pavimentaÇÃo asfÁltica - ufjf.br©cnicas-executivas... · de restauração de pavimentação. a...

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  • Rio de Janeiro

    2008

    Liedi Bariani Bernucci

    Laura Maria Goretti da Motta

    Jorge Augusto Pereira Ceratti

    Jorge Barbosa Soares

    Pavimentao asflticaFormao bsica para engenheiros

    3. Reimpresso

    2010

  • PAtRoCinAdoReS

    Petrobras Petrleo Brasileiro S. A.

    Petrobras distribuidora

    Abeda Associao Brasileira das empresas distribuidoras de Asfaltos

    Copyright 2007 Liedi Bariani Bernucci, Laura Maria Goretti da Motta,

    Jorge Augusto Pereira Ceratti e Jorge Barbosa Soares

    P338 Pavimentao asfltica : formao bsica para engenheiros / Liedi Bariani Bernucci... [et al.]. Rio de Janeiro : PetRoBRAS: ABedA,2006.504 f. : il.

    inclui Bibliografias.Patrocnio PetRoBRAS

    1. Asfalto. 2. Pavimentao. 3. Revestimento asfltico. 4. Mistura.i. Bernucci, Liedi Bariani. ii. Motta, Laura Maria Goretti da. iii. Ceratti,Jorge Augusto Pereira. iV. Soares, Jorge Barbosa.

    Cdd 625.85

    CooRdenAo de PRoduo

    trama Criaes de Arte

    PRoJeto GRFiCo e diAGRAMAo

    Anita Slade

    Sonia Goulart

    deSenhoS

    Rogrio Corra Alves

    ReViSo de texto

    Mariflor Rocha

    CAPA

    Clube de idias

    iMPReSSo

    Grfica imprinta

    Ficha catalogrfica elaborada pela Petrobras / Biblioteca dos Servios Compartilhados

  • APRESENTAO

    tendo em vista a necessidade premente de melhoria da qualidade das rodovias brasileiras e a importncia da ampliao da infra-estrutura de transportes, a Pe-trleo Brasileiro S.A., a Petrobras distribuidora S.A. e a Associao Brasileira das empresas distribuidoras de Asfaltos Abeda vm investindo no desenvolvimento de novos produtos asflticos e de modernas tcnicas de pavimentao. Para efeti-vamente aplicar estes novos materiais e a recente tecnologia, preciso promover a capacitao de recursos humanos.

    Assim, essas empresas, unidas em um empreendimento inovador, conceberam uma ao para contribuir na formao de engenheiros civis na rea de pavimenta-o: o Proasfalto Programa Asfalto na universidade. este projeto arrojado foi criado para disponibilizar material didtico para aulas de graduao de pavimentao visan-do oferecer slidos conceitos tericos e uma viso prtica da tecnologia asfltica.

    Para a elaborao do projeto didtico, foram convidados quatro professores de renomadas instituies de ensino superior do Brasil. iniciou-se ento o projeto que, aps excelente trabalho dos professores Liedi Bariani Bernucci, da universidade de So Paulo, Laura Maria Goretti da Motta, da universidade Federal do Rio de Janei-ro, Jorge Augusto Pereira Ceratti, da universidade Federal do Rio Grande do Sul, e Jorge Barbosa Soares, da universidade Federal do Cear, resultou no lanamento deste importante documento.

    o livro Pavimentao Asfltica descreve os materiais usados em pavimentao e suas propriedades, alm de apresentar as tcnicas de execuo, de avaliao e de restaurao de pavimentao. A forma clara e didtica como o livro apresenta o tema o transforma em uma excelente referncia sobre pavimentao e permite que ele atenda s necessidades tanto dos iniciantes no assunto quanto dos que j atuam na rea.

    A universidade Petrobras, co-editora do livro Pavimentao Asfltica, sente-se honrada em participar deste projeto e cumprimenta os autores pela importante ini-ciativa de estabelecer uma bibliografia de consulta permanente sobre o tema.

    Petrleo Brasileiro S.A. PetrobrasPetrobras distribuidora S.A. AsfaltosAbeda Associao Brasileira das empresas distribuidoras de Asfaltos

  • PReFCio 7

    1 Introduo 9

    1.1 PAViMento do Ponto de ViStA eStRutuRAL e FunCionAL 9

    1.2 uM BReVe hiStRiCo dA PAViMentAo 11

    1.3 SituAo AtuAL dA PAViMentAo no BRASiL 20

    1.4 ConSideRAeS FinAiS 22

    BiBLioGRAFiA CitAdA e ConSuLtAdA 24

    2 Ligantes asflticos 25

    2.1 intRoduo 25

    2.2 ASFALto 26

    2.3 eSPeCiFiCAeS BRASiLeiRAS 58

    2.4 ASFALto ModiFiCAdo PoR PoLMeRo 59

    2.5 eMuLSo ASFLtiCA 81

    2.6 ASFALto diLudo 96

    2.7 ASFALto-eSPuMA 97

    2.8 AGenteS ReJuVeneSCedoReS 99

    2.9 o PRoGRAMA ShRP 100

    BiBLioGRAFiA CitAdA e ConSuLtAdA 110

    3 Agregados 115

    3.1 intRoduo 115

    3.2 CLASSiFiCAo doS AGReGAdoS 116

    3.3 PRoduo de AGReGAdoS BRitAdoS 124

    3.4 CARACteRStiCAS teCnoLGiCAS iMPoRtAnteS doS AGReGAdoS PARA PAViMentAo ASFLtiCA 129

    3.5 CARACteRiZAo de AGReGAdoS SeGundo o ShRP 150

    BiBLioGRAFiA CitAdA e ConSuLtAdA 154

    SumRiO

  • 4 Tipos de revestimentos asflticos 157

    4.1 intRoduo 157

    4.2 MiStuRAS uSinAdAS 158

    4.3 MiStuRAS IN SITU eM uSinAS MVeiS 185

    4.4 MiStuRAS ASFLtiCAS ReCiCLAdAS 188

    4.5 tRAtAMentoS SuPeRFiCiAiS 191

    BiBLioGRAFiA CitAdA e ConSuLtAdA 200

    5 Dosagem de diferentes tipos de revestimento 205

    5.1 intRoduo 205

    5.2 deFinieS de MASSAS eSPeCFiCAS PARA MiStuRAS ASFLtiCAS 207

    5.3 MiStuRAS ASFLtiCAS A Quente 217

    5.4 doSAGeM de MiStuRAS A FRio 253

    5.5 MiStuRAS ReCiCLAdAS A Quente 256

    5.6 tRAtAMento SuPeRFiCiAL 263

    5.7 MiCRoRReVeStiMento e LAMA ASFLtiCA 269

    BiBLioGRAFiA CitAdA e ConSuLtAdA 281

    6 Propriedades mecnicas das misturas asflticas 287

    6.1 intRoduo 287

    6.2 enSAioS ConVenCionAiS 288

    6.3 enSAioS de MduLo 290

    6.4 enSAioS de RuPtuRA 308

    6.5 enSAioS de deFoRMAo PeRMAnente 316

    6.6 enSAioS CoMPLeMentAReS 327

    BiBLioGRAFiA CitAdA e ConSuLtAdA 332

    7 Materiais e estruturas de pavimentos asflticos 337

    7.1 intRoduo 337

    7.2 PRoPRiedAdeS doS MAteRiAiS de BASe, SuB-BASe e ReFoRo do SuBLeito 339

    7.3 MAteRiAiS de BASe, SuB-BASe e ReFoRo do SuBLeito 352

    7.4 ALGuMAS eStRutuRAS tPiCAS de PAViMentoS ASFLtiCoS 365

    BiBLioGRAFiA CitAdA e ConSuLtAdA 369

    8 Tcnicas executivas de revestimentos asflticos 373

    8.1 intRoduo 373

    8.2 uSinAS ASFLtiCAS 373

  • 8.3 tRAnSPoRte e LAnAMento de MiStuRAS ASFLtiCAS 384

    8.4 CoMPACtAo 389

    8.5 exeCuo de tRAtAMentoS SuPeRFiCiAiS PoR PenetRAo 393

    8.6 exeCuo de LAMAS e MiCRoRReVeStiMentoS ASFLtiCoS 397

    8.7 ConSideRAeS FinAiS 401

    BiBLioGRAFiA CitAdA e ConSuLtAdA 402

    9 Diagnstico de defeitos, avaliao funcional e de aderncia 403

    9.1 intRoduo 403

    9.2 SeRVentiA 405

    9.3 iRReGuLARidAde LonGitudinAL 407

    9.4 deFeitoS de SuPeRFCie 413

    9.5 AVALiAo oBJetiVA de SuPeRFCie PeLA deteRMinAo do iGG 424

    9.6 AVALiAo de AdeRnCiA eM PiStAS MoLhAdAS 429

    9.7 AVALiAo de Rudo PRoVoCAdo PeLo tRFeGo 435

    BiBLioGRAFiA CitAdA e ConSuLtAdA 438

    10 Avaliao estrutural de pavimentos asflticos 441

    10.1 intRoduo 441

    10.2 MtodoS de AVALiAo eStRutuRAL 443

    10.3 eQuiPAMentoS de AVALiAo eStRutuRAL no-deStRutiVA 445

    10.4 noeS de RetRoAnLiSe 453

    10.5 SiMuLAdoReS de tRFeGo 457

    10.6 ConSideRAeS FinAiS 460

    BiBLioGRAFiA CitAdA e ConSuLtAdA 461

    11 Tcnicas de restaurao asfltica 463

    11.1 intRoduo 463

    11.2 tCniCAS de ReStAuRAo de PAViMentoS CoM PRoBLeMAS FunCionAiS 466

    11.3 tCniCAS de ReStAuRAo de PAViMentoS CoM PRoBLeMAS eStRutuRAiS 468

    11.4 ConSideRAeS SoBRe o tRinCAMento PoR ReFLexo 469

    BiBLioGRAFiA CitAdA e ConSuLtAdA 475

    ndiCe de FiGuRAS 477

    ndiCe de tABeLAS 486

    ndiCe ReMiSSiVo de teRMoS 490

    ndiCe ReMiSSiVo dAS BiBLioGRAFiAS 496

  • 7

    PREFCiO

    este livro tem por objetivo principal contribuir para a formao do aluno na rea de pavimentao asfltica, dos cursos de engenharia Civil de universidades e faculda-des do pas. o projeto deste livro integra o Programa Asfalto na universidade, con-cebido em conjunto com a Petrobras e a Abeda, nossos parceiros e patrocinadores, para apoiar o ensino de graduao, disponibilizando material bibliogrfico adicional aos estudantes e aos docentes de disciplinas de infra-estrutura de transportes. os autores acreditam que seu contedo possa ser tambm til a engenheiros e a tc-nicos da rea de pavimentao e, no aspecto de organizao do conhecimento, a ps-graduandos.

    A elaborao deste livro em muito assemelha-se construo de uma estrada, e os autores o vem como mais uma via na incessante busca de novos horizontes. estradas preexistentes influenciam o traado de novas rodovias, assim como a pre-existncia de diversos materiais bibliogrficos contribuiu para o projeto deste livro. os autores procuraram ao mximo trafegar por diversas referncias, devidamente reconhecidas no texto, e esto cientes de que muitos outros caminhos precisam ser percorridos para uma viagem mais plena.

    Como em qualquer projeto de engenharia, decises foram tomadas com vistas delimitao do trabalho. Foram enfocados tpicos julgados menos disponveis na li-teratura tcnica brasileira sobre materiais de pavimentao principalmente no que se refere aos ligantes asflticos e aos tipos e propriedades das misturas asflticas , tcnicas executivas e de avaliao de desempenho, bem como as diretrizes para a restaurao asfltica de pavimentos. esses assuntos foram considerados pelos autores de grande valia para a construo do conhecimento sobre pavimentao na academia. os autores reconhecem a limitao do escopo deste livro e recomendam fortemente que os estudantes busquem bibliografia complementar que enriquea seus conhecimentos, enveredando tambm pelos caminhos do projeto de dimensio-namento das estruturas de pavimentos e de restauraes, da mecnica dos pavi-mentos, da geotecnia, do projeto de trfego e de drenagem, das tcnicas de controle tecnolgico, da gerncia de pavimentos etc. todas essas reas do saber afins pa-vimentao do embasamentos aos conceitos necessrios para termos pavimentos rodovirios, aeroporturios e urbanos mais econmicos, com melhor desempenho e mais durveis para cada situao.

    Como toda obra de pavimentao, no faltou neste caso a consultoria e o contro-le de qualidade, exercidos com competncia e elegncia pelos cole gas aqui reconhe-cidos por seus valiosos comentrios e sugestes: dra. Leni Figueiredo Mathias Leite

  • e eng. Luis Alberto do nascimento (Centro de Pesquisa da Petrobras), eng. ilonir Antonio tonial (Petrobras distribuidora), eng. Armando Morilha Jnior (Abeda), Prof. dr. Glauco tlio Pessa Fabbri (escola de engenharia de So Carlos/univer-sidade de So Paulo), Prof. Srgio Armando de S e Benevides (universidade Fe-deral do Cear), Prof. lvaro Vieira (instituto Militar de engenharia) e eng. Alfredo Monteiro de Castro neto (desenvolvimento Rodovirio S.A.).

    A experincia de escrever este livro a oito mos foi deveras enriquecedora, construindo-o em camadas, com materiais convencionais e alternativos, cuida-dosamente analisados, compatibilizando-se sempre as espessuras das camadas e a qualidade dos materiais. no livro, competncias e disponibilidades de tempo foram devidamente dosadas entre os quatro autores. um elemento presente foi o uso de textos anteriormente escritos pelos quatro autores em co-autoria com seus respectivos alunos e colegas de trabalho, sendo estes devidamente referen-ciados.

    Por fim, tal qual uma estrada, por melhor que tenha sido o projeto e a execu-o, esta obra est sujeita a falhas, e o olhar atento dos pares ajudar a realizar a manuteno no momento apropriado. o avano do conhecimento na fascinante rea de pavimentao segue em alta velocidade e, portanto, alguns trechos da obra talvez meream restaurao num futuro no distante. novos trechos devem surgir. Aos autores e aos leitores cabe permanecer viajando nas mais diversas es-tradas, em busca de paisagens que ampliem o horizonte do conhecimento. Aqui, espera-se ter pavimentado mais uma via para servir de suporte a uma melhor compreenso da engenharia rodoviria. Que esta via estimule novas vias, da mesma forma que uma estrada possibilita a construo de outras tantas.

    os autores

    notA iMPoRtAnte: os quatro autores participaram na seleo do contedo, na organizao e na redao de todos os onze captulos, e consideram suas respec-tivas contribuies ao livro equilibradas. A ordem relativa co-autoria levou em considerao to somente a coordenao da produo do livro.

  • 8.1 INTRODUO

    O bom desempenho de revestimentos e de tratamentos superficiais asflticos depende da utilizao de procedimentos corretos em diversas etapas: projeto estrutural, escolha adequada de materiais e formulaes de propores ou misturas que atendam os condi-cionantes de uso do revestimento, e uso de tcnicas adequadas de produo, distribuio e execuo das camadas asflticas na pista. Este captulo trata da produo das misturas em usinas e em veculos especiais, do transporte e distribuio na pista das misturas asflticas ou dos materiais para tratamentos, das tcnicas de densificao e acabamento, assim como de algumas tcnicas de controle executivo.

    Como toda a indstria, na rea de equipamentos de pavimentao o mercado est sempre evoluindo e o engenheiro de pavimentao deve estar atento a esse fato. Este comentrio vale para todos os itens descritos e as figuras que ilustram este captulo so meramente ilustrativas no representando preferncia dos autores. H sempre mais de um modelo ou fornecedor mas o escopo do livro no comporta comparaes entre eles, o que deve ser pesquisado pelo leitor que for montar uma usina ou uma frota de equipa-mentos de compactao de revestimentos asflticos. Recomenda-se fortemente a busca de informaes mais detalhadas sobre cada equipamento.

    8.2 USINAS ASFLTICAS

    A obteno de uma mistura asfltica envolve a associao de agregado com ligante as-fltico em propores predeterminadas no projeto de dosagem para produzir uma massa homognea de acordo com especificaes e critrios adotados (Captulo 5). Antes da mistura com o ligante asfltico, o agregado deve ser composto na graduao especificada por meio de mistura de diferentes fraes granulomtricas. Se o ligante a ser misturado um cimento asfltico de petrleo, o agregado deve ser aquecido previamente para re-moo de umidade e sua temperatura elevada para que seja possvel o seu envolvimento pelo ligante asfltico. Esses procedimentos so realizados em instalaes apropriadas conhecidas como usinas de asfalto, simplificao da designao, visto que se trata de usinas para a produo de misturas asflticas a quente. Caso o ligante utilizado seja emulso asfltica, as usinas so para misturas a frio.

    8Tcnicas executivas

    de revestimentos asflticos

  • 374 Pavimentao asfltica: formao bsica para engenheiros

    8.2.1 Tipos de usinas de asfalto para misturas a quenteO objetivo bsico das usinas de asfalto proporcionar de forma adequada a mistura de fraes de agregados, aquecer essa mistura e o ligante asfltico, e misturar todos esses materiais, produzindo misturas asflticas dentro de caractersticas previamente especi-ficadas.

    Uma usina de asfalto um conjunto de equipamentos mecnicos e eletrnicos inter-conectados de forma a produzir misturas asflticas. Variam em capacidade de produ-o e princpios de proporcionamento dos componentes, podendo ser estacionrias ou mveis.

    Existem dois tipos bsicos de usina de asfalto que so: a usina de produo por ba-telada ou gravimtrica, conforme princpio geral exposto na Figura 8.1, que produz quan-tidades unitrias de misturas asflticas, e a usina de produo contnua ou drum-mixer, conforme a Figura 8.2, cuja produo contnua, como a prpria designao classifica. As Figuras 8.3 e 8.4 mostram exemplos dessas usinas. Os dois tipos de usinas tm condies de produzir as misturas asflticas em uso corrente no pas. Normalmente, as misturas asflticas, mesmo com caractersticas particulares, no exigem sua produo em um tipo especfico de usina, a menos das misturas recicladas, que precisam de uma certa adaptao.

    Figura 8.1 Representao esquemtica de uma usina asfltica por batelada (Asphalt Institute, 1998)

  • 375Tcnicas executivas de revestimentos asflticos

    Figura 8.3 Exemplo de uma usina asfltica por batelada ou gravimtrica

    Figura 8.4 Exemplo de uma usina asfltica contnua (Foto: Ciber Ltda.)

    Figura 8.2 Representao esquemtica de uma usina asfltica contnua (Asphalt Institute, 1998)

  • 376 Pavimentao asfltica: formao bsica para engenheiros

    8.2.2 Operaes bsicas envolvidas na produo de misturas asflticas a quenteAs operaes envolvidas na produo de misturas asflticas a quente so as seguintes, descritas brevemente adiante: estocagem e manuseio dos materiais componentes das misturas asflticas na rea da

    usina; proporcionamento e alimentao do agregado frio no secador; secagem e aquecimento eficiente do agregado temperatura apropriada; controle e coleta de p no secador; proporcionamento, alimentao e mistura do ligante asfltico com o agregado aquecido; estocagem, distribuio, pesagem e manuseio das misturas asflticas produzidas.

    Estocagem e manuseio dos materiais componentes das misturas asflticas na rea da usinaOs agregados devem ser manuseados e estocados de maneira a evitar contaminao e minimizar sua degradao e segregao. A rea de estocagem deve ser limpa para a preveno da contaminao do agregado. Deve ser tambm devidamente drenada para evitar acmulo de umidade. Preferencialmente a estocagem de agregados deve ser feita em locais cobertos para evitar a ao de precipitao de guas Figura 8.5.

    O ligante asfltico deve ser estocado em quantidade suficiente para manter a opera-o da usina de forma regular. Geralmente dois ou mais tanques so necessrios, sendo um tanque abastecedor durante a usinagem e os demais de estocagem do ligante asfl-tico. A Figura 8.6 apresenta um exemplo de tanque horizontal de ligante asfltico.

    Figura 8.5 Exemplo de estoques e silos cobertos para proteo dos materiais de uma usina gravimtrica

    Figura 8.6 Exemplo de tanques horizontais para armazenamento com aquecimento de ligantes asflticos de uma usina gravimtrica

    Tanque de armazenamento de ligante

    O ligante asfltico deve ser mantido fluido o suficiente para que possa se movimentar atravs dos dutos e ser utilizado na operao de usinagem. Para isso, os tanques devem possuir sistema de aquecimento atravs de circulao de leo trmico ou eltrico. Nunca deve ser utilizado aquecimento atravs de chama em contato com o tanque ou seu con-tedo. Faz-se necessrio uma ateno especial quanto s temperaturas de estocagem e

  • 377Tcnicas executivas de revestimentos asflticos

    usinagem de ligantes asflticos, pois quando superaquecidos esses materiais podem sofrer degradao trmica que por sua vez pode levar perda das suas caractersticas aglutinan-tes. Na Tabela 8.1 esto indicadas, como exemplo de ordem de grandeza, faixas de tempe-raturas de estocagem e usinagem de alguns tipos de ligantes asflticos e do agregado.

    TAbELA 8.1 ExEmpLO DE TEmpERATURAS DE ESTOCAgEm E USINAgEm DE ALgUNS LIgANTES ASFLTICOS E DO AgREgADO (ilustrativas)

    Tipo de ligante Temperatura de estocagem do ligante,mxima, C

    Temperatura de usinagem, oC

    Ligante Agregado

    CAP 50/70 160 150 155 160 165

    Asfalto modificado por polmero SBS 45-70/55

    170 160 165 170 175

    Asfalto modificado por polmero SBS 45-70/60

    175 165 170 175 180

    Asfalto modificado por polmero SBS 45-70/70

    180 170 175 180 185

    Asfalto modificado por15,0% de borracha de pneus

    185 170 180 180 185

    proporcionamento e alimentao do agregado frio no secadorO sistema de silos frios um dos principais componentes de uma usina asfltica. Ele recebe agregados frios, proporciona as diferentes fraes granulomtricas e conduz para o secador. So compostos por uma srie de pelo menos quatro silos, que so carrega-dos individualmente com fraes de agregados provenientes da zona de estocagem, conforme mostra a Figura 8.7. Cuidados devem ser tomados a fim de evitar a mistura de fraes granulomtricas dos diferentes silos. Isto inclui o adequado dimensionamento da largura desses silos, a instalao de divisores verticais nos limites entre silos e o no sobrecarregamento dos mesmos.

    Figura 8.7 Exemplo de sistema de silos frios

    Portas localizadas no fundo de cada silo controlam as quantidades de cada frao de agregado a ser transportada ao secador atravs de correia transportadora. A Figura 8.8(a) mostra o controle no fundo de cada silo e a Figura 8.8(b) a correia transportadora de agregados para o secador.

  • 378 Pavimentao asfltica: formao bsica para engenheiros

    Secagem e aquecimento eficiente do agregado temperatura apropriadaOs agregados devidamente proporcionados provenientes dos silos frios so conduzidos ao tambor secador onde so secos e aquecidos temperatura adequada.

    O secador um cilindro rotatrio com dimetro entre 1,5m e 3,0m e comprimento entre 6,0m e 12,0m, dependendo da capacidade da usina. A Figura 8.9(a) mostra um exemplo de secador. O sistema possui um queimador de leo ou gs numa extremidade e um ventilador de exausto na outra Figura 8.9(b).

    (b) Correia transportadora de agregados para o secador(Foto: Ferreira, 2005)

    Figura 8.8 Exemplo de controle de alimentao de agregados de um silo frio e correia transportadora de agregados para o secador

    (a) Controle no fundo dos silos frios

    (a) Sistema de aquecimento do secador(Foto: Abdou, 2005)

    (b) Secador de agregados com ventilador de exausto

    Figura 8.9 Exemplo de secador e sistema de aquecimento para secagem dos agregados

  • 379Tcnicas executivas de revestimentos asflticos

    H dois tipos bsicos de secadores, diferenciados pela relao entre o fluxo de agre-gados e o fluxo de ar no seu interior.

    Nos secadores de fluxo paralelo o agregado e o ar fluem na mesma direo, conforme a Figura 8.10. Nesses secadores o agregado frio introduzido no secador na mesma extremidade onde existe o queimador e movimenta-se na direo da outra extremidade.

    Nos secadores de contrafluxo o agregado e o fluxo de ar aquecido movimentam-se em direes opostas, conforme o esquema mostrado na Figura 8.11. As usinas as-flticas mais modernas so em sua grande maioria equipadas com secadores do tipo contrafluxo.

    Figura 8.10 Secador de fluxo paralelo (Asphalt Institute, 1998)

    Figura 8.11 Secador de contrafluxo (Asphalt Institute, 1998)

    Agregados

    Agregados

  • 380 Pavimentao asfltica: formao bsica para engenheiros

    Controle e coleta de p no secadorO ar que flui atravs do secador carrega com ele gases de exausto e pequena quanti-dade de partculas de p do agregado. Essas partculas devem ser recolhidas antes que sejam descarregadas na atmosfera, por meio de um sistema de controle de emisses. Esse sistema composto, na maioria das usinas de asfalto, por coletores de p, prim-rios e secundrios. Eles so instalados no final do secador e filtram o ar que entra no queimador e o que sai no sistema de exausto, conforme o esquema da Figura 8.12 e a foto de um exemplo do sistema na Figura 8.13 (existem outros fabricantes de usinas no pas).

    O coletor primrio tem como funo recolher as partculas maiores de p contidas nos gases de exausto. Os coletores primrios mais usuais so a caixa de queda e o tipo ciclone. O coletor secundrio filtra e recolhe as partculas de p mais finas. Os coletores secundrios mais usuais so o filtro de mangas e o de coleta mida. O p recuperado neste ltimo no pode ser reincorporado mistura asfltica em produo.

    Figura 8.13 Exemplo de sistema de coletores de p (Foto: Ciber Ltda)

    Figura 8.12 Esquema de coletores primrio e secundrio (Asphalt Institute, 1998)

  • 381Tcnicas executivas de revestimentos asflticos

    proporcionamento, alimentao e mistura do ligante asfltico com o agregado aquecidoO processo de mistura do ligante asfltico com o agregado varia de acordo com o tipo de usina de asfalto utilizado.

    Na usina de produo por batelada ou gravimtrica, o agregado seco e aquecido proveniente do secador transportado atravs de um elevador e passa por uma srie de peneiras que o separa em vrias fraes granulomtricas e que so depositadas nos silos quentes, conforme mostra o esquema da Figura 8.14. A Figura 8.15 mostra um exemplo de um elevador e os silos quentes.

    Fraes de agregados predeterminadas so pesadas e estocadas juntas em um dep-sito de pesagem. Deste depsito elas so transferidas a um misturador logo abaixo, onde so misturadas com o ligante asfltico em proporo predeterminada. A Figura 8.16 ilustra o processo de mistura.

    Figura 8.14 Esquema de unidade de peneiramento de usina asfltica por batelada (Asphalt Institute, 1998)

  • 382 Pavimentao asfltica: formao bsica para engenheiros

    Na usina de produo contnua, a mistura do ligante asfltico com agregado rea-lizada no prprio tambor secador, aps a secagem e aquecimento do agregado, num processo contnuo. O agregado entra na zona primria do tambor e seco e aquecido pelo calor produzido pelo queimador. Movimenta-se ento para a zona secundria onde o

    Figura 8.15 Exemplo de um elevador de agregados aquecidos e silos quentes (Foto: Abdou)

    Figura 8.16 Esquema de produo de uma batelada de mistura asfltica (Asphalt Institute, 1998)

  • 383Tcnicas executivas de revestimentos asflticos

    ligante asfltico introduzido e vigorosamente misturado. Durante esse processo o con-trole efetivo da temperatura dos componentes da mistura asfltica fundamental para o seu desempenho futuro.

    Dois so os tipos principais de tambores secadores e misturadores. No de fluxo paralelo, o agregado entra no tambor na extremidade do queimador e flui na mesma direo dos gases aquecidos. O ligante asfltico introduzido no ltimo tero do tambor, juntamente com algum p necessrio mistura asfltica, conforme a Figura 8.17. No de contrafluxo o agregado entra na extremidade oposta ao queimador e flui na direo oposta aos gases aquecidos. O queimador posicionado de modo que a injeo de ligante e a mistura deste com o agregado ocorram fora de sua zona de influncia, con-forme a Figura 8.18.

    Figura 8.18 Esquema de tambor secador-misturador de contrafluxo de usina contnua (Asphalt Institute, 1998)

    Figura 8.17 Esquema de tambor secador-misturador de fluxo paralelo em usina contnua (Asphalt Institute, 1998)

  • 384 Pavimentao asfltica: formao bsica para engenheiros

    Esses tambores secadores das Figuras 8.17 e 8.18 admitem a introduo de material fresado para a sua reciclagem, devidamente afastado da chama para evitar danos.

    Existem variantes dos dois tipos principais de tambores secadores e misturadores, como o de cilindro duplo onde o agregado seco e aquecido em um tambor de contra-fluxo e a mistura com o ligante asfltico ocorre em um tambor de maior dimetro que cobre dois teros do tambor interno. H o sistema com tambor triplo de contrafluxo onde as fases de secagem, aquecimento e mistura so realizadas em trs zonas distintas. E ainda o de tambor duplo, onde utilizado um tambor de contrafluxo para secagem e aquecimento do agregado e um misturador rotatrio no qual o ligante asfltico e os finos so introduzidos e misturados.

    Estocagem, distribuio, pesagem e manuseio das misturas asflticas produzidasA maioria das usinas asflticas contnuas equipada com silos de estocagem ou com depsitos de controle de produo das misturas asflticas. Nesses, a preveno de se-gregao da mistura asfltica deve ser constante. Um sistema de pesagem deve ser conectado aos silos para controle de quantidade de mistura asfltica a ser carregada em cada caminho transportador.

    8.2.3 Usinas para misturas a frioAs misturas dos agregados com emulses asflticas so realizadas em usinas que podem ser estacionrias ou mveis, com capacidade de produo de 30tf/h a 600tf/h. Essas usinas so mais simples por no terem necessidade de aquecimento nem do agregado, nem do ligante.

    Geralmente as usinas estacionrias utilizadas so aquelas empregadas tambm para produzir misturas de solos, britas, solo-cimento etc. As de maior capacidade de produo possuem silos individuais para os agregados com comportas regulveis, que descarre-gam os agregados em uma correia transportadora que os conduz ao misturador, onde injetada a emulso asfltica na dosagem previamente estabelecida. A Figura 8.19 apre-senta um exemplo de uma usina estacionria.

    As usinas do tipo mvel so montadas sobre um chassi nico e devido sua fun-cionalidade podem ser colocadas em operao em poucas horas. Um exemplo de uma usina desse tipo est na Figura 8.20. H vrios fabricantes de usinas de misturas a frio no pas.

    8.3 TRANSpORTE E LANAmENTO DE mISTURAS ASFLTICAS

    As misturas asflticas so levadas ao local de execuo do pavimento por meio de cami-nhes transportadores geralmente com bscula traseira. O nmero de caminhes neces-srio determinado por alguns fatores tais como: a velocidade de produo da mistura asfltica na usina; a distncia de transporte; o tipo de trfego no percurso e o tempo

  • 385Tcnicas executivas de revestimentos asflticos

    estimado para descarregamento. O nmero de caminhes necessrios para manter cons-tante o lanamento da mistura asfltica na pista pode ser estimado considerando-se o tempo de ida e volta dividido pelo tempo de carregamento de cada caminho mais um.

    As principais razes que podem justificar a rejeio de cargas de mistura asfltica transportadas para a obra, so: temperatura excessiva o aquecimento em excesso da mistura normalmente indi-

    cado por emanao de fumaa de colorao azul. A temperatura deve ser verificada imediatamente e se ultrapassar os limites especificados a carga deve ser rejeitada;

    temperatura baixa a mistura asfltica apresenta aspecto endurecido ou recobri-mento irregular das partculas maiores do agregado. A temperatura deve ser verifi-cada imediatamente e se for menor que os limites especificados a carga deve ser rejeitada;

    Figura 8.19 Exemplo de usina estacionria para produo de misturas a frio (Fonte: Consmaq S.A.)

    Figura 8.20 Exemplo de usina de pr-misturado a frio mvel (www.ciber.com.br)

  • 386 Pavimentao asfltica: formao bsica para engenheiros

    excesso de ligante asfltico a mistura asfltica apresenta aparncia de montes com picos abatidos na caamba do caminho e aspecto brilhante;

    falta de ligante asfltico a mistura asfltica apresenta aspecto opaco, sem qualquer brilho e granular;

    mistura no-homognea so observados pontos onde o agregado encontra-se parcial-mente recoberto e de aspecto opaco e pontos onde a mistura apresenta-se brilhante;

    excesso de agregado grado em relao ao projeto de dosagem misturas asflticas com excesso de agregado grado apresentam baixa trabalhabilidade e aparncia gra-nular aps compactao;

    excesso de agregado mido misturas asflticas com excesso de agregado mido apresentam textura diferente daquelas com agregados apropriadamente graduados aps compactao e aspecto de falta de ligante asfltico;

    excesso de umidade a liberao de vapor dgua durante o processo de descarre-gamento do caminho transportador indicativa de presena de umidade na mistura asfltica. Essa apresenta aspecto brilhante e pode-se observar a formao de bolhas. A umidade em excesso faz com que a mistura asfltica apresente comportamento como se tivesse ligante asfltico em excesso;

    segregao a segregao dos agregados da mistura asfltica pode ocorrer em algum ponto antes da mistura ser lanada no local de execuo da camada ou durante o processo de lanamento devido ao manuseio de maneira indevida. Sua causa deve ser corrigida na origem. A segregao pode ser potencializada pela graduao escolhida na dosagem (excesso de agregados grados) ou pela diferena de temperatura nos diversos componentes da massa asfltica;

    contaminao contato com substncias indesejveis normalmente devido m lim-peza das caambas dos caminhes transportadores. Se verificada em pequena escala pode ser removida, caso contrrio a carga deve ser rejeitada.

    O lanamento de uma mistura asfltica e o incio de um servio de compactao de uma camada de revestimento asfltico devem ser precedidos por um planejamento onde so considerados detalhes importantes no processo, como por exemplo: continuidade e seqncia de operaes; nmero de vibroacabadoras necessrias para a execuo do servio; nmero e tipos de rolos compactadores necessrios; nmero de caminhes transportadores necessrios; a cadeia de comando para dar e receber instrues; razes para possvel rejeio de mistura asfltica; condies climticas e de temperatura; controle de trfego.

    Alm da considerao desses detalhes, devem ser realizadas todas as preparaes e inspees necessrias para garantir seu sucesso. Normalmente os seguintes itens so verificados:

  • 387Tcnicas executivas de revestimentos asflticos

    superfcie da base ou revestimento existente apropriadamente preparada (imprimao ou pintura de ligao executadas);

    plano de execuo do servio; sincronia apropriada de produo da mistura asfltica, lanamento e compactao; equipamentos em boas condies e calibrados; meios para pesagem da mistura asfltica; planejamento de amostragem e ensaios de controle.

    A mistura asfltica deve ser lanada em camada uniforme de espessura e seo trans-versal definidas, pronta para a compactao. O lanamento realizado por vibroacaba-doras que sejam capazes de executar camadas de menos de 25mm at aproximadamen-te 300mm de espessura, em larguras ajustveis de acordo com o servio. As velocidades de deslocamento so regulveis e podem atingir at 20m/min.

    As vibroacabadoras so compostas por duas unidades: a tratora e a de nivelamento. A unidade tratora compreende o motor, as transmisses e os controles, o silo de car-

    ga com laterais basculantes, as barras alimentadoras, as roscas distribuidoras e o posto de conduo. A unidade tratora apoiada sobre um par de esteiras ou sobre pneus. Esta unidade tem como funes o deslocamento da vibroacabadora e o recebimento, conduo e lanamento uniforme da carga de mistura asfltica frente da unidade de nivelamento.

    A unidade de nivelamento formada por uma mesa flutuante e vibratria ligada uni-dade tratora por braos de nivelamento fixados atravs de articulaes prximas parte central do equipamento. Suas funes so nivelar e pr-compactar a mistura asfltica sobre a superfcie em que foi lanada, de acordo com especificaes de geometria pre-viamente definidas. As Figuras 8.21 e 8.22 apresentam tipos de vibroacabadoras e seus componentes e a Figura 8.23 mostra um exemplo de vibroacabadora.

    Figura 8.21 Esquema de componentes de uma vibroacabadora de pneus (Asphalt Institute, 1998)

  • 388 Pavimentao asfltica: formao bsica para engenheiros

    Figura 8.23 Exemplo de um tipo de vibroacabadora (Foto: Ciber Ltda.)

    Figura 8.22 Esquema do fluxo de mistura asfltica em uma vibroacabadora de esteiras (Asphalt Institute, 1998)

  • 389Tcnicas executivas de revestimentos asflticos

    8.4 COmpACTAO

    A compactao de uma camada asfltica de revestimento aumenta a estabilidade da mistura asfltica, reduz seu ndice de vazios, proporciona uma superfcie suave e de-sempenada e aumenta sua vida til. No pas, a espessura mxima de mistura asfltica compactada em uma nica vez de 100mm e est relacionada com a eficincia dos equipamentos de compactao disponveis. Usualmente essas espessuras em uma nica camada de compactao no ultrapassam 75 a 80mm.

    Para que a compactao possa ser executada de maneira eficiente, duas condies fundamentais devem estar presentes: existncia de confinamento ao compactar e tempe-ratura adequada da mistura asfltica.

    O confinamento adequado quando a mistura asfltica a ser compactada contida em todas as direes de modo que ela possa ser comprimida, estruturando os agregados e reduzindo o volume de vazios. Exemplo de excelentes condies de confinamento ocor-re em laboratrio quando uma mistura asfltica compactada no interior de um molde. O molde e o compactador confinam a mistura em todas as direes, e esta compactada devido a no ser possvel escapar da ao do esforo de compactao. No campo, a obteno do confinamento adequado no to simples. Quando uma camada asfltica compactada, o confinamento a partir de baixo obtido pela presena da camada sub-jacente, que deve ser estvel. O confinamento na superfcie obtido pelo contato dos equipamentos de compactao durante sua execuo. O confinamento lateral interno, proveniente da mistura asfltica circundante sendo compactada, que deve para isto ser resistente fluncia e ao escorregamento.

    Misturas asflticas com temperatura elevada tendem a fluir e deformar-se devido a maior lubrificao e menor ligao exercida pelo ligante asfltico aquecido em excesso. Contrariamente, se a temperatura for muito baixa o ligante asfltico torna-se plstico e pegajoso, dificultando a compresso da mistura e a obteno de um estado mais denso. Cada mistura asfltica tem uma faixa de temperatura de compactao prpria, relacio-nada ao tipo de ligante asfltico utilizado, conforme descrito no Captulo 5. Geralmente obtida maior eficincia na compactao quando se trabalha com temperaturas prximas do limite superior desta faixa.

    A verificao se a compactao foi executada de forma apropriada feita utilizando-se dois ensaios que determinam o grau de compactao (razo entre a massa especfica aparente da mistura compactada e a massa especfica aparente de projeto) e verificam a homogeneidade e a suavidade da superfcie da camada compactada. A massa especfica pode ser determinada de duas maneiras: pela remoo de corpos-de-prova da camada compactada e respectivas anlises em laboratrio, ou pela utilizao de densmetros com fontes radioativas ou eletromagnticas, conforme exemplos da Figura 8.24, que so posicionados sobre a superfcie da camada, fornecendo em poucos segundos e automa-ticamente a densidade, que corresponde numericamente massa especfica da mistura asfltica no local de posicionamento do equipamento. A suavidade (regularidade) e a

  • 390 Pavimentao asfltica: formao bsica para engenheiros

    homogeneidade da superfcie so verificadas por meio de rguas ou equipamentos do tipo perfilmetros (Captulo 9).

    O processo de execuo de uma camada asfltica geralmente compreendido por duas fases: a rolagem de compactao e a rolagem de acabamento. na fase de rola-gem de compactao que se alcana a densidade, a impermeabilidade e grande parte da suavidade superficial. Na rolagem de acabamento so corrigidas marcas deixadas na superfcie da camada pela fase de rolagem anterior.

    8.4.1 Tipos de rolos compactadores

    Rolos compactadores estticosA compactao obtida por meio dos rolos estticos devida ao seu peso prprio. Em alguns rolos compactadores este peso pode ser aumentado pela utilizao de lastros, que consiste em pesos adicionais inseridos dentro dos tambores. Trs so os tipos de rolos compactadores estticos: de pneus, em tandem liso e de trs rodas liso. Com o rolo de pneus obtm-se um ajuste adicional pela possibilidade de variao da presso dos pneus. Na Figura 8.25 so mostrados exemplos de rolo de pneus e rolo tandem liso. H vrios fabricantes e importadores no pas.

    (a) Densmetro com fonte radioativa (b) Densmetro eletromagntico

    Figura 8.24 Exemplos de densmetros para determinao da massa especfica in situ

    Figura 8.25 Exemplos de rolo de pneus e rolo tandem liso

  • 391Tcnicas executivas de revestimentos asflticos

    Rolos compactadores vibratriosOs rolos vibratrios so compostos por um ou dois tambores de ao com pesos gira-trios. Estes pesos so os responsveis pela vibrao dos tambores e criam foras di-nmicas que, somadas ao seu peso prprio, aumentam o esforo de compactao. Na Figura 8.26 mostrado um rolo vibratrio; ressalta-se que existem outros fabricantes ou importadores no pas.

    Figura 8.27 Exemplo de padro de rolagem de uma camada de mistura asfltica

    Figura 8.26 Exemplo de rolo vibratrio

    8.4.2 Tcnicas de rolagemA compactao eficiente obtida a partir de uma correta escolha do padro de rolagem a ser utilizado, conforme esquematizado na Figura 8.27. A figura apresenta a seqncia de rolagem (1 a 6) a partir de uma borda externa. Com isso alcanada a uniformidade e a eficincia necessrias para se obter a densidade e a suavidade superficial de acordo com as especificaes e com volume de produo adequado.

    A escolha do padro de rolagem adequado deve ser realizada atravs da execuo de uma pista-teste com monitoramento de densidade por meio de densmetros. Nesta pista-teste devem ser definidos quatro parmetros: nmero de passagens necessrias para uma cobertura da largura da faixa ou pista em

    execuo; nmero de repeties necessrias para alcanar o grau de compactao de projeto; velocidade de rolagem; faixa de temperatura correta de aplicao e rolagem.

  • 392 Pavimentao asfltica: formao bsica para engenheiros

    Para determinar quantas passagens so necessrias para cobrir a largura da pista uma vez, deve-se comparar a largura do rolo de compactao a ser utilizado com a lar-gura da pista, permitindo-se uma sobreposio mnima de 150mm, conforme a Figura 8.28, at metade da largura do rolo compactador.

    Se existir mudana de inclinao transversal da pista no eixo longitudinal, o padro mostrado na Figura 8.27 dever ser modificado de forma a se ter o mesmo nmero de passagens em cada tramo inclinado, conforme a Figura 8.29.

    Se a camada a ser compactada espessa e no h confinamento lateral, para evitar o escorregamento lateral da mistura asfltica no limite da camada, deve-se ajustar as passagens de maneira que a primeira seja realizada prxima dessa extremidade, mas a aproximadamente 300mm para conferir confinamento, conforme mostra a Figura 8.30.

    Para obter-se uma compactao eficiente necessrio que a largura da pista seja coberta pelos rolos compactadores tantas vezes quantas forem necessrias para que o grau de compactao desejado seja atingido, sem que a temperatura da mistura asfltica alcance valores abaixo do mnimo correspondente faixa de trabalho. Para isto neces-srio que os rolos compactadores trabalhem o mais prximo possvel da vibroacabadora. So vrios os fatores que influem na temperatura da mistura e determinam o tempo necessrio de rolagem, conforme a Tabela 8.2.

    Figura 8.28 Definio do padro de rolagem Figura 8.29 Esquema de padro de rolagem em pista com mudana de inclinao transversal no eixo longitudinal

    Figura 8.30 Esquema de padro de rolagem em pistas com extremidade desconfinada

  • 393Tcnicas executivas de revestimentos asflticos

    TAbELA 8.2 FATORES qUE AFETAm O TEmpO DE ROLAgEm

    Principais fatores que afetam o tempo de rolagem Permite mais tempo Permite menos tempo

    Espessura da camada em execuo Espessa Delgada

    Temperatura da mistura em compactao Alta Baixa

    Temperatura da superfcie da camada subjacente Alta Baixa

    A rolagem de compactao pode ser iniciada com rolos compactadores vibratrios ou rolos tandem lisos estticos e em seguida so utilizados os rolos de pneus. Em algumas obras, inicia-se diretamente com os rolos de pneus. O nmero de rolos a serem utilizados deve ser o necessrio para a obteno do grau de compactao desejado, com a mistura asfltica mantendo sua temperatura dentro da faixa de trabalho. A rolagem de acabamen-to executada com rolos tandem lisos estticos.

    Na execuo de camadas com misturas asflticas com agregados de granulometria descontnua, a rolagem realizada somente com o rolo tandem liso esttico, pois fun-damental evitar a segregao durante o processo e tambm manter a estrutura ptrea desejada na camada compactada.

    8.5 ExECUO DE TRATAmENTOS SUpERFICIAIS pOR pENETRAO

    A execuo de tratamentos superficiais por penetrao realizada por meio da combinao de um caminho espargidor, responsvel pela distribuio do ligante asfltico, com um dis-tribuidor de agregados, conforme mostrado na Figura 8.31. O caminho espargidor aplica o ligante asfltico por meio de bicos espargidores instalados em uma barra transversal, que pode ser vista na Figura 8.31(a). necessria a limpeza e a regulagem dos bicos antes do incio de cada operao do caminho espargidor, pois a uniformidade e a regularidade da aplicao do ligante so fundamentais no desempenho do revestimento executado.

    Atualmente o equipamento mais indicado para esse tipo de servio o que est mos-trado na Figura 8.32, que aplica o ligante asfltico e o agregado, em seqncia, de forma homognea e controlada, obtendo-se uma adequada uniformidade da camada executa-da. Para isso necessrio que o equipamento esteja devidamente ajustado para aplicar o ligante asfltico e o agregado nas propores definidas previamente e tambm calibrado adequadamente e com capacidade de operao uniforme de todos seus sistemas.

    Normalmente os tratamentos superficiais por penetrao so executados na forma invertida (Captulo 4), conforme mostrado nas Figuras 8.33 e 8.34. Inicialmente deve ser feita uma varredura da pista (imprimada, no caso de aplicao sobre a base) para elimi-nar todas as partculas de p. Em seguida aplicado o ligante asfltico e, imediatamente aps, o agregado, ambos na quantidade indicada no projeto (Captulo 5). A temperatura para aplicao do ligante determinada em funo da relao viscosidade-temperatura: para cimento asfltico 20 a 60SSF (segundos Saybolt-Furol); emulso asfltica 20 a 100SSF, no caso de RR-1C e 100 a 250SSF, em se tratando da RR-2C.

  • 394 Pavimentao asfltica: formao bsica para engenheiros

    Geralmente os servios de tratamento so realizados com emulso do tipo RR-2C que pode ser modificada ou no por polmeros SBR ou SBS (Captulo 2).

    A compresso do agregado realizada imediatamente aps o seu lanamento na pista. Ela deve comear pelas bordas e progredir para o eixo, nos trechos em tangente e, nas curvas, dever progredir sempre da borda mais baixa para a borda mais alta, sendo cada passagem do rolo recoberta na vez subseqente em, pelo menos, metade da largura deste.

    O nmero de passadas depende das caractersticas do rolo compressor, do subs-trato, do agregado e do ligante. necessria uma avaliao subjetiva, por inspeo visual, do resultado da compresso de um trecho-teste para a determinao de qual o procedimento mais adequado de execuo e o nmero timo de passadas do rolo. Como a compresso num tratamento superficial por penetrao no to crtica como a compactao nas misturas asflticas a quente, pode-se considerar que o nmero de passadas necessrio deve ser tal que no se perceba mais o rearranjo significativo das

    Figura 8.31 Exemplo das etapas de construo de um tratamento superficial(Fotos: Franklin Chaves)

    (a) Aplicao do ligante (b) Espalhamento do agregado

    (c) Finalizao: espalhamento do agregado

    (d) Compresso

    Sentido da aplicao

    Sentido da distribuio

  • 395Tcnicas executivas de revestimentos asflticos

    Figura 8.32 Exemplos de equipamento multidistribuidor para execuo de tratamentos superficiais por penetrao invertida (Fotos: Romanelli S.A.)

    (a) Equipamento multidistribuidor

    (b) Equipamento multidistribuidor em operao

    (c) Detalhes dos sistemas de aplicao de ligante asfltico e de agregado

    (d) Sistemas de aplicao em operao

    partculas nem o sulcamento ou outra marcao pelo rolo compressor. Em agregados com baixa resistncia abraso, faz-se necessria a limitao da compresso para evitar a quebra das partculas. O tipo de rolo a ser utilizado bem como a ordem de rolagem so geralmente recomendados na especificao de servio do rgo respons-vel, podendo ser utilizados rolo tandem liso esttico, rolo de pneu e/ou rolo conjugado. Aps a compresso da camada, obtida a fixao ideal do agregado, faz-se uma varre-dura do material solto.

    No caso de um tratamento superficial duplo executa-se a segunda camada de ma-neira idntica primeira. Em se tratando de um tratamento superficial triplo, o mesmo procedimento repetido mais uma vez para a execuo da terceira camada.

    Pode-se aplicar uma capa selante sobre os tratamentos superficiais, sendo o ligante dessa capa quase sempre uma emulso asfltica, freqentemente diluda com gua. Em seguida aplicao da emulso, ela coberta por agregado mido (areia ou p-de-pe-dra) e realizada a compresso. Antes de aplicar o ligante, aconselhvel a passagem de

  • 396 Pavimentao asfltica: formao bsica para engenheiros

    Figura 8.33 Seqncia esquemtica de construo de um tratamento superficial (Fonte: BR Distribuidora)

    Figura 8.34 Exemplo de aplicao de tratamento superficial por penetrao invertida (Fotos: Betunel Koch S.A.)

    (a) Demarcao do incio de aplicao de ligante asfltico

    (b) Caminho espargidor

    (c) Distribuio de camada de agregado (d) Detalhe da distribuio de agregado

    Fase 1: limpeza da base

    Fase 2: aplicao do ligante caminho espargidor

    Varredura mecnica

    Fase 3: aplicao do agregado caminho espalhador

    Fase 4: compactao; rolo pneumtico autopropulsor

    Caminho-tanque com estoque de ligante para abastecer o caminho espargidor e dar continuidade fase 2

  • 397Tcnicas executivas de revestimentos asflticos

    vassoura de arrasto (sem contrapeso) sobre a ltima camada de agregado do tratamento, para melhor penetrao da emulso.

    A liberao ao trfego, no caso de se usar como ligante o cimento asfltico, permi-tida aps o trmino da compactao. Quando se usa emulso asfltica como ligante, aconselhvel que a pista fique fechada at a ruptura e cura total desta, o que se d em algumas horas.

    8.6 ExECUO DE LAmAS E mICRORREVESTImENTOS ASFLTICOS

    As lamas asflticas so misturas de agregado mido, fler (cal hidratada ou cimento Por-tland), gua, aditivo (em casos especficos) e emulso asfltica. So aplicadas por usinas mveis como a da Figura 8.35, que possui depsitos para os constituintes, misturador e mesa ou caixa distribuidora. A Figura 8.36 apresenta dois exemplos de aplicao de lama asfltica.

    Assim como as lamas asflticas, os microrrevestimentos a frio so misturas de agre-gado mido, fler (cal hidratada ou cimento Portland), gua, aditivo e emulso asfltica. A principal diferena entre ambos o tipo de emulso asfltica utilizada: enquanto na lama asfltica utilizada uma emulso de ruptura lenta convencional, no microrrevestimento a frio a emulso deve ser de ruptura controlada modificada por polmero.

    As usinas mveis para produo e aplicao de lama asfltica geralmente no pos-suem depsito para armazenamento de aditivo controlador de ruptura. A mistura produ-zida com emulso de ruptura lenta convencional no apresenta, necessariamente, um tempo preestabelecido para a ruptura da emulso e cura da mistura, evaporao de toda a gua e liberao ao trfego, tempo este que pode ser de 4 a 6 horas.

    No microrrevestimento a frio com emulso de ruptura controlada, necessria a utilizao de aditivos retardadores que tem o propsito de evitar a ruptura prematura da

    Figura 8.35 Exemplo de equipamento para produo e aplicao de lama asfltica(Foto: Romanelli S.A.)

  • 398 Pavimentao asfltica: formao bsica para engenheiros

    emulso na caixa distribuidora ou aditivos aceleradores que so responsveis em auxiliar na cura da mistura aps a aplicao na pista. A usina mvel de microrrevestimento a frio difere da usina mvel de lama asfltica pela presena de um depsito desses aditivos e de uma caixa distribuidora, dotada de uma rosca sem-fim com a funo de levar a mis-tura de forma mais rpida aos pontos laterais da caixa Figura 8.37.

    Deve ser realizada uma regulagem prvia das taxas de cada componente da mistura de modo a assegurar o perfeito controle da dosagem dos materiais conforme projeto de laboratrio (Captulo 5). A mistura ocorre na seguinte seqncia:a) O agregado cai do silo numa esteira que o leva at a parte de trs da usina mvel

    numa velocidade previamente estabelecida.b) O fler dosado, numa taxa que geralmente varia de 0,5 a 1,5% sobre o total de

    agregado, logo antes do agregado cair no misturador (pug-mill), onde adicionada a gua j misturada com o aditivo (se necessrio). A quantidade de gua ideal aquela na qual obtida uma consistncia uniforme da mistura de modo a facilitar a sua dis-tribuio pela caixa. A quantidade de aditivo pode variar atingindo at 1,0%, depen-dendo das caractersticas da emulso, agregado, temperatura de pista e condies climticas.

    c) Logo em seguida, aps a total mistura dos componentes anteriores, adicionada a emulso convencional (no caso da lama asfltica) ou modificada por polmeros (no caso do microrrevestimento a frio).

    d) A mistura pronta cai numa caixa de distribuio que tem o objetivo de realizar, de for-ma contnua e homognea, o espalhamento da mistura asfltica sobre toda superfcie a ser revestida. A largura da caixa de distribuio regulvel e varia de acordo com a largura da faixa de rolamento, algumas podendo chegar a at 4,0m.

    Um tempo de mistura adequado deve ser aquele que permita que a mistura asfl-tica seja conduzida do meio at os extremos da caixa distribuidora (trave) sem que ela rompa.

    Figura 8.36 Exemplos de aplicao de lama asfltica(Foto: Betunel Koch S.A.)

  • 399Tcnicas executivas de revestimentos asflticos

    Aps a distribuio da massa na pista o servio est concludo, sendo necessrio es-perar a cura da mistura para que se possa liberar o trfego. Esse perodo denominado de tempo de cura ou liberao, podendo variar em geral de 1 a 3 horas.

    O processo de cura se d pela ao do calor e por reaes fsico-qumicas que acon-tecem entre os emulsificantes e o agregado. Estes dois processos estimulam a liberao e evaporao da gua do sistema, evento facilmente visualizado pela mudana na colora-o da mistura aplicada, que passa de marrom (cor inicial) ao preto (cor final).

    A espessura desses tipos de servios varia entre 4 a 15mm, sendo que para espessu-ras superiores a 8mm recomenda-se sua aplicao em duas camadas.

    Recomenda-se executar pintura de ligao somente sobre pavimentos bastante enve-lhecidos ou em concreto de cimento Portland. Essa pintura deve ser feita com emulso de ruptura rpida diluda em gua, na proporo de 1:3 em volume, respectivamente, e aplicada na taxa de 0,5 litros/m2.

    Geralmente a lama asfltica ou o microrrevestimento a frio no so compactados. Caso isso seja necessrio em reas como estacionamentos, aeroportos e rodovias de alto volume de trfego, recomenda-se o emprego de rolo pneumtico de 10tf, com presso de 50lb/in2, equipado com sistema de asperso de gua e de limpeza dos pneus.

    Os microrrevestimentos tambm podem ser a quente, consistindo de misturas de cimento asfltico de petrleo e agregados, produzidas em usinas de asfalto e aplicadas utilizando-se vibroacabadora, exatamente como uma mistura a quente convencional dis-cutida anteriormente, sendo utilizadas espessuras delgadas (10 a 25mm) e, por isso, recebendo esta denominao particular de microrrevestimento a quente.

    possvel combinar tcnicas consagradas, como o tratamento superficial, seguido de aplicao de microrrevestimento, gerando o que se denomina de cape seal, aplicada como uma soluo tcnica de recuperao estrutural (Captulo 11). Em geral consiste de um tratamento superficial simples composto de pedrisco com dimetro mximo de 12,5mm ou polegada e emulso asfltica modificada por polmero do tipo RR-2C, sobre o qual se executa um microrrevestimento a frio ou lama asfltica.

    Figura 8.37 Exemplos de equipamento e execuo de microrrevestimento a frio

    Foto: Romanelli S.A. Foto: BR Distribuidora

  • 400 Pavimentao asfltica: formao bsica para engenheiros

    Na recuperao de revestimentos asflticos com o cape seal, o tratamento superfi-cial simples responsvel pela inibio da reflexo de pequenas trincas no pavimento existente, alm de conferir caractersticas de flexibilidade e suporte ao sistema. O mi-crorrevestimento a frio diminui o tempo para liberao ao trfego (1,5 a 2 horas) e tem a funo de reduzir a rugosidade excessiva do tratamento, promovendo uma caracterstica ideal de macrotextura da superfcie que garanta a segurana sem comprometer o confor-to do usurio. Na Figura 8.38 esto apresentadas as etapas de execuo de um servio tpico de cape seal.

    Figura 8.38 Etapas da execuo de cape seal (Fotos: Greca Asfaltos S.A.)

    (a) Aplicao do tratamento superficial simples

    (b) Aplicao do microrrevestimento a frio

    (c) Cape seal executado

  • 401Tcnicas executivas de revestimentos asflticos

    8.7 CONSIDERAES FINAIS

    Conforme foi mencionado na introduo do presente captulo, o bom desempenho de revestimentos e de tratamentos superficiais asflticos depende, entre outros aspectos, do uso de tcnicas adequadas de produo, distribuio, execuo e controle de execuo das camadas asflticas na pista.

    H vrios anos vm sendo produzidos e utilizados equipamentos com recursos que possibilitam o aprimoramento das tcnicas envolvidas na execuo. So usinas asflti-cas com controles automatizados de fluxo de materiais, de pesagem e de temperaturas, vibroacabadoras capazes de conferir um lanamento de misturas asflticas mais regular e uniforme e pr-adensadas, unidades capazes de executar tratamentos superficiais por penetrao e microrrevestimentos de forma automatizada, equipamentos de compacta-o com eficincia aumentada e equipamentos que permitem o controle e o acompanha-mento da evoluo do grau de compactao de camadas durante a sua execuo, e no apenas uma verificao posterior atravs de extrao de corpos-de-prova.

    O uso correto e o conseqente bom desempenho destes equipamentos s alcanado a partir do domnio pleno de seu funcionamento pelos operadores e de uma preocupao constante com manuteno e calibrao de suas vrias partes ou sistemas.

  • 402 Pavimentao asfltica: formao bsica para engenheiros

    bIbLIOgRAFIA CITADA E CONSULTADA

    ABEDA ASSOCIAO BRASILEIRA DE EMPRESAS DISTRIBUIDORAS DE ASFALTO. Manual bsico de emulses asflticas. Rio de Janeiro: ABEDA, 2001.

    ANTOSCZEZEM JR., J.A.; MASSARANDUBA, J.C.M. Contribuio ao estudo do comporta-mento de emulses com polmero SBS e SBR em dosagens de microrrevestimento a frio. Monografia. Universidade Tuiuti do Paran. Curso de Especializao em Engenharia de Infra-Estrutura de Transporte Rodovirio, Curitiba, 2004.

    ASPHALT INSTITUTE. The asphalt handbook. Manual Series n. 4 (MS-4). 1989.. HMA construction. 2. ed. Manual Series n. 22 (MS-22). 1998.

    DER-PR DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM DO ESTADO DO PARAN. Manual de execuo de servios rodovirios. Curitiba, 1991.

    DNER DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESTRADAS DE RODAGEM. Especificaes gerais para obras rodovirias v. III/IV. Rio de Janeiro: DNER, 1997.

    DNIT DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES. ES 031: pavimentos flexveis: concreto asfltico. Rio de Janeiro, 2004.

    FHWA US DEPARTMENT OF TRANSPORTATION FEDERAL HIGHWAY ADMINISTRATION. Crumb rubber modifier Summary of practices in Arizona, California and Florida. 1995.

    GONTIJO, P.R.A. Vibroacabadoras de asfalto princpios de funcionamento e de regulagem. In: ENCONTRO DE ASFALTO, 7., 1984, Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro: IBP, 1984. p. 15-36.

    HUNTER, R.N. Asphalts in road construction. London: Thomas Telford Publishing, 2000.LCPC LABORATOIRE CENTRAL DES PONTS ET CHAUSSES. Les enduits superficiels et

    les routes conomiques. Paris: LCPC, 1989.NAPA NATIONAL ASPHALT PAVEMENT ASSOCIATION. Rolling and compaction of asphalt

    pavement. Riverdale: Napa, 1998.SANTANA, H. Manual de pr-misturados a frio. 1. ed. Rio de Janeiro: IBP, 1993.SHELL. The Shell bitumen handbook. 5. ed. London: Thomas Telford Publishing, 2003.WAPA WASHINGTON ASPHALT PAVEMENT ASSOCIATION. The WAPA asphalt pavement

    guide. Washington: WAPA, 2004.

  • Pavimentao asfltica: formao bsica para engenheiros

    ndice de figuras e tabelas

    8 tcnicas executivas de revestimentOs asflticOsFigura 8.1 Representao esquemtica de uma usina asfltica por batelada

    (Asphalt Institute, 1998) 374Figura 8.2 Representao esquemtica de uma usina asfltica contnua

    (Asphalt Institute, 1998) 375Figura 8.3 Exemplo de uma usina asfltica por batelada ou gravimtrica 375Figura 8.4 Exemplo de uma usina asfltica contnua 375Figura 8.5 Exemplo de estoques e silos cobertos para proteo dos materiais

    de uma usina gravimtrica 376Figura 8.6 Exemplo de tanques horizontais para armazenamento com aquecimento

    de ligantes asflticos de uma usina gravimtrica 376Figura 8.7 Exemplo de sistema de silos frios 377Figura 8.8 Exemplo de controle de alimentao de agregados de um silo frio e correia

    transportadora de agregados para o secador 378Figura 8.9 Exemplo de secador e sistema de aquecimento para secagem dos agregados 378Figura 8.10 Secador de fluxo paralelo (Asphalt Institute, 1998) 379Figura 8.11 Secador de contra-fluxo (Asphalt Institute, 1998) 379Figura 8.12 Esquema de coletores primrio e secundrio (Asphalt Institute, 1998) 380Figura 8.13 Exemplo de sistema de coletores de p 380Figura 8.14 Esquema de unidade de peneiramento de usina asfltica por batelada

    (Asphalt Institute, 1998) 381Figura 8.15 Exemplo de um elevador de agregados aquecidos e silos quentes 382Figura 8.16 Esquema de produo de uma batelada de mistura asfltica

    (Asphalt Institute, 1998) 382Figura 8.17 Esquema de tambor secador-misturador de fluxo paralelo em usina contnua

    (Asphalt Institute, 1998) 383Figura 8.18 Esquema de tambor secador-misturador de contrafluxo de usina contnua

    (Asphalt Institute, 1998) 383Figura 8.19 Exemplo de usina estacionria para produo de misturas a frio 385Figura 8.20 Exemplo de usina de pr-misturado a frio mvel 385Figura 8.21 Esquema de componentes de uma vibroacabadora de pneus

    (Asphalt Institute, 1998) 387Figura 8.22 Esquema do fluxo de mistura asfltica em uma vibroacabadora de esteiras

    (Asphalt Institute, 1998) 388Figura 8.23 Exemplo de um tipo de vibroacabadora 388Figura 8.24 Exemplos de densmetros para determinao da massa especfica in situ 390Figura 8.25 Exemplos de rolo de pneus e rolo tandem liso 390Figura 8.26 Exemplo de rolo vibratrio 391Figura 8.27 Exemplo de padro de rolagem de uma camada de mistura asfltica 391Figura 8.28 Definio do padro de rolagem 392

  • Pavimentao asfltica: formao bsica para engenheiros

    ndice de figuras e tabelas

    Figura 8.29 Esquema de padro de rolagem em pista com mudana de inclinao transversal no eixo longitudinal 392

    Figura 8.30 Esquema de padro de rolagem em pistas com extremidade desconfinada 392Figura 8.31 Exemplo das etapas de construo de um tratamento superficial 394Figura 8.32 Exemplos de equipamento multidistribuidor para execuo de tratamentos

    superficiais por penetrao invertida 395Figura 8.33 Seqncia esquemtica de construo de um tratamento superficial 396Figura 8.34 Exemplo de aplicao de tratamento superficial por penetrao invertida 396Figura 8.35 Exemplo de equipamento para produo e aplicao de lama asfltica 397Figura 8.36 Exemplos de aplicao de lama asfltica 398Figura 8.37 Exemplos de equipamento e execuo de microrrevestimento a frio 399Figura 8.38 Etapas da execuo de cape seal 400

    Tabela 8.1 Exemplo de temperaturas de estocagem e usinagem de alguns ligantes asflticos e do agregado (ilustrativas) 377

    Tabela 8.2 Fatores que afetam o tempo de rolagem 393

  • Pavimentao asfltica: formao bsica para engenheiros

    AAASHTO, 287, 306, 346, 404,

    406, 464abraso, 116, 124, 133, 153,

    187, 269, 273, 395abraso Los Angeles, 134, 140,

    261, 273, 327, 357absoro, 142, 149, 167, 216,

    271, 435aderncia, 165, 179, 403, 429,

    430, 483adeso, 116, 187, 264, 273, 275,

    280adesividade, 64, 118, 143, 328,

    421afundamento de trilha de roda,

    322, 417, 443afundamentos, 322, 414, 416,

    417, 419, 424, 442, 443, 445agentes rejuvenescedores, 41, 99,

    188, 190, 256, 473agregado, 115, 207 artificial, 119 britado, 124 grado, 120, 132, 139, 142,

    150, 152 mido, 85, 120, 148, 150, 151 natural, 99, 116 propriedades (ver propriedades

    dos agregados) reciclado, 116, 119, 351, 352,

    355, 362alcatro, 25, 26amostragem, 73, 130, 142, 387amostragem de agregados, 130anlise granulomtrica, 122, 132anlise petrogrfica, 117anlise por peneiramento, 119,

    121, 122, 125, 139angularidade de agregado, 150,

    151, 152, 240, 261

    ngulo de fase, 104, 260, 290, 303

    areia, 116, 119, 120, 141, 151, 164, 174, 341, 354, 356, 363, 430

    areia-asfalto, 174, 253, 328areia-cal-cinza volante, 356argila, 132, 143, 150, 153, 340,

    341, 354, 358, 360, 363argila calcinada, 119, 134argila expandida, 119aromticos, 27, 30, 37, 51, 64asfaltenos, 27, 30, 32, 68, 176asfalto, 25, 27, 30, 34, 41, 58,

    100 asfalto-borracha, 75, 162, 165,

    172, 302, 324, 377 asfaltos diludos, 81, 96 asfalto-espuma, 38, 41, 97, 441 asfalto modificado por

    polmeros, 59, 63, 67, 69, 92, 162, 174, 377, 472

    asfalto natural, 26 composio qumica, 27 especificao brasileira, 58, 61,

    83, 94, 95, 96, 97, 99 especificao europia, 62 especificao SHRP, 32, 100,

    102, 103 produo, 32, 33, 34, 39 programa SHRP, 100 propriedades fsicas-ensaios, 41 coesividade Vialit, 72 densidade relativa, 53 durabilidade, 49 dutilidade, 49 espuma, 53 estabilidade estocagem, 72 fragilidade e tenacidade, 73 massa especfica, 53 penetrao, 42

    ponto de amolecimento, 48 ponto de fulgor, 52 ponto de ruptura Fraass, 54 recuperao elstica, 70 remetro de cisalhamento

    dinmico, 104 remetro de fluncia em viga

    (BBR), 106 retorno elstico, 70 separao de fases, 72 suscetibilidade trmica, 55 solubilidade, 49 trao direta (DTT), 108 vaso de envelhecimento sob

    presso (PAV), 108 viscosidade, 43avaliao, 403, 441 de aderncia em pistas

    molhadas, 429 estrutural, 9, 441, 463 funcional, 9, 403, 441, 463 objetiva, 424 subjetiva, 404, 409

    Bbacia de deflexo, bacia de

    deformao, 445, 452basalto, 116, 118, 119, 142, 143base (camada de pavimento), 176,

    183, 194, 337, 339base asfltica, 176BBM, BBME, BBTM, BBUM, 176,

    177, 179, 180, 181, 182betume (ver asfalto), 25, 26, 49bica corrida, 353, 357bombeamento de finos, 416, 423borracha (ver asfalto-borracha),

    59, 62, 63, 65, 75brita graduada simples, 352, 353,

    357

    NDICE REMISSIVO DE tERMOS

  • ndice remissivo de termos

    brita graduada tratada com cimento, 352, 356, 362

    britador, 124, 127britagem, 124Brookfield, 47buraco (panela), 415, 416, 422,

    425

    Ccamada(s) de base; de sub-base, 352 de dissipao de trincas (de

    absoro de trincas; anti-reflexo de trincas), 468, 469

    de mdulo elevado, 162, 165, 176

    de reforo do subleito, 337, 339 de rolamento (ver revestimento

    asfltico), 9, 162, 176, 468, 473

    de revestimento intermedirias, 9, 162, 179, 183, 187, 253, 472

    intermedirias de alvio de tenses, 472

    porosa de atrito (ver revesti - mento drenante), 159, 161,

    165, 253, 328, 434, 468 superficiais de revestimentos

    delgados, 165, 179, 473caminho espargidor, 393, 396Cannon-Fenske, 44, 45Cannon-Manning, 44, 45CAP (cimento asfltico de

    petrleo) (ver asfalto)capa selante, 183, 193, 395cimento asfltico de petrleo (ver

    asfalto)classificao de agregados, 116,

    119, 142classificao de asfaltos, 41, 43,

    60, 100classificao de defeitos, 415classificao de solos, 340, 341classificao de textura, 430, 432coeso (coesividade), 49, 72, 187,

    194, 271, 338, 342, 352coletores de p (filtros de manga),

    380compactao, 389

    compactador giratrio (Superpave), 230, 232

    compatibilidade, 66, 67, 72, 129, 271

    compresso, 10, 127, 195, 289, 308, 311, 330, 338, 350, 352, 470

    compresso uniaxial no-confinada (creep), 317

    concreto asfltico, 158, 159, 161, 162, 217, 302, 432, 468

    concreto asfltico de mdulo elevado, 162, 165, 176, 302, 311, 352

    concreto asfltico delgado, 177, 178

    concreto asfltico denso, 161, 162cone de penetrao dinmico

    (DCP), 345, 443, 444contrafluxo, 379, 383, 384corrugao, 415, 416, 420, 425,

    427creep, 106, 317, 318, 319, 320,

    321cura, 96, 254, 351, 363, 364,

    397, 399curva de Fuller, 229curvas granulomtricas (ver

    granulometria), 123, 261

    DDCP (dynamic cone penetrometer

    cone de penetrao dinmico), 345, 444

    defeitos de superfcie, 413, 414, 415, 416

    deflexo, 346, 443, 445, 446, 448, 454, 463, 464

    deformao, 43, 49, 104, 105, 304, 313, 315, 443

    deformao permanente (ver afundamento em trilha de roda), 316, 317, 320, 321, 322, 443

    degradao, 133, 134, 137, 139densidade (ver massa especfica) especfica, 144 especfica Rice, 210 mxima medida, 209 mxima terica, 209 relativa, 53, 145, 147

    densmetro com fonte radioativa, 390

    densmetro eletromagntico, 390desagregao (ver desgaste,

    descolamento, stripping), 415, 416, 421, 422

    descolamento, 129, 419, 421desempenho, 101, 373, 401,

    403, 441, 442, 457desgaste, 134, 135, 327, 415,

    416, 421, 423deslocamento, 289, 291, 297,

    298, 299, 300, 301, 318, 321, 346, 348, 421, 443, 445, 446

    diorito, 118, 119distribuidor de agregados, 197,

    393dosagem, 157, 205, 217, 227,

    229, 253, 256, 258, 259, 266, 269, 274, 277

    dosagem ASTM, 217, 235dosagem de misturas asflticas

    recicladas a quente, 256dosagem Marshall, 206, 217,

    224, 227dosagem Superpave, 229, 233,

    259drenagem superficial, 264, 407DSC, 33, 58DSR, 104, 105DTT, 108, 109durabilidade, 49dureza, 124, 134, 178dureza dos agregados, 134

    Eelastmeros, 62, 63EME, 162, 165, 176, 178, 179,

    180, 181, 182emulso aninica, 81, 84, 85emulso asfltica, 81, 82, 83, 84,

    92, 93emulso catinica, 81, 82, 84endurecimento, 34, 49, 52, 108endurecimento do ligante asfltico,

    34, 51, 52ensaio azul-de-metileno, 187, 275, 279 bandeja, 266, 267 Cntabro, 167, 253, 328

  • Pavimentao asfltica: formao bsica para engenheiros

    carga de partcula, 86 desemulsibilidade, 89 determinao do pH, 92 10% de finos, 134, 139, 140 efeito do calor e do ar, 49 equivalente de areia, 132, 133,

    153 espuma, 53 estabilidade estocagem, 67,

    72 flexo, 291, 303 mancha de areia, 430, 431,

    432 pndulo britnico, 430, 431 peneirao, 88 penetrao, 42 placa, 266 ponto de amolecimento, 48 ponto de fulgor, 52, 53 ponto de ruptura Fraass, 54, 55 recuperao elstica por toro,

    78, 79 resduo por destilao, 90, 91 resduo por evaporao, 90 sanidade, 143, 144 Schulze-Breuer and Ruck, 188,

    271, 272, 273 sedimentao, 87 separao de fases, 72, 73 solubilidade, 49, 50 tenacidade, 73, 74, 75 trao direta, 108, 109 trao indireta, 308 Treton, 137, 138 viscosidade, 43, 45, 46, 91envelhecimento, 49, 50, 51, 52,

    108escria de aciaria, 119, 355escria de alto-forno, 119escorregamento, 419, 420especificao brasileira de asfalto

    diludo, 96, 97especificao brasileira de emulses

    asflticas catinicas, 84especificao brasileira de

    emulses asflticas modificadas por polmero, 94, 95

    especificao de emulses asfl- ticas para lama asfltica, 85especificaes para cimento

    asfltico de petrleo, 60

    espuma de asfalto, 53, 192, 474estabilidade, 67, 72, 92, 121,

    132, 222, 223, 288estocagem, 33, 36, 37, 38, 67,

    72, 376, 384estufa de filme fino rotativo, 50, 51estufa de pelcula fina plana, 50,

    51EVA, 66, 67, 68expresso de Duriez, 255exsudao, 415, 416, 420

    Ffadiga, 288, 311, 312, 313, 315,

    316, 445feldspato, 117, 119fendas, 117, 119fibras, 172, 252fler, 120, 160filtro de mangas, 380fluncia, 106, 222, 318fluxo paralelo, 379, 383forma dos agregados, 141, 142,

    172frmula de Vogt, 254fragilidade, 73fresadoras, 189, 192fresagem, 188, 190, 191, 468fundao, 337FWD, 445, 448, 450, 451, 452

    Ggabro, 118, 119GB, 176, 179, 180gel, 28, 30, 31geogrelhas, 471geossintticos, 469geotxteis, 469, 470gerncia, 403, 413, 441gnaisse, 117, 118, 362graduao, 122, 123, 131, 159,

    161, 169, 172, 183, 229, 264, 323

    graduao aberta, 122, 159graduao com intervalo, 172graduao densa, 122, 159graduao descontnua, 159graduao do agregado, 159graduao uniforme, 123

    grfico de Heukelom, 56, 57granito, 117, 118, 119grau de compactao, 389grau de desempenho, 101, 259grumos, 88, 89, 132, 213, 216

    Hhidrocarbonetos, 25, 27, 30, 33,

    37hidroplanagem, 429, 433histrico, 11, 16Hveem, 50, 291, 346

    IIBP, 70, 80, 99, 291IFI, 434IGG, 415, 424, 427, 428, 429IGI, 427, 428impacto, 72, 127, 128, 205, 206,

    448imprimao, 97, 414ndice de atrito internacional, 434ndice de degradao aps

    compactao Marshall, 139, 140

    ndice de degradao aps compactao Proctor, 137

    ndice de degradao Washington, 136

    ndice de forma, 141, 264ndice de gravidade global, 415,

    424, 428ndice de gravidade individual,

    427, 428ndice de irregularidade

    internacional, 407ndice de penetrao, 55, 56ndice de suporte Califrnia, 342ndice de susceptibilidade trmica,

    41IRI, 407, 408, 413irregularidade, 404, 405, 407,

    408, 409, 410, 411, 412, 413irregularidade longitudinal, 407,

    410

    Jjuntas, 76, 469, 472

  • ndice remissivo de termos

    Llama asfltica, 85, 185, 186,

    187, 269, 277, 397laterita, 119, 355, 362ligantes asflticos modificados

    com polmeros, 59, 63, 69, 473

    limpeza, 132, 167, 386Lottman, 143LWT, 185, 187, 197, 198, 269,

    270, 271, 275

    Mmacadame betuminoso, 194, 195,

    352macadame hidrulico, 352, 353,

    357macadame seco, 353, 357, 358macromolculas, 59macrotextura, 430, 432, 433maltenos, 27, 30, 68manuteno, 406, 407, 413, 441manuteno preventiva, 406, 407,

    441massa especfica, 53, 54, 144,

    145, 148, 149, 237, 389, 390, 443

    massa especfica aparente, 146, 207, 208, 209

    massa especfica efetiva, 146, 211massa especfica mxima medida,

    209, 211, 214massa especfica mxima terica,

    209massa especfica real, 145materiais asflticos, 10, 352materiais estabilizados

    granulometricamente, 358material de enchimento, 120,

    185, 358matriz ptrea asfltica, 159, 168Mecnica dos Pavimentos, 10,

    339, 453megatextura, 430mtodo Marshall, 205, 217, 227,

    228metodologia MCT, 359, 360, 361microrrevestimento, 186, 269,

    274, 397microtextura, 430, 431

    mistura asfltica, 26, 157, 205, 373

    misturas asflticas drenantes, 179mdulo complexo, 104, 303,

    305, 306mdulo de resilincia, 291, 294,

    296, 297, 300, 301, 345, 346, 348, 349

    mdulo de rigidez, 106mdulo dinmico, 304, 306multidistribuidor, 395

    Oondulaes transversais, 415osmometria por presso de vapor,

    28oxidao, 34, 50

    Ppanela, 415, 416, 422, 427parafinas, 33, 58partculas alongadas e achatadas,

    150, 152, 153PAV, 108pavimentao, 10, 20, 25, 373,

    403pavimentos asflticos, 9, 10, 337,

    338, 365, 366, 367, 368, 441pavimentos de concreto de

    cimento Portland, 9, 338pavimentos flexveis, 337, 415pavimentos rgidos, 337pedregulhos, 115, 116pedreira, 124, 126peneiramento, 88, 121, 122, 125peneiras, dimenses, 122penetrao, 10, 42, 43, 55, 56,

    58, 194, 343, 393, 443penetrmetro de cone dinmico,

    345percolao, 159, 165perda ao choque, 137, 138perda por umidade induzida, 328perfilmetro, 408, 409permeabilidade, 165, 166, 183petrleo, 25, 33, 96PG, 101, 102, 103, 259, 260pH, 86, 92pintura de ligao, 414, 420, 422

    plastmeros, 65, 68PMF, 183, 184, 253, 255p, 65, 76, 120, 132, 195, 198,

    380p de pedra, 120, 184, 274polimento, 117, 421, 433ponto de amolecimento, 33, 48,

    55, 100ponto de amolecimento anel e

    bola, 48pr-misturado, 10, 385, 468, 472processo estocvel, 76processo seco, 76, 78, 80processo mido, 76produo de asfalto, 27, 35, 36,

    37, 38propriedades fsicas, 41, 126, 129

    QQI, 412, 413quarteamento, 131, 132quartzito, 118, 119quartzo, 117, 118, 119quociente de irregularidade, 412,

    413

    Rraio de curvatura, 446, 447, 449,

    454RASF, 37, 178recapeamento, 441, 468, 469,

    470, 471, 472reciclado, 116, 119, 261, 352, 355reciclagem, 53, 99, 119, 188,

    190, 191, 352, 441, 473, 474reciclagem em usina, 191reciclagem in situ, 191, 192, 474reconstruo, 22, 406, 441recuperao elstica, 69, 70, 71,

    78, 79, 80, 300, 472refino do petrleo, 33, 35, 36, 37,

    38, 39reforo, 9, 337, 339, 342, 352,

    365, 424, 441, 453, 468rejeitos, 352remendo, 416, 422reologia, 30, 259remetro de cisalhamento

    dinmico, 103, 104

  • Pavimentao asfltica: formao bsica para engenheiros

    remetro de fluncia em viga, 103, 106

    reperfilagem, 467, 468resduo, 34, 75, 87, 89, 90, 91,

    120, 178, 355resduo de vcuo, 34, 36resinas, 28, 30resistncia, 67, 133, 143, 150,

    165, 176, 251, 302, 308, 327, 342, 351, 431

    resistncia abraso, 133, 134, 153, 264, 269

    resistncia deformao permanente, 67, 150, 165, 179

    resistncia fadiga, 67, 179resistncia trao esttica, 249,

    288, 308resistncia trao retida, 251resistncia ao atrito, 119, 140resistncia ao trincamento por

    fadiga, 178, 315ressonncia nuclear magntica,

    28, 72restaurao, 176, 185, 188, 406,

    407, 413, 441, 442, 463, 466, 467, 468

    retorno elstico, 68, 70, 79retroanlise, 452, 453, 454, 455,

    456, 457revestimento asfltico drenante,

    165revestimentos asflticos, 10, 157,

    164, 205, 373, 473revestimentos delgados, 165, 179,

    473RNM, 28, 72rochas gneas, 116, 117, 118rochas metamrficas, 116rochas sedimentares, 116rolagem, 206, 390, 391, 392, 393rolo compactador, 390, 391, 392,

    393rolos compactadores estticos, 390rolos compactadores vibratrios,

    391rolos de pneus, 390RTFOT, 50, 51, 103, 108rudo, 165, 172, 179, 435, 436,

    437ruptura da emulso, 87, 92RV, 36, 103

    SSAMI, 472SARA, 27, 28, 29saturados, 27, 28, 30, 32Saybolt-Furol, 46, 91, 219SBR, 66, 92, 94SBS, 65, 66, 67, 68, 69, 70, 95Schellenberg, 252secador, 377, 378, 379, 380,

    383secador de contrafluxo, 379secador de fluxo paralelo, 379,

    383segmentos homogneos, 463,

    464, 465, 466segregao, 120, 123, 130, 172,

    386, 393, 423segurana, 52, 97, 100, 403, 429selagem de trincas, 466, 467serventia, 404, 405, 406, 407,

    409, 441SHRP, 32, 100, 102, 120, 123,

    150, 229, 230silos frios, 377, 378silos quentes, 381, 382simuladores de laboratrio, 317simuladores de trfego, 321, 457,

    458, 459sinttico, 62, 134SMA, 161, 168, 169, 170, 171,

    172, 249, 250, 251, 252sol, 30, 31solo arenoso fino latertico, 354,

    360solo-agregado, 358, 359solo-areia, 354, 359solo-brita descontnuo, 354, 359solo-cal, 352, 356, 364solo-cimento, 351, 352, 356,

    363, 364sub-base, 9, 337, 339, 342, 352Superpave, 100, 103, 229, 232,

    233, 236, 259suscetibilidade trmica, 41, 55,

    56

    ttamanho mximo, 120, 131, 230tamanho nominal mximo, 120,

    164

    teor de argila, 153teor de asfalto, 162, 221, 224,

    226, 234teor de parafinas, 33, 58teor de slica, 119termoplsticos, 62, 63, 64textura superficial, 140, 166, 435TFOT, 49, 50, 51tipos de ligantes asflticos, 40, 41tipos de modificadores, 65tipos de rochas, 118transporte, 11, 12, 14, 18, 20,

    384tratamento superficial duplo, 192,

    263, 395tratamento superficial primrio,

    193, 195tratamento superficial simples,

    192, 194, 196, 263, 400tratamento superficial triplo, 192,

    263, 395tratamentos superficiais, 180,

    191, 193, 194, 393triaxial com carregamento

    repetido, 317, 347, 348trincamento, 9, 230, 350, 361,

    406, 445, 469trincamento por fadiga, 9, 150,

    230, 315trincas, 311, 354, 356, 415, 417,

    418, 425, 467, 469, 472, 473

    Uusina asfltica por batelada, 374,

    381, 382usina contnua, 383usina de asfalto, 374usina de produo, 374, 381, 382usina gravimtrica, 374, 381usinas asflticas, 373, 379, 384

    Vvalor de resistncia derrapagem,

    172, 429, 430, 431valor de serventia atual, 404, 406vaso de envelhecimento sob

    presso, 108vibroacabadora de esteiras, 388vibroacabadora de pneus, 387

  • ndice remissivo de termos

    vibroacabadoras, 387viga Benkelman, 346, 445, 446,

    447, 448, 449viscosidade absoluta, 44, 45viscosidade cinemtica, 44, 45viscosidade rotacional, 47viscosmetro capilar, 44VPO, 28VRD, 430, 431

    WWST, 270WTAT, 187, 197, 199, 269, 270

    Zzona de restrio, 164, 230, 231

  • Pavimentao asfltica: formao bsica para engenheiros

    AAASHTO (1986), 369AASHTO (1989) AASHTO T

    283/89, 154AASHTO (1991) AASHTO T85,

    154AASHTO (1993), 438AASHTO (1997) AASHTO T305,

    281AASHTO (1999) AASHTO T104,

    200AASHTO (1999) AASHTO T209,

    281AASHTO (2000) AASHTO T166,

    281AASHTO (2001) AASHTO D5821,

    200AASHTO (2003) AASHTO T312,

    281AASHTO (2003) AASHTO T319,

    281AASHTO (2005) AASHTO MP8-

    01, 332AASHTO PP35, 281ABEDA (2001), 110ABINT (2004), 475ABNT (1989) NBR 6954, 154ABNT (1991) NBR 12261, 369ABNT (1991) NBR 12262, 369ABNT (1991) NBR 12265, 369ABNT (1992) NBR 12053, 369ABNT (1993) NBR 12891, 281ABNT (1994) NBR 13121, 110ABNT (1998) NBR 6576, 110ABNT (1998) NBR 9619, 110ABNT (1999) NBR 14249, 110ABNT (1999) NBR 14393, 110ABNT (1999) NBR 6299, 110ABNT (2000) NBR 14491, 110ABNT (2000) NBR 14594, 110ABNT (2000) NBR 6302, 110

    ABNT (2000) NBR 6560, 110ABNT (2000) NBR 6567, 110ABNT (2000) NBR 6569, 110ABNT (2000) NBR 6570, 110ABNT (2001) NBR 14736, 111ABNT (2001) NBR 14746, 200ABNT (2001) NBR 5847, 110ABNT (2001) NBR 6293, 110ABNT (2001) NBR 6300, 110ABNT (2003) NBR 6297, 111ABNT (2003) NBR NM 52, 154ABNT (2003) NBR NM 53, 154ABNT (2004) NBR 14896, 111ABNT (2004) NBR 15087, 281ABNT (2004) NBR 15115, 369ABNT (2004) NBR 15140, 281ABNT (2004) NBR 15166, 111ABNT (2004) NBR 15184, 111ABNT (2004) NBR 5765, 111ABNT (2005) NBR 9935, 154ABNT (2005) NBR 15235, 111ABNT (2005) NBR 6568, 111ABNT NBR 11341, 111ABNT NBR 11805, 369ABNT NBR 11806, 369ABNT NBR 14376, 110ABNT NBR 14756, 111ABNT NBR 14757, 200ABNT NBR 14758, 200ABNT NBR 14798, 200ABNT NBR 14841, 200ABNT NBR 14855, 111ABNT NBR 14948, 200ABNT NBR 14949, 200ABNT NBR 14950, 111ABNT NBR 6296, 111ABNT P-MB 326, 110ABNT P-MB 425/1970, 110ABNT P-MB 43/1965, 110ABNT P-MB 581/1971, 110ABNT P-MB 586/1971, 110

    ABNT P-MB 590/1971, 110ABNT P-MB 609/1971, 110ABNT P-MB 826/1973, 110ABNT (2002) NBR 14856, 111ABPv (1999), 438Adam, J-P. (1994), 24AFNOR (1991) AFNOR-NF-P-98-

    253-1, 332AFNOR (1991a), 332AFNOR (1993) AFNOR-NF-P-98-

    260-1, 332AIPCR (1999), 200Albernaz, C.A.V. (1997), 461Aldigueri, D.R., Silveira, M.A. e

    Soares, J.B. (2001), 281Allen, D. H. e Haisler, W. E.

    (1985), 332Alvarenga, J.C.A. (2001), 369Alvarez Neto, L. (1997), 461Alvarez Neto, L., Bernucci. L.L.B.,

    Nogami, J.S. (1998), 461Amaral, S.C. (2004), 369ANP (1993), 281Antosczezem Jr, J.A. e Massaran-

    duba, J.C.M. (2004), 402APRG (1997), 281Aps, M.; Bernucci, L.L.B; Fabrcio,

    J.M; Fabrcio, J.V.F.; Moura, E. (2004a), 438

    Aps, M.; Bernucci, L.L.B.; Fa-brcio, J.M.; Fabrcio, J.V.F. (2004b), 438

    Aps, M.; Rodrigues Filho, O.S.; Bernucci,L.L.B.; Quintanilha, J.A. (2003), 438

    Asphalt Institute (1989), 154Asphalt Institute (1995), 154Asphalt Institute (1998), 402ASTM ( 2003b) ASTM E-1960,

    438ASTM (1982) ASTM D4123, 332

    NDICE REMISSIVO DAS bIblIOgRAfIAS

  • ndice remissivo das bibliografias

    ASTM (1986) ASTM C496, 332ASTM (1993) ASTM C 1252, 282ASTM (1994) ASTM D5002, 282ASTM (1995) ASTM D1856, 282ASTM (1997) ASTM D5, 111ASTM (1998) ASTM C702, 154ASTM (1999) ASTM D4791, 154ASTM (2000) ASTM D2041, 282ASTM (2000) ASTM D2726, 282ASTM (2000) ASTM D 1075-96,

    154ASTM (2000) ASTM D 4791-99,

    282ASTM (2000) ASTM D244, 111ASTM (2000) ASTM D5840, 111ASTM (2000) ASTM D5976, 111ASTM (2000) ASTM D6521, 111ASTM (2001) ASTM D2042, 111ASTM (2001) ASTM D2170, 112ASTM (2001) ASTM D2171, 112ASTM (2001) ASTM D2172, 282ASTM (2001) ASTM D4124, 112ASTM (2001) ASTM D5581, 282ASTM (2001) ASTM D5801, 112ASTM (2001) ASTM D5841, 111ASTM (2001) ASTM D6648, 112ASTM (2001) ASTM E 965-96,

    438ASTM (2002) ASTM D 1754/97,

    112ASTM (2002) ASTM D1188, 282ASTM (2002) ASTM D4402, 112ASTM (2002) ASTM D6723, 112ASTM (2002) ASTM D6816, 112ASTM (2003) ASTM D3497-79,

    332ASTM (2003a) ASTM E 303-93

    S, 438ASTM (2004) ASTM D2872, 111ASTM (2004) ASTM D6084, 112ASTM (2004) ASTM D7175, 112ASTM (2005) ASTM C 125, 154ASTM C127, 154ASTM C128, 282ASTM D 113, 111ASTM D 2007, 111ASTM D 270, 111ASTM D 36, 111ASTM D 5329, 112ASTM D 5858, 461ASTM D 88, 111

    ASTM D 92, 112ASTM D 95, 111ASTM D4748-98, 461ASTM E102, 112ASTM(2002) ASTM D402, 112

    bBalbo, J.T. (1993), 369Balbo, J.T. (2000), 332Barksdale (1971), 332Beligni, M., Villibor, D.F. e Cincer-

    re, J.R. (2000), 200Bely, L. (2001), 24Benevides, S.A.S. (2000), 332Benkelman, A.C.; Kingham, R.I. e

    Fang, H.Y. (1962), 369Bernucci, L.L.B. (1995), 369Bernucci, L.B.; Leite, L.M. e Mou-

    ra, E. (2002), 332Bertollo, S.A.M. (2003), 112Bertollo, S.A.M., Bernucci, L.B.,

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  • Pavimentao asfltica: formao bsica para engenheiros

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    333DNER (1994) DNER-IE 006/94,

    154DNER (1994) DNER-ME 053/94,

    154DNER (1994) DNER-ME 061/94,

    461DNER (1994) DNER-ME 063/94,

    112DNER (1994) DNER-ME 078/94,

    154DNER (1994) DNER-ME 086/94,

    154DNER (1994) DNER-ME 089/94,

    154DNER (1994) DNER-ME 093/94,

    154DNER (1994) DNER-ME 107/94,

    282DNER (1994) DNER-ME 117/94,

    282DNER (1994) DNER-ME 133/94,

    333, DNER (1994) DNER-ME 222/94,

    154DNER (1994) DNER-ME 24/94,

    461DNER (1994) DNER-PRO 08/94,

    438DNER (1994) DNER-PRO

    269/94, 461DNER (1994a) DNER-PRO

    164/94, 438DNER (1994b) DNER ME

    228/94, 370DNER (1994b) DNER-PRO

    182/94, 438DNER (1994c) DNER ME 256/94,

    370DNER (1994c) DNER-PRO

    229/94, 438DNER (1994d) DNER ME

    258/94, 370DNER (1995) DNER-EM 035/95,

    154DNER (1995) DNER-ME 043/95,

    282DNER (1995) DNER-ME 084/95,

    155

    DNER (1996), 113DNER (1996) DNER-ME 193/96,

    283DNER (1996) DNER-PRO

    199/96, 155DNER (1996) DNER-PRO

    273/96, 461DNER (1997), 283, 402DNER (1997) DNER ME 367/97,

    155DNER (1997) DNER-ES 308/97,

    201DNER (1997) DNER-ES 309/97,

    201DNER (1997) DNER-ES 310/97,

    201DNER (1997) DNER-ES 311/97,

    201DNER (1997) DNER-ES 312/97,

    201DNER (1997) DNER-ES 313/97,

    201DNER (1997) DNER-ES 314/97,

    201DNER (1997) DNER-ES 317/97,

    201DNER (1997) DNER-ES 318/97,

    201DNER (1997) DNER-ES 319/97,

    201DNER (1997) DNER-ES 320/97,

    201DNER (1997) DNER-ME 054/97,

    155DNER (1997) DNER-ME 153/97,

    283DNER (1997) DNER-ME 197/97,

    155DNER (1997) DNER-PRO 120/97,

    155DNER (1997c) DNER ES 301/97,

    370DNER (1997d) DNER ES 303/97,

    370DNER (1997e) DNER ES 304/97,

    370DNER (1997f) DNER ES 305/97,

    370DNER (1997g) DNER ME 254/97,

    370

    DNER (1998), 113, 283DNER (1998) DNER-ME 035/98,

    155DNER (1998) DNER-ME 081/98,

    155DNER (1998) DNER-ME 083/98,

    155DNER (1998) DNER-ME 096/98,

    155DNER (1999) DNER-ES 386/99,

    201DNER (1999) DNER-ES 387/99,

    201DNER (1999) DNER-ES 388/99,

    475DNER (1999) DNER-ES 389/99,

    202DNER (1999) DNER-ES 390/99,

    202DNER (1999) DNER-ME 382/99,

    201DNER (1999) DNER-ME 383/99,

    333DNER (1999) DNER-ME 397/99,

    155DNER (1999) DNER-ME 398/99,

    155DNER (1999) DNER-ME 399/99,

    155DNER (1999) DNER-ME 400/99,

    155DNER (1999) DNER-ME 401/99,

    155DNIT (2003) DNIT 005-TER, 439DNIT (2003) DNIT 006-PRO,

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    155DNI