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  • 1

    O ANONIMATO NO BEM

    Irmandade dos Annimos Joo Cndido

    (mdium)

  • 2

    Guardai-vos de fazer as vossas boas obras diante dos homens,

    para serdes vistos por eles; alis, no tereis galardo junto de

    vosso Pai, que est nos Cus.

    Quando, pois, derdes esmola, no faais tocar a trombeta diante

    de vs, como fazem os hipcritas nas sinagogas e nas ruas, para

    serem glorificados pelos homens. Em verdade, em verdade, vos

    digo que j receberam seu galardo.

    Mas, quando derdes esmola, no saiba a vossa mo esquerda o

    que faz direita;

    Para que vossa esmola seja dada em secreto; e vosso Pai, que v

    o que fazeis em secreto, vos recompensar .

    (Jesus Cristo)

    Colocai a candeia sobre o candeeiro, a fim de que d luz a

    todos os que esto na casa.

    (Jesus Cristo)

    O principal no que voc, no exterior, viva na evidncia ou

    no anonimato, mas sim que seu corao e sua mente vibrem na

    faixa do anonimato espontneo e verdadeiro.

    (annimos)

    Mais importante que o tipo de tarefa em si a inteno

    profunda com que desempenhada, sendo que h Espritos que

    se iluminam nas tarefas materiais e outros que se

    desencaminham nas tarefas espirituais.

    (annimos)

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  • 3

    NDICE

    Esclarecimento sobre o desenho da capa

    Introduo

    Primeira Parte: Que a tua mo esquerda no saiba o que faz a

    direita.

    Captulo I O mrito da inteno nobre

    1 O banqueiro desencarnado

    Captulo II A recompensa sem nobre inteno

    1 O caso de Andr Luiz

    Captulo III A vaidade como inteno

    1 Benfeitores vaidosos

    Captulo IV As segundas intenes

    1 Benfeitores mal intencionados

    Segunda Parte: Colocai a candeia sobre o candeeiro, a fim de

    que d luz a todos os que esto na casa.

    Captulo I A evidncia como excepcionalidade

    1 Os registros sobre Jesus

    2 As informaes sobre Scrates

    3 A histria de Gandhi

    4 A biografia de Chico Xavier

    Captulo II Milhes de aliengenas annimos

    1 Os ndigos e os cristais

    2 Os trabalhadores de rion

    3 Os visitantes dos discos voadores

  • 4

    ESCLARECIMENTO SOBRE O DESENHO DA CAPA

    medida que os Espritos humanos vo evoluindo vo

    modificando seus corpos espirituais, porque a prpria

    elevao da frequncia mental vai transformando esses

    corpos, que vo se tornando cada vez menos compactos,

    digamos assim, at chegarem a um ponto em que deixam de

    ser necessrios, e acontece como a borboleta, que no mais se

    adapta ao casulo e sai voando.

    A comparao no perfeita, mas visa mostrar que todo

    Esprito, desde sua criao por Deus, luz e cada vez

    necessita menos de envoltrios, uma vez que as reencarnaes,

    que representam testes obrigatrios para os primitivos,

    deixam de ser necessrias para os que j evoluram e passam

    a desempenhar tarefas de executores conscientes dos Grandes

    Planos de Deus para o Universo.

    Nesse contexto de grandiosidades, no h lugar para

    personalismos, vaidades, auto endeusamento, privilgios

    pessoais e outras formas de primarismo espiritual, que ainda

    caracterizam a maioria dos Espritos ligados Terra.

    Atravs do desenho procuramos mostrar que o Esprito

    imaterial e ultrapassa os limites do corpo fsico, quando

    encarnado, bem como dos corpos espirituais, quando

    desencarnado, at no ter mais nenhum corpo.

    Quanto aos chakras tentamos passar a noo de que a

    ligao entre eles no simples como um fio que liga um

    televisor tomada, mas muito mais complexa, o que

    procuramos simbolizar com as elpticas horizontais e

    verticais.

    De qualquer forma, no mostramos nenhuma

    fisionomia, com a inteno de trazer reflexo a ideia do

    anonimato, pois essa a caracterstica dos verdadeiros

    trabalhadores do Bem, para quem nomes no mais

    interessam, mas sim as realizaes benfazejas.

    Viajemos, ento, neste livro, na reflexo sobre o

    anonimato no seu sentido mais elevado.

  • 5

    INTRODUO

    Comearemos este livro de uma forma que os prezados

    leitores podero, talvez, estranhar, por acharem que o texto

    que transcrevemos a seguir nada tem a ver com o objeto do

    livro, mas pedimos-lhes que tenham a pacincia de l-lo todo,

    porque, para viajarem conosco na reflexo sobre o

    anonimato, importante primeiro se desvincularem das

    banalidades, do egosmo, em suma, do primitivismo da Terra,

    a nvel de viver no mundo sem ser do mundo, porque a Terra

    um mundo onde o atraso espiritual caracterstica da

    maioria dos seus habitantes, enquanto que quem pretende

    evoluir espiritualmente no deve se deixar influenciar pelos

    padres reinantes.

    Vejamos como vivem os humanos do planeta Vnus:

    O planeta Vnus

    Revista Esprita, agosto de 1862

    (Ditado espontneo. - Mdium, Sr. Costel.)

    O planeta Vnus o ponto intermedirio entre Mercrio

    e Jpiter; seus habitantes tm a mesma conformao

    fsica que a vossa; o mais ou menos de beleza e de

    idealidade nas formas a nica diferena delineada entre

    os seres criados. A sutileza do ar, em Vnus, comparvel

    das altas montanhas, torna-o imprprio aos vossos

    pulmes; as doenas ali so ignoradas. Seus habitantes

    no se nutrem seno de frutas e de laticnios; ignoram o

    brbaro costume de se nutrirem de cadveres de animais,

    ferocidade que no existe seno nos planetas inferiores;

    em consequncia, as grosseiras necessidades do corpo so

    destrudas, e o amor se enfeita de todas as paixes e de

    todas as perfeies apenas sonhadas sobre a Terra.

    Como na madrugada onde as formas se revestem

    indecisas e alagadas nos vapores da manh, a perfeio

    da alma, perto de ser completa, tem as ignorncias e os

    desejos da infncia feliz. A prpria natureza reveste a

  • 6

    graa da felicidade velada; suas formas flcidas e

    arredondadas no tm as violncias e as asperezas dos

    panoramas terrestres; o mar, profundo e calmo, ignora a

    tempestade; as rvores no se curvam jamais sob o

    esforo da tempestade e o inverno no as despoja de sua

    verdura; nada estridente; tudo ri, tudo doce. Os

    costumes, cheios de quietude e de ternura, no tm

    necessidade de nenhuma represso para ficarem puros e

    fortes.

    A forma poltica reveste a expresso da famlia; cada

    tribo, ou aglomerao de indivduos, tem seu chefe pela

    classe de idade. Ali a velhice o apogeu da dignidade

    humana, porque ela aproxima do objetivo desejado;

    isenta de enfermidades e de fealdade, ela calma e

    irradiante como uma bela tarde de outono.

    A indstria terrestre, aplicada pesquisa inquieta do

    bem-estar material, simplificada e quase desaparece nas

    regies superiores, onde no tem nenhuma razo de ser;

    as artes sublimes a substituem e adquirem um

    desenvolvimento e uma perfeio que os vossos sentidos

    espessos no podem imaginar.

    As vestes so uniformes; grandes tnicas brancas

    envolvem com suas pregas harmoniosas o corpo, que no

    desnaturam. Tudo fcil para esses seres que no

    desejam seno Deus e que, despojados dos interesses

    grosseiros, vivem simples e quase luminosos.

    GEORGES.

    (Perguntas sobre o ditado precedente; Sociedade de

    Paris; 27 de junho de 1862. Mdium, Sr. Costel.)

    1. Destes ao vosso mdium predileto uma descrio do

    planeta Vnus, e estamos encantados de v-la concordar

    com o que j nos foi dito, todavia, com menos de preciso.

  • 7

    Pedimos consentir em complet-la, respondendo a

    algumas perguntas.

    Quereis nos dizer, primeiro, como tendes conhecimento

    desse mundo? - R. Eu sou errante, mas inspirado por

    Espritos superiores. Fui enviado em misso a Vnus.

    2. Os habitantes da Terra podem ali estar encarnados

    diretamente saindo daqui? - R. Deixando a Terra, os

    seres mais avanados sofrem a erraticidade durante um

    tempo mais ou menos prolongado, que despoja

    inteiramente dos laos carnais, rompidos imperfeitamente

    pela morte.

    Nota. -A questo no era saber se os habitantes da Terra

    podem ali estar encarnados imediatamente depois da

    morte, mais diretamente, quer dizer, sem passar por

    mundos intermedirios. Ele respondeu que isso possvel

    para os mais avanados.

    3. O estado de adiantamento dos habitantes de Vnus lhes

    permite lembrarem de sua estada nos mundos inferiores,

    e de estabelecerem uma comparao entre as duas

    situaes? - R. Os homens olham para trs pelos olhos do

    pensamento, que reconstri num nico impulso ao

    passado desvanecido. Assim o Esprito avanado v com a

    mesma rapidez que se move, rapidez mais fulminante que

    a da eletricidade, bela descoberta que se liga

    estreitamente revelao do Espiritismo; ambos levam

    neles o progresso material e intelectual.

    Nota. - Para estabelecer uma comparao, no

    necessrio saber que posio se ocupou pessoalmente;

    basta conhecer o estado material e moral dos mundos

    inferiores, pelos quais se teve que passar para