postal 1141 - 10 abr 2015

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• CONHEÇA O POSTAL DESTA SEMANA! • (Sexta-feira 10/04) nas bancas com o jornal PÚBLICO • LEIA E PARTILHE A INFORMAÇÃO INDISPENSÁVEL SOBRE O ALGARVE • * NESTA EDIÇÃO COM O CULTURA.SUL * EM DESTAQUE NESTA EDIÇÃO: > Vilamoura em, mãos americanas por 200 milhões > Governo não recua nas demolições > Freitas do Amaral abre ciclo de presenças ilustres em Vila Real > IV Jogos de Quelfes arrancam amanhã > Ferragudo teme obras no molhe do Arade > Albufeira quer propostas para o orçamento participativo • POUPE centenas de euros ao assinar o POSTAL por 30€ anuais com o Plano de Saúde gratuito em medicina dentária, estética e ginásio • PRÓXIMA EDIÇÃO DO POSTAL dia 24 de Abril: o indispensável sobre o Algarve

TRANSCRIPT

  • Director Henrique Dias Freire Ano XXVII Edio 1141 Quinzenrio sexta-feira 10 de Abril de 2015 Preo 1,40

    S SEXTAS EMCONJUNTO COM OPBLICO POR 1,60

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    > Uma pechincha dizem os especialistas. A Lone Star com-prou a Lusort e com ela Vila-moura e a concessso da Mari-na de Vilamoura aos espanhis do Catalunya Banc por menos 300 milhes do que Andr Jor-dan a tinha vendido p. 2

    Vilamoura em mos americanas por 200 milhes

    > Pelo segundo ano a ser posto em prtica, o oramento partici-pativo de Albufeira espera a par-ticipao dos muncipes com propostas para o investimento de 100 mil euros. A autarquia reser-va para 2016 uma fatia importan-te do oramento para a escolha directa dos cidados p. 5

    Freitas do Amaral abre ciclo de presenas ilustres em Vila Real

    Sinnimos de Leitura:

    > 6

    d.r.

    d.r.

    Albufeira quer propostas para o oramento participativo

    FINANAS AUTRQUICAS

    Sbado arrancam os IV Jogos de Quelfes

    OLIMPISMO

    > 5

    Ferragudo teme obras no molhe do Arade

    > 8

    d.r.

    Jorge Moreira da Silva: Debaixo de protestos que o ministro diz estarem a ser instrumentalizados o titutlar da pasta do Ambiente mantm as demolies nas ilhas-barreira > 3

    Governo no recua nas demolies

    EM FOCO 2 MOREIRA DA SILVA NO RECUA NAS DEMOLIES 3 J S RESTA UMA TECEDEIRA EM MONCHIQUE 4 VI JOGOS DE QUELFES ABREM SBADO 5

    VILA REAL VAI RECEBER GRANDES NOMES DA CULTURA 6 IEFP - ALGARVE INICIA NOVOS CURSOS DE APRENDIZAGEM 7 CLASSIFICADOS 9

    d.r. LAGOA

  • em foco2 | 10 de Abril de 2015

    Rua de Santo Antnio, n. 68 - 5 Esq. 8000 - 283 FaroTelef.: 289 820 850 Fax: 289 878 342

    dbf@advogados.com.pt www.advogados.com.pt

    Venda de Vilamoura mostra confiana no imobilirio e turismoPreo baixo no afasta importncia do investimento

    Ricardo Claroricardoc.postal@gmail.com

    A GESTORA DE FUNDOS DE IN-VESTIMENTO norte-americana Lone Star a nova dona de Vi-lamoura, num negcio que se realizou nos ltimos dias de Maro e que ditou a venda, empresa criada em 1995 por John Grayken, da Lusort, dona de Vilamoura e da con-cesso da respectiva marina.

    O Catalunya Banc, dono da Lusort (e o Banco Bilbao y Vizcaya Argentaria, um dos principais accionistas do Ca-talunya Banc), deixam o ne-gcio imobilirio associado Lusort e a Vilamoura e en-tregam por cerca de 200 mi-lhes de euros aos america-nos os direitos de construo de cerca de 700 mil metros quadrados de rea.

    exactamente aqui que est o negcio, uma vez que, neste momento, a fatia de leo de Vilamoura j no propriedade da Lusort, sendo que dos activos da empresa apenas valem realmente di-nheiro os terrenos a construir e a concesso da Marina de Vilamoura que lucrativa.

    Ainda assim, a opinio geral dos analistas veicula-dos por variados rgo de comunicao social, nomea-damente nacionais, que o valor da transaco, naquele que j considerado o ne-gcio imobilirio do ano no pas, baixo.

    Em comparao com a l-tima troca de mos de Vila-moura, realizada entre Andr Jordan e Vasco Branco e a Lu-sort (em duas tranches com os campos de golfe a serem ven-didos separadamente do resto do empreendimento por 120 milhes de euros), Vilamoura foi agora vendida por menos 300 milhes de euros.

    A APOSTA NA CIDADE LACUSTRE A galinha dos ovos de ouro da compra de Vilamoura o espao onde dever nascer o projecto Cidade Laustre, con-cebido pelo gabinete de ar-quitectos Rafael de La Hoz h cerca de uma dcada.

    So 316 mil metros qua-drados de rea edificvel, dos quais 188,5 mil para fins resi-denciais, a que se somam 14 mil de rea comercial e 113,5 mil de rea turstica.

    Trs lagos ligados por uma rede de canais navegveis a que se aceder por uma eclusa destinada a manter um volu-me de gua de 605 mil metros cbicos de gua dentro do sis-tema lagunar prometem criar um ambiente nico na zona que se estende a partir do The Lake Resort para poente e norte.

    Neste complexo de canais, ilhas e passadios promete--se fazer nascer trs mil novas camas entre aldeamentos, ho-

    tis e villas, alm de 300 novos postos de amarrao.

    A MARINA UMA MAIS-VALIA LUCRATIVA Outro dos activos que valem bem o dinheiro in-vestido pela Lone Star a Ma-rina de Vilamoura, a maior infra-estrutura do gnero do pas e tambm a mais antiga

    e conhecida marina nacional.A marina d lucro e a con-

    cesso por isso um activo valioso, ainda mais quando constitui um dos principais atractivos de Vilamoura e da futura Cidade Lacustre face a outras ofertas, quer no Algar-ve, quer em destinos como o Sul de Espanha.

    Com 825 amarraes a marina a jia da coroa da actual Vilamoura, podendo acolher barcos at 60 metros de comprimento e quatro de calado e ficando a escassas 160 milhas de Lisboa, 140 de Gibraltar e 190 de Puerto Ba-nus em Marbella.

    Recorde-se que a preos actu-

    ais e em poca alta a Marina de Vilamoura cobra uma mensa-lidade de 4.560 euros por uma embarcao atracada entre 35 e 40 metros de comprimento.

    Por outro lado, Vilamoura uma aposta relativamente segu-ra para quem quer arriscar no imobilirio no Algarve, uma vez que, o projecto est em pleno funcionamento e em situao de maturidade, perfeitamente enquadrado na envolvente e cimentado enquanto destino turstico.

    Neste quadro desempenham um papel fundamental os cin-co campos de golfe de 18 bu-racos existentes no complexo, alm de reas reservadas ao hipismo, tnis, paddle, squash, circuitos de manuteno, ciclo-vias e ginsios.

    A tudo isto soma-se a oferta de cada um dos hotis de Vila-moura, onde esto algumas das mais prestigiadas unidades da regio e do pas, trs quilme-tros de areal entre as praias da Falsia e Vilamoura, o Museu Cerro da Vila e o Parque Am-biental de Vilamoura com cer-ca de 200 hectares.

    Tudo a somar para criar o en-quadramento perfeito para um investimento turstico.

    Certo que haver ainda que conseguir fundos capazes de garantirem o correcto alavancar da nova aposta imobiliria na Ci-dade Lacustre e uma verdadeira poltica de vendas que garanta retorno num espao de tempo vivel para o volume de investi-mento, decerto muito elevado.

    Mas no menos certo que o investimento dos norte-ame-ricanos significa uma aposta no Algarve enquanto destino de investimento imobilirio e turstico. Algo que pode sig-nificar a mdio prazo muitos postos de trabalho e um refor-o da oferta regional em ter-mos tursticos, quer em quan-tidade, quer em qualidade.

    fotos: d.r.

    A gestora de fundos norte-americana Lone Star comprou o complexo turstico de Vilamoura por cerca de 200 milhes de euros

    Imagem de anteviso do projecto da Cidade Lacustre

  • regio

    10 de Abril de 2015 | 3

    Moreira da Silva no recua nas demoliesMinistro assegura que todas as famlias esto a ser realojadas

    Ricardo Claro/Lusaricardoc.postal@gmail.com

    O MINISTRO DO AMBIENTE AFIRMOU na passada tera--feira no Parlamento que as de-molies so para continuar nas ilhas barreiras da Ria Formosa, mas assegurou que todas as fa-mlias cujas casas so primeira habitao esto a ser realojadas.

    No tem havido nenhuma demolio que no tenha sido antecedida de realojamento, tratando-se de primeiras habi-taes. Em casos que temos d-vidas, existe uma reavaliao do processo, explicou aos deputa-dos Jorge Moreira da Silva.

    O governante foi ouvido pela Comisso do Ambiente, Orde-namento do Territrio e Poder Local sobre as demolies na Ria Formosa e o Plano de Or-denamento da Orla Costeira (POOC) previsto para aquela regio algarvia.

    Face s crticas dos deputados dos partidos da oposio que acusaram o Governo de estar com uma fria demolidora, Jorge Moreira da Silva argu-mentou que se trata de uma reposio da legalidade, uma

    vez que as habitaes que esto a ser demolidas so ilegais.

    No faz sentido que, de norte ao sul, os cidados sejam insta-dos a fazer sacrifcios para se pro-teger o litoral e depois se aceite a construo ilegal. Ningum faz demolies de nimo leve, su-blinhou o governante.

    MINISTRO ACUSA POPULAES DE INSTRUMENTALIZAO Jorge Moreira da Silva acusou mesmo muitas famlias de estarem a ten-tar instrumentalizar os protestos para ocultar que possuem outras alternativas habitacionais.

    Na maioria dos casos esta-mos a falar de casas de frias e no de primeira habitao. At Junho temos condies de rea-lizar todas as demolies previs-tas com a excepo daquelas que so primeira habitao. O realo-jamento da responsabilidade dos municpios e no do Gover-no, apontou.

    OPOSIO ACUSA O GOVERNO DE QUERER EXPULSAR AS CO-MUNIDADES Por seu turno, os partidos da oposio, nomea-damente o PCP e o BE, acusa-ram o Governo de querer ex-

    pulsar as comunidades locais para no futuro beneficiarem entidades privadas.

    Trata-se de uma concepo fundamentalista de que para conservar e proteger o am-biente necessrio expulsar as comunidades locais. Primei-ro, expulsa-se, depois renatu-raliza-se e no fim entrega-se a privados, afirmou o deputado do PCP Paulo S.

    Em resposta s crticas, Jorge

    Moreira da Silva respondeu que a inteno a de que as ilhas pas-sem a ser desfrutadas por toda a populao e no s por alguns.

    Moreira da Silva adiantou que o Governo prev iniciar em Junho as primeiras dragagens no canal Faro-Olho, Barrinho do Anco e Esteiro do Ramalhe-te, Barra da Armona e Tavira e termin-las em Dezembro, um investimento de cerca de cinco milhes de euros.

    O governante adiantou ainda que as obras da ETAR (Estao de Tratamento de guas Residuais) de Faro iro iniciar-se ainda este ano e que a empreitada ter um prazo de execuo de um ano e meio.

    Moreira da Silva referiu que a construo da ETAR de Faro e as dragagens representaro um in-vestimento do Governo de cerca de 41 milhes de euros.

    MINISTRO FALA EM PLANO DE PORMENOR QUE AINDA NO MAIS DO QUE UM ESTUDO H ainda muito por fazer, que vai alm das demolies. Esta