Brazil

Brasil. Ministrio da Sade. Cirurgia Torcica e Pneumologia [recurso eletrnico] / Ministrio da Sade, Universidade Federal do Rio Grande do Sul Braslia : Ministrio da Sade, 2016. 31 p.: il. (Protocolos de encaminhamento da ateno bsica para a ateno especializada; v. 5)

Modo de acesso: World Wide Web ISBN 1. Planejamento em sade. 2. Equidade em sade 3. Regulao assistencial. I. Universidade Federal do Rio Grande do Sul II. Ttulo. III. Srie.

CDU 614

Elaborao, distribuio e informaes:MINISTRIO DA SADESecretaria de Ateno SadeDepartamento de Ateno BsicaSAF Sul, Quadra 2, lotes 5 e 6, Ed. Premium, torre II, auditrio, sala 2CEP: 70070-600 Braslia/DFTel.: (61) 3306-8052Fax: (61) 3305-8028Site: www.saude.gov.br/dab E-mail: dab@saude.gov.br

Departamento de Regulao, Avaliao e Controle de SistemasSAF Sul, Quadra 2, lotes 5 e 6, Ed. Premium, torre II,Coordenao-Geral de Regulao e AvaliaoSAF/SUL, Quadra 2, Edifcio Premium, Torre II 3 Andar Sala 301Braslia/DF - 70070-600Tel.: (61) 3315-5870E-mail: drac@saude.gov.br

Secretaria de Gesto do Trabalho e da Educao da SadeDepartamento de Gesto da Educao na SadeEsplanada dos Ministrios, Bloco G, Ed. Sede, 7 andar, sala 717Zona Cvico-Administrativa - Braslia/DF - 70058-900 Tel.: (61) 3315.3394Fax: (61) 3315.2974Site: www.saude.gov.br/sgtesE-mail: deges@saude.gov.br

SECRETARIA ESTADUAL DA SADE DO RIO GRANDE DO SUL Av. Borges de Medeiros, 1501 6 andar Bairro Praia de BelasCEP: 90110 150 Porto AlegreTel.: (51) 3288-5800Site: http://www.saude.rs.gov.br/

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SULFaculdade de Medicina Programa de Ps-Graduao em Epidemiologia TelessadeRS/UFRGSRua Dona Laura, 320 - 1101Bairro Rio BrancoCEP: 90430-090 Porto Alegre/RSTel.: (51) 3333 7025Site: www.telessauders.ufrgs.brE-mail: contato@telessauders.ufrgs.br

Superviso Geral:Cleuza Rodrigues da Silveira BernardoDirceu Ditmar KlitzkeJoo Gabbardo dos Reis

Coordenao-Geral:Dirceu Ditmar KlitzkeJoo Marcelo Barreto Silva

Reviso Tcnica:Ana Clia da Silva SiqueiraCarolina Pereira LobatoDaniela Cristina Moreira Marculino FigueiredoDanyella da Silva BarretoGraziela TavaresLetcia Felipak dos Passos MartinsLuciano Gomes MarcelinoLuciana Morais RochaRosely de Andrade Vargas

Organizao:Erno HarzheimMilena Rodrigues AgostinhoNatan KatzPatrcia Sampaio Chueiri

Elaborao de texto:Angela Jornada Ben Amarlio Vieira de Macedo NetoAlexandre Heitor MoreschiCristiano Feij AndradeCynthia Goulart Molina BastosDimitris Rucks Varvaki RadosErno HarzheimFelcia de Moraes Branco TavaresGuilherme Augusto OliveiraIgor Gorski BenedettoLuiz Felipe Lopes AraujoMaurcio Guidi SaueressigMarcelo Pelizzaro Dias AfonsoMilena Rodrigues AgostinhoNatan KatzPatricia Sampaio ChueiriRudi RomanWilliam Lorenzi

Colaborao:Dbora Cravo BattesiniEduardo Alves MeloFernanda Chmelnitsky WainbergJane Medianeira Santos HochJos Incio LermenLenita Diacui Simes KrebsMayra Marcela Souza RodriguesMarcio Chmelnistsky KruterSandra Jaqueline Diniz Cruz

Projeto Grfico, design e capa:Luiz Felipe Telles

DiagramaoCarolyne Vasques CabralLuiz Felipe Telles

APRESENTAO

SUMRIO

INTRODUO

1 CIRURGIA TORCICA ADULTO1.1 Neoplasia pulmonar

1.2 Alteraes em exames complementares

1.3 Linfonodomegalia ou massa mediastinal

1.4 Hiperidrose

2 PNEUMOLOGIA ADULTO

2.1 Doena Pulmonar Obstrutiva Crnica2.2 Asma

2.3 Alteraes em exames complementares

2.4 Neoplasia pulmonar

2.5 Tosse crnica e dispneia

2.6 Sndrome da apneia e hipopneia

Obstrutiva do sono (SAHOS)

2.7 Tabagismo

REFERNCIAS

ANEXO - QUADROS E FIGURAS AUXILIARES

8

1213

141516171820

2122

23

6

5

1

911

26

5

MINISTRIO DA SADE - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

APRESENTAO

A ateno Bsica (AB), que se caracteriza, entre outras coisas, como porta de entrada preferencial do SUS e como lcus privilegiado de gesto do cuidado dos usurios, cumpre papel estratgico nas redes de ateno, servindo como base para o seu ordenamento e para a efetivao da integralidade. Para isso, fundamental que a AB tenha alta resolutividade, o que, por sua vez, depende da capacidade clnica e de cuidado de suas equipes, do grau de incorporao de tecnologias duras (diagnsticas e teraputicas) e da articulao da Ateno Bsica com outros pontos da rede de sade.

Sabemos, por outro lado, que o servio especializado, sobretudo seu componente ambulatorial, um lugar marcado por diferentes gargalos, em especial no que se refere ao acesso a ele. Isso decorre de elementos como o modelo de ateno adotado, o dimensionamento e organizao das ofertas e tambm do grau de resolutividade da Ateno Bsica nos diversos lugares. Os gargalos, anteriormente mencionados, requerem, para a sua superao, que se constituam estratgias que impactem na Ateno Bsica, nos processos de regulao do acesso (desde os servios solicitantes at as centrais de regulao), bem como na organizao da ateno especializada.

Neste material, toma-se como foco a Ateno Bsica, em especial alguns aspectos presentes no processo de referenciamento de usurios para outros servios especializados, que so abordados sob a forma de protocolos de encaminhamento. bem verdade que tais protocolos, para se efetivarem e terem maior potncia, precisam ser articulados a processos que aumentem a capacidade clnica das equipes que fortaleam prticas de microrregulao nas Unidades Bsicas de Sade (AB) - tais como gesto de filas prprias da UBS e dos exames e consultas descentralizados/programados para cada UBS, por exemplo- e que propiciem a comunicao entre UBS, centrais de regulao e servios especializados -pactuao de fluxos e protocolos, apoio matricial presencial e/ou a distncia, entre outros-. Um dos destaques que merecem ser feitos a considerao e a incorporao, no processo de referenciamento, das ferramentas de telessade articulado s decises clnicas e aos processos de regulao do acesso.

Neste contexto, os protocolos de encaminhamento so ferramenta, ao mesmo tempo, de gesto e de cuidado, pois tanto orientam as decises dos profissionais solicitantes quanto se constituem como referncia que modula a avaliao das solicitaes pelos mdicos reguladores.

com esta clareza, e contando com a parceria de um grupo de profissionais fundamentais do SUS vinculados Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que o Ministrio da Sade (MS) oferta os protocolos de encaminhamento para os gestores e trabalhadores do SUS. Esperamos que esta seja mais uma das estratgias que caminham no sentido de aumentar a resolutividade, a capacidade de coordenao do cuidado e a legitimidade social da Ateno Bsica. Mos obra!

Departamento de Ateno Bsica/SAS/MS

Departamento de Regulao, Avaliao e Controle/SAS/MS

Secretaria Estadual da Sade do Rio Grande do Sul/SES-RS

TelessadeRS/UFRGS

6

PROTOCOLOS DE ENCAMINHAMENTO DA ATENO BSICA PARA A ATENO ESPECIALIZADA V. 5 - CIRURGIA TORCICA E PNEUMOLOGIA ADULTO

INTRODUO

Aregulao da assistncia sade tem a funo primordial de ordenar o acesso s aes e aos servios de sade, em especial alocao prioritria de consultas mdicas e procedimentos diagnsticos e teraputicos aos pacientes com maior risco, necessidade e/ou indicao clnica oriundos dos diversos servios de sade em tempo oportuno. Complementarmente, a regulao deve servir de filtro aos encaminhamentos desnecessrios, devendo selecionar o acesso dos pacientes s consultas e/ou procedimentos apenas quando eles apresentem indicao clnica para realiz-los. Essa ao de filtro deve provocar a ampliao do cuidado clnico e da resolutividade na Ateno Bsica (AB), evitando a exposio dos pacientes a consultas e/ou procedimentos desnecessrios (preveno quaternria). Alm disso, otimiza o uso dos recursos em sade, impede deslocamentos desnecessrios e traz maior eficincia e equidade gesto das listas de espera.

O cumprimento dessas funes depende, entretanto, do conhecimento de informaes mnimas do paciente para determinar a necessidade da consulta no servio ou do procedimento especializado, incluindo a respectiva classificao de risco do problema de sade em questo. Neste sentido, o desenvolvimento de protocolos para os principais motivos de encaminhamento de cada especialidade ou para os principais procedimentos solicitados facilita a ao da regulao.

Importante ressaltar a necessidade de se estabelecer fluxo institucional de comunicao (referncia e contrarreferncia) entre as equipes de Ateno Bsica com outros pontos de ate

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