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PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO DA RESIDÊNCIA INTEGRADA EM SAÚDE DO GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO (RIS/GHC) O projeto político-pedagógico busca um rumo, uma direção. É uma ação intencional, com um sentido explícito, com um compromisso definido coletivamente. Por isso, todo projeto pedagógico da escola é, também, um projeto político por estar intimamente articulado ao compromisso sociopolítico e com os interesses reais e coletivos da população majoritária. (...) Na dimensão pedagógica, reside a possibilidade da efetivação da intencionalidade da escola, que é a formação do cidadão participativo, responsável, compromissado, crítico e criativo. Pedagógico, no sentido de se definirem as ações educativas e as características necessárias às escolas de cumprirem seus propósitos e sua intencionalidade. (Veiga, 1995) INTRODUÇÃO A Residência Integrada em Saúde do Grupo Hospitalar Conceição (RIS/GHC) foi implantada em julho de 2004. Previamente à sua implantação, foi elaborado um projeto com sua formulação, que colocava seus objetivos, a forma de organização do processo de aprendizagem em nível teórico e prático e as regras institucionais de seu funcionamento, para fins de financiamento junto ao Ministério da Saúde. A proposta da RIS/GHC visa, além da formação de um profissional qualificado às exigências do SUS, à formação de um/a cidadão/ã crítico/a que busque, em seus espaços de atuação profissional, social e política, a possibilidade de construir, coletivamente, soluções aos problemas que acometem tanto os/as usuários/as quanto os/as próprios/as trabalhadores/as da saúde. A RIS/GHC, desde a sua criação, oferece como campo de formação profissional as seguintes ênfases: Saúde da Família e Comunidade, Saúde Mental e Terapia Intensiva. A prioridade em relação às áreas de ênfase da RIS/GHC foi estabelecida devido a dois aspectos da realidade institucional. O primeiro diz respeito à dimensão locorregional, essencial na definição daquelas áreas de conhecimento que são fundamentais na formação do profissional vinculado às atividades do SUS, considerando as necessidades de saúde das pessoas e da população e englobando aspectos relacionados aos indicadores epidemiológicos e ao perfil sócio-demográfico-cultural das comunidades. O segundo refere-se à dimensão da realidade situacional do GHC, que sinaliza algumas áreas profissionais em que as práticas em saúde se constituem com base em equipes de saúde, as quais trabalham com programas e/ou atividades organizadas e flexíveis, no sentido de acolher e conviver com outros campos de saber dentro de um processo de formação profissional em serviço. Em 2009, ingressa na proposta de formação uma nova ênfase, em Oncologia e Hematologia, da qual participam profissionais enfermeiros/as, psicólogos/as, assistentes sociais, farmacêuticos/as, nutricionistas e fisioterapeutas. Além disso, ingressa na ênfase em Terapia Intensiva a profissão de Fonoaudiologia, estando prevista para um futuro próximo a inclusão das profissões de Nutrição e Farmácia nessa mesma ênfase.

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  • PROJETO POLTICO-PEDAGGICO DA RESIDNCIA INTEGRADA EM SADE DO GRUPO HOSPITALAR CONCEIO (RIS/GHC)

    O projeto poltico-pedaggico busca um rumo, uma direo. uma ao intencional, com um sentido explcito, com um compromisso definido coletivamente. Por isso, todo projeto pedaggico da escola , tambm, um projeto poltico por estar intimamente articulado ao compromisso sociopoltico e com os interesses reais e coletivos da populao majoritria.

    (...) Na dimenso pedaggica, reside a possibilidade da efetivao da intencionalidade da escola, que a formao do cidado participativo, responsvel, compromissado, crtico e criativo. Pedaggico, no sentido de se definirem as aes educativas e as caractersticas necessrias s escolas de cumprirem seus propsitos e sua intencionalidade.

    (Veiga, 1995)

    INTRODUO A Residncia Integrada em Sade do Grupo Hospitalar Conceio (RIS/GHC) foi implantada em julho de 2004. Previamente sua implantao, foi elaborado um projeto com sua formulao, que colocava seus objetivos, a forma de organizao do processo de aprendizagem em nvel terico e prtico e as regras institucionais de seu funcionamento, para fins de financiamento junto ao Ministrio da Sade.

    A proposta da RIS/GHC visa, alm da formao de um profissional qualificado s exigncias do SUS, formao de um/a cidado/ crtico/a que busque, em seus espaos de atuao profissional, social e poltica, a possibilidade de construir, coletivamente, solues aos problemas que acometem tanto os/as usurios/as quanto os/as prprios/as trabalhadores/as da sade.

    A RIS/GHC, desde a sua criao, oferece como campo de formao profissional as seguintes nfases: Sade da Famlia e Comunidade, Sade Mental e Terapia Intensiva.

    A prioridade em relao s reas de nfase da RIS/GHC foi estabelecida devido a dois aspectos da realidade institucional. O primeiro diz respeito dimenso locorregional, essencial na definio daquelas reas de conhecimento que so fundamentais na formao do profissional vinculado s atividades do SUS, considerando as necessidades de sade das pessoas e da populao e englobando aspectos relacionados aos indicadores epidemiolgicos e ao perfil scio-demogrfico-cultural das comunidades. O segundo refere-se dimenso da realidade situacional do GHC, que sinaliza algumas reas profissionais em que as prticas em sade se constituem com base em equipes de sade, as quais trabalham com programas e/ou atividades organizadas e flexveis, no sentido de acolher e conviver com outros campos de saber dentro de um processo de formao profissional em servio.

    Em 2009, ingressa na proposta de formao uma nova nfase, em Oncologia e Hematologia, da qual participam profissionais enfermeiros/as, psiclogos/as, assistentes sociais, farmacuticos/as, nutricionistas e fisioterapeutas. Alm disso, ingressa na nfase em Terapia Intensiva a profisso de Fonoaudiologia, estando prevista para um futuro prximo a incluso das profisses de Nutrio e Farmcia nessa mesma nfase.

  • Tendo como referncias os conceitos de campo e ncleo propostos por Campos (2000), definiram-se as reas de nfases como sendo constitudas por um conjunto de saberes e prticas comuns s vrias profisses ou especialidades do setor da sade e outros relacionados, que denominamos campos de aprendizagem. Os campos articulam os diferentes saberes e prticas exclusivas de cada profisso, que denominamos ncleos. Na organizao da RIS/GHC, cada rea de nfase corresponde a um campo de conhecimento no qual esto inseridos diferentes ncleos profissionais.

    No decorrer do processo de desenvolvimento da RIS/GHC, constatou-se a necessidade de articular os planos de trabalho desenvolvidos pelas trs nfases da Residncia1, a fim de constituirmos uma linha condutora do processo de formao comum a todas as trs nfases existentes at o momento (Sade da Famlia e Comunidade, Sade Mental, Terapia Intensiva), estabelecendo as especificidades de cada uma delas.

    1. CONTEXTO DE INSERO DA RIS/GHC

    A Constituio Federal prev, no artigo 200, inciso III, o ordenamento na formao de recursos humanos na rea da sade como competncia do Sistema nico de Sade (SUS). Porm, existe uma distncia entre esse pressuposto e grande parte das prticas de sade desenvolvidas no SUS nos diferentes mbitos de ateno sade. Embora o SUS preconize a integralidade da ateno ao/ usurio/a, os/as profissionais que atuam no sistema ainda so formados/as dentro de um modelo assistencial privatista que no contempla a integralidade das prticas em sade.

    As residncias multiprofissionais vm se desenvolvendo no Brasil desde a dcada de 1970, porm, sem regulamentao especfica. Em 30 de junho de 2005, foram institudas, pela Lei Federal n 11.129, as residncias em rea profissional da sade, modalidade de ensino de ps-graduao lato sensu, voltadas para a educao em servio, com a proposio de formao de profissionais que integram a rea da sade, com exceo da formao mdica, que j possui regulamentao prpria desde 1977 (instituda pelo Decreto n 80.281). Tais residncias da rea profissional da sade apontam para um movimento importante dos Ministrios da Sade e da Educao e do Conselho Nacional de Sade na consolidao do ordenamento na formao de recursos humanos na rea da sade pelo SUS.

    Como refere o texto da citada Lei, essas residncias tm como objetivo favorecer a insero qualificada dos/as jovens profissionais da sade no mercado de trabalho, particularmente em reas prioritrias do SUS, oferecendo bolsas atravs de projetos aprovados pelo Ministrio da Sade para as profisses definidas por ele como da rea da sade.

    O GHC uma organizao diretamente vinculada ao Ministrio da Sade que desenvolve aes nos diferentes mbitos da ateno sade e que busca oferecer atendimento integral sade dos usurios. Considera-se importante que esta instituio oferea uma formao diferenciada que qualifique os profissionais para um olhar e uma escuta ampliados quanto ao processo sade-doena-cuidado-qualidade de vida, bem como em relao orientao teraputica, ao uso das tecnologias, disponveis ou a serem criadas, para o cuidado da vida, alm do desenvolvimento de pesquisa em ateno integral sade.

    1 Em funo da apropriao pelos servios nos quais a Residncia foi inserida, cada rea de nfase desenvolveu planos de trabalho contemplando as suas especificidades de formao.

  • nesse contexto que, em 31 de maro de 2004, atravs da Portaria 109, foi criado o PROGRAMA DE RESIDNCIA INTEGRADA EM SADE do GHC, constitudo como modalidade ps-graduada de carter multiprofissional, realizada em servio, pertencente ao mbito de regulao da educao profissional, acompanhada por atividades de reflexo terica, orientao tcnico-cientfica e superviso assistencial de profissionais de elevada qualificao profissional.

    A RIS/GHC, diversamente da viso em sade direcionada ao individual e ao biolgico, descontextualizados de sua produo social, cultural e histrica, prope a agregao de outras bases de produo de conhecimentos, atravs da incluso das cincias sociais e das cincias humanas temtica da formao em sade, resultando numa produo inovadora de ensino em servio entre profissionais de diversas formaes.

    A pertinncia desse novo enfoque surge das necessidades da populao e do SUS, alm de constituir uma iniciativa de resistncia e superao do atual modelo de produo de saberes identitrios rgidos, fechados, e da hegemonia da tecnocincia para apreenso do real. Na medida em que possibilita uma abertura aos diversos campos de conhecimento, permite a flexibilizao de fronteiras das diferentes profisses envolvidas e a produo de novas prticas de ateno sade.

    Com a participao de profissionais de Odontologia, Enfermagem, Fisioterapia, Farmcia, Nutrio, Terapia Ocupacional, Servio Social e Psicologia, a RIS/GHC tem a inteno de provocar a experincia de abertura recproca e de comunicao entre conhecimentos, de modo a constituir um processo inter/transdisciplinar que se impe pelo dilogo sistemtico e contnuo entre saberes, assim como pela construo coletiva de novos conhecimentos. Essa perspectiva visa a transformar a prtica convencional de uma comunicao restrita e parcial entre pares, a qual acentua o formalismo entre as profisses que, apesar de dividirem o mesmo espao e processo de trabalho, no trocam percepes, sentimentos e idias sobre o mesmo sujeito de seu trabalho o/a usurio/a do sistema de sade.

    A formao em servio, desenvolvida sob a tica da interdisciplinaridade e da humanizao da ateno, visa a propiciar uma melhor ateno sade dos/as usurios/as que vierem a necessitar do atendimento desses/as profissionais, alm de melhorar a qualidade de vida de todos dos/as usurios/as dos servios, que sero vistos em sua integralidade; dos/as profissionais de sade em formao, ao aumentarem sua capacidade de dilogo e alcanarem uma compreenso ampliada da realidade; e dos/as orientadores/as da RIS/GHC, ao ampliarem as possibilidades educativo-participativas do trabalho em sade.

    A RIS/GHC permite, ainda, a insero dos/as profissionais em formao na rede de ateno em sade, com o reconhecimento das diferentes portas de entrada acessadas pelos/as usurios/as e a elaborao de estratgias para a construo de sistemas de referncia e contrarreferncia entre os servios, visando a garantir a continuidade e a integralidade da ateno sade nos diversos mbitos em que se do os cuidados.

    Portanto, a formao deve ter abrangncia suficiente para capacitar os/as residentes a integrar o sistema de sade como um todo, qualificando o atendimento ao/ usurio/a atravs da continuidade da ateno.

    2. REFERENCIAIS ORIENTADORES DA RIS/GHC

    A construo de uma proposta inovadora, tal como a RIS/GHC se prope a ser, exige a permanente reviso de conceitos e prticas, a fim de que os saberes formalmente

  • constitudos na rea da sade, independentemente do nvel de complexidade do servio prestado e do/a profissional que executa as aes previstas e necessrias, possam ser revistos a partir da integralidade e tambm da capacidade de convivncia e aprendizado com os/as diferentes (sejam eles/as usurios/as, preceptores/as, residentes ou demais trabalhadores/as das equipes de sade).

    Considerando a importncia da construo e do fortalecimento da RIS no mbito do prprio GHC e do SUS como um todo, preciso delinear-se algumas referncias a serem utilizadas para a consolidao desta proposta, levando em considerao que esta poder ser revista e readequada, de acordo com as necessidades que surgirem no decorrer de sua implementao.

    Uma das questes fundamentais para a sua consolidao est relacionada proposio e ao reconhecimento da misso da RIS/GHC:

    Formar profissionais para a rea da sade, na modalidade de ensino de ps-graduao lato sensu, a partir da insero dos/as mesmos/as em servios de sade de diferentes nveis de complexidade onde possam, no exerccio permanente da educao em servio, realizar prticas de sade que integrem o ensino, a pesquisa e a ateno, seguindo os princpios e as diretrizes do SUS.

    Esta misso da RIS/GHC diz respeito aos princpios fundamentais da Residncia em si, j que so essenciais para estabelecer prioridades e para avaliar se as atividades realizadas (relacionadas formao e prestao dos servios) esto atendendo s necessidades e expectativas dos/as residentes, dos/as demais profissionais e dos /as usurios/as. Os princpios so, portanto, a sustentao para a consolidao de um Programa que dever representar, acima de tudo, o interesse pblico. Os princpios orientadores do Projeto Poltico-Pedaggico da RIS/GHC, abaixo identificados, tm por base a legislao nacional de criao e regulamentao do SUS, que define os parmetros (princpios e diretrizes) necessrios para a qualificao da ateno sade no Brasil:

    INTEGRALIDADE

    A integralidade uma das diretrizes do SUS, que foi institudo pela Constituio de 1988. O texto constitucional, em seu artigo 198, refere-se ao atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuzo dos servios assistenciais (Brasil, 1988).

    Pela Constituio, o Estado deve garantir a sade a todos/as, atravs de polticas sociais e econmicas voltadas tanto para a reduo do risco de doenas e de outros agravos, quanto ao acesso universal e igualitrio s aes e servios para a sua promoo, proteo e recuperao.

    Outro sentido relacionado integralidade diz respeito necessidade de que seus/suas profissionais sejam responsveis e comprometidos/as com a organizao dos sistemas e servios de sade, para que atuem com base nos princpios e diretrizes do SUS. importante, portanto, que os/as profissionais, inseridos/as em servios de diferentes nveis de ateno, possam compreender o sistema de sade como um todo e intervir de tal forma que exista uma participao ativa na construo de uma rede de servios que contemple a diversidade de prticas e o maior nmero possvel de necessidades.

  • Para a RIS/GHC, a integralidade fundamental, pois no se pode limitar a ateno sade a uma prtica biologicista, desconsiderando a complexidade da vida e os diferentes modos de compreend-la. Por esse motivo, necessrio formar profissionais capazes de entender a multiplicidade das necessidades expressas pelos/as usurios/as dos servios.

    TRABALHO EM EQUIPE

    A formao na RIS/GHC pressupe o trabalho em equipe como fundamental por permitir o envolvimento de uma maior gama de possibilidades de pensar as intervenes em sade. preciso compreender que existem limitaes em relao aos campos de conhecimentos especficos dos/as profissionais de sade, bem como reconhecer que nenhum campo de saber pode dar conta das diversas dimenses que esto envolvidas no cuidado de cada pessoa.

    O trabalho em equipe, nesse sentido, abre-se para a interdisciplinaridade e para o fato de que, somente com a integrao desses vrios saberes, poderemos realmente nos aproximar da multidimensionalidade dos sujeitos envolvidos e do contexto em que eles esto inseridos.

    Pensamos o trabalho em equipe como regido por posturas ticas claras e discutidas entre os seus membros, com o estabelecimento de compromissos de solidariedade e cooperao em relao aos/s colegas, aos/s usurios/as dos servios e instituio como um todo.

    HUMANIZAO

    O conceito de humanizao implica a necessidade de compreenso da existncia da diversidade do humano, buscando possibilidades de interao com diferentes modos de ser e viver, valorizando as experincias, as capacidades para o conhecimento e o desenvolvimento do novo.

    A humanizao tem um potencial de se opor tendncia cada vez mais competitiva e violenta da organizao contempornea. Tende a lembrar que necessitamos de solidariedade e de apoio social. uma lembrana permanente sobre a nossa vulnerabilidade e a dos outros.

    O fazer sade deve incorporar a dimenso subjetiva do processo no qual o/a profissional e o/a usurio/a se encontram, se relacionam e experimentam a tomada de decises conjuntas. A prtica cotidiana do fazer sade requer dos/as profissionais o conhecimento do ser humano, isto , de si e do outro e das relaes que o cercam, denotando um compromisso existencial para entender e valorizar o humano, na perspectiva de que os indivduos so responsveis pelo seu prprio cuidado e pelas decises que tomam sobre suas vidas.

    Segundo Benevides & Passos (2005), a humanizao no pode ser pensada a partir de uma concepo estatstica ou de distribuio da populao em torno de um ponto de concentrao normal (moda) (p. 391). preciso considerar as existncias concretas do humano em sua diversidade e buscar o necessrio reposicionamento dos sujeitos implicados nas prticas de sade.

    Levando em considerao os princpios orientadores da RIS/GHC, a humanizao pode ser pensada como estratgia de interferncia nas prticas, levando em conta que sujeitos sociais, atores concretos e engajados em prticas locais, quando mobilizados, so

  • capazes de, coletivamente, transformar realidades, transformando-se a si prprios nesse processo.

    A humanizao depende, ainda, de mudanas das pessoas, da nfase em valores ligados defesa da vida, na possibilidade de ampliao do grau de desalienao e de transformao do trabalho em um processo criativo e prazeroso uma transformao na ateno em sade que possa facilitar a construo de vnculos entre equipes e usurios/as. Na realidade, trata-se da construo de organizaes que estimulem os/as operadores/as a considerar que lidam com outras pessoas durante todo o tempo e que essas pessoas, como eles/as prprios/as, tm interesses e desejos com os quais se deve compor esse um caminho forte para se construir um novo modo de convivncia.

    EDUCAO PERMANENTE

    A Educao Permanente se prope a reorientar o processo de trabalho do/a profissional da rea da sade, buscando capacit-lo/a para atuar na realidade que se apresenta no cotidiano das instituies. concebida como um processo permanente, de natureza participativa, em que a aprendizagem se produz ao redor de um eixo central constitudo pelo trabalho habitual dos servios.

    A Educao Permanente em Sade uma estratgia de reestruturao dos locais de trabalho que parte da anlise dos determinantes sociais, culturais e econmicos e, sobretudo, de valores e conceitos dos/as trabalhadores/as, que apontam para a construo da prtica em sade orientada pela integralidade e humanizao. Tem como proposta oportunizar a insero na relao ensino-aprendizagem, reconhecendo o/a trabalhador/a como sujeito desse processo.

    Formar um/a profissional crtico/a capaz de aprender a aprender um desafio. A concepo do processo pedaggico na Educao Permanente est estruturada a partir da problematizaco do processo de trabalho, cujo objetivo transformar as prticas profissionais e a prpria organizao do trabalho, tomando como referncia as necessidades de sade dos indivduos e das populaes, da gesto dos/as trabalhadores/as em sade e do controle social em sade.

    A busca da compreenso da realidade social auxilia na prestao de um cuidado mais humanizado, sendo este reconhecido como uma das propostas do SUS. Trabalhar a promoo e a ateno integral sade, visando ao fortalecimento da autonomia dos sujeitos na produo de sade, potencializa o trabalho em equipe e qualifica a prestao do cuidado. Nesse sentido, a Educao Permanente uma estratgia de reestruturao dos locais de trabalho para a construo de prticas em sade integrais e humanizadas.

    3. A RIS/GHC E SEUS PRINCPIOS ORIENTADORES

    O desafio aqui colocado, a partir dos princpios acima indicados, o da alterao dos modos de fazer, de trabalhar, de produzir no campo da sade; sintonizar o que fazer com o como fazer, o conceito com a prtica, o conhecimento com a transformao da realidade. Esses termos, aqui trazidos em contraste, no podem ser entendidos como opostos, mas ligados numa relao de pressuposio recproca. Se teoria e prtica se distinguem, mas no se separam, somos levados/as, ento, a inverter uma afirmao do senso comum de que conhecemos, teorizamos, definimos conceitos para, em seguida, aplic-los a uma realidade. Realizar mudanas nos modos de se fazer sade exige tambm mudanas nos processos de subjetivao, isto , os princpios do SUS s se

  • materializam na experincia cotidiana de sujeitos concretos que se transformam em sintonia com as mudanas das prprias prticas de sade.

    Cuidar e gerir os processos de trabalho em sade compem, na verdade, uma s realidade, de tal forma que no h como mudar os modos de atender a populao num servio de sade sem que se alterem tambm a organizao dos processos de trabalho, a dinmica de interao da equipe e os mecanismos de planejamento, de deciso, de avaliao e de participao, ou seja, sem que se realize uma renovao cultural das prticas e dos pensares em sade. Para tanto, so necessrios arranjos e dispositivos que interfiram nas formas de relacionamento nos servios e nas outras esferas do sistema, garantindo prticas de corresponsabilizao, de cogesto e de grupalizao. A tarefa, assim, apresenta-se dupla e inequvoca: produo de sade e produo de sujeitos.

    Dentre os valores mais significativos para a RIS/GHC, esto, como j mencionado anteriormente, os relacionados aos princpios (universalidade, equidade e integralidade) e s diretrizes (descentralizao, com direo nica em cada esfera de governo; atendimento integral e participao da comunidade) do SUS. Nesse sentido, cabe referir o esforo que vem sendo realizado para que esses valores sejam cotidianamente incorporados nas atividades terico-prticas dos/as residentes, ainda que muitas vezes no seja facilmente perceptvel tal incorporao. O fato de o GHC ser uma instituio que presta servios pblicos populao, que se destina a diferentes nveis de ateno e que possui instncias de participao claramente definidas permite que os/as residentes vivenciem no dia-a-dia de suas prticas tais valores.

    Porm, para que esses valores realmente faam parte do cotidiano da formao em servio, preciso ter-se claro que a RIS/GHC desenvolve e necessita continuar desenvolvendo prticas educativas que tenham como referncia a dimenso da diversidade do humano e, portanto, as injunes sociais, culturais, polticas, econmicas e psicolgicas, dentre outras, presentes no desenvolvimento dos processos de sade/doena. Para tanto, necessrio que o processo de formao reconhea as especificidades tcnicas e profissionais, mas, sobretudo, as subjetividades que compem as equipes de trabalho e os/as usurios/as dos servios.

    Reconhecer subjetividades implica considerar o ser humano em sua globalidade, alteridade e condio de sujeito de sua prpria histria, rompendo com as estruturas conservadoras, autoritrias e mercadolgicas da formao. Alm disso, reconhecer que o processo de formao implica uma interao dos sujeitos e destes com os objetos e uma permanente construo (e desconstruo) que visa a transformaes. Por isso, o conhecimento uma via e uma possibilidade de transformao de nossos fazeres e nossos pensares, que, a rigor, no esto prontos ou acabados para serem conhecidos. Ao mesmo tempo, por no ser algo acabado, o conhecimento no se realiza nem se constitui por fora de uma ao unilateral ou por qualquer dotao prvia. Ele construo permanente que demanda dilogo constante e que obriga problematizao contnua entre os sujeitos da formao, independentemente das posies que ocupem, das idades que tenham ou dos ttulos que possuam. Afinal, uma aprendizagem significativa para todos/as que ocupam lugar no processo somente pode ocorrer a partir de um movimento de ressignificao do processo de formao, considerando que todos/as possuem a potencialidade de aprender e de construir novos conhecimentos que sejam transversalizados pelas histrias de vida e pela diversidade sociocultural de todos/as os/as participantes.

  • Portanto, somente a partir desses pressupostos que a RIS/GHC poder continuar representando a oportunidade de formao em equipe, onde atuam profissionais das mais diferentes formaes e experincias. Ao mesmo tempo, poder continuar representando, aos/s trabalhadores/as, uma oportunidade e um estmulo ao aprendizado, reviso de valores e conceitos e possibilidade de repensar prticas.

    Dessa forma, ter-se-o melhores profissionais formados que qualificam e qualificaro os servios prestados aos/s usurios/as, seja no GHC, seja nos servios onde exercero suas atividades profissionais futuras, aps a realizao da Residncia.

    importante observar que um processo de formao como o aqui proposto qualifica diretamente os/as novos/as profissionais em formao e, indiretamente, toda a equipe, ainda que inicialmente as novidades possam provocar algumas resistncias. Provoca tambm a reviso da oferta dos servios e dos/as profissionais contratados /as pelo GHC para prestao desses servios. No caso da RIS/GHC, houve a necessidade de agregar novos/as profissionais nos servios de Sade Mental, Terapia Intensiva e Servio de Sade Comunitria, a fim de permitir uma formao mais consistente aos/s residentes; com isso, houve a qualificao do trabalho em equipe2.

    Outro ponto importante a ser considerado diz respeito integrao entre os servios que se constituem em campos de trabalho dos/as residentes, seja pela integrao dos/as prprios/as residentes ou dos/as preceptores/as. Esse aspecto, relacionado complexidade dos servios oferecidos no GHC, coloca para aos/as residentes a oportunidade de vivenciarem, em uma mesma instituio, a prestao de servios dos mais diferentes nveis de ateno, ainda que no estejam diretamente envolvidos/as com tais servios. Saber da existncia deles, como funcionam, como devem se inter-relacionar e (contra)referenciar os/as obriga a refletir sobre a complexidade do SUS e sua necessria integrao.

    4. OBJETIVOS

    OBJETIVO GERAL

    Especializar profissionais das diferentes reas que se relacionam com a sade, atravs da formao em servio, com a finalidade de atuar em equipe de forma interdisciplinar em diferentes nveis de ateno e gesto do Sistema nico de Sade (SUS), alm de fornecer subsdios para o desenvolvimento de pesquisas, aprimorando e qualificando a capacidade de anlise, de enfrentamento e de proposio de aes que visem a concretizar os princpios e as diretrizes do SUS.

    OBJETIVOS ESPECFICOS

    1. Propiciar a compreenso da realidade, considerando a diversidade e complexidade do contexto scio-histrico-cultural, atravs do conhecimento tcnico, postura tica e construo de prticas humanizadas, embasadas nos saberes popular e cientfico;

    2. Desenvolver a prtica alicerada na concepo de vigilncia em sade, atravs da combinao de estratgias de promoo da sade, de preveno de agravos e de

    2 Em funo de este Plano Poltico-Pedaggico estar sendo escrito a posteriori, ou seja, aps a realizao de dois anos da RIS/GHC, que iniciou formalmente em julho de 2004 e j est com sua quarta turma ingressando em fevereiro de 2007, que tais fatos podem ser descritos.

  • ateno, extensivas a toda a populao, com nfase nas situaes de vulnerabilidade;

    3. Aprofundar os conhecimentos e a capacidade de anlise crtica e de avaliao que possibilitem a realizao da ateno integral sade da populao, atravs da construo de prticas interdisciplinares;

    4. Promover o conhecimento das redes intersetoriais e estimular a participao nas mesmas, a fim de se construrem alternativas integradas para a melhoria da qualidade de vida da populao;

    5. Possibilitar o desenvolvimento de conhecimentos e habilidades para o planejamento, a gesto e a avaliao de planos e processos de trabalho dos diferentes servios de sade;

    6. Estimular a produo cientfica relacionada ateno e gesto em sade, a fim de que se compreenda sua importncia na qualificao e implementao de novas tecnologias em sade;

    7. Capacitar para o desenvolvimento de aes de promoo da sade por meio de atividades educativas nas quais os sujeitos envolvidos se apropriem da prxis cotidiana, transformando-a de maneira crtica e criativa;

    8. Estimular a participao nos espaos de controle social;

    9. Desenvolver a compreenso para a utilizao de indicadores de sade no monitoramento das aes e acompanhamento das condies de sade das populaes.

    10. Promover a vivncia do trabalho em equipe, objetivando construir uma perspectiva inter/transdisciplinar na ateno sade;

    11. Desenvolver senso tico e de responsabilizao em relao equipe, usurios/as/familiares/territrios de insero, objetivando construir uma postura de compromisso e responsabilidade no trabalho em sade;

    12. Desenvolver atitude colaborativa em relao aos/s demais componentes de uma equipe de trabalho, com respeito s diferenas em favor do trabalho coletivo.

    5. PERFIL PROFISSIONAL DO EGRESSO

    A construo do perfil profissional foi baseada no conjunto das competncias expressas na Resoluo n 4 de 08/12/1999, da Cmara de Educao Bsica do Conselho Nacional de Educao. A noo de competncia humana fundamental na rea de sade, na medida em que a qualidade em sade considera no s os aspectos tcnico-instrumentais envolvidos na prtica profissional, mas inclui a humanizao do cuidado na perspectiva do sujeito.

    Considera-se que o/a residente possa desenvolver, atravs das vivncias terico-prticas, pessoais e profissionais durante a sua formao, um processo que possibilite o desenvolvimento das capacidades e habilidades de:

    1. Dominar os contedos, as regras e os procedimentos da rea especfica do trabalho, bem como a habilidade de compreenso desse processo e o entendimento do sistema de rede das relaes;

    2. Autoplanejar-se, visando a desenvolver flexibilidade no processo de trabalho;

  • 3. Expressar-se e comunicar-se, desenvolvendo a prtica do dilogo, o exerccio da negociao e a habilidade de comunicao interpessoal;

    4. Estabelecer conexes entre os conhecimentos adquiridos no mundo do trabalho e as vivncias do cotidiano;

    5. Assumir a responsabilidade sobre sua prtica, tendo iniciativa, criatividade e abertura s mudanas, implicando a subjetividade na organizao do trabalho;

    6. Interagir com o sujeito no processo de cuidado, respeitando os princpios ticos envolvidos na ateno sade;

    7. Compreender e indagar-se acerca da repercusso de seus atos profissionais sobre os servios e sobre as pessoas;

    8. Refletir sobre a qualidade e as implicaes ticas de seu trabalho, desenvolvendo autonomia de ao e compromisso social.

    6. ESTRUTURA CURRICULAR

    A estrutura curricular da RIS/GHC constituda por atividades de formao terica e atividades de formao em servio, assim constitudas:

    Atividades Integradas de Formao Terica

    Desenvolvidas atravs de seminrios, oficinas, discusso de casos, com a participao de todos/as os/as residentes das nfases da RIS/GHC, divididos/as em turmas para R1 e R2. As atividades so desenvolvidas semanalmente por um perodo de duas horas e abordam temticas relativas metodologia de pesquisa, polticas pblicas em sade, manejo de situaes vividas na clnica pelos/as diferentes profissionais e nos diferentes campos de insero e temas atuais do campo da sade.

    Atividades de Reflexo Terica de Campo

    Esta atividade desenvolve-se semanalmente com a participao dos/as residentes de cada uma das nfases, conjunta ou separadamente entre residentes de primeiro e segundo ano (R1 e R2). Atravs de seminrios, oficinas, abordagem por problemas (PBL), aulas expositivas e trabalhos em pequenos grupos, so desenvolvidos temas especficos do campo de formao de cada uma das nfases da RIS/GHC.

    Atividades de Reflexo Terica de Ncleo

    Desenvolvidas semanalmente com os/as residentes agrupados/as por profisso em cada rea de nfase. Alguns ncleos as desenvolvem separadamente para R1 e R2. Estes seminrios discutem temas especficos de cada ncleo profissional e aprofundam a reflexo terica sobre o exerccio das mesmas nas diferentes nfases da RIS/GHC.

    Atividades de Reflexo Terica de Campo nas Unidades

    Atravs da realizao de discusso de artigos tericos e discusses de caso, so desenvolvidas, nos campos de formao nas diferentes nfases da RIS/GHC, atividades

  • que propiciam a integrao entre residentes, preceptores/as e orientadores/as de servio para o aprofundamento de temas relacionados s atividades de formao em servio vividas cotidianamente.

    Superviso de Ncleo

    Sistematicamente, acontecem atividades de superviso individual e/ou em grupo, com a participao dos/as preceptores/as responsveis por cada ncleo profissional, em que se discutem contedos referentes s atividades desenvolvidas na prtica diria com os/as usurios/as e com a equipe. A superviso desenvolve-se de acordo com as especificidades de cada campo de formao e de ncleo profissional, tendo como objetivo examinar as impresses, reaes, condutas, intervenes e verbalizaes dos/as residentes, com o intuito de buscar compreender e manejar situaes futuras com maior facilidade ou competncia. H a garantia de, no mnimo, uma hora de superviso semanal por residente.

    Atividades complementares (participao em eventos cientficos)

    Preconiza-se a participao dos/as residentes em um mnimo de 20 horas de atividades cientficas complementares afetas sua rea de nfase na RIS/GHC, por semestre (Congressos, Cursos de Extenso, Seminrios).

    Atividades de Formao em Servio

    As atividades de formao em servio so desenvolvidas diariamente durante todo o perodo da residncia (24 meses), tanto junto s equipes de sade nas quais os/as residentes esto inseridos/as quanto nos demais campos de estgios previstos no programa de cada rea de nfase. Essas atividades visam a colocar em prtica os referenciais orientadores da RIS/GHC, bem como a desenvolver o perfil profissional do egresso na prtica cotidiana.

    Tabela de carga horria 1 ano

    Atividades Carga horria

    Atividades de reflexo terica de campo 3 horas semanais

    Atividades de reflexo terica de ncleo 3 horas semanais

    Superviso de ncleo 1 hora semanal

    Atividades de reflexo terica de campo nas Unidades 1 hora semanal

    Atividades integradas de reflexo terica (GEP) 3 horas semanais

    Atividades complementares (participao em eventos cientficos) Mnimo de 40 horas anuais

  • TCR 6 Horas

    Atividades de Formao em Servio + TCR

    42 horas semanais (de maro a junho e agosto a

    novembro) 50 horas (em julho, dezembro, janeiro e

    fevereiro)

    Tabela de carga horria 2 ano

    Atividades Carga horria

    Atividades de reflexo terica de campo 3 horas semanais

    Atividades de reflexo terica de ncleo 3 horas semanais

    Superviso de ncleo 1 hora semanal

    Atividades de reflexo terica de campo nas Unidades 1 hora semanal

    Atividades integradas de reflexo terica (GEP) 3 horas semanais

    Atividades complementares (participao em eventos cientficos) Mnimo de 40 horas anuais

    Atividades de Formao em Servio

    42 horas semanais (de maro a junho e agosto a

    novembro) 50 horas (em julho, dezembro, janeiro e

    fevereiro)

    7. CONCEPO DE AVALIAO

    A avaliao do processo ensino-aprendizagem na RIS/GHC dever compreender a formao em seus diferentes espaos de insero, tanto na perspectiva da formao terica quanto na prtica, sendo realizada pelos atores envolvidos em sua amplitude. Esta perspectiva est orientada pelo princpio de integralidade, aspecto fundamental quando nos referimos formao de trabalhadores/as de sade.

    A avaliao do/a residente dever, portanto, auxili-lo/a em sua formao, ajudando-o/a a visualizar, analisar e planejar seu processo de formao ao longo da residncia, no se restringindo, portanto, a uma avaliao quantitativa. A metodologia qualitativa ser desenvolvida atravs de pareceres descritivos elaborados pelos/as coordenadores/as dos diferentes espaos de formao terica e prtica. O parecer levar em considerao aspectos especficos relacionados s inseres nas prticas de ncleo, de campo, atividades tericas de ncleo e de campo, seminrios integrados, elaborao do Trabalho de Concluso de Residncia (TCR), bem como a integrao de todas essas atividades. Cada rea de nfase ter definidos os itens a serem avaliados em cada uma das atividades, de acordo com as diferenas a elas inerentes.

  • A sistematizao do processo de avaliao dar-se- a cada perodo de seis meses (julho e janeiro de cada ano), atravs de um parecer descritivo. Neste perodo, o/a residente e preceptor/a (no mnimo, mas podem se agregar outras pessoas, de acordo com negociaes internas das nfases entre preceptores/as e residentes) conversaro sobre os diferentes pareceres relativos participao nos espaos de formao (atividades tericas e em servio). Esses pareceres resultaro das avaliaes locais por onde passou o/a residente durante os seis meses anteriores e levaro em considerao o processo desenvolvido at aquele momento, com plano de continuidade estabelecendo o que precisa ser mais bem trabalhado no perodo seguinte.

    Haver atribuio de nota (entre zero e dez), que acompanhar o parecer descritivo. No final do primeiro ano, o/a residente ter duas notas, que geraro uma mdia. Esta mdia (nota final do 1 ano) dever ser igual ou superior a 7,0; caso contrrio, haver desligamento do/a residente do programa.

    A avaliao da preceptoria ser realizada concomitantemente avaliao dos/as residentes, tendo como orientador um instrumento base para todas as nfases, contemplando aspectos terico-prticos, relaes interpessoais e consideraes gerais sobre o exerccio da preceptoria. Cada nfase ter instrumentos de avaliao adequados s suas particularidades.

    Essa forma de avaliao ser implantada a partir da turma de 2009, sendo que a turma que ingressou em 2008 far a adequao a essa nova proposta, considerando-se que j estava prevista em seu ingresso em 2007.

    A partir dos pareceres descritivos elaborados pelos/as responsveis diretos/as pelas atividades nas quais os/as residentes esto inseridos/as, ser feita a discusso com os/as residentes sobre o parecer final a ser elaborado referente ao perodo, contendo uma avaliao do momento atual no processo e um plano para o prximo.

    As atividades tericas tero controle das presenas, realizado atravs de listas de chamada. Os/as residentes que no obtiverem 75% de frequncia nos diferentes espaos de formao terica estabelecidos pelo programa, no ingresso de cada turma, devero repetir a participao na atividade na prxima turma, sendo este um pr-requisito para o recebimento do certificado ao final da RIS/GHC. As atividades de formao em servio devero ter presena integral e seu cumprimento um dos itens que compem a avaliao qualitativa e quantitativa do/a residente.

    Ao final da formao, cumpridos os objetivos do programa, havendo frequncia e tendo sido entregue o Trabalho de Concluso de Residncia (TCR), os/as participantes do programa recebero o certificado de concluso com aproveitamento.

    Em anexo, apresentamos os instrumentos base para a realizao do processo de avaliao (Anexos A e B).

    8. ESTRUTURA PARA O DESENVOLVIMENTO DO PROJETO POLTICO-PEDAGGICO

    CORPO DOCENTE

    A estrutura do corpo docente da RIS/GHC ser constituda por orientadores/as de servio, preceptores/as, professores/as convidados/as e orientadores/as de trabalho de concluso (metodolgicos e de campo).

  • Orientadores/as de servio

    Sero considerados/as orientadores/as de servio todos/as os/as profissionais das equipes em que o/a residente estiver atuando. Os/as orientadores/as de servio acompanham os/as residentes na unidade onde est inserido/a quanto ao cotidiano do trabalho nas equipes.

    Preceptores/as

    Os/as preceptores/as so profissionais das equipes designados/as pela rea de nfase para atuar como referncia para o/a residente, devendo promover a integrao entre os/as diferentes profissionais em formao, destes/as com a equipe de sade, com a populao e com os demais servios com que estabelecero relao durante o desenvolvimento da RIS/GHC. So responsveis pela orientao dos/as residentes nos conhecimentos relativos a campo e ncleo. Para o desempenho da funo de preceptoria, estes/as profissionais devero possuir os seguintes requisitos:

    Dois anos de experincia na rea de nfase e/ou residncia completa e/ou ps-graduao na rea;

    Disponibilidade e disposio para trabalhar com os/as residentes e fazer a articulao com o servio e equipe de sade;

    Conhecer a proposta da RIS/GHC e identificar-se com ela, compreendendo que o/a residente um/a profissional em formao;

    Conhecimento sobre o SUS e como sua rea de atuao se articula s demais do sistema.

    As atribuies dos/as preceptores/as sero definidas no regimento da RIS/GHC.

    Orientadores/as de Trabalho de Concluso de Residncia

    Os/As orientadores de Trabalho de Concluso de Residncia orientaro o trabalho de concluso a ser desenvolvido pelos/as residentes. Sua atuao inicia na definio, por parte do/a residente, em comum acordo com o/a preceptor/a, do tema a ser trabalhado e continua at a entrega da verso final.

    Um/a dos/as orientadores/as dever necessariamente preencher critrios estabelecidos como pr-requisitos para a funo de Orientador/a metodolgico/a:

    Especializao stricto sensu (Mestrado ou Doutorado) ou reconhecido saber na rea da pesquisa, comprovado a partir da participao em pesquisa que gerou publicaes em revistas reconhecidas pela CAPES (mnimo uma por ano, nos ltimos dois anos).

    Pertencer ao quadro funcional da instituio;

    As atribuies dos orientadores/as metodolgicos/as sero definidas no Regimento da RIS/GH.

    Os trabalhos podero contar tambm com o acompanhamento de um/a Orientador/a de campo, que dever ter os seguintes pr-requisitos:

    Estar inserido/a no servio em que a rea de nfase desenvolve suas atividades prticas.

  • As atribuies dos/as orientadores/as de campo da RIS/GHC sero definidas no regimento da RIS/GHC.

    Professores/as Convidados/as

    Sero considerados/as professores/as convidados/as os/as profissionais que no possurem vinculao direta com a RIS/GHC ou com a Instituio (GHC), responsveis pela coordenao de atividades de formao terica dos/as residentes.

    Buscar-se- convidar professores/as que cumpram os seguintes requisitos:

    Reconhecido saber na temtica a ser trabalhada;

    Conhecimento prvio do Projeto Poltico Pedaggico da RIS/GHC, na perspectiva de vincular o contedo terico com os pressupostos desta formao;

    Experincia em docncia, com capacidade de articular estratgias para a prtica, embasamento e aprofundamento conceitual com crtica reflexiva.

    CORPO TCNICO DA RIS/GHC

    A RIS/GHC contar com apoio tcnico-administrativo atravs das secretarias dos servios nos quais est inserida e de uma secretaria prpria, vinculada Gerncia de Ensino e Pesquisa do GHC.

    As atribuies das secretarias da RIS/GHC sero definidas pelo regimento da RIS/GHC.

    Atualmente, a nfase em SFC a nica a possuir uma estrutura de apoio administrativo direto RIS/GHC. Nas nfases em SM e TI, todo o trabalho administrativo desenvolvido pelos/as preceptores/as e coordenao de rea de nfase.

    Ser necessria a alocao de pelo menos um/a profissional para apoio administrativo de cada nfase, com conhecimentos sobre softwares de informtica (Word, Excel, Power Point, Access) e sobre a estrutura de funcionamento da RIS/GHC.

    Buscar-se- tambm a qualificao das estruturas fsicas das secretarias administrativas para que comportem sala com computador, para acesso ao aplicativo da RIS/GHC, e armrios para arquivamento de documentos.

    A avaliao permanente deste servio deve ser feita durante a avaliao anual da RIS, que acontece em todos os mbitos de insero do programa. Devero acontecer encontros semanais entre os/as coordenadores/as e a secretaria da RIS para planejamento de aes do programa.

    9. GESTO ACADMICA DA RIS/GHC

    A Gerncia de Ensino e Pesquisa do GHC o rgo do Grupo Hospitalar Conceio responsvel pela coordenao geral da RIS/GHC. Competem-lhe a guarda e organizao da documentao educacional dos/as residentes, por meio de instrumentos de registro sistematizado do processo acadmico vivenciado pelo corpo tcnico-docente e corpo discente.

    As reas de nfase devero repassar as informaes referentes sua nfase/especialidade para a GEP/GHC, mantendo todos os dados relativos vida acadmica do/a residente permanentemente atualizados.

  • A Gerncia de Ensino e Pesquisa do GHC far o gerenciamento da RIS/GHC atravs das seguintes instncias:

    I- Coordenao Geral da RIS/GHC;

    II- Coordenao das reas de nfases da RIS/GHC;

    III- Colegiado de Coordenao da RIS/GHC;

    IV- Colegiado de preceptoria por rea de nfase.

    Estas instncias tero seus pr-requisitos e responsabilidades definidos no Regimento da RIS/GHC.

    10. INFRA-ESTRUTURA

    Atualmente, as atividades de formao da RIS/GHC so desenvolvidas nas estruturas dos servios do Grupo Hospitalar Conceio onde as nfases esto inseridas, bem como nas estruturas da Gerncia Ensino e Pesquisa do GHC, conforme descrito abaixo.

    nfase em Sade Mental

    Centro de Ateno Psicossocial lcool e outras Drogas (CAPSad);

    Centro de Ateno Psicossocial Adulto (CAPS II);

    Unidade de Internao Psiquitrica;

    Unidades de Internao Geral (atravs de consultoria para pacientes internados/as no HNSC).

    nfase em Terapia Intensiva

    UTI do Hospital Nossa Senhora da Conceio - unidade de nvel III, dispe de 28 leitos: UTI rea I com 13 leitos clnicos; UTI rea II com 9 leitos clnicos; UTI tetnica com 2 leitos; e UCC (Unidade de Cuidados Coronarianos) com 4 leitos.

    UTI do Hospital da Criana Conceio unidade de nvel II constituda por 74 leitos, assim distribudos: 19 leitos de UTI Peditrica e 55 leitos de UTI Neonatal.

    UTI do Hospital Cristo Redentor - unidade de nvel I dispe de 20 leitos especializados em atendimento de pacientes neurocirrgicos/as, politraumatizados/as e grandes queimados/as.

    UTI do Hospital Fmina - unidade de nvel III dispe de 40 leitos de neonatologia.

    nfase em Sade da Famlia e Comunidade

    12 Unidades do Servio de Sade Comunitria do HNSC que se localizam em diferentes pontos das zonas Norte/Eixo Baltazar, Leste/Nordeste, Noroeste/Ilhas, no municpio de Porto Alegre.

    Ncleo de Epidemiologia do SSC;

    Ncleo de Educao e Sade do SSC;

  • Unidade de Internao (3 A).

    nfase em Oncologia e Hematologia

    Ambulatrio de Oncologia e Hematologia do HNSC;

    Unidades de Internao do HNSC;

    Unidades de Sade da Regio Norte/Eixo Baltazar, do municpio de POA;

    PAD/GHC;

    Ambulatrio do HCC.

    Gerncia de Ensino e Pesquisa do GHC

    Quatro salas de aula com equipamentos multimdia (computadores, projetores, TV);

    Quatro auditrios com capacidade para 50 a 80 pessoas (HNSC, HCC, HF, HCR);

    Laboratrio de informtica com trs computadores, com acesso ao Portal CAPES e Portal PROQUEST;

    Centro de Documentao especializado em medicina, com acervo multidisciplinar na rea da Sade, integrante da rede da BIREME, como Biblioteca Cooperante na Rede Coleciona SUS, constitudo por:

    Biblioteca no Hospital Nossa Senhora da Conceio;

    Espao Videoteca (HNSC);

    Sala com acervo de literatura em geral e local para leitura (Lya Luft);

    Biblioteca-Ramal no Hospital Cristo Redentor;

    Biblioteca-Ramal no Hospital Fmina.

    11. CENRIOS DE APRENDIZAGEM

    Para fins deste PPP, importante salientar que consideramos como cenrios de aprendizagem tanto os espaos fsicos onde se desenvolve a aprendizagem, quanto os sujeitos envolvidos nesse processo. Nesse sentido, os cenrios de aprendizagem da RIS/GHC so tanto os Servios do prprio Grupo Hospitalar Conceio, conforme descritos no item infra-estrutura, quanto os/as trabalhadores/as que se envolvem quotidianamente com o processo ensino-aprendizagem.

    Ainda contamos com cenrios externos ao GHC, no sentido em que os/as residentes das reas de nfase em Sade Mental e Sade da Famlia e Comunidade realizam parte de sua formao em servios da rede municipal de ateno a sade, e todas as reas de nfase oferecem a possibilidade de realizao de estgios optativos fora da Instituio (de um a dois meses).

    12. INTER-RELAO ENTRE AS ATIVIDADES DE ENSINO, ASSISTNCIA E PESQUISA

  • A atividade de pesquisa faz parte da formao na Residncia Integrada em Sade, completando a qualificao do/a residente como um/a profissional envolvido/a com a Assistncia tanto quanto com a produo cientfica, visto que a partir desta que o conhecimento pode ser construdo, atualizado e transmitido.

    Todos/as os/as residentes apresentaro um Trabalho de Concluso de Residncia TCR, denominao que abarca diferentes possibilidades em termos dos objetivos e estratgias metodolgicas utilizadas no processo da investigao, como pr-requisito concluso da Residncia e recebimento do ttulo de Especialista. As temticas dos TCRs devero estar de acordo com a Poltica de Pesquisa do GHC, atravs das linhas de pesquisa definidas institucionalmente.

    Preconiza-se a apresentao final do TCR em formato de artigo, facilitando o encaminhamento e a submisso para uma posterior publicao. Os artigos podero ser formatados de acordo com as normas de publicao na revista Momentos & perspectivas em Sade, do GHC, ou no formato de outro peridico para o qual se preveja submeter o artigo a avaliao para publicao, devendo as normas serem apresentadas anexadas ao TCR.

    Em termos dos tipos de pesquisa aceitos como TCR, definimos uma classificao em trs grandes grupos:

    Pesquisa Bibliogrfica

    Pesquisa que se prope a investigar/mapear/situar/contextualizar a produo de conhecimento sobre um determinado conceito/tema, oriundo de pesquisas mais empricas, tericas ou ensaios e debates. Pode ser realizada sobre um conceito especfico ou mais amplo, o qual resultar no tema a ser estudado. Geralmente, ao se buscar esse tipo de pesquisa, h a preocupao com a pouca produo sobre um conceito ou, ao contrrio, com a propagao, utilizao e at banalizao de conceitos por determinada rea ou reas do conhecimento. Poder no abranger necessariamente o campo da sade, mas outras reas, tais como cincias humanas e/ou sociais.

    Exemplo de pesquisa bibliogrfica: Reviso sistemtica sobre estratgias de ateno a usurios de crack na literatura nacional e internacional, nos ltimos cinco anos.

    Pesquisa Terica

    Estudos que se propem a desenvolver novas teorias, conceitualizaes ou modelos interpretativos originais do/a autor/a, a partir de anlise crtica de informaes empricas utilizadas por outros/as pesquisadores/as e construes tericas existentes sobre a temtica.

    Exemplo de pesquisa terica: Formulao de nova estratgia de ateno a usurios de crack, a partir de reviso de literatura publicada nos ltimos cinco anos.

    Pesquisa Emprica

    Estudos que buscam dados relevantes e convenientes, obtidos atravs de mtodos experimentais, da vivncia dos sujeitos envolvidos na pesquisa (pessoas, grupos, comunidades, instituies), do exame de documentos, de materiais da mdia. O objetivo chegar a novas concluses a partir da anlise e interpretao dos dados, com base numa

  • fundamentao terica consistente, que d sustentao compreenso e explicaes ao problema pesquisado.

    Exemplo de pesquisa emprica: Estudo comparativo para avaliao de duas propostas de interveno com usurios de crack atendidos no CAPSad do GHC.

    No primeiro ano de Residncia, dever ser apresentado um projeto da produo a ser desenvolvida no ano seguinte. Este projeto dever estar adequado aos objetivos do trabalho a ser desenvolvido, apresentando os componentes bsicos de um projeto de investigao, bem como respeitando os trmites institucionais em caso de desenvolvimento de uma pesquisa que envolva coletas de dados empricos (orientaes do setor de pesquisa da GEP/GHC e do CEP do GHC). As datas de entrega do projeto e do trabalho final estaro especificadas no Manual da RIS/GHC referente ao ano de ingresso no programa.

    Quanto apresentao, o TCR dever atender s normas institucionais definidas pelo setor de pesquisa da GEP, disponveis na pgina da GEP.

    A entrega do Projeto na data definida ser condio para ingressar no 2 ano da RIS/GHC, implicando sano disciplinar de suspenso da bolsa de residente conforme previsto no Regimento a quem no cumprir com o disposto. Da mesma forma, a entrega do TCR condio para emisso do certificado de concluso do programa e concesso do ttulo de especialista lato sensu.

    A GEP orientar a produo cientfica dos/as residentes da RIS, por meio dos seminrios de pesquisa para as turmas de primeiro e segundo ano da Residncia, da apresentao de uma listagem de profissionais da instituio (com titulao mnima de Mestrado), que podero ser acessados para a orientao dos/as residentes, e da assessoria oferecida pelo setor de pesquisa em metodologia e estatstica.

    Como forma de garantir espao de desenvolvimento do processo investigativo no mbito da RIS/GHC, os/as residentes contaro com carga horria semanal especfica para envolvimento com o projeto e desenvolvimento do TCR. Nos trs primeiros meses de insero do/a residente no programa, este horrio ser desenvolvido junto s unidades onde os/as residentes desenvolvem seus percursos de formao em servio, atravs de atividades de leitura e elaborao de resenhas de artigos, consultas em bibliotecas, discusses com componentes da equipe sobre questes de interesse de investigao e reconhecimento dos campos de interesse da Residncia, devendo ser pactuadas com o/a preceptor/a as atividades realizadas neste perodo. A cartilha da RIS apresentar anualmente o fluxograma de encaminhamentos e prazos referentes aos projetos e ao desenvolvimento e entrega dos mesmos.

    Os TCR j realizados na RIS sero disponibilizados no Centro de Documentao do GHC.

  • Anexo 1 MINISTRIO DA SADE GRUPO HOSPITALAR CONCEIO RESIDNCIA INTEGRADA EM SADE RIS/GHC

    Avaliao dos Residentes RIS / GHC

    A avaliao de cada residente ser realizada por diferentes profissionais, de acordo com as atividades previstas no programa de cada rea de nfase da RIS/GHC. O profissional contratado, que seu preceptor mais direto fica responsvel pelo preenchimento e discusso da ficha de avaliao do mesmo.

    rea de nfase: ............................................................................................................................

    Residente:....................................................................................................................................... Ano:................................. Semestre....................... Data de preenchimento.........../........../............... Preceptor Responsvel:.................................................................................................................

  • Projeto Poltico-Pedaggico da RIS/GHC Ano 2009

    21

    Tipo de Atividade

    Itens avaliados

    Parecer Descritivo

    Interesse, participao e comprometimento em aes de ncleo: atendimento individual; grupo; procedimentos, etc

    Preenchido pelo preceptodireto de ncleo

    Postura com o Usurio: investe no vnculo, respeita, constri confiana, tico, etc

    Preenchido pelo preceptor/orientador direto de ncleo

    Aplicao dos conhecimentos de ncleo no trabalho no servio em que est inserido

    Preenchido pelo preceptor/orientador direto de ncleo

    Relacionamento com os profissionais do ncleo na equipe: tica, respeito

    Preenchido pelo preceptor/orientador direto de ncleo

    Cumpre com as orientaes acordadas com o preceptor/orientador de ncleo

    Preenchido pelo preceptor/orientador direto de ncleo

    1.1 Prticas de Ncleo

    Interesse, participao e comprometimento em atividades de campo: acolhimento, grupos, promoo da sade, seminrio de campo, espaos de participao popular, reunio de equipe, etc.

    Preenchido pelos preceptores/orientadores de campo

    Atuao voltada para o territrio/servio: interesse em pensar/planejar seu trabalho a partir da realidade do territrio/servio em que est inserido

    Preenchido pelospreceptores/orientadores de campo

    Atuao voltada para o monitoramento e avaliao dos programas/atividades/polticas institucionais

    Preenchido pelos preceptores/orientadores de campo

    Conhecimento e ateno aoss princpios do SUS, e das diferentes polticas que orientam as aes em cada rea de nfase

    Preenchido pelos preceptores/orientadores de campo

    Busca Interdisciplinaridade: discusso de casos, interconsulta, trabalho em grupos e em equipe, etc.

    Preenchido pelos preceptores/orientadores de ca

    Relacionamento com a Equipe: tica, respeito, participao construtiva

    Preenchido pelos preceptores/orientadores de campo

    1.2 Prticas de Campo

    Pontualidade e assiduidade nos servios e atividades propostas.

    Preenchido pelos preceptores/orientadores de campo

    Interesse, participao e comprometimento. Preenchido pelos coordenadores das atividades de formao terica

    Assiduidade, pontualidade. Preenchido pelos coordenadores das atividades de formao terica

    1.3 Atividades tericas de

    Ncleo

    Pareceres descritivos dos profissionais que coordenam as diferentes atividades tericas sobre o processo ensino/aprendizagem desenvolvido no perodo.

    coordenadores das atividades de formao terica

    Interesse, comprometimento e participao (interesse, faz as leituras recomendadas, se posiciona nas discusses, busca contribuir com pesquisas prprias sobre o tema, etc.)

    Coordenadores e docentes das atividades de formao tericas de campo

    Assiduidade e pontualidade (percentual de presenas, como lida com as faltas (justifica ou no), como no cumprimento do horrio).

    Coordenadores e docentes das atividades de formao tericas de campo

    1.4 Atividades tericas de

    Campo

    Contedos - baseado na avaliao escrita e nas contribuies orais

    Coordenadores e docentes dasde formao tericas de campo

  • Projeto Poltico-Pedaggico da RIS/GHC Ano 2009

    22

    Sugestes Interesse, participao e comprometimento. Preenchido coordenao das atividadesAssiduidade e pontualidade. Preenchido coordenao das atividades

    1.5 Seminrios Integrados

    RIS/GEP Contedos - baseado na avaliao escrita e nas contribuies orais

    Base na prtica: temtica que elucida alguma questo-problema do cotidiano dos servios e que relevante para a proposta da Residncia e do SUS

    Preenchido pelo orientador

    Busca terica: interessado, realiza leituras, reflete, tem iniciativa.

    Preenchido pelo orientador

    1.6 Trabalho de Concluso Interesse e comprometimento com a orientao: interessado, realiza tarefas combinadas, tico, respeita orientaes fornecidas, traz dvidas, cumpre os prazos.

    Preenchido pelo orientador

    1.7 Integrao das Atividades (1.1; 1.2; 1.3; 1.4;

    1.5; 1.6)

    Habilidade em responder s atividades de forma integrada e harmnica

    Preenchido pelo preceptor/orientador direto

  • Projeto Poltico-Pedaggico da RIS/GHC Ano 2009

    23

    Anexo2 MINISTRIO DA SADE GRUPO HOSPITALAR CONCEIO RESIDNCIA INTEGRADA EM SADE RIS/GHC

    Avaliao da Preceptoria RIS / GHC

    rea de nfase:

    Nome do Preceptor:

    Unidade de Sade:

    Preencha o instrumento levando em conta o seu Preceptor e os demais profissionais da sua Equipe. Escreva na coluna da direita suas consideraes a respeito dos critrios abaixo.

    Bloco 1: Aspectos terico-prticos

    Conhecimento (terico prtico)

    Orientao (superviso)

    Acesso superviso/discusso com outros profissionais

    Bloco 2: Relaes interpessoais Crtica e orientao com respeito

    Relao da Equipe com o residente

    H autonomia proporcionada pela Equipe e preceptor. O residente escutado em suas idias e aspiraes?

    Bloco 3: Comentrios gerais sobre a preceptoria Aponte aspectos positivos (que devem ser mantidos) e aqueles que devem ser aprimorados na relao ensino-aprendizagem em sua Unidade