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Download PROPRIEDADES DO MSCULO ESQUELTICO - view(ou fibras nervosas) so longas extenses cilndricas dos neurnios. Os Axnios emergem da medula espinhal via nervos espinhais e do crebro por meio

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SISTEMA MOTOR

Enquanto o sistema nervoso sensorial nos proporciona representao do mundo exterior e do estado interno do corpo, o processamento motor comea com uma imagem de um movimento desejado e, finalmente, sua expresso na forma de comportamento. A mentalizao do mundo exterior e do nosso prprio corpo tem como principal funo guiar a expresso motora na forma de vrias posturas e combinaes de movimentos do corpo e partes do corpo. Ao contrrio do sistema sensorial que transforma os sinais fsicos e qumicos do ambiente em sinais neurais, o sistema motor faz o inverso: processa os sinais neurais em comandos ordenados que iro determinar no msculo a fora contrtil que dever utilizada para realizar determinado movimento. Assim como a nossa capacidade perceptual reside em detectar, analisar e estimar o significado dos estmulos ambientais, a nossa habilidade e performance motora refletem a capacidade do sistema motor planejar, coordenar e executar os movimentos. Nessa linha de produo as fibras musculares so os elementos finais que traduzem os cdigos neurais em fora contrtil do movimento pretendido. Tanto o sistema sensorial como o motor est sujeito ao aperfeioamento pela aprendizagem: reconhecemos os mais variados estmulos do ambiente como produto da experincia e incorporamos e aprimoramos as mais variadas tarefas motoras. A motricidade somtica nos garante a manuteno da postura e locomoo do nosso corpo, da movimentao de suas partes especficas para realizar tarefas manipulativas como a construo e uso de ferramentas e, finalmente, a de expressar nossos pensamentos e os sentimentos.

O sistema motor requer unidades de trabalho que operem em harmonia para a expresso do comportamento. Essas unidades podem ser resumidas em:

Unidade de planejamento e comando: idealizao do movimento (crtex motor)

Unidades de controle: detectam os erros entre o movimento programado e o que est sendo executado (cerebelo e ncleos da base)

Unidade de ordenao: enviam aos msculos comandos finais (motoneurnios da medula e do tronco enceflico)

Unidade de execuo: realizao do movimento (msculos)

Durante a execuo das tarefas motoras, seja de qualquer natureza, o sistema motor atua basicamente controlando os msculos fsicosde contrao rpida (que realizam contraes discretas e transitrias e nos permitem a realizao de movimento) e os msculos tnicos de contrao mais lenta porem bastante resistentes fadiga (que atuam estabilizando as articulaes e garantindo a postura). A diminuio do ngulo articular realizada pelos msculos flexores e o aumento, pelos msculos extensores. Cada movimento o resultado do balano entre a atividade de msculos antagnicos: dos agonistas que movem as articulaes e de antagonistas que as estabilizam.

Alm de controlar esses grupos isolados de msculos, o sistema motor leva em conta outras tarefas importantes:

- Elabora comandos precisos no tempo e no espao para recrutar no apenas um, mas vrios grupos de msculos envolvidos num determinado movimento.

- Distribui a fora muscular para ajustar movimentos particulares. Quando nos colocamos em p, primeiro os msculos extensores das pernas devem estabilizar as articulaes antes dos que iro ajustar a posio do tronco e da cabea.

- Leva em considerao as propriedades mecnicas do sistema que est executando o movimento (msculos, ossos e ligamentos).

- Monitora e analisa o fluxo contnuo de informaes sobre os eventos do meio ambiente externo, da posio do corpo e da orientao dos membros no espao e o grau de contrao dos msculos.

Essas informaes servem para realizar ajustes necessrios antes e durante a execuo do movimento enceflico e crtex cerebral; cada um possui circuitos neuronais distintos paralelamente organizados que influenciam uma via final comum: os motoneurnios. Cada nvel da hierarquia motora recebe aferncias sensoriais que lhes so relevantes para executar a tarefa, mas h uma organizao de tal maneira que os circuitos corticais dominam os do tronco enceflico e este, os da medula. Estruturas subcorticais como ncleos da base e cerebelo constituem partes essenciais da motricidade, principalmente voluntria. Quando desejamos realizar um ato voluntrio, os crtices associativos criam a imagem do movimento desejado e envia essa inteno para o sistema motor. O sistema motor ento planeja, elabora tticas e executa o movimento desejado. Todo o nvel da organizao motora necessita de informaes sensoriais, como por exemplo, o efeito que a gravidade est exercendo sobre os msculos e o sobre o corpo, como o corpo se encontra no momento, as eventuais discrepncias entre o movimento pretendido e o que realmente est acontecendo, a variao da tenso mecnica durante a contrao, etc.

A expresso motora somtica constituda no s de expresses voluntrias como tambm de atividades involuntrias (reflexas). Que padres de movimentos do nosso corpo podemos reconhecer?

PROPRIEDADES DO MSCULO ESQUELTICO

A caracterstica principal do msculo esqueltico a sua capacidade de contrair-se, e desta maneira, produzir tenso e realizar trabalho. A ao muscular dotada de propriedades, que podem ser identificadas tanto no msculo isolado, quanto em funcionamento no corpo.

Em circunstncias fisiolgicas, porm, o msculo ativado pelos neurnios que o inervam, situados na medula. Cada motoneurnio inerva nmero finito de fibras musculares, constituindo a unidade motora. Estimulando-se eletricamente os axnios de um nervo motor, pode-se estudar as propriedades do sistema formado pelo nervo, juno mioneural e fibras musculares.

Clulas musculares, assim como neurnios, podem ser excitadas por estmulos qumicos (ACh), eltricos e mecnicos, que produzem potencial de ao que transmitido por sua membrana celular. De modo diferente dos neurnios, as clulas musculares possuem mecanismo contrtil que ativado pelo potencial de ao resultando em aumento da atividade de Ca++ intracelular, deslizamento das protenas contrteis, actina e miosina, encurtando os sarcomros aps o potencial de ao.

Tipos de contrao: A contrao muscular envolve essencialmente o encurtamento dos seus elementos contrteis. Apesar disto, a contrao pode ocorrer sem que haja reduo grande do comprimento do msculo, graas aos elementos elsticos do msculo. Este tipo de contrao recebe o nome de contrao isomtrica (mesma medida). Por sua vez, a contrao com aproximao da origem e insero muscular se denomina isotnica (mesma tenso). Na atividade prtica em que realizaro a queda de brao ou brao de ferro, vocs podero analisar os dois tipos de contrao citados a cima.

Objetivos:

Evocar e experimentar algumas respostas motoras de natureza reflexa e voluntria. Discutir os mecanismos causais dessas atividades motoras e o nvel topogrfico em que as associaes sensoriais e motoras ocorrem.

Instrues para organizao do grupo:

Cada grupo dever indicar 2 voluntrios de mesmo sexo para executar as atividades prticas e relatar as experincias sensoriais. O restante do grupo dever orientar, coordenar e coletar as informaes necessrias e anotar para o relatrio.

1 - CONTRAO ISOTNICA E ISOMTRICA

Pea para dois colegas do mesmo tamanho disputarem brao de ferro. No decurso da disputa, ambos desprendem grande esforo, a musculatura fica rija e ambos os braos mal se movem. Mas logo, haver um vencedor. Observem que a desistncia caracterizada pelo relaxamento muscular.

Agora discuta:

a) De que maneira a contrao muscular foi progressivamente aumentada at a contrao mxima?

b) Quando os braos estavam rijos e praticamente imveis que tipo de contrao (isomtrica ou isotnica) estaria ocorrendo? Como os sarcomros estariam se comportando?

c) Foi vantajosa a desistncia de um deles? O que aconteceria se no desistisse?

2 - APALPAO

Com a mo apalpando o prprio bceps experimente a sua textura (percepo somestsica) enquanto ele est em repouso (o brao em extenso). Ainda com a mo sobre o bceps faa um movimento rpido de flexo do antebrao sobre o brao e, depois, uma flexo lenta aplicando bastante forca. Descreva os trs estados da tonicidade muscular.

Brao relaxado

Contrao rpida

Contrao lenta

Como voc acha que estariam os msculos de uma pessoa que tivesse sofrido paralisia?

Eletromiografia 1

Eletromiografia Padro e Integrada

1. Introduo

Nessa aula, investigaremos algumas propriedades do tecido muscular esqueltico. Os fenmenos fisiolgicos associados com os tipos de msculos, como a eletrofisiologia do corao, que ser estudado nas subsequentes aulas.

O corpo humano possui trs tipos de tecido muscular e cada um desempenha especficas tarefas para a manuteno da homeostase, so eles:

- Tecido muscular cardaco: encontrado somente no corao. Quando o corao se contrai, o sangue circula, ofertando nutrientes s clulas e tambm removendo os resduos que se encontram nestas.

- Tecido muscular liso: encontrado (reveste) nas paredes dos rgos ocos como os intestinos, vasos sanguneos e pulmes. A contrao do tecido muscular liso modifica o dimetro interno dos rgos, e assim, usado para regular a passagem de substncias atravs do trato digestivo, controlar o fluxo e a presso arterial ou regular o fluxo de ar durante o ciclo respiratrio.

- Tecido muscular esqueltico: recebe esse nome devido ao fato de geralmente estar anexado ao esqueleto. As contraes musculares movem uma parte do corpo em relao a outra parte, como ocorre na flexo do antebrao. A contrao de vrios msculos esquelticos de uma maneira coordenada move o corpo inteiro no seu ambiente, como por exemplo, quando caminhamos ou estamos nadando.

A funo primria do tecido muscular, independente do tipo, converter energia qumica em energia mecnica, e ao fazer isso, o msculo encurta ou contrai.

O tecido muscular esqueltico humano consiste em centenas de clulas cilndricas (fibras musculares) lig

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