portugues-resumos maias-livro inteiro-ana filipa cardoso (1)

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Resumos de Os Maias Os Maias so uma narrativa novelesca (intriga)que narra a histria de uma familia que se estende ao longo do sculo XIX: 1Gerao Afonso da Maia,a gerao que vive lutas liberais( miguelistas e liberais); 2 Gerao Pedro da Maia,a gerao romntica que de certa maneira atormentada pelo movimento cultural do Romantismo; 3 Gerao Carlos da Maia, a gerao que vive o perodo da regenerao. Capitulo I (1 parte da Obra Comea neste capitulo) A histria comea no Outono de 1875.Em 1858 monsenhor Buccarini, visitou o Ramalhete com inteno de o comprar,mas acabou por desistir da ideia,pois a renda era muito alta para a casa que era.Afonso da Maia decidiu vir habitar o Ramalhete,que estava desabitado e servia apenas para guardar as mobilias do palacete de Benfica que tinha sido comprado por um brasileiro.Tambm se vendeu a outra propriedade,a Tojeira. Depois da Regenerao,os Maias foram para a sua Quinta de Santa Olvia. Os Maias eram : Familia antiga da beira; Pouco numerosa;

Agora estava reduzida a apenas dois vares : Afonso da Maia,um velho quase antepassado(patriarca da familia) e seu neto Carlos da Maia,que estudava medicina em Coimbra. Afonso da Maia,decidiu vir para Lisboa,e habitar o Ramalhete, pois seu neto,era um rapaz de gostos e de luxos e que depois de formado no queria viver nos penhascos do Douro.Ento,Afonso decidiu remodelar o Ramalhete. Vilaa(administrador dos Maias) escreveu uma carta para Afonso,dizendo todos os incovenientes que aquela casa tinha, entre os quais: Necessitava de tantas obras e de tantas despesas; Faltava um jardim; E segundo uma lenda,as paredes do Ramalhete eram sempre fatais aos Maias.

Mas Afonso,riu-se da carta e mandou reconstituir o Ramalhete, e as obras comearam logo sob a vigia de Esteves. Pouco tempo depois,apareceu Carlos com um decorador ingls,e que acabou por ser ele a reconstituir/decorar a casa. Ao fim de um ano,do antigo Ramalhete s restava a fachada tristonha que Afonso no quis q fosse alterada,pois fazia parte da fisionomia da casa. O ramalhete era constituido por:

Um ptio que estava resplandescente, com pavimento quadrilhado de mrmores brancos e vermelhos,com plantas e bancos feudais que tinham vindo de Espanha. Na antecmara,havia divs cobertos de tapetes persas,largos pratos mouriscos com reflexos metalicos de cobre,com uma figura de uma rapariga friorenta. Da antecmara dava para um amplo corredor,ornado com as peas ricas de Benfica,jarres da India e antigos quadros devotos.As melhores salas do Ramalhete,abriam para o corredor. No salo nobre,que era raro ser usado,era todo em tons de musgo,onde havia o retrato da sogra de Afonso. Um sala mais pequena,ao lado do salo,era onde se fazia msica. Tinha um ar velho com moveis enramalhetados de ouro,com tapearias. Defronte da sala,era o bilhar,forrado com couro moderno. Ao lado do bilhar,era o fumoir, a sala mais cmoda do Ramalhete.Era alegrado pelas cores de velhas faianas e aconchegado pelo quente e sombrio dos estofos escarlates. Ao fundo do corredor ficava o escritrio de Afonso,revestido de damascos vermelhos. Tinha uma mesa de pau-preto,estantes baixas. Ao lado do fogo,havia um espao para Afonso, com um biombo e uma cadeira de braos. No corredor do segundo andar,estavam os quartos de Afonso . Os quartos de Carlos,eram dispostos em diferentes angulos da casa: eram trs gabinetes a seguir,sem portas unidos pelo mesmo tapete. O terrao comunicava com trs portas envidraadas com o escritrio.

O que desconsolou Afonso foi a vista do terrao, que antigamente dava para ver o mar. Agora,com as construes que foram feitas,s ve via uma estreita tira de gua. Afonso era um pouco baixo,macio,de ombros quadrados e fortes e com a sua face larga de nariz aquilino,tinha uma pele corada,quase vermelha, o cabelo branco cortado escovinha e a barba de neve aguda e longa.Amava os seus livros,o aconchego da sua poltrona,o seu whist ao canto do fogo.Agora j velho,as genorisidades do seu corao iam sendo cada vez mais largas e profundas.Deu parte dos seus rendimentos a caridades e cada vez amava mais o podre e o fraco. Em Santa Olvia, as crianas corriam para ele.Tinha um fiel companheiro, que era um gato pesado e branco com malhas louras. Chamava-se Bonifcio quando nasceu; quando chegou idade da caa e do amor era o D.Bonifcio de Calatrava; e agora dorminhoco e obeso, o Reverendo Bonifcio.

Outrora,Afonso tinha sido um apoiante do Liberalismo ao contrrio de seu pai que era Absolutista. Por esta razo,Afonso foi expulso de casa e o seu pai limitou-se a oferecer-lhe a Quinta da Santa Olvia (por influncia da me). Pouco tempo depois,voltou a casa dos pais,em Benfica, e pediu dinheiro ao pai para ir para Inglaterra. O pai deixou-o e ele ficou por l alguns anos,tendo sido obrigado a regressar,pois seu pai tinha falecido. Foi ento que conheceu D.Maria Eduarda Runa,que era morena e um pouco adoentada.Casaram-se e tiveram um filho,Pedro. A viver em Benfica,certa noite, a policia invadiu a sua casa procura de papeis e armas escondidas,acabando por nada encontrar. Da a semanas,Afonso parte com a sua mulher e filho, para Inglaterra(exilio). A viveu,com grandes luxos. Meses depois sua me morreu,e a tia Fanny foi viver com eles. Eram todos felizes,mas porm a sua mulher, tinha fraca sade e era uma catlica devota,tinha saudades do sol de Lisboa e no se conseguiu habituar ao Protestantismo. Odiando tudo o que era ingls, no deixou que Pedro fosse estudar para um colgio protestante,mesmo depois de Afonso lhe mostrar que se tratava de um colgio catlico. Foi ento que M. Eduarda,mandou vir de Lisboa o Padre Vasques, que lhe dava uma educao demasiado tradicional e centrada da Religio. Afonso por vezes revoltava-se e levava o filho a passar,constatando que este,de tal modo habituado proteco da me e das criadas,at tinha medo das rvores,do vento e das sombras. Visto que a mulher estava a adoecer,Afonso por mais que lhe custasse,no se atrevia na contrariar a sua amada mulher. Com a morte da tia Fanny,M. Eduarda ficou ainda mais triste, o que obrigou Afonso a ter de voltar para Benfica. M. Eduarda a ficando cada vez mais doente,acabando mesmo por falecer, o que causou um enorme desgosto em Pedro,que era muito chegado sua me. Pedro comeou a beber para esquecer a morte de sua me,mas como isso no fazia parte da sua educao, durou pouco tempo essa sua vida bomia.Ao fim de um ano,voltaram de novo os dias melanclicos ou sob uma rvore todo estirado de bruos. Afonso da Maia preferia v-lo bebado,exausto do que com o ar de velho a ir para a campa de sua me. Um dia,estava ele no Marrare,viu parar uma caleche azul onde vinha um velho baixote de barba muito grisalha talhado por baixo do queixo Manuel Monforte. Atrs desse homem,vem uma linda jovem loira de olhos azuis com um perfil grave de esttua. Maria Monforte. Pedro apaixonou-se perdidamente,mas como no a conhecia pediu informaes ao seu amigo Alencar. Alencar comeou por lhe dizer que Manuel Monforte era dos Aores e que tinha morto uma pessoa o que o obrigou a fugir a bordo de um brigue

americano. Quando toda a Lisboa soube do sucedido,comearam a apelida-los de negreiros. A familia Monforte acabou por se mudar para Arroios,e Pedro e Maria acabaram por comear a namorar. Afonso desconfiava,mas de nada sabia,at que um dia que um dos seus amigos lhe contara que tinha visto Pedro e Maria passeando de cavalo,e contaram-lhe tambm da facada nos Aores de Manuel Monforte. Afonso pensava que ela era amante de Pedro,e por isso nem se importou. Mas Vilaa acabou por lhe dizer,que ela era solteira e que no era amante de Pedro mas sim,namorda. No vero, Pedro partiu para Sintra,onde os Monfortes tinham alugado uma casa.Dias depois,Vilaa contou a Afonso que Pedro havia visit-lo para pedir informaes sobre as suas propriedades,sobre o meio de levantar dinheiro. Afonso desdramatizou,dizendo que ele poderia s querer dar um presente sua amada. Certo dia,Pedro visita seu pai e disse-lhe que vinha pedir licena para casar com Maria. Afonso,no acentiu dizendo que era filha de um assassino e que este o queria fazer corar de vergonha. Pedro acabou por sair de casa dizendo ao pai para este ter a certeza que se ia casar com Maria. Dois dias depois,Maria e Pedro casaram-se s escondidas e partiram para Itlia,deixando Afonso sozinho e desgostoso com a atitude do seu filho.Da por diante, o nome de Pedro no foi pronunciado durante muitos anos naquela casa. Capitulo II Pedro e Maria mudaram-se para Itlia.Mas Maria suspirava por Paris,e da a pouco tempo, mudaram-se para l,at Maria aparecer grvida. Nessa altura resolveram voltar para Lisboa,mas antes de o fazerem,Pedro escreveu a seu pai,Afonso da Maia,anunciando o seu regresso ao Ramalhete e o nascimento do seu primeiro neto,com esperana que Afonso o perdoasse e os recebesse como familia.Contudo quando chegaram a Lisboa,Afonso tinha partido dois dias antes para Sta. Olvia,o que fez com que Pedro ficasse desfeito,o que provocou entre o pai e o filho uma grande separao. Quando nasceu sua filha,Maria Eduarda, Pedro no comunicou a Afonso tal ocorrencia pois estava magoado com a atitude de Afonso.Para comemorar o primeiro aniversrio de Maria Eduarda,realizou-se um baile na casa de Arroios,que agora era habitada por eles.Pedro comeou a ficar farto de tanto luxo e de festa. Em Arroios no se falava de Afonso da Maia,mas por vezes Pedro perguntava a Vilaa se o seu pai ia bem,a que este respondia est optimo,e tinha imensos hospedes : Sequeira,Andr da Ega,D.Diogo Coutinho. Maria acabou por ter outro filho,e Pedro considera a hipotese de comunicar tal facto ao seu pai,como maneira de se reconciliar com este e resolve ir a Sta Olvia apresentar os seus dois filhos.Pedro quis dar ao pequeno o nome de Afonso,mas Maria no consentiu e deu-lhe o nome de Carlos Eduardo por ser um principe do livro que ela andava a ler.Contudo essa visita foi adiada pois Pedro durante uma caada com os amigos,feriu acidentalmente um principe italiano,Tancredo.Por isso,Tancredo ficou instalado em casa d