os mensageiros

Click here to load reader

Post on 09-Jul-2015

250 views

Category:

Documents

7 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • 1

    OS MENSAGEIROS FRANCISCO CNDIDO XAVIER

    DITADO PELO ESPRITO ANDR LUIZ (2)

  • 2

    Srie Andr Luiz 1 - Nosso Lar 2 - Os Mensageiros 3 - Missionrios da Luz 4 - Obreiros da Vida Eterna 5 - No Mundo Maior 6 - Agenda Crist 7 - Libertao 8 - Entre a Terra e o Cu 9 - Nos Domnios da Mediunidade 10 - Ao e Reao 11 - Evoluo em Dois Mundos 12 - Mecanismos da Mediunidade 13 - Conduta Esprita 14 - Sexo e Destino 15 - Desobsesso 16 - E a Vida Continua...

  • 3

    NDICE Os Mensageiros CAPTULO 1 = Renovao CAPTULO 2 = Aniceto CAPTULO 3 = No Centro de Mensageiros CAPTULO 4 = O caso Vicente CAPTULO 5 = Ouvindo instrues CAPTULO 6 = Advertncias profundas CAPTULO 7 = A queda de Otvio CAPTULO 8 = O desastre de Acelino CAPTULO 9 = Ouvindo impresses CAPTULO 10 = A experincia de Joel CAPTULO 11 = Belarmino, o doutrinador CAPTULO 12 = A palavra de Monteiro CAPTULO 13 = Ponderaes de Vicente CAPTULO 14 = Preparativos CAPTULO 15 = A viagem CAPTULO 16 = No Posto de Socorro CAPTULO 17 = O romance de Alfredo CAPTULO 18 = Informaes e esclarecimentos CAPTULO 19 = O sopro CAPTULO 20 = Defesas contra o mal CAPTULO 21 = Espritos dementados CAPTULO 22 = Os que dormem CAPTULO 23 = Pesadelos CAPTULO 24 = A prece de Ismlia CAPTULO 25 = Efeitos da orao CAPTULO 26 = Ouvindo servidores CAPTULO 27 = O caluniador CAPTULO 28 = Vida social CAPTULO 29 = Notcias interessantes CAPTULO 30 = Em palestra afetuosa CAPTULO 31 = Ceclia ao rgo CAPTULO 32 = Melodia sublime CAPTULO 33 = A caminho da Crosta CAPTULO 34 = Oficina de Nosso Lar CAPTULO 35 = Culto domstico CAPTULO 36 = Me e filhos CAPTULO 37 = No santurio domstico CAPTULO 38 = Atividade plena CAPTULO 39 = Trabalho incessante CAPTULO 40 = Rumo ao campo CAPTULO 41 = Entre rvores CAPTULO 42 = Evangelho no ambiente rural CAPTULO 43 = Antes da reunio CAPTULO 44 = Assistncia CAPTULO 45 = Mente enferma CAPTULO 46 = Aprendendo sempre

  • 4

    CAPTULO 47 = No trabalho ativo CAPTULO 48 = Pavor da morte CAPTULO 49 = Mquina divina CAPTULO 50 = A desencarnao de Fernando CAPTULO 51 = Nas despedidas

  • 5

    Os Mensageiros

    Lendo este livro, que relaciona algumas experincias de mensageiros espirituais, certamente muitos leitores concluiro, com os velhos conceitos da filosofia, que tudo est no crebro do homem, em virtude da materialidade relativa das paisagens, observaes, servios e acontecimentos.

    Foroso reconhecer, todavia, que o crebro o aparelho da razo e que o homem desencarnado, pela simples circunstncia da morte fsica, no penetrou os domnios anglicos, permanecendo diante da prpria conscincia, lutando por Iluminar o raciocnio e preparando-se para a continuidade do aperfeioamento noutro campo vibratrio.

    Ningum pode trair as leis evolutivas. Se um chimpanz, guindado a um palcio, encontrasse recursos para

    escrever aos seus Irmos de fase evolucionria, quase no encontraria diferenas fundamentais para relacionar, ante o senso dos semelhantes. Daria noticias de uma vida animal aperfeioada e talvez a nica zona Inacessvel s, suas possibilidades de definio estivesse justamente na aurola da razo que envolve o esprito humano. Quanto s formas de vida, a mudana no seria profundamente sensvel. Os pelos rsticos encontram sucesso nas casimiras e sedas modernas. A Natureza que cerca o ninho agreste a mesma que fornece estabilidade moradia do homem. A furna ter-se-ia transformado na edificao de pedra. O prado verde liga-se ao jardim civilizado. A continua o da espcie apresenta fenmenos quase idntico. A lei da herana continua, com ligeiras modificaes. A nutrio demonstra os mesmos trmites. A unio de famlia consangnea revela os mesmos traos fortes. O chimpanz, desse modo, somente encontraria dificuldade para enumerar os problemas do trabalho, da responsabilidade, da memria enobrecida, do sentimento purificado, da edificao espiritual, enfim, relativa conquista da razo.

    Em vista disso, no se justifica a estranheza dos que lem as mensagens do teor das. que Andr Luis enderea aos estudiosos devotados construo espiritual de si mesmos.

    O homem vulgar costuma estimar as expectativas ansiosas, espera de acontecimentos espetaculares, esquecido de que a Natureza no se perturba para satisfazer a pontos de vista da criatura.

    A morte fsica no salto do desequilbrio, passo da evoluo, simplesmente.

    maneira do macaco, que encontra no ambiente humano uma vida animal enobrecida, o homem que, aps a morte fsica, mereceu o ingresso nos crculos elevados do Invisvel, encontra uma vida humana sublimada.

    Naturalmente, grande nmero de problemas, referentes Espiritualidade Superior, ai espera a criatura, desafiando-lhe o conhecimento para a ascenso sublime aos domnios iluminados da vida, O progresso no sofre estacionamento e a alma caminha, incessante-mente, atraida pela Luz Imortal.

    No entanto, o que nos leva a grafar este prefcio singelo, no a concluso filosfica, mas a necessidade de evidenciar a santa oportunidade de trabalho do leitor amigo, nos dias que correm.

    Felizes os que buscarem na revelao nova o lugar de servio que lhes compete, na Terra, consoante a Vontade de Deus.

    O Espiritismo cristo no oferece ao homem to somente o campo de pesquisa e consulta, no qual raros estudiosos conseguem caminhar

  • 6

    dignamente, mas, muito mais que isso, revela a oficina de renovao, onde cada conscincia de aprendiz deve procurar sua justa integrao com a vida mais alta, pelo esforo interior, pela disciplina de si mesma, pelo auto-aperfeioamento.

    No falta concurso divino ao trabalhador de boa vontade. E quem observar o nobre servio de um Aniceto, reconhecer que no fcil prestar assistncia espiritual aos homens. Trazer a colaborao fraterna dos planos superiores aos Espritos encarnados no obra mecnica, enqadrada em princpios de menor esforo. Claro, portanto, que, para receb-la, no poder o homem fugir aos mesmos imperativos. indispensvel lavar o vaso do corao para receber a gua viva, abandonar envoltrios inferiores, para vestir os trajes nupciais da luz eterna.

    Entregamos, pois, ao leitor amigo, as novas pginas de Andr Luiz, satisfeitos por cumprir um dever. Constituem o relatrio incompleto de uma semana de trabalho espiritual dos mensageiros do Bem, junto aos homens e, acima de tudo, mostram a figura de um emissrio consciente e benfeitor generoso em Aniceto, destacando as necessidades de ordem moral no quadro de servio dos que se consagram s atividades nobres da f.

    Se procuras, amigo, a luz espiritual; se a animalidade j te cansou o corao, lembra-te de que, em Espiritualismo, a investigao conduzir sempre ao Infinito, tanto no que se refere ao campo infinitesimal, como esfera dos astros distantes, e que s a transformao de ti mesmo, luz da Espiritualidade Superior, te facultar acesso da fontes da Vida Divina. E, sobretudo, recorda que as mensagens edificantes do Alm no se destinam apenas expresso emocional, mas, acima de tudo, ao teu senso de filho de Deus, para que faas o inventrio de tuas prprias realizaes e te integres, de fato, na responsabilidade de viver diante do Senhor.

    EMMANUEL

    Pedro Leopoldo, 26 de fevereiro de 1944.

  • 7

    1 Renovao

    Desligando-me dos laos Inferiores que me prendiam s atividades terrestres, elevado entendimento felicitou-me o esprito. Semelhante libertao, contudo, no se fizera espontnea. Sabia, no fundo, quanto me custara abandonar a paisagem domstica, suportar a incompreenso da esposa e a divergncia dos filhos amados. Guardava a certeza de que amigos espirituais, abnegados e poderosos, me haviam auxiliado a alma pobre e imperfeita, na grande transio. Antes, a inquietude relativa companheira torturava-me incessantemente o corao; mas, agora, vendo-a profundamente identificada com o segundo marido, no via recurso outro que procurar diferentes motivos de interesse. Foi assim que, eminentemente surpreendido, observei minha prpria transformao, no curso dos acontecimentos. Experimentava o jbilo da descoberta de mim mesmo. Dantes, vivia feio do caramujo, segregado na concha, impermevel aos grandiosos espe-tculos da Natureza, rastejando no lodo. Agora, entretanto, convencia-me de que a dor agira em minha construo mental, maneira do alvio pesado, cujos golpes eu no entendera de pronto. O alvio quebrara a concha de antigas viciaes do sentimento. Libertara-me. Expusera-me o organismo espiritual ao sol da Bondade Infinita. E comecei a ver mais alto, alcanando longa distncia.

    Pela primeira vez, cataloguei adversrios na categoria de benfeitores. Comecei a freqentar, de novo, o ninho da famlia terrestre, no mais como senhor do crculo domstico, mas como operrio que ama o trabalho da oficina que a vida lhe designou. No mais procurei, na esposa do mundo, a companheira que no pudera compreender-me e abu a irm a quem deveria auxiliar, quanto estivesse em minhas foras. Abstive-me de encarar o segundo marido como intruso que modificara meus propsitos, para ver apenas o irmo que necessitava o concurso de minhas experincias. No voltei a considerar os filhos propriedade minha e sim companheiros muito caros, aos quais me competia estender os benefcios do conhecimento novo, amparando-os espiritualmente na medida de minhas possibilidades.

    Compelido a destruir meus castelos de exclusivismo injusto, senti que outro amor se instalava em minhalma.

    rfo de afetos terrenos e conformado com os desgnios superiores que me haviam traado diverso rumo ao destino, comecei a ouvir o apelo profundo e divino, da Conscincia Universal.

    Somente agora, percebia quo distanciado vivera das leis sublimes que regem a evoluo das criaturas.

    A Natureza recebia-me com transportes de amor. Suas vozes, agora, eram muito mais altas que as dos meus interesses isolados. Conquistava, pouco a pouco, o jbilo de escutar-lhe os ensinamentos misteriosos no gr

View more