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  • Barreiro | 29 Janeiro 2015 www.invasoras.pt 1/43

    Plantas invasoras em Portugal

    O que so, onde esto e como as controlar

    Elizabete Marchante Centro de Ecologia Funcional

    Universidade de Coimbra

  • Barreiro | 29 Janeiro 2015 www.invasoras.pt 2/43

    Resumo

    Introduo: Invases biolgicas - plantas invasoras

    O que so? Como chegam at ns? De onde vm?

    Processo de invaso biolgica

    Principais caractersticas

    Que impactes causam

    Situao e legislao em Portugal

    Principais plantas invasoras em Portugal

    Identificao e controlo

    O que podemos fazer?

    Gesto de plantas invasoras (resumido)

  • Barreiro | 29 Janeiro 2015 www.invasoras.pt 3/43

    O que so?

    Plantas NATIVAS

    ( espontneas, indgenas,

    autctones)

    Plantas EXTICAS

    ( introduzidas, alctones)

    Richardson et al., 2000, Div & Dist. 6: 93-107 Pyek et al., 2004, Taxon, 53(1): 131-143

  • Barreiro | 29 Janeiro 2015 www.invasoras.pt 4/43

    Richardson et al., 2000, Div & Dist. 6: 93-107 Pyek et al., 2004, Taxon, 53(1): 131-143

    O que so?

    Planta INVASORA

    Planta INFESTANTE

    4

    NEM TODAS AS EXTICAS SO INVASORAS

  • Barreiro | 29 Janeiro 2015 www.invasoras.pt 5/43

    Plantas invasoras como chegam at ns?

    As pessoas viajam e transportam muitos produtos por todo o mundo

    Introdues intencionais: ornamentais, alimentos, matrias primas, etc.

    Introdues acidentais: sementes

    e propgulos misturados com

    outros produtos, etc.

  • Barreiro | 29 Janeiro 2015 www.invasoras.pt 6/43

    Plantas invasoras de onde vm?

    De todo o mundo!

    MAS

    MUITAS vm de regies/pases com climas mediterrnicos Mapa de: http://www.mednscience.org/mediterranean_ecosystem

  • Barreiro | 29 Janeiro 2015 www.invasoras.pt 7/43

    Mas a maioria das plantas exticas no so invasoras...

  • Barreiro | 29 Janeiro 2015 www.invasoras.pt 8/43

    Processo de invaso biolgica Ta

    man

    ho

    da

    po

    pu

    la

    o

    estmulo introduo naturalizao

    invaso

    % espcies exticas: introduzidas, naturalizadas e invasoras

    ?

    tempo

    ?

  • Barreiro | 29 Janeiro 2015 www.invasoras.pt 9/43

    Produo de numerosas sementes, algumas com grande longevidade no solo, e/ou com estratgias de disperso eficazes

    Crescimento muito rpido

    Principais caractersticas (1)

  • Barreiro | 29 Janeiro 2015 www.invasoras.pt 10/43

    Boas competidoras por recursos (gua, luz, nutrientes, espao, etc.)

    Ausncia de inimigos naturais

    Principais caractersticas (2)

  • Barreiro | 29 Janeiro 2015 www.invasoras.pt 11/43

    Reproduo vegetativa muito eficiente

    Espcies adaptadas e favorecidas pelo fogo: germinao de sementes e/ou rebentamento de touas

    Principais caractersticas (3)

    Francisco Caetano

  • Barreiro | 29 Janeiro 2015 www.invasoras.pt 12/43

    Grande distribuio na regio de origem

    Algumas destas caractersticas contribuem para o comportamento invasor de algumas plantas exticas

    Muitas destas caractersticas so as que procuramos nas espcies para utilizar como ornamentais ou para fins florestais...

    Invaso!

    Principais caractersticas (4)

  • Barreiro | 29 Janeiro 2015 www.invasoras.pt 13/43

    E quais os impactes que as plantas invasoras promovem?

    Porque so uma ameaa?

  • Barreiro | 29 Janeiro 2015 www.invasoras.pt 14/43

    Ecolgicos ameaa biodiversidade e equilbrio dos ecossistemas (competio

    com espcies nativas, alterao dos ciclos de nutrientes, gua, etc.)

    impactes nos servios dos ecossistemas (alimentos, fornecimento de gua e recursos diversos, regulao do clima, cheias, doenas, etc.)

    alterao/uniformizao dos ecossistemas/paisagens

    alterao dos regimes de fogo

    alterao das cadeias ecolgicas/alimentares

    Econmicos (Europa: >10 bilies): produtividade - espcies que invadem reas agrcolas, florestais ou

    pisccolas (aquticas), pragas, epidemias, etc.

    gesto e controlo de invasoras e recuperao de sistemas invadidos

    turismo, etc.

    Impactes das plantas invasoras (1)

    Clia Laranjeiro Vitor Carvalho Francisco Caetano

  • Barreiro | 29 Janeiro 2015 www.invasoras.pt 15/43

    Impactes das plantas invasoras (2)

    Diminuio da disponibilidade de gua nos lenis freticos

    espcies muito exigentes no seu consumo, quer pelas suas caractersticas, quer pelas densidades elevadas que atingem

    Impactes na sade pblica

    espcies que provocam doenas, alergias, ou funcionam como vectores de pragas

    As espcies invasoras so uma das maiores ameaas ao bem-estar ambiental e econmico do planeta

    GISP (Global Invasive Species Programme)

  • Barreiro | 29 Janeiro 2015 www.invasoras.pt 16/43

    Plantas invasoras SITUAO EM PORTUGAL

    Ca. 3300 espcies NATIVAS

    Ca. 670 espcies EXTICAS; destas, ca. 40 so INVASORAS

    0

    200

    400

    600

    800

    Exticas (casuais +

    naturalizadas + invasoras)

    Potencial desconhecido

    Com potencial invasor

    (casuais + naturalizadas)

    Invasoras

    Marchante et al 2014, Almeida e Freitas 2012

    ?

  • Barreiro | 29 Janeiro 2015 www.invasoras.pt 17/43

    Legislao Decreto-Lei n. 565/99

    Introduo intencional de espcies exticas na natureza

    Excees econmicas - agricultura, horticultura, interesse zootcnico

    (DL n. 28039, 14-09-1937

    DL n.165/74, 22 de abril

    DL n. 205/2003, 12 de setembro

    Despacho 20194/2009; n 4, artigo 19, DL 16/2009, 14 janeiro)

    Regulamento (UE) N

    1143/2014 de 22 Outubro 2014

    http://eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/TXT/PDF/?uri=CELEX:32014R1143&from=ENhttp://eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/TXT/PDF/?uri=CELEX:32014R1143&from=EN

  • Barreiro | 29 Janeiro 2015 www.invasoras.pt 18/43

    Acacia dealbata Link

    Acacia karroo Hayne

    Acacia longifolia (Andrews) Willd.

    Acacia mearnsii De Wild.

    Acacia melanoxylon R. Br.

    Acacia pycnantha Bentham

    Acacia retinodes Schlecht.

    Acacia cyanophylla Lindl

    Ailanthus altissima (Mill.) Swingle

    Arctotheca calendula (L.) Levyns

    Azolla filiculoides Lam.

    Carpobrotus edulis (L.) N. E. Br.

    Conyza bonariensis (L.) Cronq.

    Datura stramonium L.

    Eichhornia crassipes (Mart.) Solms

    Elodea canadensis Michx

    Erigeron karvinskianus DC.

    Eryngium pandanifolium Cham. & Schlecht.

    Galinsoga parviflora Cav.

    Hakea salicifolia (Vent.) B.L. Burtt

    Hakea sericea Schrader

    Ipomoea acuminata (Vahl) Roemer & Schultes

    Myriophyllum brasiliense Cambess.

    Oxalis pes-caprae L.

    Pittosporum undulatum Vent.

    Robinia pseudoacacia L.

    Senecio bicolor (Willd.) Tod. subsp. cineraria (DC.) Chater

    Spartina densiflora Brongn.

    Tradescantia fluminensis Velloso

    Cortaderia selloana (J. A. & J. H. Schultes) Aschers & Graebner.

    Arundo donax L.

    Opuntia spp.

    Legislao Decreto-Lei n. 565/99 (Anexo I)

  • Barreiro | 29 Janeiro 2015 www.invasoras.pt 19/43

    Principais plantas invasoras em Portugal

    - Identificao e controlo -

    Invasoras.pt

  • Barreiro | 29 Janeiro 2015 www.invasoras.pt 20/43

    mimosa (Acacia dealbata) Austrlia

    Invade principalmente vales e zonas montanhosas, margens de cursos de gua e vias de comunicao

  • Barreiro | 29 Janeiro 2015 www.invasoras.pt 21/43

    Mimosa (Acacia dealbata)

    controlo de continuidade: arranque; deixar crescer e descascar; cortes sucessivos; dependendo dos locais, pulverizao com fitocida. Germinao: arranque, corte com motorroadora < 20cm Vdeo

    https://www.youtube.com/watch?v=-s2OkQOBfqY

  • Barreiro | 29 Janeiro 2015 www.invasoras.pt 22/43

    austrlia (Acacia melanoxylon) Austrlia

    Invade principalmente vales e zonas montanhosas, margens de cursos de gua e vias de comunicao

  • Barreiro | 29 Janeiro 2015 www.invasoras.pt 23/43

    Austrlia (Acacia melanoxylon)

    Controlo semelhante a mimosa, mas:

    - Descasques mais difceis

    - Pulverizaes menos eficientes

  • Barreiro | 29 Janeiro 2015 www.invasoras.pt 24/43

    accia-de-espigas (Acacia longifolia) Austrlia

    Invade principalmente dunas costeiras, cabos e margens de linhas de gua

  • Barreiro | 29 Janeiro 2015 www.invasoras.pt 25/43

    accia-de-espigas (Acacia longifolia) CTC 2003 Reserva Natural Dunas S.Jacinto

    Controlo biolgico Trichilogaster acaciaelongifoliae

  • Barreiro | 29 Janeiro 2015 www.invasoras.pt 26/43

    choro-das-praias (Carpobrotus edulis) frica do Sul

    Invade principalmente dunas costeiras, cabos e taludes onde foi plantado

  • Barreiro | 29 Janeiro 2015 www.invasoras.pt 27/43

    choro-das-praias (Carpobrotus edulis)

    Sementes e propagao vegetativa: Continuidade!

  • Barreiro | 29 Janeiro 2015 www.invasoras.pt 28/43

    hquea-picante (Hakea sericea) Austrlia

    Invade principalmente reas perturbadas ou semi-naturais, junto a reas onde foi plantada (e.g., sebes)

  • Barreiro | 29 Janeiro 2015 www.invasoras.pt 29/43

    hquea-picante (Hakea sericea)

    Corte + fogo controlado, destroamento, gradagem Sementes acumuladas na planta, libertadas quando morre (arde)

  • Barreiro | 29 Janeiro 2015 www.invasoras.p