Programa oficial economia c

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<ul><li> 1. MINISTRIO DA EDUCAO Direco-Geral de Inovao e de Desenvolvimento Curricular PROGRAMA DE ECONOMIA C 12 Ano Curso Cientfico-Humanstico de Cincias Socioeconmicas Autores Antnio Pastorinho Elsa Silva (Coordenadora) Lcia Lopes Manuela Silvestre Rosa Moinhos Homologao 15/11/2005 </li></ul><p> 2. 1 NDICE 1 PARTE INTRODUO .............................................................................. 2 2 PARTE APRESENTAO DO PROGRAMA ............................................ 4 1. Finalidades e Objectivos .................... ..........................................................4 2. Viso Geral dos Temas/Contedos - Esquema Conceptual dos Contedos .....................................................6 - Listagem dos Temas/Unidades Lectivas .................................................7 3. Sugestes Metodolgicas Gerais ..................................................................9 4. Recursos .....................................................................................................11 5. Avaliao .....................................................................................................12 3 PARTE DESENVOLVIMENTO DO PROGRAMA .....................................14 4 PARTE BIBLIOGRAFIA - Bibliografia ...................................................................................................33 - Outros Recursos ..........................................................................................41 3. 2 1 PARTE INTRODUO A disciplina de Economia C integra-se no elenco de disciplinas de opo da Componente de Formao Especfica do Curso Cientfico-humanstico de Cincias Socioeconmicas com a carga horria semanal de 4,5 horas (3 unidades lectivas de 90 minutos). Este programa destina-se a alunos que, optando pela disciplina de Economia no 12 ano, podem j ter sido iniciados na perspectiva econmica de abordagem dos fenmenos sociais ao longo dos anos lectivos anteriores. Pretende-se, agora, alargar a escala de anlise ao nvel mundial, permitindo que os alunos contextualizem conhecimentos j adquiridos nas problemticas contemporneas mundiais e que sobre elas se documentem e reflictam. De facto, o cidado portugus, para alm de cidado europeu, , cada vez mais, cidado do mundo. De um mundo cada vez mais entendido como sistema, onde tudo est ligado, mas onde as desigualdades de nvel e de qualidade de vida se mantm de forma acentuada. De um mundo que necessrio compreender nas suas caractersticas essenciais e nos seus problemas fundamentais. De um mundo no qual h que participar de forma construtiva, tendo em vista o presente mas, tambm, o futuro o nosso futuro comum. De um mundo onde a dimenso tica, corporizada nos Direitos Humanos, no pode estar ausente. Contudo, tal como afirma o Bastonrio da Ordem dos Economistas (Antnio Simes Lopes, 2000)1 a propsito das questes deste tempo presente, consideramos no caber ao economista o exclusivo de abordagens to complexas, por interdisciplinares, em matrias to amplas quanto as que caracterizam o fenmeno social que a vida das sociedades no planeta Terra. Da que, embora privilegiando a perspectiva do economista, como natural numa disciplina de Economia, haja que complet-la, sempre que oportuno, com referncias a articulaes com outros domnios do saber social. Desta reflexo decorreram as opes feitas relativamente aos contedos deste programa, que se apresentam, de forma sinttica, no esquema conceptual e na listagem de temas e de unidades lectivas constantes das pp. 6-8. 1 Cf. O Economista, p.5. 4. 3 Assim, o programa organiza-se segundo dois vectores fundamentais que permanentemente se entrecruzam aspectos e problemas relevantes da economia mundial actual e a problemtica do desenvolvimento. De facto, se bvia a necessidade de confrontar os alunos com as grandes linhas de fora do sistema mundial actual, nomeadamente nas suas caractersticas e implicaes econmicas, no menos bvias parecem ser a importncia e a actualidade da temtica do desenvolvimento que, de formas diversas, implica toda a Humanidade. Pelas caractersticas do seu contedo este , assim, um programa que, mais do que transmitir conceitos, pretende colocar os alunos perante factos da realidade econmica mundial e lev-los a compreend-los, a analis-los, a discuti-los e a problematiz-los, sem cair em pretensas verdades feitas definitivamente estabelecidas. Tal atitude no exclui, no entanto, a importncia formativa da ltima unidade lectiva do programa que, sendo globalizante, introduz expressamente a reflexo tica inerente aos Direitos Humanos. Pretende-se igualmente que o programa acompanhe o devir dos acontecimentos mundiais, incentivando os alunos a estarem sempre atentos ao mundo em que vivem e s suas evolues, quantas vezes surpreendentes e imprevisveis. Da o carcter aberto de alguns pontos do Programa, permitindo aos professores que o leccionam a sua permanente actualizao e dando aos alunos que o estudam um espao de reflexo sobre a actualidade. 5. 4 2 PARTE APRESENTAO DO PROGRAMA 1. FINALIDADES E OBJECTIVOS So finalidades da disciplina de Economia C (12 ano) do curso de Cincias Socioeconmicas: Perspectivar a Economia no conjunto das Cincias Sociais Fornecer conceitos bsicos da Cincia Econmica Promover a anlise quantitativa dos fenmenos econmicos Promover a compreenso dos factos de natureza econmica, integrando-os no seu contexto social mais amplo Fomentar a articulao de conhecimentos sobre a realidade social Contribuir para a identificao e para a compreenso de grandes problemas do mundo actual, a diferentes nveis de anlise Promover o rigor cientfico e o desenvolvimento do raciocnio, do esprito crtico e da capacidade de interveno, nomeadamente na resoluo de problemas Contribuir para melhorar o domnio escrito e oral da lngua portuguesa Desenvolver tcnicas de trabalho intelectual, nomeadamente no domnio da pesquisa, do tratamento e da apresentao da informao Promover a utilizao das tecnologias da informao e comunicao Desenvolver a capacidade de trabalho individual e em grupo Fomentar a interiorizao de valores de tolerncia, respeito pelas diferenas, democracia e justia social, solidariedade e cooperao Fomentar atitudes de no discriminao, favorveis promoo de igualdade de oportunidades para todos, nomeadamente entre os sexos Contribuir para a formao do cidado, educando para a cidadania, para a mudana e para o desenvolvimento Promover a reflexo sobre os Direitos Humanos e responsabilidades correspondentes Do acima exposto resultam os seguintes objectivos para os alunos da disciplina de Economia C (12 ano): I No domnio dos conhecimentos Compreender a perspectiva da Cincia Econmica na anlise dos fenmenos sociais Integrar os fenmenos econmicos no contexto dos fenmenos sociais Compreender conceitos econmicos fundamentais Utilizar correctamente a terminologia econmica Conhecer aspectos relevantes das economias portuguesa e da Unio Europeia 6. 5 Compreender aspectos relevantes da organizao econmica das sociedades, bem como da sua evoluo Compreender caractersticas fundamentais do mundo actual desigualdades econmicas, regionalizao econmica, mundializao e globalizao, crescimento populacional e consumo intensivo de recursos naturais Conhecer tendncias da economia mundial Problematizar a situao poltico-econmica mundial, europeia e portuguesa luz dos Direitos Humanos II No domnio das competncias e das atitudes Desenvolver hbitos e mtodos de estudo Desenvolver competncias no domnio do aprender a aprender Desenvolver o gosto pela pesquisa Desenvolver capacidades de compreenso e de expresso oral e escrita Pesquisar informao em diferentes fontes, recorrendo nomeadamente s tecnologias da informao e comunicao Analisar documentos de diversos tipos textos de autor, notcias da imprensa, dados estatsticos, documentos audiovisuais Interpretar quadros e grficos Elaborar snteses de contedo de documentao analisada Utilizar processos de anlise quantitativa dos fenmenos econmicos Utilizar tcnicas de representao da realidade econmica Fazer comunicaes orais com apoio de suportes diversificados de apresentao da informao Estruturar respostas escritas com correco formal e de contedo Elaborar projectos de trabalho, realiz-los e avali-los Desenvolver o esprito crtico Desenvolver a capacidade de intervir de forma construtiva Desenvolver a capacidade de discutir ideias, de as fundamentar correctamente e de atender s ideias dos outros, integrando-as na sua anlise Desenvolver o esprito de tolerncia, de respeito pela diferena e de cooperao Desenvolver o esprito criativo e de abertura inovao 7. 6 2. VISO GERAL DOS TEMAS/CONTEDOS ESQUEMA CONCEPTUAL DOS CONTEDOS MUNDO ACTUAL ASPECTOS RELEVANTES DA ECONOMIA MUNDIAL DESENVOLVIMENTO CRESCIMENTO E DESENVOLVI- MENTO GLOBALIZAO E REGIONALIZAO ECONMICA DO MUNDO DESENVOL- VIMENTO E UTILIZAO DOS RECURSOS DESENVOLVIMENTO E DIREITOS HUMANOS 8. 7 ASPECTOS RELEVANTES DA ECONOMIA MUNDIAL 1. Crescimento e Desenvolvimento 1.1. Crescimento econmico e desenvolvimento conceitos e indicadores 1.2. O crescimento econmico moderno 1.2.1. Fontes de crescimento econmico 1.2.2. Caractersticas do crescimento econmico moderno 1.2.3. Ciclos de crescimento econmico 1.3. As desigualdades actuais de desenvolvimento 2. A Globalizao e a Regionalizao Econmica do Mundo 2.1. A mundializao econmica 2.1.1. Noo e evoluo 2.1.2. A acelerao da mundializao econmica a partir de 1945 2.2. A globalizao do mundo actual 2.2.1. A mundializao e a globalizao 2.2.1.1. A mundializao das trocas 2.2.1.2. Os movimentos internacionais de factores produtivos 2.2.1.3. Os fluxos de informao 2.2.1.4. A globalizao dos mercados 2.2.2. A transnacionalizao da produo 2.2.3. A globalizao financeira 2.2.4. A globalizao cultural 2.3. A globalizao e os pases em desenvolvimento 2.4. A regionalizao econmica mundial reas econmicas 3. O Desenvolvimento e a Utilizao dos Recursos 3.1. O desenvolvimento e a questo demogrfica 3.1.1. O progresso tecnolgico e o crescimento demogrfico 3.1.2. A diversidade de estruturas demogrficas 3.1.3. Consequncias econmicas da questo demogrfica 3.2. O desenvolvimento e os recursos ambientais 3.2.1. O crescimento econmico moderno e as consequncias ecolgicas 3.2.2. O funcionamento da economia e os problemas ecolgicos LISTAGEM dos TEMAS/UNIDADES LECTIVAS 9. 8 4. O Desenvolvimento e os Direitos Humanos 4.1. Direitos Humanos noo, caractersticas gerais e evoluo 4.2. Economia e Justia Social o direito ao desenvolvimento 4.3. Economia e Cidadania o direito no discriminao e a um completo Desenvolvimento Humano 4.4. Economia e Ecologia o direito a um ambiente saudvel e a um Desenvolvimento Sustentvel 4.5. Economia, Desenvolvimento e Direitos Humanos 10. 9 3. SUGESTES METODOLGICAS GERAIS De acordo com as finalidades e os objectivos apresentados, torna-se evidente a necessidade de um processo de ensino-aprendizagem centrado no aluno; um processo activo que promova a aquisio rigorosa de conhecimentos, incentive o desenvolvimento de competncias e de atitudes socialmente teis e que fomente a autonomia. De facto: "H maiores possibilidades de aprendizagem nas salas de aula onde existe: 1. Aprendizagem activa, ou seja, abordagens que encorajam os participantes a implicar-se em oportunidades de aprendizagem. 2. Negociao de objectivos, ou seja, abordagens em que as actividades tm em conta as motivaes e interesses de cada participante. 3. Demonstrao, prtica e reflexo sobre a prtica, ou seja, abordagens em que se propem modelos prticos, se promove a sua utilizao e se do oportunidades de reflectir sobre eles. 4. Avaliao contnua, ou seja, abordagens que promovem a investigao e a reflexo como meios de reviso da aprendizagem. 5. Apoio, ou seja, abordagens que ajudam os indivduos a correr riscos." (UNESCO, 1996) Pretende-se, assim, que o aluno construa/reconstrua os seus saberes com rigor e, simultaneamente, se familiarize com mtodos de trabalho intelectual que lhe sero indispensveis ao longo de seu percurso acadmico. Por outro lado, dadas as caractersticas do programa, pretende-se igualmente que o aluno mobilize conhecimentos anteriormente adquiridos, quer em Economia quer em outras disciplinas (como, por exemplo, Histria e Geografia), e os enquadre nas problemticas em estudo, articulando-os e, eventualmente, dando-lhes novas significaes. De facto, seria grave se os alunos ficassem com a ideia de que questes como as tratadas neste programa ficam suficientemente abordadas quando se utiliza apenas o ponto de vista da Economia. Ao longo de todo o programa, os alunos devem ser recordados de que o estudo da sociedade tem de ser, necessariamente, multidisciplinar, dada a parcialidade da viso de cada uma das Cincias Sociais envolvidas nesse estudo, aproveitando-se, sempre que oportuno, para caracterizar a perspectiva especfica da Cincia Econmica (abordar a realidade social na perspectiva da produo e da utilizao de bens escassos necessrios satisfao de necessidades presentes e futuras). O programa da disciplina permite, ainda, reflexes sobre problemas da actualidade portuguesa, europeia e mundial que, porventura, nenhuma outra, no actual desenho curricular do Ensino Secundrio, propicia. Esta reflexo, baseada em conhecimentos e dados cientficos, dever ser enriquecida pelo debate e pela problematizao, bem como pelo confronto dos factos com o acervo dos Direitos Humanos valores de referncia universal que se pretendem transversais diversidade cultural que caracteriza e enriquece o mundo em que vivemos. Sempre que oportuno, o professor poder tambm recorrer a estudos de caso, utilizando bibliografia disponvel. Isto pode ser particularmente til na abordagem de questes de charneira entre aspectos micro- e macroeconmicos como, por exemplo, o impacte da globalizao nas empresas ou as relaes destas com o Estado. 11. 10 Em termos metodolgicos, chama-se a ateno para a importncia da utilizao de estratgias diversificadas, na medida do possvel adequadas diversidade das necessidades e das especificidades dos alunos, sempre com recurso a metodologias activas. Ressalta ainda das finalidades e dos objectivos definidos a importncia a dar ao desenvolvimento de tcnicas de pesquisa, de tratamento e de apresentao da informao, com recurso s designadas tecnologias da informao e comunicao. Neste mbito, e tal como especificado na ltima unidade lectiva do programa, pretende-se que os alunos realizem um trabalho de investigao/aprofundamento sobre qualquer contedo do programa, podendo o mesmo ser iniciado quando o professor e os alunos o decidirem, em funo dos assuntos escolhidos para estudo. Este trabalho dever desenvolver-se em trabalho de grupo e, quando for considerado oportuno, poder assumir a forma de trabalho de projecto. Recorda-se ainda que, independentemente da estratgia utilizada pelo professor para introduzir os temas e as unidades ou as sub-unidades lectivas, bem como dos caminhos seguidos para o desenvolvimento das mesmas, haver sempre que sistematizar os contedos estudados, articular os conhecimentos entre si e integr-los nos context...</p>