projeto político pedagógico luis lindenberg (1)

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Projeto Político Pedagógico

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  • 1. 1PREFEITURA MUNICIPAL DE CABO FRIOREGIO DOS LAGOS ESTADO DO RIO DE JANEIROSECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAOESCOLA MUNICIPAL LUIS LINDENBERGPROJETO POLTICO-PEDAGGICOCABO FRIO - RJ2011/2012

2. 2FOTO DA ESCOLAA implementao de projeto poltico-pedaggico prprio e condio para que se afirme( ou se construa simultaneamente) a identidade da escola como espao pedaggiconecessrio construo do conhecimento e da cidadania.(Bussamann, 1997) 3. 3SUMRIO1- INTRODUO .....................................................................................051.1 Novo Momento . Novos Caminhos .................................................052- Identificao da Escola........................................................................063- A Escola no contexto mais amplo........................................................064- A histria da Escola feita por ns ..................................................075- Organizao da Escola .....................................................................105.1 Conselho de classe......................................................................105.2-ConselhoEscolar........................................................................... 105.3- Organograma............................................................................... 105.4- ReuniodeEquipeGestora............................................................. 115.5 - 1Reuniescomasfamlias ..............................................................115.6 - Reunio pedaggico-educativa ..........................................................116 Espao fsico da escola . ....................................................................127- Investimentosrecentes .............................................................................128Os desafios da gesto compartilhada .......................................................139 Trabalho participativo na relao com a famlia ..................................... 1410 Princpios filosficos da escola em construo .........................................1610.1-Concepo............................................................................................1610.2Princpios norteadores de nossa prtica ............................................... 1810.3tica .....................................................................................................1910.4- Formao permanente......................................................................... 1910.5-Qualidade.............................................................................................2010.6-Formao de valores ........................................................................... 20 4. 411- Princpios pedaggicos da escola em construo......................................2011.1-Tendncia pedaggica ...........................................................................2011.2BaseEpistemolgica ...............................................................................2211.3 Metodologia de 6 ao 9 ano........................................................2211.4Avaliao...............................................................................................2611.4.1As avaliaes na escola ...........................................................2611.4.2Distribuio de pontos resultantes do processo de avaliao ............2711.4.3Quanto a recuperao .......................................................................2712OrganizaoCurricular .............................................................................2812.1Concepo de currculo ....................................................................... 2812.2Matrizcurricular .....................................................................................2812.3Planejamentocurricular ..........................................................................2812.4Temastransversais..................................................................................2812.5Planejamento de ensino....................................................................... 2912.6- Interdisciplinaridade............................................................................2913Programas,Projetos e atividades ..............................................................2913.1Projetos ................................................................................................3013.2Atividades..............................................................................................3114Metas ......................................................................................................3115AnexosI(Calendrios) ...............................................................................................3215.1AnexoII ( Matriz Curricular) ...................................................................3315.2AnexoIII(Projetospermanentes) ..............................................................3416RefernciasBibliogrficas..........................................................................35 5. 51- INTRODUO1. 1 - NOVO MOMENTO... NOVOS CAMINHOSNo incio do perodo de 2003, a Escola Municipal Luis Lindenberg viveu um novomomento, a partir das mudanas em sua equipe gestor, que traz como um de seuspropsitos a reconstruo de projeto poltico-pedaggico da escola, elaborado em 2000.Foi ento planejado um encontro com a comunidade escolar, com o principal papelobjetivo de mostrar a importncia do envolvimento e participao de todos, nesteprocesso, quando foram formados grupos responsveis por estudar e repensar osindicadores temticos do projeto, considerando os dados do projeto anterior.O ano de 2003 passou e a organizao do tempo e do espao foi incomparvel com asreais necessidades para as articulaes operacionais em cumprimento aos nossospropsitos, uma vez que entendemos o projeto poltico-pedaggico como o eixo norteadorde todo o trabalho da escola.Conseguimos estabelecer o roteiro do projeto e realizar alguns encontros de estudos,sistematizado os debates para formulao dos textos.Com certeza, um dos impedimentos para o processo em construo foi a dificuldade deconciliar a garantia das aulas como no tempo necessrio para os encontros desistematizao. Esta realidade vivida pela equipe em 2004 indicou que no ano seguindofossem includas no calendrio as datas destinadas construo do projeto polticopedaggico.Reafirmamos nossa crena de que a construo do projeto poltico-pedaggico da escola,vai muito alm do que o atendimento das exigncias legais, pois nesta participao quea comunidade escolar vivencia o verdadeiro processo de democracia participativa.Recentes pesquisas evidenciam a grande dificuldade qualitativa para mudanassignificativas no fazer escolar frente s ausncias do conhecimento sistematizado eafirmam que o processo histrico da prtica escolar e espelhada na cultura social, focadana participao formal, de carter legalista, uma prtica de formalidades que s afetaaspectos secundrios da dinmica envolvente, onde querem ser privilegiados nos seusinteresses atravs de aes simblicas, de influncia mnima a nvel da poltica e dofuncionamento institucional.Sabemos, neste sentido, que e uma nova organizao para a escola. Mas estamosdispostos a enfrentar essa ousadia e fazer da nossa Escola um espao pblico, lugar dedebate, do dilogo, fundado na reflexo coletiva (Veiga 1997, p.14).Nesse incio de perodo letivo de 2005, conclumos mais uma etapa do projeto poltico-pedaggico,entendendo que este e um processo de construo constante e de buscapara que represente a Nossa cara, que mostre quem somos, nossos limites e nossaspossibilidades, sem mascara, para que possamos apresent-lo como fruto da histria queconstrumos, JUNTOS, a histria da Escola Municipal Luis Lindenberg que por sua vez ahistria da Educao de Cabo Frio. 6. 62- IDENTIFICO DA ESCOLANome da Escola: Escola Municipal Luis LindenbergLocalizao: Avenida Luis Lindenberg, N 1137Bairro Guarani - Cabo Frio RJ - CEP 28909-340Telefone: (22) 2644-0389Entidade Mantenedora: Prefeitura Municipal de Cabo FrioSituao legal:Autorizao e reconhecimento - Portaria N 1867 / ECDAT, DE 11 de junho de 1981Atos de criao: Educao Infantil Portais 1867 / ECDAT de junho de 1981Ensino Fundamental(1 e 2 segmentos) Resoluo SEE n 1114 DE 21 DE MAIO DE 1985.DEC n 2596 de 18 de outubro de 1999.Situao do prdioPrdio cedido pela Refinaria Nacional de Sal Ponta da Costa/ Sal Cisne AS3- A ESCOLA NO CONTEXTO MAIS AMPLODurante muitos anos, o acesso escolarizao no Brasil e em qualquer nvel era restrito auma minoria que, por pertencer ao grupo dos mais ricos, no tinha de dedicar todo o seutempo ao trabalho.A Constituio de 1888 garantiu o direito de todos os brasileiros, de qualquer idade,educao, trazendo aos vrios governos no mbito federal, estadual e municipal, odesafio de tomar esta lei numa realidade, a comear pela criao de escolas necessriase a manuteno das mesmas.Contudo, embora o acesso ao ensino seja universal hoje em dia, a evaso escolar ainda egrande, tendo como uma das principais razes, a incompatibilidade entre trabalho, famliae escola.Outro problema e que os Governos tm criado escolas sem que a estrutura necessriapara o seu funcionamento com a qualidade esperada seja garantida, como a existnciade espao e material adequados para a prtica esportiva, livros, material audiovisual,laboratrio e salas de informtica.No caso especfico de nossa escola, a desestruturao que sofreu quando deixou depertencer Refinaria para ser municipalizada, e atestada pelos professores queparticiparam das duas gestes, seja em relao aos salrios, merenda escolar, ao materialde apoio pedaggico disponvel e qualidade de alunos por turma.Porm, alm das mudanas de acordo com os diferentes contextos histricos quevivemos. Hoje, acredita-se que a escola deva cumprir diferentes papeis, complementares 7. 7entre si, como possibilitar o acesso dos estudantes ao mercado de trabalho, cidadania eao conhecimento sobre a diversa realidade scio-poltico-econmica e cultural dos pasem que vivem.Para garantir este novo papel, a Unio, desde o Governo FHC, vem tomando medidasconsideradas importantes para a melhoria da qualidade do Ensino Fundamental, como aelaborao dos PCN, que tem por objetivo a integrao curricular do pas, e a criao deum fundo (FUNDEF) para incrementar os investimentos nas escolas pblicas.O Governo do Rio de Janeiro, sob a gesto de Leonel Brizola , deu incio a uma expansodas unidades escolares em nosso estado com a criao dos CIEP _ que, no municpio deCabo Frio, concentram-se nos bairros de periferia, dado o rpido crescimento demogrficoe a forte demanda por vagas nas escolas.Embora o projeto de uma escola que atendesse aos interesses dos alunos de formaintegral nunca tenha sido cumprido na integra o fosse esta iniciativa, talvez 0as outrasescolas estaduais e municipais no conseguissem absorve a crescente populaoresidente no municpio, que em grande parte procura pela escola pblica, sejaconstruindo novas unidades, municipalizando escolas particulares ou simplesmenteampliando a oferta de vagas, sendo esta ltima alternativa considerada prejudicial aobom desenvolvimento do trabalho docente, devido a quantidade excessiva de alunos porturma.Embora na atual gesto esteja ocorrendo no incio de cada ano letivo um importante ciclode palestras e debates fundamental para a capacitao dos professores, as escolas aindase ressentem da falta do aparelhamento em sua infra-estrutura e quanto aos materiaispedaggicos. Alem disso e necessrio o aumento de verba escolar que menor quenossa demandas e dos salrios dos professores e funcionrios.Acreditamos, entretanto, que, independente das aes governamentais seja em queesfera de poder for -, as equipes administrativa, pedaggica e os professores da escolatm uma responsabilidade particular com a melhoria da qualidade do ensino, buscandorever encaminhamentos de problemas como a indisciplina, desinteresse e dificuldades deaprendizagem dos alunos, alem da reestruturao da escola para atender a comunidadeem suas necessidades principais.Ate aqui esses problemas, que atrapalham a efetivao de uma educao de qualidade,tm sido enfrentados de forma convencional e paliativa. Certamente, as soluesnecessitam de um maior compromisso dos governos e dos profissionais de educao comsua escola e seus alunos, que so os que mais so afetados por nossos acertos e,principalmente, por nossos erros.Acreditamos, enfim, que a construo deste projeto seja uma possibilidade, entre tantasoutras, de demonstrar este nosso compromisso.4- A HISTRIA DA ESCOLA FEITA POR NSAs histrias das escolas, de modo geral, so escritas como se seus autores estivessemausentes ou bem distantes.Acreditamos que cada aluno (a), cada professor (a) cada funcionrio (a), cada famlia, quepassou por aqui, de alguma forma deixou na escola sua marca, pessoal e profissional,tornando-se sujeito da histria da Escola Municipal Luis Lindenberg, queremos traz-los 8. 8para bem perto neste momento. Queremos considerar tambm como sujeitos destahistria, os trabalhadores da Refinaria, que lutaram pela garantia de uma boa educaopara seus (suas) filhos (as).Para represent-los, vamos contar esta histria a partir da memria da Professora Silmade Mendona Costa, uma da professora mais antigas da escola filha de um dosfundadores do Grmio, que deu origem escola.Esta tambm a forma que encontramos para homenagear a Professora Silma Costa porestes 25 anos de dedicao a esta comunidade e tambm a seu pai.Eu comecei a trabalhar nesta escola no dia 12 de fevereiro de 1979, quando a escolaestava no seu 9 ano de trabalho e expandia o atendimento para alunos de 5 srie ,comeando com uma nica turma.A maioria dos professores da 5 srie era funcionrios da Refinaria, que vinha para aescola por volta das 16 horas, quando se iniciavam as aulas desta turma. Desta turmafazia parte como alunas a Valria Costa Monteiro e a Leila Costa de Brito, que hojeprofessoras aqui na escola.Nesta poca eu trabalhava na secretaria, passando a assumir turma dois anos depois.Existia na escola uma banda marcial, organizada pelo Professor Alosio, que atuavatambm como Professor de Educao Fsica.Todo anos, no dia 1 de maio, a escola ia desfilar na Refinaria para homenagear ostrabalhadores da mesma.Meu pai trabalhava como encarregado de salinas. Era ele quem sabia de tudo, se iachover ou no, para abrir salina. Era ele que, junto com os demais da direo doGrmio dava assistncia escola, para o bom funcionamento dela.Os encarregados da limpeza da escola e da cozinha eram todos homens, funcionrias daRefinaria. Todos que passaram por aqui ainda se lembram da famosa merenda do TioGelson. E como brilhava essa escola!... Voc no via um risquinho na parede. Tinhatambm o Tio Eliel, o Tio Agrimrio, Tio Neivaldo e outros que no me lembro o nome.Durante todos esses 25 anos, venho acompanhado o desenvolvimento e as mudanasque aconteceram e aconteceram e acontecem nessa escola.Um grande avano foi que, inicialmente a escola s atendia aos filhos dos funcionrios daRefinaria Nacional de Sal e, a partir de 1 de agosto de 1999, passou a atender a toda acomunidade.Apesar da escola ter crescido bastante (antes tinha nas sala em mdia 20 alunos) e teralterado a sua organizao e dinmica interna, ainda mantm a credibilidade e oreconhecimento da comunidade, graas principalmente a dedicao de seus professorese funcionrios.Dentre o quadro atual de professores, os mais antigos, alm de mim, so: Ilza Costa dosSantos e Uirdiney Gomes da Silva.Posso dizer que toda a minha vida est ligada a esta escola: Aqui na escola fiz o meu chde panela, meus dois chs de bebs e, h dois meses atrs, meu ch da vov...(Depoimento dado pela professora Silma Costa, no dia 10 de setembro de 2004)Por que a escola se chama Luis Lindenberg? 9. 9Luis Lindenberg foi o idealizador e criador da Indstria Salineira em Cabo Frio. Foitambm o pioneiro na produo de sal ao fogo, sem contar somente com a evaporao aosol, o que tornava sua produo muito lenta. As experincias dele tornaram-no conhecidoe afamado e at mesmo D. Pedro II veio em 1847 visitar PERINAS, COM SUA COMITIVA.Sua propriedade abrangia mais de 100 (cem) braas de frente p-ara a Lagoa deAraruama, incluindo ainda a Ponta do Costa e dos Macacos ou Perinas.Desde a fundao da escola, esteve na direo a Professora Vera Lcia Mendona dosSantos, que permaneceu at 1992, ou 1993, no me lembro bem, quando foi substitudapela Professora Gelma Apicelo de Matos, que ficou at 1999, quando ento a escola foimunicipalizada. A Professora Thereza Christina Cariello Mesquita assumiu a direo at oincio de 2003, quando chega o Professor Amaro Cesar Monica de Souza.Trago na memria os passeios ao Tivoly Park, na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio deJaneiro, para o qual todas as crianas eram levadas pelas professoras, na Semana daCriana. Eram dois, trs nibus cheios de crianas...Lembro tambm das tradicionais Festas Juninas, que eram feitas na rua e das Festas deFormaturas, desde o Jardim da Infncia at a 4 srie, e depois de 8 srie.Outra coisa que marcou muito que a Refinaria todo final de ano, presenteava cadacriana com um brinquedo, uma colchinha ou um cobertor (cada ano trocava) e umpanetone, alm do sorteio de trs bicicletas.Os professores tambm ganhavam colcha ou cobertor e um panetone.Lembro que a minha me, que tinha oito filhos estudando aqui, saia cheia de presentes emuito feliz. Todo ano ela podia trocar a roupinha de cama das crianas...Meu pai, Ginsio Gomes da Costa, foi um dos fundadores do Grmio Recreativo e Cultural1 de Maio. O Grmio tinha como presidente D. Odaliva Macedo e como scios, osfuncionrios da Refinaria. A escola foi fundada e mantida pelo Grmio.O Grmio nasceu devido s comemoraes do Dia do Trabalho (1 de maio) quandoacontecia uma confraternizao entre Funcionrios e seus familiares e sentiu-se anecessidade de estreitar os laos, surgindo inicialmente a Comunidade Ponta do Costa eda gerando a idia de fundar-se um grmio.A primeira sede foi em uma pequena garagem. Pertencente residncia do sciofundador Arnaldo Soares dos Santos Filho.Um curso de alfabetizao de adultos foi o primeiro passo na prestao de servio comunidade, transformando-se mais tarde, o curso em uma escolinha para filhos deempregados, funcionando at a no refeitrio da Refinaria Nacional de Sal, que cedeu umacasa na vila operria, onde foi instalada a escolinha, formado logo aps a biblioteca.(Retirado do Projeto Poltico-Pedaggico de 2000, p.8)Como um exemplo a ser seguido de iniciativa, realizaes e viso de processo, o GrmioRecreativo e cultura 1 de Maio, entidade que congrega os empregados de Salinas Pontado Costa, uma das sementes que melhor germinou, houve por bem dar seu nome a nossaCasa de Ensino a Escola Luis Lindenberg.(Fonte: Arquivo da Secretaria da Escola, mimeo, s/d) 10. 10Mas a histria da E M Luis Lindenberg no termina aqui, pois quando falamos em histriano Falamos apenas em passado. Falamos tambm de presente e de expectativas defuturo.Atualmente, a histria continua registrada na memria dos que aqui esto e nosdocumentos arquivados, dentre eles, em especial, o projeto poltico-pedaggico, poiscomo foi dito, ao escrevermos este projeto estamos mostrando a nossa Cara quemsomos e o que queremos...INCLUIR DATAS FUNDADA EM 25/03/1970 ( Ver 1 ppp p. 8)5- ORGANIZACO DA ESCOLAA Escola tem como modalidade o ensino regular, atendendo desde a Educao Infantil 8Srie do Ensino Fundamental, em 2 turnos, que funcionam nos horrios de 700 `as 12:00h e das 13:00 s 17:00 horas.No corrente ano letivo (2005), no 1 turno temos duas turmas de Educao Infantil (Pr I ePr II), uma de 1 Srie N1, duas de 4 srie, trs de 5 Srie, trs de 7 srie e trs de8 Srie.NO 2 turno, temos duas turmas de Educao Infantil (Pr I e Pr II), Duas Turmas de 1Srie N1, trs de 1 srie N II, quatro de 2 srie, trs 3 srie e Duas turmas de 4 Srie.Resumo: Total de alunos na escola = 1078Observao: Para garantir a qualidade do trabalho pedaggico e educativo, decidiu-se quea composio das turmas obedecer os critrios abaixo relacionados, frente aoquantitativo de alunos por turma:Educao Infantil: 20 alunos.1 srie nvel 1 e nvel 2 : 25 alunos.2 a 4 srie: 30 alunos5 a 8 srie: 35 alunos.CONSELHO DE CLASSEOs Conselhos de Classes so realizados bimestralmente, como o propsito de realizar umaavaliao do processo de produo escolar e do funcionamento da escola como um todo ereplanejar estratgias necessrias para atender as ausncias da prtica educativo-pedaggica.CONSELHO ESCOLARDe acordo com o Estatuto Municipal. 11. 11ORGANOGRAMAEm fase de adaptaoREUNIO DE EQUIPE GESTORAEstas reunies buscam uma possvel aproximao metodolgica, na realizao dasatividades especficas dos setores da escola (Direo, Orientao Educacional, Supervisoe Inspeo).So planejadas para realizao mensal, sistematizando questes encaminhadas nocotidiano escolar.REUNIES COM AS FAMLIASAs reunies com as famlias so agendadas no incio do perodo letivo, com o propsito desensibiliz-las sobre o desenvolvimento escolar dos (as) alunos (as) e do necessrioacompanhamento dos responsveis.Da, aps a apreciao nos Conselhos de Classe bimestrais, organiza-se encontros oureunies com as famlias para apresentao dos resultados e necessrias intervenes.De Educao Infantil 4 Srie participam destas reunies a professora de Turma, oorientador educacional e a supervisora. Neste segmento so tambm realizadas reuniescoordenadas pelas professoras, no incio de cada semestre, a fim de falar sobre a suametodologia de trabalho, assim como explicitar em que a famlia deve colaborar.No 2 segmento estas reunies so organizadas pelo orientador educacional, como aparticipao dos professores que trabalham no dia da reunio. partir de 2010, iniciamoso projeto Escola Aberta, onde os responsveis so convidados a ir a escola paraconversar diretamente com todos os professores.Ressalta-se que as famlias so atendidas individualmente sempre que necessrio.REUNIO PEDAGGICA-EDUCATIVAConsideramos que estas reunio pedaggicas so fundamentais para despertar e/ouenraizar uma nova postura educativa, na medida em que possibilita a unidade entre osujeito de ao e o da reflexo, como nos diz Vasconcellos (2002). As reunies sorealizadas mensalmente a partir de um calendrio organizado pela equipe gestora.Neste momento, pretendemos:-Trocar experincias, partilhando dvidas e inquietao, assim como nossas prticas eesperanas;- Planejar coletivamente, o que ir favorecer o trabalho pedaggico;- Avaliar nossas prprias aes, tendo em vista seu replanejamento; 12. 12- Dar um novo significado s nossas aes, a partir da reflexo, pesquisa e estudo;- Desenvolver cada vez mais nossas atitudes de cooperao e com responsabilidade.6- ESPACO FSICO DA ESCOLAA estrutura fsica da escola adequada s necessidades bsicas para o funcionamento damesma, com satisfatrio estado de conservao, embora se perceba que alimenta umaressignifico da ocupao para melhor qualidade do uso.Para as atividades administrativas, a escola conta com sala da Direo, secretaria, salapara o trabalho de superviso de e orientao, sala de professores e almoxarifado.Temos um total de 14 salas de aula, alm do prdio anexo destinado Educao Infantil,inaugurado ao ano de 2004, com total de 3 salas e 2 banheiro. Prximo a este espaotemos um parque infantil.Existe uma rea coberta para atividades diversas e para as atividades esportivas umcampo de futebol adaptado.Outras dependncias: Refeitrio, biblioteca (tambm funcionando como sala de vdeo),banheiros de professores de alunos ( masculino e feminino).Como principais necessidade destacamos a reforma dos banheiros de alunos (as),contemplando uma adaptao para vestirio ou a construo de vestirio: a construode uma quadra poliesportiva com cobertura, uma nova secretaria adequada paraatendimento externo, a reestruturao da biblioteca e a construo de salas de leitura ede vdeo.7- INVESTIMENTOS RECENTES- Mudanas na equipe da merenda escolar- Melhoria da qualidade de merenda escolar- Melhor atendimento dos alunos e professores em relao merenda- Organizao da secretaria na parte escrituraria- Construo de despensa- Colocao de bancada em mrmore e lavatrios- Colocao de bebedouros para os alunos- Colocao de novas telhas- Aquisio de um computador com impressora- Reativao do Projeto Corredor Literrio- Conscientizao do pessoal de apoio da necessidade em melhorar o tratamento comtodos da escola- Abertura para professores e funcionrios estarem reivindicando e sugerindo mudanasna escola, atendendo-as na medida do possvel 13. 13- Trabalho voltado para as famlias- Melhor relao com a comunidade em torno da escola, fazendo com que a escoladeixasse de ser depredada- Alterao do quadro da equipe de direo, incluindo a funo de diretora adjunta- Realizao de reunies permanentes da direo com todos os setores, buscando umamelhor integrao da escola- Realizao de reunio para construo coletiva do projeto poltco-pedaggico.8 - OS DESAFIOS DA GESTO COMPARTILHADAA escola uma organizao social destinada a cumprir uma finalidade definida frente scontradies de sua poca, refletindo os valores e os poderes socioculturais dacomunidade em que est inserida. um tempo-espao de verdades integradas, de saberes e no saberes, organizado para aconstruo de conhecimentos sistematizados favorveis compreenso de realidade. tambm o tempo-espao onde as prticas educativas devem favorecer a reflexo crticados valores presentes no comportamento social, em atendimento sua perspectivapoltica, como nos lembra Paulo Freire (1983).O papel do trabalhador que opta mudana, num momento histrico como este, no propriamente o e criar mitos contrrios, mas o de problematizar a realidade aos homens,proporcionar a desmitificao da realidade mitificada.Mas ainda a escola, o tempo-espao comprometido com a humanizao dos sujeitos quedela participam, contribuindo para faz-los mais ticos e mais felizes.No sentido de organizar um campo estrutural para a realizao Don trabalho escolar decarter humanizado, de ao investigativa e comprometida com o processoemancipatrio da sociedade, buscamos realizar um tipo de gesto que mostra nossocompromisso em colocar em prtica os princpios filosficos elaborados em conjunto einscritos neste projeto.Gesto significa organizao, direo e deciso. Gesto democrtica se faz na prtica.Neste sentido, temos buscado envolver a comunidade escolar na tomada de decisessobre as diretrizes e objetivos da escola.Assim, entendemos que ser diretor escolar significa impulsionar o desenvolvimento dasatividades administrativas e pedaggicas da escola, o que no se restringe construode projetos, mas no acompanhamento e avaliao do que foi planejado, dando anecessria diretividade para que o que planejado seja executado, ainda que considerandosua flexibilidade.Para garantir o bom funcionamento da escola, procuramos garantir que seus objetivos emetas sejam atingido: que a escola seja um espao de produo de conhecimento, almde propiciar a vivncia de elementos culturais como hbitos, atitudes, habilidades,valores, normas e smbolos funcionais para a vida social.Mas atingir estes objetivos no tarefa das mais fceis, em especial porque precisamoslevar em conta que o esforo despendido deve ser coletivo e que no est nadependncia de um nico ator o dirigente escolar mas de todo o conjunto de atores quecompe o universo escolar. 14. 14Diante deste contexto, uma questo essencial: preciso fazer com que todos estejamorientados num mesmo sentido, cooperando entre si, compartilhando e assumindo sonhose preocupaes.Talvez esta seja a principal e mais difcil tarefa do gestor, uma vez que dele exigido umfluxo continuo de tarefas, em sua grande parte no previsveis e de curto prazo paracumprimento, relacionadas a um conjunto complexo de exigncias de ordem institucional,social-interpessoal, administrativa e poltica, s quais o administrador tem que responder.Neste sentido, mais uma vez reforamos a necessidade de fazermos da gestocompartilhada a base fundamental para que se possa dar respostas e negociar asexigncias do contexto que constitui o universo do trabalho escolar.Embora garantindo as atribuies especficas, temos procurado construir uma aointegrada entre a equipe gestora da escola Direo, Superviso, OrientaoEducacional, Inspeno realizando encontros permanentes no dia a dia e uma reuniomensal, onde avaliamos o desenvolvimento do trabalho e buscamos tomar decisescoletivas.Reconhecemos, entretanto, que a equipe precisa fortalecer seus laos de integrao, umavez que divergncias ideolgicas e profissionais tm interferido no trabalho emdeterminados momentos. Alm disso ser importante incluir as dirigentes de turnonesta reunio mensais.Acreditamos que o trabalho democrtico e participativo da equipe gestora escolar precisacontempla a necessria competncia tcnica e poltica da base estrutural curricular,viabilizando o entendimento das questes socioculturais, buscando garantir umaproduo coletiva e articulada, a partir dos interesse da comunidade, com perspectivas desuperar as exigncias imediatas.Enfim, podemos dizer que temos procurado organizar um campo estrutural para arealizao do trabalho escolar de carter humanizador, de ao investigativa ecomprometida com processo emancipatrio, priorizando medidas criativas que favoreamum movimento ativo e estimulem a participao da comunidade para a ressignificao daprxis pedaggica. Um momento de resistncia aos modelos padronizados eburocrticos, que dificultam a dinmica da dialtica construtiva, para que alunos/as eprofissionais exeram princpios de direito e dever na sistematizao do conhecimentocontextualizado e ampliado na convergncia das cincias.9 - TRABALHO PARTICIPATIVO NA RELACO COM A FAMLIAO princpio de que a educao dever do Estadono implica imobilismo da populao e de cadaindividuo; a educao tambm dever de todos :pais, alunos e comunidade. (Gadotti, 2000).Diante da degradante crise de paradigmas, dos scio-educativos e da necessriaressignificao de princpios educativos para a promoo qualitativa da produo escolar,a articulao de uma mobilizao em defesa do ensino pblico e da participao da 15. 15s0ociedade civil na elaborao do projeto da escola a prioridade estratgica para Reunir condies de enfrentar esta poca de transio a rupturas, de parodoxos eincertezas como prope Nogueira ( 2002) ao discutir algumas questes sobre a escola, aeducao e a cidadania. consenso que as alteraes na identidade das instituies que organizam a sociedadeprovocam necessidades de polticas e incentivos para uma nova identidade dasinstituies. No que se diz respeito ao desenvolvimento da criana frente realidade decrises, entende-se que a participao da famlia no desenvolvimento escolar do/a aluno/afaz a diferena e gera uma expectativa ativa, de ao mais concreta para alm daproclamao das boas intenes.A escola um ambiente de encontro de sujeitos que dela participa direta ouindiretamente e de promoo significativa de influncias mtuas.A base filosfica que orienta a proposta educativa da escola, favorece um construirconstante junto aos anseios da comunidade, intensificando e ampliando as possibilidadesde aproximao entre a escola e a famlia, alm de considerar a caracterizao scio-econmicae demogrfica da comunidade no sentido de construir referncias de idias,valores e desejos que fazem parte de seu cotidiano. Lefebvrer ( 1972) faz umainteressante observao sobre o significado do cotidiano ao assinar que O cotidiano no somente um conceito, mas pode se tornar tal conceito como um fio condutor paraconhecer a sociedade.Nesta perspectiva, a concepo poltica de educao privilegiada pela proposta tem comoponto de partida e chegada a prtica das relaes sociais, entendendo que a qualidadesobre a existncia de ser e estar no e com mundo um princpio de sade e deeducao que no concebe uma postura de neutralidade. Da, se faz necessria umamudana na organizao institucional escolar, visto que o avano nas relaesindividuais e sociais interferem de forma significativa nas aes concretas desenvolvidasnos ambientes escolares. Aes que exigem uma prtica descentralizada de poderes esaberes no sentido de favorecer um movimento de conscientizao ampliada, refletida nomesmo contexto e caracterizada numa possvel e real construo de conhecimentos parauma prtica desejada e participativa.Levando-se em considerao que A vida social Cida poltica, organizada a partir dasnecessidades e dos interesses dos indivduos, compreende-se que a partir dasnecessidades e dos interesses dos indivduos, compreende-se que as aes desenvolvidascom a famlia do/a aluno/a sejam de orientao educativa para a transparente relaofamlia-escola, objetivando um fazer real da funo social da escola, uma construo darealidade e no uma mera representao dessa realidade. Compromete-se assim, porextenso, todas as frentes de trabalho planejado e realizados, que tambm vista comouma ao poltica de desenvolvimento escolar, uma mobilizao de energias paradinamizar a sade escolar, interna e externa, explicitando a importncia da definio depapis para a orientao na relao recproca e de equilbrio do poder em favor do/aaluno/a. esta integrao possvel a partir da compreenso dos limites e daspossibilidades da escola para o que da escola e da responsabilidade da famlia.Dada a importncia de uma direo poltico-metodolgica para o fazer escolar frente necessria organizao deste trabalho, de carter participativo na relao famlia-escola,garante-se, na sua estrutura, a metodologia da prxis, que indica a articulao teoria-prtica,num movimento permanente da lgica dialica: ao-conscientizao -reflexo- 16. 16ao ressignificada... e transformao, constituindo num processo prtica educativo.(Silva,2002). Ou seja, que a dinmica de desenvolvimento da proposta seja articulada apartir do que real e necessrio na busca de uma nova identidade da prtica educativa epedaggica, de consenso entre a famlia e a escola, para que os objetivos desejadossejam efetivamente contemplados na realizao e para tal, promove-se.Encontros individuais ou de grupos, por turma ou por srie, para responsveis dealunos/as cuja pauta envolve orientaes construutivas sobre os indicadores queorganizam a valorizao do significado da escola no desenvolvimento da criana, osrecursos necessrios para o/a estar na escola (administrao do material escolar, hbitosde estudo, banho, sono, alimentao...), a participao significativa, pelos/as narealizao das tarefas escolares.Se ns reconhecermos que cabe famlia o primeiro papel na educao das crianas,ento a escola ter de incorporar no currculo os valores e as culturas das famlias dacomunidade. (Lightfood, 1987). importante registrar que o trabalho com a famlia exige uma tolerncia crtica frente sdificuldades que esta tem em considerar os limites e as possibilidades na relao. Faz-senecessrio explicar o que do fazer escolar e o que de sua responsabilidade, no sentidode separar a funo de cada instituio, famlia e escola, para o vir-a-ser integrado que,certamente, muito contribui com a qualificao do processo de construo doconhecimento. Cabe ressaltar, que as situaes atpicas so trabalhadas a partir deconvocao individual, com o intuito de no expor o/a aluno/a, como tambm, respeitar-seas diferentes modalidades de ser e estar no grupo-escolar.10- PRINCPIOS FILOSFICOS DA ESCOLA EM CONSTRUCOEntendemos que todo espao educativo, antes de mais nada, necessita definir osprincpios norteadores da sua prtica, sobretudo definir importantes idias e convicesque servir o como referncia para o trabalho.Tomamos a filosofia como marco curricular de referncia, por nos fornecer uma reflexoantropolgica, que busca explicitar e discutir o sentido da existncia humana sob ascoordenadas histrico-sociais, como tambm uma reflexo axiolgica, que investiga aexpresso valorativa da conscincia e a relao humana aos valores . ( Severino,1994,p.10).Neste sentido, os princpios filosficos aqui representados, sistematizados a partir dediscusses coletivas, dizem respeito a nossa viso de mundo, nossas expectativas emrelao sociedade, ao ser humano e cidado que queremos formar, nossas concepesde educao, de escola, de educador e educando, nossa compreenso de infncia e deadolescncia...Estes princpios filosficos iro, por sua vez, nos indicar os princpios pedaggicos, que aeles devem estar articulados, de forma indissocivel.10.1 - CONCEPCES 17. 17- Em consonncia com a prpria Construo Federal de 1988 e com a LDB de no9394/96, entendemos a educao como um processo, que visa o pleno desenvolvimentoda pessoa, seu preparo para o exerccio da cidadania e sua qualificao para o mundo dotrabalho.- Quando falamos deste desenvolvimento pleno, estamos nos referindo aodesenvolvimento em seus aspectos fsico, pedaggico, intelectual, social, cultural,complementando a ao da famlia e da sociedade, ressaltando o aspecto religioso comoresponsabilidade da famlia.- Antes de compreendemos nosso aluno como aluno, importante consider-lo sujeitohistrico, de necessidades, em fase de desenvolvimento, e por isso necessitando de serrespeitado como sujeito que pensa, que reflete, que tem sentimentos e desejos, que temdireitos e deveres; sujeitos nicos e ao mesmo tempo plurais, sociais, culturais.- A prtica educativa cidad valoriza no cotidiano da escola deve apontar para ummovimento permanente do exerccio da cidadania, envolvendo toda a comunidadeescolar.Pontuamos nossa preocupao com a formao tcnico-profissional de nossos alunos,visando o mundo do trabalho (LDB,Art1, 2) e no o mercado de trabalho.- Vivendo num mundo impregnado pela valorizao do TER, sabemos que um dos nossosmaiores desafios trabalhar na contra-mo deste princpio s, construindo um projeto desociedade e de ser humano voltando para a construo do SER: do sujeito histrico,individual e plural, crtico, solidrio, afetivo, sensvel, tico...- Buscamos um projeto de educao ecolgica que vai alm da compreenso restrita preservao do ambiente, mas envolve efetivamente o SER e suas relaes ( consigomesmo e com o mundo).- Cabe ressaltar a necessidade de refletirmos sobre a importncia da formao cultural eesttica como um movimento de valorao da cultura local, assim como da culturauniversal.- Podemos dizer, enfim, que entendemos a educao como um processo de formao dapessoa humana, que se insere numa determinada sociedade, sendo transformada poresta, mas tambm com possibilidade de transform-la.- Para tanto, estaremos nos baseando na pedagogia da prxis, proposta por Gadotti(1995), ou seja, num movimento de educao contra a educao, que aponta para anecessidade de se repensar permanentemente a prtica, numa concepo criadora.- Que escola essa, que pensa a educao desta forma? Uma escola cidad, uma escolademocrtica? Ou uma escola de conserva cultural, que no permite a visibilidade dascontradies scio-culturais?- Sabemos que, historicamente a escola vem apresentando um movimento de conservada cultura, aprisionando a inteligncia ( Fernandes,...) e negando a possibilidade deconstruo dialtica, no pensar e no fazer uma prtica educativa favorvel construo doSER e do SABER.- Para garantir nosso objetivo de construir o SER e o Saber, precisamos de educadores quedemonstrem compromisso nas dimenses tcnica, humana e poltica. Assim, direciona-seesta proposta por uma educao como luta poltica, fundamentada num paradigma dehomem e de sociedade, solidria com os outros cidados no caminhar da humanidade. 18. 18- Acreditamos que a escola no tem o papel de resolver os problemas scio-culturais, taiscomo a violncia, o emprego, a inverso de valores, as questes do ncleo familiar...Entretanto, cabe uma reflexo e ao ativa, pontuando o que da responsabilidade dafamlia e da escola para o desenvolvimento do aluno e organizando o espao e o tempode cada uma, para o vir a ser integrado.Assumimos a condio de que todo professor e todo profissional da escola sujeito deautoridade, de direitos pessoais e sociais indispensveis ordem democrtica econstruo da cidadania plena.- Enfatizamos que todo funcionrio administrativo e de apoio tambm um educador,uma vez que trabalhador de uma instituio educativa.- Consideramos o educando como sujeito de sua aprendizagem, como modalidadepeculiar, singular, prpria de cada um, com sua maneira de ser, sentir e interpretar osfatos e o mundo.10.2- PRINCPIOS NORTEADORES DE NOSSA PRTICA1. Liberdade- Entendemos que este princpio exige implicadores tais como: responsabilidade,compromisso...2. Disciplina- Disciplina no trabalho, no estudo, nas reunies-Normas disciplinares baseadas no ECA, Regimento3. Ao coletiva- Construo que envolve esforos de todos os sujeitos envolvidos- Necessidade de convergncia de expectativas, viso comum sobre escola.4. Participao- Sabedores dos limites da autonomia da escola, estaremos sempre atentos necessidade- Processo de troca que gera o compromisso.5. Cidadania- Igualdade na diferena, que se d na relao com o outro e no grupo social institudo.- Condio inicial para a efetivao da sociedade democrtica6. Dilogo- Saber ouvir o outro 19. 19- Relao dialgica com os alunos7. Respeito- Princpio bsico das relaes humanas e profissionais8. Pluralidade- Respeito s diferenas culturais, de raa, de gnero, de estilo pessoais9. Afetividade- Nossa escola tem como ponto favorvel uma relao afetiva, amorosa, carinhosa,construda ao longo de sua histria, o que precisa, cada vez mais, ser reforado10. Contextualizao dos problemas- Entendemos a escola numa relao direta com a sociedade, dela recebendoinfluencia e ao mesmo tempo influenciando.- Todos os problemas que a escola enfrenta devem ser, portanto, analisados a partir deuma rede de condicionantes e nunca de forma unilateral.11. Autoridade- A autoridade deve ser garantida na escola, em todas as relaes e de modo especial,na relao professor- aluno.- Queremos superar as prticas autoritrias e antidemocrticas, sem, entretanto, abrirmo da autoridade.- A autoridade ser sustentada pela competncia tcnica, pelo prprio lugar que seocupa na hierarquia escolar e pela afetividade na relao.* TICA- A escola como espao cultural fundamenta-se num conjunto de regras e normas deconvivncia, para a qual precisamos estabelecer uma srie de valores morais, sociais,polticos, estticos..., enfim, precisa definir sua tica de convivncia.- Agir com tica na educao ensinar o que se faz respeitar a tica do servio pblicoagimos para o bem comum.- Princpios fundamentais na ao pblica: a integridade de carter , a dignidade e aigualdade. 20. 20* Formao permanente- No existe ensino sem aprendizagem, como nos diz Paulo Freire(1999). Por isso noscomportamos em, permanentemente, investir na ampliao de nossos conhecimentospedaggicos e culturais, aproveitando em especial, as oportunidades que a escolaoferece.- Consideramos importante o registro de nossa prtica (planejamento e ao), tomando-ocomo base para nossa reflexo e no como cumprimento tcnico-burocrtico.* QUALIDADE- Queremos nos comprometer cada vez mais com a qualidade do processo deensino-aprendizagem, o que implica em muitas decises pessoais e coletivas, dentreelas o qualitativo de alunos em sala.* CLIMA ORGANIZACIONAL- Ambiente favorvel s pessoas participantes do processo, que gostem de quefazem e sintam prazer em estar ali.- Fundamental que a finalidade e os objetivos estejam definidos e coerentes comprojeto de qualidade da organizao do tempo das aes/ atividades da escola.- Que as pessoas estejam situadas como sujeitos e que os conflitos no sejamnegados, mas mediados dialeticamente.* FORMACO DE VALORES- Foram definidos como principais valores a serem construdos ou sustentados emnossa escola: respeito, respeito, responsabilidade, autonomia, cooperao, solidariedade.- Estes valores devem ser respeitados no apenas pelos alunos,mas por todos osprofissionais da escola.* OBSERVAO:Estes principais sero aprofundados aps novas discusses com o coletivo da escola, umavez que aqui se apresentam como um esboo inicial de nossa caminhada.11- PRINCIPIOS PEDAGGICOD DA ESCOLA EM CONSTRUCO 21. 2111.1 - TENDNCIA PEDAGGICADando continuidade a proposta contida no PPP/2000, queremos reafirmar a importnciade atendermos que esta ser de fundamental importncia para a compreenso e aorientao das prticas pedaggicas.Como enfoca Luckesi, Essa discusso tem uma importncia prtica da maior relevncia,pois permite a cada professor situar-se teoricamente sobre suas opes, articulando-seautodefinindo-se.Ao longo dos tempos, tivemos vrias tendncias pedaggicas na histria de educao, ouseja, vrias inclinaes, vocaes ou foras terico/prticas que deram movimentoescola, de acordo com os prprios interesses da sociedade.De acordo com a classificao de Luckesi (1994), temos dois grandes grupos detendncias: as liberais e as progressistas.Para a pedagogia liberal a escola tem por funo preparar os indivduos para odesempenho de papis sociais, de acordo com as aptides individuais.J para a pedagogia progressista a escola passa a ser um instrumento de luta pelasmudanas, ao caminho que a escola deve percorrer.Neste sentido, teramos, as seguintes opes: pedagogia libertadora e pedagogia crtico-socialdos contedos, ou trilharmos o caminho de uma nova tendncia, baseada nomulticulturalismo.Considerando a prpria prtica dos professores, que valorizam sobremaneira oscontedos de ensino, embora procurado desenvolv-los numa perspectiva crtica einterdisciplinar e considerando ainda a organizao curricular da escola, que se apia nosParmetros Curriculares Nacionais, que, por sua vez, tm como referncia a tendnciacrtico-social dos contedos, continuamos mantendo esta tendncia como opo.DE ACORDO COM PEDAGOGIA CRTICO-SOCIAL DOS CONTEDOS, TEMOS: PAPELDA ESCOLAPreparao do aluno para o mundo adulto e suas contradies, fornecendo-lhe uminstrumental, por meio da aquisio de contedos e da socializao, para umaparticipao organizada e ativa na democratizao da sociedade.CONTEDOS DE ENSINONo basta que sejam apenas ensinados, ainda que bem ensinados, preciso que seliguem de forma indissocivel, sua significao humana e social (contedos culturaisuniversais).MTODOS DE ENSINO 22. 22Parte de uma relao direta com a experincia do aluno, confrontada com o saber trazidode fora. O trabalho docente relaciona a prtica vivida pelos alunos com os contedospropostos pelo professor.RELAO PROFESSOR-ALUNOParticipao ativa do aluno. Professor como mediador na interao entre o meio (natural,social, cultural) e o sujeito.PRESSUPOSTO DE APRENDIZAGEMO conhecimento novo se apia numa estrutura cognitiva j existe. Aprender desenvolver a capacidade de processar informaes e lidar com os estmulos doambiente, organizando os dados disponveis da experincia.11.2- BASE EPISTEMOLGICAFalar de escola falar de conhecimento, uma vez que a escola lugar onde oconhecimento se processa, de maneira formal e informal.Falar de conhecimento falar de epistemologia, entendendo-se que epistemologia estudo da gnese, do desenvolvimento, da estruturao e da articulao da cincia, ouseja, do conhecimento.A necessidade que o individuo tem de conhecer o saber universal constitui-se em umadas tarefas fundamentais da escola. O problema comea a surgir no tratamento que aescola da ao conhecimento e que resulta, geralmente, em desinteresse do aluno. Isso,somado ausncia do ensino questionador, que promova uma reflexo crtica, favorece abanalizao e a deteriorizao do saber. E o mundo, como sabemos, s passa a tersignificado pela ao do sujeito.Conhecer um processo que permite ao homem elucidar o mundo. Surgiu danecessidade prtica de sobrevivncia e tem como objetivos a melhoria da existncia.Portanto, resulta do enfretamento do homem com o mundo. preciso compreend-lo,desdobr-lo e desenvolv-lo para atuar sobre ele. Nenhuma ao transformadora poderser bem sucedida se ignoramos a natureza das coisas que lidamos.As prticas pedaggicas que tm lugar na sala de aula e em todo ambiente escolar seconcretizam na medida em que o professor traa seus objetivos, seleciona seuscontedos, prepara e desenvolver suas aulas, avalia e posiciona-se tica eideologicamente diante de seus alunos, valorizando-se como sujeitos de uma aoeducacional.No projeto poltico-pedaggico/2000 da nossa escola, encontramos referncias uma baseepistemolgica, ainda que de uma maneira muito indefinida, cabendo-nos nessemomento, redefinir-la e direcion-la.Neste sentido, optamos por uma concepo construtiva, ativa e interacionista do sujeito,centrando o ensino no aluno e no mais o professor, dando nfase aprendizagem e notanto o ensino. 23. 23Acreditamos, portanto, que a construo do saber escolar implica que os estudantesinterajam, de forma direta com o objeto do conhecimento, com os companheiros deaprendizagem, com o professor e com o contexto imediato, buscando significar taissaberes e aproximar-se deles.Reafirmamos a crena na capacidade do aluno em processar informaes e integr-las.Concebermos o conhecimento como um dado dinmico que transforma o sujeito aomesmo tempo que transformado por ele.Neste contexto, o professor passa de ser detentor do sabe para um ser mediador,facilitador da aprendizagem, que promove aos seus alunos a possibilidade de liberdade ealegria, entendendo o desenvolvimento bem processo de construo e organizaopessoal, resultante de sua interao no mundo.O desenvolvimento moral e intelectual so indissociveis e juntos resultam emautonomia.Piaget dedicou toda a sua vida tentando responder como se passa de um estado menordo conhecimento a um conhecimento mais avanado e ao classificar o individuo em suasdiferentes fases do conhecimento e da maturidade, observando suas especificidades,concluiu que a construo de conhecimento d-se de forma gradual, em etapas, como sefosse uma escada a ser subida, um degrau aps o outro.Alm disso Piaget caracteriza-se por entender que o conhecimento acontece de maneirainteracionista. Sendo assim, a inteligncia se constri a partir da troca do indivduo com omeio, atravs de suas aes.Caberia escola provocar situaes desequilibradas ao nivel do desenvolvimento dasnossas crianas, visando dessa forma a reorganizao intelectual e emocional e olevantamento de novas hipteses, que so a demonstrao do alcance dodesenvolvimento cognitivo, moral e da maturidade do sujeito.Para Piaget refletir e observar so as mais importantes atividades educacionais e otrabalho em grupo o elemento primordial para alcanarmos a plenitude no processoeducacional.Alm de considerarmos o pensamento de Piaget na definio de nossas basesepistemolgicas, nos reportamos tambm aos pensamentos que norteiam a educaosegundo Vygotsky, que assim como Piaget, acreditava que o desenvolvimento moral eintelectual d-se no convvio social, na interao com o meio.Segundo Vygotsky, o indivduo ao fazer uso constante da mediao social e instrumental,dentro da Zona de desenvolvimento prximo, alcana a interiorizao dos saberessignificadores to bem definiram as bases da construo do conhecimento, acreditamosque o individuo aprende a todo instante, e esta internalizao se d por meio do caminhopercorrido pela criana, cabendo escola oferecer instrumentos que facilitem eviabilizem esta aprendizagem.Este o resultado de estudos iniciais em relao necessria compreenso de como oconhecimento se processa. Estamos cientes de que precisamos construir novas basespara ocuparmos o lugar de professores-pesquisadores, em consonncia com os princpiosfilosficos definidos por ns.11.3- METODOLOGIA 24. 24Acreditamos que um dos principais desafios da escola hoje romper com umametodologia de trabalho que, ao invs de contribuir para a fragmentao e alimentaodos conhecimentos e a consequente dissociao e alienao do contexto scio-cultural.Neste sentido, para o trabalho de Educao Infantil e sries iniciais do EnsinoFundamental optamos pela metodologia baseada na Literatura Infantil, que favorece noapenas o desenvolvimento da leitura e escrita, mas tambm a construo de todos oscontedos, de todas as reas. Os contedos sero retirados, de forma no linear, doplanejamento geral elaborado para a srie, sendo intercruzados como uma rede queforma o conhecimento.So dois objetivos principais desta metodolgica:1. Contribuir para a formao do aluno-cidado-leitor2. Oportunizar a construo da professora-pesquisadora.De forma mais especfica, pretendemos:- Favorecer o desenvolvimento dr prticas interdisciplkinares- Estimular a linguagem oral e escrita- Favorecer o hbito de leitura, entendendo-a como no somemente fonte de informao,mas tambm de prazer.- Ajudar o aluno a pensar criticamente a realidade em que vive, sentindo-se sujeito desua transformao.- Estimular a arte em suas diferentes dimenses msica, poesia, folclore, teatro, desenho,pintura.- Fortalecer a construo da identidade e da auto-estima dos alunos, valorizando suascriaes.- Promove atividades em que os alunos possam interagir, trocar idias, ampliando suaspotencialidades individuais e social.- Suscitar o imaginrio infantil para que sejam liberadas suas emoes, medos e desejos.- Proporcionar a formao continuada e em servio.- Estimular a prtica de reflexo e anlise da ao pedaggica, tendo em vista asintervenes necessrias.- Exercitar a escrita, atravs do registro permanente das reflexes sobre o trabalho.- Ampliar o universo cultural.* Favorecer o trabalho coletivo.ETAPAS DO TRABALHO:1. Seleo do livro, a partir dos seguintes critrios:* Favorecimento de anlise crtica da realidade* Atendimento aos objetivos a se4rem alcanados.- Na Educao Infantil, objetivos referentes formao pessoal e social e aoconhecimento do mundo. 25. 25- Nas demais sries, objetivos referentes s capacidades de ordem cognitiva, afetivae social.2- Planejamento e desenvolvimento de trabalho, registrado sua anlise, considerando-acomo aspecto metodolgico fundamental, tendo ainda o objetivo de avaliao.Alm do livro selecionado para este fim especfico, so aproveitados as leituras escolhidaspelos alunos, sejam as originrias do interesses cotidianos, da visita do Caminho doPrograma de Leitura da Petrobrs, ou da participao no Projeto Corredor Literrio.Todo o desenvolvimento desta metodologia pretende, como j foi dito, contribuir tambmpara a formao continuada e em servio do professor, que agora, desde a primeira etapado trabalho, dever ler, estudar, analisar e descrever suas investigaes, o que irfavorecer a sua prpria ao no mundo, como nos indicam Garcia e Alves (2002,p.110):No se trata de formar o pesquisador somente, mas de reconhecer no sujeito da prticaesta capacidade de interrogar a realidade em que vive, tanto quanto suas prpria prtica,colocando-a em contato, sempre, com o mundo todo, interrogando-o, no mesmomovimento.Trata-se ainda do nosso envolvimento com a questo cultural, atravs da explorao deatividades, a partir do texto literrio, que visem a sensibilidade, a esttica, a arte,ampliando o universo cultural no apenas dos alunos, mas das prprias professoras.Assim, cada livro infantil far uma grande viagem, infinita, no apenas pelo mundo dosconhecimentos organizados por sries, mas pela histria da arte e da cultura.METODOLOGIA DE 6 A 9 ANO SRIESA ao pedaggica de interdisciplinaridade aponta para a construo de uma escolaparticipativa e decisiva na formao do sujeito social. O seu objetivo tomou-se aexperimentao da vivncia de uma realidade global, que se insere nas experinciascotidianas do aluno, do professor e do povo. Articular o saber, conhecimento, vivncia,escola comunidade, meio-ambiente etc. tornou-se, nos ltimos anos, o objetivo dainterdisciplinaridade que traduz, na prtica, por um trabalho coletivo e solidrio naorganizao da escola. A interdisciplinaridade deve ser entendida como conceitocorrelato ao de autonomia intelectual e mora. o sujeito que aprende atravs de suasprprias aes sobre os objetos do mundo. ele, enquanto sujeito autnomo, queconstri suas prprias categorias de pensamento ao mesmo tempo em que organiza seumundo.O princpio de interdisciplinaridade permitiu um avano na idia de integrao curricular.Na interdisciplinaridade s interesses prprios de cada disciplina s preservados. Oprincipio da transversalidade busca superar o conceito de disciplina. Buscamos umacomunicao entre as disciplinas, tratando efetivamente de um tema/objetivo( transversal), portanto no tem sentido trabalhar os temas transversais atravs de umanova disciplina, os tema transversais se integram as diversas disciplinas j existentes nocurrculo escolar.Para que no haja uma fragmentao dos saberes, procuramos estabelecer ecompreender a relao de colaborao integrada de diferentes especialistas (professores)que trazem a sua contribuio para a anlise de um tema gerador. 26. 26Os temas a serem desenvolvidos, podem ser temas locais, que visam a tratar deconhecimentos vinculados BA realidade local. Eles devem ser recolhidos a partir dointeresse especfico de determinada realidade, podendo tambm ser definidos no mbitodo Estado, Cidade ou Escola.Freinet e Paulo Freire partem da leitura do mundo, do respeito cultura primeira doaluno, buscando desenvolver o aprendizado atravs da livre discusso dos temas geradosdo universo do aluno. Do tema gerador geral sair o recorte para cada uma das reas doconhecimento.Trabalhando com tema gerador estaremos sugerindo assuntos ou motivos que levam acriao, produo, ao desenvolvimento. Sem deixar de lado a dimenso poltica quedever sempre questionar: Que tema? Gerar o qu? Como gerar?Para responder a essas questes ler Paulo Freire torna-se essencial.Durante o desenvolvimento do nosso trabalho os professores estaro selecionados livrosde literatura infanto-juvenil, de acordo com o tema gerador, para serem lidos pelosalunos, alm de serem aproveitadas as leituras escolhidas pelos alunos na visita doCaminho do Programa de Leitura da Petrobras, os de interesses cotidianos, ou do projetode leitura Grandes Autores.11.4- AVALIACOO sistema de avaliao da E. M. Luis Lindenberg conduzido de acordo com o regimentoescolar da Rede Municipal de Ensino.Cabem aqui algumas reflexes a respeito da avaliao que se deseja na escola.A avaliao o conjunto de atuao que tem a funo de ali8mentar, sustentar e orientara interveno pedaggica.* Elemento integrador entre a aprendizagem e o ensino;* Ao que ocorre durante todo o processo;* Conjunto de instrumentos, cujo objetivo o ajuste e a orientao da intervenopedaggica par que o aluno aprenda da melhor forma;* Elementos de reflexo continua para o professor e o aluno sobre a prtica educativa;* Instrumento que possibilita ao aluno tomar conscincia de seus avanos, dificuldades epossibilidades;O aluno ser estimulado para o desenvolvimento e a aquisio de habilidades,competncias, disposies de conduta e para a construo de novos conhecimentos, taiscomo:I- Qualidade e profundidade das relaes que estabelece entre os saberes adquiridos e osnovos;II- Esforo apresentado para vencer as dificuldades;III- Interesse e aplicao no processo de aprendizagem, explicitados pela pontualidade eatitudes de responsabilidade e cooperao;IV- Assiduidade e participao nas atividades; 27. 27V- Relacionamento com colegas e professores que contribua para a qualidade da aoeducativa,VI- Organizao do trabalho escolar e pontualidade na entrega das tarefasNo decorrer do processo ensino-aprendizagem, o professor possibilita ao aluno tomarconscincia de seus avanos, dificuldades e possibilidades por meio do dilogo professor-aluno,provocando de maneira sistemtica a avaliao da aprendizagem do aluno e dascondies oferecidas para que isso ocorra.AS AVALIACES NA ESCOLA SO BIMESTRAIS E COMPOSTAS DE:- Provas ( com questes diversificadas e de acordo com o contedo e as particularidadesde cada disciplina);- Trabalhos individuais e em grupo;- Seminrios;- Debate;- Relatrios individuais e/ ou em grupo;- Auto-avaliao;- Observao do aluno pelo professor;_ COC onde relatamos e discutimos sobre os alunos individualmente e decidimos qual amelhor deciso a ser tomada, quais estratgias utilizar, etc. ( reunio com pais,conversas individuais, encaminhamentos, etc.)A DISTRIBUICO DE PONTOS RESULTANTES DO PROCESSO DE AVALIACO A SEGUINTE:O resultado do aproveitamento escolar ser apresentado em trs etapas, atravs de 100(cem) pontos cumulativos, assim distribudos:1 Etapa 7,0 pontos ( Provas escritas e ou testes: 4,0 pontos + 3,0 pontos)2 Etapa 2,0 pontos ( Atividades avaliativas)3 Etapas 1,0 ponto ( Avaliao scio-afetiva: 0,5 Avaliao do professor + 0,5 auto-avaliaodo aluno).TOTAL 100 PONTOSAs atividades de Educao Fsica e Educao Artstica sero avaliadas por etapas deacordo com a sua natureza e objetivos.Obs: Os alunos isentos da aula prtica de Educao Fsica sero avaliados atravs detrabalhos escritos, passados pelo professor da turma.* QUANTO RECUPERACOOs estudos de recuperao visam a proporcionar ao aluno novas oportunidades deaprendizagem, para superar as deficincias verificadas em seu desempenho escolar. Naescola, A proposta de recuperao do aluno est baseada nos seguintes* RECUPERACO SEMESTARAL 28. 28Esta recuperao realizada ao final de cada semestre letivo, quando os alunos soreavaliados, verificado se as dificuldades foram ultrapassadas.* RECUPERACO PARALELANeste caso, a vista como Parte integrante do processo ensino-aprendizagem, na medidaem que as dificuldades dos alunos forem diagnosticadas, dar-se a recuperao decontedos e habilidades, com vista sequncia das aprendizagens significativas,podendo o professor lanar mo de diferentes atividades que possam auxiliar essarecuperao no decurso de cada bimestre.* AULAS DE REFORCOAs aulas de reforo so fruto de uma parceria com faculdades da Regio, sendoministradas por estagirios. uma forma de recuperao, em que o professor da turmaanalisar quais alunos necessitam de reforo escolar, enviando os nomes para aOrientao Pedaggica, que far o devido encaminhamento. As aulas devero serministradas em horrio diferente daquele j estabelecido no ensino regular. Professor daturma e estagirio devero entrar em contato a fim de discutir que contedos ehabilidades precisam de reforo no grupo de alunos que esto participando do processo.* QUANTO DEPENDNCIA (PROGRESSO PARCIAL)Os alunos da Escola Municipal Luis Lindenberg frequentam as aulas de dependncia naprpria Escola, em horrio vespertino, visto que o turno onde funcionam as turmas dosegundo do Ensino Fundamental de nossa escola o matutino.Todo o processo de dependncia acompanhado pela direo, superviso e inspeo.Todos os resultados so arquivados, avaliados e comunicados s famlias dos respectivosalunos.A dependncia s poder ser realizada em 01 (um) disciplina por ano letivo, ficando acargo do aluno e seu responsvel optar por esse tipo de regime.12 - ORGANIZACO CURRICULAR12.1- CONCEPCO DE CURRCULOOBSERVACO:Este estudo ainda no foi realizado.Queremos manter um esprito de eternos aprendizes, quanto aos estudos sobre osassuntos pertinentes ao processo pedaggico, em especial sobre Currculo, sabendo doseu grau de complexidade e tambm da sua importncia fundamental para a escola dequalidade que acreditamos e nos comprometemos em colaborar na construo. 29. 2912.2- MATRIZ CURRICULARNeste momento, optamos por tomar como referncia as orientaes do currculo oficial,ou seja, adotamos as bases curriculares sugeridas pela Secretaria Municipal de Educao,que por sua vez, esto referendadas nos Parmetros Curriculares Nacionais.( Modelos em anexo)12.3 - PLANEJAMENTO CURRICULARPara elaborarmos nosso planejamento curricular da educao infantil e do ensinofundamental ( 1 a 9 ano), onde esto includos os objetivos, contedos eprocedimentos, nos baseamos nas proposies dos PCN, nos planejamentos anteriores daescola, fazendo as adaptaes necessrias, de acordo com nossas experincias detrabalho.Ficou combinado que este planejamento ser revisado a cada incio de ano letivo.12.4- TEMAS TRANSVERSAISEmbora tenhamos como base curricular a proposta dos PCN, no adotamos os temastransversais sugeridos pelo mesmo, assim como no discutimos a possibilidade desubstitu-los por outros temas, de acordo com a nossa realidade social.12.5- PLANEJAMENTO DE ENSINOPara o trabalho desenvolvido na Educao Infantil e sries iniciais do Ensino Fundamental,o planejamento de ensino constitui-se de:- Plano semanal: Trata-se de um registro pessoal da sua autonomia na forma de express-lo,com interferncia da Superviso Escolar, apenas em situaes excepcionais;- Relatrio do trabalho com a literatura infantil: A cada semestre, o relatrio elaboradopelo grupo de professoras de cada srie, apresentado sob forma de portflio.Este material, entendido como um rico material de pesquisa, arquivado na escola.O registro dos demais trabalhos com os outros livros, desenvolvidos individualmente ouem grupo de professoras, no entregue, mas consta do caderno de planejamento daprofessora.12.6- INTERDISCIPLINARIDADE E TRANSDISCIPLINARIDADE 30. 30A interdisciplinaridade, no sentido da interao das disciplinas, tem acontecido a partir doestudo dos objetivos e contedos afins, podendo este procedimento ser consideradoapenas uma iniciativa de pequenos grupos de professores.Na Educao Infantil e sries iniciais do Ensino Fundamental, a proposta metodolgicaimplica na transdisciplinaridade, o que vem acontecendo de forma gradativa, quanto compreenso e ao das professoras.12- PROGRAMAS, PROJETOS E ATIVIDADES13.1- PROGRAMASA escola integra o Programa de Leitura da Petrobrs Bacia de Campos, garantindo oreconhecimento pela sua participalo efetiva, comprometida e de qualidade.13.2- PROJETOSPROJETOS CORREDOR LITERRIODesde o ano de 2003 vem sendo desenvolvido em nossa escola Projeto Sala de Leitura apartir deste ano passou a chamar-se Corredor Literrio, pois est acontecendo numespao alternativo da nossa escola, um corredor que nos conduz biblioteca e que atento no era utilizado, seno como passagem.O projeto Sala de Leitura foi aplicado durante todo o ano de 2003, porm no incio desteano foi desativado, porque a funcionria que trabalhava com ele mudou de funo,ficando ento os emprstimos sob os cuidados da funcionria da biblioteca, porm semsucesso, uma vez que esta atende a todos da escola para pesquisa escolares, e abiblioteca ocupada constantemente pelos professores e suas respectivas turmas com oobjetivo de assistirem filmes e documentos no videocassete, tirando o espao dosalunos leitores.Sem a menor sombra de dvidas, conquistamos junto aos nossos alunos de todas assries, o hbitos importantssimo de ler e no poderamos em hiptese alguma deixarque isto se perdesse.Ao trmino do 1 - semestre fizemos uma avaliao dos servios prestados em nossaescola e das atividades realizadas, na qual grande parte das professoras solicitou dadireo e da superviso escolar, a reativao do Projeto.Enfim, tendo em vista atender kks solicitaes feitas por nossas professoras, resolvemosp-lo em prtica novamente, utilizando uma nova roupagem, porm visando alcanar osmesmos objetivos de outrora:* Estimular o hbito de ler com prazer;* Desenvolver a autonomia prtica de leitura e pesquisa;* Favorecer a proposta metodolgica da escola, baseada na Literatura Infantil. 31. 31O atendimento feito s quartas-feiras durante os perodos da manh e da tarde,podendo desta maneira atingir a todos os alunos de 1 SN1 a 5 srie do ensinofundamental.Atualmente contamos com duas estagirias que auxiliam organizando fichas dos leitores erealizando emprstimos, alm da funcionria ngela Navarro que direciona este projeto.O projeto consiste na prtica de emprstimo de livros b aos alunos que no dia e horriopr-estabelicidos, dirigem-se ao Corredor Literrio, em grupo de 5 alunos por vez parafazerrem a escolha do novo livro e troc-lo pelo que fora levado na seman anteriopr.;O registro do livro emprestado feito numa ficha que cada criana possui, favorecendoassim o controle do emprstimo, a entrada e sada dos livros.Neste dia destinado a literatura tambm recebemos os alunos no Corredor para lhesoferecer um recreio alternativo, onde as crianas podem ler gibis nas nossa mesinhas oudesenhar livremente.Ao avaliarmos o nosso trabalho podemos perceber um desenvolvimento muito grande noque diz respeito produo de textos (escrita), leitura, criatividade, interpretao detextos e expresso oral de nossas crianas, mostrado-nos com isso que estamos nocaminho certo e que a escola no pode deixar morrer esta idia que tanto bem faz aosnossos alunos e consequentemente a todos ns.Precisamos receber doao de livros de Literatura Infantil e gibis, bem como realizargincanas que visem arrecadar um maior nmero de livros para o nosso acervoobjetivando assim conquistar um nmero cada vez maior de leitores.13.3- ATIVIDADESAlm de participar de eventos realizados pela Secretaria Municipal de Educao eTurismo, cada ano a escola planeja diversas atividades a serem desenvolvidas junto comunidade escolar, tais como:- Encontro de Mzes atividades de oficinas com as mes, em comemorao ao seu Dia;- Festa julina;- Exposio em comemorao ao folclore brasileiro;- Gincana esportiva.14 - METAS- Adequar o nmero de aluno (a) por turma, de acordo com Regimento Escolar quanto aopadro de qualidade e solicitao do corpo docente da escola;- Sensibilizar os(as) responsveis dos (as) alunos (as) que moram distante da escola paramatricularem os (as) em escola prxima da sua residncia;- Instalar o som da rdio escolar;- Atender as necessidades do Projeto Corredor Literrio;- Reorganizar a secretaria da escola;- Reformar e aparelhar a secretaria;- Reformar o parque infantil;- Cobrar com rigor o atendimento do horrio de entrada dos alunos, funcionrios eprofessores ;- Reformar os banheiros dos alunos masculino e feminino; 32. 32- Reformar mesas e bancos do refeitrio;- Rever o espao de Educao Infantil ( fora das salas), adequando-o ambiente infantil;- Adquirir mquina copiadora ( Xerox);- Replanejar a entrada (frente) da escola;- Reformar o porto de entrada;- Aumentar o muro da frente da escola;- Construir um muro ao redor da escola;- Construir a quadra esportiva- Solicitar a troca de mobilirio das salas;- Adquirir armrios para as salas;- Reformar, recuperar e colocar ventiladores nas salas de aula;- Ampliao e atualizao da biblioteca;- Adquirir um DVD; - Melhorar a sala de mimegrafo. 33. 33Anexos I (Calendrios) 34. 34 35. 35 36. 36 37. 37 38. 38 39. 39 40. 40 41. 41Anexo II (Matriz Curricular) 42. 42Anexo III ( Projetos permanentes) 43. 43 44. 44 45. 4515- REFERNCIAS BIBLIOGRFICASALMEIDA, Custdio Lus de O. 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