profetas menores lição 8 - naum

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Aula ministrada na Igreja Evangélica Sem Fronteiras - Escola Bíblica (Série Profetas Menores)

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ESCOLA BBLICA11/06/13Os Profetas Menores Advertncias e consolaes para a santificao da Igreja de Cristo

LIO 8

Lio 8: NAUM O limite da tolerncia divina

Lio 8: NAUM O limite da tolerncia divina

LEITURA DIRIAGn 18.20 - O pecado de Sodoma e GomorraSl 18.25,26 - Deus faz justia aos justos e mpiosIs 1.9 - O exemplo do juzo divinoEz 14.13 - O juzo divino nao pecadoraMt 11.23,24 - A runa de uma cidade orgulhosaRm 11.22 - A bondade e a severidade de Deus

Lio 8: NAUM O limite da tolerncia divinaLEITURA BBLICA EM CLASSE Naum 1.1-3,9-14.

Lio 8: NAUM O limite da tolerncia divinaINTERAONnive havia provado da graa e da misericrdia do Senhor. No tempo de Jonas, o povo ninivita arrependeu-se dos seus pecados e prostrou-se perante o Eterno, confessando a sua ignomnia. Assim, o povo recebeu de Deus o perdo dos seus pecados. Aquela nao foi salva do juzo divino! Mas o tempo passou e depois de aproximadamente um sculo e meio, a nova gerao de Nnive esqueceu-se do passado de quebrantamento ao Senhor. Ela voltou pecar contra Deus com requintes de crueldade, perversidade e malignidade. Por isso o profeta Naum vocifera: Ai da cidade ensanguentada! Ela est toda cheia de mentiras e de rapina! No se aparta dela o roubo. Agora o juzo divino sobre Nnive seria irreversvel.

Lio 8: NAUM O limite da tolerncia divina

Lio 8: NAUM O limite da tolerncia divina

INTRODUO

Quando Naum anunciou o seu orculo contra Nnive, j fazia um sculo e meio que Deus havia dispensado a sua misericrdia grande, poderosa e perversa cidade. No tempo de Jonas, o Senhor compadecera-se dos ninivitas, poupando-os de iminente destruio. Infelizmente, o tempo passou e eles vieram a se esquecer do perdo divino, voltando a pecar contra Deus. Por isso, o profeta Naum proclama a runa inevitvel de Nnive. Agora, o juzo divino irreversvel!.OBJETIVOS DA AULA:Explicar o contexto histrico do livro de Naum.Apontar os limites entre tolerncia e vindicao.Conscientizar-se da existncia do juzo divino.

Palavra Chave : Tolerncia: Ato ou efeito de tolerar, indulgncia, condescendncia.1. Contexto histrico. Naum, semelhana de outros profetas menores, no possui biografia. Ele apresenta-se apenas como o elcosita. O reinado no qual profetizou no mencionado (v.1b). As escassas informaes de que dispomos ainda no so conclusivas. As opinies dos eruditos so divergentes. Elas variam entre o assdio de Jerusalm, em 701 a.C, por Senaqueribe, rei da Assria (2 Rs 18.13) at as reformas religiosas protagonizadas por Josias, rei de Jud, em 621 a.C. ( 2 Rs 22.1-23.37; 2 Cr 34.1-35.27).

a) Origem do profeta. Alguns estudiosos acreditam que elcosita (v.1c) refere-se a uma cidade da Assria, situada a 38 quilmetros de Nnive, em Al-kush, ao norte do atual Mossul, Iraque. Tal informao a menos provvel, visto que, desde a antiguidade, a cidade de Cafarnaum na Galileia, casa de Jesus (Mt 9.1; Mc 2.1), cujo nome significa aldeia de Naum apontada como local de nascimento do profeta.

Lio 8: NAUM O limite da tolerncia divinab) Perodo aceitvel. Em 612 a.C. a cidade de Nnive foi destruda. A profecia menciona tambm o desmoronamento de N-Amon como fato comprovado historicamente (3.8-10). O rei assrio, Assurbanpal, destruiu a cidade egpcia de N em 663 a.C. De acordo com essas informaes, podemos considerar 663 a 612 a.C. como um perodo histrico significativo para situarmos o ministrio proftico de Naum.

c) Nnive (v.1). Nnive era a antiga capital do imprio assrio. Suas runas esto localizadas ao norte do Iraque. uma das cidades ps-diluvianas fundada por Ninrode, descendente de Cuxe (Gn 10.8-11), por volta de 4500 a.C. tornando-se proeminente antes de 2000 a.C. O rei assrio, Senaqueribe (705 - 681 a.C), fortificou a cidade, garantindo assim o apogeu da capital assria.

O Senhor refere-se a ela como a grande cidade (Jn 1.2; 3.2). A crueldade do povo ninivita era indescritvel e essa foi a fama que os acompanhou durante toda a histria.

Lio 8: NAUM O limite da tolerncia divina2. Estrutura. O Livro da viso de Naum (v.1b) consiste em trs breves captulos. O captulo 1 divide-se em duas partes principais: a primeira um salmo de louvor a Jeov (vv.2-8); a segunda, num estilo potico, anuncia o castigo dos seus inimigos (vv.9-14), sendo que o versculo 15 parte do captulo 2 na Bblia Hebraica. O segundo captulo anuncia o assdio e a destruio de Nnive. E o terceiro o boletim de ocorrncia dos motivos de sua queda.

3. Mensagem. O tema do livro a queda de Nnive. A expresso peso de Nnive (v.1a) proclama o incio de sua runa. O substantivo hebraico para peso massa que significa carga, fardo, sofrimento (x 23.5; Nm 11.11,17) bem como sentena pesada, orculo, pronunciamento, profecia (Hc 1.1; Zc 9.1; 12.1). Ela aponta para a proclamao de um desastre (Is 14.28; 23.1; 30.6).

Lio 8: NAUM O limite da tolerncia divinaSINOPSE DO TPICO (I)

O tema do livro de Naum a queda de Nnive. Ele descreve o juzo de uma cidade que deliberadamente rebelou-se contra Deus.

Lio 8: NAUM O limite da tolerncia divinaII. TOLERNCIA E VINDICAO1. Vingana (v.2). A mensagem de Naum o juzo divino sobre Nnive. Aqui, sobressaem os atributos divinos pertinentes ao tema. O verbo hebraico naqam, vingar-se, tomar vingana, aparece trs vezes s neste versculo e precisa ser devidamente compreendido. Vingana o castigo imposto por dano ou ofensa; diz respeito a infratores contumazes da lei divina. Visto que a vingana pertence a Deus (Sl 94.1), contra eles est o justo Juiz de toda a terra (Gn 18.25).

2. Longanimidade. Deus compassivo e tardio em irar-se (v.3a), pois a longanimidade divina espera o arrependimento do pecador (Rm 2.4-6). Todavia, isso no sinnimo de impunidade, pois a justia do Eterno no permite tomar o culpado por inocente. Uma vez que Nnive persistiu em sua maldade e a Assria construiu o seu imprio pela violncia e desrespeito aos direitos humanos, massacrando muitos povos, dentre eles o de Jud e o de Israel, agora essas mesmas naes se alegraro com a queda e a humilhao da cidade malfica (3.5-7).

Lio 8: NAUM O limite da tolerncia divina3. O poder de Deus. As descries poticas dos atributos divinos esto ligadas ao poder e a majestade de Deus (1.3-8). O profeta declara que o Senhor tem o seu caminho na tormenta e na tempestade (v.3). Em linguagem metafrica, o poder, a grandeza e a majestade do Senhor so descritos atravs da fora da natureza. Essas descries mostram que a espera do Eterno em punir os ninivitas no se deu por falta de poder, mas por causa de sua longanimidade.

Lio 8: NAUM O limite da tolerncia divina

SINOPSE DO TPICO (II)

Deus tolerante, compassivo, pois espera o arrependimento do pecado. Todavia, a sua justia no permite tomar o culpado por inocente.

Lio 8: NAUM O limite da tolerncia divinaIII. O CASTIGO DOS INIMIGOS1. Quem so os inimigos? Os assrios eram os inimigos e a expresso peso de Nnive (v.1) referindo-se capital da Assria o confirma. A ausncia da indicao desse povo (vv. 9-14) tambm ensina as naes, ao longo da histria, que sentenas similares s da Assria so aplicveis a qualquer povo que se levantar contra Deus. Por essa razo a queda dos assrios foi definitiva (v.9).

2. O estilo de Naum. O livro do profeta Naum rico em metforas. O exrcito assrio comparado a um emaranhado de espinhos e aos bbados embriagados com vinho (v.10), significando que Deus enfraqueceu o poder de Nnive e que os ninivitas so uma presa fcil. Por esse mesmo motivo, Nabopolassar, rei de Babilnia e pai do rei Nabucodonosor, entrou na cidade em 612 a.C. sem resistncia alguma dos assrios.

Lio 8: NAUM O limite da tolerncia divina3. Reminiscncias histricas? Alguns expositores bblicos pensam que o conselheiro de Belial (vv.11,12) uma referncia a Senaqueribe (2 Rs 18.13). verossmil que o versculo 14 parea aplicar-se a ele (2 Rs 18.36,37), pois a reminiscncia histrica comum em muitas mensagens profticas. Entretanto, no o que parece aqui, pois provavelmente a expresso mais ningum do teu nome seja semeado (v.14), aluda falta de herdeiro no trono, denotando o fim do imprio. Tal sentena indica o carter definitivo do castigo divino.

4. A consolao de Jud. Assim como a profecia de Obadias era contra Edom, mas a mensagem era para Jud, semelhantemente ocorre aqui, conforme a declarao proftica: sero exterminados, e ele passar; eu te afligi, mas no te afligirei mais (v.12). Essa abrupta mudana da terceira para a segunda pessoa indica a mensagem de esperana para Jud. O castigo de Jud corretivo. O povo ainda achar o favor divino (v.13). Mas o juzo dos assrios final, por haverem eles rejeitado a misericrdia que o Deus de Israel, gratuitamente, lhes havia oferecido atravs de Jonas.

Lio 8: NAUM O limite da tolerncia divinaSINOPSE DO TPICO (III)

O castigo divino contra os inimigos de Jud trouxe-lhe consolao e o favor divino de misericrdia.

Lio 8: NAUM O limite da tolerncia divinaCONCLUSOAssim como o juzo divino puniu a capital da perversa Assria, assim tambm acontecer no dia da ira de Deus, quando Ele punir a todos, indivduos e naes, que, rejeitando a sua misericordiosa graa, perseveraram na prtica do mal.

Nesse dia, todos prestaro contas de seus atos diante dEle. o que adverte o prprio Senhor atravs de seus profetas. Contudo, a porta da graa est aberta, oferecendo gratuitamente, a toda as naes, ampla oportunidade de arrependimento e salvao atravs de Jesus Cristo (2 Pe 3.9).

Lio 8: NAUM O limite da tolerncia divina