perfil de rochas ornamentais e de revestimento

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  • Relatrio Tcnico 33 Perfil de Rochas Ornamentais e de Revestimento

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    CONTRATO N 48000.003155/2007-17: DESENVOLVIMENTO DE ESTUDOS PARA ELABORAO DO PLANO DUODECENAL (2010 - 2030) DE GEOLOGIA,

    MINERAO E TRANSFORMAO MINERAL

    MINISTRIO DE MINAS E ENERGIA - MME

    SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAO E TRANSFORMAO MINERAL - SGM

    BANCO MUNDIAL

    BANCO INTERNACIONAL PARA A RECONSTRUO E DESENVOLVIMENTO - BIRD

    PRODUTO 23

    ROCHAS ORNAMENTAIS E DE REVESTIMENTO

    Relatrio Tcnico 33

    Perfil de Rochas Ornamentais e de Revestimento

    CONSULTORES

    Cid Chiodi Filho Denize Kistemann Chiodi

    PROJETO ESTAL

    PROJETO DE ASSISTNCIA TCNICA AO SETOR DE ENERGIA

    JULHO DE 2009

  • Relatrio Tcnico 33 Perfil de Rochas Ornamentais e de Revestimento

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    APRESENTAO

    Este documento constitui o Relatrio Tcnico 33 Perfil de Rochas Ornamentais e de Revestimento, que se insere no esforo da Secretaria de Geologia, Minerao e Transformao Mineral SGM, do Ministrio de Minas e Energia MME, em elaborar o Plano Duodecenal de Geologia, Minerao e Transformao Mineral. O Relatrio Tcnico 33 compe, juntamente com outros perfis setoriais, a Macro-Atividade 4.3 A Minerao Brasileira, do Termo de Referncia dos Estudos para Elaborao do Plano Duodecenal (2010 2030) de Geologia, Minerao e Transformao Mineral, contratados J. Mendo Consultoria Empresarial. Apresenta-se um panorama atual do setor de rochas ornamentais e de revestimento, incluindo suas principais demandas e perspectivas nos mercados interno e externo, visando contribuir para a formulao de polticas pblicas setoriais no Brasil. A maior parte das informaes apresentadas neste relatrio devida a ABIROCHAS Associao Brasileira da Indstria de Rochas Ornamentais (www.abirochas.com.br), que tem efetuado o acompanhamento sistemtico do desempenho do setor nos mercados interno e externo, ao longo dos ltimos 10 anos. Os dados primrios sobre as exportaes e importaes brasileiras so compilados pela ABIROCHAS a partir da Base ALICE (www.aliceweb.desenvolvimento.gov.br), do MDIC Ministrio do Desenvolvimento, Indstria e Comrcio Exterior. Os dados relativos produo mundial e mercado internacional so quase que essencialmente devidos aos relatrios anuais publicados na Itlia por Carlo Montani (Stone Repertorio Economico Mondiale), Frederick Bradley (Marble Stat: Situazione e Tendenze dellIndustria Lapidea Mondiale) e Silvana Napoli (Stone Sector Industria Italiana e Congiuntura Internazionale)1. Pelas caractersticas do setor de rochas ornamentais e porte de suas empresas, cumpre ainda salientar que os dados da ABIROCHAS, exceto aqueles obtidos da Base ALICE, so estimativos.

    1 As ltimas informaes disponibilizadas por essas publicaes referem-se ao ano de 2007.

    http://www.abirochas.com.br/http://www.aliceweb.desenvolvimento.gov.br/

  • Relatrio Tcnico 33 Perfil de Rochas Ornamentais e de Revestimento

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    PRODUTO 23 ROCHAS ORNAMENTAIS E DE REVESTIMENTO

    RELATRIO TCNICO 33

    PERFIL DE ROCHAS ORNAMENTAIS E DE REVESTIMENTO

    SUMRIO EXECUTIVO

    Conceitos Referenciais As rochas ornamentais e de revestimento, tambm designadas pedras naturais, rochas lapdeas, rochas dimensionais e materiais de cantaria, compreendem os materiais geolgicos naturais que podem ser extrados em blocos ou placas, cortados em formas variadas e beneficiados por meio de esquadrejamento, polimento, lustro, etc. Seus principais campos de aplicao incluem tanto peas isoladas, como esculturas, tampos e ps de mesa, balces, lpides e arte funerria em geral, quanto edificaes, destacando-se neste caso os revestimentos internos e externos de paredes, pisos, pilares, colunas, soleiras, dentre outros. Do ponto de vista comercial, so basicamente subdivididas em granitos e mrmores: como granitos enquadram-se genericamente as rochas silicticas, enquanto os mrmores englobam as rochas carbonticas. Alguns outros tipos litolgicos, como os quartzitos, serpentinitos, travertinos e ardsias, tambm so muito importantes setorialmente. Do ponto de vista mercadolgico, os produtos do setor tm caractersticas das manufaturas, e no das commodities. At para as rochas brutas, comercializadas em blocos, o preo no fixado em bolsas de mercadorias, dependendo da percepo de valor estabelecida pelos consumidores a partir de vantagens funcionais e/ou atributos estticos diferenciados. Tambm como referncia, salienta-se que o setor de rochas ornamentais essencialmente integrado por micro e pequenas empresas, com nvel de informalidade ainda relativamente elevado. Pela pulverizao geogrfica e empresarial das atividades produtivas, os dados setoriais, exceto das exportaes e importaes brasileiras, so estimativos. Produo Mundial e Mercado Internacional Estima-se que o setor de rochas movimente transaes comerciais de US$ 80-100 bilhes/ano. A produo mundial noticiada evoluiu de 1,8 milho t/ano, na dcada de 20, para um patamar atual de 100 milhes t/ano. Cerca de 46 milhes t de rochas brutas e beneficiadas foram comercializadas no mercado internacional em 2007. Prev-se que no ano de 2025 a produo mundial ultrapassar 400 milhes t, correspondentes a quase 5 bilhes m2 equivalentes/ano, devendo-se multiplicar por cinco o volume fsico das atuais transaes internacionais. A China foi a maior produtora mundial em 2007, com 26,5 milhes t. O segundo maior produtor mundial foi a ndia, com 13,0 milhes t, tendo-se ainda Brasil, Turquia e Itlia, com uma produo prxima de 8 milhes t. A China foi responsvel por 25% do total do volume fsico das exportaes mundiais em 2007 e, em sequncia, a ndia (12,1%), Turquia (10,2%), Itlia (7,2%), Espanha (5,7%) e Brasil (5,4%). O aspecto mais notvel da China a sua participao percentual no mercado internacional de rochas processadas especiais, que j se aproxima dos 50%. Os 13 maiores importadores mundiais foram responsveis por 60% do total do volume fsico das importaes efetuadas em 2007. Os 10 principais foram responsveis por 50% do total das importaes, o que revela grande concentrao de vendas em um grupo reduzido de mercados. A China foi o maior importador mundial em 2007, praticamente s adquirindo rochas brutas, figurando em 2 lugar os EUA, que quase s importa rochas processadas. So ainda

  • Relatrio Tcnico 33 Perfil de Rochas Ornamentais e de Revestimento

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    destacados, pelo crescimento das importaes ao longo do perodo de 2002-2007, a Coria do Sul, Blgica e Reino Unido. Sobre o Brasil, refere-se que, em 2007, o pas foi o 2 maior exportador de rochas silicticas brutas; o 5 maior exportador de rochas processadas especiais; o 2 maior exportador de produtos de ardsia; e o 7 maior exportador de rochas processadas simples. Produo Brasileira e Mercado Interno Registra-se a existncia de 18 aglomeraes produtivas de rochas ornamentais e de revestimento no Brasil, envolvendo atividades de lavra em 10 estados e 80 municpios. Mais amplamente, so registrados cerca de 370 municpios com recolhimento da CFEM pela extrao de rochas ornamentais, em quase todos os estados da Federao. A maior concentrao dos aglomerados na regio Sudeste do Brasil, evidencia a relao direta entre plos de produo e consumo regionais. A produo brasileira foi estimada em 7,8 milhes t no ano de 2008, devendo recuar para 7,3 milhes t em 2009. Esta produo abrange granitos e similares, mrmores, travertinos, ardsias, quartzitos macios e foliados, basaltos e gabros, serpentinitos, pedra-sabo e pedra-talco, calcrios, metaconglomerados polimticos e oligomticos, cherts, silexitos, arenitos, xistos, etc. Assume-se a existncia de 1.500 frentes ativas de lavra, sempre a cu aberto e em macio ou mataces, responsveis por cerca de 1.000 variedades comerciais de rochas colocadas nos mercados interno e externo. As rochas comercialmente classificadas como granitos correspondem a quase 50% do total produzido. Esprito Santo e Minas Gerais so os principais plos de lavra no Brasil. A produo do Esprito Santo inclui apenas mrmores e granitos, enquanto a de Minas Gerais abrange granitos, ardsias, quartzitos, pedra-sabo, pedra-talco, serpentinito, itabirito, dentre outros tipos. O consumo interno aparente foi estimado em 56,8 milhes m2 equivalentes (chapas com 2 cm de espessura) no ano de 2008, sendo 43 milhes m2 de rochas processadas especiais, 6,7 milhes m2 de rochas processadas simples, 5,2 milhes m2 de ardsias e 1,9 milhes m2 de mrmores importados. O estado de So Paulo respondeu por quase 50% do total, perfazendo-se 72% quando somados os demais estados da regio Sudeste. Mesmo ainda inferior a 20 kg/ano, o consumo per capita brasileiro j significativo frente ao dos pases desenvolvidos. As serrarias de chapas, junto com as marmorarias, shoppings da construo e depsitos de chapas so os principais integrantes da estrutura de oferta, discriminando-se as construtoras e os consumidores individuais como os principais integrantes da estrutura de demanda. Exportaes e Importaes Brasileiras As exportaes brasileiras de rochas ornamentais tiveram bom desempenho e superaram expectativas durante toda a dcada de 1990 e at 2006, quando romperam as marcas anuais de US$ 1 bilho e 2,5 milhes t. As exportaes de 2007 j refletiram uma conjugao de fatores negativos, envolvendo o incio da contrao do mercado dos EUA, principal destino das vendas brasileiras, e a continuada valorizao do Real. A desacelerao das exportaes continuou se acentuando em 2008, pelo estouro da bolha imobiliria dos EUA e instalao da crise econmica mundial. As exportaes de 2008 somaram assim um faturamento de US$ 954,5 milhes, correspondente comercializao de 1,99 milho t, marcando variao negativa de respectivamente 13,17% e 20,98% frente a 2007. Este quadro agravou-se no perodo de janeiro a junho de 2009, desenhando uma tendncia de queda de 35% a 40% no faturamento anual, frente a 2008. A parti

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