projeto polÍtico-pedagÓgico -

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20/5/2014 www.economia.ufma.br/index.php?q=print/book/export/html/130 http://www.economia.ufma.br/index.php?q=print/book/export/html/130 1/54 Published on Ciências Econômicas (http://www.economia.ufma.br ) Início > PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO (Versão para discussão) São Luis (MA), Maio de 2009 Reitor Prof. Dr. Natalino Salgado Filho Vice-Reitor Prof. Dr. Antônio José Silva Oliveira Pró-Reitoria de Ensino Prof. Dr. Aldir Araújo Carvalho Filho Diretor do Centro de Ciências Sociais Prof. Dr. César Augusto Castro Coordenador do Curso de Ciências Econômicas Prof. Dr. João Claudino Tavares Secretária da Coordenação do Curso de Ciências Econômicas Maria Izabel Silva Sardinha “A organização de sua produção, a educação das gerações mais jovens ou o culto a seus mortos, tanto quanto a expressão de seu espanto diante do mundo, de seus medos, de seus sonhos, que são uma certa ‘escritura’ artística de suas realidades que sempre ‘lê’, muito antes de ter inventado a escritura ou a tentativa sempre presente de decifrar os mistérios do mundo por meio da adivinhação, a magia, depois, pela ciência, tudo isso teria que acompanhar a mulheres e homens como criação sua e como estímulo para aprender mais, para ensinar mais, para conhecer mais”. (Paulo Freire) LISTA DE TABELAS Tabela 1 Disciplinas obrigatórias do Curso de Ciências Econômicas da UFMA [1] Tabela 2 Disciplinas eletivas do Curso de Ciências Econômicas da UFMA [2] Tabela 3 Monografias defendidas no Curso de Ciências Econômicas da UFMA (1987 – 2007) [3] Tabela 4 Docentes efetivos lotados no Departamento de Economia da UFMA (Matrícula da UFMA, Data de Admissão, Tempo de Trabalho na UFMA, Regime de Trabalho, Titulação, Ano de Obtenção da Titulação) [4]

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    Published on Cincias Econmicas (http://www.economia.ufma.br)

    Incio > PROJETO POLTICO-PEDAGGICO

    PROJETO POLTICO-PEDAGGICO

    PROJETO POLTICO-PEDAGGICO (Verso para discusso)

    So Luis (MA), Maio de 2009

    Reitor

    Prof. Dr. Natalino Salgado Filho

    Vice-Reitor

    Prof. Dr. Antnio Jos Silva Oliveira

    Pr-Reitoria de Ensino

    Prof. Dr. Aldir Arajo Carvalho Filho

    Diretor do Centro de Cincias Sociais

    Prof. Dr. Csar Augusto Castro

    Coordenador do Curso de Cincias Econmicas

    Prof. Dr. Joo Claudino Tavares

    Secretria da Coordenao do Curso de Cincias Econmicas

    Maria Izabel Silva Sardinha

    A organizao de sua produo, a educao das geraes mais jovens ou o culto a seus mortos, tanto quanto a expresso de seuespanto diante do mundo, de seus medos, de seus sonhos, que so uma certa escritura artstica de suas realidades que sempre l,muito antes de ter inventado a escritura ou a tentativa sempre presente de decifrar os mistrios do mundo por meio da adivinhao, amagia, depois, pela cincia, tudo isso teria que acompanhar a mulheres e homens como criao sua e como estmulo para aprendermais, para ensinar mais, para conhecer mais.

    (Paulo Freire)

    LISTA DE TABELAS

    Tabela1

    Disciplinas obrigatrias do Curso de Cincias Econmicas da UFMA [1]

    Tabela2

    Disciplinas eletivas do Curso de Cincias Econmicas da UFMA [2]

    Tabela3

    Monografias defendidas no Curso de Cincias Econmicas da UFMA (1987 2007) [3]

    Tabela4

    Docentes efetivos lotados no Departamento de Economia da UFMA (Matrcula da UFMA, Data de Admisso, Tempo deTrabalho na UFMA, Regime de Trabalho, Titulao, Ano de Obteno da Titulao) [4]

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    Tabela5

    Docentes efetivos lotados no Departamento de Economia da UFMA (Cargo, Regime de Trabalho, Titulao com local deobteno e ano de concluso) [4]

    Tabela6

    Demonstrativo da evoluo do processo de capacitao de docentes lotados no Departamento de Economia da UFMA(1990 2007) [5]

    Tabela7

    Docentes efetivos lotados no Departamento de Economia da UFMA (Cargo, Regime de Trabalho, Titulao com ttulo dotrabalho, Instituio onde foi realizada a capacitao e ano de concluso) [4]

    Tabela8

    Acervo de Cincias Econmicas e de reas afins disponveis na Biblioteca Central da UFMA [6]

    SUMRIO

    Introduo

    1. Fundamentos terico-metodolgicos

    1.1. A base material de produo da riqueza e o pensamento econmico

    1.2. A formao de Economistas no Brasil e a Reforma Curricular de 1984

    1.3. O Curso de Cincias Econmicas da UFMA

    2. Objetivos

    2.1. Objetivo geral

    2.2. Objetivos especficos

    3. Titulao

    3.1. Atuao profissional

    4. Funcionamento do Curso

    4.1. O Ingresso

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    4.2. A integralizao

    5. Estrutura Curricular

    5.1. Disciplinas obrigatrias

    5.2. Ementas das disciplinas obrigatrias

    5.3. Disciplinas eletivas

    5.4. Ementas das disciplinas eletivas

    6. Estgio Curricular Supervisionado

    7. Atividades complementares

    7.1. Programa de Iniciao Cientfica

    7.2. Grupos e Ncleos de Pesquisas

    7.3. A criao do PET-Economia

    7.4. Programa de Monitorias

    7.5. Atividades de Extenso

    7.6. A Empresa Jnior de Economia (EJECON)

    8. Metodologia de ensino e de avaliao discente

    8.1. O sistema de avaliaes

    8.2. O desempenho discente em relao s monografias

    9. Avaliao do Curso e Projeto Pedaggico

    10. Corpo docente

    10.1. Plano de carreira docente

    10.2. Plano de capacitao docente

    11. Corpo tcnico-administrativo

    12. Infra-estrutura

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    12.1. Espao fsico

    12.2. Recursos materiais disponveis

    12.3. Acervo bibliogrfico disponvel para o Curso de Cincias Econmicas na Biblioteca Central da UFMA

    12.4. Outros espaos

    13. Consideraes finais

    Referncias

    ANEXOS

    I. Fluxograma do Curso de Cincias Econmicas da UFMA

    II. Programas das disciplinas do Currculo de Cincias Econmicas da UFMA

    III. Plano de avaliao e dinamismo da atividade acadmica na rea de Economia (verso preliminar)

    Introduo

    A preocupao central deste projeto com a sistematizao da vida acadmica do Curso de Cincias Econmicas da UFMA.Procuramos refletir sobre o estgio no qual nos encontramos, identificar problemas e indicar os meios para melhorar nosso que fazerpoltico-pedaggico. O projeto entendido como um instrumento que expe as mediaes tericas, histricas e polticas visando umamelhor articulao possvel entre ensino, pesquisa e extenso.

    Para alm do cumprimento de formalidades, o presente projeto poltico-pedaggico tem por objetivo, expor os nexos que constituem aformao de economistas na UFMA, envolvendo as relaes internas e externas ao processo, assim como, o delineamento das metasde curto, mdio e de longo prazo. No obstante, demonstra-se a preocupao com a atualizao permanente, calcada numa constantecrtica e autocrtica das aes e das relaes constitutivas da universalidade e das singularidades do nosso que fazer, do nosso ser e doquerer ser.

    Um ponto importante a ser ressaltado que a preocupao com a orientao pedaggica, com sua autocrtica e com a constanteatualizao sobre contedos e procedimentos didticos, na formao de Economistas no Brasil, decorreu da Reforma Curricular de1984. Na ocasio foi criada a ANGE para organizar e dar conseqncia s exigncias tericas, histricas, instrumentais emetodolgicas da nova formao de Economistas, ento, em gestao no Brasil, isto , para encaminhar a transio e consolidar o novojeito de formar Economistas. A ANGE elaborou uma srie de documentos e textos didticos, assim como, promoveu vrias reciclagens

    para que os professores se adaptassem maneira de ensinar exigida pelo chamado Novo Currculo1 [7].

    O procedimento recomendado pela ANGE foi encampado pelo Curso de Cincias Econmicas da UFMA. Em 1991, vale lembrar, umaequipe de professores elaborou um documento propondo um sistema de avaliao denominado Plano de avaliao e dinamismo daatividade acadmica na rea de Economia (Anexo 3). No final da dcada de 1990 deu-se seqncia ao processo de avaliao doCurso por meio do NAC (Ncleo de Avaliao Curricular). Dos encaminhamentos resultou um Projeto Poltico-Pedaggico preliminar e,portanto, provisrio. No obstante, recentemente, num novo esforo de professores do DECON, foi esboada uma nova proposta para oProjeto Poltico-Pedaggico do Curso de Cincias Econmicas.

    A presente proposta visa contemplar, na medida do possvel, as demandas dos debates que historicamente temos desenvolvido e

    file:///C:/Documents%20and%20Settings/Omar1/Meus%20documentos/FRUTAS%C3%83/Ayres/xampp/docs%20economia/jo%C3%A3o/PROJETO_MAIO_DE_2009.html#fn1
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    analisar todas as possibilidades que possam melhorar o nosso Curso de Cincias Econmicas.

    1. Fundamentos terico-metodolgicos

    1.1. A base material de produo da riqueza e o pensamento econmico

    O conhecimento cientfico requer cuidadosa ateno para as metamorfoses da base material da produo da existncia humana e suasconfiguraes no tempo e no espao. Como observa Serres (1995, p. 12):

    Longe de desenhar uma sequncia alinhada de aquisies contnuas e crescentes ou uma mesma sequncia de sbitos cortes,descobertas, invenes ou revolues precipitando no esquecimento um passado subitamente ultrapassado, a histria das cinciascorre e flutua sobre uma rede mltipla e complexa de caminhos que se cavalgam e se entrecruzam em ns, cumes ou encruzilhadas,comutadores onde se bifurcam duas ou mais vias. Uma multiplicidade de tempos diferentes, com disciplinas diversas, de idias decincia, de grupos, de instituies, de capitais, de homens em acordo ou em conflito, de mquinas e objectos, de previses e acasosimprevistos compem conjuntamente um tecido flutuante que representa de forma fiel a histria mltipla das cincias.

    Para Lange (1986, p. 259):

    A existncia de concepes e de orientaes diferentes nas cincias coisa normal. Isso devido ao carter dialtico do processo deconhecimento, no curso do qual o pensamento humano se forma, na prtica da ao recproca entre o homem e a realidade que o cerca.O conhecimento cientfico progride pelo confronto dos resultados das novas observaes e experincias com as concepes e teoriascientficas existentes. Estas ltimas influem sobre o sentido das pesquisas, definem a orientao das novas observaes e experincias;mas, por sua vez, os resultados dessas pesquisas levam necessariamente a uma modificao das concepes e teorias cientficas, asua adaptao aos fatos recentemente estabelecidos. As concepes e teorias novas indicam, por sua vez, quais so as novasobservaes e experincias a fazer, o que de novo leva a uma adaptao necessria das concepes e teorias cientficas, etc.

    Os passos iniciais do moderno pensamento econmico apareceram nas formulaes dos mercantilistas dos sculos XV ao XVIII quandoa acumulao de capital estava estreitamente ligado ao desenvolvimento do comrcio capitalista e da navegao martima (LANGE,1986, p. 260). Posteriormente, no sculo XVIII, na Frana, apareceram as formulaes dos fisiocratas, particularmente o Tableauconomique de Franois Quesnay, deslocando o estudo da economia das relaes de circulao para o processo de produo materialda riqueza social, ainda que limitado compreenso da origem do excedente econmico devido a uma ordem natural, isto , aodesenvolvimento do processo de produo da riqueza excedente a partir da agricultura.

    Ainda no sculo XVIII (1776) foi publicada a obra A riqueza das naes: investigaes sobre sua natureza e suas causas, de AdamSmith, fincando novas bases para o estudo do processo de produo, circulao e apropriao da riqueza material. Estavam assimconstrudos os alicerces das Cincias Econmicas, materializados nas formulaes da Economia Poltica Clssica (Adam Smith,David Ricardo, Robert Malthus e outros).

    O sculo XIX foi o tempo e o espao em que o capitalismo atingiu a sua maturidade. Como desdobramento tornou-se o palco daexplicitao das Cincias Econmicas como Cincia Social e cujas interpretaes se relacionam com as maneiras de ver ascontradies das relaes de produo, de circulao e de apropriao da riqueza em processos e por meios historicamentedeterminados.

    No obstante, a pluralidade das interpretaes da realidade econmica produto das prprias contradies constitutivas das relaessociais de produo da riqueza na sociedade capitalista, da produo da sociedade capitalista e de produo de elementos dasuperao das mediaes burguesas. Neste processo foram gestadas formulaes que cindiram o pensamento econmico em camposdistintos. Por um lado, surgiu a chamada Economia Neoclssica, fundada por Jevons, Menger, Walras e aprofundada, por exemplo, porMarshall e outros. Por outro lado, tem-se a Crtica de Economia Poltica apresentada por Marx e Engels, que foi adotada e desenvolvidapor seus estudiosos.

    Outros grandes pensadores do sculo XIX e do sculo XX apresentaram importantes contribuies para as Cincias Econmicas aexemplo de Schumpeter, Keynes, Kalecki, Steindl, Lnin e tantos outros.

    Assim, o estudo das Cincias Econmicas tornaria impositiva a recorrncia aos formuladores, ou seja, as apreenses a partir da leiturados pensadores, sempre que possvel, consultando as obras nos originais. A publicao das respectivas obras, em lngua portuguesamaterializou-se, na dcada de 1980, com o lanamento da coleo Os Economistas, pela editora Abril Cultural, considerado um feitoimportantssimo para o novo processo de formao de economistas no Brasil. Este processo e as metamorfoses da realidadeeconmica e social impuseram a necessidade da formao de Economistas voltada para a realidade da produo da existnciamaterial, sem perder de vista a necessidade de uma slida formao terica e histrica e instrumental.

    Em consonncia com o que Institui das Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduao em Cincias Econmicas,bacharelado, e d outras providncias (Resoluo CNE/CES n 4 de 13 de julho de 2007), o processo de formao de Economistas noCurso de Cincias Econmicas da UFMA se pauta nas seguintes exigncias, conforme constam no Art. 2 3 da supracitadaResoluo:

    I comprometimento com o estudo da realidade brasileira, sem prejuzo de uma slida formao terica, histrica e instrumental;

    II pluralismo metodolgico, em coerncia com o carter plural das cincias econmicas formadas por correntes de pensamento eparadigmas diversos;

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    III nfase nas inter-relaes dos fenmenos econmicos com o todo social em que se insere, e;

    IV nfase na formao de atitudes, do senso tico para o exerccio profissional e para a responsabilidade social, indispensvel aoexerccio futuro da profisso.

    1.2. A formao de Economista no Brasil e a nova concepo de Economista a

    partir da Reforma Curricular de 1984

    At a primeira metade da dcada de 1980, a formao de Economistas, no Brasil, no apresentava definies e delimitaes sobre oque era ser economista, suas singularidades, em relao a outras formaes como a dos profissionais de Administrao e de CinciasContbeis.

    Para uma ilustrao do que estamos indicando, observem-se as estruturas curriculares anteriores. Assim, vemos que, por exemplo, oCurrculo Mnimo do Curso de Cincias Econmicas, contido na Resoluo de 08/02/1996/CFE, Parecer n 397/62 determinava aformao em Economia, Contador e Aturio divida em dois ciclos: I) O Ciclo Bsico e II) O Ciclo de Formao Profissional.

    O Ciclo Bsico era composto pelas seguintes matrias: 1. Introduo Economia; 2. Matemtica; 3. Contabilidade; 4. Estatstica; 5.Histria Econmica Geral e Formao Econmica do Brasil; 6. Geografia Econmica; 7. Instituies de Direito; 8. Introduo Administrao e 9. Sociologia.

    O Ciclo de Formao Profissional era composto pelas seguintes matrias: 1. Anlise Macroeconmica; 2. Contabilidade Nacional; 3.Economia Internacional; 4. Moeda e Bancos; 5. Histria do Pensamento Econmico; Anlise Microeconmica; 7. Finanas Pblicas e 8.Poltica e Programao Econmica.

    Segundo Armando Mendes (MENDES, 1993), as prprias organizaes curriculares obedeciam s necessidades da organizao daproduo da riqueza social no Brasil. Entretanto, segundo o mesmo autor, as modificaes tambm decorreram das metamorfoses daorganizao da produo. Assim diz:

    O Economista para os dias de hoje no pode ser apenas um refinado matemtico formulador e operador de modelos economtricos,mas deve ser, sobretudo, um competente cientista social que, por vezes, certo, precisa lanar mo de instrumentos matemticossofisticados, conquanto que deles no se torne servo inconsciente. Deve, pois, crescentemente, ao menos para certos fins, saberaproximar-se do ferramental que a computao pe ao seu alcance, sem transferir-lhe a responsabilidade para a avaliao qualitativa defatores e situaes no quantificveis, ou precariamente quantificveis, imponderveis, imprevisveis, intangveis porque situados em umplano que no estritamente econmico. O desafio , por conseguinte, sensivelmente, mais complexo que h duas dcadas, e aresposta h de ser suficientemente segura e esclarecida para no cair em nenhuma das tentaes: as extremas, de uma cinciameramente discursiva, desarticulada, inconsciente ou de uma outra cincia que j no diz respeito ao homem real, porque reduzidas asabstraes numricas dispostas em elegantes frmulas matemticas e em modelos computadorizados. No pode ser, tambm, umterceiro tipo de cincia no caracterizada que procura encontrar um forado equilbrio ou ecletismo artificial (MENDES, In: ANGE, 1993,p. 6).

    Foi, portanto, neste contexto que se justificou e se fundamentou a reforma curricular de 1984 (MENDES, in: ANGE, 1993).

    Agora, decorridos mais de vinte anos da reformulao do Currculo Pleno do Curso de Cincias Econmicas, ou seja, da implementaodo Currculo Mnimo estabelecido a partir da Resoluo 11/84 do CFE, consideramos que deveremos fazer algumas correes poralguns motivos: em primeiro lugar, temos novas formulaes, descobertas de publicaes ou tradues de obras clssicas, para a lnguaportuguesa que at ento no estavam sendo consideradas devido ao processo especfico de organizao das bibliografias e doscontedos das disciplinas e, em segundo lugar, devido s aceleradas alteraes estruturais na sociedade em que vivemos.

    Alm da necessidade de atualizaes permanentes, sem prejuzo dos fundamentos da nossa formao de economistas como cientistassociais, preocupados com a realidade brasileira e com a interveno na realidade que nos cerca, a autocrtica deve ser umapreocupao constante no processo de formao cientfica e tcnica de graduandos e de profissionais das Cincias Econmicas.

    Em suma, temos as transformaes estruturais e conjunturais decorrentes do aperfeioamento das foras produtivas do trabalho socialpara a produo da existncia humana. Diante disso, a formao de jovens economistas no poderia deixar de considerar taisaspectos. Como recomenda Celso Furtado, por exemplo,

    No se pode condenar a racionalidade das empresas: pedir que se comportem de outra forma querer que sejam pouco eficientes.Mas pode-se, e deve-se, definir certos parmetros para a racionalidade macro, definir se o critrio que prevalece o social ou oparmetro macroeconmico (FURTADO, 1999, p. 92).

    Ao mesmo tempo, o autor observa que A sociedade tambm deve se mobilizar para defender seus interesses. Importa saber seprevalece algum projeto social. Perceber que o mais importante o social foi a descoberta mais relevante da minha vida (Id. ibid, p. 93).Devemos ter estas consideraes em conta no processo de formao de Economistas, mas, ao mesmo tempo, preservar e reforar aslinhas gerais definidas h mais de vinte anos, que no se esgotaram por se referirem a questes estruturais relacionadas ao processode formaes de Economistas.

    Neste sentido, consideramos que:

    [...] levam-se em conta as mudanas e transformaes sofridas pelo ensino de Economia no Brasil, desde os primrdios no sculo XIX, emuito especialmente de 70 anos para c, de que nos do conhecimento algumas publicaes recentes. Mas o cuidado central, nesteparticular, reside em que as novas diretrizes no venham a constituir-se um rompimento e sim um coroamento da evoluo histrica doensino de Economia no Brasil" (COFECON e-mail: [email protected]).

    mailto:[email protected]
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    Consideramos que o processo de formao de economistas tem avanado e procurado reafirmar a necessria slida formao terica,histrica, instrumental e tcnica para que os profissionais das Cincias Econmicas possam interferir na realidade que os cercam e agircriticamente.

    Como destacam Buffon e Carcanholo:

    Em suma, no queremos um curso exclusivamente terico, nem tampouco o ensino de mediocridade. Cumpridos os primeiros passosda reforma curricular, precisamos agora de um salto adiante, com a implementao de disciplinas instrumentais ou operacionais,coerentes com o esprito da reforma e que se apropriem dos movimentos concretos da economia, fornecendo adequados instrumentosde interveno (BUFFON e CARCANHOLO, In: ANGE, 1995, p. 19).

    Em face s contradies do processo de globalizao financeira, das reformas econmicas, polticas, sociais e culturais, importanteincorporar novos enfoques assim como recuperar alguns que pareciam ter sido esquecidos ou simplesmente foram ignorados. Isto seimpe diante de um processo de globalizao que, como destacou Milton Santos, pode ser visto como fbula, como perversidade oucomo possibilidade" (SANTOS, 2000, p. 17-21), ou seja, como contraditrio, complexo e que, portanto, apresenta-se em vriasdimenses.

    Diante desta realidade tem-se o reforo da exigncia segundo a qual um:

    Mercado de trabalho para o verdadeiro economista, hoje mais do que nunca, exige um profissional com elevado grau de criatividade eousadia para enfrentar problemas novos capaz de aceitar desafios que a vida diria e prtica constantemente nos esto lanando. Ateoria que ele deve aprender na Universidade no um conjunto de definies para serem decoradas e repetidas para o entrevistadorna hora da seleo para um emprego qualquer. Ela, se realmente compreendida, serve como instrumento necessrio para interpretaradequadamente a realidade como 'ferramenta' indispensvel de trabalho para o profissional de Economia, seja qual for a ocupaoescolhida, exceto os burocratas ou subalternos (BUFFON e CARCANHOLO In: ANGE, 1995, p.19).

    A preocupao com a formao de economistas que tenham senso crtico, ou seja, a preocupao com a formao de economistaspara o mercado de trabalho viria a termo com a Resoluo No 11/84 do Conselho Federal de Educao onde se estabelece umCurrculo Mnimo incluindo dois ncleos bsicos, a saber: I MATRIAS DE FORMAO GERAL e II. MATRIAS DE FORMAOPROFISSIONAL. No obstante, nos incisos do Art. 7o consta que:

    a) O curso de Cincias Econmicas dever estar comprometido com o estudo da realidade brasileira, sem prejuzo de uma slidaformao terica, histrica e instrumental; b) O curso dever caracterizar-se pelo pluralismo metodolgico, em coerncia com o carterplural da cincia econmica, formada por correntes de pensamento e paradigma diversos; c) No ensino das vrias disciplinas do cursodever ser enfatizada a importncia fundamental das inter-relaes ligando os fenmenos econmicos ao todo social em que seinserem; e d) Dever-se- transmitir ao estudante, ao longo do curso, o senso tico de responsabilidade social que dever nortear oexerccio futuro da profisso (Resoluo n 11/84 do Conselho Federal de Educao, In: ANGE, 1993, p. 30).

    Assim sendo, se bem assimilados, os princpios acima recomendados provvel que o profissional formado em economia pelo menosno se assuste com as complexidades do mercado de trabalho.

    A elaborao da Monografia, como foi concebida no esprito do novo currculo do Curso de Cincias Econmicas, um dos momentospara que se tente sistematizar uma reflexo e a possibilidade de se posicionar diante da realidade a partir de determinado temacomplexo ou no, portanto, servindo para ratificar a formao baseada nos princpios bsicos do denominado Novo Currculo deEconomia.

    Segundo Reinaldo Carcanholo, por exemplo,

    O Estudo de autores como Smith, Ricardo, e especialmente Marx, Marshall, Keynes, Schumpeter e outros, atravs de originais, no stransmite aos alunos formas alternativas de pensar o mundo em que viveu como os ensina a pensar criticamente (grifos, JC), isto , deforma crtica e contrapondo diferentes interpretaes sobre a realidade. E isto importante, no porque consideremos que as escolasde Economia devem formar cientistas, mas porque estamos convencidos de que enfrentar as dificuldades do mercado de trabalho exige,hoje mais do que nunca, um profissional verstil, com ampla formao cultural e humanista. S ocupaes medocres e burocrticas sefazem com profissionais que no fazem mais do que repetir, sem criatividade, as receitas encontradas em manuais, ou que sconhecem tcnicas elementares como uso de certos programas de computadores, estudo de taxa de juros, datilografia, etc. Essastcnicas so indispensveis, mas estamos convencidos de que podem ser aprendidas rapidamente e at, em ltimo caso, de maneiraautodidata por profissionais formados na universidade. O ensino universitrio muito caro para satisfazer-se em transmitir essesensinamentos elementares. obviamente muito mais fcil chegar a eles quem tem slida formao terica, histrica e matemtica, que

    a esta aqueles que s conhecem algumas tcnicas elementares2 [8],

    Tendo aprofundado a formao considerando o senso crtico, o profissional saber minimamente sobre a sua condio social e declasse no contexto da sociedade burguesa e as contradies inerentes a este modo de produo.

    Do ponto de vista do processo de ensino-aprendizagem, do processo de democratizao, dos novos mtodos e tcnicas decomunicaes com novos instrumentos e novos processos de relacionamento entre educador e educando, tambm consideramosnecessrias atualizaes nas relaes pedaggicas.

    Um aspecto bastante singular e, ao mesmo tempo, que explicita a nossa interdisciplinaridade est na prpria composio curricular daformao de Economistas, no Brasil, depois a Reforma Curricular de 1984. Sobre isto, importante ver que na nossa formao temosdisciplinas tericas, histricas e instrumentais compondo as matrias de formao geral e profissional distribudas nos ncleos comum,de escola, de formao terico-quantitativa, histrica, de trabalho e de escolha (ver item 5: Estrutura Curricular).

    1.3. O Curso de Cincias Econmicas da UFMA

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    O Curso de Cincias Econmicas oriundo da Faculdade de Cincias Econmicas, faculdade isolada, posteriormente incorporada Fundao Universidade do Maranho (FUM) que deu origem Universidade Federal do Maranho (UFMA).

    O primeiro vestibular ocorreu no ano de 1965 e a primeira aula foi ministrada em 02/04/1965 e o regime era o seriado. O ingresso anualde alunos por vestibular era de 40 alunos e a partir de 1968 passou a ser de 80 alunos. A biblioteca contava inicialmente com cerca de2.000 volumes, alguns peridicos. O currculo obedecia o Parecer 397/62 CFE.

    A Faculdade de Cincias Econmicas se localizou inicialmente Rua Afonso Pena, em prdio, com nove salas, cedido em regime decomodato pela Escola Tcnica do Comrcio do Maranho. A Faculdade de Cincias Econmicas do Maranho foi autorizada afuncionar pelo Decreto 55.895/1968. A FUM, por sua vez, foi criada pela Lei 5.512 de 21/10/1966 e teve os seus Estatutos aprovadospelo Decreto 59.941 de 06/11/1967.

    A primeira turma colou grau em 1968, ano em que ocorreu o reconhecimento do Curso atravs do Decreto n 63.703 de 29/11/1968,publicado no Dirio da Unio de 03/12/1968.

    Depois de incorporada FUM, a Faculdade de Cincias Econmicas passou a funcionar Rua Viana Vaz, em frente ao prdio daCAEMA. Com a reforma do ensino superior, a Faculdade de CIncias Econmicas foi transformada em Departamento de CinciasEconmicas e Cincias Contbeis e em Coordenadoria do Curso de Cincias, passando ao regime semestral de crditos, sendotransferido para o Campus Universitrio do Bacanga, para o prdio atrs do IML (Instituto Mdico Legal) e posteriormente para o prdiodo CCsO, conhecido como Pimento, onde est instalado at hoje.

    Em 1984 o Departamento foi desmembrado em dois: Departamento de Economia e Departamento de Cincias Contbeis eAdministrao, atravs da Resoluo n 13/84 CONSUN/UFMA.

    Em 1981, o Curso passou a funcionar em turnos, matutino e noturno e, posteriormente, vespertino e noturno.

    As transformaes pelas quais passou o processo de formao de Economistas, no Brasil, a partir da Resoluo n 11/84 - CFE foramadotadas no Curso de Cincias Econmicas da UFMA. Vale dizer, portanto, que o processo de formao de Economistas, na UFMA,segue os parmetros nacionais.

    2. Objetivos

    2.1. Objetivo Geral:

    Formar profissionais capazes de compreender e intervir criticamente na realidade que o cerca, considerando a pluralidade constitutivadas Cincias Econmicas, o carter historicamente determinado dos acontecimentos e a responsabilidade social do Economista.

    2.2. Objetivos especficos:

    - proporcionar aprofundamento de estudos em Cincias Econmicas: Economia Poltica, Economia do Setor Pblico e Economia deEmpresas;

    - criar condies para que o economista compreenda a estrutura scio-econmica e suas alteraes nos setores primrio, secundrio etercirio, face implantao de projetos que promovam o desenvolvimento de uma regio ou pas.

    - formar profissionais com nvel tcnico-cientfico-operacional capazes de atender s necessidades e especificidades do mercado, suamovimentao e transformao;

    3. Titulao

    A concluso do Curso de Cincias Econmicas confere o grau de Bacharel em Cincias Econmicas. A profisso regulamentada pelaLei 1.411/51, de 13/08/51, (modificada pela Lei n 6.021/74, de 03/01/74), Decreto n 31.794/52.

    A atuao profissional segue as normas definidas no Cdigo de tica do Economista conforme Resoluo n 1.628 de 02/08/1996 doConselho Federal de Economia (COFECON).

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    3.1. Atuao profissional

    Por sua formao multidisciplinar, o campo de atuao de Economistas bastante amplo. Dentre outros, podemos citar: 1)planejamento do desenvolvimento econmico e formulao e execuo da poltica econmica em instituies governamentais; 2)planejamento da produo em empresas pblicas e privadas; 3) estudos e pesquisas scio-econmicas em instituies pblicas eprivadas; 4) atividades de anlise no mercado de capitais e financeiros; 5) elaborao e anlise de projetos; 6) assessoria econmica asindicatos de trabalhadores e a rgos patronais; 7) consultoria econmico-financeira; 8) atividades de docncia e de pesquisas.

    No Curso de Cincias Econmicas os alunos recebem a formao bsica e especfica em Economia, o que lhes permite atuar tanto emnvel macroeconmico (questes relacionadas com as atividades econmicas em geral de determinada regio, pas ou mundo) comoem nvel microeconmico (questes relativas s organizaes, sua viabilidade econmica, criao, localizao, dimenso edesenvolvimento). ainda preocupao do Economista, contribuir para o desenvolvimento econmico-social, tendo em conta questescomo justia social e distribuio de renda.

    3.2 Perfil do egresso

    A preocupao com a formao de profissionais capazes de compreender e intervir criticamente na realidade que o cerca,considerando a pluralidade constitutiva das Cincias Econmicas, o carter historicamente determinado dos acontecimentos e aresponsabilidade social do Economista, tem apresentado importantes resultados.

    Os egressos do Curso de Cincias Econmicas da UFMA tm atuado e contribudo nos mais diversos campos especficos de atuao.Dentre eles merecem destaques:

    a) Continuidade de suas capacitaes em nveis de mestrado, doutorado e ps-doutorado. Temos um significativo nmero de ps-graduados em vrios campos especficos de formao a exemplo de Polticas Pblicas (UFMA), Economia (UNESP-CAr), Educao(UFMA), Geografia (UFSC), Servio Social (UFRJ) e no exterior (Frana);

    b) Vrios egressos so docentes do Departamento de Economia da UFMA, em instituies privadas de Ensino Superior, noCEFET/MA, etc,

    c) Atuaes, em nvel de assessorias, junto s ONGs e movimentos sociais;

    d) Atuaes em Institutos de Pesquisas e outros a exemplo do IBGE, IMESC, etc;

    e) Atuaes em rgos do Estado que requerem os conhecimentos e a formao de Economistas;

    f) Atuaes em vrios outros rgos pblicos, alcanados por meio de aprovao em Concursos Pblicos;

    g) Atuaes em vrios Bancos sejam eles pblicos ou privados, dentre outros;

    Isto corrobora e refora o processo de formao adotado na Resoluo n 11/84 do CFE e reforado pelas Novas Diretrizes Curricularesdos Cursos de Cincias Econmicas (RESOLUO CNE/CES n 4, de 13 de julho de 2007, publicada no DOU de 16/07/2007). Ossucessos nas atuaes decorrem, vale ressaltar, da slida formao terica, histrica e instrumental adequado s necessidades domercado de trabalho atual, como enfatizado e detalhado no Art. 3 da presente Resoluo. Enfatize-se, no obstante, o senso ticoprofissional e a responsabilidade social que devem ser outra imprescindvel caracterstica do Bacharel em Cincias Econmicas.

    A criao do nosso Programa de Mestrado em Desenvolvimento Socioeconmico recentemente aprovado na UFMA por meio daResoluo 670/2009-CONSEPE, de 12 de fevereiro de 2009 amplia as possibilidades dos nossos egressos no sentido de uma maiordedicao ao aprofundamento de seus estudos ainda na Graduao. Ampliam-se, assim, as possibilidades e perspectivas para osegressos do Curso de Cincias Econmicas da UFMA.

    3. Funcionamento do Curso

    O Curso de Cincias Econmicas da UFMA parte integrante do Centro de Cincias Sociais (CCsO) da Universidade Federal doMaranho (UFMA) e funciona nos turnos vespertino e noturno.

    3.2. O ingresso

    A principal forma de ingresso no Curso de Cincias Econmicas da UFMA pela aprovao no vestibular que acontece anualmente.Atualmente o Curso oferece 70 vagas anuais sendo 35 vagas para o turno vespertino e 35 vagas para o turno noturno.

    Existem ainda as possibilidades de ingresso no Curso de Cincia Econmicas atravs de transferncia interna na UFMA ou

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    transferncia externa e outras maneiras. O ingresso de alunos no Curso de Cincias Econmicas tem por referncia a Resoluo n90/99 CONSEPE, de 09/02/1999, em seus Arts. n 4 a 22 (UFMA, 1999a, p. 9-15).

    A principal forma de ingresso no Curso de Cincias Econmicas da UFMA acontece semestralmente, mediante aprovao no vestibularque realizado anualmente. De acordo com o Anexo nico da Resoluo N 634-CONSEPE, de 1 de setembro de 2008, que fixou oQuadro de Vagas em oferta pelos Cursos de Graduao para ingresso mediante o Processo Seletivo Vestibular 2009, Curso ofereceu112 vagas anuais sendo 52 vagas (26 para o primeiro semestre e 26 para o segundo semestre) para o turno vespertino (Cdigo 31035)e 60 vagas (30 para o primeiro semestre e 30 para o segundo semestre) para o turno noturno (Cdigo 31038).

    Existem outras possibilidades de ingresso no Curso de Cincias Econmicas por meio de transferncia interna na UFMA, mudana dehabilitao ou de modalidade, mudana de turno, mudana de campus, mudana de curso, transferncia externa, transferncia externaobrigatria, transferncia externa facultativa, matrcula de graduado e estudante-convnio.

    O ingresso de discentes no Curso de Cincias Econmicas tem por referncia a Resoluo n 90/99 CONSEPE, de 09/02/1999, emseus Arts. n 4 a 22.

    O Currculo Pleno do Curso de Cincias Econmicas da UFMA est organizado tendo por referncia o tempo mnimo de suaintegralizao que so de dez semestres para o perodo noturno, sendo possvel a sua concluso em at nove semestres para o caso dealunos do turno vespertino. O tempo mximo de integralizao do Curso de Cincias Econmicas da UFMA de quatorze semestres.

    O Currculo Mnimo do Curso de Cincias Econmicas da UFMA regido pela Resoluo n 11/84 CFE (Conselho Federal deEducao) de 26/06/1984 e pelo Parecer n 375/84 CFE e seu Currculo Pleno regido pela Resoluo n 14/94 CONSUN(Conselho Universitrio) de 27/12/1994.

    A normatizao, em nvel nacional, est de conformidade com as Novas Diretrizes Curriculares dos Cursos de Cincias Econmicas(RESOLUO CNE/CES n 4, de 13 de julho de 2007, publicada no DOU de 16/07/2007).

    3.3. A integralizao

    A integralizao do curso compreende o cumprimento do Currculo Mnimo composto por 2.700 horas-aulas e do Currculo Plenocomposto por 3.000 horas-aulas correspondentes a 179 crditos. Alm das disciplinas do Ncleo Obrigatrio, o aluno deve cursar quatrodisciplinas eletivas. De acordo com normas de UFMA, o tempo mximo para integralizao do curso de quatorze semestres.

    Aps a integralizao de 1.800 horas-aulas do Currculo Pleno o aluno est habilitado a se inscrever na disciplina Estgio CurricularSupervisionado obrigatrio e aps o cumprimento de 1.920 horas-aulas do Currculo Pleno poder se inscrever na disciplina Tcnicasde Pesquisa em Economia.

    Outros aspectos do funcionamento do Curso so tratados nos itens que se seguem.

    4. Estrutura Curricular

    O Currculo Pleno do Curso de Cincias Econmicas da UFMA est organizado tendo por referncia o tempo mnimo de suaintegralizao que so de dez semestres para o perodo noturno, sendo possvel a sua concluso em at nove semestres para o caso dealunos do turno vespertino.

    O Currculo Mnimo do Curso de Cincias Econmicas da UFMA regido pela Resoluo n 11/84 CFE (Conselho Federal deEducao) de 26/06/1984 e pelo Parecer n 375/84 CFE e seu Currculo Pleno regido pela Resoluo n 14/94 CONSUN(Conselho Universitrio) de 27/12/1994.

    Conforme o Art. 2 da Resoluo n 11/84-CFE, O currculo mnimo de Cincias Econmicas compreende as seguintes matrias (eatividade curricular):

    I MATRIAS DE FORMAO GERAL

    I-A Ncleo Comum (seis matrias)

    1. Introduo s Cincias Sociais (Evoluo das Idias Sociais)2. Introduo Economia3. Matemtica4. Introduo Estatstica Econmica5. Instituies de Direito6. Contabilidade e Anlise de Balanos

    I-B Matrias de Escolha

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    1. Sociologia2. Cincia Poltica3. Antropologia4. Economia e tica

    II MATRIAS DE FORMAO PROFISSIONAL

    II-A Ncleo Comum Formao Terico-Quantitativa (oito matrias)

    1. Estatstica Econmica e Introduo Econometria2. Contabilidade Social3. Teoria Macroeconmica4. Teoria Microeconmica5. Economia Internacional6. Economia do Setor Pblico7. Economia Monetria8. Desenvolvimento Scio-Econmico

    II-B Ncleo Comum Formao Histrica (quatro matrias)

    1. Histria do Pensamento Econmico2. Histria Econmica Geral3. Formao Econmica do Brasil4. Economia Brasileira Contempornea

    II-C Ncleo Comum Trabalho de Curso (duas disciplinas)

    1. Tcnicas de Pesquisa em Economia2. Monografia (atividade curricular)

    II-D Matrias de Escolha

    1. Poltica e Planejamento Econmico2. Elaborao e Anlise de Projetos3. Processamento de Dados4. Econometria5. Economia Agrcola6. Economia Industrial7. Economia Regional e Urbana8. Economia do Trabalho9. Demografia Econmica

    10. Economia dos Recursos Naturais11. Economia dos Transportes12. Economia da Energia13. Economia da Tecnologia14. Administrao15. Metodologia da Anlise Econmica

    (RESOLUO n 11/84, In: ANGE, 1993, p. 26-28; PARECER CNE/CES N 380/2005, de06 de outubro de 2005, In: ANGE, 2005, p. 26-27).

    5.1. Disciplinas obrigatrias

    No Curso de Cincias Econmicas da UFMA o processo de formao est distribudo conforme quadro abaixo:

    Tabela 1 - Disciplinas Obrigatrias do Curso de Cincias Econmicas da UFMA

    Cdigo Disciplinas Carga Horria Crditos Pr-Requisitos Departamento

    1 Semestre

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    1529.2 Introduo Economia 60 4 ----- Economia

    0737.4 Filosofia 60 4 ----- Filosofia

    1365.0 Ev. Idias Sociais 60 4 ----- Sociol. e Antropologia

    1598.5 Cont. Anl. Balanos 60 4 ----- C. Contbeis e Adm.

    4008.4 Matemtica I 60 4 ----- Matemtica

    Educao Fsica 30 2 ----- Educao Fsica

    2 Semestre

    1594.1 Economia Clssica 60 4 Introduo Economia Economia

    1330.9 Sociologia 60 4 ----- Sociol. e Antropologia

    1597.4 F.D.C. 60 4 Introduo Economia Economia

    0725.0 Metodologia Cientfica 60 4 ----- Filosofia

    4009.5 Matemtica II 60 4 Matemtica I Matemtica

    3 Semestre

    1596.3 Economia Neoclssica I 60 4 Ec. Clssica e Matemtica II Economia

    1595.2 Economia Marxista I 60 4 Ec. Clsssica Economia

    3103.8 D.C.C. 60 4 F.D.C. Economia

    1100.7 Int. Estatist. Econmica 60 4 Int. Econ. e Matemtica II Matemtica

    5000.0 Matemtica III 60 4 Matemtica II Matemtica

    4 Semestre

    3100.5 Economia Neoclssica II 60 4 Economia Neoclssica I Economia

    3101.6 Economia Marxista II 60 4 Economia Marxista I Economia

    3102.7 Contabilidade Social 60 4 Introduo Economia Economia

    5001.1 Est. Econ. e Int. Econometria 60 4 Int. Estatist. Econmica Matemtica

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    0480.8 Direito e Economia 60 4 ----- Direito

    5 Semestre

    3105.0 Teoria Microeconmica I 60 4 Economia Neoclssica II Economia

    3106.1 Teoria Macroeconmica I 60 4 Contabilidade Social Economia

    3107.2 Form. Econ. do Brasil 60 4 D.C.C. Economia

    3114.1 Econ. Regional e Urbana 60 4 Econ. Neocl. II e Econ. Marx. II Economia

    1567.8 Economia Agrcola 60 4 Econ. Neocl. II e Econ. Marx. II Economia

    6 Semestre

    3110.7 Teoria Microeconmica II 60 4 Teoria Microeconmica I Economia

    3111.8 Teoria Macroeconmica II 60 4 Teoria Macroeconmica I Economia

    3135.6 D.S.E. 60 4 Teoria Macro I e D.C.C. Economia

    3117.4 Econ. do Setor Pblico I 60 4 Teoria Macro I e Econ. Marx. II Economia

    3126.5 Economia Monetria 60 4 Teoria Macroeconmica I Economia

    7 Semestre

    3124.3 Economia Internacional I 60 4 Teoria Micro e Macro II e D.C.C. Economia

    3131.2 Teoria Macroeconmica III 60 4 Teoria Macroeconmica II Economia

    3138.9 Econ. Bras. Contempornea I 60 4 Form. Econ. do Brasil e D.S.E. Economia

    3118.5 Econ. do Setor Pblico II 60 4 Econ. do Setor Pblico I Economia

    3130.1 P.P.E. 60 4 Teoria Macroeconmica II Economia

    8 Semestre

    3125.4 Economia Internacional II 60 4 Economia Internacional I Economia

    Eletiva 60 4

    Eletiva 60 4

    Eletiva 60 4

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    Eletiva 60 4

    9 Semestre

    1549.6 Estgio Supervisionado 270 6 1800 horas do Cur. Pleno

    3113.0 Tc. de Pesq. em Economia 60 4 1920 horas do Cur. Pleno

    10 Semestre

    3142.5 Monografia 240 8 Tc. de Pesq. em Economia

    FONTE: CCCE, 2007.

    5.2. Ementas das Disciplinas Obrigatrias

    Introduo Economia

    O surgimento da Economia Poltica e a consolidao do capitalismo. Mtodo e objeto da Economia nos paradigmas clssico, marxista,neoclssico e keynesiano. Tratamento de questes atuais segundo os diferentes paradigmas. Campo de atuao do economista.

    Evoluo das Idias Sociais

    O contexto histrico da implantao do modo de produo capitalista, que condicionou o aparecimento das Cincias Sociais modernas.Sua evoluo, perspectivas tericas e metodolgicas.

    Filosofia

    Caracterizao geral da Filosofia. Principais problemas filosficos contemporneos: o homem, a sociedade, o Estado e os valores.

    Matemtica I

    Matrizes. Determinantes. Sistemas lineares de uma varivel real: funes elementares e funes exponencial e logartmica; vizinhana.Ponto de acumulao. Limite. Continuidade. Definio e interpretao geomtrica da derivada. Clculo de derivada a partir de definio.

    Contabilidade e Anlise de Balanos

    Noes preliminares e esttica patrimonial. Procedimentos contbeis, variaes do patrimnio lquido, operaes com mercadorias,ativo imobilizado e problemas contbeis. O balano. Introduo anlise das demonstraes contbeis.

    Economia Clssica

    O Mercantilismo, sua noo de riqueza e o papel da poltica econmica. A economia poltica dos fisiocratas: premissas metodolgicas eo Tableau Economique de Quesnay. Adam Smith: valor e distribuio e tpicos especficos.

    Formao e Desenvolvimento do Capitalismo

    Modo de Produo Feudal. Declnio do Feudalismo. Formao dos Estados Nacionais. Acumulao mercantil e processo deacumulao primitiva. Revoluo industrial e acumulao capitalista. O capitalismo concorrencial e as industrializaes atrasadas.

    Matemtica II

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    Derivao de funes reais de uma varivel real e aplicaes. Diferencial. Integral indefinida, integral definida e mtodos de integrao.Integrais imprprias. Aplicao da integral.

    Metodologia Cientfica

    Metodologia: introduo. Demarcao cientfica. Cincias naturais e sociais. A construo do conhecimento cientfico. Mtodos gerais eparticulares.

    Sociologia

    Origem da Sociologia, Sociologia como cincia e mtodos de investigao social. Sociedade e Estado: a viso liberal e a visomarxista. Indivduo e sociedade. Estado e classes sociais no Brasil.

    Contabilidade Social

    Conceituao e anlise dos agregados macroeconmicos: ticas de mensurao dos principais agregados macroeconmicos.Sistemas de contas nacionais. Esquemas de insumo-produto: matrizes de insumo-produto como instrumento de anlise e programaoeconmica. Contabilidade a preos constantes: ndices de preos e quantidades. Noes gerais sobre balano de pagamentos.Sistema de contas nacionais no Brasil hoje.

    Economia Neoclssica I

    Princpios bsicos. Os precursores e a revoluo marginalista. Teoria do valor-utilidade. A demanda do consumidor e os preos.Fatores de produo. Produtividade marginal e lei dos rendimentos. Custos de produo e preos de oferta.

    Economia Marxista I

    A crtica da economia poltica e o mtodo em Marx. O processo de produo do capital: mercadoria e dinheiro, transformao dodinheiro em capital; produo da mais-valia; salrio; acumulao de capital. O processo de circulao do capital: metamorfoses e ciclosdo capital; rotao do capital; reproduo e circulao do capital social.

    Desenvolvimento do Capitalismo Contemporneo

    Sntese da evoluo e consolidao do capitalismo concorrencial. A situao econmica nas sociedades capitalistas ao final do sculoXIX e incio do sculo XX. O capitalismo monopolista. A hegemonia da economia americana. O perodo entre guerras e as novasrelaes entre Estado e economia. Capitalismo monopolista e trabalho.

    Matemtica III

    Funes reais de duas ou mais variveis reais. Limite. Continuidade. Derivao parcial. Mximos e mnimos de funes de vriasvariveis e multiplicadores de Lagrange. Integrais duplas e integrais triplas.

    Introduo Estatstica Econmica

    Distribuies de frequncias. Medidas de posio e variao. Teoria da probabilidade. Variveis aleatrias. Principais distribuiesdiscretas e contnuas. Distribuies amostrais.

    Formao Econmica do Brasil

    Fundamentos da colonizao: formao e expanso econmica no perodo colonial. Os complexos regionais. Transio para aeconomia assalariada (1850/1886). A economia nordestina e amaznica. Expanso capitalista e origens da formao industrial(1880/1929). A industrializao brasileira anterior segunda guerra. A crise do caf e a grande depresso.

    Economia Marxista II

    Transformao da mais-valia em lucro. Transformao de valores em preos de produo. Lei da baixa tendencial da taxa de lucro.Crises capitalistas. Capital comercial e capital produtor de juros. Os rendimentos e suas fontes.

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    Economia Neoclssica II

    Distribuio e concorrncia pura. Efeitos do monoplio sobre a distribuio. A natureza dos lucros, dos juros e da renda. Introduo teoria do bem-estar. A teoria neoclssica do capital, da distribuio e das mudanas tcnicas. O mtodo neoclssico na anliseeconmica.

    Estatstica Econmica e Introduo Econometria

    Teoria dos nmeros ndices. Testes de hipteses, estimao de parmetros e anlise de varincia. Sries temporais. Teoria deregresso linear.

    Direito e Economia

    A cincia do Direito. A filosofia do Direito e os processos econmicos. Noo e diviso do Direito. Aplicaes do Direito e da justia.Pessoa fsica e jurdica. Direito Civil, Constitucional, Comercial e Tributrio. Direito do Trabalho e previdncia Social.

    Teoria Microeconmica I

    Concorrncia perfeita, imperfeita e suas crticas. Concentrao e centralizao do capital. Custos de produo e economias de escala.Objetivos, conceituao e potencial de crescimento da firma oligoplica. Preos e margens de lucro em condies de oligoplio.

    Teoria Macroeconmica I

    A lei de Say. O princpio da demanda efetiva. Os determinantes da distribuio de renda e os determinantes do emprego, da produo eda renda. Os determinantes do consumo e o multiplicador de investimentos. Os determinantes do investimento. Os determinantes dademanda por dinheiro e da taxa de juros.

    Formao Econmica do Brasil

    Fundamentos da colonizao: formao e expanso econmica no perodo colonial. Os complexos regionais. Transio para aeconomia assalariada (1850/86). A economia nordestina e amaznica. Expanso capitalista e origens da formao industrial (1880/29).A industrializao brasileira anterior segunda guerra. A crise do caf e a grande depresso. A poltica econmico-financeira.

    Economia Regional e Urbana

    Tpicos sobre os principais conceitos de espao e regio; teoria dos plos, mtodos e tcnicas de regionalizao e anlise regional;tpicos sobre a localizao da atividade econmica. A questo Nordeste no contexto da acumulao capitalista no Brasil: desigualdadede renda e emprego, de mobilidade especial e social, de atividades produtivas e de utilizao e apropriao de meios de produo.

    Economia Agrcola

    A questo agrria: formas capitalistas e no capitalistas de produo agrcola; a renda da terra. A questo agrria no Brasil. Ainterveno do Estado na agricultura.

    Teoria Microeconmica II

    Crescimento das firmas. Estratgias de crescimento: diferenciao de produtos, esforos de venda e processo de diversificaointernacional do capital. Estrutura industrial brasileira.

    Teoria Macroeconmica II

    O modelo macroeconmico neoclssico. A crtica de Keynes teoria neoclssica da determinao do produto pelo mercado detrabalho. Produto de equilbrio e equilbrio geral (o modelo IS-LM), relao entre flexibilidade salarial e emprego, renda agregada, preose emprego, instabilidade e poltica econmica, na abordagem ortodoxa ou neo-keynesiana.

    Economia do Setor Pblico I

    Relaes lgicas e histricas entre Estado e capital. Teorias sobre o Estado nos pases capitalistas desenvolvidos e subdesenvolvidos.Polticas pblicas e crise fiscal do Estado.

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    Desenvolvimento Scio-Econmico I

    Introduo: conceituao, terminologia; o campo da economia do desenvolvimento. Teorias do desenvolvimento: Lewis, Rostow,Rosenstein-Rodan, Hirschman. O pensamento da CEPAL. O debate ps-cepalino: a teoria da dependncia; a abordagem endogenista.Estado e desenvolvimento. Internacionalizao do capital e desenvolvimento: a crise do capitalismo central e as novas estratgias deindustrializao na periferia.

    Economia Monetria

    Noes bsicas de moeda e crdito. As matrizes da teoria monetria (Marx, Keynes e monetaristas). O sistema financeiro aspectosinstitucionais, fluxos financeiros, empresas financeiras e no financeiras. A dinmica financeira. A poltica financeira.

    Economia Internacional I

    Teorias do comrcio internacional (vertentes clssica, neoclssica e abordagens recentes). Polticas de comrcio. Cmbio, Balano depagamento: conceituao e ajustamentos.

    Teoria Macroeconmica III

    A abordagem macrodinmica. Duplo carter do investimento e macrodinmica. Os modelos de crescimento de Harrod, Domar eSamuelson. A teoria do ciclo puro em Kalecki. Os modelos de crescimento de Meade e Solow. Dinmica e inovao tecnolgica emSchumpeter. Teorias da inflao.

    Economia Brasileira Contempornea I

    Retrospecto da formao industrial brasileira. O processo de substituio de importaes. A dinmica recente do desenvolvimentocapitalista no Brasil fases e caractersticas. O esgotamento do modelo: impasses e perspectivas.

    Economia do Setor Pblico II

    Lei das finanas. Fundamentos tericos e normativos das decises financeiras. Receita. Despesa. Oramento e crdito pblico.Interveno estatal e endividamento do setor pblico no Brasil.

    Poltica e Planejamento Econmico

    Instituies, fundamentos, objetivos e instrumentos de poltica econmica. Experincias de poltica econmica. Princpios, mtodos,fases, objetivos, metas, modelos e avaliao do planejamento.

    Economia Internacional II

    As transformaes do ps-guerra: as instituies criadas em Bretton Woods; o Plano Marshall; a internacionalizao do capital; odesequilbrio benfico (1947/58); as tenses correntes no sistema monetrio internacional (1959/68); o colapso da ordem internacional(1968/71); Euromercado e endividamento externo. A reestruturao capitalista: os blocos econmicos, a 3 Revoluo industrial e osNICs.

    Tcnica de Pesquisa em Economia

    Cincia e conhecimento. A pesquisa econmica. Formulao de problemas. Pesquisa emprica e terica. Tcnicas de coleta de dados.Anlise dos dados. Desenvolvimento do projeto de monografia: tema, justificativa, objetivos, metodologia.

    5.3. Disciplinas Eletivas

    Como parte da integralizao do Curso, o aluno deve cursar quatro disciplinas do quadro das eletivas, perfazendo um total de 240 horas-aulas. Geralmente a escolha feita entre as disciplinas relacionadas no quadro abaixo.

    Tabela 2 - Disciplinas Eletivas do Curso de Cincias Econmicas da UFMA

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    CODIGO DISCIPLINASCARGAHORARIA CREDITOS PRE-REQUISITOS DEPARTAMENTOS

    3136.7Desenvolvimento Scio-Econmico II

    60 04Desenvolvimento Scio-Econmico I

    Economia

    3139.0Economia BrasileiraContempornea II

    60 04Economia BrasileiraContempornea I

    Economia

    3463.9Estudo do ProcessoInflacionrio

    60 04 Economia Monetria Economia

    3464.0 Polticas Sociais 60 04 Economia Setor Pblico I Economia

    3119.6 Economia do Trabalho 60 04 Teoria Macroeconmica II Economia

    3465.1 Desenvolvimento Regional 60 04 Economia Regional e Urbana Economia

    3133.4Formao Econmica doMaranho

    60 04 Form. Econmica do Brasil Economia

    3113.6 Cincia Poltica 60 04 Filosofia/ Sociologia Sociologia e Antropologia

    3132.3 Tpicos em Teoria Econmica 60 04 Teoria Macroeconmica III Economia

    3128.7 Econometria 60 04 Est. Econ. E Int. Econometria Economia

    3127.6 Elaborao de Projetos 60 04 Teoria Microeconmica II Economia

    3137.8 Mercado de Capitais 60 04 Economia Monetria Economia

    3143.6 Administrao Financeira 60 04 Cont. e Anal. BalanosCincias Contbeis eAdministrao

    3144.7 Contabilidade de Custos 60 04 Cont. e Anal. BalanosCincias Contbeis eAdministrao

    5004.4 Matemtica Financeira 60 04 Int. Estat. Econmica Matemtica

    1546.3 Introduo Administrao 60 04 ________________Cincias Contbeis eAdministrao

    3145.3 Marketing 60 04 ________________Cincias Contbeis eAdministrao

    3123.2 Economia Industrial 60 04 Teoria Microeconmica II Economia

    5007.7 Processamento de Dados 60 04 _________________ Informtica

    FONTE: CCCE, 2007.

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    5.4. Ementas das disciplinas eletivas

    Introduo Administrao

    A organizao como sistema. Objetivos e produtos da organizao. O indivduo na organizao. Estilos de liderana. Comunicao epercepo. Estrutura. Atividades: fluxos, movimentos e lay-out. Indicadores de desempenho. Tcnica de Programao e de mudanaorganizacional.

    Marketing

    Definies e conceitos de marketing. Anlise e pesquisa de marketing. Administrao do produto e da promoo. A concorrncia e opreo sob enfoque de marketing. Canais de distribuio. Administrao de vendas, controle de informaes no marketing. Aspectoslegais. O marketing em empresas sem fins lucrativos.

    Matemtica Financeira

    Juros simples e compostos. Descontos simples e compostos.

    Mercado de Capitais

    O mercado de capitais como segmento do mercado financeiro. Intermediao financeira e desenvolvimento. Ttulos e valores mobiliriosprivados e pblicos. Fundos de investimentos e bolsas de valores.

    Polticas Sociais

    O Estado moderno e suas expresses polticas (O Estado liberal, socialista e social-democrata). A estrutura econmica, as formas degoverno e as especificidades das polticas de ao no mbito social. A poltica social brasileira. Anlise das principais polticas sociaisbrasileiras habitao, sade, saneamento bsico e outras.

    Processamento de Dados

    Processamento eletrnico de dados: introduo e importncia. Fluxograma e linguagem de programao. Utilizao e aplicao desistemas integrados.

    Tpicos em Teoria Econmica

    A Teoria Ricardiana do valor e da distribuio. A construo terica de Piero Sraffa. Valor e preos de produo: Sraffa versus Marx. Oparadigma Neo-ricardiano. Neo-ricardianismo: uma crtica. Matrizes tericas, conceito e mtodo da escola da regulao. Formasinstitucionais, regimes de acumulao, regulao e crises. A teoria da regulao e sua interpretao do subdesenvolvimento. Escola daregulao: uma crtica.

    Administrao Financeira

    Avaliao da empresa: financeira e econmica. Custo de capital. Poltica de dividendos. Administrao de caixa e ttulos negociveis.Fontes de financiamento: aes ordinrias e preferenciais. Alavancagem financeira. Ponto de equilbrio das operaes. Oramento.

    Cincia Poltica

    Delimitao e objeto da Cincia Poltica. Processos Polticos e sociedade. Organizao e grupos polticos. Poder e classes sociais.Legitimidade e conflitos. Estado. Sociedade civil. Instituies polticas, partidos polticos, processos de deciso. Poltica. Estado,sociedade e economia: suas relaes.

    Contabilidade de Custos

    Noes bsicas sobre custos. Custo de Administrao. Relao custo/volume lucro. Avaliao de desempenho e preos detransferncias internas. Custo e decises de produo.

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    Desenvolvimento Scio-Econmico II

    Tpicos avanados: evolues recentes da teoria do desenvolvimento econmico e social.

    Econometria

    Objetivos e conceitos bsicos. Regresso linear simples. Regresso linear mltipla. O modelo de regresso linear geral. Modelos comvariveis especiais.

    Economia Brasileira Contempornea II

    Tpicos especficos da economia brasileira atual.

    Desenvolvimento Regional

    O debate terico sobre a regio. Abordagem do desenvolvimento regional. Desenvolvimento regional no Brasil: as regies brasileiras ea dinmica do modelo primrio-exportador. A industrializao e o desenvolvimento regional. Polticas pblicas de desenvolvimentoregional no Brasil: o caso do norte e do nordeste. As polticas. As polticas para o setor agrrio.

    Economia do Trabalho

    Anlise terica e emprica do mercado de trabalho. As diferentes abordagens tericas. Emprego e rendas nas economias capitalistasatrasadas no ps-guerra. Interveno governamental e sindicatos. Polticas de emprego e salrios.

    Economia Industrial

    Inovaes tecnolgicas e dinmica capitalista. Organizao industrial no Brasil. Poltica Industrial e desenvolvimento tecnolgico.Organizao da produo e relaes de trabalho no contexto das novas tecnologias.

    Elaborao de Projetos

    Planos, programas e projetos. Mercado: tamanho, localizao. Engenharia do Projeto. Inverses, custos e receitas. Financiamento, taxainterna de retorno e anlise de sensibilidade. Projetos do setor privado e pblico. Aspectos administrativos. Estudos de casos.Introduo anlise de projetos.

    Estudo do Processo Inflacionrio

    Enfoques tericos alternativos: monetarista, novo-clssico, keynesiano, neo-estruturalista e ps-keynesiano. Causas e efeitos da inflaobrasileira. A lgica das recentes polticas de estabilizao da economia no Brasil.

    Formao Econmica do Maranho

    Criao da colnia maranhense: povoamento e ocupao territorial; papel dos jesutas e caractersticas da economia de subsist6enciainstalada. Integrao, crescimento e crise do sistema colonial. Evoluo da produo agrcola, capital comercial e protoindstria. Aeconomia maranhense no sculo XX: integrao do Estado economia nacional e transformaes recentes.

    5. Estgio Curricular Supervisionado

    De acordo com as Diretrizes Curriculares dos Cursos de Cincias Econmicas, atualizadas em 2007, o Estgio Supervisionado decarter opcional. Como descrito abaixo:

    Art. 7 - O Estgio Supervisionado um componente curricular opcional da Instituio, direcionado consolidao dos desempenhosprofissionais desejados, inerentes ao perfil do formando, devendo a Instituio que o adotar, submeter o correspondente regulamentocom suas diferentes modalidades de operacionalizao, aprovao de seus colegiados superiores acadmicos.

    1 - O Estgio de que trata este artigo poder ser realizado na prpria Instituio, mediante laboratrios que congreguem as diversas

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    ordens prticas correspondentes aos diferentes pensamentos econmicos, modelos e propostas, estruturados e operacionalizados deacordo com regulamentao prpria prevista no caput deste artigo.

    2 - As atividades do Estgio Supervisionado devero ser reprogramadas e reorientadas de acordo com os resultados tericoprticosgradualmente revelados pelo aluno, at que os responsveis pelo estgio curricular possam consider-lo concludo, resguardando, comopadro de qualidade, os domnios indispensveis ao exerccio da profisso (RESOLUO CNE/CES n 4, de 13 de julho de 2007,publicada no DOU de 16/07/2007).

    O Estgio Curricular Supervisionado na UFMA obrigatrio, para todos os cursos de graduao, e est regido pela Resoluo n 90/99 CONSEPE, especificamente nos seus Artigos. n 86 a 118.

    O Curso de Cincias Econmicas da UFMA dispe de Normas Especficas de Estgio Curricular (www.economia.ufma.br [9]).

    Com o total de 270 horas, o Estgio Curricular Supervisionado visa proporcionar aos discentes a oportunidade de exercitarconhecimentos tericos adquiridos ao longo do Curso. A inscrio do discente no Estgio Supervisionado Obrigatrio tem como pr-requisito a integralizao de, pelo menos, 1800 horas do Currculo Pleno. Tanto a UFMA quanto o Curso de Cincias Econmicasmantm convnios com empresas e rgos pblicos para que estes recebam nossos discentes para a realizao de seus EstgiosCurriculares Supervisionados e Obrigatrios.

    Neste momento, considerando a Lei N 11.788, de 25 de setembro de 2008, sancionada pelo Presidente da Repblica e publicada noDOU de 28/09/2008, a Universidade Federal do Maranho (por meio da Pr-Reitoria de Ensino - Departamento de Desenvolvimento eOrganizao Acadmica - Diviso de Cursos de Graduao e Estgio Curricular) est construindo um novo Regulamento de Estgiodos Cursos de Graduao. Deste processo decorrer a reformulao das nossas Normas Especficas de Estgio Curricular.

    7. Atividades Complementares

    As atividades complementares so consideradas componentes curriculares, no obrigatrios, absolutamente necessrios paraprocesso de formao dos nossos Economistas. Pelas Novas Diretrizes Curriculares dos Cursos de Cincias Econmicas temos que:

    Art. 8 - As Atividades Complementares so componentes curriculares que possibilitam o reconhecimento, por avaliao, dehabilidades, conhecimentos, competncias e atitudes do aluno, inclusive adquiridas fora do ambiente escolar abrangendo estudos eatividades independentes, transversais, opcionais, de interdisciplinaridade, especialmente nas relaes com o mundo do trabalho, comos diferentes modelos econmicos emergentes no Brasil e no mundo e as aes de extenso junto comunidade.

    Pargrafo nico As atividades complementares se constituem componentes curriculares enriquecedores e implementadores doprprio perfil do formando, sem que se confundam com estgio curricular supervisionado (RESOLUO CNE/CES n 4, de 13 de julhode 2007, publicada no DOU de 16/07/2007).

    Atualmente, as atividades complementares constam do Projeto Poltico-Pedaggico nas Diretrizes Curriculares Nacionais. Dentre elaspodemos destacar:

    a) Participao em projetos de pesquisa;

    b) Monitoria;

    c) Trabalhos de Iniciao Cientfica;

    d) Participao em projetos de extenso;

    e) Participao em mdulos temticos;

    f) Seminrios, simpsios, congressos e conferncias;

    g) Disciplinas oferecidas por outras instituies de ensino ou de regulamentao e superviso do exerccio profissional, desde queem cursos reconhecidos;

    h) Disciplinas ou contedos que no estejam previstos no currculo pleno de uma determinada instituio, em cursos reconhecidos;

    i) Estudos desenvolvidos em cursos seqenciais ou em cursos de graduao e ps-graduao em cincias econmicas ou reascorrelatas;

    j) Participao em programas de governo;

    k) Programas de instituio em relao com a comunidade;

    l) Conhecimentos e competncias adquiridas fora do ambiente escolar, incluindo a prtica de estudos e atividades independentes,transversais, opcionais, de interdisciplinaridade, especialmente nas relaes com o mundo do trabalho e com as aes de extensojunto comunidade.

    No nosso Curso, atualmente, temos as seguintes atividades complementares programadas e em funcionamento.

    Atividades Programadas:

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    Criao do PET-Economia

    Existe um Projeto de criao do PET-Economia aprovado na UFMA

    Programa de Monitorias

    Estamos ativando a seleo de monitorias tanto em nvel de bolsistas com remunerao quanto de bolsistas voluntrios.

    Atividades em funcionamento:

    Programa de Iniciao Cientfica:

    Dos 12 projetos de pesquisa em andamento contamos com seis bolsistas CNPQ e trs bolsistas FAPEMA.

    Grupos e Ncleos de Pesquisas

    Para que a pesquisa seja estimulada e sequenciada, o nosso curso conta com grupos temticos que procuraro formar ncleos depesquisas com o objetivo de socializar os resultados de pesquisa e empreender discusses e intercmbio nacional e internacional.

    Atividades de Extenso

    A extenso um dos elementos da trade que constitui as atividades da formao nas Universidades Federais, juntamente com o ensinoe a pesquisa.

    Atravs da extenso procuramos fazer com que a comunidade acadmica mantenha estreitas relaes com a comunidade em geral,especialmente com a base material que constitui seu objeto de estudo. No caso das Cincias Econmicas a preocupao que osestudantes possam constituir os nexos entre teoria e prtica, sobretudo poderem ver que a teoria econmica uma especialsistematizao da produo, da circulao e da apropriao da riqueza social material. A preocupao tambm que a sociedade (aspessoas comuns) perceba que as teorias no so coisas misteriosas, isto , que elas so produtos da produo da existncia social ehumana.

    A Empresa Jnior de Economia (EJECON)

    Ela resultante dos anseios dos alunos do Curso de Cincias Econmicas da UFMA, tendo sido fundada com apoio de um grupo deprofessores do DECON; est regularizada perante a UFMA e rgos externos (CNPJ n 05.584.238/0001-25). uma empresa sem finslucrativos gerida pelos alunos do curso de Cincias Econmicas da Universidade Federal do Maranho (UFMA).

    As atividades aqui elencadas so complementares se olhadas do ponto de vista da Estrutura Curricular considerando apenas asatividades de ensino. Entretanto, quando consideramos a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extenso so atividadesabsolutamente necessrias para uma mnima formao de Economistas que atendam s demandas da sociedade e, particularmente, doexigente mercado de trabalho.

    7.1. Programa de Iniciao Cientfica

    No perodo de 1997 a 2003, no Curso de Cincias Econmicas da UFMA, foram desenvolvidas duas pesquisas envolvendo alunos combolsas de iniciao cientfica. Trataram-se das pesquisas Informalidade, precariedade, excluso e alternativas de reproduo da forade trabalho em So Lus coordenada pelo Prof. Ms. Joo Claudino Tavares e da pesquisa O Estado e a Mundializao desenvolvidapelo Prof. Dr. Flvio Bezerra de Farias. As pesquisas referidas contaram com bolsas CNPQ. Alunos que participaram das mesmas seencaminharam diretamente para a realizao de mestrados.

    O principal meio de incorporao de alunos s pesquisas com bolsas de iniciao cientfica atravs do CNPQ, embora utilizemosoutros meios a partir de convnios com instituies e empresas interessadas na realizao de estudos como diagnsticos emonitoramento relacionados a empreendimentos que causam impactos scio-econmicos e ambientais.

    O estmulo pesquisa em geral e incluso de aluno pela iniciao cientfica, em particular, tem sido exercido basicamente comliberao de carga horria de professores para o seu desenvolvimento e para o respectivo acompanhamento de alunos.

    Com o atual quadro de docentes, a elaborao de projetos de pesquisas e a solicitao de bolsas de iniciao cientfica, para alunos dagraduao, torna-se quase que obrigatria. Para tanto, devemos desenvolver pesquisas e recorrer tanto ao CNPQ quanto FAPEMA.

    7.2. Grupos e Ncleos de Pesquisas

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    Para que a pesquisa seja estimulada e sequenciada, o nosso curso conta com grupos temticos que procuraro formar ncleos depesquisas com o objetivo de socializar os resultados de pesquisa e empreender discusses e intercmbio nacional e internacional.

    Nosso curso conta com um ncleo de pesquisa h bastante tempo formado e dois grupos de pesquisa. Um desses grupos est emprocesso de transformao em ncleo. So os Grupos Igncio Rangel, o Grupo de Estudos sobre as Reformas e Metamorfoses do

    Estado (GERME) e o Grupo de Pesquisas sobre Processos de Produo e Relaes de Trabalho nas Economias DependentesCNPQ e

    Certificado pela UFMA desde 1997 (Ver: CNPQ: Diretrio de Grupos de Pesquisas)." class="footnote">3 [10]. Este ltimo faz parte do Ncleo de Estudos ePesquisas Ruy Mauro Marini.

    Atualmente existe uma pesquisa em atividade Gesto orientada para resultados: projetos estratgicos no Maranho coordenada peloProf. Dr. Joo Gonsalo de Moura, conta com a participao do Prof. Ms. Alan Vasconcelos Santos e o Prof. Ms. Orlando Oscar Rosar ecom cerca de quinze alunos bolsistas.

    7.3. Criao do PET-EconomiaPET (Programa Especialde Treinamento, atualmente,

    Programa de Educao Tutorial) um programa especial criado pela CAPES (Coordenao de

    Aperfeioamento de Pessoal deNvelSuperior) com o objetivo de estimular e apoiar alunos de

    graduao a se aperfeioarem e, futuramente, seguir a carreira acadmica, preferencialmente a

    carreira docente.A partirdo ano 2000,o PET passou aser vinculado Secretaria de Educao

    Superior - SESu/MEC." class="footnote">4 [11]

    Desde a dcada de 1990 existem demandas para a criao do PET-Economia. Entretanto, s agora, com a capacitao de uma boaparcela de nossos docentes em nvel de doutorado que torna-se factvel a organizao de um projeto para a implantao do PET.Atualmente, estamos elaborando o Projeto do PET-Economia com a previso de que o Programa seja implantado j a partir de 2008.

    7.4. Programa de Monitorias

    Consideramos a monitoria como importante espao para que alunos de destaque possam ser estimulados ao aprofundamento deestudos relativos a determinadas temticas orientadas por um professor.

    At 2003 o programa de monitorias no nosso Curso era bastante ativo. Tnhamos tanto monitorias remuneradas quanto monitorias noremuneradas. Neste momento estamos organizando a retomada das monitorias sejam elas remuneradas ou no. Para tanto,estimularemos os nossos professores a efetivarem suas devidas demandas.

    7.5. Atividades de Extenso

    A extenso um dos elementos da trade que constitui as atividades da formao nas Universidades Federais, juntamente com o ensinoe a pesquisa.

    Atravs da extenso procuramos fazer com que a comunidade acadmica mantenha estreitas relaes com a comunidade em geral,especialmente com a base material que constitui seu objeto de estudo. No caso das Cincias Econmicas a preocupao que osestudantes possam constituir os nexos entre teoria e prtica, sobretudo poderem ver que a teoria econmica uma especialsistematizao da produo, da circulao e da apropriao da riqueza social material. A preocupao tambm que a sociedade (aspessoas comuns) perceba que as teorias no so coisas misteriosas, isto , que elas so produtos da produo da existncia social ehumana.

    As atividades de extenso devem ser permanentes e envolver o mximo possvel de atividades em nveis diversificados. Precisamosempreender esforos no sentido de dar conseqncias pluralidade do processo de formao de nossos alunos, assim como, justificara prpria interdisciplinaridade.

    Realizaremos seminrios, palestras, debates internos e estimularemos a participao de professores e alunos em atividades externas,seja como participantes ou como apresentadores de trabalho.

    Temos como desafio, mais imediato decolar com a realizao semestral da Semana de Economia promovida, se possvel,conjuntamente pela Coordenao, pelo Departamento de Economia e pelo Centro Acadmico de Economia (CAECO).

    A importncia da extenso no est apenas na prtica que o aluno adquire fora da sala de aula, mas, principalmente, na possibilidadede se conhecer pessoas e a realidade em que se pretende atuar.

    file:///C:/Documents%20and%20Settings/Omar1/Meus%20documentos/FRUTAS%C3%83/Ayres/xampp/docs%20economia/jo%C3%A3o/PROJETO_MAIO_DE_2009.html#fn3file:///C:/Documents%20and%20Settings/Omar1/Meus%20documentos/FRUTAS%C3%83/Ayres/xampp/docs%20economia/jo%C3%A3o/PROJETO_MAIO_DE_2009.html#fn4
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    http://www.economia.ufma.br/index.php?q=print/book/export/html/130 24/54

    Procuraremos estimular a organizao de visitas programadas aos processos concretos de funcionamento de atividades produtivas.Pois, consideramos estas visitas como momentos oportunos para que os alunos possam ver como funcionam, na prtica, o que discutido a partir de literaturas nas salas de aulas.

    A prtica sempre o laboratrio da teoria em ambos constituem a prxis humana.

    7.6. A Empresa Jnior de Economia (EJECON)EJECON) foram extradas do

    portflio da prpria empresa, fornecida por sua Consultora, a aluna, Marla Brito. A EJECON tem

    como sede a Sala 305 do2 Andar(3 pavimento)do Bloco F do CCsO. E-mail:;Telefone (98) 2109-

    8469." class="footnote">5 [12]

    Na apresentao da EJECON (Empresa Jnior de Economia) consta que ela foi fundada em 17 de dezembro de 2002. Ela resultantedos anseios dos alunos do Curso de Cincias Econmicas da UFMA, tendo sido fundada com apoio de um grupo de professores doDECON; est regularizada perante a UFMA e rgos externos (CNPJ n 05.584.238/0001-25). uma empresa sem fins lucrativosgerida pelos alunos do curso de Cincias Econmicas da Universidade Federal do Maranho (UFMA) (EJECON, 2007, p. 3).

    A EJECON tem como finalidade contribuir para a formao de profissionais mais qualificados, visto que a mesma possibilita tantoexperincia profissional na rea de atuao dos acadmicos, como tambm serve de suporte para o curso no sentido de aplicao (nosservios de consultoria) das teorias aprendidas (Id. Ibid).

    A EJECON tem desenvolvido trabalhos em parcerias com SEBRAE, IEL, FIEMA, Secretarias Municipais e Estadual, ACM, CORECON,Brasil Jnior, Federao Maranhense de Empresas Juniores, CVRD, ONGs, etc. O lema de trabalho : FAZER (Fora de Vontade,Ao, Zelo, tica e Responsabilidade Social).

    8. Metodologia de ensino e de avaliao discente

    A avaliao do processo ensino-aprendizagem algo bastante delicado. O nosso sistema, que requer resultados imediatos, estbastante passvel de cometer falhas e, portanto, incorrer em algumas injustias para com o educando. Pois, muitas vezes, os resultadosde uma discusso s aparecem quando as pessoas so testadas nas aes concretas da vida, quando ela demanda respostasconcretas diante de fatos concretos.

    Entretanto, por mais que empreendamos esforos, as avaliaes que fazemos tem muito a ver com simulaes de realidades e istodificulta as prprias respostas por parte dos educandos. Em se tratando de respostas de aprendizados de contedos tericos osproblemas se referem s dificuldades de reproduo mais fiel possvel do pensamento dos autores.

    8.1. O sistema de avaliaes

    Do ponto de vista formal, o sistema de avaliao do desempenho discente segue as normas da Resoluo n 90/99 CONSEPE, nosArts. n 23 a 33 (UFMA, 1999a, p. 16-18).

    Entretanto, compreendemos que a avaliao de desempenho est para alm das formalidades exigidas. Incentivaremos que osdocentes estimulem a participao de todos os discentes nas formas dinmicas da prtica do ensino-aprendizagem e que realizematividades diversificadas para um melhor conhecimento de suas potencialidades, para estimular o interesse pelos contedos dasdisciplinas e do Curso como um todo.

    Do ponto de vista formal, o sistema de avaliao do desempenho discente segue as normas da Resoluo n 90/99 CONSEPE, nosArts. n 23 a 34.

    Em conformidade com os ditames da Resoluo n. 90/99-CONSEPE, nos Art. N 23 a 34 as avaliaes so traduzidas em notas quevariam de zero a cem, permitidas as fraes em dcimos e vedado o arredondamento, sero objeto resultante de trs verificaes deaprendizagem, representadas por provas e/ou trabalhos individuais e/ou em conjunto.

    Ser levada em considerao no processo de avaliao permanente de cada aluno, a participao qualitativa durante as atividades docurso, seu interesse e grau de assiduidade e, especialmente, a exposio feita perante o grupo, no qual ser considerado o domnio decontedo, objetividade, capacidade de anlise e sntese, bem como a clareza de idias e raciocnio, sobretudo no esclarecimento dequestionamento e/ou dvidas.

    Ser considerado aprovado por freqncia o aluno que alcanar o mnimo de setenta e cinco por cento de presenas nas atividades da

    file:///C:/Documents%20and%20Settings/Omar1/Meus%20documentos/FRUTAS%C3%83/Ayres/xampp/docs%20economia/jo%C3%A3o/PROJETO_MAIO_DE_2009.html#fn5
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    disciplina.

    Para efeito de verificao de aproveitamento final, o aluno dever ser submetido no mnimo a trs avaliaes na disciplina ou atividade,podendo chegar at cinco, includa a prova final no decorrer do semestre letivo, devendo ser consideradas as trs maiores notas,excluda a da prova final.

    O contedo objeto de cada uma das trs avaliaes regulares corresponder a cada tero do programa da disciplina ou atividade.

    A quarta avaliao, quando for o caso, abranger o contedo do programa da disciplina ou atividade incidente sobre o tero em que oaluno apresentou rendimento insuficiente.

    Ser considerado aprovado o aluno que alcanar, com base nas trs avaliaes regulares, mdia aritmtica igual ou superior a setenta.

    Ser considerado reprovado o aluno que obtiver mdia aritmtica inferior a quarenta, aps submeter-se s trs avaliaes regulares.

    O aluno que, aps as trs avaliaes regulares, alcanar mdia aritmtica inferior a setenta poder submeter-se quarta avaliao, dereposio, que abranger o contedo do programa da disciplina ou atividade incidente sobre o tero em que o aluno apresentourendimento insuficiente.

    Ser considerado aprovado o aluno que alcanar, com base nas trs maiores notas das avaliaes realizadas, mdia aritmtica igual ousuperior a sessenta.

    O aluno que, aps a quarta avaliao, alcanar a mdia aritmtica inferior a setenta e igual ou superior a quarenta ser submetido aprova final que versar sobre todo o contedo programtico da disciplina ou atividade.

    Ser considerado aprovado o aluno com mdia aritmtica igual ou superior a sessenta, obtida da soma da nota da prova final com amdia das trs notas das avaliaes anteriores. Caso contrrio. Ser considerado reprovado.

    8.2. O desempenho discente em relao s monografias

    A partir da reforma curricular, estabelecida na Resoluo 11/84 do CFE, tivemos a monografia como um dos elementos inovadores dosCursos de Cincias Econmicas. Na referida Resoluo, encontramos, no Art. 6, o seguinte:

    A Monografia consistir de um trabalho de graduao, a ser elaborado individualmente pelo estudante, sob orientao de um professore submetido aprovao formal de uma comisso de professores, designada pelo colegiado do curso ou rgo equivalente

    Na Resoluo que disciplina as atuais Diretrizes Curriculares reenfatiza-se:

    Art. 10 - O Trabalho de Curso deve ser entendido como um componente obrigatrio da Instituio a ser realizado sob a supervisodocente.

    Pargrafo nico O trabalho de Curso, referido no caput, dever compreender o ensino de Metodologia e Tcnicas de Pesquisa emEconomia e ser realizado sob superviso docente. Pode envolver projetos de atividades centrados em determinada rea terico-prtica ou de formao profissional do curso, que rena e consolide as experincias em atividades complementares, em consonnciacom os contedos estudados. desejvel que tenha o formato final de uma Monografia, obedecendo s normas tcnicas vigentes paraefeito de publicao de trabalhos cientficos, que verse sobre questes objetivas, baseando-se em bibliografias e dados secundrios defcil acesso (RESOLUO CNE/CES n 4, de 13 de julho de 2007, publicada no DOU de 16/07/2007).

    Na UFMA, a Monografia de final de Curso obrigatria conforme Resoluo n 90/99 www.economia.ufma.br [9]).

    De 1987, ano de elaborao da primeira monografia no Curso de Cincias Econmicas da UFMA, at o presente momento, foramdefendidas 619 monografias.

    A partir de 2006 o CORECON-MA seleciona e premia as trs melhores monografias elaboradas por estudantes dos cursos deGraduao em Cincias Econmicas no Estado do Maranho.

    A elaborao da Monografia um tempo em que o aluno procura exercitar seus conhecimentos atravs da escolha e tratamento de umtema especfico de sua escolha. um momento privilegiado para efetivao de autocrtica sobre o acmulo de informaes e de reflexosobre os meios para o desempenho de sua futura profisso.

    A construo da Monografia ocorre em dois semestres, preferencialmente, consecutivos. No primeiro semestre, que antecede aelaborao da monografia propriamente dita, o discente elabora um projeto na disciplina Tcnicas de Pesquisa em Economia Para seinscrever em Tcnica de Pesquisa em Economia, no Curso de Cincias Econmicas da UFMA, o discente tem ainda que terintegralizado, no mnimo, 1920 horas do Currculo Pleno. Em seguida, acompanhado por um professor orientador, acontece a elaboraoda Monografia. No obstante, este processo resulta de um grande esforo conjunto de discentes e de docentes.

    [...] optou-se por manter o carter obrigatrio da monografia, por ter-se ela demonstrado um precioso instrumento na capacitao dosEconomistas, expresso em resultados colhidos nos concursos pblicos a que tm concorrido esses profissionais e em pesquisas quetm retratado as suas condies de trabalho. Alguns Conselhos Regionais e o prprio Conselho Federal de Economia instituramprmios para as melhores monografias, significando um estmulo adicional para garantia de sua qualidade. (www.cofecon.org.br [13]).

    http://www.economia.ufma.br/http://www.cofecon.org.br/
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    http://www.economia.ufma.br/index.php?q=print/book/export/html/130 26/54

    A partir da reforma curricular, estabelecida na Resoluo 11/84 do CFE, tivemos a monografia como um dos elementos inovadores doscursos de Cincias Econmicas, a qual serviria para que os alunos pudessem refletir e elaborar um trabalho sobre um tema especfico.Na referida Resoluo, encontramos, no Art. 6, o seguinte:

    A Monografia consistir de um trabalho de graduao, a ser elaborado individualmente pelo estudante, sob orientao de um professor esubmetido aprovao formal de uma comisso de professores, designada pelo colegiado do curso ou rgo equivalente (In: ANGE,1993, p. 29).

    Na UFMA a monografia de final de Curso obrigatria conforme Resoluo n 90/99 CONSEPE em seus Arts. n 76 a 85 (UFMA,1999a, p. 30-32). Assim, no nosso curso, a elaborao da monografia regulamentada por um conjunto de Normas Operacionais de18/01/1995.

    A elaborao da Monografia um tempo em que o aluno procura exercitar seus conhecimentos atravs da escolha e tratamento de umtema especfico de sua escolha. um momento privilegiado para efetivao de autocrtica sobre o acmulo de informaes e de reflexosobre os meios para o desempenho de sua futura profisso.

    A construo da Monografia ocorre em dois semestres, preferencialmente consecutivos. No primeiro semestre, que antecede aelaborao da monografia propriamente dita, o aluno elabora um projeto na disciplina Tcnicas de Pesquisa em Economia. Em seguida,acompanhado por um professor orientador, acontece a elaborao da Monografia. No obstante, este processo resulta de um grandeesforo conjunto de discentes e de docentes.

    [...] optou-se por manter o carter obrigatrio da monografia, por ter-se ela demonstrado um precioso instrumento na capacitao dosEconomistas, expresso em resultados colhidos nos concursos pblicos a que tm concorrido esses profissionais e em pesquisas quetm retratado as suas condies de trabalho. Alguns Conselhos Regionais e o prprio Conselho Federal de Economia instituramprmios para as melhores monografias, significando um estmulo adicional para garantia de sua qualidade. (COFECON e-mail:[email protected]).

    A partir de 2006 o CORECON-MA seleciona e premia as trs melhores monografias elaboradas por estudantes dos cursos deGraduao em Cincias Econmicas no Estado do Maranho.

    De 1987, ano de elaborao da primeira monografia no Curso de Cincias Econmicas da UFMA, at o presente momento, foramdefendidas 582 monografias (Ver Tabela 3 abaixo).

    Tabela 3 - Monografias defendidas no Curso de Cincias Econmicas da UFMA (1987 2007).

    Anos No de monografias defendidas

    1987 02

    1988 17

    1989 14

    1990 02

    1991 05

    1992 05

    1993 14

    1994 28

    1995 92

    1996 32

    1997 49

    1998 33

    mailto:[email protected]
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    http://www.economia.ufma.br/index.php?q=print/book/export/html/130 27/54

    1999 47

    2000 43

    2001 34

    2002 35

    2003 41

    2004 28

    2005 21

    2006 14

    2007 31

    2008 31

    Total 618

    FONTE: CCCE, 2007.

    FONTE: CCCE, 2007.

    O grfico acima permite fazer algumas consideraes importantes, assim como, diagnosticar problemas a serem encarados num curtoprazo. Em primeiro lugar, podemos considerar a primeira metade da dcada de 1990 como o perodo em que foi consolidada arealizao