pavimentação - porto de vitória

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CODESA COMPANHIA DOCAS DO ESPÍRITO SANTO PROJETO BÁSICO/EXECUTIVO DE RECUPERAÇÃO DO PÁTIO DO CAIS DE CAPUABA - BERÇOS 201 E 202 – VILA VELHA -E.S. VOLUME ÚNICO Elaboração: MAIO/2005 ENGEPAVI CONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

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Pavimentação Intertravada

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  • CODESA COMPANHIA DOCAS DO ESPRITO SANTO

    PROJETO BSICO/EXECUTIVO DE RECUPERAO DO PTIO DO CAIS DE CAPUABA - BEROS 201 E 202 VILA VELHA -E.S.

    VOLUME NICO

    Elaborao:

    MAIO/2005

    ENGEPAVI CONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

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    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    NDICE

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    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    NDICE

    1) APRESENTAO .......................................................................................................4

    2) INFORMAES GERAIS............................................................................................6

    3) ESTUDOS ...................................................................................................................9

    3.1) ESTUDOS TOPOGRFICOS............................................................................10

    3.2) ESTUDOS HIDROLGICOS.............................................................................12

    3.3) ESTUDOS DE TRFEGO .................................................................................17

    3.4) ESTUDOS GEOTCNICOS ..............................................................................24

    4) PROJETOS ...............................................................................................................26

    4.1) PROJETO GEOMTRICO ................................................................................27

    4.2) PROJETO DE DRENAGEM ..............................................................................30

    4.3) PROJETO DE PAVIMENTAO ......................................................................43

    4.4) PROJETO DE OBRAS COMPLEMENTARES ..................................................54

    5) ESPECIFICAES ...................................................................................................64

    5.1) ESPECIFICAO CONCRETO ROLADO .....................................................65

    5.2) ESPECIFICAO DE PAVIMENTAO PAVIMENTO COM PEAS PR-MOLDADAS DE CONCRETO .......................................................................................78

    5.3) ESPECIFICAO DE PAVIMENTAO CONSTRUO DE PAVIMENTOS DE BLOCO DE CONCRETO.........................................................................................88

    5.4) ORAMENTO..................................................................................................120

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    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    APRESENTAO

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    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    1) APRESENTAO

    A ENGEPAVI Consultoria e Projetos de Engenharia Ltda, empresa responsvel pelos servios de Consultoria de confeco de projetos, conforme

    termos do contrato firmado com a CODESA, vem por meio desta encaminhar o

    Projeto Bsico/Executivo de Recuperao do Ptio do Cais de Capuaba

    Beros 201 e 202, localizado no municpio de Vila Velha -E.S.

    Em termos gerais o presente Projeto refere-se definio de solues corretivas

    serem introduzidas de forma a recuperar as condies de operacionalidade da

    faixa em estudo.

    O presente Volume nico objetiva reunir a metodologia considerada no

    desenvolvimento dos estudos e projetos, agrupar as especificaes contendo as

    aes a serem observadas na implantao dos servios previstos no mbito deste

    projeto bem como o Oramento da Obra.

    ENGEPAVI Consultoria e Projeto de Engenharia LTDA

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    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    INFORMAES GERAIS

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    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    2) INFORMAES GERAIS

    Os elementos de anlise ora desenvolvidos, referem-se indicao de solues

    corretivas necessrias Recuperao do Ptio do Cais de Capuaba.

    O estado das condies superficiais atualmente observada em vrios pontos a

    estrutura encontra-se totalmente danificada, impossibilitando a operao porturia

    satisfatria na regio.

    O segmento em estudo a rea de Ptio do Cais de Capuaba, nos Beros 201 e

    202.

    A seguir est sendo apresentado o Mapa de Situao ilustrando a regio em que

    est inserido o segmento em estudo.

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    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    Mapa de Situao

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    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    ESTUDOS

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    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    3) ESTUDOS

    O presente captulo relaciona os vrios aspectos alusivos aos estudos

    preliminares, mediante o desenvolvimento dos seguintes itens:

    Estudos topogrficos;

    Estudos hidrolgicos;

    Estudos de trfego;

    Estudos geotcnicos.

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    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    3.1) ESTUDOS TOPOGRFICOS

    3.1.1) ASPECTOS GERAIS

    Face s caractersticas industriais da regio em que se desenvolve o traado o

    estudo topogrfico consistiu no cadastro plani-altimtrico da rea compreendida

    entre a Portaria Principal de Capuaba at a beira do Cais nos Beros 201 e 202.

    3.1.2) METODOLOGIA

    Na execuo dos estudos topogrficos usaram-se procedimentos eletrnicos de

    medio em campo e processamento dos dados, ou seja, a manipulao

    topogrfica foi integralmente efetuada sem processamento manual.

    Os servios de campo foram efetuados com estao total TC-605R LEICA, e foi

    materializado mediante desenvolvimento de irradiaes aos pontos de interesse

    no desenvolvimento do projeto.

    Todos os pontos visados foram registrados pela estao total.

    Os registros de campo foram ento compilados pelo software TopoGRAPH, que

    automaticamente gerou arquivo grfico dos pontos levantados, bem como efetuou

    a modelagem do terreno (triangulao dos pontos cotados e gerao das curvas

    de nvel).

    O referencial topogrfico considerado refere-se aos RNs 03 e 04 localizados no

    Cais de Capuaba. Tais marcos esto referenciados ao sistema SAD-69.

    Todo o trabalho foi desenvolvido em conformidade com a NBR 13.113

    Execuo de levantamento topogrfico da ABNT Associao Brasileira de

    Normas Tcnicas.

    3.1.3) RESULTADOS OBTIDOS

    O processamento eletrnico dos dados resultou nos Elementos grficos resultante

    do levantamento efetuado, apresentado a seguir.

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    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    Planta Topogrfica

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    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    3.2) ESTUDOS HIDROLGICOS

    3.2.1) ASPECTOS GERAIS

    Os estudos hidrolgicos foram desenvolvidos objetivando determinar a

    capacidade de vazo das obras de drenagem ao longo do segmento em estudo.

    3.2.2) METODOLOGIA

    O desenvolvimento dos estudos hidrolgicos fundamentou-se nas premissas do

    projeto original e constituiu-se das seguintes etapas:

    Coleta de dados hidrolgicos;

    Estudo das bacias;

    Clculo das vazes de projeto.

    3.2.2.1) Coleta dos dados hidrolgicos

    Esta etapa foi desenvolvida mediante grupamento de informaes necessrias ao

    desenvolvimento dos estudos hidrolgicos. Desta feita foram pesquisados os

    seguintes tpicos:

    Caractersticas Fsico-Regionais;

    Chuvas Intensas do Esprito Santo.

    3.2.2.1.1) Caractersticas Fsico-Regionais

    Na anlise das caractersticas fsico-regionais, avaliou-se o clima, solos e perodo

    de recorrncia.

    a - Clima

    A regio analisada, situada no Municpio de Vitria, encontra-se totalmente

    envolvida em regio de clima Af, da classificao de Koeppen, que se caracteriza

    pelo clima de chuvas distribudas.

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    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    Os ndices que caracterizam o clima desta regio, so resumidamente

    apresentados seguir. Tais valores referem-se observaes efetuadas entre os

    anos de 1980 e 1989, constante no Anurio Estatstico do Brasil ( I.B.G.E. )

    ndice Xerotrmico 0

    Temperatura mdia anual 24,7C

    Temperatura mdia de vero 28,1C

    Temperatura mdia no inverno 21,4C

    Amplitude trmica anual 6,6C

    Precipitao mdia anual 1.215mm

    Precipitao mdia no vero 460mm

    Precipitao mdia no inverno 192mm

    Dias de chuvas no ano 154

    Umidade mdia do ar 81,4%

    Classificao 6 a Eutermaxrico

    Nebulosidade 5.52

    Insolao 2.143 h/ano

    Presso atmosfrica 1.012 mb

    b - Tempo de Recorrncia

    Na fixao do tempo de recorrncia, foi observado principalmente a possibilidade

    de danos s obras de drenagem e pavimentao projetadas.

    Adotou-se para o sistema de drenagem TR = 25 anos.

    O valor acima objetiva verificar a capacidade, resguardando uma ampla margem

    de segurana.

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    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    3.2.2.1.2) Chuvas intensas do Esprito Santo

    As informaes pluviomtricas levadas a efeito na efetivao dos Estudos

    Hidrolgicos, foram obtidas na publicao da U.F.E.S. "Altura x Durao x

    Freqncia das Chuvas Intensas no Estado do Esprito Santo", de maro de 1985,

    de autoria do professor Robson Sarmento.

    Nesta publicao, foi obtida a equao Intensidade - Durao - Freqncia,

    determinada atravs do mtodo estatstico de Ven Te Chow (1953). A expresso

    levada a efeito a seguinte:

    77,0

    19,0

    )20(47,973+= tc

    xTI

    Onde:

    I = Intensidade da chuva em mm/hora;

    T = Perodo de recorrncia em anos;

    tc = Durao da chuva em minutos com valor igual ao tempo de concentrao.

    3.2.2.2) Estudo das Bacias

    Para a caracterizao das bacias de contribuio, foi necessrio simplesmente

    avaliar a rea das instalaes estudadas, incluindo-se as reas das edificaes

    existentes.

    3.2.2.3) Calculo das vazes de projeto

    O clculo das vazes das bacias de contribuio, para efeito de dimensionamento

    das obras de drenagem, foi efetivado mediante utilizao do mtodo racional.

    Na aplicao do mtodo racional o clculo da vazo das bacias de contribuio foi

    obtida pela resoluo da seguinte equao:

    603,... AICQc =

    Onde:

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    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    Qc = descarga de projeto, em m/s;

    C= coeficiente adimensional de escoamento superficial (runnoff), classificada

    em funo do tipo de solo, da cobertura vegetal da declividade mdia da

    bacia, etc...

    I = intensidade mdia da precipitao sobre toda a rea drenada. O tempo de

    durao foi tomado igual ao tempo de concentrao, o qual, para estas bacias

    adotou-se o mnimo de 3 minutos. expresso em mm/h;

    A = rea de bacia drenada, em km;

    3,60 = fator de converso de unidades.

    A frmula que expressa o tempo de concentrao Tc constitudo por duas

    parcelas:

    Tc = Ti + Tp

    Onde:

    Ti =Tempo de escoamento superficial ou de entrada [min];

    Tp = Tempo de percurso dentro da galeria [min].

    O Ti foi determinado utilizando-se o mtodo do Califrnia Culverts Practice, obtido

    pela resoluo da seguinte equao:

    0,385

    HL0,95tc

    =

    Onde:

    Ti = Tempo de escoamento superficial [mim];

    L = Comprimento do talvegue [km];

    H = Desnvel do talvegue [m].

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    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    Entretanto no de dimensionamento adotou-se para efeitos de clculo a preposio

    proposta por Horner (1910) e amplamente recomendada pelo PLANEPAR, que

    consiste em atribuir valores entre 2 e 5min.

    O clculo do Tp tempo de percurso dentro das galerias foi obtido utilizando-se a

    seguinte expresso:

    )(Ltp60Vx

    =

    Onde:

    L = Extenso da galeria [m];

    V = Velocidade de escoamento.

    O tempo de percurso foi considerado apenas em situaes em que h a

    conduo do impluvium dentro de galerias.

    O coeficiente de deflvio - C comumente denominado coeficiente de escoamento

    superficial, foi determinado em funo da predominncia de ocupao superficial

    de determinada bacia. Os valores mais comumente observados so os

    constantes da tabela a seguir:

    Tabela 3.2-1 - Coeficiente de deflvio - C

    Terreno Coeficiente de deflvio Superfcie impermevel 0,90 - 0,95 Terreno estril ondulado 0,60 - 0,80 Terreno estril plano 0,50 - 0,70 Prados, campinas em terrenos ondulados 0,40 - 0,65 Matas decduas, folhagem caduca 0,35 - 0,60 Matas conferas, folhagem permanente 0,25 - 0,50 Terrenos cultivados zonas altas 0,15 - 0,40 Terrenos cultivados vales 0,10 - 0,30

    Fonte: Centro de Estudos e Pesquisas Hidrulicas da Universidade do Paran

    3.2.3) RESULTADOS OBTIDOS

    Considerando-se a metodologia anteriormente relacionada efetuou-se o clculo

    das vazes de contribuio que subsidiaro o dimensionamento que resultou nas

    dimenses da rede projetada.

  • -17-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    3.3) ESTUDOS DE TRFEGO

    3.3.1) ASPECTOS GERAIS

    Os vrios aspectos observados no mbito do estudo de trfego foram

    desenvolvidos a partir da anlise da movimentao porturia e conseqentemente

    do trfego gerado pela operao.

    Os elementos obtidos e processados objetivam caracterizar o nmero N, que

    balizar o dimensionamento do pavimento.

    3.3.2) METODOLOGIA

    Os valores desenvolvidos e considerados no mbito deste projeto foram os

    seguintes:

    Composio da frota;

    Fatores de veculo;

    Taxa de crescimento do trfego.

    3.3.2.1) Composio da frota

    A composio da frota foi obtida mediante anlise da movimentao porturia

    observada no Cais de Capuaba.

    Para efeitos de clculo considerou-se como premissa inicial o volume total

    movimentado de 1.290.000 t/ano via transporte rodovirio. A este valor refere-se

    ao volume de carga considerando-se as cargas e descargas efetuadas de acordo

    com o Anurio estatstico de 2000.

    A transformao volume movimentado em nmero de viagens de caminhes foi

    efetuada considerando-se que cada caminho movimentaria por viagem uma

    carga de 18 toneladas. O processamento dos valores consta da tabela seguir:

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    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    Tabela 3.3-1 - Volume de caminhes

    Movimentao pico [Ton] 1.290.000

    Carga/caminho [Ton] 18

    N caminhes /ano 71.667

    N caminhes / dia 197

    A fim de se obter a composio da frota, foi considerado a contagem volumtrica

    efetuada em 1998 no Cais de Capuaba considerada no desenvolvimento deste

    item de estudo consta da tabela seguir:

    Tabela 3.3-2 - Contagem volumtrica classificada total 24 horas Perodo : 28/11/98 04/12/98 - Terminal Capuaba

    DATA/ DIA DA

    SEMANA

    28/11/98 Entrada no terminal 95 0 2 4 28 1 17 3 0 0 1 151Sbado Sada do terminal 92 0 2 4 13 3 35 0 0 0 1 150

    TOTAL 187 0 4 8 41 4 52 3 0 0 2 30129/11/98 Entrada no terminal 31 0 0 1 14 0 5 0 0 0 0 51Domingo Sada do terminal 37 0 0 1 2 0 2 0 0 0 2 44

    TOTAL 68 0 0 2 16 0 7 0 0 0 2 9530/11/98 Entrada no terminal 141 0 5 4 18 3 71 9 0 0 2 253Segunda Sada do terminal 117 0 4 5 13 4 86 1 0 0 1 231

    TOTAL 258 0 9 9 31 7 157 10 0 0 3 48401/12/98 Entrada no terminal 149 0 6 2 16 21 165 3 0 0 4 366

    Tera Sada do terminal 139 0 8 4 12 17 118 1 0 0 2 301TOTAL 288 0 14 6 28 38 283 4 0 0 6 667

    02/12/98 Entrada no terminal 117 0 3 4 1 6 64 0 0 0 2 197Quarta Sada do terminal 97 0 2 2 1 2 71 0 0 0 0 175

    TOTAL 214 0 5 6 2 8 135 0 0 0 2 37203/12/98 Entrada no terminal 117 0 2 4 24 4 162 7 0 0 3 323Quinta Sada do terminal 105 0 2 2 18 4 109 1 0 0 3 244

    TOTAL 222 0 4 6 42 8 271 8 0 0 6 56704/12/98 Entrada no terminal 129 0 7 2 35 25 170 0 0 0 3 371

    Sexta Sada do terminal 129 0 5 1 17 16 106 0 0 0 3 277TOTAL 258 0 12 3 52 41 276 0 0 0 6 648

    SENTIDO NMERO DE VECULOS POR TIPO

    CAMINHESCP ON TOTAL2 EIXOS

    LEVE2 EIXOS MDIO 3 EIXOS 4 EIXOS 5 EIXOS 6 EIXOS

    SEMI REB. REB.

    MOTOS

    Tabela 3.3-3 - Composio da frota

    Categoria %

    2C 10,703C 36,602S2 3,602S3 46,403S3 2,70

    Total 100,003.3.2.2) Taxa de crescimento do trfego

    A metodologia utilizada para a determinao da taxa de crescimento do trfego de

    caminhes foi centrada nos dados de evoluo da produo de cargas

  • -19-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    estabelecida para o Terminal Vila Velha TVV nos estudos de Avaliao

    Econmica-Financeira do terminal, realizados pela CVRD, para os prximos 25

    anos de operao, contados a partir de 1998.

    Os volumes de produo por tipo de carga foram transformados em nmero de

    viagens de caminhes, sendo estabelecido inicialmente um percentual desta

    carga que ser transportada por ferrovia, que varivel ao longo dos perodos de

    projeo considerados. Com isso, calculou-se uma taxa de crescimento do

    trfego de caminhes do terminal para os diferentes perodos de anlise.

    Os valores considerados e os resultados obtidos so apresentados no quadro a

    seguir:

    Tabela 3.3-4 - Taxa de crescimento de trfego de caminhes

    Incio Trmino Incio Trmino Incio Trmino Total AnualConteiner unid. 49.500 66.500 5 5 47.025 63.175 34,34 7,66Produtos siderrgicos t 100.000 100.000 70 70 1.500 1.500 - -Mrmore/Granito t 395.000 417.500 10 10 17.775 18.788 5,70 1,39Veculos unid. 30.000 30.000 - - 4.286 4.286 - -Total - - 70.586 87.748 24,31 5,59Conteiner unid. 66.500 102.000 5 10 63.175 91.800 45,31 3,81Produtos siderrgicos t 100.000 100.000 70 90 1.500 500 (66,67) (10,40)Mrmore/Granito t 417.500 525.000 10 40 18.788 15.750 (16,17) (1,75)Veculos unid. 30.000 30.000 - 10 4.286 3.857 (10,00) (1,05)Total - - 87.748 111.907 27,53 2,46Conteiner unid. 102.000 135.000 10 15 91.800 114.750 25,00 2,26Produtos siderrgicos t 100.000 100.000 90 90 500 500 - -Mrmore/Granito t 525.000 600.000 40 80 15.750 6.000 (61,90) (9,20)Veculos unid. 30.000 30.000 10 20 3.857 3.429 (11,11) (1,17)Total - - 111.907 124.679 11,41 1,09

    - Conteiner 01 unidade / caminho - Produtos siderrgicos / mrmore e granito: 20 t / caminho - Veculos: 7 unidades / caminho

    Taxa estimada de cresc.do trfego de caminhes

    [%]UnidadeDiscriminao da carga

    1998

    a 2

    002

    PerodoProduo de carga

    (1) (2)

    Estimativa do percentualda carga transp. por

    ferrovia

    Estimativa de viagensgeradas por caminhes (3)

    (3) - Consideraes sobre a carga mdia transportada por viagem de caminho:

    2002

    a 2

    012

    2012

    a 2

    022

    (1) - Produo de carga no terminal, por perodo, foi fornecida pela Gerncia de Desenvolvimento e Logstica do TVV (documento : Avaliao Econmico-financeira - CVRD/Capuaba - Programa de Produo - Perodo ano 1 (1998) ao ano 25);(2) - Produo de carga em 1998 foi estimada e no representa a efetivamente realizada pelo terminal

    Sendo assim a taxa de crescimento de trfego adotada foi de 2,46% a.a para

    2002 a 2012 e de 1,09% a.a para 2012 a 2022.

    3.3.2.3) Evoluo do Trfego

    Aplicando-se as taxas de crescimento aos volumes anuais, obteve-se a evoluo

    de cada tipo de veculo ao longo do perodo de projeto.

  • -20-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    Considerou-se o ano 2006 como marco de abertura da via ao trfego, sendo o

    ano de 2015 equivalente ao 10 ano.

    Tabela 3.3-5 Evoluo do Trfego

    ANO DE PROJETO ANO 2C 3C 2S2 2S3 3S3

    2000 21 72 7 91 52001 22 76 7 97 62002 24 80 8 102 62003 24 82 8 104 62004 25 84 8 107 62005 25 86 9 110 6

    1 2006 26 89 9 112 72 2007 27 91 9 115 73 2008 27 93 9 118 74 2009 28 95 9 121 75 2010 29 98 10 124 76 2011 29 100 10 127 77 2012 30 103 10 130 88 2013 30 104 10 131 89 2014 31 105 10 133 8

    10 2015 31 106 10 134 8

    3.3.3) DETERMINAO DOS PARMETROS DE PAVIMENTAO

    As rodovias so trafegadas por eixos de diversas conIlustraoes com cargas

    diversas. Convencionou-se internacionalmente um eixo de referncia que

    pudesse traduzir a influncia deletria dos eixos diversos sobre o pavimento. Foi

    escolhido o eixo simples padro ESP com roda dupla, com carga total de 8,2 tf

    (18.000lb) e presso de pneu de 5,6kgf/cm (80 psi), conforme ilustra a Ilustrao

    a seguir:

    Ilustrao 3.3-1 - Eixo simples padro

    A determinao do nmero N, nmero de operaes do eixo padro de 8,20

    toneladas, foi efetivada utilizando-se a metodologia do Eng Murilo Lopes de

    Souza, cuja expresso de clculo a seguinte:

    N = 365 x VMDcom x FV

  • -21-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    VMDcom = Volume mdio dirio comercial (nibus e caminhes na faixa mais

    solicitada);

    FV = Fator de veculo mdio.

    FV o fator de veculos, isto , um nmero que multiplicado pelo nmero de veculos que operam na rodovia resulta no nmero equivalente ao eixo padro N.

    O clculo do FV foi efetivado considerando as seguintes etapas de

    desenvolvimento:

    Determinao do fator de Equivalncia de operaes FEO;

    Determinao do Fator de Veculo para cada categoria FVi;

    Determinao do Fator de Veculo FV;

    3.3.3.1) FEO

    O Fator Equivalente de Operaes (FEO) referente a um eixo o nmero de ESP

    equivalente ao eixo considerado.

    Fator de Veculo FVi de um determinado veculo i o nmero de ESP equivalente

    a esse veculo.

    A determinao do FEO foi efetivada considerando o Mtodo de

    Dimensionamento do DNER/1966 (com base no Corpo de Engenheiros do

    Exrcito Americano);

    Ilustrao 3.3-1 - FEO Eixo simples

  • -22-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    Ilustrao 3.3-2 - FEO Eixo duplo

    Tabela 3.3-6 - FEO Eixo Triplo

    EIXO TRIPO - FEO - DNER/66

    Q - tf FEO Q - tf FEO Q - tf FEO Q - tf FEO 8 0,08 16 0,92 24 6,11 32 40,30

    10 0,18 18 1,50 26 9,88 34 46,80 12 0,29 20 2,47 28 14,82 36 59,80 14 0,58

    22 5,59 30 20,88 38 91,00

    3.3.3.2) Determinao do FEO

    Os FEOs, observando-se os valores das cargas anteriormente descritos, so

    apresentados no quadro a seguir:

    Tabela 3.3-7 Fator de Equivalncia de Operaes

    Simples 6,00 0,09 Duplas 10,00 0,70

    Tandem Duplo Duplas 17,00 10,00 Tandem Triplo Duplas 25,50 8,94

    FEO/qEixos

    Simples

    Rodas q(ton.)

    3.3.3.2.1) Determinao do Fvi

    O Fvi, Fator de veculo para cada categoria de veculo que compe o trfego, o

    apresentado a seguir:

  • -23-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    Tabela 3.3-8 - Fator de Veculos das Categorias 0,09 0,70 10,00 8,94

    SIMPLES DUPLA DUPLA TRIPLA SIMPLES DUPLA DUPLA TRIPLA2C 1 1 0 0 0,09 0,70 - - 0,79 3C 1 0 1 0 0,09 - 10,00 - 10,09 2S2 1 1 1 0 0,09 0,70 10,00 - 10,79 2S3 1 1 0 1 0,09 0,70 - 8,94 9,73 3S3 1 0 1 1 0,09 - 10,00 8,94 19,03

    Mtodo DNER

    FVIVECULO

    QUANTIDADEFEO

    Fator de Veculo para cada eixoRODAS

    RODAS RODAGEM

    EIXOSIMPLES TANDEM SIMPLES TANDEM

    O Fator de veculo FV, considerando-se os valores para Fvi e a composio do

    trfego comercial so os apresentados nos quadros a seguir:

    Tabela 3.3-9 - Fator de Veculos

    VECULO VMDcom F.V % F.V*%

    2C 26 0,79 10,70% 0,08

    3C 89 10,09 36,60% 3,69

    2S2 9 10,79 3,60% 0,39

    2S3 112 9,73 46,40% 4,51

    3S3 7 19,03 2,70% 0,51

    TOTAL 242 100,00% 9,19

    3.3.3.2.2) Determinao do nmero N

    O clculo do nmero N, nmero de repeties do eixo simples padro (ESP)

    usado no dimensionamento de pavimentos para um perodo de projeto de 10

    anos, apresentou os seguintes valores:

    Tabela 3.3-10 - Nmero N

    ANO VMDcom N (ano) N (acumul.)

    2006 242 8,12E+05 8,12E+052007 248 8,32E+05 1,64E+062008 254 8,53E+05 2,50E+062009 260 8,74E+05 3,37E+062010 267 8,95E+05 4,27E+062011 273 9,17E+05 5,18E+062012 280 9,40E+05 6,12E+062013 283 9,50E+05 7,07E+062014 286 9,60E+05 8,03E+062015 289 9,71E+05 9,01E+06

  • -24-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    3.4) ESTUDOS GEOTCNICOS

    3.4.1) ASPECTOS GERAIS

    Os estudos geotcnicos efetuados no mbito desta adequao consistiu na

    efetivao de sondagens e coleta para caracterizao geotcnica dos materiais

    constituintes do subleito.

    3.4.2) CARACTERIZAO DO SUB LEITO

    O sub-leito foi caracterizado mediante execuo de 10 (dez) furos de sondagem,

    tais furos prolongaram-se at a profundidade mxima de 3,00m.

    Para cada furo executado efetivou-se a coleta e caracterizao geotcnica dos

    materiais.

    Observou-se que o subleito bastante heterogneo, tendo com base do

    pavimento produtos de britagem ou materiais naturais (saibros).

    A camada subjacente composta por produtos de britagem, areia ou material

    silto-argiloso misturados blocos rochosos (pedra de mo ou mataces).

    possvel observar ainda que a regio no possui influencia de lenol dgua

    1,50m de profundidade.

    3.4.3) RESULTADOS OBTIDOS

    Em decorrncia dos valores bastantes heterogneos observados para o subleito,

    optou-se por considerar um valor geotcnico caracterstico de CBR = 7,00% para

    toda a extenso observada.

  • -25-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    PROJETOS

  • -26-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    4) PROJETOS

    Os itens de projeto revisados no mbito desta adequao foram os seguintes:

    Projeto Geomtrico

    Projeto de Drenagem;

    Projeto de Pavimentao;

    Projeto de Obras Complementares.

  • -27-

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    4.1) PROJETO GEOMTRICO

    4.1.1) ASPECTOS GERAIS

    O projeto geomtrico ora apresentado foi desenvolvido observando-se os

    seguintes itens:

    Conformao planimtrica;

    Conformao altimtrica;

    4.1.2) METODOLOGIA

    No mbito do desenvolvimento dos itens componentes do projeto geomtrico,

    buscou-se:

    Adequar geometria da via projetada s disponibilidades fsica da rea em

    estudo.

    O greide de pavimentao de um modo geral ser mantido, fazendo pequenas

    correes de greide com intuito de se obter uma drenagem superficial

    adequada.

    Ilustrao 4.1-1 Vista superior da rea de ptio

    Ilustrao 4.1-2 Vista da rea prxima ao cais na qual ser removido o pavimento de concreto e construdo nova pavimentao

  • -28-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    4.1.3) RESULTADOS OBTIDOS

    O processamento do projeto geomtrico resultou nos desenhos com as solues

    previstas, apresentados nos itens de projeto adiante.

  • -29-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    projeto

  • -30-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    4.2) PROJETO DE DRENAGEM

    4.2.1) ASPECTOS GERAIS

    O presente item de projeto objetiva reavaliar os vrios dispositivos que so

    responsveis pela captao e conduo do impluvium, ao longo da rea em

    estudo.

    4.2.2) ANLISE IN LOCO

    Em anlise de campo foi possvel observar a total ineficincia da drenagem

    superficial da regio em questo com canaletas de drenagem danificadas, caixas

    coletoras totalmente destrudas, conforme observado nas Ilustraes a seguir.

    Ilustrao 4.2-1 Vista da canaleta de drenagem totalmente entupida

    Ilustrao 4.2-2 Vista da Canaleta danificada

    Ilustrao 4.2-3 Vista da caixa coletora danificada

    Ilustrao 4.2-4 Vista da Tampa da Canaleta com tampa solta

  • -31-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    Ilustrao 4.2-5 Buracos nas proximidades do poo de visita

    Ilustrao 4.2-6 Vista de canaleta sem tampa dificultando a operao porturia

    Sendo assim est sendo proposto a reconstruo de todo o sistema de drenagem

    superficial do Ptio do Cais de Capuaba.

    4.2.3) METODOLOGIA

    Os dispositivos analisados no mbito deste projeto so os seguintes:

    Caixa Coletora e Poo de Visita;

    Canaleta;

    Bueiros tubulares;

    4.2.3.1) Caixa Coletora e Poo de Visita

    A caixa coletora e poo de visita assemelha-se boca de lobo de guia, consiste

    de um ponto de captao lateral pista, sua funo captar o fluxo da pista e

    conduzi-lo ao sistema de coletores subterrneos.

    Para efeitos prticos de dimensionamento, considerou-se que a gua acumulada

    sobre a boca de lobo apresenta altura mxima de 5cm.

    A vazo de engolimento deste dispositivo pode ser obtida por:

    23

    h x P x CwQbl = Onde:

  • -32-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    Qbl = Vazo de engolimento [m/s];

    Cw = Coeficiente de descarga Cw = 1,655;

    h = Altura da lmina dgua prxima da guia h = 5cm;

    P = Comprimento da soleira da boca de lobo P = 2,34m.

    Aplicando-se os valore a equao de dimensionamento, obtm-se o seguinte

    valor para o engolimento: Qbl = 0,043m/s.

    4.2.3.2) Canaleta de Concreto

    A capacidade de vazo do Projeto foi calculada pela equao da continuidade,

    associada frmula de Manning. A Equao de Continuidade a seguinte:

    A x V Q = Onde:

    Q = Vazo [m/ s]

    A = Seo de vazo do dispositivo [m];

    V = Velocidade de escoamento, obtida pela expresso de Manning [m/s]:

    n]I R [ V

    1/2X

    2/3

    =

    Onde:

    n = Coeficiente de Rugosidade de Manning

    R = Raio Hidrulico

    I = Declividade m/m.

    O clculo dos deflvios superficiais relativos s reas a serem drenadas pelos

    dispositivos foram determinados pelo mtodo racional, tendo sido adotado o

    coeficiente de escoamento C= 0,80, para os segmentos relativos drenagem da

    pista pavimentada.

  • -33-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    3,60A x I x C Q =

    Para obteno da I (intensidade mm/h) foi adotado um tempo de recorrncias Tr =

    10 anos e tempo de concentrao mnimo de 5min.

    De um modo geral est sendo prevista a reconstruo de todas as canaletas de

    drenagem com uso de grelha de ferro dctil de classe 600 (60 ton) de resistncia.

    Ilustrao 4.2-7 Canaleta construda no Porto de Paranagu, similar indicada em

    projeto

    4.2.3.3) Bueiros tubulares

    No clculo do dimetro do tubo de concreto eficiente para escoar determinada

    vazo, foi utilizada a frmula de Manning&Strikler. Tal metodologia aplicada

    considerando-se o sistema operando como em um conduto livre, ou seja: a linha

    de energia paralela ao greide dos condutos. A expresso de clculo a

    seguinte:

    inxQxD

    83

    ][55,1=

    Onde:

    Q = Vazo [m/s]; n = Coef. de Manning = 0,015;

    I = Decliv. do conduto [m/m]; D = Dimetro do tubo [m].

  • -34-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    Esta expresso valida, verificando-se limite de velocidade situada entre 0,75m/s

    e 5,00m/s.

    4.2.4) RESULTADOS OBTIDOS

    O processamento dos elementos originou os desenhos dos dispositivos previstos

    apresentados a seguir.

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    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

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    4.3) PROJETO DE PAVIMENTAO

    Os elementos necessrios para o dimensionamento relacionam-se com o trfego

    (tipo, cargas e freqncia dos veculos solicitantes), as caractersticas dos

    materiais que compem as camadas de subleito, sub-base e base,

    complementados pelos dados sobre as camadas de assentamento e de

    rolamento.

    4.3.1.1) TRFEGO

    A anlise do trfego feita dividindo-se em dois grandes grupos aos quais as

    reas porturias ou industriais esto normalmente sujeitas: veculos de linha e

    veculos especiais.

    Em alguns casos possvel delimitar reas do pavimento onde trafegaro

    veculos de apenas um dos grupos, ou, ainda, rea em que haver diferenas de

    freqncia ou de tipo de cargas solicitantes.

    Compem o primeiro grupo os caminhes, os reboques e outros equipamentos

    sobre esteiras ou empilhadeiras de pequeno porte.

    Uma vez determinado o nmero previsto de solicitaes de cada tipo de carga por

    eixo durante o perodo de projeto adotado, esse nmero multiplicado por seu

    respectivo fator de equivalncia em relao ao eixo padro de 8,2 tf (80kN). O

    fator de equivalncia fornecido pela tabela a seguir.

  • -44-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    Ilustrao 4.3-1 - Fator de equivalncia em relao ao eixo padro de 8,2 tf (80 kN) para

    os veculos de linha (veculos do 1 grupo)

    O novo valor assim obtido o nmero de solicitaes equivalentes do eixo padro

    de 8,2 tf (80kN) correspondente a cada uma das cargas por eixo; tais cargas

    podem ser afetadas de um fator de segurana.

    Para caminhes e reboques, as cargas por eixo adotadas so normalmente pelo

    Conselho Nacional de Trnsito.

    A soma dos valores individuais fornece o nmero total de solicitaes

    equivalentes do eixo padro 8,2 tf (80kN), correspondente ao trfego de veculos

    de linha.

    Do segundo grupo (veculos especiais) fazem parte os guindastes, empilhadeiras

    de grande porte, transportadores de cofres de carga etc.

    O tratamento que se d ao trfego proveniente do segundo grupo similar ao

    anterior. A diferena reside apenas no padro adotado para a uniformizao do

    trfego: o efeito destrutivo de cada um deles sobre o pavimento convertido no

  • -45-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    nmero de solicitaes necessrias da empilhadeira Caterpillar 988B (adotada

    como padro) para provocar um efeito equivalente.

    O fator de equivalncia para se determinar o nmero de solicitaes

    equivalentes do equipamento Caterpillar 988B, referente ao trfego de outros

    veculos especiais, pode ser obtido da tabela a seguir, desde que se conhea a

    conIlustraoo de seus eixos e suas cargas correspondentes.

    Ilustrao 4.3-1 Fator de Equivalncia em relao ao equipamento Caterpillar 988B

    (veculos do 2 grupo)

    A tabela a seguir fornece, em funo do ndice de Suporte Califrnia (CBR) do

    subleito e do nmero de solicitaes equivalentes do eixo padro de 8,2 tf (80

    kN), o nmero de solicitaes equivalentes do equipamento Caterpillar 988B,

    em relao ao trfego de veculos de linha.

    Ilustrao 4.3-2 Converso do nmero de solicitaes do eixo padro de 8,2 tf (80 kN)

    em solicitaes equivalente do Caterpillar 988B

  • -46-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    Por fim, o nmero total de solicitaes equivalentes do Caterpillar 988B

    (correspondente ao trfego de veculos de linha mais o de veculos especiais)

    consiste no dado final para o clculo das espessuras necessrias de base e sub-base

    granulares, em funo do valor do CBR do subleito. As espessuras necessrias so

    obtidas das tabelas apresentadas adiante.

    Ilustrao 4.3-2 Espessura necessria de base e sub-base granulares de pavimentos

    submetidos exclusivamente ao trfego de veculos do primeiro grupo (no inclui as espessuras dos blocos e da camada de assentamento)

    Ilustrao 4.3-3 Espessura necessria de base e sub-base granulares de pavimentos submetido ao trfego de veculos do 2 grupo (no inclui as espessuras de blocos e da

    camada de assentamento)

  • -47-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    4.3.1.2) FUNDAO

    a) Subleito

    O principal parmetro relativo ao subleito a ser utilizado no procedimento de clculo

    o valor do ndice de suporte Califrnia (CBR).

    Considera-se indispensvel, no entanto, os ensaios de caracterizao, de expanso

    e a determinao dos ndices fsicos do material.

    O mtodo faculta alguns ajustes no valor do ndice de supor te Califrnia adotado para o

    projeto, desde que no seja esperada a saturao completa do subleito e quando

    o nvel d'gua estiver numa profundidade superior a 0,30 m a partir da cota

    final do leito do pavimento:

    Quando CBR 2%, adotar no projeto um ponto percentual a mais (recomenda-se construo de uma camada de reforo do subleito ou de sua

    remoo e substituio);

    Para valores de CBR compreendidos entre 3% e 10%, major-los de 2 pontos

    percentuais;

    Para valores de CBR do subleito maiores que 10%, nenhuma modificao

    dever ser feita.

    b) Sub-babe e base

    Em funo da qualidade dos materiais disponveis, de seus custos e das

    espessuras necessrias das camadas de base e sub-base, torna-se muitas vezes

    vantajosa a utilizao do material selecionado para a camada de base em toda

    a espessura do pavimento, dispensando-se a camada de sub-base.

    Para o caso especifico dos pavimentos de blocos pr-moldados de concreto em

    reas porturias ou industriais, sujeitas a trfego pesado, recomenda-se sempre a

    adoo de materiais mais nobres na construo da camada de base, o que permitir

    uma reduo da espessura obtida no dimensionamento, a qual de faz dividindo-

  • -48-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    se a espessura necessria calculada pelo fator de equivalncia apropriado ao tipo de

    material utilizado.

    O Mtodo de Projeto de Pavimentos Flexveis, Rio de Janeiro, IPR, 1966, do

    Murilo Lopez de Souza traz alguns fatores de equivalncia que podem ser

    usados; para as bases tratadas com cimento, de alta qualidade, como o

    concreto rolado, por exemplo, adota-se o valor de 1,65.

    Recomenda-se que a espessura mnima para a camada de base seja de:

    0,15 m para materiais granulares;

    0,10 m para bases tratadas com cimento.

    c) CAMADA DE ASSENTAMENTO

    A camada de assentamento composta por 4 a 5 cm de areia limpa, contendo

    no mximo 10% de material retido na peneira de 4,8 mm e, no mximo, 5%

    de silte mais argila (em massa).

    Tabela 4.3-1 Granulometria da Areia de Assentamento

    Peneira % passa

    0,60 mm 25 - 60 %

    0,15 mm 5 - 15 %0,30 mm 10 - 30 %

    0,075 mm 0 - 10 %

    No 30

    No 100No 50

    No 200

    9,5 mm 100 %

    2,36 mm 80 - 100 %4,75 mm 95 - 100 %

    1,18 mm 50 - 85 %

    3/8 in

    No 8No 4

    No 16

    Peneira % passa

    0,60 mm 25 - 60 %

    0,15 mm 5 - 15 %0,30 mm 10 - 30 %

    0,075 mm 0 - 10 %

    No 30

    No 100No 50

    No 200

    9,5 mm 100 %

    2,36 mm 80 - 100 %4,75 mm 95 - 100 %

    1,18 mm 50 - 85 %

    3/8 in

    No 8No 4

    No 16

    d) CAMADA DE ROLAMENTO

    Formada por blocos pr-moldados de concreto que atendam s normas NBR-

    9780 e NBR-9781. Para reas porturias e industriais a espessura mnima dos

    blocos deve ser igual a 8cm. Para o projeto em questo est sendo adotada

    espessura de 10cm.

  • -49-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    importante ressaltar que o uso do p de pedra no recomendado, mas sim areia

    para o preenchimento das juntas entre os blocos, devendo ser limpa e fina, com

    aproximadamente 100% passando na peneira n 16 e 10% passando na peneira n

    200.

    4.3.2) DIMENSIONAMENTO

    De acordo com a metodologia explicitada anteriormente foi efetuado o

    dimensionamento da pavimentao intertravada a partir dos dados de trfego e

    fundao obtidos nos respectivos estudos.

    a) Dados de Projeto:

    Subleito: Composto por um material cujo valor do seu CBR igual a 7,00%;

    Sub-base: Bica corrida;

    Base: Concreto Rolado;

    Trfego: Nmero de repeties padro N igual 9,01 x 106;

    b) Clculos:

    A Espessura necessria de Base e sub-base granular de pavimento submetidos

    exclusivamente ao trfego de veculos do primeiro grupo, conforme Ilustrao

    apresentada anteriormente igual:

    Base granular de 25,00cm

    Considerando uma camada de concreto rolado para base (hb), e admitindo-se um

    coeficiente de equivalncia estrutural de 1,65:

    Hb = 10,00*1,65;

    Hb=16,50cm

    Ou seja, a camada de concreto rolado equivale a 16,50cm de base granular.

    Considerando-se uma estrutura de 15,00 cm mnima para base granular, tem-se o

    restante da estrutura.

  • -50-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    c) Estrutura Final do Pavimento:

    Tendo em vista o trfego predominante do tipo comercial de mdia a alta

    solicitao, foram adotados os blocos pr-moldados de concreto com 10cm de

    espessura para aqueles que no forem reaproveitados da pavimentao existente

    (considerou-se um ndice de reaproveitamento de 40% dos blocos sextavados

    existentes).

    A estrutura final da pavimentao adotada ser:

    Bloco pr-moldado Retangular de Concreto, tipo Holands (vide Ilustrao),

    com 10,00cm de espessura, fck=35 MPa, com espaador em 60% da rea de

    ptio;

    Ilustrao 4.3-4 Tipos de Blocos

    Ilustrao 4.3-5 Bloco Retangular tipo Holands com espaador

    Colcho de areia de assentamento com 4cm de espessura;

    Base de concreto rolado com 10cm de espessura;

    Sub-base granular de Bica Corrida de 15cm de espessura;

  • -51-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    Obs.: Os blocos pr-moldados de concreto novos foram indicados com espaador

    visando a obteno de juntas padro de 2,50mm, e evitando assim o

    aparecimento de vegetao conforme foto abaixo.

    Ilustrao 4.3-6 Vegetao oriunda do excesso de juntas

    4.3.2.1) Observaes Importantes para o Pavimento Intertravado

    Quanto camada de areia (espalhamento):

    Caso chova com forte intensidade antes da colocao dos blocos, a camada

    de areia deve ser retirada e substituda por areia com umidade natural.

    Se chover logo aps a colocao dos blocos necessrio verificar o estado da

    camada da areia. A forma de realizao desta anlise consiste na retirada de

    alguns blocos, verificando-se sulcos coincidentes com as juntas dos blocos.

    Ocorrendo ser a indicao de que devero ser retirados todos os blocos e

    toda a camada de areia, dever ser substituda.

    Nos vazios deixados pela guia deve-se preencher com areia solta e rasados

    cuidadosamente com uma desempenadeira.

    Quanto colocao dos blocos:

    Colocar primeiramente todos os blocos inteiros que caibam em um trecho;

    Os blocos de ajustes devem ser cortados 2mm mais curto que o espao a ser

    preenchido;

  • -52-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    Para preencher espaos vazios menores que 1/4 do bloco melhor usar uma

    argamassa de concreto bem seca (1:4 ).

    Quanto compactao final:

    Se for possvel, deixar sobre o pavimento o excesso de areia para rejunte de

    modo que o prprio trfego contribua para selar as juntas.

    Caso contrrio uma ou duas semanas depois deve-se voltar e refazer a

    selagem com nova varrio;

    A compactao final dever ser realizada com quatro passadas em todas as

    direes.

    Quanto ao uso e manuteno:

    Para uma junta intertravada funcionar bem necessrio que permanea

    constantemente cheia de areia;

    O pavimento de bloco de concreto deve ser limpo apenas por varrio;

    Aspergir gua em excesso deve ser evitado;

    Pavimentos que apresentem ondulaes ao longo do tempo pode ser problemas

    de base de capacidade portante insuficiente. necessrio verificar a causa,

    arrumando-a antes de reconstruir o pavimento.

    A seguir est sendo apresentado em planta o detalhamento executivo da

    pavimentao.

  • -53-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    Plantas

  • -54-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    4.4) PROJETO DE OBRAS COMPLEMENTARES

    4.4.1) SINALIZAO VERTICAL

    um subsistema de sinalizao viria, que se utiliza de placas, onde o meio de

    comunicao (sinal) est na posio vertical, fixado ao lado ou suspenso sobre a

    pista, transmitindo mensagens de carter permanente e, eventualmente,

    variveis, diante smbolos e/ou legendas pr-reconhecidas e legalmente

    institudas.

    As placas, classificadas de acordo com as suas funes, so agrupadas em um

    dos seguintes tipos de sinalizao vertical:

    Sinalizao de Regulamentao;

    Sinalizao de Advertncia;

    Sinalizao de Indicao.

    4.4.1.1) Sinalizao De Regulamentao

    Tem por finalidade informar aos usurios das condies, proibies, obrigaes

    ou restries no uso das vias. Suas mensagens so imperativas e seu

    desrespeito constitui infrao.

    a) Forma e Cores

    A forma padro do sinal de regulamentao a circular, nas seguintes cores:

    Fundo - Branco Tarja - Vermelha Orla - Vermelha Smbolo - Preto

    OBRIGAO PROIBIO Letras - Pretas

    Constituem exceo quanto a forma, os sinais Parada Obrigatria R-1 e D a

    Preferncia R-2, com as seguintes caractersticas:

  • -55-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    R-1 CORES R-2 CORES Fundo Vermelho Fundo Branco Letras Brancas Orla Vermelho Orla Interna Branca Orla Externa Vermelha

    b) Dimenses

    Dimetro - 0,500m Tarja - 0,050m Orla - 0,050m

    SINAIS DE FORMA OCTOGONAL R-1

    Lado - 0,250m Orla Interna Branca - 0,020m Orla Externa Vermelha - 0,010m

    SINAL DE FORMA TRIANGULAR R-2

    Lado - 0,750m Orla - 0,100m

    4.4.1.2) Sinalizao De Advertncia

    Tem por finalidade alertar aos usurios da via para condies potencialmente

    perigosas, indicando sua natureza. Suas mensagens possuem carter de

    recomendao.

    a) Forma Cores

    A forma padro do sinal de advertncia quadrada, devendo uma das diagonais

    ficar na posio vertical, nas seguintes cores:

    Fundo - Amarelo Orla Interna - Preta Orla Externa - Amarela Smbolo e/ou Legenda - Pretos

    b) Dimenses

    SINAIS DE FORMA CIRCULAR

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    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    SINAIS DE FORMA QUADRADA

    PISTAS LATERAIS E DE ACESSO

    Lado - 0,450m Orla Externa - 0,010m Orla Interna - 0,010m PISTA PRINCIPAL

    Lado - 0,600m Orla Externa - 0,020m Orla Interna - 0,020m

    4.4.1.3) Sinalizao De Indicao

    Tem por finalidade identificar as vias, os destinos e os locais de interesse, bem

    como orientar condutores de veculos quanto aos percursos, os destinos, as

    distncias e os servios auxiliares, podendo tambm ter como funo a educao

    do usurio. Suas mensagens possuem um carter meramente informativo ou

    educativo, no constituindo imposio.

    a) Placas de Localizao e Identificao de Destino

    Posicionam o condutor ao longo do seu deslocamento, ou com relao a

    distncias ou ainda aos locais de destino.

    b) Placas de Orientao de Destino

    Indicam ao condutor a direo que o mesmo dever seguir para atingir

    determinados lugares, orientando seu percurso e distncias.

    c) Placas Indicativas de Sentido (Direo) CORES

    Fundo - Verde Orlas Internas - Brancas Orla Externa - Verde Legenda - Branca

    XXXXX

    YYYYY

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    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    Smbolos -Rodovia Nacional

    FORMAS E DIMENSES MNIMAS:

    Largura - 1.000m Altura - 0,400m Altura da Letra - 0,150m Orla Interna e Tarja - 0,020m Orla Externa - 0,010m

    d) Placas Indicativas de Servios Auxiliares

    Indicam aos condutores e pedestres os locais onde os mesmos podem dispor dos

    servios indicados.

    CORES DIMENSES MNIMAS Fundo - Azul Placa Quadro Interno - Branco Largura - 0,400m Seta - Branca Altura - 0,600m Legenda - Branca Quadro Interno Smbolo - Preto Largura - 0,300m

    Altura - 0,500m Margem Superior - 0,070m

    Compe-se a sinalizao vertical de trs grupos de sinais destinados

    regulamentao, advertncia e informao, associados a um grupo de

    dispositivos especiais de balizamento e indicao de extenso de percurso.

    4.4.2) SINALIZAO HORIZONTAL

    A sinalizao horizontal desempenha funes importantes e definidas em um

    adequado sistema de orientao e controle de trfego.

    Compreende as marcas no pavimento, utiliza-se a cor branca para canalizao,

    alm de orientao nos casos de faixas adicionais: a cor amarela para

    advertncia e regulamentao, incluindo-se orientao nos casos de aproximao

    de faixas de reteno.

    A indicao executiva para a implantao da sinalizao ser efetivada no mbito

    da implantao, observando a organizao operacional da rea em estudo, bem

    como o Plano de Segurana Pblica da Portaria do Porto Organizado de Vitria.

  • -58-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    a) Padro de Traado

    Seu padro de traado pode ser:

    CONTNUA: so as linhas sem interrupo pelo trecho da via onde esto

    demarcando; podem estar longitudinalmente ou transversalmente apostas

    via.

    TRACEJADA OU SECCIONADA: so linhas secionadas com espaamentos

    de extenso igual ou maior que o trao.

    SMBOLOS E LEGENDAS: so informaes escritas ou desenhadas no

    pavimento indicando uma situao ou complementando sinalizao vertical

    existente.

    b) Cores

    A sinalizao horizontal utilizada, apresenta trs cores:

    AMARELA: para a regulao de fluxos de sentidos opostos.

    VERMELHA: utilizada na regulao do espao destinado ao deslocamento

    de bicicletas leves (ciclovias).

    BRANCA: para a regulao de fluxos de mesmo sentido e na marcao

    de faixas de travessias de pedestres; na pintura de smbolos e legendas.

    4.4.2.1) Classificao

    A sinalizao horizontal classificada em:

    Marcas longitudinais;

    Marcas transversais;

    Marcas de canalizao;

    Inscries no pavimento.

    a) Marcas Longitudinais

  • -59-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    Separam e ordenam as correntes de trfego, definindo a parte da pista destinada

    ao rolamento, a sua diviso em faixas, a diviso de fluxos opostos, as faixas de

    uso exclusivo de um tipo de veculo, as reversveis, alm de estabelecer as regras

    de ultrapassagem.

    De acordo com a sua funo as marcas longitudinais so subdivididas nos

    seguintes tipos:

    LINHAS DE DIVISO DE FLUXOS OPOSTOS

    (cor amarela) SIMPLES CONTNUA

    SIMPLES SECCIONADA

    DUPLA CONTNUA

    Largura das linhas: 0,100m

    Distncia entre as linhas: 0,100m

    Relao entre A e B: 1:2

    LINHAS DE DIVISO DE FLUXOS DE MESMO SENTIDO

    (cor branca)

    Largura da Linha: 0,100m

    Relao entre A e B: 1:2 Dimenses: A = 4,00m B = 8,00m

    LINHAS DE BORDO

  • -60-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    (cor branca, exceto em vias com canteiro central muito estreito quando ento

    so amarelas separando fluxos opostos)

    CONTNUA

    Largura da Linha:0,10m

    SECCIONADA

    Relao entre A e B. 1:2 Dimenses: A = 4,00m

    B = 8,00m LINHA DE CONTINUIDADE

    (cor branca quando d continuidade a linhas brancas; cor amarela quando d

    continuidade a linhas amarelas)

    TRACEJADA

    Largura da Linha: 0,100m Relao entre A e B = 1:1

    b) Marcas Transversais

    Ordenam os deslocamentos frontais dos veculos e os harmonizam com os

    deslocamentos de outros veculos e dos pedestres, ou seja, adverte os

    condutores relativamente sobre a necessidade de reduzir a velocidade e indica a

    posio de parada, de modo a garantir sua prpria segurana e a dos demais

    usurios da via.

    De acordo com a sua funo, as marcas longitudinais so subdivididas nos

    seguintes tipos:

    LINHAS DE RETENO

    (cor branca)

  • -61-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    Largura da Linha: 0,400m

    FAIXAS DE TRAVESSIA DE PEDESTRES

    (cor branca)

    Largura da Linha A: 0,400m Distncia entre as linhas B: 0,400 Largura da Faixa C : 4,000m

    c) Marcas de Canalizao

    Tambm chamadas de Zebrado ou Sargento, orientam o fluxo de trfego em

    uma via, direcionando a circulao de veculos pela marcao de reas de

    pavimento no utilizveis.

    Podem ser na cor branca quando direcionam fluxos de mesmo sentido e na cor

    amarela quando direcionam fluxos de sentidos opostos.

    SEPARAO DE FLUXO DE TRFEGO

    DE SENTIDOS OPOSTOS DO MESMO SENTIDO

    Largura da linha lateral: A 0,200m.

    Largura das linhas transversais: B 0,300m.

    Distncia entre as linhas: C 2,00m.

    d) Inscries no Pavimento

    Melhoram a percepo do condutor quanto s condies de operao da via,

    permitindo-lhe tomar a deciso adequada, no tempo apropriado, para as

    situaes que se lhe apresentarem. So subdivididas nos seguintes tipos:

  • -62-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    SETAS DIRECIONAIS

    (cor branca) SIGA EM SIGA EM

    FRENTE FRENTE OU OU RETORNO RETORNO

    SIGA EM VIRE VIRE VIRE VIRE FRENTE ESQUERDA DIREITA ESQUERDA DIREITA ESQUERDA DIREITA

    Comprimento das setas igual a 5,00m.

    4.4.2.2) Dispositivos Delimitadores

    So elementos refletores ou que contenham unidades refletoras, apostos em

    srie, fora ou sobre a superfcie pavimentada, com o objeto de melhorar a

    percepo do condutor quanto aos limites do espao destinado ao rolamento e a

    sua separao em faixas.

    4.4.3) OBRAS COMPLEMENTARES

  • -63-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    ESPECIFICAES

  • -64-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    5) ESPECIFICAES

    As especificaes do DNIT no que se refere a pavimentao de concreto foram

    ilustradas com algumas fotos e foram apresentadas a seguir.

    No mais, devero ser obedecidas todas as especificaes de servio e materiais

    prescritas pelo DNIT e ABNT.

  • -65-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    5.1) ESPECIFICAO CONCRETO ROLADO

    5.1.1) OBJETIVO

    Esta Norma baseada na especificao do DNIT ES-322/97, apresenta os

    procedimentos a serem adotados na construo de Base ou sub-base de

    concreto de cimento Portland, compactada com rolo, incluindo, os aspectos

    relativos ao recebimento de materiais, execuo, inspeo (da camada) e critrios

    de medio.

    5.1.2) DEFINIO

    Para os efeitos desta Norma, adotada a definio seguinte: Concreto rolado em

    concreto simples para emprego em Base ou sub-base, com baixo consumo de

    cimento e consistncia bastante seca, permitindo a compactao com rolos

    compressores ou equipamento similar.

    5.1.3) CONDIES GERAIS

    5.1.3.1) Concreto da Sub-Base

    O concreto de cimento Portland compactado por meio de rolos compressores

    (concreto rolado) se destina execuo da sub-base e dever apresentar as

    seguintes caractersticas:

    Ser dosado por mtodo racional, de modo a obter-se com os materiais

    disponveis, uma mistura fresca, de trabalhabilidade adequada, para ser

    compactada com rolo vibratrio, e resulte em produto endurecido com grau de

    compactao e resistncia compresso exigida por esta Norma.

    A camada de concreto rolado que atenda s exigncias desta Norma, tambm

    poder ser empregada como base de pavimento flexvel e semi-rgido.

  • -66-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    5.1.3.2) Recebimento do Material

    O recebimento e o armazenamento do cimento Portland e agregados na obra

    dever ser como o recomendado nas DNIT-EM 036 e DNIT-EM 037.

    5.1.4) CONDIES ESPECFICAS

    5.1.4.1) Material

    Cimento Portland:

    O cimento Portland poder ser de qualquer tipo, desde que satisfaa as

    exigncias especficas da DNIT-EM 036 para o cimento empregado.

    Agregados:

    Os agregados mido e grado devero atender respectivamente s exigncias da

    DNIT-EM 037.

    A gua destinada ao amassamento do concreto dever atender s exigncias da

    DNIT-EM 034.

    A cura de superfcie da sub-base dever ser realizada com pintura betuminosa,

    utilizando-se emulses asflticas catinicas de ruptura mdia ou rpida.

    O concreto rolado dever ser dosado em laboratrio, com os materiais disponveis

    na obra, determinando-se a umidade tima que permita obter a densidade

    mxima para a energia compatvel com os equipamentos de compactao a

    utilizar na execuo da sub-base e resistncia compresso exigida nesta

    Norma.

    Este concreto dever apresentar as seguintes caractersticas:

    gua:

    Materiais para a Cura:

    Concreto:

  • -67-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    a) Resistncia caracterstica compresso (fck) aos 7(sete) dias, determinada

    em corpos de prova moldados de maneira indicada no item Inspeo e

    rompidos segundo a ABNT NBR-5739:

    (fck = 5,0 MPa)

    b) Consumo de cimento:

    80 kg/m a 120 kg/m

    c) A dimenso mxima caracterstica do agregado no concreto no dever

    exceder 1/3 da espessura da sub-base ou 32mm, obedecido o menor valor;

    d) O grau de compactao, considerando a energia normal ou intermediria

    definida na dosagem ser determinado conforme a ABNT NBR-7182:

    GC 100%. 5.1.4.2) Equipamento

    Alm do equipamento necessrio explorao de pedreiras e britagem so

    indicados os seguintes:

    Central de mistura para dosagem, umidificao e homogeneizao do

    material;

    Equipamento mecnico para espalhamento do concreto;

    Rolos compressores autopropelidos dos tipos liso (vibratrios e esttico) e

    pneumtico;

    Placa vibratria;

    Caminho-basculante;

    Pequenas ferramentas complementares como ps, enxadas, rguas, etc;

    Martelete pneumtico, para execuo de eventuais junta de construo.

  • -68-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    5.1.4.3) Execuo

    Mistura:

    O concreto poder ser produzido em betoneiras estacionrias ou em centrais, os

    materiais medidos tanto em peso como em volume, exceto o cimento que sempre

    dever ser medido em peso.

    A capacidade e o tipo do aquecimento de produo de concreto sero

    determinados em funo do volume de concreto da obra e das disponibilidades de

    mquinas e mo de obra.

    Os agregados empregados no concreto, normalmente possuem trs graduaes

    de dimenses mximas distintas, e devero ser estocados convenientemente, de

    modo que, cada uma ocupe um silo da usina, no sendo permitida mistura prvia

    dos materiais. Quando que estabelecida dosagem, cada uma das fraes

    dever apresentar homogeneidade granulomtrica.

    As fraes sero combinadas enquadrando a mistura final na faixa granulomtrica

    determinada, quando da dosagem do concreto. Os silos devero conter

    dispositivos que os abriguem da chuva.

    A umidade dos agregados, principalmente, mido, dever ser medida cada 2

    (duas) horas.

    Transporte:

    O transporte do concreto dever ser feito por meio de equipamentos que no

    provoquem a sua segregao. Os materiais misturados devero ser protegidos

    por lonas, para evitar perda de umidade durante transporte ao local de

    espalhamento.

  • -69-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    Espalhamento:

    Poder ser executado manualmente ou mecanicamente, empregando-se neste

    ltimo, distribuidores comuns de agregados ou, de preferncia, vibro-acabadora

    de asfalto que permita obter melhor nivelamento e acabamento superficial da

    camada. A espessura da camada solta dever ser tal que, aps a sua

    compactao, seja atingida a espessura definida no projeto para a Base ou sub-

    base.

    Imediatamente antes do espalhamento, a superfcie do subleito dever ser

    umedecida sem excesso de gua, para que no se formem poas dgua.

    A largura de cada pano de concretagem no dever permitir que eventuais juntas

    longitudinais de construo fiquem situadas abaixo de futuras trilhas de trfego.

    O mesmo procedimento deve ser adotado nas juntas transversais, tambm

    ocasionais, no devendo coincidir com bueiros, drenos ou outras interferncias

    que venham a enfraquecer a seo.

    A superfcie acabada dever ser plana e uniforme, sendo toleradas

    irregularidades graduais de at 1cm em faixas de 3m de largura.

  • -70-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    Compactao:

    A compactao dever ser feita preferencialmente por meio de rolos lisos,

    vibratrios ou no, podendo tambm ser utilizadas placas vibratrias.

    O tempo decorrido entre a adio de gua mistura e o trmino da compactao

    dever ser, no mximo, de 2 horas.

    A compactao ser iniciada nas bordas do pavimento, devendo as passagens

    seguintes do rolo recobrir, pelo menos, 25% da largura da faixa anteriormente

    compactada.

    A espessura da camada compactada nunca dever ser inferior a trs vezes a

    dimenso mxima do agregado no concreto, podendo ser admitida a espessura

  • -71-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    de at 20cm, desde que, os ensaios de densidade demonstrem a homogeneidade

    de toda a profundidade da camada.

    O desvio mximo da umidade em relao umidade tima dever ser de 1 ponto

    percentual e o grau de compactao ser igual ou maior que 100%, em relao

    massa especfica aparente seca mxima obtida em laboratrio, sendo a energia

    do ensaio definida durante a dosagem do concreto rolado, segundo a norma

    ABNT NBR-7182.

    Cura:

    A superfcie do concreto rolado dever ser protegida contra evaporao de gua

    por meio de uma pintura betuminosa. A pelcula protetora ser aplicada em

    quantidade suficiente para construir uma membrana contnua (0,8 a 1,5 l/m). Este

    procedimento dever ser executado imediatamente aps o trmino da

    compactao. Dever ser interditado o trfego ou a presena de qualquer

    equipamento, at que a sub-base tenha resistncia compatvel com sua

    solicitao de carga.

  • -72-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    Ao fim de cada jornada de trabalho ser executada uma junta transversal de

    construo, em local j compactado, com face vertical.

    Juntas longitudinais, caso necessrias, sero construdas entalhando-se ou

    cortando-se verticalmente a borda da camada. A face da junta dever ser

    umedecida antes da colocao da camada adjacente.

    5.1.5) MANEJO AMBIENTAL

    Os cuidados a serem observados visando a preservao do meio ambiente, no

    decorrer das operaes destinadas execuo do pavimento de concreto so:

    5.1.5.1) Na Explorao das Ocorrncias de Materiais

    Atendimento s recomendaes preconizadas na especificao;

    No caso de material ptreo (agregado grado) os seguintes cuidados devero

    ser observados na explorao das ocorrncias de materiais:

    O material somente ser aceito aps a Executante apresentar licena

    ambiental de operao da pedreira, para arquivamento da cpia junto ao

    Livro de Ocorrncias da obra.

    Evitar a localizao da pedreira e instalaes de britagem em rea de

    preservao.

    Juntas de Construo:

  • -73-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    Caso a brita seja fornecida por terceiros, exigir documentao atestando

    a regularidade das instalaes, assim como, sua operao junto ao rgo

    ambiental competente.

    5.1.5.2) Na Execuo

    Os cuidados para a preservao ambiental referem-se disciplina do trfego e

    estacionamento dos equipamentos.

    Deve ser proibido o trfego desordenado dos equipamentos fora do corpo

    estradal, para evitar danos desnecessrios, vegetao e interferncias na

    drenagem natural.

    As reas destinadas ao estacionamento e aos servios de manuteno dos

    equipamentos devem ser localizadas, de forma que resduos de lubrificantes

    e/ou combustveis no sejam levados at cursos dgua.

    5.1.6) INSPEO

    5.1.6.1) Controle do Material

    No controle de recebimento dos materiais devero ser adotados os

    procedimentos recomendados nesta Norma.

    5.1.6.2) Controle da Execuo

    Realizar no controle do concreto cimento os ensaios seguintes:

    Dever ser determinado cada vez que moldados corpos de prova para ensaio de

    resistncia compresso, segundo a DNIT-ME 196.

    Dever ser determinada cada 2.500,00m de base ou sub-base, no mnimo,

    uma determinao por dia, de acordo com a DNIT-ME 083.

    Teor de Umidade do Concreto Fresco:

    Granulometria da Mistura de Agregados:

    Compactao:

  • -74-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    Quando a curva granulomtrica da mistura de agregados estiver fora da faixa de

    trabalho estabelecida na dosagem, realizar ensaio segundo a ABNT NBR-7182,

    adotando-se a energia de compactao definida na dosagem.

    cada trecho de 2.500,00m de base ou sub-base devero ser moldados

    aleatoriamente e de amassadas diferentes, no mnimo, 6 exemplares de corpos

    de prova. Cada exemplar constitudo por 2 corpos de prova cilndricos, de uma

    mesma amassada.

    Os corpos de prova tero 15cm de dimetro e de 30cm de altura, moldados em 5

    camadas de alturas aproximadamente iguais, compactadas com soquetes de

    4,5kg, com altura de queda de 45cm, recebendo cada camada, o nmero de

    golpes da energia definida na dosagem, e o molde ser completado com concreto

    at o seu topo.

    Logo aps a moldagem, os corpos de prova devero ser cobertos com um pano

    molhado por um perodo mnimo de 24h, a seguir desmoldados e levados para a

    cura em cmara mida ou imerso at a idade do ensaio compresso, de

    acordo com a ABNT NBR-5739.

    Determinao do grau de compactao, no mnimo, 20 pontos da base ou sub-

    base, igualmente espaadas ao longo do eixo, utilizando os valores obtidos para a

    massa especfica aparente seca nestes pontos, segundo DNIT-ME 092, e o valor

    obtido no laboratrio.

    Resistncia Compresso

    Grau de Compactao

  • -75-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    5.1.6.3) Verificao Final da Qualidade

    Aps a execuo de cada trecho de 2500m de base ou sub-base proceder

    relocao e o nivelamento do eixo e dos bordos, de 20m em 20m ao longo do

    eixo, para verificar o atendimento ao projeto, largura e espessura da base ou sub-

    base.

    5.1.6.4) Aceitao e Rejeio

    Determinao da Resistncia Caracterstica

    A resistncia caracterstica estimada do concreto a compresso axial de cada

    trecho inspecionado, ser dada por:

    fck,est = fc7 - k s

    Sendo:

    f ck,est = valor estimado da resistncia caracterstica do concreto a

    compresso axial;

    fc7 = resistncia mdia do concreto compresso axial, na idade de 7 dias;

    s = desvio padro dos resultados;

    k = coeficiente de distribuio de Student;

    n = quantidade de exemplares do lote.

    AMOSTRAGEM VARIVEL

    N 6 7 8 9 10 12 15 18 20 25 30 32 > 32K 0,92 0,90

    60,89

    60,88

    90,88

    30,87

    60,86

    80,86

    30,86

    10,85

    70,85

    40,84

    20,84

    2 Aceitao Automtica

    O lote ser automaticamente aceito se:

    fck,est 5,0 MPa Verificaes Suplementares

    Resistncia do Concreto

  • -76-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    Quando no houver aceitao automtica devero ser extrados do trecho, no

    mnimo seis corpos de prova de 15cm de dimetro, seguindo a ABNT NBR-7680,

    ensaiados a compresso conforme a ABNT NBR-5739, determinando-se a

    resistncia caracterstica estimada conforme o item Inspeo desta Norma.

    Caso contrrio, de comum acordo entre as partes interessadas, pode ser tomada

    uma das seguintes decises:

    a) A parte condenada ser demolida e reconstruda;

    b) A sub-base ser reforada.

    O valor caracterstico estimado do grau de compactao da base ou sub-

    base no trecho inspecionado ser dado por:

    GC est = GC - K s

    Sendo:

    GC est = valor estimado do grau de compactao caracterstico;

    GC = grau de compactao mdio;

    s = desvio padro dos resultados;

    n = nmero de determinaes no trecho inspecionado;

    k = determinado em funo do nmero de determinaes no

    trecho inspecionado, conforme a tabela a seguir:

    Ser controlado o valor caracterstico estimado do grau de compactao,

    adotando-se o procedimento seguinte:

    Grau de Compactao

    AMOSTRAGEM VARIVEL

    n 5 6 7 8 9 10 12 13 14 15 16 17 19 21 k 1,5

    51,41

    1,36

    1,31

    1,25

    1,21

    1,16

    1,13

    1,11

    1,10

    1,08

    1,06

    1,04

    1,01 0,4

    50,35

    0,30

    0,25

    0,19

    0,15

    0,10

    0,08

    0,06

    0,05

    0,04

    0,03

    0,02

    0,01n = n de amostras k = coeficiente multiplicador = risco do Executante

  • -77-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    GC est 100% aceita-se o servio

    GC est < 100% rejeita-se o servio

    Os servios rejeitados devero ser corrigidos, complementados ou refeitos.

    Os resultados de controle sero registrados nos relatrios peridicos de

    acompanhamento.

    5.1.7) CRITRIOS DE MEDIO

    Os servios aceitos, sero medidos de acordo com os critrios seguintes:

    A base ou sub-base ser medida em metros cbicos de concreto, conforme

    previsto em projeto.

    No clculo dos valores dos volumes sero consideradas as larguras e

    espessuras mdias obtidas no controle geomtrico.

    No sero considerados quantitativos de servio superiores aos indicados no

    projeto.

  • -78-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    5.2) ESPECIFICAO DE PAVIMENTAO PAVIMENTO COM PEAS PR-MOLDADAS DE CONCRETO

    5.2.1) RESUMO

    Esta Norma apresenta os procedimentos a serem adotados na construo de

    pavimentos com peas pr-moldadas de concreto cimento, incluindo as condies

    de execuo, inspeo, proteo ambiental e critrios de medio.

    Esta norma baseada na Especificao de servios rodovirios do DNIT

    n327/97.

    5.2.2) DEFINIO

    Para os efeitos desta Norma adotada a definio seguinte:

    Pavimento de peas pr-moldadas de concreto - tipo de pavimentao adequada para estacionamentos, vias de acesso, desvios ou rodovias de

    trfego leve e preferencialmente urbanos, constitudo por peas pr-moldadas

    de concreto, com diversos formatos, que colocados justapostos, com ou sem

    articulao e rejuntados com asfalto.

    5.2.3) CONDIES GERAIS

    5.2.3.1) Sub-Base

    As peas pr-moldadas de concreto devero assentar sobre uma sub-base,

    executada com material que no apresente expansibilidade, ou seja, bombevel,

    intercalando-se entre ambos um cobelio de areia para melhor assentamento.

    5.2.3.2) Peas Pr-Moldadas de Concreto

    As peas pr-moldadas de concreto podero ser fabricadas na obra ou adquiridas

    de fornecedores.

    5.2.4) CONDIES ESPECFICAS

  • -79-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    5.2.4.1) Material

    Peas Pr-Moldadas de Concreto: As peas pr-moldadas de concreto

    devero atender as exigncias da norma ABNT 9781, devendo ter formato

    geomtrico regular, com as seguintes especificaes:

    Bloco Retangular tipo Holands, com espaador, arestas chanfradas e h= 8,00

    cm, fabricado com concreto de 35 MPa rolado.

    Areia: A areia destinada a execuo do colcho para apoio das peas pr-

    moldadas de concreto dever atender norma DNIT-EM 038.

    5.2.4.2) Equipamento

    Os equipamentos destinados execuo do pavimento so os seguintes:

    Rolo compactador por placas vibratrias com peso esttico mnimo de

    150 kgf;

    Pegadores com capacidade de 10 a 20 litros com bico em forma de

    cone;

    Outras ferramentas: ps, picaretas, carrinhos de mo, rgua, nvel de

    pedreiro, cordes, ponteiras de ao, vassouras, alavanca de ferro, soquetes

    manuais ou mecnicos, e outras.

    5.2.4.3) Execuo

    Subleito: O subleito dever ser regularizado segundo a DNIT-ES 299/97 e se

    necessrio reforado de acordo com a DNIT-ES 300/97.

    Sub-Base: Ser executada de acordo com as especificaes estabelecidas

    pelo DNIT para o tipo empregado na execuo do pavimento, devendo manter

    sua conformao geomtrica at o assentamento das peas pr-moldadas. Os

    caimentos da superfcie do pavimento destinados drenagem da gua

    superficial devero ser dados na sub-base.

    Para melhor desempenho do pavimento sugere-se que o material da sub-base

    seja coesivo ou utilizar brita graduada de granulometria fechada. A espessura da

  • -80-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    sub-base dever ser definida em projeto no podendo, entretanto ser inferior a

    15cm.

    Colcho de Areia: Para assentamento dos blocos dever ser colocado sobre a

    sub-base um colcho de areia mdia, que depois de compactado e adensado

    dever ter espessura uniforme e igual a 4cm.

    Adotar medidas que garantam a espessura constante da camada de

    assentamento como a adoo de guias (canos metlicos ou gabaritos de

    madeira) com altura igual espessura desejada da camada solta de material,

    sobre as quais correro sarrafos para rasamento da superfcie, sem movimentos

    de vai-vem.

    O confinamento do colcho de areia ser feito pelas guias e sarjetas, cuja

    colocao obrigatria neste tipo de pavimento.

    Pavimento de Peas Pr-moldadas

    Distribuio dos blocos

    As peas pr-moldadas transportadas para o ptio devem ser empilhadas, de

    preferncia margem. O nmero de peas de cada pilha deve ser tal que cubra a

    primeira faixa da frente, mais o espaamento entre elas.

    No sendo possvel utilizar as reas laterais para depsito, empilhar as peas no

    prprio ptio, tendo-se o cuidado de deixar livres as faixas destinadas colocao

    das linhas de referncia para o assentamento.

    Colocao das Linhas de Referncia

    No construir o pavimento sem que antes se tenha algum tipo de confinamento,

    seja ele provisrio ou no.

    Adotar fios-guia, tanto no sentido longitudinal quanto transversal ao assentamento

    das peas, de modo que os encarregados pelo servio nas trs frentes de

    trabalho tenham sempre e a qualquer momento as referncias de alinhamento e

    de abertura de juntas. Estes fios-guia devem acompanhar o avano das frentes

    de servio. Qualquer anormalidade verificada dever ser corrigida de imediato.

  • -81-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    Distender fortemente um cordel pelas marcas de giz, de ponteiro a ponteiro,

    segundo a direo do eixo da pista, de modo que restem linhas paralelas e

    niveladas.

    Assentamento das Peas

    Em trechos retos

    Terminada a colocao de cordis, iniciar o assentamento da primeira fileira,

    normal ao eixo.

    Faz-se a colocao da primeira pea com a aresta coincidindo com os eixos da

    pista. As peas devero ser colocadas sobre a camada de areia, acertadas no ato

    do assentamento de cada pea, de modo que sua face superior fique pouco

    acima do cordel. Para tanto, o calceteiro deve pressionar a pea contra a areia,

    ao mesmo tempo em que acerta a sua posio. Assentada a primeira pea, a

    segunda ser encaixada da mesma forma que a primeira. Depois de assentadas,

    as peas so batidas com o mao.

    A fileira no apresenta mais dificuldades de colocao, uma vez que, os encaixes

    das articulaes definem as posies das peas. Iniciar encaixando a primeira

    pea, de modo a ficar a junta no centro da pea da primeira fileira que se encontra

    a frente.

    Na colocao das peas, o calceteiro dever de preferncia trabalhar de frente

    para a fileira que est assentando, ou seja, de frente para a rea pavimentada.

    Para as quinas devem ser empregados segmentos de peas de de pea.

    O controle das fileiras feito por meio de fios-guia (catetos de 1,50 2,00m),

    colocando-se um cateto paralelo ao cordel, de forma que o outro cateto defina o

    alinhamento transversal da fileira em execuo.

    O nivelamento controlado por meio de uma rgua de madeira, de comprimento

    pouco maior que a distncia entre os cordis, e acertando o nvel dos blocos entre

    os cordis e nivelando as extremidades da rgua a esses cordis.

  • -82-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    O controle do alinhamento feito acertando a face das peas que encostam nos

    cordis, de forma que as juntas definam uma reta sob o cordel.

    Em cruzamentos e entroncamentos retos

    O assentamento na via principal deve seguir normalmente, na passagem do

    cruzamento ou entroncamento, inclusive acompanhando o alinhamento das guias.

    Na via secundria que entronca ou cruza, o assentamento deve prosseguir

    inclusive pela faixa fronteira ao arco da concordncia da quina, at encontrar o

    alinhamento das peas inteiras, distribuir a diferena pelas fileiras anteriores. Em

    geral, utilizam-se amarraes de 10 em 10m, para permitir a distribuio da

    diferena a ser corrigida por toda a extenso da quadra em pavimentao.

    Em cruzamentos e entroncamentos esconsos

    O assentamento da via principal segue normalmente na via secundria, a

    superfcie final a ser assentada, formar um tringulo. O preenchimento desse

    tringulo feito da forma normal, providenciando-se peas de forma e dimenses

    exigidas para a concluso de cada linha.

    Rejuntamento

    O rejuntamento da peas ser feito com areia fina mantendo a evoluo dos

    servios de espalhamento da camada de assentamento, assentamento das

    peas, compactao inicial, preenchimento das juntas e compactao final mais

    prxima: na medida que se conclui uma etapa, imediatamente se inicia a

    seguinte, na mesma rea trabalhada. Tal medida visa aumentar o controle de

    qualidade e evitar a perda de um servio j concludo de uma determinada etapa

    caso haja acontecimentos fortuitos, como por exemplo, chuvas, quebras de

    equipamentos, falta de material na obra, dentre outros.

    Fazer sempre a compactao inicial (antes do preenchimento das juntas) para

    iniciar o processo de intertravamento atravs da ascenso do material da camada

    de assentamento na poro inferior das juntas e nivelar o pavimento.

    Outras recomendaes

  • -83-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    Tanto a compactao inicial

    quanto compactao final do

    pavimento no deve ir alm de um

    metro da borda livre (sem

    confinamento) do pavimento,

    conforme mostra a Ilustrao ao

    lado.

    Deve-se retirar as peas

    quebradas aps a compactao

    inicial, antes do preenchimento

    das juntas e da compactao final.

    A compactao inicial e a compactao final devem ser realizadas com

    passadas em todas as direes sendo necessrio haver recobrimento dos

    percursos para no ocorrer formao de degraus, conforme mostram as

    Ilustraos abaixo.

    Verificar se todas as juntas esto totalmente preenchidas.

    Repetir a operao de selagem, caso seja necessrio.

    Nunca deixar grandes reas de peas assentadas sem compactao.

  • -84-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    Antes da abertura ao trfego verificar se a superfcie do pavimento est nivelada,

    se atende aos caimentos para drenagem, se todos os ajustes e acabamentos

    foram feitos adequadamente ou se h alguma pea que deva ser substituda.

    5.2.5) INSPEO

    5.2.5.1) Controle do Material

    No controle de recebimento dos materiais devero ser adotados os

    procedimentos recomendados no item 5.1 desta Norma.

    5.2.5.2) Controle da Execuo

    Devero ser realizados no concreto os seguintes ensaios:

    Determinao do Abatimento: Dever ser feita segundo a norma ABNT NBR-

    7223, cada vez que forem moldados corpos de prova para o ensaio de

    resistncia compresso;

    Determinao de Resistncia:

    Resistncia de Controle

    Na inspeo do concreto dever ser determinada a resistncia trao na flexo

    na idade de controle fixada no projeto.

    Dever ser feita segundo a norma ABNT NBR-9780.

    5.2.5.3) Verificao Final da Qualidade

    Aps executar cada trecho de pavimento definido para inspeo proceder a

    relocao e o nivelamento de 20m em 20m ao longo do eixo para verificar se a

    largura e a espessura do pavimento esto de acordo com o projeto.

    O trecho de pavimento ser aceito quando:

    Controle Geomtrico:

  • -85-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    a) A espessura mdia do pavimento for igual ou maior que a espessura de

    projeto e a diferena entre o maior e o menor valor obtido para as espessuras

    seja no mximo de 5mm.

    Caso o trecho no seja aceito, as partes interessadas podero tomar uma das

    decises citadas anteriormente.

    5.2.5.4) Aceitao e Rejeio

    Resistncia do Concreto

    a) Determinao da Resistncia Caracterstica

    A resistncia caracterstica estimada do concreto do trecho inspecionado trao

    na flexo ou compresso ser determinada a partir da expresso:

    f ctMk,est = fctM28 - Ks ou

    f ck,est = fc28 - Ks

    Onde

    fctMk,est = valor estimado da resistncia caracterstica do concreto trao

    na flexo

    f ck, est = valor estimado da resistncia caracterstica do concreto

    compresso axial

    f c28 = resistncia mdia do concreto compresso axial, na idade de 28

    dias

    s = desvio padro dos resultados

    k = coeficiente de distribuio de Student

    n = nmero de exemplares

    b) Caso a espessura mdia do pavimento seja inferior de projeto dever ser

    feita reviso, adotando-se para o trecho a espessura mdia determinada e a

    resistncia caracterstica estimada para o concreto.

  • -86-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    O valor do coeficiente k funo da quantidade de exemplares do lote, sendo

    obtido na tabela a seguir.

    AMOSTRAGEM VARIVEL

    n 6 7 8 9 10 12 15 18 20 25 30 32 > 32 k 0,92 0,906 0,896 0,889 0,883 0,876 0,868 0,863 0,861 0,857 0,854 0,842 0,842

    Aceitao Automtica

    O pavimento ser aceito automaticamente quanto resistncia do concreto,

    quando se obtiver as condies seguintes :

    f ctM, est f ck ou f ck,est f ck

    Verificaes Suplementares

    Quando no houver aceitao automtica devero ser extrados no trecho, em

    pontos uniformemente espaados, no mnimo, 6 corpos de prova cilndricos de

    15cm de dimetro, segundo a ABNT NBR-7680, ou corpos de prova prismticos,

    conforme a norma ASTM-C 42, os quais sero ensaiados respectivamente

    compresso axial ( ABNT NBR-5739) e trao na flexo (ABNT NBR-12142).

    Estes corpos de prova devem ser extrados das placas que apresentarem as

    menores resistncias nos resultados do controle.

    Com os resultados obtidos nestes corpos de prova ser determinada a resistncia

    caracterstica conforme o procedimento indicado no anterior.

    O trecho ser aceito se for atendida a condio exigida no item anterior:

    Caso esta condio no seja atendida, dever ser feita a reviso do projeto,

    adotando para a resistncia do concreto do trecho a resistncia caracterstica

    estimada e a espessura mdia determinada no controle geomtrico.

    Se o trecho ainda no for aceito dever ser adotada, em comum acordo entre as

    partes, uma das condies seguintes:

    Aproveitamento do pavimento com restries ao carregamento ou ao

    uso;

  • -87-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    Pavimento ser reforado;

    Demolio e reconstruo pavimento.

    5.2.6) CRITRIOS DE MEDIO

    Os servios aceitos sero medidos de acordo com os critrios seguintes:

    O pavimento dever ser medido em metros quadrados de pavimentao. No

    sero motivo de medio a mo de obra, materiais, equipamentos, transporte

    e encargos.

    No sero includos quantitativos de servios superiores aos indicados no

    projeto.

  • -88-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    5.3) ESPECIFICAO DE PAVIMENTAO CONSTRUO DE PAVIMENTOS DE BLOCO DE CONCRETO

    5.3.1) RESUMO

    Esta Norma complementar apresenta os procedimentos a serem adotados na

    construo de pavimentos intertravados.

    Esta norma baseada Boletim Tcnico n135 da ABCP para Construo de

    Pavimentos de Blocos de Concreto.

    5.3.2) MATERIAIS: TIPOS E QUALIDADES DAS AREIAS

    Para a construo de pavimentos de blocos de concreto so utilizados dois tipos

    de areia: uma areia grossa, para as camadas de assentamento dos blocos, e uma

    areia fina, para o rejuntamento ou preenchimento das juntas entre as faces

    laterais dos blocos. recomendvel que o peneiramento, a lavagem e a

    estocagem das areias seja feito sobre um piso firme ou lona para evitar a

    contaminao com o solo natural.

    . Areia grossa (camada de assentamento dos blocos)

    A areia grossa para a camada de assentamento dos blocos deve ser de qualidade

    semelhante quela usada em concretos ou argamassas de assentamento. De

    preferncia, ser areia de rio, no lugar de saibro ou p-de-pedra. Caso a areia

    tiver muitas partculas finas (silte ou argila), ter que ser lavada com gua

    aspergida por cima para permitir o escape da gua com as partculas suspensas

    por baixo.

  • -89-

    ENGEPAVICONSULTORIA E PROJETOS DE ENGENHARIA

    Aps a lavagem, a areia esta deve ser peneirada em peneira com malhas de 1 cm

    de abertura, com o objetivo de retirar as pedras de maior tamanho e os corpos

    estranhos contaminantes, tornando-a tambm fofa.

    . Areia fina (rejuntamento)

    A areia fina para o enchimento das juntas deve ser semelhante quela utilizada

    em argamassas de reboco de paredes, No necessrio lav-Ia, mas sim pass-

    Ia por uma peneira fina (malhas com 2,5 mm de abertura), para a retirada dos

    gros maiores (pedras e material vegetal) e torn-Ia fofa.