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PROJETO PEDAGGICO DO CURSO DE MEDICINA, INTERESSANTE COM DISCIPLINAS DO CURSO E EMENTAS.

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<ul><li> 1. Projeto Pedaggico do curso de Medicina </li></ul><p> 2. 2 FUNDAO TCNICO-EDUCACIONAL SOUZA MARQUES PPPrrrooofffaaa... SSSTTTEEELLLLLLAAA dddeee SSSOOOUUUZZZAAA MMMAAARRRQQQUUUEEESSS GGGOOOMMMEEESSS LLLEEEAAALLL Presidente PPPrrrooofff... MMMAAAGGGNNNOOO dddeee AAAGGGUUUIIIAAARRR MMMAAARRRAAANNNHHHOOO Superintendente ESCOLA DE MEDICINA SOUZA MARQUES PPPrrrooofff... DDDrrr... AAANNNTTTNNNIIIOOO PPPAAATTTRRROOOCCCNNNIIIOOO LLLOOOCCCOOOSSSEEELLLLLLIII Diretor PPPrrrooofff... DDDrrr... RRRAAAYYYMMMUUUNNNDDDOOO MMMAAANNNNNNOOO VVVIIIEEEIIIRRRAAA DiretorAcadmico PPPrrrooofffaaa... DDDrrraaa... YYYAAARRRAAA CCCUUURRRVVVAAACCCHHHOOO MMMAAALLLVVVEEEZZZZZZIII CoordenadoradeEnsino PPPrrrooofff... DDDrrr... FFFEEERRRNNNAAANNNDDDOOO AAANNNTTTOOONNNIIIOOO PPPIIINNNTTTOOO NNNAAASSSCCCIIIMMMEEENNNTTTOOO CoordenadornaSantaCasa PPPrrrooofffaaa... LLLEEEOOOPPPOOOLLLDDDIIINNNAAA DDDEEE SSSOOOUUUZZZAAA MMMAAARRRQQQUUUEEESSS SecretriaGeral 3. CURSO DE MEDICINA NDICE Breve Notcia Histrica 7 Introduo Programao 13 Apresentao 15 1. Dos Compromissos 15 2. Do Ideal de Sade 15 3. Das Responsabilidades 17 4. Das Proposies 17 5. Dos Objetivos 17 6. Da Sntese 17 Parmetros da Programao 19 1. Dos Critrios para o Perfil dos Objetivos 21 2. Dos Critrios para o Perfil do Graduando 22 Organizao Curricular 23 1. Do Ciclo de Formao 25 1. A. Dos Fundamentos de Medicina Social 25 1. B. Dos Fundamentos de Medicina Curativa 25 2. Do Ciclo de Internato 26 Currculo: Referncias Conceituais 27 1 Referncia: do Estudo da Sade 29 1. Da Concepo da Promoo da Sade 29 2. Do Estudo da Sade Humana: A Higiologia 31 3. Da Ateno Primria Sade 32 4. Da Medicina Social 33 2 Referncia: da Formao do Mdico 34 5. Das Bases da Formao Mdica 34 6. Da Morfologia Funcional 35 7. Dos Mecanismos de Agresso e de Defesa 35 3 Referncia: da Prtica Mdica 36 8. Da Medicina Curativa 36 9. Da Iniciao Prtica Mdica 36 10. Da Propedutica e da Semiologia 37 11. Da Medicina Clnica 39 Medicina Interna 39 Pediatria 39 Tocoginecologia 40 12. Especialidades 40 13. Teraputica 41 4 Referncia: da Educao Mdica 42 Da Educao Mdica 45 Da Educao Mdica 47 Portaria n07/2008 50 Referncias Bibliogrficas 53 Referncias Bibliogrficas 53 4. 4 Programao 55 Programao Curricular 57 Critrios Adotados 57 Programao do 1 Ano 59 Programao do 2 Ano 59 Programao do 3 Ano 59 Programao do 4 Ano 60 Programao do 5 Ano 60 Programao do 6 Ano 61 Consolidao das Cargas Horrias 62 Organizao Curricular: Estrutura Matricial 62 Ementas 63 Ementas 1 ano 65 Iniciao Prtica Mdica 1 67 Iniciao Cientfica 68 Linguagem Mdica 69 Medicina Social 1 70 Morfologia Funcional 1 74 Orientao e Tutoria 76 Ementas 2 ano 77 Farmacologia Bsica 79 Fisiopatologia 80 Iniciao Prtica Mdica 2 82 Medicina Social 2 83 Morfologia Funcional 2 85 Patgeno Hospedeiro: Interrelaes 87 Ementas 3 ano 89 Diagnstico Mdico 91 Farmacologia Clnica 93 Infectologia 94 Iniciao Prtica Cirrgica 95 Medicina Social 3 96 Psicologia 99 Puericultura 100 Semiologia e Propedutica Especial 101 Semiologia e Propedutica Geral 104 Ementas 4 ano 107 Especialidades 109 Medicina Interna 111 Medicina Social 4 114 Pediatria 118 Teraputica 119 Tocoginecologia 120 Ementas Internato 123 Internato 125 Ciclo de Internato: Normas Gerais 126 Bibliografia Indicada 129 Bibliografia Indicada 131 Bibliografia Complementar 139 5. Organizao Administrativa 143 Organizao Administrativa 145 Avaliao do Desempenho Escolar 147 Avaliao do Desempenho Escolar: Regulamento Interno 149 Avaliao do Internato: Regulamento Interno 153 Complemento aos Critrios de Avaliao 155 Deliberaes Complementares 157 Internato: Ficha de Avaliao 164 Cdigo de tica 167 Introduo 169 Da Moral 169 Da tica 169 Da Universidade 170 Da rea da Sade: da Medicina 171 Cdigo de tica 172 Captulo 1: Dos Preceitos Fundamentais 172 Captulo 2: Dos Preceitos Universitrios 172 Seco I - Dos Bens Comuns 172 Seco II Das Tradies 173 Seco III Do Convvio Humano 173 Seco IV Das Produes 173 Seco V Do Ensino e da Docncia 173 Seco VI Da Pesquisa e do Saber 174 Seco VII Da Extenso e dos Servios 174 Seco VIII Dos Docentes 174 Seco IX Dos Discentes 175 Seco X Dos Tcnicos 175 Seco XI Dos Pacientes 175 Seco XII Da Ateno ao Humano 175 Captulo 3: Das Disposies Gerais 176 6. 6 7. Breve Notcia Histrica 8. 8 9. CURSO DE MEDICINA BREVE NOTCIA HISTRICA 01. A ideia de criao de uma Escola de Medicina pela Fundao Tcnico-Educacional Souza Marques resultou de uma proposta apresentada em abril de 1967 na Congregao da Escola de Ps-Graduao Mdica Carlos Chagas, fundada pela Associao de Livre-Docentes da Univer- sidade Federal do Rio de Janeiro. Os membros dessa Congregao, todos com titulao de livre-docncia e com larga experincia de magistrio, na sua maioria, chefes de enfermarias da Santa Casa da Misericrdia do Rio de Janeiro, julgaram oportuno o momento para a criao de uma escola mdica tendo em vista o grande nmero de jovens aprovados nos vestibulares sem que existissem vagas para que pudes- sem se matricular. Eram os denominados excedentes. O fato da existncia de excedentes criava problemas polticos preocupantes para o Mi- nistrio da Educao e para a prpria Presidncia da Repblica. Assim a iniciativa da criao da Escola de Medicina Souza Marques foi tida como uma ideia fe- liz por ir ao encontro da poltica do governo, interessado em aumentar o nmero de vagas oferecidas pelas poucas escolas de medicina ento existentes. 02. Uma vez aprovada a sugesto, foi constituda uma comisso que iniciou as negociaes junto ao ento Conselho Federal de Educao (CFE), presidido na ocasio pelo Professor Deolindo Augusto de Nunes Couto, ao Ministro da Educao, Professor Tarso de Moraes Dutra e fi- nalmente junto ao Presidente da Repblica, General Artur da Costa e Silva. A ideia teve boa receptividade por parte de todas as autoridades consultadas e foi iniciada a ela- borao do Projeto Pedaggico da nova escola mdica. Desde o incio definiu-se com preciso o perfil do profissional que se desejava formar. Respeita- do o Currculo Mnimo de Medicina (CFE Resoluo n 8/69 de 8 de outubro de 1969), nascente a esta poca, a metodologia de ensino projetada obedecia a mais moderna orientao para a poca, com de- terminao de objetivos para cada uma das disciplinas e com um esquema que, sem realizar a plena integrao interdisciplinar, o que seria impossvel numa escola de professores em tempo parcial, organi- zava de modo lgico e concatenado o ensino entre as disciplinas do ciclo bsico e, sempre que possvel, entre estas e as do ciclo profissional. Foram constitudas duas comisses: uma, para a redao do Regimento e outra, para a elabo- rao do Projeto Pedaggico, as quais em setembro de 1969 deram o trabalho por concludo. Para enfatizar o valor da proposta efetivada, basta dizer que nessa ocasio, fim da dcada de sessenta, quando poucas faculdades pensavam em recorrer ao auxlio de especialistas em ensino mdi- co, j organizava a Escola Souza Marques, mesmo antes do incio de seu funcionamento, cursos de didtica mdica e tecnologia educacional para a rea da sade. Foram ministrados cursos de organizao de currculos, formulao de objetivos, de avaliao e muitos outros ministrados pelos poucos especialistas que, poca, atuavam na rea. Entre os professo- res que participaram desses cursos importa citar Agnelo Collet, consultor de Educao Mdica da Or- ganizao Mundial de Sade, um dos precursores (se no o precursor) dos que se dedicaram nova especialidade da Pedagogia Mdica. O Projeto Pedaggico da nova Escola ficou pronto e acordos com a Santa Casa da Misericr- dia do Rio de Janeiro, que por tantos anos j havia abrigado a antiga Faculdade Nacional de Medicina, asseguraram as enfermarias do tradicional Hospital como o ambiente propcio e apropriado para o ensi- no da escola mdica nascente. 03. Era, como ainda , exigncia legal a existncia de uma entidade mantenedora a qual seria a pessoa jurdica responsvel pela Escola. Aps vrios entendimentos foi firmado um pacto entre os fundadores da Escola e o Professor Jos de Souza Marques, ento presidente da Funda- o Tcnico-Educacional Souza Marques, que j possua vrios cursos de nvel superior, o 10. 10 que tornava a FTESM na entidade mantenedora da nova Escola. Ento, j com a denominao de Escola de Medicina da Fundao Tcnico-Educacional Souza Marques, faltava, no entanto, a base fsica para instalao de sua administrao e para o ensino das disciplinas do ciclo bsico. Novamente a Santa Casa da Misericrdia do Rio de Janeiro veio apoiar a ideia, colocando dis- posio da Escola o histrico prdio da rua do Catete n 6, no Bairro da Glria. Esse prdio, que havia sido a residncia de uma figura tradicional do imprio, fora deixado por morte de seu proprietrio Santa Casa, com a clusula que restringia seu uso a finalidades educacio- nais. Nele havia sido instalado e funcionou durante anos um asilo para jovens rfs: o Asilo So Cor- nlio. A dificuldade em manter o asilo levou a Santa Casa a desativ-lo e, assim, nesta ocasio, o edif- cio estava desocupado. Necessitava de reformas, construo de novas instalaes e equipamentos para as cadeiras b- sicas. O Ministrio da Educao, interessado ainda em resolver o problema dos alunos excedentes, prontificou-se em custear as obras necessrias, com a condio de que a Escola absorvesse 192 exce- dentes do ltimo vestibular que h pouco se realizara e que criava um difcil problema poltico para o governo. Deve ser destacado este fato, pois muitas vezes a Escola tem sido citada por ter nmero exces- sivo de alunos, mas as 192 vagas resultaram de uma imposio do Ministrio da Educao. 04. Em 15 de outubro de 1969, o Conselho Federal de Educao (CFE) autorizou, atravs do Parecer CFE n 795/69, o funcionamento da Escola e em 29 de janeiro de 1970 o DOU publicou o Decreto n 66.141 que legitimou a autorizao de funcionamento da Escola de Medicina Sou- za Marques. No dia 15 de maio de 1971 foi proferida a aula inaugural da Escola de Medicina da Fundao Tcnico-Educacional Souza Marques. Em 1976, antes de formar a primeira turma, a Escola de Medicina obteve o seu reconhecimen- to oficialmente pelo Parecer CFE n 2937/76 de 02 de setembro de 1976 e o Decreto n 78665/76, pu- blicado no DOU em 05 de novembro de 1976, legalizou o reconhecimento da Escola de Medicina Souza Marques. Sucessivamente a Escola de Medicina Souza Marques tem tido o seu reconhecimento de funcionamento renovado, sendo que o ltimo ocorreu em 2008 (Portaria SESu no 1180/05 de 23 de dezembro de 2008, publicada no DOU de 26 de dezembro de 2008). REAS DE ATUAO A Escola de Medicina da Fundao Tcnico-Educacional Souza Marques Instituio de Ensino Superior fundamentalmente voltada ao ensino de graduao da medicina. Desde o seu reconhecimento, h trinta e trs anos, j graduou acima de 5.000 mdicos, dos quais, hoje, muitos ensinam a medicina, praticam com eficincia a arte mdica e desenvolvem conheci- mentos e tcnicas que auxiliam a evoluo dos procedimentos mdicos. Porm, a atuao da Escola de Medicina Souza Marques no tem se limitado ao ensino de graduao, pois, promove, em convnio com o Hospital Aristarcho Pessoa da Secretaria de Estado da Defesa Civil SEDEC-RJ (Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro), programa de Resi- dncia Mdica nas reas de clnica mdica, clnica cirrgica, pediatria, tocoginecologia e ortopedia. E mais, estudos esto sendo realizados para a implantao de programa de Residncia Mdica na rea da Sade da Famlia em colaborao com o Hospital Central do Exrcito. A Escola de Medicina Souza Marques atua ainda no ensino de ps-graduao lato senso, por meio de programas de especializao como os de Especializao em Dermatologia, Especializao em Medicina Esttica e outros Esto sendo desenvolvidos Projetos para a futura implantao de programas de ps-graduao, estrito senso, com reas de concentrao no campo das cincias morfolgicas, da medicina experimen- tal e da cirurgia experimental. 11. Como atividade essencial ao ensino de graduao e ps-graduao, programas sociais de ateno sade so promovidos para a comunidade que acorre aos seus servios e servios conveni- ados. No Plo de Atendimento Itanhang (Plo Comunidade Stio do Pai Joo), na Creche Casulo Padre Aleixo (Parquia da Santssima Trindade) e mais recentemente no Plo de Sade da Famlia: Unidade Souza Marques (Comunidade do Fub) em Cascadura so exercidas atividades de extenso pela Escola de Medicina como programas docentes e discentes assistenciais em colaborao aos servi- os de sade municipais e estaduais. Cabe dizer, enfim, que a Escola de Medicina Souza Marques, tem mantido, nesses anos, continuado processo de desenvolvimento e atualizao da consecuo de suas precpuas finalidades de Escola Mdica. 12. 12 13. Introduo Programao 14. 14 15. CURSO DE MEDICINA INTRODUO PROGRAMAO APRESENTAO 1. DOS COMPROMISSOS Trs so os compromissos que norteiam as diretivas principais da programao do curso da Escola de Medicina Souza Marques. A. O Compromisso Educacional: O qual o fundamento dos seus objetivos de centro formador de recursos humanos, habilitados e qualificados, para atuar com proficincia na promoo da sade humana, em todos os seus diferen- tes nveis; B. O Compromisso Social: O qual o fundamento dos seus objetivos de centro de ateno sade, prestador de servios de manuteno, recuperao e preveno da sade humana, como ao de extenso assistencial comunidade da localidade geopoltica na qual se insere, para contribuir, com isto, na elevao da qualidade de vida desta comunidade; C. O Compromisso Cultural: O qual o fundamento dos seus objetivos de um centro produtor de conhecimentos, cientficos e filosficos, e de tecnologias, que almejam no s o desenvolvimento do saber sobre a realidade do homem nas suas dimenses: fsica, mental, scio-cultural e poltica, quanto a produo de recursos e meios para melhorar a sade e a qualidade de vida do ser humano. Como Instituio de Ensino Superior, a preocupao com a formao integral do homem e a colaborao na transformao scio-cultural da realidade de seu contexto geopoltico so, naturalmente, partes integrantes dos seus compromissos. 2. DO IDEAL DE SADE Assim, os trs compromissos, como fundamentos, que emergem em todas as intenes de a- tuao, delineadas nos objetivos do Curso da Escola de Medicina Souza Marques, se renem na pro- posta de que o ensino mdico, a ateno sade e a pesquisa para o desenvolvimento das cin- cias da sade so interdependentes e interativos nos seus processos de consecuo e de evoluo. Por isto, cabe Escola Mdica um papel de centralizador na convergncia do aprendizado, da assistncia e da cincia que almejam o mais alto ideal da sade humana, como o proposto pela Orga- nizao Mundial de Sade: Sade, um direito humano fundamental, um estado de completo bem-estar fsico, mental, scio-cultural e poltico, e no simplesmente a ausncia de doena ou enfer- midade. 3. DAS RESPONSABILIDADES Os trs compromissos, o educacional, o social e o cultural, assumidos para argumentos de base das diretrizes do Curso desta Escola de Medicina, por serem, na sua realizao e implementao, convergentes e interdependentes, fundamentam, na formulao dos propsitos e finalidades d...</p>