os inimigos de roma

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Bárbaros. Assassinos. Rebeldes. Ex-escravos. Os homens (e mulheres) que enfrentaram o poderio de Roma foram tudo isso, e muito mais. Neste livro de Philip Matyszak, você vai conhecer as pessoas - e os motivos de seus atos - por trás dos mitos. E, com isso, vai descobrir personagens fascinantes que a História nem sempre retratou com justiça.

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  • OSINIMIGOSDE ROMA

    Inimigos.indb 1 24/04/13 15:27

  • Inimigos.indb 2 24/04/13 15:27

  • PHILIP MATYSZAK

    OSINIMIGOSDE ROMA

    De Anbal a tila, o Huno

    com 72 ilustraes

    Traduo deSonia Augusto

    Inimigos.indb 3 24/04/13 15:27

  • Amarilys um selo editorial Manole.

    Imagem da capa: A Batalha de Zama, Giulio Romano (Wikipedia Commons)Capa Axl Sande | Gabinete de ArtesEditor-gestor Walter Luiz CoutinhoEditor Enrico GiglioProduo editorial Marcia Men

    Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)(Cmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

    Matyszak, PhilipOs inimigos de Roma / Philip Matyszak ; traduo de Sonia Augusto. Barueri, SP: Manole, 2013

    Ttulo original: The enemies of Rome.ISBN 978-85-204-3481-9

    1. Provncias romanas 2. Resistncia ao governo -Roma 3. Roma - Colnias 4. Roma - Histria - Imprio 5. Roma - Histria militar 6. Roma - Relaes exteriores I. Ttulo.

    12-12149 CDD-327.37

    ndices para catlogo sistemtico:1. Roma : Relaes exteriores : Histria 327.37

    Todos os direitos reservados.Nenhuma parte deste livro poder ser reproduzida, por qualquer processo, sem a permisso expressa dos editores. proibida a reproduo por fotocpia.

    A Editora Manole filiada ABDR Associao Brasileira de Direitos Reprogrficos.

    Este livro contempla as regras do Acordo Ortogrfico da Lngua Portuguesa de 1990, que entrou em vigor no Brasil em 2009.

    1a edio brasileira 2013

    Editora Manole Ltda.Av. Ceci, 672 Tambor06460-120 Barueri SP BrasilTel. (11) 4196-6000 Fax (11) 4196-6021www.manole.com.br / www.amarilyseditora.com.brinfo@amarilyseditora.com.br

    Impresso no Brasil | Printed in Brazil

    Para o velho breto Reg Barrance e suas filhas Diana e Barbara

    Frontispcio Kirk Douglas como Esprtaco. Mas quo prxima da realidade a lenda de Hollywood? O real Esprtaco foi um grande lder e general, mas no era um combatente da liberdade.

    Publicado mediante acordo com a Thames and Hudson Ltd., LondresTtulo original em ingls: The Enemies of Rome. 2004 Thames & Hudson Ltd, London.

    Primeira edio publicada no Brasil em 2013 pela Editora Manole.Edio em portugus 2013 Editora Manole.

    Inimigos.indb 4 24/04/13 15:27

  • SuMRIO

    AGRADECIMENTOS 8PREFCIO 9 PRELDIO AO IMPRIO 12

    PA RT E I

    Do Ebro at o Nilo 161 ANBAL 20 2 FILIPE v 41

    3 vIRIATO 50 4 juGuRTA 58

    PA RT E I I

    Tramas, traio e guerra civil 685 MITRDATES 74 6 ESPRTACO 85

    7 vERCINGETORIX 97 8 ORODES II 1099 CLEPATRA 120

    PA RT E I I I

    Pax Romana 13510 ARMNIO 142 11 BOuDICA 15412 jOSEFO 166 13 DECBALO 178

    PA RT E I v

    O fim do imprio 18914 SHAPuR I 195 15 ZENBIA 206

    16 ALARICO 217 17 TILA 229

    EPLOGO 239

    LEITuRAS ADICIONAIS 243FONTES DAS ILuSTRAES 246

    FONTES DAS CITAES 247NDICE REMISSIvO 248

    Inimigos.indb 5 24/04/13 15:27

  • boudica D.C.BRETANHA

    armniO A.C. D.C.GERMNIA

    alaricO, O GODO

    D.C.

    Esprtaco

    A.C.ROMA

    viriatO A.C.LUSITNIA

    anbal A.C.CARTAGO

    jugurta A.C.NUMDIA

    vercingetorix

    A.C.GLIA

    km

    milhas

    N

    O C EA N O

    A T L N T

    I C O

    Limites do Imprio Romano em sua maior extenso sob o imperador Trajano ( D.C.)

    Quase todas as datas de nascimento so aproximadas, assim comoalgumas datas de morte, por exemplo, as de Zenbia e de Josefo.

    tila, o huno

    D.C.

    Decbalo

    D.C.DCIA

    clepatra

    A.C.EGITO

    josefo D.C.JUDEIA

    shapur I D.C.

    PRSIA

    orodes ii

    A.C.PRTIA

    mitrdates

    A.C.PONTO

    Filipe V A.C.MACEDNIA

    zenbia D.C.PALMIRA

    M A R M ED I T E R R

    N E O

    M A R N E G

    R O

    Inimigos.indb 6 24/04/13 15:27

  • boudica D.C.BRETANHA

    armniO A.C. D.C.GERMNIA

    alaricO, O GODO

    D.C.

    Esprtaco

    A.C.ROMA

    viriatO A.C.LUSITNIA

    anbal A.C.CARTAGO

    jugurta A.C.NUMDIA

    vercingetorix

    A.C.GLIA

    km

    milhas

    N

    O C EA N O

    A T L N T

    I C O

    Limites do Imprio Romano em sua maior extenso sob o imperador Trajano ( D.C.)

    Quase todas as datas de nascimento so aproximadas, assim comoalgumas datas de morte, por exemplo, as de Zenbia e de Josefo.

    tila, o huno

    D.C.

    Decbalo

    D.C.DCIA

    clepatra

    A.C.EGITO

    josefo D.C.JUDEIA

    shapur I D.C.

    PRSIA

    orodes ii

    A.C.PRTIA

    mitrdates

    A.C.PONTO

    Filipe V A.C.MACEDNIA

    zenbia D.C.PALMIRA

    M A R M ED I T E R R

    N E O

    M A R N E G

    R O

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  • AGRADECIMENTOS

    Devo agradecer a Adrian Goldsworthy, que foi a primeira pessoa com quem discu-ti a ideia; Biblioteca de Clssicos da universidade Cambridge pelo uso de suas ins-talaes enquanto a ideia tomava forma; a Barbara Levick por dar-lhe um novo for-mato, mais correto dessa vez; e equipe da Thames & Hudson, que apoiou o projeto do incio ao fim.

    Inimigos.indb 8 24/04/13 15:27

  • PREFCIO

    At pouco tempo, supunha-se que a civilizao romana foi algo bom. Roma havia levado a tocha da civilizao at a escurido brbara e, depois da parte desagrad-vel da conquista, levou as leis, a arquitetura, literatura e outros benefcios para os povos conquistados. Quando a Idade Mdia abateu-se sobre a Europa ocidental, o ideal de Roma e as lembranas da grandeza perdida tornaram-se inspirao para a reconstruo, ao mesmo tempo em que o idioma romano o latim unia a igre-ja e os eruditos por toda a Europa.

    Existe agora outra viso que sugere que Roma tornou-se a nica civilizao na rea do Mediterrneo ao destruir meia dzia de outras civilizaes. Algumas des-sas civilizaes eram to avanadas quanto a de Roma, ou ainda mais. Outras esta-vam se desenvolvendo, e a forma que poderiam ter assumido est agora perdida para sempre.

    No sculo III a.C., quando nossa histria comea, havia vrias culturas diferen-tes, ativas e rivais espalhadas na regio do Mediterrneo. No Oriente, a conquista macednia da sia Menor havia criado o Imprio Selucida, uma combinao ex-tica das ideias ocidentais gregas, do espiritualismo zoroastriano e da antiga cultu-ra persa. No Egito, a dinastia ptolomaica havia se identificado com seus sditos egpcios, e Alexandria, a capital preponderantemente grega do Egito, era o centro intelectual do mundo.

    Os hebreus e os fencios tinham cidades com milhares de anos quando Roma foi fundada. Na verdade, o alfabeto fencio foi o precursor do grego, que foi a base dos alfabetos usados ainda hoje na maior parte da Europa moderna. Tanto os gre-gos quanto os fencios expandiram-se para o oeste para fundar cidades como Mar-

    Inimigos.indb 9 24/04/13 15:27

  • 10 os in imigos de roma

    selha, na Frana atual, e Npoles, na Itlia moderna. A Siclia foi dividida entre os gregos, a leste, e os fencios, a oeste, estes vindos da cidade de Cartago, que domi-nava o sudoeste do Mediterrneo.

    Os povos celtas do norte da Europa expandiam-se rapidamente. Como os ro-manos, aprenderam muito com a antiga civilizao etrusca, mesmo enquanto aju-davam a extingui-la. Embora os celtas no fossem uma civilizao avanada, esta-vam longe de serem brbaros. Sua metalurgia era to boa ou at melhor que a dos romanos, e eles eram competentes construtores e mercadores. uma das tragdias da histria foi que, no momento em que os celtas da Glia estavam comeando a desenvolver um governo mais representativo, uma economia monetria e uma tra-dio escrita, foram romanizados por uma conquista selvagem. Os massacres e a fome subsequentes custaram milhes de vidas e, de fato, sufocaram a nascente ci-vilizao celta.

    Portanto, na poca da invaso de Anbal, Roma estava longe de ser a nica civi-lizao europeia. O padro social do continente estava mudando rapidamente e, por toda parte, a urbanizao, a escrita e o comrcio de longa distncia estavam transformando o modo em que as pessoas viviam. Essa tendncia teria continuado e se desenvolvido mesmo que Roma nunca tivesse existido. De fato, at o perodo que se seguiu s Guerras Pnicas, a contribuio geral de Roma para a cultura me-diterrnea foi mnima. No incio, Roma no produziu grandes pintores ou esculto-res, nem historiadores, poetas ou filsofos. At mesmo os romanos da poca admi-tiam que a arquitetura de Roma era de qualidade inferior, e o maior edifcio era um esgoto a cloaca maxima construdo durante um perodo de domnio etrusco.

    O que Roma tinha a oferecer era uma sociedade voltada para a guerra uma cultura guerreira na qual cada campons era um soldado e a aristocracia competia pelo sucesso militar. Quando este livro comea, Roma j havia conquistado a maior parte da Itlia continental. Anbal no tinha como saber disso, mas seu fracasso sig-nificou que Roma desenvolveria um mpeto incontrolvel que a levaria do Tmisa ao Eufrates, transformando cada nao conquistada em um modelo de si mesma. Anbal, involuntariamente, representou a ltima chance para a Europa de diversas culturas e civilizaes que poderiam crescer e se desenvolver juntas.

    Naturalmente, Roma absorveu muito dos povos que conquistou. De fato, tan-to foi absorvido a partir da Grcia e dos povos gregos da sia Menor que a cultura da civilizao romana , com muita propriedade, descrita como greco-romana. O problema no foi Roma ser uma cultura de excluso, mas ter se tornado uma mo-nocultura. Para os povos do Mediterrneo, tornou-se uma escolha: a civilizao ro-mana ou nenhuma civilizao.

    No decorrer dos sculos, essa civilizao tornou-se estril, doente e rgida. Aque-les povos que ainda se opunham a Roma mudaram sua perspectiva e passaram a

    Inimigos.indb 10 24/04/13 15:27

  • prefcio 11

    considerar Rom