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MEMORIAL DESCRITIVO PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE COCALZINHO PAVIMENTAÇÃO EM TSD COM CAPA SELANTE EM DIVERSAS RUAS DE DIVERSOS BAIRROS LOCALIZADO NA CIDADE DE COCALZINHO - GO. LATITUDE: 15°46'35.5"S LONGITUDE: 48°46'03.3"W 1. INTRODUÇÃO O presente memorial descritivo tem por objetivo o projeto de pavimentação em tratamento superficial duplo com capa selante, drenagem superficial e sinalização de diversas ruas da cidade de Cocalzinho apresentadas a seguir:

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  • MEMORIAL DESCRITIVO PREFEITURA DO MUNICPIO DE COCALZINHO

    PAVIMENTAO EM TSD COM CAPA SELANTE EM DIVERSAS RUAS DE DIVERSOS BAIRROS

    LOCALIZADO NA CIDADE DE COCALZINHO - GO. LATITUDE: 1546'35.5"S

    LONGITUDE: 4846'03.3"W

    1. INTRODUO

    O presente memorial descritivo tem por objetivo o projeto de pavimentao em

    tratamento superficial duplo com capa selante, drenagem superficial e sinalizao de

    diversas ruas da cidade de Cocalzinho apresentadas a seguir:

  • O Projeto Bsico de Pavimentao Urbana tem por objetivo conceber uma estrutura

    construda aps a terraplenagem, destinada, econmica e simultaneamente em seu

    conjunto a:

    Resistir e distribuir ao subleito (terreno de fundao da pavimentao) os esforos

    verticais oriundos dos veculos;

    Melhorar as condies de rolamento quanto a economicidade, comodidade e

    segurana;

    Resistir aos esforos horizontais que nele atuam, tornando mais durvel a superfcie

    de rolamento.

    Em princpio, um Pavimento constitudo por duas camadas: a BASE (sub-base,

    reforo) e o REVESTIMENTO:

    a) A BASE uma camada destinada a resistir s deformaes e distribuir os esforos

    verticais atravs das tenses (presso) dos veculos e sobre a qual se constri um

    revestimento.

    b) O REVESTIMENTO a camada, tanto quanto possvel impermevel, coesa, o mais

    possvel desempenado geometricamente, que recebe diretamente a ao de

    rolamento dos veculos e das intempries (gua, vento, temperatura, atrito,

    hidrocarbonetos, impactos mecnicos e outros) e destinada a resistir aos esforos

    tangenciais (cisalhamento, frenagem, acelerao, movimentos centrfugos, etc.).

    LOGADOURO BAIRRO COMPRIMENTO LARGURA REA LARGURA REA COM SARJETA SEM SARJETA

    RUA RIALMA OESTE 344,21 6,00 2.065,26 5,45 1.875,94 337,71 337,71

    RUA GOIANSIA OESTE 376,72 6,00 2.260,32 5,45 2.053,12 370,22 370,22

    RUA ALTO PARASO OESTE 313,69 6,00 1.882,14 5,45 1.709,61 307,19 307,19

    RUA NOVE OESTE 196,09 6,50 1.274,59 5,95 1.166,74 196,09 196,09

    RUA GURUPI OESTE 277,01 6,00 1.662,06 5,45 1.509,70 277,01 265,01

    RUA AROEIRA LOT. JACINTO I 282,86 6,50 1.838,59 5,95 1.683,02 269,86 276,36

    RUA PAU BRASIL LOT. JACINTO I 288,75 6,50 1.876,88 5,95 1.718,06 282,25 275,75

    RUA PIRINEUS LOT. JACINTO I 175,54 6,50 1.141,01 5,95 1.044,46 167,54 162,54

    RUA DOIS LOT. JACINTO I 161,98 6,50 1.052,87 5,95 963,78 161,98 161,98

    RUA JATOB LOT. JACINTO I 67,50 6,50 438,75 5,95 401,63 67,50 67,50

    RUA MAJOR BRANCO LOT. MAJOR BRANCO 114,79 7,00 803,53 6,45 740,40 110,29 114,79

    ALAMEDA FLAMBLOYANT LOT. MAJOR BRANCO 135,95 6,00 815,70 5,45 740,93 135,95 141,95

    ALAMEDA JACARAND LOT. MAJOR BRANCO 139,77 6,00 838,62 5,45 761,75 139,77 139,77

    AV. JUSCELINO KUBITSCHEK LOT. MAJOR BRANCO 852,81 7,00 5.969,67 6,45 5.500,62 852,81 840,81

    RUA CONTORNO LOT. GIRASSOL 759,33 6,00 4.555,98 5,45 4.138,35 655,33 721,33

    RUA 10 LOT. GIRASSOL 976,46 6,00 5.858,76 5,45 5.321,71 964,46 926,58

    RUA 05 LOT. GIRASSOL 124,50 6,00 747,00 5,45 678,53 124,50 124,50

    RUA 06 LOT. GIRASSOL 124,50 6,00 747,00 5,45 678,53 124,50 124,50

    AVENIDA B RES. ITAMAR NBREGA I 254,68 7,00 1.782,76 6,45 1.642,69 222,68 222,68

    RUA XII RES. ITAMAR NBREGA I 152,68 7,00 1.068,76 6,45 984,79 134,68 134,68

    RUA XI RES. ITAMAR NBREGA I 44,50 6,00 267,00 5,45 242,53 44,50 44,50

    RUA X RES. ITAMAR NBREGA I 152,54 6,00 915,24 5,45 831,34 134,54 134,54

    RUA IX RES. ITAMAR NBREGA I 153,50 6,00 921,00 5,45 836,58 135,50 135,50

    RUA I RES. ITAMAR NBREGA I 289,85 7,00 2.028,95 6,45 1.869,53 289,85 271,85

    RUA II RES. ITAMAR NBREGA I 598,86 6,00 3.593,16 5,45 3.263,79 591,86 598,86

    RUA III RES. ITAMAR NBREGA I 615,66 6,00 3.693,96 5,45 3.355,35 615,66 615,66

    RUA IV RES. ITAMAR NBREGA I 647,13 6,00 3.882,78 5,45 3.526,86 641,13 647,13

    8.355,36 8.359,98TOTAL 53.982,33 49.240,31

    LISTA DE RUAS

    TERRAPLANAGEM PAVIMENTAO MEIO-FIO

  • O Pavimento Projetado ser do tipo flexvel, o qual utiliza o ligante betuminoso na

    construo do revestimento.

    2. DIMENSIONAMENTO DO PAVIMENTO

    2.1. Consideraes

    Um pavimento um sistema de camadas de espessuras finitas, assentes sobre um

    semi-espao infinito, que o sub-leito.

    O problema geral do dimensionamento consiste em considerar um ponto P qualquer do

    sistema, no sub-leito ou no pavimento e determinar, para este ponto, quando o sistema

    solicitado por uma carga de roda Q, o estado de tenso, a deformao e se vai ou no,

    haver ruptura.

    O sistema ser considerado satisfatrio, do ponto de vista do dimensionamento, quando

    no houver ruptura em nenhum ponto ou a deformao mxima satisfizer os limites

    previamente fixados, sendo as espessuras das camadas, as necessrias e suficientes.

    Existem vrias teorias ou modelos para o estudo do sistema de camadas mltiplas de

    pavimento: Boussinesq, Busmister, Hogg, Westergaard, Peattie e Jones, Jeuffroy e

    Bachelez, (Murillo Lopes, 1980, p. 317 a 353), porm fcil concluir da dificuldade de

    aplicao dos mtodos tericos ao dimensionamento de pavimentos flexveis.

    Por este motivo, o dimensionamento de pavimentos flexveis feito atravs de mtodos

    empricos; onde so utilizados ensaios empricos, definidores das caractersticas de

    resistncia dos materiais, certos parmetros de trfego e uma equao ou baco,

    estabelecidos experimentalmente e ligando estas grandezas.

    Este projeto basear-se- no Mtodo de Dimensionamento de Pavimento Flexvel do

    DNER/DNIT-1966/79, que tem como base o trabalho Design of Flexible Pavements

    Considering Mixed Loads and Traffic Volume, da autoria de W. J. Turnbull, C. R. Foster e

    R.G. Ahlvin, do Corpo de Engenheiros do Exrcito dos E.E.U.U. e concluses obtidas na

    Pista Experimental da AASHTO.

  • 2.2. Estudo do Trfego

    A pavimentao asfltica urbana ser executada em zonas residenciais com

    predominncia de trfego de veculos de passeio, quando houver.

    Tipo de trafego:

    Trfego Muito Leve: Trfego caracterstico de ruas essencialmente residenciais,

    para as quais no previsto o trfego regular de nibus e a passagem ocasional

    de caminhes ou nibus superior a 03 por dia na faixa de trfego mais solicitada,

    caracterizado por um nmero "N" tpico de 10 solicitaes do eixo simples

    padro (80 KN) para o perodo de projeto de 10 anos.

    Mesmo assim, para que se possa sistematizar um procedimento de dimensionamento de

    pavimento flexvel e utilizar o Mtodo do DNER-DNIT/1966/79, considerar-se- a incidncia

    do menor nmero de solicitaes do eixo padro de 8,2t, devido ao trfego, nmero N, que

    o baco de dimensionamento permite, ou seja, N = 10.

    BACO DE DIMENSIONAMENTO DE PAVIMENTO FLEXVEL MTODO DNER -1966/79

    2.3. Capacidade de Suporte do Sub-leito (CBR)

    Optou-se por adotar um valor mnimo de ndice de Suporte Califrnia ISC/CBR do sub-

    leito, de tal forma a obter as espessuras mais delgadas de pavimento, buscando

    economicidade. O CBR mnimo do sub-leito adotado de 8%.

  • 2.4. Determinao do REVESTIMENTO e da BASE

    Sejam as duas estruturas de pavimento:

    Uma vez definidos os parmetros: nmero N e CBR do sub-leito (n) pode-se

    dimensionar o pavimento com o auxlio do baco de dimensionamento e das inequaes

    abaixo:

    (1)

    (2)

    Onde:

    ;

    Para o dimensionamento este projeto foi considerado:

    N = 10

    Material da sub-leito com CBR = 8%

    Material da sub-base com CBR = 20%

  • Tratamento Superficial Duplo (TSD), devido s condies de trfego leve e

    ocasional. Portanto a espessura do revestimento, R, ser considerado 2,50 cm (1) e

    o coeficiente estrutural do revestimento ser .

    O coeficiente estrutural da base e da sub-base em solo granular ser de 1,00 ,

    portanto

    Analisando o BACO DE DIMENSIONAMENTO e considerando N = 10 e CBR = 20%,

    obtm-se , transformando em centmetros temos que:

    (4)

    Substituindo R, , e em (1), temos:

    (1)

    Portanto adotaremos o

    Utilizando o BACO DE DIMENSIONAMENTO para N = 10 e CBR = 8% (do Sub-

    leito), obtm transformando em centmetros temos que:

    Substituindo , , , , e em (2) tem-se:

    (2)

    Portanto adotaremos o

    O valor de seria para a utilizao de material com CBR = 20%, porm

    como a estrutura equivalente de pavimento o CBR 40%, pode-se fazer a correo da

    , multiplicando pelo resultado da seguinte expresso (Cyro

    Nogueira,1974,p.197).

  • Considerando que na estrutura equivalente de pavimento , a BASE ( )

    comportar da estrutura primria, desde que o material de apresente

    o resumo do dimensionamento ser:

    2.5. Recomendaes:

    a) Os materiais do sub-leito devem apresentar, impreterivelmente, as seguintes

    caractersticas:

    CBRSL 8,0%

    Expanso 2,0%

    GC (Grau de Compactao) 100,0% do Proctor Normal

    b) Os materiais de base devem apresentar, necessariamente, as seguintes caractersticas:

    CBRB 40,0%

    Expanso 0,5%

    Limite de Liquidez 30,0%

    ndice de Plasticidade 9,0%

    GC (Grau de Compactao) 100,0% do Proctor Intermedirio

    c) O lenol dgua deve ser rebaixado de pelo menos 1,50 m de profundidade em relao

    superfcie do pavimento.

    d) O tratamento superficial duplo com capa selante deve atender s Especificaes Gerais

    de Obras Rodovirias da AGETOP.

  • e) A drenagem superficial dever considerar uma declividade longitudinal mnima de 0,5% e

    1,0% de abaulamento mnimo na plataforma acabada.

    Sees Tipo quanto Drenagem

    ESPECIFICAES DE SERVIOS

    1. INTRODUO

    Os servios bsicos que constam deste programa so assim discriminados:

    terraplenagem, regularizao do sub-leito, compactao de base de 14 cm e capa asfltica

    do tipo tratamento superficial duplo com capa selante (TSD com capa selante).

    Para a perfeita execuo e completo acabamento das obras e servios referidos no

    Caderno de Encargos, a Empreiteira se obriga, sob as responsabilidades legais vigentes, a

    prestar toda a assistncia tcnica e administrativa necessria para imprimir andamento

    conveniente aos trabalhos, inclusive apresentar laudos de ensaios quando solicitado pela

    fiscalizao.

    Placa da Obra: nos padres do Ministrio das Cidades, com dimenses de 1,88 x 3,0. A

    placa devem ser posicionadas em local visvel e de destaque na rea de interveno e deve

    ser maior placa de obra existente, conforme diretrizes do Manual Visual de Placas de Obra

    constante no site da CAIXA para download:

    http://downloads.caixa.gov.br/_arquivos/gestao_urbana/manual_placa_obras/ManualdePlac

    adeObras.pdf

    Placa do CREA/CAU: Em chapa galvanizada, de 2,0m x 1,0m, pintada com os nomes

    dos profissionais Responsveis Tcnicos pela obra e projetos e seus respectivos nmeros

    http://downloads.caixa.gov.br/_arquivos/gestao_urbana/manual_placa_obras/ManualdePlacadeObras.pdfhttp://downloads.caixa.gov.br/_arquivos/gestao_urbana/manual_placa_obras/ManualdePlacadeObras.pdf

  • do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia CREA e colocada em vigotas de

    madeira medindo aproximadamente 6 x 12cm, a 2,20m da parte inferior da placa.

    2. TERRAPLENAGEM

    Os servios preliminares de limpeza das vias que sero pavimentadas, uma vez

    definidas e delimitadas pela implantao topogrfica, devero promover a retirada da

    camada vegetal, de vegetaes que estejam obstruindo os trabalhos, entulhos e lixos. A

    espessura da camada retirada ser de 20 cm, porm a carga e transporte contemplam o

    empolamento de 25%.

    Os servios de regularizao dos perfis longitudinal e transversal das vias devero ser

    executados seguindo o padro do arruamento existente, ou seja, acompanhando

    preferencialmente a declividade longitudinal e transversal naturais da via, preservando o

    mnimo de 0,5% no sentido longitudinal e de 1% 3% no sentido transversal; evitando

    assim grandes movimentos de terra ou servios complementares, cortes, aterros,

    emprstimos, etc.

    A rea mnima, na qual as referidas operaes sero executadas em sua plenitude, ser

    compreendida na largura da plataforma da via acrescida de 0,30 m para cada lado, pelo

    comprimento da mesma.

    O controle das referidas operaes ser feito por apreciao visual da qualidade dos

    servios, e/ou a critrio da fiscalizao.

    Os servios de terraplenagem s sero iniciados, somente aps a execuo da

    drenagem profunda das vias, quando recomendada tecnicamente.

    3. PAVIMENTAO

    3.1. Regularizao do Sub-leito

    A regularizao do sub-leito a denominao tradicional para as operaes (cortes e

    aterros at 0,20 m) necessrias obteno de um leito conformado para receber um

    pavimento. Cortes e aterros acima de 0,20 m so considerados servios de terraplenagem,

    enquanto a regularizao do sub-leito, que tambm envolve a compactao dos 0,20 m

    superiores do sub-leito, considerada um servio de pavimentao.

    Em uma regularizao do sub-leito, caso o solo seja orgnico, ou expansivo, ou de baixa

    capacidade de suporte, ou seja, solo de m qualidade, existe a necessidade de substituio

  • da camada de solo. O solo substituto dever ser analisado, no se admitindo ISC

  • O controle geomtrico da base deve ser o mesmo do sub-leito, sendo a rea

    regularizada e compactada compreendendo a largura da via acrescida de 0,30 m para cada

    lado pelo comprimento da mesma, observando as declividades longitudinal e transversal de

    cada via.A espessura da camada de base compactada no deve ser inferior a 14 cm,

    verificando eixo e bordos;

    O controle tecnolgico da base deve atender os seguintes critrios:

    a) Para cada pano de at 100m de comprimento fazer um ensaio padro de

    compactao com material retirado da pista, j homogeneizado. Aproximadamente no

    mesmo local realizar a determinao da densidade in situ, calculando-se, ento o Grau de

    Compactao-GC;

    b) O servio ser considerado aprovado desde que apresente um GC 100% do Proctor

    Intermedirio e umidade in situ variando 2% da umidade tima de laboratrio.

    3.3. Imprimao

    Imprimao a operao que consiste na impregnao com asfalto da parte superior de

    uma camada de base de solo granular j compactada, atravs da penetrao de asfalto

    diludo aplicado em sua superfcie, objetivando conferir:

    a) uma certa coeso na parte superior da camada de solo granular, possibilitando sua

    aderncia com o revestimento asfltico;

    b) um certo grau de impermeabilidade que, aliado com a coeso propiciada, possibilita a

    circulao dos veculos da obra ou mesmo do trfego existente, sob s aes de

    intempries, sem causar danos camada imprimada;

    c) garantir a necessria aderncia da base granular com o revestimento tipo asfltico,

    tratamento ou mistura.

    O ligante asfltico indicado, de um modo geral, para a imprimao o asfalto diludo do

    tipo CM-30, admitindo-se o tipo CM-70 somente em camadas de alta permeabilidade, com

    consentimento escrito da fiscalizao;

    A taxa de asfalto diludo a ser utilizada de 0,8 1,2 kg/m2 , devendo ser determinada

    experimentalmente no canteiro da obra a taxa ideal, observando durante 24 horas aquela

    taxa que absorvida pela camada sem deixar excesso na superfcie. Nesta obra foi

    adotada a taxa de 1,2 kg/m2, de CM-30.

    Os equipamentos utilizados para a execuo da imprimao so os seguintes: vassoura

    mecnica rotativa, podendo ser manual esta operao; caminho espargidor, espargidor

    manual, para distribuio homognea do ligante.

    A execuo da imprimao deve atender os seguintes procedimentos:

  • a) Aps a perfeita conformao geomtrica da camada granular, procede-se a

    varredura da superfcie, de modo a eliminar o p e o material solto existente;

    b) Proceder o banho com o asfalto diludo, na taxa e temperatura compatveis com

    seu tipo, de maneira mais uniforme possvel;

    c) Deve-se imprimar a pista inteira em um mesmo turno de trabalho e deix-la

    fechada para o trnsito;

    d) A fim de evitar a superposio, ou excesso, nos pontos inicial e final das

    aplicaes, deve-se colocar faixas de papel transversalmente, na pista, de modo que o incio

    e o trmino da aplicao do material asfltico situem-se sobre essas faixas, as quais sero,

    a seguir retiradas. Qualquer falha na aplicao do ligante asfltico deve ser imediatamente

    corrigida.

    O controle tecnolgico da taxa de ligante aplicada na camada de base dever ser

    verificada a cada pano de 100 m de comprimento, correspondente ao eixo longitudinal do

    caminho.

    3.4. Revestimento Tratamento Superficial Duplo com Capa Selante

    3.4.1. Conceitos Bsicos

    Tratamento Superficial Simples - (TSS) um revestimento asfltico sobre uma

    base imprimada constituindo essencialmente pela sobreposio de uma camada

    de agregado uniformemente distribudo sobre um banho de ligante asfltico

    espargido. O envolvimento parcial do agregado pelo ligante betuminoso

    processa-se por penetrao invertida, originada pela asceno do ligante sob a

    ao de enrgica compresso.

    Tratamento Superficial Duplo (TSD) pode ser visto como um Tratamento

    Superficial Simples TSS de agregado D1/d1 coberto com outro Tratamento

    Superficial Simples TSS de agregado D2/d2, onde D1 e D2 so os dimetros

    mximos e d1 e d2 so os dimetros mnimos das duas faixas granulomtricas

    de agregados que o compe.

    Capa Selante uma camada de agregado mido (areia natural ou areia artificial

    p-de-pedra) uniformemente distribudo sobre um banho de ligante betuminoso

    diludo, objetivando a selagem da superfcie revestida, constituindo-se numa

    terceira camada do tratamento superficial.

    Nota: Para a execuo do Tratamento Superficial, a base deve apresentar a

    necessria resistncia penetrao das partculas de agregado, e uma

  • superfcie asfltica (imprimada ou com pintura de ligao) sem falhas e bem

    limpa.

    3.4.2. Materiais

    3.4.2.1. Agregado:

    O agregado constitudo de pedra britada, cascalho ou seixo rolado, britados, ou

    agregados artificiais indicados no projeto, como escria britada, argila expandida, etc. O

    agregado, somente de um tipo, deve possuir partculas limpas, duras, isentas de cobertura e

    torres de argila, qualidades essas avaliadas por inspeo visual.

    O desgaste por abraso Los Angeles (determinado pelo Mtodo DNER-ME-35/64) no

    deve ser superior a 40%. Quando no houver, na regio, materiais com esta qualidade,

    admite-se o emprego de agregados com at 50% de desgaste. O ndice de forma (DNER-

    ME-86/64) no deve ser inferior a 0,5.

    A granulometria do agregado deve obedecer a inequao , onde D a malha

    da peneira que passa 100% do material e d a da peneira que passa 0%, ou seja, retm

    todo material;

    Para o estabelecimento da classe granulomtrica do agregado das camadas de

    tratamento superficial, alm da inequao acima, deve-se ter: (31,8 mm) e

    (4,8 mm);

    Para a relao entre dimetros de agregado das duas camadas tem-se usualmente a

    regra , conhecida s vezes como composio de classes granulomtricas

    contnuas, por exemplo:

    Nota: As classes ou faixas granulomtricas que devem ser adotadas para o

    tratamento superficial duplo, so as indicadas acima.

    Uma pequena porosidade benfica, pois favorece a adesividade passiva. Entretanto,

    caso se desconfie de uma alta porosidade (maior que 1,0% de absoro, calculada com os

    dados do DNER-ME-81/64: e se essa for confirmada, deve-se impedir

    o uso do agregado.

  • A adesividade uma propriedade do par agregado/ligante e deve ser determinada com o

    ligante que se vai realmente usar.

    3.4.2.2. Ligante Betuminoso

    A emulso asfltica catinica RR 2C, a base de CAP 50/60, o ligante ideal para os

    tratamentos superficiais, apresentando tima adesividade ativa e passiva com qualquer tipo

    de agregado.A RR-2C para se situar na faixa de 20 60 Saybolt-Furol (viscosidade)

    necessita apenas de um ligeiro aquecimento, da ordem de 60C, sendo que o CAP-50/60

    emulsificado em temperaturas bem acima de 177C, podendo aps o espargimento esperar

    muito mais tempo pelo espalhamento do agregado (a ruptura da emulso separao da

    gua do asfalto, se d devida reao com o agregado). Aps a ruptura rpida no contato

    com o agregado, a gua remanescente garante uma tima trabalhabilidade na fase da

    compresso do agregado (rolagem). S conveniente abertura ao trfego aps cerca de

    48 horas, quando toda a gua evaporou e o CAP-50/60 atinge sua consistncia definitiva.

    Nesta obra ser adotado o RR-2C tanto para o TSD como para a Capa Selante. Foi

    adotada para o TSD a taxa de 3,0 kg/m2 e para a Capa Selante de 1,0 kg/m2. Sendo

    assim o consumo total de RR-2C ser de 4,0 kg/m2 para a execuo de TSD com Capa

    Selante. Durante a execuo da obra esta aplicao deve ser acompanhada de

    ensaios de controle tecnolgico, observando as recomendaes constantes nas

    especificaes de servio e normas do DNIT.

    Os ligantes betuminosos devem atender s especificaes do Instituto Brasileiro do

    Petrleo IBP, quanto viscosidade, peneiramento, teor de resduo, ponto de fulgor, etc.

    3.4.2.3. Dosagem do Agregado e do Ligante Asfltico

    A teoria da dosagem dos Tratamentos Superficiais foi estabelecida originalmente em

    1934 pelo Engenheiro neozelands HANSON, que estabeleceu os seguintes princpios:

    1. O agregado a ser usado em cada camada deve ser do tipo uma s dimenso;

    2. Aps seu espalhamento na pista o agregado possui uma porcentagem de vazios de

    50%;

    3. Na compresso, os agregados orientam-se se apoiando em sua maior dimenso

    ficando com a menor dimenso na posio vertical, reduzindo-se a porcentagem de

    vazios para 20% (a espessura da camada aps a compresso igual mdia das

    menores dimenses das partculas do agregado);

  • 4. Para fixar o agregado, os vazios finais (20%) devem ser preenchidos, de 50 a 70% com

    o ligante asfltico, devendo o agregado ficar acima do ligante de 2,8 a 4,8 mm (3,8 mm

    em mdia) para se garantir uma superfcie rugosa.

    Com base na teoria de Hanson pode-se estabelecer frmulas que, com pequenos

    ajustamentos prticos, do valores bem aproximados para as taxas de agregado e de

    ligante betuminoso, para as condies mdias usuais. Essas taxas devem ser sempre

    testadas com experincias em verdadeira grandeza.

    3.4.3. Equipamento

    Para a execuo do TSD com capa selante so necessrios os seguintes equipamentos:

    trator de pneus, vassouras mecnicas e manuais, caminhes espargidores e espargidor de

    operao manual, distribuidores de agregados, rolos compactadores lisos e de pneus.

    Todo equipamento dever estar em perfeitas condies de uso, sendo a quantidade

    condicionada ao tamanho da obra.

    3.4.4. Execuo

    A execuo do Tratamento Superficial Duplo TSD com capa selante envolve as

    seguintes operaes:

    1. Limpeza da superfcie adjacente (imprimada ou com pintura de ligao);

    2. 1 espargimento do ligante asfltico (1 banho);

    3. 1 distribuio dos agregados (1 camada);

    4. Compresso da 1 camada;

    5. 2 espargimento do ligante asfltico (2 banho);

    6. Compresso da 2 camada;

    7. 3 espargimento do ligante asfltico (da capa selante);

    8. 3 distribuio dos agregados (da capa selante);

    9. Compresso da capa selante;

    10. Eliminao dos rejeitos, e

    11. Liberao ao trfego.

    3.4.4.1. LIMPEZA DA SUPERFCIE

    A superfcie da camada subjacente deve se apresentar completamente limpa isenta de

    p, poeira ou outros elementos. A operao de limpeza pode-se processar por

  • equipamentos mecnicos (vassouras rotativas ou jatos de ar comprimido) ou, em

    circunstncias especiais, mesmo por varredura manual;

    3.4.4.2. ESPARGIMENTO DO MATERIAL ASFLTICO

    Procedida limpeza, o espargimento do ligante asfltico s dever ser processado se as

    condies atmosfricas forem propcias. Recomenda-se pois, no iniciar os trabalhos antes

    do nascer do sol, sendo proibido a operao quando:

    1. a temperatura ambiente for inferior a 12C para os CAPs e a 9C para as

    EA;

    2. em dias de chuva ou sob superfcies molhadas; se o ligante for emulso,

    admite-se a execuo desde que a camada subjacente no apresente

    encharcada.

    Quando de trabalho em temperaturas excessivamente elevadas, cuidados devem ser

    tomados se verificar a tendncia de os agregados, aquecidos pelo sol, aderirem aos pneus

    dos rolos e dos veculos;

    A temperatura de aplicao do ligante asfltico no caso da RR-2C (emulso) entre 80C

    e 50C;

    Os materiais asflticos devero ser aplicados de uma s vez em toda a largura a ser

    trabalhada e o espargidor, ajustado e operado de modo a distribuir o material

    uniformemente, pois depsitos excessivos de material asfltico devem ser prontamente

    eliminados;

    3.4.4.3. DISTRIBUIO DE AGREGADOS

    A distribuio de agregados deve seguir de perto a operao de espargimento do ligante

    betuminoso. Um espaamento da ordem de 50m razovel, devendo se ter em conta as

    seguintes regras prticas:

    1. a uma mesma temperatura, quanto maior a viscosidade do ligante a empregar, tanto

    menor dever ser o espargimento;

    2. a uma mesma viscosidade do ligante a empregar, quanto menor a temperatura

    ambiente, tanto menor dever ser o espaamento.

    A operao de espalhamento dever ser realizada pelo equipamento especificado e,

    quando necessrio, para garantir uma cobertura uniforme, complementada com processo

    manual adequado. Excessos de agregado devem ser removidos antes da compresso.

  • 3.4.4.4. COMPRESSO DOS AGREGADOS

    Os agregados, aps espalhamento, devero ser comprimidos o mais rpido possvel.

    Nos trechos em tangente, a compresso deve-se iniciar pelos bordos e progredir para o eixo

    e , nas curvas, dever progredir sempre do bordo mais baixo para o bordo mais alto;

    O nmero de passadas do rolo compressor deve ser no mnimo 3, sendo que cada

    passagem dever ser recoberta, na vez subseqente, em pelo menos a metade da largura

    do rolo; acredita-se que a compresso total se processa ao cabo de um nmero mximo de

    5 coberturas (nmero de passadas no mesmo ponto);

    A primeira camada dever receber individualmente apenas uma fraca compresso,

    procedimento este que faculta corrigir eventuais faltas e/ou excessos. A seguir, executa-se a

    camada subseqente, analogamente primeira, procedendo-se, contudo a compresso nos

    moldes exigidos;

    fundamental que a primeira rolagem se processe imediatamente aps a distribuio

    dos agregados, compondo a integrao do comboio de execuo (espargidor de ligante

    distribuidor de agregados rolos de compresso) a ser disposto sequencialmente e de

    forma igualmente espaada. As passadas subsequentes podero ser efetuadas com maior

    intervalo de tempo.

    3.4.4.5. LIBERAO AO TRFEGO

    Cimento Asfltico: a liberao pode-se processar aps o resfriamento total do ligante,

    exigindo-se o controle de velocidade do trfego usurio velocidade mxima de 40 km/h.

    Emulso Asfltica: o trfego s dever ser liberado aps se assegurar o

    desenvolvimento completo da adesividade passiva (resistncia ao arrancamento),

    propriedade que nesta alternativa requer tempos maiores; esta avaliao deve ser feita no

    comeo da obra, estabelecendo-se, para orientao inicial, um repouso da ordem de 48

    horas, o qual poder ser alargado ou reduzido conforme as constataes.

    Nota: A capa selante ser executada conforme procedimentos das camadas do

    tratamento superficial.

    3.4.5. Controle Tecnolgico

  • obrigatrio o Controle Tecnolgico das obras de pavimentao asfltica.

    Ser exigido da construtora responsvel pela execuo dos servios, apresentao

    de Laudo Tcnico de Controle Tecnolgico e os resultados dos ensaios realizados

    em cada etapa dos servios, conforme as recomendaes constantes nas

    especificaes de servio e normas do DNIT disponveis no sitio www.dnit.gov.br.

    Os custos dos ensaios tecnolgicos devem estar embutidos nos preos dos

    servios de pavimentao constantes na planilha de custos da obra.

    3.4.5.1. EMULSO ASFLTICA

    Em todo carregamento de emulso que chegar obra sero realizados os seguintes

    ensaios:

    1. Viscosidade Saybolt-Furol (Mtodo P-MB-581);

    2. Peneirao (Mtodo P-MB-609);

    3. Teor de Resduo (% de CAP residual) Mtodo Expedito.

    Nota: Os resultados dos ensaios devem corresponder aos constantes quando do

    carregamento da emulso no fabricante, atendendo s especificaes do IBP-Instituto

    Brasileiro do Petrleo.

    3.4.5.2. AGREGADOS

    Antes do incio da britagem, caso de ocorrncia de material ptreo no explorada,

    devero ser confirmados os valores de absoro, de abraso Los Angeles e, se for o caso,

    de durabilidade, atravs de ensaios de 3 amostras estrategicamente coletadas, para

    posterior utilizao da brita;

    Os agregados devero enquadrar-se nas classes granulomtricas especificadas

    anteriormente, apresentando boa adesividade ao ligante betuminoso e desgaste abraso at

    50%. Devero tambm estar desprovidos de p, seno devero ser obrigatoriamente

    lavados quando da utilizao;

    Atendidas as condies anteriores, para cada 30 m de agregado estocado ser retirada

    aleatoriamente uma amostra para o ensaio de:

    1. Granulometria para verificao da classe granulomtrica;

    Quando houver mudana de fonte de agregado, todas as caractersticas citadas

    anteriormente devero ser checadas.

    http://www.dnit.gov.br/

  • O par agregado/ligante dever atender viscosidade satisfatria para a execuo do

    TSD.

    3.4.5.3. TAXAS DO LIGANTE E DO AGREGADO

    Para cada pano de 100 m de comprimento, as taxas devero ser determinadas pelo

    tradicional processo da bandeja, pesada antes e depois do espargimento de ligante, e do

    espalhamento do agregado. Como a dosagem sempre feita em base volumtrica deve-se

    determinar a massa especfica do material. Para o ligante (CAP ou Emulso) pode-se

    considerar d(massa especfica) = 1,0 kg/litro, e para os agregados usar uma caixa de

    madeira com dimenses internas aproximadamente de 0,30 x 0,30 x 0,20 m, tendo-se

    ento: d = (P2 - P1)/V, onde d a densidade solta, P2 massa do (agregado + caixa), com

    a caixa cheia de partculas arrumadas a mo, e rasada o melhor possvel, P1 a massa da

    caixa vazia e V o volume da mesma calculado a base de rgua. O valor d adotado a mdia

    aritmtica de pelo menos 9 resultados para a classe granulomtrica em questo.

    *Para o clculo do transporte dos materiais agregados e de jazida, foram

    consideradas as seguintes densidades, sendo estas conferidas junto aos

    fornecedores destes materiais:

    CASCALHO: 1,6 T/M3

    BRITA 2: 1,4 T/M3

    BRITA 0: 1,3 T/M3

    4. MEIO-FIO

    2.1. Meio-fio sem sarjeta:

    O meio-fio sem sarjeta ser executado, aps escavao manual da poro anexa ao

    bordo do pavimento, obedecendo aos alinhamentos, cotas e dimenses indicadas no

    projeto.

    Os meios-fios sero em concreto de 20 MPA, moldado in loco com extrusora tendo 12 cm

    de base e 30 cm de altura, conforme detalhe abaixo:

  • 2.2. Meio-fio com sarjeta:

    O meio-fio com sarjeta ser executado, aps escavao da poro anexa ao bordo do

    pavimento, obedecendo aos alinhamentos, cotas e dimenses indicadas no projeto.

    Os meios-fios com sarjeta conjugado de concreto sero em concreto 20 MPA, moldados

    in loco tendo guia com 13 cm de base e 22 cm de altura, e sarjeta com 30 cm de base e

    8,50 cm de altura, conforme detalhe abaixo:

    3. SINALIZAO

    3.1. Sinalizao horizontal

    Consiste na execuo de linhas longitudinais que tem a funo de definir os limites da

    pista de rolamento, a de orientar a trajetria dos veculos, ordenando-os por faixas de

    trfego, e ainda a de regulamentar as possveis manobras laterais, tanto para mudana de

    faixa, como para utilizao temporria de uma faixa com sentido oposto de trfego, nas

    manobras de ultrapassagem, sendo estas linhas executadas com tinta acrlica nas cores

    amarela mbar e branco conforme projeto.

    PAVIMENTAO

    9

    12

    15

    30

  • A sinalizao horizontal dever ser executada por meio mecanizado, e por pessoal

    habilitado e obedecer s medidas e localizao em projeto, de acordo com o CTB (Cdigo

    Brasileiro de Trnsito).

    3.1.1. Pr-marcao e alinhamento

    A pr-marcao ser feita com base no projeto e com o uso de equipamentos de

    topografia, antes da aplicao da pintura mo ou mquina.

    3.1.2. Preparo da superfcie

    Antes da aplicao da tinta, a superfcie deve estar seca e limpa, sem sujeiras, leos,

    graxas ou qualquer material estranho que possa prejudicar a aderncia da tinta ao

    pavimento. Quando a simples varrio ou jato de ar forem insuficientes, as superfcies

    devem ser escovadas com uma soluo adequada a esta finalidade. A sinalizao existente

    que ser modificada deve ser removida ou recoberta no podendo deixar qualquer falha que

    possa prejudicar a nova pintura do pavimento.

    3.1.3. Aplicao

    A pintura dever ser executada somente quando a superfcie estiver seca e limpa e

    quando a temperatura atmosfrica estiver acima de 4C e no estiver com os ventos

    excessivos, poeira ou neblina. A tinta dever ser misturada de acordo com as instrues do

    fabricante antes da aplicao. A tinta dever ser totalmente misturada e aplicada na

    superfcie do pavimento com equipamento apropriado na sua consistncia original sem

    adio de solventes. Se a tinta for aplicada com pincel, a superfcie dever receber duas

    camadas sendo que a primeira dever estar totalmente seca antes da aplicao da

    segunda. Imediatamente antes de uma aplicao de pintura, sero misturadas tinta

    microesferas de vidro do tipo I-B, conforme NBR 6831 (premix) razo de 200 g/l a250g/l.

    Sobre as marcas previamente locadas ser aplicado, em uma s demo, material suficiente

    para produzir uma pelcula de 0,4 mm de espessura, com bordas claras e ntidas e com

    largura e cor uniforme. Sobre as marcas pintadas, com tinta ainda mida, sero aplicadas

    por asperso microesferas de vidro do tipo II-A, conforme a NBR 6831 (drop-on) na razo

    mnima de 200g/m.

    3.1.4. Tinta

    Condies Gerais: A tinta deve:

    - Ser base de resina acrlica estirenada;

    - Ser antiderrapante;

    - Permitir boa visibilidade sob iluminao natural e artificial;

    - Manter inalteradas as cores por um perodo mnimo de doze meses sem esmaecimento

    ou descolorao;

    - Ser inerte ao da temperatura, combustveis, lubrificantes, luz e intempries;

    - Garantir boa aderncia ao pavimento;

    - Ser de fcil aplicao e de secagem rpida;

  • - Ser passvel de remoo intencional, sem danos sensveis superfcie onde for

    aplicada;

    - Ser suscetvel de rejuvenescimento ou de restaurao mediante aplicao de nova

    camada;

    - Ter possibilidade de ser aplicada, em condies ambientais, em uma faixa de

    temperatura de 3 a 35C e umidade relativa do ar de at 90%, sem precaues iniciais,

    sobre pavimentos cuja temperatura esteja entre 5 e 60C;

    - No possuir capacidade destrutiva ou desagregadora ao pavimento onde ser

    aplicada;

    - No modificar as suas caractersticas ou deteriorar-se aps estocagem durante seis

    meses, temperatura mxima de 35 C em seu recipiente;

    Cor: A cor da tinta branca dever estar de acordo com o cdigo de cores Munsell N 9,5

    aceitando-se variaes at o limite de Munsell N 9,0.

    A cor da tinta amarela dever estar de acordo com o cdigo de cores Munsell 10YR,

    7,5/14, aceitando-se as variaes 10 YR 7,5/12, 10 YR 7,5/16 e 10YR 8,0/14.

    Condies no Recipiente: A tinta, logo aps a abertura, no poder apresentar

    sedimentos ou grumos que no possam ser facilmente dispersos por agitao manual e,

    quando agitada, deve apresentar aspecto homogneo. A tinta no poder apresentar

    cogulos, nata, caroos, pelculas, crostas ou separao de cor.

    3.1.5. Controles

    Controle Quantitativo: Na aplicao de faixas retas, as larguras das marcas no podem

    divergir daquelas fixadas em projeto mais que 5%. 6.2.

    Controle Qualitativo: A CONTRATANTE, a seu critrio, exigir do fornecedor atestados

    emitidos por laboratrio idneo, que garantam as qualidades especificadas da tinta

    fornecida, podendo ainda, desde que marcado com a devida antecedncia, observar no

    local os testes e ensaios que achar convenientes. Exigir ainda a seu critrio, certificados

    emitidos por entidades pblicas ou privadas, que atestem a capacidade da contratada de

    bem executar os servios. O controle visual do servio ser exercido pela FISCALIZAO,

    podendo, a seu critrio, rejeitar os servios que no atendam as especificaes, que sero

    refeitos sem nus para a CONTRATANTE.

    3.1.6. Proteo

    Todo material aplicado ser protegido, at sua secagem, de todo o tipo de trfego,

    cabendo a CONTRATADA a colocao de avisos adequados. A abertura das pistas

    sinalizadas ao trfego ser feita aps o tempo previsto pelo fabricante da tinta. 8.

    EQUIPAMENTOS

    Equipamentos de Limpeza: O equipamento de limpeza constar da aparelhagem

    necessria para limpeza e secagem da superfcie onde ser aplicada a pintura, tais como

    escovas, brochas, vassouras, compressores, ventiladores, etc.

    Equipamentos de Aplicao: O equipamento de aplicao constar de um parelho de

    projeo pneumtica, mecnica ou combinada e tantos apetrechos auxiliares para pintura

    manual quantos forem necessrios ao bom desempenho do servio. A aparelhagem

  • mecnica ser um equipamento, aprovado previamente pela FISCALIZAO, prprio para

    espalhamento atomizado (pulverizao), adequado para aplicao de pintura de sinalizao

    horizontal, capaz de produzir uma pelcula de espessura e largura constantes, formando

    marcas com bordas vivas, sem corrimentos ou respingos e dentro dos limites de

    alinhamento fixados no projeto.

    3.2. Placas de Sinalizao Vertical

    As placas de sinalizao vertical tem por finalidade informar aos usurios ou condutores,

    as condies e proibies, obrigaes, advertncias ou restries no uso das vias. Suas

    mensagens so imperativas e o desrespeito elas constitui infrao.

    As placas sero confeccionadas em chapa de ao que, aps ser cortada e furada na

    dimenso final, dever ter suas bordas lixadas, antes do processo de tratamento composto

    por: Retirada da graxa, decapagem e fosfatizao em ambas as faces, aplicao no verso

    de demo de wash primer, a base de cromato de zinco com solvente especial para

    galvanizao e secagem em estufa a 180 C, o acabamento final do verso dever ser feito

    com uma demo de Primer Sinttico e duas demo de esmalte sinttico a base de resina

    alqudica ou polister na cor preto fosco, com secagem em estufa temperatura de 140 C.

    Em funo do comprometimento com a segurana da via, no deve ser utilizada tinta

    brilhante ou pelculas retrorrefletivas do tipo esferas expostas. O verso da placa dever ser

    na cor preta, fosca ou semifosca, devendo constar o nome do fabricante e a data de

    fabricao com ms e ano.

    9.2.1 Placas de regulamentao Parada obrigatria

    A Placa de Regulamentao, Parada Obrigatria (R-1), dever ser confeccionada em

    chapa de ao n 16, medindo 60 cm de dimetro com pintura eletrosttica semi-refletiva na

    cor vermelha com a denominao PARE e a orla na cor branca, em conformidade com a

    determinao do CTB (Cdigo Brasileiro de Trnsito), abaixo:

  • 9.2.2 Placas de identificao de ruas Logradouro

    As placas para identificao de ruas sero em chapa de ao n 16, com pintura esmalte

    sinttico na cor azul com orla e dizeres na cor branca, nas dimenses de 45x25 cm. Na

    placa deve-se constar o nome da rua, bairro e CEP (Cdigo de Endereamento Postal),

    conforme detalhe abaixo:

    9.2.2 Suporte para as placas

    As placas devero ser fixadas em colunas simples, tipo pontaletes de madeira de lei

    imunizada nas dimenses de 8x8cm e altura conforme dimensionado em projeto. Os

    pontaletes devero ser colocados em buracos de, no mnimo, 60 cm de profundidade

    chumbados com uma barra de ferro para travamento na base de concreto de 15 MPA.

    Os suportes devem ser fixados de modo a suportar as cargas prprias das placas e os

    esforos sob a ao do vento, ser fixados de modo a manter rigidamente as placas em sua

    posio permanente e apropriada, evitando que sejam giradas ou deslocadas, garantindo a

    correta posio do sinal.

  • NOTA: Os suportes devem ser fixados na calada, prximos ao meio-fio, de forma a no

    obstruir a acessibilidade universal, mantendo-se uma circulao livre de 1,20 metros para

    pedestres e cadeirantes. Em casos de dvida o autor do projeto dever ser consultado.

    _______________________________________

    JULIANA MAYLA DE CARVALHO ENGENHEIRA CIVIL

    CREA 1015112099/D-GO