prefeitura municipal de contagem secretaria municipal de … · geotécnicos, projeto geométrico,...

of 136/136
PREFEITURA MUNICIPAL DE CONTAGEM SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS E SERVIÇOS URBANOS BOULEVARD CONTAGEM VOLUME 01 – MEMORIAL DESCRITIVO Elaboração: Consórcio Engesolo – Vetec Setembro/2019

Post on 30-Jul-2020

3 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • PREFEITURA MUNICIPAL DE CONTAGEM

    SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS E SERVIÇOS URBANOS

    BOULEVARD CONTAGEM

    VOLUME 01 – MEMORIAL DESCRITIVO

    Elaboração: Consórcio Engesolo – Vetec

    Setembro/2019

  • Cliente:

    Projeto/Obra:

    Identificação do Documento:

    Número do Cliente: Número da Volume:

    PR015/18-OS002/18

    Revisão Data Descrição das Revisões Validação/Aprovação

    A julho/2019

    B setembro/2019

    Atualizado os textos dos projetos de Arquitetura, Estudos Hidrológicos, Estudos

    Geotécnicos, Projeto Geométrico, Projeto de Terraplenagem, Projeto de Drenagem,

    Projeto de Pavimentação, Projeto de Sinalização.

    VOLUME 1

    Emissão Inicial

    CONSÓRCIO

    ENGESOLO-VETECCONTROLE DE DOCUMENTOS TÉCNICOS

    PREFEITURA MUNICIPAL DE CONTAGEM - SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS E SERVIÇOS URBANOS

    BOULEVARD CONTAGEM

    VOLUME 1 – MEMORIAL DESCRITIVO

    Revisão do Formulário: 2

    Data: 10/09/04

    Folha: 01/01

  • SUMÁRIO

    1 APRESENTAÇÃO..............................................................................................................................6

    2 MAPA DE LOCALIZAÇÃO........................................................................................................7

    3 PROJETO ARQUITETÔNICO, URBANÍSTICO..........................................................................8

    3.1 DESCRIÇÕES GERAIS ....................................................................................................................... 8

    3.2 OBJETIVO ........................................................................................................................................... 8

    3.3 APRESENTAÇÃO ................................................................................................................................ 9

    3.4 O PROJETO ....................................................................................................................................... 10

    3.5 DEMOLIÇÕES ................................................................................................................................... 17

    3.6 CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................................... 17

    4 PROJETO DE ACESSIBILIDADE...........................................................................................19

    4.1 OBJETIVO ......................................................................................................................................... 19

    4.2 ACESSIBILIDADE .............................................................................................................................. 19

    4.3 SINALIZAÇÃO PODOTÁTIL .............................................................................................................. 20

    4.4 CONCEITO DA IMPLANTAÇÃO ........................................................................................................ 21

    5 ESTUDOS HIDROLÓGICOS..................................................................................................22

    5.1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................... 22

    5.2 COLETA E ANÁLISE DE DADOS ...................................................................................................... 22

    5.3 ASPECTOS FISIOGRÁFICOS DA REGIÃO ...................................................................................... 22

    5.4 PERÍODO DE RECORRÊNCIA ......................................................................................................... 23

    5.5 TEMPO DE CONCENTRAÇÃO ......................................................................................................... 23

    5.6 METODOLOGIA DOS CÁLCULOS DE VAZÃO ................................................................................ 24

    5.7 ÁREAS DE CONTRIBUIÇÃO ............................................................................................................. 25

    6 ESTUDOS GEOTÉCNICOS...................................................................................................25

    6.1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................... 26

    6.2 SUBLEITO ......................................................................................................................................... 26

    7 PROJETO DE TERRAPLENAGEM...........................................................................................27

    7.1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................... 27

    7.2 METODOLOGIA ................................................................................................................................ 27

    7.3 DEFINIÇÕES BÁSICAS ..................................................................................................................... 27

    7.4 CÁLCULO DOS VOLUMES DE TERRAPLENAGEM ........................................................................ 28

    7.5 SEÇÃO TRANSVERSAL DE TERRAPLENAGEM ............................................................................ 28

    8 PROJETO DE DRENAGEM....................................................................................................30

    8.1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................... 30

    8.2 CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS ...................................................................................................... 31

  • 9 PROJETO DE PAVIMENTAÇÃO............................................................................................39

    9.1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................... 39

    9.2 PARÂMETROS DE PROJETO .......................................................................................................... 39

    9.3 DIMENSIONAMENTO DA BASE ....................................................................................................... 44

    9.4 RESUMO DO PAVIMENTO ............................................................................................................... 44

    9.5 CONCEPÇÃO DAS CAMADAS DE PAVIMENTO ............................................................................. 46

    10 PROJETO DE SINALIZAÇÃO.................................................................................................50

    10.1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................... 50

    10.2 PROJETO DE SINALIZAÇÃO HORIZONTAL ................................................................................... 50

    10.3 PROJETO DE SINALIZAÇÃO VERTICAL ......................................................................................... 53

    10.4 MATERIAIS ........................................................................................................................................ 55

    11 PROJETO GEOMÉTRICO......................................................................................................57

    11.1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................... 57

    12 PROJETO ELÉTRICO............................................................................................................61

    12.1 OBJETIVO ......................................................................................................................................... 61

    12.2 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS ............................................................................................................. 61

    12.3 INFRAESTRUTURA PARA TELECOMUNICAÇÕES ........................................................................ 63

    13 PROJETO DE DRENAGEM E ESGOTO.................................................................................64

    13.1 OBJETIVO ......................................................................................................................................... 64

    13.2 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................... 64

    13.3 NORMAS E REGULAMENTAÇÕES .................................................................................................. 64

    13.4 INSTALAÇÕES .................................................................................................................................. 65

    13.5 MATERIAIS PARA INSTALAÇÕES DE DRENAGEM PLUVIAL ........................................................ 65

    FERRAGENS, FIXAÇÕES E ACESSÓRIOS METÁLICOS DE USO APARENTE .................................................................. 66

    PREPARO DAS SUPERFÍCIES ................................................................................................................................ 67

    13.6 OBSERVAÇÕES GERAIS ................................................................................................................. 68

    14 PROJETO DE IRRIGAÇÃO....................................................................................................74

    14.1 OBJETIVO ......................................................................................................................................... 74

    14.2 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................... 74

    14.3 NORMAS E REGULAMENTAÇÕES .................................................................................................. 74

    14.4 INSTALAÇÕES .................................................................................................................................. 75

    14.5 ESPECIFICAÇÕES DOS SERVIÇOS DE INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS ...................................... 78

    14.6 MATERIAIS PARA INSTALAÇÕES DE IRRIGAÇÃO ........................................................................ 79

    14.7 TUBULAÇÕES ................................................................................................................................... 80

    RECOBRIMENTO .................................................................................................................................................. 81

    14.8 PINTURA DE EQUIPAMENTOS E INSTALAÇÕES .......................................................................... 81

    14.9 OBSERVAÇÕES GERAIS ................................................................................................................. 83

  • 15 PROJETO LUMINOTÉCNICO E PÚBLICO ............................................................................89

    15.1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................................................ 89

    15.2 ABRANGÊNCIA DO PROJETO .................................................................................................................. 89

    15.3 PRINCIPAIS OBJETIVOS DO PROJETO ...................................................................................................... 89

    15.4 O PROJETO LUMINOTÉCNICO DAS ÁREAS EXTERNAS ............................................................................... 89

    15.5 O PROJETO LUMINOTÉCNICO PARA AS ÁREAS INTERNAS ......................................................................... 90

    15.6 DIMENSIONAMENTO LUMINOTÉCNICO ..................................................................................................... 90

    16 PROJETO DE PAISAGISMO..................................................................................................91

    16.1 PROCEDIMENTOS INICIAIS PARA EXECUÇÃO DE JARDIM ........................................................ 92

    16.2 PROCEDIMENTOS PARA PLANTIO DE ÁRVORES (conforme DN 69/10, do COMAM): ................ 92

    16.3 PROCEDIMENTOS PARA PLANTIO DE ARBUSTOS: ..................................................................... 94

    16.4 PROCEDIMENTO PARA O PLANTIO DE GRAMA ZOYZLA JAPÔNICA (GRAMA ESMERALDA): . 94

    16.5 DETALHAMENTO DOS SERVIÇOS: ................................................................................................ 95

    16.6 OBTENÇÃO E TRANSPORTE DAS MUDAS .................................................................................... 96

    16.7 CONSOLIDAÇÃO DO JARDIM .......................................................................................................... 97

    16.8 PROCEDIMENTOS DE MANUTENÇÃO DOS JARDINS .................................................................. 98

    16.9 PODA DE ÁRVORES E ARBUSTOS: ................................................................................................ 98

    16.10 CONTROLE FITOSSANITÁRIO: ....................................................................................................... 99

    16.11 CONTROLE DE DOENÇAS: .............................................................................................................. 99

    16.12 CONTROLE MECÂNICO DE FORMIGAS: ........................................................................................ 99

    16.13 ADUBAÇÃO: .................................................................................................................................... 100

    16.14 EXECUÇÃO: .................................................................................................................................... 100

    16.15 CONTROLE DE IRRIGAÇÃO .......................................................................................................... 100

    16.16 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA ....................................................................................................... 100

    16.17 ANEXO 1- PADRÃO DE QUALIDADE DE MATERIAIS E VEGETAÇÕES ...................................... 101

    17 PROJETO DE FONTE..........................................................................................................103

    17.1 MEMORIAL DESCRITO PARA A FONTE - 01 ................................................................................. 103

    17.2 MEMORIAL DESCRITO PARA A FONTE - 02 ................................................................................. 106

    18 PROJETO ESTRUTURAL.....................................................................................................109

    18.1 OBJETIVO .......................................................................................................................................... 109

    18.2 DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA ........................................................................................................... 109

    18.3 EQUIPE TÉCNICA ................................................................................................................................ 109

    18.4 PRINCIPAIS NORMAS DE REFERÊNCIA .................................................................................................. 109

    18.5 MATERIAIS E CRITÉRIOS ADOTADOS ..................................................................................................... 109

    18.6 DIMENSIONAMENTO ELETRÔNICO ........................................................................................................ 110

    18.7 ESPECIFICAÇÕES DOS MATERIAIS ....................................................................................................... 110

    18.8 AÇO PARA ARMADURAS ...................................................................................................................... 114

    18.9 ÁGUA PARA AMASSAMENTO DO CONCRETO OU LAVAGEM DOS AGREGADOS ........................................... 115

    18.10 ADITIVOS ........................................................................................................................................... 116

  • 18.11 PRODUTOS DE CURA .......................................................................................................................... 117

    18.12 MADEIRAS PARA FORMAS E ESCORAMENTOS........................................................................................ 117

    18.13 EXECUÇÃO ......................................................................................................................................... 117

    18.14 EXECUÇÃO DE FORMAS E ESCORAMENTOS .......................................................................................... 118

    18.15 PREPARO E MONTAGEM DAS ARMADURAS ............................................................................................ 120

    18.16 DOSAGEM E CONTROLE DO CONCRETO ............................................................................................... 123

    18.17 ESTRUTURAS METÁLICAS ................................................................................................................... 132

    18.18 ACEITAÇÃO DA ESTRUTURA ................................................................................................................. 133

    18.19 CONTROLE AMBIENTAL ....................................................................................................................... 135

  • 6

    1 APRESENTAÇÃO

    O Consórcio Engesolo – Vetec apresenta à SEMOBS – Secretaria Municipal de Obras e

    Serviços Urbanos da Prefeitura Municipal de Contagem, o Projeto do Boulevard

    Contagem.

    O Projeto Executivo do Boulevard Contagem é apresentado nos seguintes volumes:

    Volume 1 – Memorial Descritivo;

    Volume 2 – Projeto Arquitetônico e Urbanístico

    Volume 3 - Acessibilidade

    Volume 4 - Levantamento Topográfico

    Volume 5 - Estudos Hidrológicos

    Volume 6 - Projeto de Terraplenagem

    Volume 7 - Projeto de Drenagem

    Volume 8 - Projeto de Pavimentação

    Volume 9 - Projeto de Sinalização

    Volume 10 - Projeto Geométrico

    Volume 11 - Projeto Elétrico

    Volume 12 - Projeto Hidrossanitário

    Volume 13 - Projeto Luminotécnico e Público

    Volume 14 - Projeto de Paisagismo

    Volume 15 - Projeto de Fonte

    Volume 16 - Projeto Estrutural

    Volume 17 – Orçamento, Cronograma e Composições de Preços sem desoneração;

    Volume 18 – Orçamento, Cronograma e Composições de Preços com desoneração;

    Volume 19 – Memória de Cálculo de Quantitativo;

    Volume 20 - Cotações de Preços

    Anexo I - Estudos Geotécnicos

    Anexo II - Memória de Cálculo Estrutural - Estruturas de Concreto

    Anexo III - Memória de Cálculo Estrutural - Estrutura Metálica

    Anexo IV - Estudo Luminotécnico

    Anexo V - Memorial de Segurança Estrutural Contra Incêndio

  • 7

    2 MAPA DE LOCALIZAÇÃO

    A seguir é apresentado o Mapa de Localização do Boulevard Contagem.

    Figura 1 - Imagem de Satélite – Boulevard Contagem Endereço:

    Av.José Faria da Rocha x Rua Portugal x Rua da Bélgica

  • 8

    3 PROJETO ARQUITETÔNICO, URBANÍSTICO

    3.1 DESCRIÇÕES GERAIS

    Figura 2: Imagem de Google com delimitação da área de projeto

    Referência: coordenadas geográficas - 56°02’42,68”; 44°02’15,24”

    3.2 OBJETIVO

    O presente MEMORIAL DESCRITIVO tem por objetivo descrever e especificar os elementos

    técnicos do Projeto de Arquitetura e Urbanismo do eixo de acesso ao futuro Complexo Intermodal

    de Transporte de Contagem – CIT Contagem –, no bairro Gloria, região do Eldorado.

    Este documento descreve do projeto arquitetônico e urbanístico do eixo de acesso ao futuro

    Complexo Intermodal de Transporte de Contagem – CIT Contagem –, no bairro Gloria, região do

    Eldorado.

    NOME DO PROJETO: CONSTRUÇÃO DO BOULEVARD CONTAGEM

    ENDEREÇO: RUA PORTUGAL/AV JOSE FARIA DA ROCHA, CONTAGEM/MG

    ÁREA DE PROJETO: 30.650,00 m²

  • 9

    Como informação complementar, o CIT Contagem será composto por três equipamentos de

    transporte interligados entre si, ao bairro Gloria e ao bairro Água Branca (no lado oposto da Via

    Expressa de Contagem), por passarelas e rampas para pedestres:

    Terminal de Ônibus Urbano: a ser construído em área remanescente junto à faixa da linha férrea,

    em nível elevado em relação a esta e a Via Expressa.

    Terminal Rodoviário: a ser construída no nível da Via Expressa.

    Estação de Metrô: a ser construída no eixo da linha férrea, no nível da Via Expressa.

    3.3 APRESENTAÇÃO

    A área de estudo foi analisada em visitas ao local, onde foi realizado levantamento dos usos,

    mapeamento de itinerários dos ônibus, dos sentidos de tráfego e hierarquização viária das vias do

    entorno.

    A região é populacionalmente adensada, com mistura de usos residencial, comercial e de

    serviços. As vias são estreitas e muitas vezes descontínuas, o que dificulta em muito a circulação

    de veículos. Com a implantação do complexo CIT prevê-se, a tendência de aumento do volume de

    trânsito de ônibus e pedestres nas ruas componentes do eixo de ligação hora descrito e das vias

    do entorno.

    De modo geral, as vias da área de estudo apresentam boas condições de pavimentação no seu

    leito carroçável. No entanto, as calçadas apresentam muitos problemas para o trânsito seguro dos

    pedestres, com pavimentos irregulares, degraus, interferências de canteiros, de rampas de acesso

    á garagens e buracos. É também verificada a inexistência de tratamento para a acessibilidade de

    pessoas com mobilidade reduzida ou portadoras de deficiência.

    A área de trabalho foi separada em dois trechos, distintos segundo suas características

    urbanísticas:

    Trecho 1 - eixo Avenida José Faria da Rocha / Rua Portugal, entre a Avenida João César de

    Oliveira e a rotatória da José Faria da Rocha com a Rua Maria Mafalda.

    Trecho 2 - eixo Rua Portugal / Rua da Bélgica, entre a citada rotatória e o eixo linha férrea-Via

    Expressa.

    3.3.1 Trecho1 - Eixo Avenida José Faria da Rocha / Rua Portugal

    Este trecho corresponde à Praça Alisson Nunes Oliveira, situada entre a Avenida José Faria da

    Rocha e a Rua Portugal, com início na Avenida João César de Oliveira e término na rotatória da

    José faria da Rocha com a Rua Maria Mafalda.

  • 10

    A praça é segmentada em três partes, definidas pelas ruas transversais (Rua Itália e Rua Grécia).

    Cada trecho possui áreas equivalentes e características de topográficas semelhantes: O conjunto

    tem seu ponto de cota mais elevado na sua interseção com a Avenida João César e o ponto de

    cota mais baixo na região da rotatória da Avenida José Faria da Rocha, com rampa constante.

    Duas dessas partes são ocupadas, equivocadamente, por construções de uso particular /

    institucional: um centro de comércio popular (Camelódromo), e um centro comunitário desativado

    (Espaço do Saber). Essas edificações tomam uma extensa área que poderia ser destinada ao

    lazer de variadas faixas etárias da população. Do ponto de vista paisagístico as edificações

    bloqueiam a ligação do conjunto com a Avenida João César de Oliveira e a continuidade espacial

    da praça no seu sentido longitudinal, impedindo a possibilidade de uma completa apreensão e

    fruição do espaço por parte dos usuários.

    Como mencionado acima, o uso na região de entorno é variado, com a existência de

    estabelecimentos voltados à saúde – tanto particulares como públicos– como clínicas médicas e

    dentárias, laboratórios e postos de saúde. Há também muitos estabelecimentos comerciais,

    institucionais e deserviços, como supermercado, bares e restaurantes, igrejas e escolas. Estes

    usos atraem grande público, de todas as faixas etárias, que poderiam fazer uso mais intenso do

    grande espaço público de lazer, que é a praça, se esta estivesse mais bem preparada.

    3.3.2 Trecho 2 - Eixo Rua Portugal / Rua da Bélgica

    Esse trecho é formado pelas ruas Portugal, Bélgica e pela transversal, Rua Senegal, vias

    estreitas, com tráfego de pedestres, veículos de passeio e ônibus, que abrigam,

    predominantemente, o uso residencial, seja em unidades unifamiliares, seja em conjuntos

    habitacionais. As ruas Portugal e Bélgica terminam abruptamente no talude de inclinação

    descendente do eixo via férrea-Via Expressa, este localizado em grande diferença de nível em

    relação ás ruas Portugal e Bélgica. A quadra existente entre estas duas vias é uma quadra de

    grandes dimensões, ocupada por edifícios públicos de usos diversos, como postos de saúde,

    escolas, centros sociais e secretarias. O terminal urbano de ônibus, componente do CIT, localizar-

    se-á em rua a ser projetada neste trabalho, ligando as ruas Portugal e Bélgica.

    3.4 O PROJETO

    O conceito básico que norteou o projeto foi a priorização do uso do espaço pelos pedestres, sejam

    eles usuários do CIT em trânsito pela região, sejam eles usuários dos estabelecimentos

    comerciais e de serviços da região e da população em geral da região.

  • 11

    Tanto no projeto, quanto na exposição que segue, mantivemos a divisão da área de projeto em

    dois trechos (trechos 1 e 2), como descrito acima. Estes trechos, como vimos, definem duas

    regiões de características muito diferentes entre si, que, portanto, demandaram ações

    diferenciadas de projeto.

    3.4.1 Trecho 1 - Eixo Avenida José Faria da Rocha / Rua Portugal

    A Rua Portugal, rua que conforma um dos lados da praça, é uma via de uso exclusivo de acesso

    às edificações locais e de estacionamento de veículos. Esta via terá seu piso asfáltico elevado,

    com o intuito de integrá-la ao espaço da praça. No entanto, por motivo de segurança, será

    mantido pequeno desnível de 10 cm, suficientes para manter a distinção entre o espaço de

    pedestres e o espaço de veículos.

    Observou-se que cada uma das três partes nas quais a praça se divide, possui característicasde

    uso e de densidade de freqüentadores próprias, bem diferentes entre si: quanto maior a

    proximidade da praça em relação á Avenida João César de Oliveira, maior a quantidade de

    usuários. Este fato, concluímos, é uma questão natural devida ao poder de atração que um eixo

    viário de importância regional exerce em seu entorno, e explica, inclusive, os usos que cada uma

    das praças possui hoje: foi uma opção natural instalar a Feira dos Importados na parte mais

    próxima da Avenida João César, enquanto a parte mais distante – a de menor movimento– não

    possui equipamento importante instalado.

    Assim, a proposta de intervenção em cada uma das partes das praças utiliza-se das

    características específicas que cada uma delas possui e as utilizam como ponto de partida para a

    formação dos conceitos básicos norteadores dos seus projetos. As partes receberam, inclusive,

    denominações que refletem a vocação de cada uma delas e as características de cada projeto,

    como veremos:

    3.4.1.1 Praça Cívica

    Esta é a praça mais próxima da Avenida João César de Oliveira. Para ela propusemos, logo no

    seu inicio, na interseção com a avenida, o monumento á cidade de Contagem.

    O Monumento

    O monumento é uma arrojada estrutura de aço corten, que homenageia a cidade e sua vocação

    industrial. Junto temos um pódio, elevado cerca de 50 cm em relação AP piso do entorno,

    revestido de granito, onde estão instalados os mastros, aparafusados á uma base de concreto,

    com bandeiras do país, do estado e da cidade. O local é destinado às comemorações cívicas.

    Alameda das Águas

  • 12

    Abaixo, seguindo o eixo de implantação do monumento, foi projetada a Alameda das Águas. O

    conjunto é formado por três platôs, cada qual igualmente delimitado por muretas de

    granito,inclinadas em relação ao eixo do conjunto, arrematadas em seus extremos por elementos

    verticais. Estas muretas separam a área molhada do restante da praça. A área molhada compõe-

    se de duas linhas de esguichos, entremeadas com paredes revestidas de mármore branco polido.

    As muretas funcionam também como bancos, nos quais os usuários podem sentar-se para

    apreciar o espetáculo. Arremata o conjunto, junto ao patamar de cota mais baixa, um espelho

    d’água. Elemento revestido externamente de granito, internamente revestido de pastilha verde

    com pedras artificiais e esguichos. Todo o piso da fonte, bem como o espelho d’água deverão ser

    impermeabilizados com manta asfáltica.

    A denominação do conjunto – Alameda das Águas – procura refletir, não só o aspecto visual do

    conjunto, como também o fato deste se constituir em uma fonte ativa, onde os usuários podem

    caminhar por entre os jatos de água e com eles interagir. As águas são recolhidas por grelhas

    localizadas tranversalmente em cada platô e, por meio de sistema de drenagem e bomba, voltam

    a ser utilizadas. Todos os equipamentos necessários ao funcionamento da fonte, como a bomba,

    os controles elétricos e reservatórios de água, são subterrâneos, em cômodo localizado logo

    abaixo do conjunto. A cobertura deste espaço subterrâneo eleva-se em relação ao nível do solo

    em forma de arquibancada, constituindo-se em um ponto de observação da fonte. O elemento é

    revestido de lajotas cerâmicas.

    O restante da praça é formado por canteiros gramados e com árvores, existentes ou a serem

    plantadas. Os canteiros delimitam as circulações de pedestres e criam locais de descanso onde

    estão instalados banco e mesas para jogos, para uso da população em geral. Exceto nestes locais

    descritos acima, todo o piso da praça é de pedra portuguesa nas cores brancas, pretas e

    vermelhas, formando faixas que tomam toda a largura da praça, de tamanhos variados, exceto

    naqueles locais onde foram especificados outros revestimentos.

    3.4.1.2 Praça Festa

    Esta é a praça de posição intermediaria. Foi denominada Praça Festa porque tem em sua parte

    central um conjunto, composto por três elementos arquitetônicos, destinado a eventos festivos.

    São estes os elementos:

    Espelho d’água

    O primeiro elemento é um espelho d’água de caráter contemplativo. Tem forma trapezoidal, com

    área de cerca de 120 m2. O espelho d’água é limitado por uma mureta de altura variável, uma vez

    que o piso do entorno acompanha o caimento do terreno. A mureta é totalmente revestida de

    granito, sendo que o lado voltado para a Rua Portugal é constituído por um pórtico revestido do

    mesmo material. Internamente, tanto a parede como o fundo do espelho d’água, são revestidos de

  • 13

    pastilhas na cor verde. Do interior do espelho d’água se projetam jatos d’água. Completa o

    espelho d’água uma passarela que, passando por sobre este, dá acesso ao elemento seguinte

    que é o quiosque. O espelho d’água terá seu piso impermeabilizado com manta asfáltica. A

    passarela é uma estrutura de concreto aparente, com largura de 1.50 m, piso de ladrilho hidráulico

    e deverá impermeabiliza com manta asfáltica. A face inferior da passarela possui em suas bordas

    uma linha de luz de led, além de aspersores de água. Este conjunto foi projetado para

    proporcionar, nas noites, um espetáculo de formas, luz e cores.

    O coreto

    O coreto se constitui em uma estrutura composta de uma laje plana apoiada sobre pilares. A

    passarela, com rampa de 5% de inclinação, é o único acesso a esta laje – que é o teto do coreto –

    um mirante de onde se pode observar o conjunto de praças e todo o entorno. A passarela e todo o

    perímetro da laje são protegidos por um guarda-corpo de perfis de aço. O piso do terraço é

    ladrilho hidráulico e a laje deverá ser impermeabilizada com manta asfáltica. Embaixo, sob a laje,

    temos o coreto propriamente, um espaço livre, de múltiplo uso. Seu piso é plano, revestido de

    ladrilho hidráulico. A iluminação é feita por plafons de sobrepor instalados no teto e por linha de

    led, instalada no seu perímetro. Está previsto ainda para o espaço pontos de energia elétrica para

    a realização de eventos. Em direção ao caimento da praça, o coreto é seguido por um terceiro

    elemento, o anfiteatro.

    Anfiteatro

    O Anfiteatro é proximamente ligado ao espaço anterior – o coreto. Estes espaços se

    complementam, tanto no uso, quanto na forma. O anfiteatro se constitui em um platô, que se

    acomoda ao caimento do terreno, limitado por arquibancadas em suas laterais. No ponto de cota

    mais baixa do espaço temos uma pequena plataforma elevada – um palco informal– onde também

    estão previsto pontos elétricos. Tanto o piso quanto as arquibancadas são revestidos de ladrilho

    hidráulico, com exceção das partes verticais das arquibancadas que são pintadas com tinta epóxi.

    Dentre os vários usos que o conjunto pode receber, destacamos as feiras de alimentação, quando

    foodstruks podem estacionar na Rua Portugal, mesas podem ser montadas no coreto e um show

    musical pode acontecer simultaneamente no anfiteatro. Enfim, são múltiplas as opções de

    utilização do espaço.

    Playground

    No extremo de cota mais baixa da praça, separado dos equipamentos citados acima, está

    localizado o playground. Este equipamento constitui-se em um platô de forma retangular de 180

    m2. É uma área limitada por uma faixa ajardinada e cercada por um gradil de proteção, com um

    único ponto de acesso fechado por portão. O piso é do tipo emborrachado. Os brinquedos que

  • 14

    equipam o playground são específicos para o uso infantil e fabricados conforme as normas de

    segurança.

    O restante da praça é formado por canteiros gramados e com árvores, existentes ou a serem

    plantadas. Os canteiros delimitam as circulações de pedestres e criam locais de descanso onde

    estão instalados banco e mesas para jogos, para uso da população em geral. Exceto nestes locais

    descritos acima, todo o piso da praça é de pedra portuguesa nas cores brancas, pretas e

    vermelhas, formando faixas que tomam toda a largura da praça, de tamanhos variados, exceto

    naqueles locais onde foram especificados outros revestimentos.

    3.4.1.3 Praça da Paz

    Esta praça está localizada no extremo mais distante da Avenida João César de Oliveira. Devido a

    sua posição geográfica, que proporciona ao local mais tranquilidade e silêncio, foi o setor

    escolhido para abrigar apenas as atividades de contemplação e lazer passivo. Para reforçar ainda

    mais estas características, está sendo proposto o adensamento vegetativo desta praça.

    Academia da Terceira Idade

    Por tudo isto, consideramos esta praça a mais indicada para receber a academia de ginástica de

    idosos, equipamento localizado no extremo de cota mais elevada da praça, junto á Rua Portugal.

    É um espaço dividido em três platôs, onde se implantam os equipamentos de ginástica, projetados

    para uso especifico desta faixa etária e com observância dos rigores da norma, e mesas para

    jogos. O restante do espaço é constituído por áreas ajardinadas, cortadas por caminhos

    longitudinais e transversais, que formam recantos nos quais estão instalados bancos e mesas

    para prática de jogos.

    Bloco de Serviços

    Em meio a um canteiro, localizado na parte intermediaria da praça, foram projetada uma pequena

    edificação de apoio. É uma edificação de 10,00m por x2,30m, projetado em estrutura de concreto

    e alvenaria. O espaço divide-se emquatro cômodos, sendo dois destinadosàs instalações

    sanitárias acessíveis, conforme norma, de funcionários em serviço.Outro destinado à guarda de

    materiais de manutenção, com paredes rebocadas, piso cerâmico e equipado com tanque de

    serviço. O quarto cômodo destina-se aos quadros de instalações elétricas do conjunto de praças.

    Suas paredes são rebocadas e seu piso é de cerâmica. A edificação é rebocada interna e

    externamente, sendo que nos cômodos destinadosàs instalações sanitárias o espaço está

    revestido internamente de cerâmica e terá seu piso impermeabilizado com emulsão asfáltica. Uma

    malha de tela de aço 10x10, afixada em estrutura composta de perfis de aço, recobre a edificação

    em suas quatro fachadas. Esta estrutura será suporte para trepadeira, especificada no projeto de

    paisagismo.

  • 15

    Escultura

    Na região do extremo da praça de cota mais baixa, está previsto local pra instalação de escultura

    de grande porte, cuja temática será a paz.

    Uma explicação complementar: o conjunto descrito acima, correspondente ao trecho 1 do projeto,

    se configura por sua forma e proporção, como um típico bulevar – uma avenida com um largo

    canteiro central arborizado, – daí o nome – Boulevard Contagem – escolhido para denominá-lo.

    Modificações de Geometria Viária

    Receberão modificações em sua geometria as interseções da praça com as ruas Itália e Grécia,

    vias que definem as três praças descritas acima. Estas interseções são importantes pontos de

    travessia de pedestres. O tratamento destas travessias prevê a elevação do seu piso, a pintura

    de faixas de travessia de pedestres e a instalação de balizadores de alerta aos pedestres. Esta

    medida, além de proporcionar mais segurança aos usuários, proporcionará a integração das três

    praças.

    Está sendo proposta, também, a modificação de geometria na interseção situada no extremo do

    conjunto de praças, importante cruzamento com relevante fluxo de veículo. O objetivo de tal

    interferência é o aumento da segurança dos motoristas e dos pedestres que trafegam pelo local.

    O projeto geométrico prevê a mudança da diretriz do trecho de via localizado abaixo da Praça da

    Paz, para que este fique em perfeito alinhamento com o trecho da Avenida José Faria da Rocha,

    com a qual forma um eixo viário. Além disso, este trecho de via terá sua largura diminuída, com a

    previsão de apenas uma faixa por sentido, e será também objeto de adequação dos raios de giro

    de veículos. Está prevista a elevação do piso das vias, pintura de faixas de travessia de

    segurança e a instalação de balizadores de alerta de travessia aos pedestres. Estas medidas,

    além de proporcionar mais segurança, proporcionará a integração do conjunto de praças - trecho

    1 - com o trecho 2 da área de projeto, que se inicia logo após esta travessia.

    Também receberá modificação de geometria a Rua Portugal, em sua extensão coincidente com a

    praça. Neste trecho a via continuará sendo uma via de tráfego local e de estacionamento. São as

    seguintes as alterações propostas para o trecho:

    Aumento da largura da via em cerca de 50 cm para possibilitar a alteração do estacionamento de

    veículos de paralelo para 60 graus, posicionado no lado da rua voltado para a praça.

    Elevação do piso da via em cerca de 10 cm de diferença em relação ao piso da praça.

    Estreitamento dos pontos de travessia de pedestres, com conseqüente acréscimo de área de

    passeios.

    Estas medidas visam o aumento da segurança dos pedestres.

  • 16

    3.4.1.4 Trecho 2 - Eixo Rua Portugal / Rua da Bélgica

    Este trecho corresponde ao trecho formado por vias, cujas características geométricas não

    sofreram modificações. Estas vias terão apenas suas mãos direcionais alteradas nos trechos

    entre a Rua Senegal e a rua projetada, onde se localizará o terminal de ônibus. Neste trecho a

    Rua Portugal terá mão direcional no sentido da Rua Senegal para a rua projetada e a Rua Bélgica

    terá mão direcional em sentido contrário, da rua projetada para a Rua Senegal. O trecho da Rua

    Portugal, entre o final da praça e a Rua Senegal terá a mão dupla mantida. Já a rua projetada terá

    mão única no sentido dar Rua Portugal para a Rua Bélgica.

    Todas as vias citadas receberão recapeamento asfáltico. As calçadas destas vias possuem muitas

    interferências que dificultam o trânsito dos pedestres, principalmente das pessoas idosas e dos

    portadores de deficiência. É umaprática arraigada na cidade o uso da calçada, por parte dos

    moradores de edificações com garagem, de iniciar a rampa de acesso a elas utilizando a própria

    calçada. Assim a área de trânsito de pedestres fica plena de interferências transversais que tira

    sua continuidade. Esta característica é agravada pela pouca largura das calçadas e por outras

    interferências, como a existência de algumas árvores plantadas no meio da calçada em vez de ser

    plantadas junto ao meio-fio, que seria o correto. O que se propõe para o caso é a definição de um

    projeto padrão de calçada, baseado no padrão existente da prefeitura de Contagem, com

    definição de todos os elementos normativos, inclusive os que se referem á acessibilidade. Os

    moradores das citadas ruas serão comunicados pela Prefeitura Municipal de Contagem e, num

    prazo estabelecido, terão que adaptar suas calçadas ao referido padrão.

    3.4.1.5 Rua Projetada

    Foi projetado o trecho, de um quarteirão, localizado entre a Rua Portugal e Rua Bélgica no ponto

    onde estas duas vias atualmente terminam. Este trecho abrigará o terminal de ônibus urbano que

    compõe o CIT, a ser projetado, e complementará o sistema viário que possibilitará o acesso dos

    ônibus. O trecho projetado terá comprimento de cerca de 140 metros assim divididos: no sentido

    da Rua Portugal para a Rua Bélgica, do lado direito terá calçada de 2 m, seguida de pista de 11

    metros de largura divididas em três faixas, sendo duas destinadas ao trânsito de veículos e a

    terceira, no extremo esquerdo, destinada á parada dos ônibus. Esta faixa, juntamente com a

    calçada lindeira a ela, com largura de 4m, se constituirá no terminal de ônibus urbano,devendo, no

    momento oportuno, serem feitos os estudos necessários á sua operação com a definição do

    número de pontos de paradas, as coberturas de proteção dos usuários e demais equipamentos

    necessários a seu bom funcionamento.

    3.4.1.6 Ciclovia

  • 17

    Está prevista a instalação de ciclovia ligando a Avenida João César de Oliveira ao CIT. A ciclovia

    divide-se em dois trechos distintos. O primeiro, de mão dupla direcional, tem seu início na

    interseção da praça com a Avenida João César de Oliveira (neste ponto, no futuro, a ciclovia

    poderá se integrar á ciclovia a ser projetada na avenida). A partir daí a ciclovia segue pela lateral

    da praça, junto á Avenida José Faria da Rocha, protegida em relação a esta por um canteiro

    gramado, até a Rua Itália. O piso da ciclovia é de concreto moldado in loco, com pintura indicativa

    conforme projeto. Neste ponto a ciclovia passa a compartilhar espaço com vias de tráfego,

    ocupando faixa correspondente ao estacionamento de veículos. A ciclovia segue pelo leito da

    Rua Itália, toma a Rua Bélgica a direita onde segue até o ponto onde está previsto o terminal de

    ônibus, na rua projetada entre a Rua Bélgica e a Rua Portugal. No trecho da praça a ciclovia tem

    o piso de concreto. No trecho em que compartilha o leito das vias, o piso é de asfalto. Em toda

    sua extensão, este segundo trecho, e delimitado com pintura indicativa e demais elementos de

    sinalização conforme padrão.

    3.5 DEMOLIÇÕES

    Estão previstas as demolições de duas edificações existentes. Uma localizada no trecho da praça

    entre a Avenida João César de Oliveira e a Rua Itália. Trata-se da edificação de apoio da Feira

    dos Importados. A edificação possui 150 m2, em dois pavimentos. Além desta demolição deverá

    ser considerado também o desmonte das estruturas de metal e lona que correspondem ás

    barracas propriamente. A outra edificação – o centro comunitário –está localizada no trecho da

    praça entre a Rua Itália e Rua Grécia, possui 727 m2, em um pavimento.

    Deverão ser consideradas também as demolições dos meios fios e pavimentos da praça, bem

    como as demolições correspondentes a interseção junto á rotatória.

    3.6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

    Todas as especificações de materiais e detalhes construtivos, bem como as demolições a serem

    feitas encontram-se no projeto de Arquitetura e Urbanismo. As especificações relativas à

    acessibilidade encontra-se no projeto de Acessibilidade e no memorial que o acompanha. As

    informações relativas ao paisagismo encontram-se no Projeto de paisagismo e no memorial

    descritivo que o acompanha.

    Projetos complementares de engenharia foram compatibilizados com o projeto de arquitetura e as

    especificações e detalhes construtivos específicos encontram-se nos respectivos projetos e nos

    memoriais que os acompanham.

  • 18

    O projeto foi desenvolvido de acordo com a NBR 6492/1994 – Representação de Projetos de

    arquitetura e NBR 9050/2015 – Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos

    urbanos.

    Acompanham este projeto de arquitetura os seguintes projetos complementares:

    Projeto de Paisagismo

    Projeto de Acessibilidade

    Projeto de Estrutura

    Projeto de Elétrico e Telecomunicações

    Projeto das Fontes

    Projeto Hidrossanitário

    Projeto de Pavimentação

    Projeto Geométrico e Terraplenagem

    Projeto de Sinalização

    Projeto de Iluminação

    Eduardo Carlos Guerra

    Arquiteto CAU A13130-0

  • 19

    4 PROJETO DE ACESSIBILIDADE

    4.1 OBJETIVO

    O presente MEMORIAL DESCRITIVO tem por objetivo descrever e especificar os elementos

    técnicos do Projeto de Acessibilidade referente ao projeto urbanístico que trata do eixo de acesso

    ao futuro Complexo Intermodal de Transporte de Contagem – CIT Contagem –, no bairro Gloria,

    região do Eldorado.

    Conforme projeto em desenvolvimento, o CIT Contagem será composto por três equipamentos de

    transporte interligados, entre si, ao bairro Glória e ao bairro Água Branca (no lado oposto da Via

    Expressa de Contagem), por passarelas e rampas para pedestres:

    ▪ Terminal de Ônibus Urbano: a ser construído em área remanescente junto à faixa da linha

    férrea, em nível elevado em relação a esta e a Via Expressa.

    ▪ Terminal Rodoviário: a ser construída no nível da Via Expressa.

    ▪ Estação de Metrô: a ser construída no eixo da linha férrea, no nível da Via Expressa.

    Este projeto foi desenvolvido de acordo com a NBR 6492/1994 – Representação de

    Projetos de arquitetura e NBR 9050/2015 – Acessibilidade a edificações, mobiliário,

    espaços e equipamentos urbanos.

    4.2 ACESSIBILIDADE

    Com base no artigo 80 do Decreto Federal N°5.296, de 2 de Dezembro de 2004, a acessibilidade

    é definida como “Condição para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos

    espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de transporte e dos

    dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoa portadora de deficiência

    ou com mobilidade reduzida”.

    4.2.1 REFERÊNCIAS NORMATIVAS

    ABNT NBR 9050 - Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e

    equipamentos urbanos.

  • 20

    ABNT NBR 6492 – Representação de Projetos de Arquitetura.

    O projeto de arquitetura e urbanismo, base para este projeto, já contempla em sua origem a

    acessibilidade universal a todos os espaços, como:

    Instalações Sanitárias acessíveis;

    Rampas e acesso com inclinação inferior a 5%, guarnecidas com guarda-corpo e

    corrimões;

    Vagas de estacionamento para portadores de deficiência;

    Travessias de pedestres dotadas com rampas;

    Escadas com guarda corpos;

    O projeto de acessibilidade, objeto deste memorial, complementa as necessidades de

    acessibilidade contemplando principalmente as questões relativas ao piso podotátil.

    4.3 SINALIZAÇÃO PODOTÁTIL

    Entende-se Sinalização Podotátil aquela feita com piso tátil, forma pela qual uma informação é

    sentida pelos seres humanos através da sensação tátil da planta dos pés. As pessoas cegas ou

    de baixa-visão têm as sensações táteis aguçadas e através dos pés sentem diferentes relevos no

    solo. Daí a eventual referência a podotátil. Ao formatarmos e padronizarmos estes relevos cria-se

    uma linguagem tátil que pode ser decodificada e entendida, gerando orientações em especial

    à mobilidade.

    A linguagem usualmente aceita é uma linguagem binária que combina elementos táteis de pontos

    e traços. Dizemos, portanto, que existem dois modelos de pisos: pisos direcionais e pisos de

    alerta, que como próprio nome demonstra, orientam o leitor.

    Os Pisos Táteis são empregados em espaços públicos, para que deficientes visuais possam

    se locomover com segurança. Podem ser fabricados em diversos materiais para uso interno e

    externo, e basicamente indicam: mudança

    de direção, derivação, obstáculo, cruzamento, bloqueio, e alerta.

    4.3.1 Piso Tátil Direcional

    O Piso Tátil Direcional é formado por barras paralelas, e orienta o deslocamento de pessoas

    com deficiência visual ou baixa-visão.

  • 21

    4.3.2 Piso Tátil de Alerta

    O Piso Tátil de Alerta é formado por pequenos troncos de cones, e serve como alerta

    para mudanças de direção, desníveis e na proteção de obstáculos ou barreiras arquitetônicas.

    4.4 CONCEITO DA IMPLANTAÇÃO

    No Trecho 1 do projeto, trecho correspondente á praça, o conceito de implantação do piso

    podotátil seguiu, no seu sentido longitudinal, dois eixos básicos: um na faixa lindeira á Rua

    Portugal, seguindo do extremo, próximo á interseção com a Avenida João César de Oliveira até o

    extremo oposto, na interseção da praça com o cruzamento em rotatória. Outro segue lindeiro á

    Av. José Faria da Rocha, seguindo percurso semelhante. Outros eixos, estes tranversais

    conectam-se aos eixos principais, nos extremos de cada uma das praças, fechando um circuito

    completo de percurso entorno no conjunto de praças e em cada uma delas isoladamente. Outros

    eixos de percursos penetram em cada uma das praças até os principais pontos de interesse em

    seus interiores. Como se trata de um espaço de grandes dimensões e de complexidade de

    elementos tomou-se a precaução de limitar as rotas possíveis a um número razoável, com intuito

    de não confundir o usuário, mais que orientá-lo.

    No trecho 2 do projeto, trecho que corresponde ao trajeto em ruas, foi detectado nos estudos do

    projeto urbanístico a precariedade das calçadas de uso de pedestres nestes trechos. O maior

    problema são os muitos obstáculos que impedem o trajeto seguro dos pedestres, principalmente

    aqueles portadores de deficiências. Os obstáculos são principalmente os rebaixos de acesso de

    veículos ás garagens. É comum o morador fazer a rampa de acesso á sua garagem ocupando

    toda a largura da calçada, criando, assim, rebaixos ou alteados que causam a descontinuidade do

    percurso. Fora este, existem outros obstáculo, também de uso comum, como lixeiras, árvores

    plantadas em locais indevidos, etc.. Tudo isso agravado pela pouca largura das calçadas.

    Desta forma, a instalação dos pisos podotáteis só será segura de ser feita quando as calçadas

    estiverem livres destes obstáculos. Para tanto, a solução dada no Projeto de Urbanização e

    Arquitetura é a definição de desenho de um trecho padrão de calçada, baseado no padrão

    encontrado na Cartilha Legislação Municipal de Contagem Aplicada a Edificações, edição de

    Dezembro de 2011, no qual estão previstos as dimensões mínimas para rampas, de acesso á

    garagens, localização de postes e árvores, acrescentada do padrão de aplicação do piso podotátil,

    conforme a já citada norma ABNT NBR 9030.

    Os mobiliários urbanos especificados (bancos, lixeiras e bicicletários) além dos balizadores e

    luminárias são de design exclusivo dos fabricantes e protegidos pela lei 9610/98 com direitos

    autorais reservados e não podem ser reproduzidos por outros fornecedores.

  • 22

    As placas de sinalização a serem aplicadas serão de cimento prensado

    Eduardo Carlos Guerra

    Arquiteto CAU A13130-0

    5 ESTUDOS HIDROLÓGICOS

    5.1 INTRODUÇÃO

    Os Estudos Hidrológicos para o projeto foram desenvolvidos tendo como objetivo o conhecimento

    da vazão máxima de projeto em diversos pontos para dimensionamento das das obras de

    captação superficial.

    5.2 COLETA E ANÁLISE DE DADOS

    O desenvolvimento de estudos hidrológicos, para qualquer finalidade, exige a pesquisa e coleta

    de dados básicos, envolvendo, principalmente, estudos existentes, informações cartográficas,

    informações pluviométricas e observações de campo.

    Os elementos básicos consultados e utilizados no desenvolvimento dos estudos são listados a

    seguir:

    Chuvas Intensas no Brasil (PFAFSTETTER, 1957);

    Instrução Técnica para Elaboração de Estudos e Projetos de Drenagem Urbana do Município de Belo Horizonte.

    5.3 ASPECTOS FISIOGRÁFICOS DA REGIÃO

    A região sudeste brasileira, onde se localiza o trecho em estudo, se caracterizam por uma notável

    diversificação climática, função da atuação simultânea de diversos fatores, alguns de ordem

    estática, outros de natureza dinâmica. Os fatores estáticos compreendem a posição e o relevo. A

    região sudeste está situada entre os paralelos 14 a 25 sul, resultando daí que quase todas as

    suas terras estão localizadas na zona tropical. Nessa posição, está submetida a forte radiação

    solar, uma vez que a intensidade desse fenômeno depende essencialmente da altura do sol sobre

    o horizonte. A radiação solar, por sua vez, cria melhores condições à evaporação, que será tanto

    mais ativa quanto maior o calor disponível.

  • 23

    Segundo os tipos climáticos de Koeppen, o trecho está localizado em uma região de classificação

    Cw, área de transição entre o clima Tropical Subquente Semiúmido, característico das latitudes

    baixas, e o clima temperado mesotérmico, característico das latitudes médias do Brasil. Nessas

    áreas, a menor frequência de temperaturas elevadas no verão e o predomínio de temperaturas

    amenas no inverno, se deve principalmente à altitude.

    Na área em estudo, a temperatura média anual é de 18,4ºC. A temperatura média máxima é da

    ordem de 22,6 C, enquanto a mínima chega a 13,1ºC. A amplitude térmica, portanto, é bastante

    elevada. As temperaturas mínimas ocorrem geralmente nos meses de junho e julho, enquanto as

    máximas acontecem no mês de janeiro.

    5.4 PERÍODO DE RECORRÊNCIA

    O período de recorrência é o parâmetro hidrológico definido como um coeficiente de segurança. É

    definido como o intervalo médio de anos ou período qualquer de anos, em que, determinado

    evento, precipitação ou descarga seja igualado ou excedido uma vez.

    O Período de Recorrência adotado foi de 10 anos, conforme recomendado na Instrução técnica

    para elaboração de estudos de drenagem urbana do município de Belo Horizonte.

    5.5 TEMPO DE CONCENTRAÇÃO

    O tempo de concentração adotado foi de 10 minutos.

    5.5.1 INTENSIDADE DE CHUVA DO PROJETO

    Conforme recomendado na Instrução técnica para elaboração de estudos de drenagem urbana do

    município de Belo Horizonte, a intensidade de chuva de projeto deverá ser calculada através da

    equação regionalizada proposta por Guimarães Pinheiro e Naghettini para a RMBH (1998), cuja

    expressão geral é:

    tTanualjdT Pdi ,5360,07059,0

    ,, 76542,0

    Onde:

    i T,d,j : é a intensidade de precipitação (mm/h) de duração d (h), para tempo de retorno T, na

    localidade j;

  • 24

    P anual : precipitação anual (mm), na localidade j;

    µT,t : quantis adimensionais de frequência, associados à d e T.

    A duração dos eventos considerada e a do tempo de concentração foram de 10 minutos, e a

    precipitação média anual para a área em estudo foi tomada como sendo 1.500 mm (conforme

    Instrução técnica para elaboração de estudos de drenagem urbana do município de Belo

    Horizonte, da SUDECAP) . Nestas condições, o valor calculado para intensidade de precipitação

    foi de 194,5 mm/h.

    De acordo com a Instrução técnica para elaboração de estudos de drenagem urbana do município

    de Belo Horizonte, da SUDECAP, para projetos de drenagem em áreas restritas com uso e/ou

    ocupação específica, pode-se utilizar o coeficiente de escoamento superficial (C) indicado na

    Tabela 3.1 a seguir:

    Tabela 1 – Coeficiente de escoamento superficial direto

    5.6 METODOLOGIA DOS CÁLCULOS DE VAZÃO

    A vazão de projeto é o valor instantâneo de pico (ou o hidrograma de cheia), calculado

    indiretamente à partir da transformação da chuva de projeto em vazão do escoamento superficial.

    Conforme o roteiro de cálculo já citado anteriormente, o cálculo das vazões foi feito através do

    Método Racional (CETESB, 1980).

    Em conformidade com esta metodologia, a vazão de projeto é determinada pela expressão:

    AIC0,00278Q

  • 25

    Onde:

    Q = vazão máxima prevista para o período de recorrência, em m3/s;

    0,00278 = Coeficiente de homogeneização das unidades;

    C = coeficiente de escoamento superficial;

    I = intensidade pluviométrica, em mm/h;

    A = área da bacia de contribuição, em ha.

    5.7 ÁREAS DE CONTRIBUIÇÃO

    As áreas de contribuição foram delimitadas a partir do encaminhamento das redes de drenagem

    pluvial existentes, e também das redes projetadas no projeto hidráulico, levando em consideração

    todos os pontos de lançamento.

  • 26

    6 ESTUDOS GEOTÉCNICOS

    6.1 INTRODUÇÃO

    Os Estudos Geotécnicos tem como finalidade a determinação das características do terreno

    natural e do subleito da área, bem como dos materiais encontrados, visando o detalhamento do

    projeto de pavimentação.

    Para este projeto não foram realizados sondagens de subleito para verificação de sua resistência.

    6.2 SUBLEITO

    Na fase de execução das obras deverá ser realizado sondagens do subleito de modo a conhecer

    a resistência e características físicas do solo existente.

  • 27

    7 PROJETO DE TERRAPLENAGEM

    7.1 INTRODUÇÃO

    O projeto de terraplenagem foi elaborado de forma a definir as escavações e aterros necessários

    à implantação do Projeto, de acordo com os elementos fornecidos pelos estudos topográficos e

    definições do projeto geométrico.

    7.2 METODOLOGIA

    O roteiro metodológico para a elaboração do projeto compreendeu os seguintes itens principais.

    Todo o material a ser escavado deverá ser reaproveitado desde que atendam em obra aos

    padrões de ISC e o material excedente deverá ser destinado para bota-fora. Com as conclusões

    dos ensaios geotécnicos futuros serão revisados as propriedades dos materiais em questão.

    Os materiais provenientes de demolições e remoção estão sendo considerados seu transporte

    para bota-fora localizados na região da obra, com DMT estimado em 10,0Km.

    7.3 DEFINIÇÕES BÁSICAS

    Os elementos básicos empregados no projeto foram:

    Geometria do traçado em planta e greide definidos no projeto geométrico;

    Larguras de plataforma, em função da espessura de pavimento;

    Inclinação da pista em tangente e em curva;

    A geometria dos taludes expedita, com os seguintes parâmetros:

    Taludes de corte:

    - Inclinação: 1,0 (H)1,0 (V);

  • 28

    Taludes de aterro:

    - Inclinação: 1,5 (H) : 1 (V);

    7.4 CÁLCULO DOS VOLUMES DE TERRAPLENAGEM

    O cálculo dos volumes de terraplenagem foi realizado por meio de processamento eletrônico de

    dados. As planilhas de cálculos de volumes indicam as áreas de corte e aterro das seções do

    terrapleno, bem como os volumes parciais e acumulados dos materiais escavados e dos aterros

    (volume geométrico). Estas planilhas encontram-se apresentadas no Volume – Memória de

    Cálculo.

    7.5 SEÇÃO TRANSVERSAL DE TERRAPLENAGEM

    A característica da seção transversal tipo, apresenta enorme importância dentro do projeto, com

    reflexo direto nos aspectos qualitativos e quantitativos, quando da execução dos serviços de

    terraplenagem.

    As seções transversais apresentadas no projeto de terraplenagem referem-se à plataforma de

    pavimento acabado. Essas seções foram calculadas considerando distâncias e abaulamentos da

    plataforma do projeto acabado. A representação dos taludes em planta do projeto geométrico foi

    referenciada em função do projeto acabado, considerando camadas do pavimento, passeios e

    canteiros.

    As larguras da plataforma utilizadas no Projeto Geométrico e a inclinação dos taludes levaram em

    consideração sua estabilidade expedita e possíveis interferências.

    Foram adotados basicamente:

    Aterro: 1,5(H) : 1(V), e;

    Corte : 1,0(H) : 1(V).

    7.5.1 Corpo e Camadas Finais do Aterro

    Na compactação correspondente aos serviços de Corpo do Aterro, a energia de compactação

    deverá ser igual a 100% do Proctor Normal. Entretanto, as camadas finais (e = 0,60m)

  • 29

    deverão ser executadas com material, apresentando melhores características geotécnicas e

    compactando com energia de 100% do Proctor Intermediário.

    Foi considerado material para corpo de aterro apenas para a ligação entre a Rua Portugal na Rua

    da Bélgica devido a sua altura de aterro.

    7.5.2 Áreas de Depósito de Material Excedente – ADME

    Os materiais com características geotécnicas, inaceitáveis para a execução dos aterros, corpo do

    aterro ou excedentes e, ainda, entulhos provenientes da limpeza da faixa e demolições, serão

    destinados às áreas de bota fora, localizado à 10,00 km da obra.

    7.5.3 Cálculo dos Quantitativos

    Os quantitativos dos serviços foram calculados a partir dos volumes de cortes, bota-fora e aterros,

    considerando as distâncias de transporte dos materiais e a classificação de acordo com as

    categorias expeditas definidas.

  • 30

    8 PROJETO DE DRENAGEM

    8.1 INTRODUÇÃO

    O projeto de drenagem foi elaborado com base nos subsídios fornecidos nos projetos

    arquitetônicos, geométricos, de terraplenagem e de pavimentação.

    O objetivo dos dispositivos de drenagem é disciplinar o fluxo d’água superficial que aflui das

    calçadas, vias e taludes. Para tal, projetou-se um sistema de drenagem de modo a captar,

    conduzir e descarregar essas águas em lugar apropriado e seguro.

    Foram adotados os seguintes dispositivos para elaboração do projeto de drenagem:

    Sarjeta tipo B padrão SUDECAP;

    Meio-fio pré-moldado de concreto tipo B padrão SUDECAP;

    Boca de lobo dupla Tipo B padrão SUDECAP;

    Ala de rede tubular padrão DNIT;

    Valeta trapezoidal de concreto padrão DNIT;

    Entrada para descida d’água padrão DNIT;

    Bueiro simples tubular de concreto padrão DNIT;

    Todos os dispositivos utilizados no projeto são padronizados pela SUDECAP em seu Caderno de

    Encargos, 2008 ou pelo DNIT em seu Álbum de Projetos-Tipo, 2013.

    As especificações técnicas referentes às execuções dos serviços de micro-drenagem quanto aos

    tipos de materiais, bem como suas inspeções e os controles tecnológicos deverão seguir às

    normas e orientações contidas no manual de Procedimento para Elaboração e Apresentação de

    Projetos de Infraestrutura da SUDECAP, versão 5.ed. 2011 e no Caderno de Encargos da

    SUDECAP, versão 3 ed. 2008 e do DNIT de cada dispositivo.

  • 31

    As empresas executoras não podem modificar o projeto em campo no ato da execução sem antes

    consultar a empresa projetista que emitirá seu parecer sobre os eventuais questionamentos, que

    será objeto de novo escopo contratual.

    8.2 CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

    8.2.1 Interligação da Rua Portugal na Rua da Bélgica – Rua Nova

    Foi estudado sarjeta triangular de concreto tipo “B” Sudecap nos bordos da via para poster ior

    desague em bocas de lobo dupla localizadas no ponto mais baixo do greide.

    Para desague da contribuição provenientes das BLD’s foi dimensionado uma rede tubular de

    concreto com DN800mm e segue através de uma canaleta trapezoidal localizada a jusante até

    interceptar uma canaleta trapezoidal existente que desague na parte baixa do terreno.

    Devido a uma contribuição existente que vem de uma empresa a montante da via, foi estudado

    uma descida dagua em degrau que continuará no segmento da atual descida d’agua existe para

    posterior desague na caixa pluvial a montante da BLD projetada.

    8.2.2 Interligação Entre Av. José Faria da Rocha e Rua Portugal

    Adotou-se sarjeta triangular de concreto tipo “B” Sudecap no bordo do Ramo “A” estudado que

    interligará na sarjeta existente no local.

    Para este segmento não foi necessário implantação de novas Bl’s ou rede profunda.

    8.2.3 Rua Portugal – Segmento Paralelo as Praças

    Foi estudado sarjeta triangular de concreto tipo “B” Sudecap no bordo da via, no sentido oposto

    das praças onde sua contribuição pluvial interceptará sistemas de drenagem existente nas vias

    laterais à rua Portugal.

    Para seu deságue foi considerado as BL’s (bocas de lobos) existentes na região.

    Para este segmento não foi necessário implantação de novas Bl’s ou rede profunda.

  • 32

    8.2.4 Drenagem Superficial e Profunda

    Sarjetas de Concreto

    Sarjeta é o canal triangular longitudinal situado nos bordos das pistas, junto ao meio-fio, destinado

    a coletar as águas superficiais da faixa pavimentada da via e conduzi-las às bocas-de-lobo.

    Neste projeto foram indicadas sarjetas da seguinte forma, a saber:

    Sarjeta triangular do Tipo B SUDECAP

    – Localizada nos bordos da Via Nova localizada entre Rua Portugal com Rua da Bélgica, na via de

    interligação entre Av. José Faria da Rocha com Rua Portugal e no bordo oposto as praças na Rua

    Portugal (segmento das praças);

    As vazões de projeto foram calculadas utilizando-se o método de comprimento crítico das

    sarjetas.

    Estabelecida a geometria para a sarjeta, função das disponibilidades de largura da plataforma,

    seu dimensionamento consistiu no estabelecimento de seu comprimento crítico, para todas as

    situações peculiares de planta e perfil. Neste projeto, estabeleceu-se que as sarjetas a serem

    implantadas nas bordas da plataforma serão revestidas de concreto.

    Para facilitar o dimensionamento hidráulico das sarjetas foram montadas tabelas de comprimento

    crítico em função da largura de implúvio e a rampa longitudinal. O comprimento crítico das

    sarjetas é definido como o ponto de transbordamento d’água, e irá variar em função da largura de

    contribuição, da geometria do dispositivo e da declividade da sarjeta que coincide com a

    declividade longitudinal da pista projetada.

    No dimensionamento do comprimento crítico das sarjetas foi considerado os alagamentos da via

    de 2,17m excepcionalmente e 1,67m de acordo com a Instrução Técnica para elaboração de

    estudos e projetos de drenagem urbana do município de Belo Horizonte.

    A vazão da bacia contribuinte foi calculada através do método racional, igualando à vazão da

    bacia contribuinte a vazão do condutor, que fornece o comprimento crítico das sarjetas, qual seja:

    A vazão da sarjeta é dada pela fórmula:

  • 33

    n

    iRhSQsarjeta

    2/13/2

    S = seção molhada da sarjeta (m²);

    Rh = raio hidráulico (m);

    i = declividade da sarjeta, considerada a mesma inclinação do greide (m/m);

    n = coeficiente de Manning. Para o concreto da sarjeta será adotado n = 0,014.

    Fazendo, Q bacia = Q condutor

    6,3

    lLIC

    = n

    iRhS 2/13/2

    Assim, pode-se tirar o comprimento crítico para as sarjetas através da seguinte fórmula:

    lInC

    iRhSL

    2/13/26106,3

    Onde:

    L = comprimento crítico para sarjetas (m);

    i = declividade do greide (m/m);

    Rh = raio hidráulico (m);

    C = coeficiente de escoamento superficial, sendo adotado C = 0,35 m para áreas de terreno

    natural, 0,70 m para taludes em situação de corte e 0,90 m para taludes em situação de aterro;

    n = coeficiente de Manning, adotado (n = 0, 014);

    I = intensidade de precipitação (mm/h);

    l = largura de implúvio (m).

    Através da equação do comprimento crítico das sarjetas deduzida acima, foi elaborada uma

    planilhas para os comprimentos críticos, variando-se a declividade do greide e a largura de

    contribuição.

    A seguir são apresentadas as planilhas com o dimensionamento dos comprimentos críticos das

    sarjetas.

  • 34

    Tabela 2- Cálculo dos comprimentos críticos das sarjetas – Tipo B

    Meio fio pré-moldado e concreto

    O meio-fio é a guia de concreto utilizada para separar a faixa de pavimentação da faixa do

    passeio ou separador do canteiro central, limitando a sarjeta longitudinalmente. Foi indicado o

    meio-fio pré-moldado de concreto Tipo B, padrão SUDECAP.

    Valeta Trapezoidal de Proteção

    Valetas de proteção de corte e aterros são dispositivos projetados nas cristas dos cortes e saias

    de aterros e tem a finalidade principal de interceptar o fluxo superficial difuso ocasionado pelas

    precipitações à montante das seções em corte e aterros e conduzi-las adequadamente evitando

    erosão e direcionando o fluxo d’água para um local de deságue apropriado. São posicionadas

    numa distância de 3,0m a 5,0m da crista.

    A vazão da valeta trapezoidal é dada pela fórmula:

    n

    iRhSQsarjeta

    2/13/2

    S = seção molhada da valeta (m²);

    Rh = raio hidráulico (m);

    i = declividade da valeta (m/m);

  • 35

    n = coeficiente de Manning. Para o concreto da valeta será adotado o n = 0,014.

    A seguir é apresentada na tabela6 os comprimentos críticos da valeta trapezoidal.

    Tabela 3- Cálculo dos comprimentos críticos da valeta trapezoidal– Tipo VPA-01

    Entradas D’Água (Padrão DNIT)

    As entradas d’água também denominadas de saídas d'água, são dispositivos destinados a

    conduzir as águas coletadas pelas valetas de corte ou sarjetas de aterro lançando as nas

    descidas d'água.

    Descida D’água

    A descida d’água é o dispositivo de drenagem empregado para conduzir para fora do corpo da via,

    o caudal proveniente da pista ou dos cortes, objetivando reduzir ou eliminar o efeito erosivo das

    águas pluviais.

    Foram indicadas descidas d’água em degrau equivalente nos cortes para captação do

    escoamento pluvial proveniente da valeta de proteção dos mesmos com deságues finais em

    dissipador de energia.

  • 36

    As descidas d’águas em degraus de cortes foram indicadas ao final das valetas trapezoidais de

    concreto que ultrapassaram a velocidade de 4,5 m/s.

    A vazão da descida d’água é dada pela fórmula:

    6,19,007,2 HLQ

    Onde:

    Q = Descarga de projeto a ser conduzida pela descida d'água, em m³/s;

    L = Largura da descida d'água, em m;

    H = Altura média das paredes laterais da descida, em m.

    Bocas de Lobo

    A boca-de-lobo é uma caixa dotada de grelha, às vezes combinada com uma cantoneira, com

    finalidade de coletar águas superficiais e encaminhá-las aos poços de visita ou caixas de

    passagem. A boca-de-lobo pode ser instalada em pontos intermediários ou em pontos baixos das

    sarjetas.

    No presente projeto foi indicada a instalação de bocas-de-lobo simples e duplas tipo B, porém

    combinada que possui o conjunto quadro, grelha e cantoneira em ferro fundido nodular.

    Os rebaixos (depressões) de boca-de-lobo,serão consideradas parte integrante das sarjetas Tipo

    B.

    Foi considerado fator de redução da capacidade teórica de 35% para bocas-de-lobo localizadas

    em ponto baixo.

    O dimensionamento da capacidade das bocas de lobo foi simplificado devido a utilização de

    tabelas apresentadas em forma de quadros no manual de Procedimento para Elaboração e

    Apresentação de Projetos de Infraestrutura da SUDECAP, versão 5.ed. 2011 referentes às bocas-

    de-lobo com uma faixa de alagamento de 2,17 m excepcionalmente e de 1,67 m.

    Caixa de Passagem/ Coletora de Grelha de Concreto

    As caixas coletoras são os dispositivos que captam as águas da drenagem superficial e as

    encaminham as redes tubulares. Neste projeto, foram adotadas caixas do padrão DNIT CCS para

    captação das águas oriundas dos off-sets.

  • 37

    Localizada na calçada no ponto baixo do greide na Interligação Entre Av. José Faria da Rocha e

    Rua Portugal que trabalha em conjunto com o sistema de drenagem proposta para o segmento.

    Rede Tubular de Concreto

    Tubo de concreto é o elemento pré-moldado de seção circular de concreto armado a ser utilizado

    nas redes de águas pluviais, conhecidos como bueiros tubulares de concreto.

    Para o escoamento seguro e satisfatório, o dimensionamento hidráulico deve considerar o

    desempenho do bueiro com velocidade de escoamento adequada, além de evitar a ocorrência de

    velocidades erosivas, tanto no terreno natural, como na própria tubulação e dispositivos

    acessórios e garantir a autolimpeza desses condutos.

    Os escoamentos superficiais foram considerados como permanentes e uniformes. Neste caso,

    aplicou-se à fórmula de Manning, descrita abaixo, para cálculo de suas velocidades.

    V= (A R2/3 i1/2) / n

    Q = A V

    Onde:

    Q = vazão em m³/s;

    A = área molhada, em m², considerando-se uma lâmina máxima de 80%;

    R = raio hidráulico, em m;

    I= declividade da tubulação, em m/m;

    N= coeficiente de rugosidade, considerado em 0,014 para o tubo de concreto;

    V= velocidade do líquido, em m/s.

    A velocidade máxima desejável para tubo de concreto em rede tubular foi de 7,50 m/s e a mínima

    0,75 m/s.

    Em casos particulares a máxima admissível poderá chegar a 12 m/s, contudo neste projeto as

    declividades das redes se apresentaram abaixo de 7,50 m/s.

    O diâmetro mínimo das redes de ligação seguiu o padrão SUDECAP, sendo de 400 mm.

    A tubulação da rede foi classificada como PA-1 conforme SUDECAP.

    Os bueiros de greide dispostos transversalmente à pista foram indicados conforme padrões do

    DNIT.

    As larguras de valas deverão seguir a coluna referente ao escoramento contínuo da tabela 4 da

    SUDECAP.

  • 38

    Os volumes dos reaterros referentes às valas apresentados na planilha de quantidades, são

    referentes ao material necessário para tal, entretanto antes da realização das medições deve-se

    considerar os critérios de medição do caderno da SUDECAP.

    Foi utilizado rede tubular nos trechos dos acessos referente a grande concentração de águas

    localizadas nos seguintes trechos:

    Os quantitativos das redes tubulares apresentados são referentes aos trechos entre eixos dos

    poços de visita e entre caixas de passagem, sem descontar a área ocupada pelos mesmos.

    A seguir é apresentado a planilha de dimensionamento da rede tubular.

    Tabela 1 - Cálculo das capacidades de vazões da rede tubular DN800mm

    Tabela 2 - Cálculo das capacidades de vazões da rede tubular DN800mm

    Tabela 4 - Cálculo das capacidades de vazões da rede tubular DN800mm

    Obs: Na fase de execução das obras deverá ser verificado e comunicado a equipe da CBTU sobre

    a utilização do sistema de drenagem existente, sistema este que estamos utilizando para

    escoamento da contribuição pluvial desta região e visto como o único lançamento existente no

    local.

    Ala de Rede Tubular

    As alas de rede tubular são os dispositivos a serem executados nas entradas e/ou saídas das

    redes, com o objetivo de conduzir o fluxo no sentido de escoamento, evitando o processo erosivo

    a montante e a jusante. As alas indicadas no presente projeto são padronizadas pela SUDECAP.

    Apresentação do Projeto

    O Projeto de Drenagem encontra-se apresentado no Projeto de Drenagem – Desenhos.

  • 39

    9 PROJETO DE PAVIMENTAÇÃO

    9.1 INTRODUÇÃO

    O dimensionamento do pavimento foi elaborado para conceber um pavimento com uma estrutura,

    em multicamadas que deverão ser constituídas por material de qualidade e espessura que as

    tornem técnica e economicamente viável. Além disso, é necessário que sejam capazes de

    suportar e absorver os esforços gerados pela frota circulante durante o Período de Projeto,

    considerando as mais diversas condições ambientais.

    Objetivou conceber e detalhar a estrutura de pavimento necessária e de menor custo possível, em

    função das condições geotécnicas locais, no qual foi estudado para suportar os esforços do

    tráfego solicitantes durante vida útil de 10 anos, conforme conceitos contidos no Método de

    Projetos de Pavimentos Flexíveis (Murilo Lopes Souza, DNER).

    9.2 PARÂMETROS DE PROJETO

    9.2.1 11.2.1 Subleito

    A definição da capacidade de suporte mínima dos materiais que deverão constituir o subleito da

    via foi efetuada com base nas características geotécnicas da área do projeto.

    Não foi fornecida investigação geotécnica (sondagem) para conhecimento do subleito existente,

    porém, na fase de execução da obra deverá ser garantido que o subleito apresente ISC igual ou

    superior ao adotado no dimensionamento do pavimento (ISC 8%) e, ainda, expansão < 2%.

    Considerou-se um ISC.proj. para a camada de fundação do pavimento de 8%, em um segmento

    homogêneo único e que tem tráfego de característica Via Coletora – V4.

    O subleito deverá ser regularizado com a energia de referência do próctor normal e ISC de projeto

    estabelecido como 8,0%, especificação DNIT 137/2010-ES com variação de umidade de -1,50% a

    +1.00% em relação a umidade ótima.

    9.2.2 Número “N”

    O Número "N" de repetições do eixo simples padrão de rodas duplas foi estimado a partir da

    classificação das vias (função predominante) e da previsão do volume e características do tráfego.

  • 40

    Foram observadas as faixas de valores de Número "N" para um período de projeto de 10 anos e

    extraídas informações contidas no documento intitulado Pavimentação Urbana – Classificação de

    Tráfego, conforme apresentado na tabela a seguir:

    Tabela 5 -

    Classificação do Tráfego

    TIPO

    DE VIA

    TRÁFEGO

    PREVISTO

    VMD INICIAL NA FAIXA

    MAIS

    CARREGADA NÚMERO

    "N" Veículos

    Leves

    Caminhões

    V-1 Muito Leve 100 3 A 20 1103 a

    3104

    V-2 Leve 101 a 400 21 a 100 4104 a

    3105

    V-3 Médio 401 a 1.500 101 a 500 4105 a

    3106

    V-4 Médio

    Pesado

    1.501 a

    5.000 501 a 1.000

    4106 a

    1107

    V-5 Pesado 5001 a

    10.000 1.001 a 1.999

    2107 a

    3107

    V-6 Muito

    Pesado 10.000 2.000

    4107 a

    2108

  • 41

    Estimou-se um número “N” de 1107, conforme Tipo de Via V-4 – Classificação de Tráfego.

    Adotou-se como revestimento uma camada de Concreto Betuminoso Usinado a Quente em

    função do número “N” nas faixas de rolamento, com espessura mínima de 10 cm conforme quadro

    a seguir:

    Tabela 6 - Espessura Mínima de Revestimento Betuminoso - Fonte: DNIT

    Foram utilizados, para as camadas do pavimento, os coeficientes estruturais mostrados na tabela

    seguinte:

    Tabela 7 - Coeficientes Estruturais

    Após determinar a espessura total do pavimento (Ht), em termos de material granular, e fixada a

    do revestimento (R), procede-se ao cálculo das espessuras das demais camadas considerando-se

    os materiais disponíveis para cada uma delas e seus respectivos coeficientes de equivalência

    estrutural. As espessuras da base (B), sub-base (h20) e do reforço do subleito (hn) são obtidas

    pela resolução sucessiva das seguintes inequações:

    20HKBKR BR

    nSBR HKhKBKR 20

    mrefnSBR HKhKhKBKR 20

    Onde: R – espessura do revestimento (cm) KR – coeficiente de equivalência estrutural do revestimento B – espessura da base (cm) KB – coeficiente de equivalência estrutural da base SB – espessura da sub-base (cm) KSB – coeficiente de equivalência estrutural da sub-base REF – espessura do reforço (cm)

    N

    N

  • 42

    Kref – coeficiente de equivalência estrutural do reforço H20 – espessura de material granular padrão necessária à proteção da sub-base Hn – espessura de material granular padrão necessária à proteção do reforço Hm – espessura de material granular padrão necessária à proteção do subleito

    Para fins de dimensionamento, o ISC da sub-base deve ser sempre considerado como igual a 30,

    mesmo que o material indicado para essa camada apresente valor de ISC superior.

    Esses parâmetros estão representados na Figura a seguir.

    Figura 3 - Esquema gráfico do pavimento e parâmetros de dimensionamento

  • 43

    A seguir, é apresentada a memória de cálculo do dimensionamento aplicando a metodologia

    supracitada.

    Figura 4 - Esquema Gráfico do Pavimento e Parâmetros de Dimensionamento

    Considerando o valor de R = 10,0 cm, tem-se o seguinte dimensionamento.

    Dimensionamento da Sub-Base

    R x KR + B x KB ≥ H20

    10,00 x 2,00 + B x 1,00 ≥ 27,00

    B = 7,0cm

    B adotado= 15,00cm

  • 44

    Apesar do dimensionamento da camada de sub-base ter apresentado valor de 7,0cm adotamos a

    espessura mínima de 15,00cm segundo orientação do manual de pavimentação DNIT IPR-719.

    9.3 DIMENSIONAMENTO DA BASE

    R x KR + B x KB +h20 x Ks ≥Hn

    10,00 x 2,00 + 15,00 x 1,00 + h20 x 1,00 ≥ 50,00

    h20 =15,00cm

    h20 adotado = 15,00cm

    9.4 RESUMO DO PAVIMENTO

    O dimensionamento do pavimento obtido para todo o trecho em questão, com base nas premissas

    acima definidas e segundo a Metodologia do Engº Murillo Lopes de Souza, é o seguinte:

    9.4.1 Pavimento Asfáltico Tipo CBUQ – Segmento Abertura da Via Nova

    - Camada de rolamento em Concreto Betuminoso Usinado a Quente - Faixa ‘’C’’: espessura de

    5,0 cm;

    - Camada de rolamento em Concreto Betuminoso Usinado a Quente - Faixa ‘’B’’: espessura de 5,0

    cm;

    - Base de solo estabilizado granulometricamente sem mistura: espessura de 15,0 cm;

    - Sub-base de solo estabilizado granulometricamente sem mistura: espessura de 15,0 cm;

    ESTRUTURA DO PAVIMENTO DEFINIDA - CBUQ

    CAMADA ESPESSURA (cm)

    Revestimento (CBUQ Faixa “C”) 5

    Revestimento (CBUQ Faixa “B”) 5

    Imprimação m²

    Base 15

    Sub-Base 15

  • 45

    Reforço do subleito -

    Regularização de Subleito m²

    Tratamento Superficial Simples - Rua Portugal fora do segmento das praças, Rua Senegal e

    Rua Bélgica

    - Camada de Tratamento superficial simples (TSS): espessura de 2,5 cm;

    ESTRUTURA DO PAVIMENTO DEFINIDA - TSS

    CAMADA ESPESSURA (cm)

    Tratamento Superficial Simples (TSS) 2,5

    Emulsão Asfáltica RR-2C m²

    Pavimento Existente -

    Base -

    Sub-Base -

    Reforço do subleito -

    Regularização de Subleito -

    Para este segmento está sendo previsto restauração do pavimento existente com camada

    de 2,5cm de tratamento superficial simples.

    Tratamento Superficial Duplo - Rua Portugal paralela as praças

    - Camada de Tratamento superficial duplo (TSD): espessura de 5,0 cm;

    ESTRUTURA DO PAVIMENTO DEFINIDA - TSD

    CAMADA ESPESSURA (cm)

    Tratamento Superficial Duplo (TSD) 5

  • 46

    Emulsão Asfáltica RR-2C m²

    Pavimento Existente -

    Base -

    Sub-Base -

    Reforço do subleito -

    Regularização de Subleito -

    Obs: No segmento da Rua Portuga