nem tudo é sexta-feira

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Para celebrar e entender melhor a Pscoa.

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  • 1. a pscoa e e ntender melhorpara celebrar
  • 2. e l b e n c s a r nem tudo se xta-feira celebrar e ente nder mel hor a p scoapara
  • 3. nem tudo sexta-feira Srie 45 Anos Categoria: Devocional | Igreja | Vida crist Copyright Editora Ultimato Todos os direitos reservados Primeira edio eletrnica: Maro de 2013 Capa: Ana Cludia Nunes Publicado no Brasil com autorizao e com todos os direitos reservados pela Editora Ultimato Ltda Caixa Postal 43 36570-000 Viosa, MG Telefone: 31 3611-8500 Fax: 31 3891-1557 www.ultimato.com.brTextos originalmente publicados pela revista Ultimato
  • 4. SUMRIO APRESENTAO Nem tudo sexta-feira1. Trs dias de tenso2. O drama da cruz3. Tirem o Crucificado da cruz!4. O Jesus imatvel5. Jesus sai da sepultura6. Da Pscoa ao Pentecostes7. Jesus, o cordeiro e o leo
  • 5. ApresentaoA srie 45 Anos coloca disposio dos leitores uma seleo de ttulos em formato digital (e-book), dedicados celebra- o de datas especiais em 2013. Assim, a Editora Ultimatoquer compartilhar parte do seu acervo alm da contribuiodos seus autores sobre temas importantes da f crist, no anoem que comemora 45 anos de publicao ininterrupta da revistaUltimato. Nem Tudo Sexta-Feira uma coletnea de textos, original-mente publicados pela revista Ultimato, que relembra e ajudaa igreja brasileira a celebrar e entender melhor a Pscoa crist,a primeira Sexta-feira Santa da histria e tambm o domingoda ressurreio. Na sexta-feira, Jesus o Cordeiro de Deus quetira o pecado do mundo (Jo 1.29). No domingo, ele o Leo datribo de Jud (Ap 5.5). Nem Tudo Sexta-Feira o terceiro e-book da srie 45 Anos,inaugurada com Era uma Vez um Natal sem Papai Noel, um devo-cionrio para o ms de dezembro. O segundo ttulo da srie, IgrejaEvanglica identidade, unidade e servio, publicado em fevereiro,lembra o legado e a influncia do bispo Robinson Cavalcanti,um ano aps a sua morte. Os editores
  • 6. Na sexta-feira, Jesus...Assume a culpa de tudoD a sua vida pelas ovelhasDerrama a sua alma na morteMorre por deciso prpriaNo domingo, Jesus...Deixa o tmulo vazioEnxuga as lgrimas de MariaSurpreende a todosCome com os discpulosPor causa da sexta-feira e do domingo,os cristos no podem abrir mo...Nem do Cordeiro nem do LeoNem da morte nem da ressurreioNem da Paixo nem da PscoaNem da cruz nem da coroaNem do Jesus desfigurado nem do Jesus transfiguradoNem das vestes tintas de sangue nem das vestes brancas como a luzNem da descida aos infernos nem da subida aos mais altos cus.
  • 7. Nem tudo sexta-feira preciso ficar bem claro que o Filho de Deus no morreu porque o tribunal religioso dos judeus (Sindrio) e o go- vernador romano (Pncio Pilatos) o condenaram morte. A morte de Jesus no foi um acidente de percurso, nem ummero assassinato, nem um final trgico, nem uma derrota vergo-nhosa. A morte de Jesus no est envolta em mistrio, no algoinexplicvel vista de seu poder e de seus recursos. A morte de Jesus foi voluntria, premeditada e anunciada.Embora molhada em sangue, suor e lgrimas, embora rdua esofrida, embora extremamente dolorosa e humilhante a mortede Jesus foi a mais cara e mais espetacular vitria de que se temnotcia. Ela tornou vivel o perdo de pecados e possvel a salvaode todos os que crem.
  • 8. nem tudo sexta-feira 8 Jesus s foi preso e crucificado porque o Senhor fez cairsobre Ele a iniqidade de todos ns (Is 53.6). Da a explicaode Paulo: Em Cristo no havia pecado. Mas Deus colocou sobreCristo a culpa dos nossos pecados para que ns, em unio comEle, vivamos de acordo com a vontade de Deus. (2 Co 5.21,NTLH.) Da a explicao de Pedro: Ele mesmo levou em seu cor-po os nossos pecados sobre o madeiro, a fim de que morrssemospara os pecados e vivssemos para a justia; por suas feridas vocsforam curados (1 Pe 2.24, NVI). Da tambm a explicao deJoo: O sangue de Jesus nos purifica de todo pecado (1 Jo 1.7).No momento exato em que Jesus entregou o esprito, por voltadas 3 horas da tarde daquela sexta-feira, o vu do santuriorasgou-se em duas partes, de alto a baixo (Mt 27.51). Essa cortinaespessa e tricolor que separava o santurio do lugar santssimo,tambm chamado Santo dos Santos, simbolizava a impossibilida-de de o homem, absolutamente pecador, se aproximar de Deus,absolutamente santo. A morte de Jesus foi o sacrifcio que abriu o caminho atDeus. Desde ento, temos plena confiana para entrar no Santodos Santos [na presena de Deus] por um novo e vivo caminhoque Ele nos abriu por meio de vu, isto , de seu corpo(Hb 10.19, 20, NVI).
  • 9. 1. Trs dias de tenso [A primeira Semana Santa, pelos olhos de um jornalista]D eixei h instantes, e por trs dias apenas, o tempo e a ge- rao em que vivo para ingressar num mundo totalmente diverso. Acabo de firmar meus ps em Jerusalm, a cidadesanta. De uma sociedade tecnolgica, sofisticada e ameaadapela automao, transportei-me bruscamente para uma sociedadebuclica, de vinte sculos atrs. Mas aqui tambm no h paz. Acidade est agitada. A quantidade de turista enorme. Estamosem meio primavera, poca das ltimas chuvas, exatamente nametade do ms que eles chamam de Nis, antigamente Abibe,
  • 10. Trs dias de tenso 10que , para os judeus, o primeiro ms do ano sagrado ou ostimo do ano civil. Corresponde parte dos meses de maro aabril. A cidade est em festa a Pscoa. O governador PncioPilatos tambm encontra-se em Jerusalm e trouxe consigo deCesaria tropas adicionais para patrulhar a cidade nestes diasde festividades religiosas. O atual imperador romano Tibrio,enteado de Csar Augusto. Confesso-me tonto. Sei de antemo os fatos que ho de sedesenrolar no dia de hoje o mais triste e sombrio da histria.Vim at aqui para ver com meus prprios olhos o drama dapaixo e acompanhar os eventos que culminaram com a ressur-reio do Senhor. Achei que o mtodo mais indicado gravarminhas impresses e, ao final de cada dia, pass-las para o papel.O lugar da Caveira (sexta-feira)Ainda no so 9 horas da manh e j me encontro prximo aostio onde Jesus ser crucificado. Chama-se Calvrio ou Glgota,palavras que significam crnio ou caveira. Situa-se fora de Jerusa-lm, perto de um dos portes da cidade e de uma estrada. Sintoforte comoo ao ver Jesus pela primeira vez. Fico pasmado vista dele, pois seu aspecto est mui desfigurado, mais do queoutro qualquer. E natural, porque Ele passou a noite anteriorem claro e numa angstia mortal, j sofreu a negao de Pedro esuportou a mais cruel zombaria e toda sorte de agresses fsicas.Simo Cirineu carrega-lhe a cruz. Jesus crucificado no meio de dois ladres, como se fossecontado com os transgressores. Nunca vi tanta loucura na minhavida at os transeuntes blasfemam dele, dizendo: Salva-te a timesmo, descendo da cruz. A impresso que tenho que Jesus est sobrecarregado. Omundo inteiro desaba sobre Ele. Lembro-me de Isaas, que pro-fetizou exatamente esse aspecto da paixo: Ele tomou sobre sias nossas enfermidades, as nossas dores, o castigo que nos traz apaz, a iniqidade de ns todos, o pecado de muitos. Percebo eentendo tambm que Jesus, por incrvel que possa parecer, est
  • 11. 11 nem tudo sexta-feira sendo castigado. (Paulo no dir mais tarde que Deus no poupou a seu prprio Filho, antes, por todos ns o entregou?) Di-me horrivelmente ouvir o grito de angstia que Ele solta por volta das 3 horas da tarde: Eli, Eli lem sabactni, que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Embora informado sobre as trevas, no deixo de me assustar com a escurido que cai sobre ns das 12 s 15 horas. Eclipse do sol no porque estamos na lua cheia. A coincidncia do fen- meno natural ou sobrenatural com o dia e o momento da morte daquele que a luz do mundo causa-me e a outras pessoas uma atitude de temor e tremor. Jesus no aceita vinho misturado com mirra uma espcie de entorpecente ou narctico. Assim Ele pode manter suas facul- dades mentais at o fim. Tenho para mim que a morte de Jesus consciente e voluntria at o desenlace final. Ouo-o clamar: Pai, nas tuas mos entrego meu esprito. Agora fcil entender a profecia de Isaas Ele derramou a sua alma na morte e a palavra do prprio Jesus: Ningum tira a minha vida de mim; pelo contrrio eu espontaneamente a dou.